Sudcake de chocolate amargo

Olha eu aqui digitando receita no intervalo da transmissão do Oscar! Quem mandou tuitar a foto agora... Mas esse bolo vale. Ah, vale! Muito fácil, super rápido, mega gostoso! Aprendi numa tarde do Teacher & Dinner, a divertida aula-jantar da Roberta Sudbrack, que vou contar aqui em breve.
Bolo molhado de chocolate amargo
Por Roberta Sudbrack
(6 porções)
Bolo:
- Bata 5 claras em neve e reserve.
- Derreta em banho maria 400 g de chocolate meio amargo picado com 150 g de manteiga sem sal e 150 g de açúcar de confeiteiro.
- Retire do fogo e junte 2 colheres desse choco derretido às 5 gemas e mexa para 'temperar'. Depois junte ao chocolate restante.
- Peneire 1/3 de xícara de farinha de trigo (é pouco mesmo).
- Junte as claras em neve e mexa de baixo para cima.
- Asse numa assadeira untada de 32 x 22 cm em forno préaquecido a 180º por 12 minutos aproximadamente. Apenas até que a superfície esteja seca e o interior úmido e pouco assado.
Calda:
- Derreta 200 g de chocolate ao leite picado com 100 ml de creme de leite fresco e 20 g de manteiga sem sal, tudo no banho-maria.
Montagem:
- Corte o bolo ainda morno, disponha uma fatia em um prato e cubra com a calda quente. E coma rápido para repetir antes de tudo mundo!

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h34
Recuerdos de Madri

Uma boa lembrança de Madri? Não, não, nada de piriri! Um momento muito gostoso da viagem foi um almoço tardio no Bar Tomate, muito bem comentado por lá e, claro, a gente quis conferir.
O espaço tem decoração despojada, clientela descolada e só funciona na base da reserva. Como não tínhamos pressa - e muito menos reserva - ficamos no balcão do bar tomando cava e petiscando chips, aproveitando o serviço bastante cordial, até liberarem uma mesa.

O menu vem em uma prancheta. E o Pan con tomate (€ 3) vem tostado no forno a lenha, o que faz toda a diferença.

O Rigattoni trufado (€ 15) tem creme suave e boa cobertura de trufas negras. Eu tava com preguiça de mastigar, confesso.

Balcão para finalização de pratos no salão anexo. E dá-lhe jamón!

O Tataki de atún (€ 16) da Beta foi uma ótima escolha: peixe no ponto e molho delicado mas saboroso.

Detalhe da decoração.

A Ale surpreendeu pedindo Butifarra, foie gras y judias (€ 13). Moça tão delicada encarando cedo um feijão com linguiiiça, tem que ser gourmet, hehe. Sabores fortes e marcantes.

Imagem do salão anexo, junto ao bar.

De sobremesa, Surtido de quesos del pais (€ 10) com geléia e pães, para você arrematar o vinho. A gente acabou pedindo mais um, isso sim.

Detalhe da luminária feita de livros abertos. Genial. Já pode copiar?
Escrito por Marcelo Katsuki às 13h33
Um autêntico boteco japonês

Entre. E fique à vontade...
Depois das tapas espanholas e italianadas, chegou a vez dos petiscos japoneses. Modinha? Que nada! Os izakayas, similares aos nossos botecos, são uma tradição japonesa muito antiga e possuem um conceito muito peculiar: surgiram a partir de lojas de saquês que ofereciam um petisco para o cliente, sem ônus.
Aos poucos as conservas e amendoins foram dando espaço a pequenas porções de entradas, sempre de execução simples. O foco é sem dúvida a bebida, nada do pratinho roubar a cena. Mas a estrutura dos izakayas acabou sendo reformulada, e hoje é vista até como uma alternativa para quem quer sse aventurar no ramo da gastronomia sem ter que fazer altos investimentos.

Quando você pede um saquê, recebe um 'otoshi' (entradinha) que pode ser uma picante e adocicada conserva de pepinos...

... ou uma berinjela assada com flocos de peixe seco, ótima para acompanhar a bebida.
O izakaya Issa tem um longo histórico: já teve outros dois proprietários, mas é Margarida - esposa do chef Haraguchi (do restaurante Miyabi, atualmente fechado para reformas) que assumiu o comando desde janeiro - que deve tornar o lugar um ponto de convergência dos aficcionados por boa comida japonesa, ambiente informal e preços acessíveis.
O Issa é provavelmente o mais autêntico modelo de izakaya: desde o tipo de petisco servido até o atendimento dado aos clientes e a prateleira de saquês, tudo segue o estilo japonês. Nada de garçons uniformizados nem chefs de cozinha desfilando de dolmans pelo salão compacto.

Yakitori (espetinho de frango), também na versão 'coração': outro possível otoshi.
Harumi, a cozinheira, usa avental e lenço no cabelo e fica virando os bolinhos de Takoyaki no balcão junto aos clientes, enquanto Margarida, a proprietária, posta-se ao fogão de apenas uma boca virando o Okonomiyaki, a "pizza japonesa", com desenvoltura, enquanto ajeita o cabelo sempre impecável.
A equipe é só de simpáticas senhoras que falam bom português pois o propósito é dar ao izakaya um apelo mais familiar, abrindo para um público mais heterogêneo, não apenas executivos japoneses. A casa, apesar de reaberta há pouquíssimo tempo, já conquistou clientes como blogueiros, jornalistas de gastronomia e antenados iniciados em comida jap.

Takoyaki (R$ 25): porção enorme de massinha recheada com polvo, 'soosu', alga e flocos de peixe.
Há mesinhas e um ozashiki (reservado) nos fundos para ficar papeando com os amigos, mas os poucos lugares no balcão oferecem a privilegiada visão das belas garrafas de shochu nas pralteleiras ostentando os nomes de seus felizes proprietários, além da finalização dos pratos. Sem falar que no balcão você acaba ouvindo (sem querer, claro) fofoquinhas do mundo gourmet japa da cidade. Ninguém resiste, ainda mais depois de uns saquês, né não?

Sanma (R$ 22), um típico peixe japonês, assado e servido com nabo ralado.

O curioso Okonomiyaki (R$ 25), a 'pizza japonesa' que parece viva, com os flocos de peixe mexendo-se sem parar! Vem partido em quatro, tem a massa leve e merece ser provado.
O preço da garrafa de shochu começa a partir de R$ 100, dependendo das marcas disponíveis no dia. O Ichiko, por exemplo, que é uma beleza e não dá ressaca fica nessa faixa.

Harumi e Margarida: as damas do Issa.

O balcão com vista para os saquês.
As porções são para beliscar, e variam de R$ 10 a R$ 25, mas há alguns pratos simples como Oniguiri (bolinho de arroz recheado - R$ 6) ou o Curry Rice (R$ 25), sinalizados no final do cardápio como 'saída'. Ou seja, para comer na hora de ir embora, sem atrapalhar os golinhos. É comer e "gotissô samá", fio. Longa vida ao Issa! Banzai!
Izakaya Issa
R. Barão de Iguape, 89, Liberdade
Tel. 0/xx/11/3208-8819
MAPINHA AQUI, SE ORIENTE, RAPÁ!
Escrito por Marcelo Katsuki às 01h10
Chico e Alaíde

Oi Alaíde! Adorei conhecer o seu novo cantinho. Caminhando pelo Leblon, passei pelo Braca, ainda fechado, e bateu uma nostalgia. Daí acelerei o passo e alcancei o C&A (Chico & Alaide, desculpe a brincadeira) para um choppinho.
Mal passava das 10 da manhã, mas o Chico já estava lá agitando o balcão. Embora o atendente dissesse que ainda não estava aberto, o Chico tascou: "Pede o que quiser que a gente frita". Lembrei que no outro bar, enquanto você não chegasse, não tinha bolinho. Me empolguei e pedi todos os que consegui ler na matéria da parede. Um de cada.

Adorei essa novidade de 'colar' torresmo, camarão, tudo por fora. Você sempre inventando! O bolinho de Tutu (R$ 3,20) é uma beleza, sabor forte e o torresminho matador. O de feijão fradinho recheado com vatapá (R$ 3,20) é super original, mas tava um pouco salgado demais. Se aprume, mulher! Já a Maravilhosa de camarão (R$ 3,80), é tudo o que o nome já diz: ma-ga-vi-lho-sa. Acho que vai dar até samba!

Mas vou te contar: o bolinho de polenta com recheio de carne moída (R$ 2,70) é uma das coisas mais gostosas que já comi! Com aquela pimentinha esperta, então! Mas eu não podia ir embora sem matar as saudades do lendário Bolinho da Alaíde, com camarão e catupiry, né?

Eu já estava me levantando para pagar a conta, quando o Chico apareceu com um prato, meio que empolgado com a minha gula (será que ele se lembra que marcava minhas contas antigamente como "japonês de São Paulo"?)
Na mão, um bolinho sequinho com fios de carne seca tostados: "Esse é o campeão de pedidos da casa. Bolinho de abóbora com carne seca." Confesso que não aguentava mais nem um biscoito 'Grobo', mas dava para resistir? Uma mordiscada e o bolinho tinha sumido da minha mão. Maravilha, Alaíde!
Caminhei até o caixa meio tonto com os chopes matinais e pedi a nota, para poder lembrar os nomes - e preços de tudo. O de abóbora o Chico não quis cobrar, tá querendo conquistar ainda mais freguesia, hehe. Bom, amanhã eu volto para São Paulo, já saudoso disso tudo aqui. Beijos!

Chico & Alaíde
Rua Dias Ferreira, 679 (esq. com Bartolomeu Mitre)
Tel.: 0/xx/21/2512-0028 - Leblon - Rio de Janeiro
Escrito por Marcelo Katsuki às 14h01
Le Pré Catelan

O chef Roland Villard, do Le Pré Catelan (Sofitel Rio) adora criar trilogias. Faz parte de sua técnica de estudar produtos e desenvolver pratos com resultados distintos. É sempre interessante conhecer os menus do chef, que tem uma das carreiras mais consistentes do país.
Sábado jantei lá com um grupo de amigos. E pudemos provar as delícias do novo cardápio de trilogias (R$ 75 cada). E fechar a noite com uma deliciosa seleção de sorbets de frutas brasileiras, como cupuaçu, açaí e taperebá. E com as sobremesas do chef Dominique Guerin, claro.

Amuse bouche: Tartare de salmão com chantilly cítrico e creme de cogumelos. Dava até para misturar um com o outro, deliciosos.

Primeira trilogia: ravióli de lagosta com uma bisque perfeita, camarão crocante sobre pupunha e tartare de lagostim com manga. Difícil saber qual o mais gostoso.

Hora da Trilogia de Escargots: sobre torrada crocante de azeite, com massa folhada e na concha.

Um refrescante granité de laranja!

Para abrir a Trilogia de foie gras: escalope de foie sobre tapioquinha de goiaba. Surpreendeu! Crème brülée bem aerado, leve. E um picolé de foie com crosta de avelã.

Mais uma trilogia? Agora de cordeiro: picante com azeitonas, uma tigelinha que lembrava um escondidinho (não lembro o nome agora) e um suculento carré.

Suflê de chocolate super leve, com chocolate intenso cremoso. E sorvetes de leite com favas de baunilha e frutas vermelhas.

Um mil folhas com massa folhada crocante

E os incríveis sorbets de frutas brasileiras. Arrebatador!
Le Pré Catelan
Avenida Atlântica, 4240 - nível E - Hotel Sofitel
Tel. 0/xx/21/2525-1160 - Copacabana - Rio de Janeiro
Escrito por Marcelo Katsuki às 13h12
Olha a rã aí, gente!

Quando cruzei com o chef Wagner Resende no Mocotó e ele me falou: "Você precisa voltar ao restaurante para provar o menu de rãs", pensei: preciso mesmo. Mas rãs? A bichinha me dá uma certa aflição. Parece o Falcon sem roupa, gente, um mini-humano. Mas em tempos de 'tira o pé do chão', comer rã pode ser providencial. Assim como evitar galinha no Ano Novo. E em se tratando do Wagner que nunca me decepcionou - muito pelo contrário - resolvi aceitar o convite.
Chegando ao Le Marais, fiz um tour pela cozinha. Vi o setor de armazenamento e de preparação dos alimentos, mas fiquei tentado mesmo foi em passar a mão nos pães quentinhos, saídos do forno. Mas me contive, como sempre (preciso resolver isso na terapia).
Voltei para a mesa, que dividi com um amigo do colégio que não via há tempos (e que devo ficar outro tempão sem ver, pois meu celular tocou tanto que ele ameaçou quebrar o aparelho). O pãozinho já estava lá. Com manteiga clarificada, queijo de cabra cremoso e uma pasta de azeitonas deliciosa. Wagner me perguntou: "Alguma restrição?" Nenhuma, claro.
Quando chegou o primeiro prato, surpresa: Terrine de foie gras com figo fresco e compota. Gelei. Pensei que só voltaria a comer terrine quando me esquecesse da intoxicação na Espanha. Mas fui fuerte: respirei fundo e quando vi, o prato já estava vazio. E se da outra vez eu havia achado o foie meio sem gosto, dessa vez ele estava perfeito, ainda mais harmonizado com um Royal Tokaji 5 Puttonyos. Loucura boa.

O prato seguinte era uma Salada de camarão com ervilhas tortas tenras e fios de alho poró crocantes, feito batata palha. Fernando, que me acompanhava, arregalou os olhos antes de confessar que era alérgico, ai, ai. Deus me defenda matar o amigo ali com um edema de glote, mas foi com pesar que vi o pratinho ir embora. "Volta..."

Enfim chegava a hora da rã! Rãs à provençal, uma maravilha: suculentas, com aquele gostinho de alho mas equilibrado. E o arroz salteado no molho? Poderia comê-lo puro. Foi aí que me arrependi de ter pedido ao chef apenas um prato com rã. Deu vontade de provar o Ravioli e o Mil-folhas, e talvez, até a terrine de foie com rã.

Mas o prato seguinte foi a famosa Ponta de alcatra assada, acompanhada de polenta com trufas e molho de vinho. Carne bem selada com miolo vermelho e úmido, pouco sal mas muito bem emoldurada pelo molho potente que resistiu ao perfume da polenta. Nem pensei que conseguiria comer tudo, mas comida boa é assim.

Hora da sobremesa, e eu caçando mais algum prato no cardápio para espanto do Fernando: "Você tá louco?" Melhor não exagerar, ainda tinha uma jornada na redação. Pedimos a Degustação de sobremesas, com o pequeno Crème brüllée mas de sabor pronunciado, o melhor. Ainda um petit gateau de chocolate com sorvete de creme, um mil-folhas muito gostoso e quebradiço (fresquíssimo) e um chessecake com frutas vermelhas.

Quando a aventura parecia terminada, ainda chegam à mesa petit-fours como 'macarons', caneles e chocolates deliciosos, para acompanhar o café. Despedi-me do chef enquanto via o salão sendo tomado pelos comensais tardios. E voltei saltitante para a redação, efeito da 'rã ziriguidum' que vai me levar hoje à noite para o sambódromo. Tira o pé do chão aê!!!

Wagner Rezende: o chef é a garantia!
Le Marais
R. Jerônimo da Veiga, 30 - Jardim Europa - Oeste. Telefone: 3071-2873.
MAPINHA AQUI
Escrito por Marcelo Katsuki às 19h53
Bento Box

Almoço rápido hoje no Tanuki (R. Jericó, 287 - Vila Madalena - Oeste. Telefone: 0/xx/11/3814-3760). Rápido mesmo, o prato chegou antes de eu terminar o primeiro gole, gostei.
No bento box ('malmita' japonesa): arroz com umeboshi, conserva, frango com cebolinha, croquete de carne, crocante tempurá de hoorensu (tipo de espinafre japa) e missoshiro. De entradinha, bardana com gergelim e salada com molho de missô e alho. E minissalada de frutas. Tudo por R$ 20,50. Ótimo para botar a cabecinha no devido lugar depois da terapia, hehe.
Escrito por Marcelo Katsuki às 14h04
Três é demais?

Não para o incansável Benny Novak. Depois do sucesso do francês ICI Bistrô e do italiano Tappo Trattoria, o chef agora aposta suas fichas em um diner americano, com muitos burges e crab cakes, num ambiente despojado e de bom gosto ali em Higienópolis (ao lado do Mamarana).
Fui pra lá quase arrastado pela Beta, que queria me contar as novidades da viagem e me dar uma galocha Marc Jacobs! Item indispensável nos dias de hoje com essa chuva, certo? Apesar do cardápio bem diversificado, fui de hambúrguer clássico (R$ 16) com adicional de bacon crocante (R$ 3) e queijo emmenthal (R$ 3).
Benny comentou que fica impressionado com a quantidade de carne na grelha que o chapeiro tem que controlar e o meu sanduíche não decepcionou: bem seladinho, rosado por dentro, com a salada no prato (para montar na hora se quiser, assim não murcha).

A Beta foi de hot dog. Salsicha artesanal cozida e grelhada no pão macio. Uma delícia. O molho barbecue é feito na casa, assim como os tenros picles de pepino. Provei também as fritas e dei uma garfada na Apple Pie com sorvete do Tato.

O salão é aconchegante e há mesas com sofás-divisórias, bem ao estilo americano; a cozinha fica nos fundos, com a boqueta voltada para uma mesa comunitária, boa para reunir os amigos. Programão, ainda mais para quem curte um rock (no banheiro, o som é ainda mais alto, tendência). A trilha do 210 arrasa. Preciso voltar lá agora para provar popcorn shrimp, chicken wings, baby back ribs, Philly Steak Sandwich, matzeball...

Abriu! Quer dizer, abre oficialmente amanhã.
210 Diner
R. Pará, 210, Higienópolis - Tel.: 0/xx/11/3661-1219
Escrito por Marcelo Katsuki às 11h21
Sanduba com Tubaína

Minha mania do café da manhã (além do cachorro quente) agora no meio da noite. Comi esse ontem no Tubaína (R. Haddock Lobo, 74 - Cerqueira César - Centro. Tel.: 0/xx/11/3129-4930) com a Talitha e o Ale, antes de descer pro Bar do Netão. 16 pratas, mas vem com filé mignon no pão quentinho, queijo e fritas sequinhas.
Para acompanhar, Tubaínas de várias marcas. Ainda tentei espantar o calor com um mojito, mas veio azedíssimo. Nada que uma breja não resolvesse.
Escrito por Marcelo Katsuki às 13h08
Olha o Carnaval aí, gente!

Oi Rio! Nos dias 6 e 13 de fevereiro, o Caesar Park Rio de Janeiro (Av. Vieira Souto, 460 Ipanema - tels.: 0/xx/21/2525-2516 / 2519), traz a a escola de samba Viradouro para animar as feijoadas do hotel, com passistas, bateria, decoração e aquele climão de Carnaval. O chef Helbert Moura prepara a famosa feijoada, que acompanha onze tipos de carnes servidas separadamente.
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Já em São Paulo, o Carnaval no Obá Restaurante (Rua Dr. Melo Alves, 205, Jardins - tel.: 0/xx/11/3086-4774) acontece de 11 a 16 de fevereiro com pratos como Moqueca e Roupa Velha (foto). De sobremesa, a dica é a Panna Cotta ai frutti di bosco. A casa estará decorada com temas de carnaval e uma trilha especial tocará durante todo o feriado. O restaurante não funcionará apenas na Quarta-feira de Cinzas.
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O Bar da Dona Onça (Avenida Ipiranga, 200 lojas 27/29 - tel.: 0/xx/11/3257-2016) vai oferecer um prato típico do Pantanal: o Caldo de piranha. Considerado um tônico afrodisíaco, ele será servido de sexta (dia 12) à Quarta-feira de Cinzas (dia 16 de fevereiro). Seguuuura! O bar está localizado no Edifício Copan, no downtown.
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Na Mercearia do Conde (Rua Joaquim Antunes, 217, Jardim Paulistano - tel.: 0/xx/11/3081-7204), a festa vai da sexta-feira, 12 de fevereiro, à Quarta-feira de Cinzas, 17. A dica é a Caipirinha Tropicana (R$ 16,50, foto), com cachaça, lima, limão siciliano e gelo de garapa, uau! Para esquentar os tamborins, Ai que calor (R$ 18,50) um caldo de peixe picante tailandês com shimeji. E para garantir o dia seguinte, Suco cura ressaca feito com abacaxi, água de coco e limão sicilano e hortelã (R$ 7,80).
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Abaixo, três receitas de drinques criados pela troupie da Smirnoff Black para o Baile da Cidade que acontece nessa sexta no Unique. Se for pular em casa, liga um som, vira uns drinques e acredita!
Black Pierro
Adicionar o ½ kiwi, 1 gomo de limão tahiti e 5 uvas Itália em uma coqueteleira com açúcar ou adoçante.
Macerar todos os ingredientes, adicionar uma dose de vodka e depois completar a coqueteleira com bastante gelo.
Bater todos os ingredientes e verter em um copo longo
Black Colombina
Adicionar a 4 a 5 cubos de melancia e duas fatias de gengibre em uma coqueteleira com açúcar ou adoçante.
Macerar todos os ingredientes, adicionar uma dose de vodka e depois completar a coqueteleira com bastante gelo.
Bater todos os ingredientes e verter em um copo longo
Black Arlequim
Adicionar 8 estrelas de carambola e folhas de manjericão (a gosto) em uma coqueteleira com açúcar ou adoçante.
Macerar todos os ingredientes adicionar uma dose de vodka e depois completar a coqueteleira com bastante gelo.
Bater todos os ingredientes e verter em um copo longo.
Escrito por Marcelo Katsuki às 12h38
Temaki de quiabo, temaki de sardinha
Muitas coisas me desagradam nessa estória de fusión, mas o que mais me incomoda mesmo é a cópia. Mal feita então, no comments! Já experimentos originais, ainda que exóticos e duvidosos, acho digno. Sério!
A primeira coisa que me atraiu quando li sobre o Daitake Sushi, do chef Gilber Ugadin, foi sobre um tal Temaki de quiabo. Ora, quiabos! A segunda era um Temaki de sardinha em conserva. Ok, os puristas podem se estrebuchar agora, mas o fato é que gostei. Do quiabo e da sardinha.
Mas o que curti mesmo no Daitakê foram as porções para petiscar, pequenas e gostosas. Como tapas, mas à moda japonesa.

Mini espetinho à milanesa (porção com 3 unid.: R$ 5,80). O item obrigatório no 'obentô' de todo japa que se preze.

Olha aí o quiabo! Temaki de Salmão Kichigai com cream cheese, amêndoas e quiabo crocante (R$ 9). Não gosto de cream cheese em sushi, por mim faria todinho de quiabo, mas para quem curte, é um prato cheio. Já o Temaki de Sardinha em conserva vem com cebola, tomate, salsinha e pasta de alcachofra (R$ 8,50) com um sabor muito refrescante. É diferente mas é gostoso.

Esse é um daqueles segredos de família: Bolinho da Mama (porção com 3 unid.: R$ 6), feito à base de carne batida, tomate, cebola e condimentos. Fica quase cremoso por dentro, dá vontade de comer um montão.

Porção de Tempurá de legumes (5 unid.: R$ 7,90). O tentsuyu (molho) pode melhorar um pouco mas a fritura é boa.

Duplas de sushis com preços variados. Esse de atum chamuscado com folha de shissô, gengibre, azeite trufado e raspas de peixe seco custou R$ 7. E nem reclame do azeite trufado, mal dá para se notar.

Bolinho de arroz frito (moti), crocante por fora e um chiclete por dentro, com calda de shoyu e açúcar (R$ 6,50). Há outras opções como Petit Gateau e Tempurá de sorvete, mas como resistir a esse prato com tantas lembranças da infância?
Daitakê
Alameda dos Aicás, 1220
Fone da loja e Delivery: 5533-1038
Escrito por Marcelo Katsuki às 11h00
Madrid Fusión - dia 3
Com quase 3 dias de atraso. Culpa da intoxicación alimentícia que me botou de cama todos esses dias. Nem há muito o que falar, já que vi o terceiro dia passar pela janela do quarto do hotel, que ficava bem em frente ao congresso.



A estrela do dia foi Arzak, que mal consegui assistir por 30 minutos. O auditório não tinha banheiro, era preciso sair e passar por 2 inspeções e subir 2 andares. Mais fácil ir pro hotel, de onde não consegui mais sair.

Ai, jamón. Nem consigo mais olhar para embutidos.

Degustei alguns ótimos azeites no segundo dia, como esse Dauro, extravirgem.

México se fazia presente com um animado estande bem na entrada. Adorei esse pilão com base de madeira, protege de quedas (o meu mesmo, já rachou no meio!)

Frutas em polpa. O expositor me deu para provar e pediu para adivinhar. E era de pera, que não estava no balcão. Querendo me pegar? Dançou.

Serviço de bar ambulante. Você já vai para o evento tomando 'uns goró'.
Agora fechando a mala para voltar amanhã ao Brasil. Fim de viagem caótico, mas com direito a compra de livros entre uma vomitadinha e outra. Quase morri na porta da Lush! Enjôo fuerte.
Escrito por Marcelo Katsuki às 21h49
Jantar no Mercado de San Miguel
O lugar é lindo: um mercado de ferro e vidro repleto de balcões com matéria-prima de primeira, iluminação bacana, produça e um time de chefs discípulos de Adrià e Luis Irízar cozinhando para nós. Benvindo ao Piriri Fusión!

Convidados tentando escapar do frio cortante que fazia.
Desculpem pela brincadeira, mas depois da maratona de jamón, queijo manchego, chocolates e vinhos, nada mais natural que o cuerpo dar um chilique fora de hora.
Mas como explicar que quatro dos seis jornalistas tenham ficado de cama haciendo número dos a cada dos minutos? E parece que o momento 'Piriri Fusión' é uma tradição da delegação brazuca. Já somos 'tri' em 2010!

Produção caprichada e a cobiçada 'parede-jamón'.

Luminárias feitas com pote de vidro. Se for copiar, lâmpada fria, senão explode!

Brodo de lebre molecular. Ui, deu um arrepio aqui.

Hambúrguer de foie gras num pãozinho frito. Fuerte!

Salteado de cogumelos, cubos de carne e trufas raladas. Peraí...

Pescado em salsa com ovas.

Terrine de foie e carnes. Ui.

Esse era uma espécie de pão frito com um recheio salgado que não consegui identificar!

Com Ale Blanco e Beta Malta no lounge da Schweppes, montado dentro do mercado.

Dancinha da garrafa versão Cirque du Soleil. O povo capricha.

A de preto caía tanto, gente. Já tava me alongando para entrar no segundo tempo.

Meu último tapa da noite: sagu com creme, jamón crocante e ciboulete.

Ah vá!
Escrito por Marcelo Katsuki às 22h40
Madrid Fusión - dia 2 ainda
Tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas o foco é sempre o auditório principal. Daí ou você se divide em três ou aproveita quando os chefs estão dando receitas ou entrevistas mornas para correr para as outras salas. Fui a duas: sala Roma, ouvir sobre a história do gin, do pisco e claro, provar os drinques. E para a sala La Paz, atrás de um curioso debate sobre "Restaurantes Magnéticos".

Não tem nada do clima de quintal da Bodeguita del Medio, exceto pelas paredes rabiscadas. Mas os drinques com rum eram ótimos.

Preparo de "Labios de Miel": rum, mel e limão.

Na Beefeater 24, apenas um drinque. Mas tamanho família!

Quase um litro de gin tônica. Mas o toque aromático era dado pela grapefruit.

Fiquei de cara com a apresentação do chef Narisawa. O cara faz o caldo "dashi" usando flocos de madeira no lugar dos flocos de peixe. O conceito dele é algo na linha "envolvimento com a floresta". Daí você pode tomar sopa de terra, pimentão carbonizado e biscoito com pó de madeira. Fechou com uma carne curtida em folhas de madeira, saquê e missô. Sem cocção!

O Andoni Luis Aduriz ensinou a técnica da "segunda pele" feita com cal. Preparou tubérculos, bananas, tudo sequinho por fora e molhadinho por dentro. Quinenqui a cocada e o doce de abóbora com cal com 'capinha' (ops, segunda pele) que aquela tia apresentou no Jundiaí Fusion de 73.

Restaurantes magnéticos: palestra sobre como conseguir que um restaurante fique cheio enquanto os outros estão vazios. Roberto Brisciani, autor do livro "Restaurante Magnético" falou tudo o que a gente já sabe: tratamento cuidadoso, estilo definido, preços adequados, satisfação do cliente. Tudo parecia bem, até um restauranteur gritar: "Se fosse assim tão simples, eu não teria aberto e fechado tantos restaurantes!" Fecha o pano.
Escrito por Marcelo Katsuki às 21h56
