Marcelo Katsuki

Comes & Bebes

 

Batuque na cuisine

Batuque na cuisine



Estive ontem na abertura da exposição Sans L'Aimable Autorisation, do duo de image makers franceses Bertrand Houdin e Charlott Halpem (o "Anamorphée") na House of Palomino (R. Mourato Coelho, 790, Vila Madalena), onde também acontecia o lançamento da revista KEY # 3. Logo na entrada fui surpreendido por uma projeção do documentário "Bacalhau da Noruega". Meu Deus, parece que a "comida" me persegue até quando só quero encontrar alguns amigos...

A projeção é marcada por cenas insólitas e imprevistos como vários "blackouts", transformando o evento (a preparação de um prato de bacalhau pela dupla em uma cozinha toda encapada de embalagens azuis de bacalhau) num autêntico happening. Talvez Jane Crawford (viúva do artista Gordon Matta-Clark, aquele que literalmente cortava casas ao meio) tivesse razão quando disse que "em se tratando de reunir pessoas, a comida surge como forma mais democrática do que a arte" ao comentar a relação do artista com o ato de cozinhar. Miralda, comentado alguns posts abaixo, que o diga! Esse é o mote para apresentar "Bacalhau da Noruega". Mas esse é apenas um "aperitivo" da interessante exposição montada na House.



A série apresenta o criativo (e divertido!) trabalho do Anamorphée: registros não autorizados de obras de museus parisienses com interferência da dupla. Em rápida conversa com Bertrand, ele revelou que não pede autorização mesmo, mas depois dá o crédito ao artista. Achou a montagem da exposição fantástica, e disse que a vernissage mais parecia uma grande festa, com música, pessoas animadas e muita bebida. "Volte depois com calma, porque hoje você não vai conseguir ver nada". Vou ter que voltar mesmo.



Sans L'Aimable Autorisation ("Sem Autorização Consentida"): para amantes das artes, moda e design; e agora também de comida. Até o dia 25 de setembro, no galpão da "House".

Escrito por Marcelo Katsuki às 18h01

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Um pedaço da Bolívia em São Paulo

Um pedaço da Bolívia em São Paulo



Em pleno Pari, no final da rua Pedro Vicente (altura do nº 600), acontece todo domingo a Feira da Kantuta*, que reúne a comunidade boliviana da cidade. Há barracas de produtos típicos, artesanato, CDs e DVDs, brinquedos infantis e até cabeleireiros. Há um agradável clima de quermesse do interior no ar, com crianças correndo e mulheres louvando a imagem de Nossa Senhora de Copacabana, instalada no meio da praça. E é claro, não faltam as barracas de comida que às 11h já começam a receber os primeiros clientes.





O que comer ali? Saltenhas! De massa adocicada e recheio picante (de carne ou frango), levam ainda batata, cebola, azeitona, uva passa, ovos e temperos bolivianos. E o melhor, saem a todo instante, quentinhas, diretamente dos fornos na calçada, exalando aquele cheirinho gostoso de quitute caseiro. O recheio é tão farto que come-se de colher, para não escorrer o caldo (e não queimar a língua!). De acompanhamento, um refrescante suco de tamarindo, azedinho, delicioso.





Se você quiser ir fundo na aventura gastronômica, vá para as barracas que servem refeições. Ali, comi um inacreditável "Chicharron": generosos cubos de carne suína com tuntas (batatas bolivianas) e milho do tamanho de favas, e tomei suco de pêssego (com uma fruta seca no fundo do copo). Fiquei de olho no prato do vizinho, "Falso Conejo", que de coelho não tinha nada: bife à milanesa sobre batatas douradas e salada. Provei ainda a sopa de quinoa e a de mani (amendoim), ambas de sabor forte e substanciosas. Tomei também suco de quinoa com maçã e canela, leitoso e espesso, lembra muito nossa canjica (mungunzá).





Nas barraquinhas comprei ainda "pan-pizza", um pão com sabor de pizza, mas grosso, pimentas secas, tuntas (as batatas desidratadas bolivianas), favas tostadas, favas fritas para aperitivo, biscoitos ultracoloridos de soja, e é claro, quinoa, o famoso "grão de ouro". Lá, por R$ 4,50 você compra um pacote de meio quilo, menos da metade do valor pago nos supermercados, onde o produto é considerado caro. Motivo que explique talvez porque esse cereal tão cheio de qualidades nutritivas não tenha vingado no Brasil.





Depois de comer até a fruta do fundo do copo, uma atendente veio me oferecer café. Recusei alegando estar passando mal por ter comido demais, o que foi o ponto de partida para uma divertida narrativa. Ela contou (falando muito alto) que certo dia ainda na Bolívia, havia comido de "ficar entalada até a garganta" e saindo do restaurante deu de cara com uma barraquinha de rua onde havia uma leitoa assada inteira, o que a deixou "louca de raiva" por não conseguir comer mais. Disse que o assado estava lindo, "precioso", todo decorado e que ela ficou desesperada com a situação. Meu amigo não perdoou: "olha se isso não é conversa de gente gorda!!!". Bem, gordo ou não, me esqueci da balança e assim que ela nos deixou "aflita" para levar algumas flores para o altar da santa, aproveitei para pedir mais duas saltenhas de cada para levar pra casa. E ganhei mais duas de brinde, como acontece nas barracas de pastel de feira, quando você compra vários e ganha uma cortesia. Fiquei muito contente, "coisa de gordo", e daí?



*Kantuta: flor típica da região andina que tem as cores amarelo, verde e vermelho, as mesmas da bandeira da Bolívia.

Escrito por Marcelo Katsuki às 19h10

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Uma receita com quinoa

Uma receita com quinoa

A quinoa, riquíssima em proteínas é considerada o "alimento perfeito" pela Organização das Nações Unidas. Descoberto pelos incas há 8.000 anos na Bolívia e no Peru, o cereal tem valor nutritivo comparável ao do leite materno, sendo ideal para atletas (pela grande quantidade de aminoácidos e baixo colesterol), para as mulheres (pelos fitoestrógenos, que ajudam a amenizar os efeitos da menopausa) e para os celíacos (pessoas intolerantes ao glúten). (Fonte: Caderno Equilíbrio, 25/11/2004)

A quinoa, apesar de altamente protéica, não possui glúten. É ótima para substituir o trigo em pão, macarrão, biscoitos e farinhas sendo ainda rica em lisina, aminoácido que ajuda a fortalecer a imunidade e melhora a memória. Pode ser consumida com iogurtes e vitaminas, ou como trigo na preparação de tabule. Com tantas qualidades, resolvi postar aqui uma receita interessante de risoto utilizando a quinoa no lugar do arroz.



Risoto de alho-poró e flocos de quinoa

Ingredientes:
• 2 alhos-porós pequenos
• 250 ml de caldo de legumes (pode ser em pó)
• 50 ml de azeite de oliva
• 1 colher (de sopa) de puré de tomate
• 100 g de flocos de quinoa
• 100 g de cogumelos frescos em fatias grossas
• 2 colheres de chá de coentro moído
• 1 colher de sopa de salsa fresca picada
• suco de 1/2 limão


Modo de fazer: Fatie as partes brancas do alho-poró em anéis de 1 cm e lave bem. Ponha a água e o azeite em uma panela média, acrescente o alho-poró e o purê de tomate e deixe levantar fervura. Cozinhe por cinco minutos, adicione os flocos de quinoa, os cogumelos e o coentro.

Cozinhe por 15 minutos ou mais, até que a água seja toda absorvida. Coloque a salsa e o suco de limão, tempere com pimenta-do-reino moída na hora e sirva com uma salada verde.

Essa receita foi extraída do livro "Dieta Saudável - Como Perder Peso e Ficar Sempre em Forma" da Publifolha. Eu, que vivo numa eterna briga com a balança, comprei assim que ele saiu e achei ótimo: lindas fotos e receitas fáceis e saborosas. Para comprar o livro, clique aqui. (Aproveita porque está com preço promocional!)

Escrito por Marcelo Katsuki às 17h09

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Ardida como... pimenta?

Ardida como... pimenta?



Quando a pimenta biquinho surgiu no mercado, logo pensei: aí vem a nova estrela da temporada. Você se lembra da "pimenta caiena"? A gente até aprendeu a comer linguine com ela no extinto "Hotel Lycra". Modinhas da estação.

Pois a "biquinho" tinha tudo para acontecer: saborosa, perfumada e... não ardia! Logo pensei que apareceriam "relish de biquinho", "biquinho chutney", "confit de biquinho", e por aí vai. Mas o tempo passou e nada. Limitaram-se a servi-la como um reles aperitivo em churrascarias ou no máximo como uma peça decorativa sobre algum filé que precisava de "uma cor" no prato.

Acho que ela cairia muito bem numa salada. Finamente picada com bastante coentro (ou salsinha, para quem não gosta), elevaria qualquer salada insípida do ostracismo para o estrelato. É sério! Uma sopa também poderia ser "alavancada" com essa pimenta. E eu digo: quem não conhece precisa provar.

Em minha pesquisa na web descobri que ela foi desenvolvida por engenheiros da EMATER de Minas Gerais. Esses mineiros, hein, inventando pimenta que não arde. Deixa as baianas descobrirem que estão tirando o ardor da pimenta, hehe!



E se você curte pimenta, achei um site que ensina a fazer essas garrafinhas decorativas cheias de pimentas coloridas. Essa da foto é pequena, mas foi a única que achei em casa. Clique aqui e mãos à obra!

Escrito por Marcelo Katsuki às 17h22

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Villa Francioni (SC) lança seu primeiro tinto

Villa Francioni (SC) lança seu primeiro tinto



"Joaquim", o primeiro tinto da Villa Francioni foi lançado ontem em evento no Museum Dining Art. Apesar de cansado (em plena segunda!) resolvi prestigiar, pois acho estimulante ver o Sul do país consolidando sua vocação para a produção de vinhos. O nome é uma homenagem à localização do vinhedo, na região de São Joaquim, serra de Santa Catarina.

Despretensioso, o "Joaquim" é elaborado a partir de uvas Cabernet Sauvignon e Merlot . É bastante agradável ao paladar e sem grande complexidade, mas promete um amadurecimento já que se encontra em sua primeira safra. Segundo o enólogo da vinícola, sr. Orgalindo Bettú, as futuras safras devem render vinhos cada vez melhores, já que o tinto necessita desse percurso até atingir sua plenitude.

Antes da apresentação do "Joaquim", fomos brindados com taças de brancos e rosés. Sim, lá estava ele de novo, o "patinho feio" dos vinhos. Mas a Villa Francioni elaborou um rosé extremamente leve, frutado, suave, sem um aroma marcante mas de qualidade. O "New York Times" deu recentemente que o rosé é "a bebida para ser visto com", enquanto na Europa virou a moda do verão.

Mas o vinho que realmente me chamou a atenção foi o equilibrado "Chardonnay", com uma complexidade surpreendente para um branco nacional. De amarelo intenso e brilhante, com notas de especiarias e frutas cítricas, acidez equilibrada e notável persistência, esse vinho tem um agradável aroma amadeirado, resultado do armazenamento em tonéis de carvalho francês. Fiquei bastante impressionado.



A Villa Francioni é uma vinícula nova, sonho de seu fundador, Dilor de Freitas, um visionário que aponta como missão "celebrar a vida com um vinho elaborado com amor e arte". Segundo Bettú, a safra ainda é pequena para atender todo o Brasil, restringindo-se às regiões Sul e Sudeste, coisa que deve mudar nos próximos dois anos, quando a produção deverá atingir seu ápice. Em São Paulo, os vinhos já podem ser encontrados na Expand, uma das maiores importadoras do país. No Rio, o lançamento acontece hoje no Othon Palace de Copacabana, e amanhã, 30, em Curitiba, no Boulevard Restaurante.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h15

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A Fondue Asiática do Tabu

A Fondue Asiática do Tabu



Três motivos para conhecer o Tabu (Av. Ibirapuera, 2.534 – Moema - tel.: 11-2164-6060): a cozinha fusion que mescla sabores italianos e orientais, o ambiente confortável com gazebo e a "Fondue Asiática", que o restaurante está servindo até o dia 8 de setembro a preços convidativos.

Há três opções: uma com aves (R$ 29,00), acompanhada de molhos de amendoim, tartar de legumes e laranja, outra de carnes (R$ 39,00), com o molhos agridoce, Golf e vinagrete de framboesa e uma terceira de frutos do mar (R$ 49,00), com salmão, camarão e atum (foto) acompanhados de molhos camembert, Teriyaki e chutney de manga. Todos acompanham uma fondue de chocolate. Importante ressaltar que os preços são para duas pessoas.

E depois de você se deliciar com aquela brincadeira de mergulhar as carnes no consomé de legumes, ele vai para a cozinha e volta em forma de sopa, com todos os sabores concentrados. Dá para resistir, com esse friozinho que tem feito à noite? Ah, o Tabu abre diariamente das 19h às 23h e fica no térreo do Hotel Sonesta Ibirapuera.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h09

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Arroz de Bacalhau: prático e econômico!

Arroz de Bacalhau: prático e econômico!

"Quem vai querer o bacalhau da Maria Bethââânia????"

Que me perdoe a cantora (e diva da MPB), mas foi impossível não me lembrar dessa pérola do Chacrinha ao entrar no supermercado e dar de cara com um daqueles imensos pescados pendurados no balcão de embutidos. Não dá para resistir ao humor escatológico da frase; quem faria uma coisa dessas na TV hoje em dia? Dá para imaginar, por exemplo, o Faustão gritando "quem vai querer o bacalhau da Ana Caroliiiiina" e atirando um peixão na platéia? Não, né?

Hoje eu dou gargalhadas, mas na época ficava na maior aflição ao ver o "velho guerreiro" atirando aquele peixe cheio de sal grosso na platéia. Eu, que sou alérgico a sal marinho, logo me imaginava no gargarejo do auditório levando uma "bacalhoada" na cara e tendo que ser socorrido às pressas no ambulatório da emissora antes de virar um duende empipocado. Coisas de criança fantasiosa, hehe...



Mas chega de conversa fiada. Essa receita de bacalhau abaixo é fácil e econômica. Com 150 gramas de bacalhau desfiado (não dá nem R$5,00), rende mais de 4 porções. Às vezes eu faço na panela elétrica japonesa (para desespero dos mais ortodoxos), coloco tudo dentro e esqueço ela lá na cozinha. Mas para não ficar restrito aos usuários dessa "bugiganga superútil", fiz numa panela normal e deu certo. Vamos lá?




P.S. enquanto eu postava a receita nesse domingo esquisito (e bebericava uma taça de vinho), recebi uma caixinha de "financier*" do Garcia & Rodrigues, presente das amigas Ju e Yá que chegaram agora do Rio. A gente gosta tanto desse "bocadito" que tem quase um acordo: quando um vai pra lá, traz para o outro de lembrança. Ah, e que "lembrança boa" essa do Rio...

*Qualquer dia vou falar desse "bolinho". Consegui a receita, mas o do "Garcia" é imbatível.

Escrito por Marcelo Katsuki às 15h13

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Um centro cultural gastronômico em Sampa

Um centro cultural gastronômico em Sampa



Todo mundo tem o seu "playground". Ou aquele "jardim secreto" para onde a gente dá aquela escapada quando a realidade do cotidiano se mostra um pouco dura demais. O meu é o Viandier (Al. Lorena, 558, Jd. Paulista - 11-3057-2987), que lembra uma casinha da Provence, mas que para nossa sorte está aqui mesmo em São Paulo.





Trata-se de uma autêntica casa de gastronomia: tem escola de culinária, um empório com ingredientes e vinhos, uma biblioteca especializada que pode ser consultada, um café/bistrô que serve almoço além de lanches especiais e saladas e um espaço para eventos onde você pode cozinhar para seus amigos, fazendo aquela linha "cozinha-show" que a gente tanto vê nos eventos de gastronomia.



Pra minha sorte, fica a apenas duas quadras de casa, o que me permite dar sempre uma passada rápida por lá. Às vezes nem como nada, mas só de folhear os livros, ver os rótulos dos vinhos e vasculhar os temperos e utensílios, já fico com espírito renovado, pronto para encarar o resto do dia.



Logo que a casa abriu, sempre ia lá montar meus "kits gourmand" para presentear os amigos nos aniversários. Era alguém fazer uma festinha e lá estava eu com a minha cestinha cheia de azeites, temperos, facas, vinhos, e ninguém nunca reclamava (e quem se atreveria, hehe). Há um gaveteiro gigantesco só de temperos, dá vontade de comprar todos.



Como se não bastassem todos esses itens aliados a um espaço aconchegante, ainda há o fator humano, que senti em minha primeira visita. Do recepcionista ao proprietário, todos te consideram ali como um velho amigo, e o tratamento cordial entre os próprios funcionários impressiona.



A programação de cursos (que pode ser acessada aqui) sempre tem aulas interessantes, como a da quinta-feira passada, quando Ricardo Maranhão proporcionou um passeio através da história falando da origem antiga da culinária mediterrânea. Tudo acompanhado por degustações de azeites, uvas, vinhos, pães. Uma verdadeira e prazeirosa viagem dos sentidos.

*Le Viandier foi a primeira obra de referência gastronômica mundial, escrita por Guillaume Tirel por volta de 1380, a pedido do Rei Carlos V da França. Do latin vivenda, "viandier" significa "o provedor de alimentos". Legal, né?

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h18

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26 de agosto: dia de ajudar as crianças com câncer

26 de agosto: dia de ajudar as crianças com câncer


Amanhã, sábado, será o McDIA FELIZ. Todo o dinheiro obtido com a venda do sanduíche "Big Mac" será revertido para instituições que cuidam de crianças com câncer em todo o país. Mas lembre-se: só a renda do Big Mac será doada. Não vale comer outro sanduíche, como fez um amigo no ano passado que não sabia e comeu um McChicken, crente que estava ajudando.

Escrito por Marcelo Katsuki às 18h38

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3 festivais, 3 países

3 festivais, 3 países

7º Festival Gastronômico do Peru
Começa hoje, 25, e vai até o dia 2 de setembro no restaurante Tarsila do hotel InterContinental São Paulo. O chef Marcelo Pinheiro recebe os chefs peruanos Eduardo Castañon (dos "La Rosa Nautica" e "La Casa Moreira", de Lima) e Teresa e Elena Izquierdo (do restaurante "El Rincón que no conoces", verdadeiro patrimônio gastronômico do Peru) com quem divide as panelas durante o festival.



O festival apresentará a tradicional cozinha do país e alguns pratos com nova abordagem de apelo contemporâneo. No cardápio, opções como o Ceviche de Lenguado, Soltero Arequipeño con Camarones, Seco de Cordero, e Ají de Gallina. O menu inclui uma dose de Pisco, aguardente de uva verde, uma bebida típica do Peru.

Serviço
7º Festival Gastronômico do Peru
Preço: R$ 85,00 por pessoa, incluindo 1 taça de pisco sour
Data: 25 de agosto a 2 de setembro
Horário: das 19h às 23h
Local: Restaurante Tarsila – InterContinental São Paulo
Endereço: Al. Santos, 1.123 – Cerqueira César - Tel.: (11) 3179-2555




Festival de Risotos do Mamarana Cucina Italiana



A partir desse sábado, 26 de agosto, até 10 de dezembro, acontece o festival que homenageia as regiões italianas da Basilicata, Puglia, Calábria e Sicília no Mamarana. O chef Carlos Manoel Ribeiro apresenta menus de degustação às sextas (jantar), sábados (almoço e jantar) e domingos (almoço e jantar), compostos por salada, três tipos de risotos e uma sobremesa.



A partir de 20 de setembro, Carlos Ribeiro também ministrará cursos práticos dentro do projeto “Cozinha sem Fronteiras” (informações: 11-3661-8799 com Lucélia), voltados aos iniciantes da gastronomia contemporânea. As aulas serão realizadas todas às quartas-feiras, das 19h30 às 22h30 e os alunos poderão degustar os pratos.




Serviço
Festival de 45 anos da Mamarana Cucina Italiana
Preço: R$ 46,80 por pessoa (menu degustação com salada, três tipos de risotos e uma sobremesa)
De 2ª a 6ª feira, das 12h às 15h e das 19h às 23h30
Sábados: das 12h às 15h30 e das 19h às 24h
Domingos: das 12h às 16h e das 19h às 24h
Endereço: Rua Pará, 196 - Higienópolis - Tel.: (11) 3661-8799 / 3661-8307




Festival Gastronômico Sabores de México




Começou nessa semana e vai até o dia 26 de agosto no NH Della Volpe. O chef Alejandro Capalvo Soto apresenta pratos da culinária mexicana, como a asteca ainda pouco difundida entre os brasileiros. Além dos tradicionais Chillis e Guacamoles, o chef prepara pratos exóticos como o Polvo ao Ajillo.



O festival conta com apresentações musicais de mariachis mexicanos, que animam os jantares com o som típico do país. As tequilas Herradura são outro destaque do evento, com seu sabor delicado. O buffet é modificado diariamente e são apresentados pratos típicos poblanos, oaxaqueños e yucatecos.

Serviço
Festival Gastronômico Sabores de México
Preço: Buffet no almoço R$ 21,00 por pessoa / Jantar R$ 80,00 por pessoa
Quando: até o dia 26 de agosto, das 12h às 15h e das 19h às 22h
Endereço: Hotel NH Della Volpe - Rua Frei Caneca, 1199 - Consolação - Tel. (11) 3549-6464

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h42

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Conversas no Leblon

Na próxima segunda, 28, a escritora Marcia Algranti vai lançar na Livraria Argumento (R. Dias Ferreira 417, Leblon - Rio de Janeiro - Tel: 21-2259-9398), às 19h, o seu sexto livro na área de gastronomia, "Conversas na Cozinha", já comentado aqui no blog.

Ótima oportunidade para bater aquele papo descontraído com a autora, uma "expert" que já tem em sua bagagem livros como o interessante "Cozinha para homens (e mulheres que gostam de seus homens)" que li recentemente, cheio de receitas e dicas e o "Cozinha Judaica - 5000 Anos de História e Gastronomia" obra-referência que sempre consulto. Vai lá e depois me conta!

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h42

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Casa do Saber na ABS-SP

Casa do Saber na ABS-SP



Vinho é cultura: a ABS-SP (Associação Brasileira de Sommeliers de S.Paulo) promoverá na próxima quarta, 30 de agosto uma palestra com o Professor Dr. Leandro Karnal, chefe do Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas. Profundo conhecedor do assunto, o Prof. Karnal irá abordar a presença do vinho na cultura e na arte ao longo dos séculos. Para ilustrar o tema, irá comentar os vinhos especialmente selecionados para o evento:
- Champagne Gosset Brut Excellence
- Steenberg Sémillon 2005
- Clancy's Red Blend 2003
- Diversity Gamma 2002
- Ch. La Croix Chantecaille 2002
- Warre's Warrior Reserva

Esta degustação especial da ABS-SP tem o apoio da Casa do Saber, Expand Importadora e Solar do Vinho do Porto. Para fazer sua reserva clique aqui.

Serviço
Casa do Saber na ABS-SP
Preços: Sócios: R$ 70,00 / Não Sócios: R$ 140,00
Data: 30 de agosto de 2006 (quarta-feira)
Horário: 20:00h
Endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 1800, 8º andar - Tel.: (011) 3814-7853

Escrito por Marcelo Katsuki às 19h35

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Indicação B&G*: Kinlin

Indicação B&G*: Kin Lin



Eu poderia definir o Kinlin (r. Barão de Iguape, 93, Liberdade, tel.11-3209-5504) com aquela máxima que os sommeliers tanto adoram: uma excelente relação custo x benefício. Não espere "ovos de cem anos" nem outras excentricidades sofisticadas da culinária chinesa num ambiente suntuoso. No Kinlin a grande estrela é o sabor (e você paga pouco por ele).



Conheci o restaurante há exatos 15 anos, e de lá pra cá pouca coisa mudou. Algumas reformas talvez, mas o cardápio continua o mesmo. E eu comendo sempre os mesmos pratos, coisa de louco!

Meu preferido é o Frango com Molho de Gengibre (R$ 14,00 - e olha a foto lá em cima!). Sempre peço para o molho vir separado (na verdade nem peço mais, a garçonete sempre me antecipa), pois gosto de mergulhar o naco crocante e mastigá-lo imediatamente, antes que murche. Outro favorito é o Tofu Frito com Porco ao Molho de Missô (R$ 13,00). Porções fartas que dão para duas pessoas (que comem muito!).



O Yakisoba simples (R$ 8,00) também é muito saboroso e bem servido. Recentemente descobri que posso pedi-lo "bem frito" e ele vem com a massa tão crocante que parece crua. Fica ótimo, a massa vai absorvendo o molho aos poucos e adquire uma consistência bem diferente da que a gente come normalmente, vale experimentar.



Para os vegetarianos (olha aí, Priscila!), a pedida é o Mexido de Legumes (R$ 11,00). Eu comi muito esse prato quando meu ácido úrico estava nas alturas, e ele não perde nada em sabor, é ótimo. E de sobremesa, claro, oito unidades de banana caramelada a oito Reais. Eu tento resistir, mas é tão reconfortante...

E se você quiser conhecer um pouco da culinária chinesa, clique aqui.

(*Barato & Gostoso!)

Escrito por Marcelo Katsuki às 18h45

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Para profissionais

Para profissionais

http://www.abraselsp.com.br/encontro/default.asp



A AbraselSP promoverá nos dias 29 e 30 de agosto uma feira direcionada ao setor de bares, restaurantes e similares, reunindo fornecedores de produtos, uniformes, vallet, higiene e limpeza, alimentos, bebidas e automação.

Além dos estandes dos expositores, o evento contará com workshops e palestras, algumas gratuitas como a de "Turismo e Gastronomia" e outra sobre a "Lei do Fechamento dos Bares", que orientará os proprietários de estabelecimentos sobre o Programa de Silêncio Urbano. Muito útil.

O encontro contará ainda com um bar para degustações e apresentação de bartenders e espaço gourmet com chefs dando dicas e preparando receitas.

Encontro de Negócios AbraselSP 2006
Data: 29 e 30 de Agosto de 2006
Local: Hotel Caesar Park Business (em frente ao Tom Brasil)
Rua das Olimpíadas, 205 - Vila Olímpia.
Horário: das 14h as 22h00

Escrito por Marcelo Katsuki às 18h43

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Intercâmbio na cozinha

Intercâmbio na cozinha



Começa na próxima segunda-feira, dia 28 de agosto, o "São Paulo Bom de Mesa", evento organizado por Tainá Guedes com a Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança. Nessa noite será realizado um jantar beneficente na Universidade Anhembi-Morumbi (R. Dr. Almeida Lima, 1134, Brás) com renda revertida para o Projeto Cozinheiro Cidadão, do Instituto Lina Galvani. O festival acontece nos restaurantes participantes de 29 de agosto a 03 de setembro

A proposta do "São Paulo Bom de Mesa" é promover um verdadeiro intercâmbio cultural e culinário, ao unir chefs de diferentes regiões brasileiras resultando em inusitados encontros gastronômicos, como o do chef Marcio Seiji, do Nakombi, com Zé Maria, do restaurante que leva seu nome em Fernando de Noronha. Juntos vão preparar curiosos pratos como o Uramaki de carne seca com jerimum agridoce, farofa de manteiga de garrafa e shoyu. Achou interessante? Então clique aqui para ver os cardápios e endereços dos 11 restaurantes participantes!

Informações e convites para o jantar beneficente:
Nakombi (tel. 11-814-9898, com Janaina ou Carol)
Vinheria Percussi (tel. 11-3064-4094, com Rose)

Escrito por Marcelo Katsuki às 19h58

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A tentação do churrasco grego

A tentação do churrasco grego



Quem nunca se sentiu atraído (ou ao menos curioso) ao ver aqueles espetos giratórios dos famosos churrasquinhos gregos do centro de São Paulo que atire a primeira pedra. Aih!!! Tá, quando você pensa na higiene e na procedência duvidosa da carne a coisa muda de figura e não tem fome e nem 'sinal da cruz' que faça você desafiar o perigo? Ok.

Pois no Abu-Zuz (r. Miller, 622, Brás, tel. 11-3315-9694) você pode comer o seu churrasquinho grego sem medo. O Abu-Zuz é um restaurante libanês, mas você sabia que a origem do "churrasco grego" é árabe? Pois é, e lá ele se chama Shawarma.





Assado em brilhantes churrasqueiras de aço inox com queimadores elétricos e protegido por portas de vidro, leva ainda um saboroso molho de tahine e picles de pepino para a versão de carne ou pasta de alho e batatas fritas para a versão de frango, tudo enrolado em pão sírio como um "wrap".



O Abu-Zuz mais parece um simples boteco, mas há um salão com mesas no fundo e a comida é de primeira! Além do menu fixo, com o melhor da cozinha sírio-libanesa, há ainda pratos específicos para cada dia da semana. Eu procuro ir sempre às quartas ou sábados, dia em que se serve o Uzzi, um dos pratos de que mais gosto, mas numa versão com massa folhada (aih, meus triglicérides...). No caminho você ainda pode se divertir com a confusão do bairro, comprar aquela bugiganga ou acessório que talvez nunca use mas que naquele momento parece imprescindível ou apenas se perder entre os inúmeros camelôs e sacoleiras que lotam as calçadas. É divertido.




A primeira vez... que comi o "churrasquinho grego" foi em Paris. Mas não pense que estou contando isso para dar um aspecto chique à história, não é nada disso.

Recém-formado e de mochila nas costas, tinha acabado de gastar quase todo o orçamento do dia numa edição do "Le Design du Meuble (Au XXe Siècle)" da Taschen, restando uns poucos trocados para garantir a refeição do dia. Caminhando orgulhoso com o livro debaixo do braço, passei em frente a uma pequena porta de onde se desprendia um aroma irresistível para meu sensível olfato. Lá estava o churrasquinho grego (franco-grego?): pilhas de carnes girando sobre um tablado que mais parecia um palco cercado de luzes vermelhas. Pensei: "por que não?".

O atendente parecia alisar suavemente a carne com sua lâmina afiada enquanto as tiras iam caindo sobre a baguete já aberta. Logo o sanduíche era envolto por um cone de papel rosado, preenchido por batatas fritas formando quase um 'bouquet', tamanha a delicadeza da composição (e talvez pela alucinação causada pela fome?).

Atravessei a rua animado, livro num braço, sanduíche no outro, até morder o pão que se revelou bem ressecado. Só perdia para a carne, que de tão dura, não conseguia partir com os dentes. Entre me sufocar engasgado com o pão e puxar a carne com força, fiquei com a segunda opção. A carne não cedeu e voou pão para um lado, carne para o outro, restando apenas algumas fritas no cone agora amassado.

Esbocei uma expressão de desapontamento e tristeza, mas Paris não deixa. Logo já estava sentado na calçada do outro lado da rua, ali mesmo em Saint Germain des Prés, devorando as poucas fritas que restaram enquanto folheava avidamente as páginas do livro com os dedos engordurados.

Escrito por Marcelo Katsuki às 19h27

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A 42 passos do paraíso

A 42 passos do paraíso



Já fui viciado em hambúrguer. Mais precisamente, em cheesesalada. Consegui superar a tal fase "junk" mas não me libertar completamente. No ano passado fui ao Chicago Blues Festival, e no meio de toda aquela confusão de músicos, palcos e "barbecues", dei uma escapada até o Millenium Park logo ao lado, só para comer um dos três melhores hamburgueres da cidade, segundo o Dining Guide do Chicago Tribune. Era no Park Grill, e foi sem dúvida uma experiência inesquecível: o hambúrguer era ao ponto, crocante e suculento, o queijo cheddar era claro, o picles adocicado e ainda completei com cebolas grelhadas com balsâmico. Luxúria!




Não tive recaída, mas fiquei feliz da vida quando recentemente vi que a monótona pizzaria ao lado de casa estava sendo substituída por uma lanchonete. E das boas. Dias antes da inauguração, vi as luzes acesas e as mesas postas. Fui logo entrando e dei de cara com o proprietário (e chef) Luiz Cintra dando alguns toques na decoração. Apesar de surpreso, foi muito simpático e avisou que abriria na semana seguinte. Passei a semana contando os dias.




Quando abriu, fui três vezes logo na primeira semana. Chamava os amigos, fazia caravana para apresentar o St. Louis, e comi todos os pratos do cardápio (menos as saladas). E não me decepcionei com o hambúrguer, saboroso e ao ponto. Eu sempre brinco dizendo que "temos que prestigiar o comércio local" (para ele não fechar), e em se tratando de comida então, nem se fala. Logo a lanchonete pegou, o pequeno salão passou a viver lotado, a casa foi destaque em uma importante revista de gastronomia, daí mais tranqüilo retomei a minha rotina diária.

Na última sexta-feira dei uma passada para ver como andavam as coisas. Comi o meu favorito, Bacon Burguer com fritas, cole slaw e green maionese. A casa estava cheia mas uma mesa parecia nos esperar. Havia alterações no cardápio, mas os clássicos continuavam lá. Só o nostálgico café de bule, cortesia da casa, evaporou... pena. Mas não há como reclamar do expresso, cremoso e bem tirado, que arrematou a refeição com prazer e deu energias para começar a noite.

St. Louis: Rua Batataes 242 (esquina com a Joaquim Eugênio de Lima) - Jardim Paulista - Tel. 11-3051-3435

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h48

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Baco ambulante

Baco ambulante

http://www.decanter.com.br



250 vinhos e 40 produtores em três capitais brasileiras

A importadora Decanter realizará no próximo dia 22 de agosto a primeira edição do Decanter Wine Show, reunindo o melhor do velho e do novo mundo nos salões do Hilton São Paulo Morumbi. O evento vai para o Rio no dia 23/8 e Belo Horizonte no dia 24/8.

Além de poder conhecer e provar cerca de 250 vinhos de qualidade, o evento contará com degustações verticais apenas com raridades como safras selecionadas do Château Montus Cuvée Prestige, além de notáveis Barolos e Cerviolos. Os participantes poderão ainda conversar com ícones da vitivinicultura moderna, como Alain Brumont, Franz Haas, Pio Boffa (da Pio Cesare) e Alberto Arizu, produtor do "Luigi Bosca" (que faz um Malbec excelente!), grande sucesso de vendas no Brasil. Imperdível para os amantes do vinho.

Informações e reservas
São Paulo (11) 0800-7230111
Rio de Janeiro (21) 2286-8838
Belo Horizonte (31) 3287-3618

Escrito por Marcelo Katsuki às 18h16

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A tal da Limonada Carioca

A tal da Limonada Carioca



A limonada carioca poderia ser aquela que é vendida em Ipanema, tirada da torneirinha do barril metálico que aquele esforçado senhor carrega nos ombros. Sempre estupidamente gelada (assim como o mate e a laranja com cenoura) é capaz de matar a sede e o calor em dois goles. Mas aqui em São Paulo descobri que não é.

No meio dos sucos naturais do supermercado encontrei uma garrafinha plástica com o nome "limonada carioca". Ué, que novidade é essa? Depois da "limonada suíça", agora temos uma honrosa versão tupiniquim?

Para meu espanto, é composta por limão, água, hortelã e... leite condensado! Como assim? A imagem que tenho do carioca é do sujeito preocupado com alimentação saudável, light, que toma suco de açaí e faz longas caminhadas no calçadão (talvez para compensar o chopinho do Bracarense - hmmm, que saudades!). 'Kiki' o leite condensado está fazendo ali?

Provei, e bom... é muito gostoso!!! Bem doce, de cor leitosa mais parece uma mousse de limão líquida. E a hortelã deixa o suco ainda mais refrescante. Só não me pergunte quantas calorias tinha, pois tomei a garrafinha toda e depois fiquei com medo de conferir o estrago.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h17

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Lutas de sumô no happy hour

Lutas de sumô no happy hour

Foi num sábado há muito tempo, ainda lembro, saindo de um renomado (e caro) restaurante da Liberdade, que atravessei a rua e me deparei com o simpático balcão do Kintarô* (r. Tomás Gonzaga, 57 - tel. 11-3277-9124). Havia acabado de gastar muito e comido pouco; ainda com fome não hesitei em entrar pelo apertado corredor do recém-descoberto bar, que me pareceu bastante pitoresco.



Fiquei surpreso com o ambiente: na TV uma transmissão de luta (sumô), nas paredes, fotos de lutadores, e atrás do balcão... dois "sumotoris" (lutadores de sumô) de verdade! Eram os irmãos, Willian e Wagner, filhos da dona Liria, proprietária do estabelecimento e que prepara todos os petiscos.





O local é simples e pequeno, mas vive lotado. Logo cedo, dona Liria começa a fritar seus famosos pastéis, vendidos a R$1,50. Não sobra um para o almoço informal, composto por petiscos típicos japoneses, servidos em porções a R$5,00, como a salada de polvo com pepino, berinjela com pasta de soja, tofú (queijo de soja) frito com cebolinha, bardana apimentada, ovas e mariscos, devidamente acompanhados por "oniguiris" (bolinhos de arroz recheados com ameixa japonesa) a R$2,00. Você pode ainda pedir porções mistas, como essa da foto.



À tarde entram em cena os petiscos quentes, como carne seca com farofa, lombinho de porco frito e até inusitadas mini-bracholas para aperitivo, tudo muito saboroso. Isso sim é hibridismo cultural, hehe. A cerveja lá é geladíssima e você nunca fica na mão. Nos dias frios, dona Liria ainda prepara um substancioso "oden", um cozido de legumes japonês de sabor sutil mas muito apreciado pelos japoneses. Eu adoro, principalmente com pasta de mostarda.

Atualmente empenhados na realização do 3º Torneio de Sumô, Willian e Wagner estão vendendo camisetas para o fundo da competição. Até comprei uma na semana passada (enorme, posso usar como cobertor!) pois além de viabilizar o torneio, ela é bonita e tem uma frase nas costas (em japonês) que diz: "na vida, mesmo caindo sete vezes, você tem que se levantar oito". Será que isso tem alguma coisa a ver com "pileque"?




*Kintarô: quer dizer "menino de ouro". Segundo uma lenda japonesa, ele foi criado com a mãe e os animais num abrigo na montanha; era tão forte que conseguia arrancar árvores com uma só mão. Antes havia uma simpática placa com uma pintura já bem desgastada do "menino de ouro" na fachada, mas hoje resta apenas uma lanterna vermelha com alguns ideogramas onde se lê o nome do estabelecimento.

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h36

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C.O.M.I.D.A..É..A.R.T.E

C.O.M.I.D.A..É..A.R.T.E



Ontem tive a oportunidade de assistir à palestra do catalão Antoni Miralda, artista convidado da 27ª Bienal de SP e que tem a "alimentação" como tema recorrente em seu trabalho. Miralda, que já havia exposto na Bienal de SP em 1983, resolveu convidar o público paulistano para participar de seu projeto "Sabores e Línguas".





Sua proposta é bastante interessante. O artista distribui pratos brancos à platéia que tem um mês para desenvolver um trabalho que caracterize uma manifestação pessoal sobre temas como dieta, receitas da avó, ritual e engenharia genética. O resultado acaba sendo um panorama curioso sobre a identidade cultural, política e econômica da cidade visitada.



Os pratos devem ser devolvidos à secretaria da Bienal e farão parte da instalação de Miralda, que já realizou esse projeto em outras cidades como Caracas, Lima, Bogotá e Havana. Alguns pratos serão selecionados para compor o arquivo culinário do "FoodCulturaMusem", que Miralda criou em Barcelona.





Um dos trabalhos apresentados ontem que mais me impressionou foi o "Projeto Honeymoon" uma série de instalações/performances resultantes do casamento imaginário da Estátua da Liberdade com o monumento a Colombo em Barcelona. Engraçado, não? Em uma das etapas (se não me engano a francesa) foi feito até um gigantesco bolo de açúcar, em homenagem aos "noivos".



Ao fim da palestra, fomos convidados a retirar um dos muitos pratos dispostos no palco. Não hesitei em correr para garantir o meu, enquanto Miralda, sempre bem humorado, finalizava: "Se você não conseguir criar nada, ao menos faça uma boa refeição nesse prato, o que já me dará uma grande satisfação". Genial, afinal um prato é antes de mais nada um prato, certo?

Escrito por Marcelo Katsuki às 08h18

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Natureba instantâneo

Natureba instantâneo

Sou um fã de Miojo. Claro que fico "inventando modinha", cozinho, frito e até como cru (coisa que aprendi com uns primos esquisitos na infância). Às vezes faço variações com ingredientes sofisticados, o que resulta num autêntico "samba do crioulo doido", caso do meu "Miojo Trufado" (de sabor questionável), do "Miojo ao Zafferanno", e por aí vai. Pode parecer excentricidade, mas é apenas brincadeira mesmo. Qualquer dia vou postar algumas receitas, mas hoje o papo aqui é outro: macarrão integral instantâneo.



Vasculhando uma loja de produtos naturais, achei alguns pacotes de macarrão integral com o nome "Natural Gourmet". Assim como o lámen, ele vem em porções menores (até 2 pessoas) e com todos os temperos. Mas nesse caso, nada de pacotinho: os ingredientes como a cenoura, o salsão e a cebola vêm desidratados, junto ao macarrão e são produzidos organicamente.



Além da versão italiana, com tomate, nozes, alcaparras e berinjelas, há ainda a versão indiana, com um toque de curry e outra mediterrânea, com legumes desidratados. Achei o produto curioso, comprei e testei. O sabor é um pouco azedo demais (talvez por causa do tomate e da berinjela desidratada), mas o resultado não chega a decepcionar. Afinal, a praticidade aliada ao fato de se estar comendo um produto natural/integral ajudam. E nada que um bom azeite não resolva.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h03

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Indicação BG*: Ginger Café

Indicação BG*: Ginger Café

*Barato e Gostoso!

Quando bate aquela saudade da comida mãe, da tia, da avó, eu corro pro Ginger Café (Alameda Campinas, 1.060 - Jardim Paulista - Tel. 11-3885-5771). Lá, tudo é feito com aquele carinho que a gente só vê em casa. Aliás, lá você se sente em casa.



O compacto salão e o terraço abrigam poucas mesas e a preocupação com os detalhes é nítido: dos porta-guardanapos feitos de origami (dobradura japonesa) até o cardápio artesanal em papel reciclado, tudo reflete o delicado trabalho da proprietária, Alessandra Najima que cuida do café com visível carinho.

O bufê no almoço custa R$ 10,00 e inclui suco natural. Sempre há opções de saladas e carnes, como o frango ao gengibre e gergelim e o picadinho de carne. Mas não espere réchauds gigantescos e filas para se servir: os pratos são dispostos em pequenas travessas, como na casa daquela tia que cozinha bem, o que garante reposição constante e comida sempre fresquinha.



E depois de uma refeição leve e saudável, nada como finalizar com alguns deliciosos brigadeiros (minha "sobremesa" favorita), daqueles crocantes por fora e cremosos por dentro a R$ 0,25 (isso mesmo, vinte e cinco centavos!). Claro que eu acabo me empolgando e levo alguns para comer mais tarde.

Aos domingos, o Ginger ofereçe um buffet de café-da-manhã com bolos, pães, torradas, muffins, geléias, patês, todos de fabricação própria, por R$ 8,00. Sempre tomo o chocolate batido com gengibre e acabo com todos os pastéis de forno que saem quentinhos a toda hora. Não dá pra resistir. Ah, no piso superior funciona uma lojinha de presentes onde há aulas de ikebana (arranjos florais). Vale a pena conhecer.

Escrito por Marcelo Katsuki às 08h44

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Chefs Especiais

Chefs Especiais



Não vou falar de chefs estrelados nem de especialistas no ofício da cozinha. Fui apresentado ao projeto "Chefs Especiais*" nesse sábado, numa manhã ensolarada onde a cabeça insistia em pensar numa praia, ou naquela pracinha animada, uma cerveja, amigos.

Entrei apressado na escola, onde uma dezena de crianças já aguardavam ansiosas na recepção o início da aula. Lá estavam elas, felizes, sorridentes, falantes. Não tardou adentrarmos a cozinha, onde um empolgado professor-chef ia recebendo uma a uma, chamando pelo nome, dizendo palavras de incentivo, fazendo brincadeiras, sorrindo.



O tema da aula: pizza. E dá-lhe farinha, água, meleca, mãos cheias de massa grudada, mão pequenas, gestos suaves, e uma ruidosa conversa que unia os pequenos mestres-cucas, animados por botar a mão literalmente na massa. Mãos enfarinhadas com as quais mandavam beijos, apertavam o rosto frágil constantemente como quem percebe um deslize e ajeitavam o colorido "toque blanche" sobre a cabeça.





É inegável: todos estavam felizes. Diante da pizza que saltou do forno perfumada, despertando o olhar curioso e satisfeito do aprendiz frente à sua obra, não faltaram expressões de satisfação e contentamento. Gritos de alegria, a mão pequena agora puxa a fatia e se delicia com o resultado de seu esforço. Palmas para todos, mais beijos para a atenciosa platéia que num descuido deixa escapar algumas lágrimas. Em meio a tantas demonstrações de afeto verdadeiro, fica difícil não se emocionar.



* "Chefs Especiais", projeto idealizado por Marcio Berti da empresa La Grande Maison (fabricante de panelas esmaltadas) é voltado para crianças portadoras de síndrome de Down e não tem fins lucrativos. O apoio do Instituto Meta Social, a Renome (Associação da Renovação do Mercado Paulistano), a UniFMU Gastronomia e a Companhia das Ervas viabiliza o custo operacional e a matéria prima. A escola cede o espaço e o chef convidado ministra a aula, sem ônus.

O projeto promove a ocupação, a distração, o incentivo e o estímulo a crianças especiais e já teve a participação dos chefs Clô Dimet, Gustavo Iglesias e Carlos Ribeiro. Para as próximas aulas estão previstas as participações de chefs como Márcio Moreira, Rita Corsi, Rose Tejada e Silvia Percussi. Mais informações pelo e-mail: marciojober@itelefonica.com.br


Escrito por Marcelo Katsuki às 23h17

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Especiarias da Índia

Especiarias da Índia



Você não precisa mais quebrar a cabeça para encontrar boas "masalas" (misturas de especiairias indianas) em São Paulo. Um agradável passeio dominical na Praça dos Omaguás em Pinheiros pode render mais do que um merecido descanso sob as árvores. Ali entre os inúmeros quiosques fica o bem cuidado display da Grão Vizir do Marcelo Nastari, um apaixonado por especiarias que prepara artesanalmente as mais conhecidas masalas a partir de ingredientes selecionados.



Entre um gole de Tchai Masala (chá preto com leite e especiarias) gentilmente oferecido e algumas provadas nas amostras, você ainda pode discutir receitas e aplicações práticas dos temperos na sua alimentação diária, dando aquele toque diferenciado. Todos os masalas acompanham receitas práticas com carnes e pescados, mas são também muito utilizados na cozinha vegetariana.



Além de poder comprar os temperos individualmente, há bonitas caixinhas artesanais que acomodam de um até 11 vidrinhos, e formam um belo presente para os apaixonados por temperos.

Grão Vizir - tel. 11-9132-8078 / e-mail: grao-vizir@uol.com.br - Espaço das Artes na Praça dos Omaguás (av. Pedroso de Moraes, altura do nº 800 - em frente À FNAC-Pinheiros), todos os domingos, das 10h às 17h30.

Escrito por Marcelo Katsuki às 21h16

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O doce mais doce do mundo

O doce mais doce do mundo



Nunca tive fama de "formigão", felizmente não sou muito chegado a doces, mas como resistir aos alfajores Havanna? Sempre que algum amigo visita a capital argentina, é aquela velha história: "me traz uma caixinha?"



Agora o drama acabou. Fui conhecer o Café Havanna (r. Bela Cintra, 1820 - tel. 11-3082-5722) inaugurado há dois meses, mas para minha surpresa, o que me chamou mais a atenção não foi o alfajor, e sim a torta "Rogel" (pronuncia-se "rôrrél): camadas de massa folhada entremeadas por doce de leite argentino e cobertas com merengue. Era tão doce que chegava a doer os dentes (será que estou devendo uma visitinha ao dentista?). Para completar ainda pedi um Café Havanna: expresso com leite condensado e canela. Sem medo da hiperglicemia! Comi ainda um Palermo Soho, sanduíche de pão de miga, para matar as saudades portenhas.



O espaço é bastante agradável com sofás, terminais de internet e mesinhas no salão e no pátio ao ar livre. O atendimento é eficiente com uma numerosa equipe de salão capitaneada pelo gerente Ricardo. E os alafajores (quase me esqueço deles!) estão lá, de chocolate escuro ou branco, a R$ 4,00 cada.


Escrito por Marcelo Katsuki às 21h04

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Cozinha País a País

Cozinha País a País



Nesse domingo, dia 13, a Folha lança os dois primeiros volumes da coleção "Cozinha País a País". Composta por 20 livros de capa dura, a série enfoca a gastronomia de países como França, Tailândia, Japão, Índia, entre outros. O último volume é dedicado aos vinhos.

Com formato quadrado e todo ilustrado, os livros apresentam uma introdução à gastronomia de cada país, detalhando os ingredientes, as técnicas e os principais pratos. Conheça a coleção e veja como comprar clicando aqui.

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h53

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Volta ao mundo no Dia dos Pais

Volta ao mundo no Dia dos Pais

Crie um clima especial para comemorar o dia do "velho". Escolha uma cozinha típica que ele goste, faça as reservas e embarque com ele em uma "viagem sensorial", onde os aromas, sabores, a música e sua inspirada companhia farão toda a diferença. Capriche, afinal é o dia dele!


Se ele gosta de Paris, ou apenas sonhou um dia passear pelo Marais ao som de uma canção de Piaf, que tal tentar realizar esse sonho com um almoço no La Casserole? (Largo do Arouche, 346 - República Tel: 11-3331.6283 / 221.2899)



Lá o clima é mágico e a Marie não poupa simpatia ao receber os clientes. Para essa data, ela preparou um menu com entrada (Terrine de Campagne ou Folhado de Frutos do Mar), prato principal (Penne com Perdiz e Cogumelos, Steak au Poivre ou Atum Oriental com Flan de Abóbora) e sobremesa (a insuperável Tarte Tatin, em versão tropical ou Soufflé ao Grand Marnier), ao preço de R$ 72,00 por pessoa (couvert, bebidas e serviço não inclusos).



E já que você está no Arouche, aproveite e faça uma visita ao mercado de flores, bem em frente ao restaurante. É lindo.




Agora, se ele é fã de Cervantes, já se surpreendeu com a Guernica ou apenas aprecia a diversidade da gastronomia espanhola, baseada nos pescados do mar Cantábrico e das águas do Mediterrâneo, o La Coruña (Al. Lorena, 1.160 – Jardins – Tel.11-3085-3999) não vai decepcioná-lo.



Além da tradicional Tortilla, feita com esmero na cozinha de dona Carmen (que trata a gente carinhosamente como "hijo"), há excelentes Paellas, em diversas variações como a Fideuá, feita com macarrão (R$ 80,00 para duas pessoas) e a Paella com Lula en su Tinta (R$ 50,00 para uma pessoa), de cor inusitada mas sabor marcante.



A chef Sandra Picos completa o banquete com uma deliciosa Crema Catalana (R$ 11,00) e a exclusiva Tarta de Santiago (R$ 12,00), que dá vontade de levar pra casa. E vocês ainda podem se divertir tentando decifrar a enorme réplica da obra de Picasso, feita em metal, que ocupa toda a parede ao fundo do salão.




Se o assunto é "comida da mamma" e o velho ainda vibra com a conquista do Mundial pela Itália, aproveite para festejar junto com as comemorações dos 45 anos da Mamarana Cucina Italiana (Rua Pará, 196, Higienópolis - tel. 11-3661-8799).



A chef convidada Carla Falconi preparou um apetitoso menu que inclui Fundo de Alcachofra ao Pomodoro, Cordeiro ao Vinho do Porto sobre Polenta Cremosa e de sobremesa um autêntico Tiramisù. Parece feito para mim, que não resisto a alcachofra e polenta, ainda mais cremosa. O menu completo custa R$ 46,80 e depois vocês ainda podem fazer uma agradável caminhada pelas arborizadas ruas do bairro.




Já se o seu pai gosta de comer “de palitinho” e faz a linha saudável (ou você está querendo incentivá-lo), o Nakombi ( Rua Pequetita, 170, V.Olímpia – 11-3845-9911 / Av. Brig. Faria Lima, 254, Pinheiros – Tel. 11-3814-9898) criou uma promoção perfeita: um menu completo com Sushi de berinjela com molho de missô e camarões e Bolinho de arroz com peixe curado e ervas de entrada.



O prato principal fica por conta do Kombinado especial do Chef e de sobremesa Profiteroles com sorvete Haagen Dazs de cheesecake com coulis de cupuaçu. O preço é de R$ 130,00 para duas pessoas e inclui uma taça de vinho ou saquê por pessoa.



E depois dessa fascinante viagem pelos sabores do Japão moderno, não vai faltar inspiração para criar uma frase utilizando as palavras “Pais” e “Nakombi”, não é mesmo? Capriche no riscado, pois serão sorteados três ‘freepass’ de um mês para utilizar na Academia Fórmula e três kits Speedo (camiseta e mochila) para as melhores frases. O resultado você confere depois no site da casa: www.nakombi.com.br.




E se a primeira coisa que seu pai faz ao visitar um país é programar visitas aos museus da cidade ou se você ainda se lembra daquele primeiro passeio ao Masp levado por ele, retribua o gesto com um brunch 'cultural' no Restaurante do Instituto Tomie Ohtake (Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 com entrada pela Rua Coropés – Pinheiros - tel. 11-2245-1918).



Lá vocês poderão unir arte de qualidade (há sempre ótimas exposições) a uma refeição surpreendente. O restaurante oferece um delicioso brunch elaborado pelos chefs Leila Pires, Edhuardo Russo e Carlos Ribeiro com uma variedade de saladas, quiches, pratos quentes e doces.



Para esse domingo os chefs prepararam um robalo assado na folha de bananeira com molho de camarão, pernil ao molho rôti e batatas rústicas e três opções de Paellas. O preço do buffet é de R$ 45,00 e inclui uma taça de prosecco. Crianças até cinco anos não pagam e de seis a 12 anos têm descontos. E se você não resistir e exagerar nos prazeres à mesa, como eu, passear entre as obras expostas no Instituto pode ser um excelente programa enquanto você se recupera do pecado da gula.


Escrito por Marcelo Katsuki às 09h07

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Os Martinis do East

Os Martinis do East



Minha queda pelos sabores picantes da cozinha asiática acabou me levando ao East (Al. Jaú, 1303 - Jardins - 11-3081-1160). O projeto de decoração assinado por João Armentano é realmente incrível. O lounge/bar consegue ser sofisticado e aconchegante com seu pé-direito duplo e sua luz tênue mas vibrante que logo nos transporta para uma Ásia moderna e misteriosa. Calma, ainda nem comecei a beber.



Logo de cara, fiquei impressionado com a carta de bebidas: havia 14 tipos de Martinis (uau!) além do "special of the day", à base de wasabi. Não preciso dizer que provei vários! Comecei pelo Pink Flower, com gin, licor de lichia e de pétalas de rosas. Logo já estava com um Eastini: vodca Mandarin e Grand Marnier batidos com suco de maçã e água de flor de laranja. O Flirtini, com vodca Kurant e champanhe logo remeteu a algum capítulo de Sex & the City. E o especial do dia, à base de vodca com wasabi divertiu pelo puro prazer da reinvenção da raiz forte na bebida. Delírio.

A aventura foi ainda acompanhada por pratos tailandeses como o Gai Gorla (frango grelhado com molho de côco) e o Pad Thai (massa de arroz com molho de tamarindo). Para finalizar, algodão doce no palito, que ajudou a atenuar o efeito da pimenta dos pratos e foi bastante providencial no quesito glicose, fundamental naquele momento "martínico".

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h04

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Conversas na Cozinha

Conversas na Cozinha


Desde os tempos da faculdade sempre ouvi falar da importância da cozinha no cotidiano das pessoas. Não parece, mas a verdadeira sala de estar acontece lá, naquele cômodo às vezes pequeno demais para o número de acontecimentos que testemunha. É lá onde rolam animadas discussões sobre política, projetos de vida, ou uma simples crítica ao último capítulo da novela das oito. E é nesse mesmo clima, informal e com linguagem direta que o livro "Conversas na Cozinha" (235 páginas - Senac Nacional - R$45,00) discorre sobre a cozinha contemporânea.

Repleto de curiosidades e receitas que vão de entradas a sobremesas, o livro de Marcia Algranti (autora do "Pequeno Dicionário da Gula", entre outros) aborda algumas dicotomias, como o duelo do "fast food/slow food" e a disputa do vinagre versus o verdadeiro balsâmico. Azeites, temperos e condimentos realçam os assuntos, além dos segredos dos grandes chefs da atualidade e suas audaciosas criações. Ótimo para profissionais ou simples fãs da gastronomia.

Escrito por Marcelo Katsuki às 16h21

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Gastronomia e design

Gastronomia e design

http://www.gdbmg.com.br/



O Gula & Design Boa Mesa Gourmet começa hoje no Jockey Club de São Paulo (av. Lineu de Paula Machado, 775, tel. 11-3819-7955). A proposta de reunir gourmets e designers acontece em meio a uma disputa polêmica: eleger qual a melhor cozinha da atualidade, a francesa ou a espanhola. O evento terá aulas, workshops e jantares e contará com a presença de chefs estrelados como o francês Alain Passard e o brasileiro Alex Atala, além de conhecidos decoradores que criaram os ambientes da mostra. O ingresso custa R$ 35,00 (maiores de 60 anos e estudantes pagam meia). Informações: 11-3049-3426 (restaurante) ou 11-3819-7955 (aulas, workshops e degustações).

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h02

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Vovó faz 90 anos



A "batian" (avó em japonês) sempre foi uma figura marcante nas famílias nipo-brasileiras. Sempre que você ouve uma história de família, mesmo que seja uma fofoca "daquelas", está presente a imagem da "bá". Elas são assim mesmo, matronas, disciplinadoras, quase sempre disfarçadas sob o corpo mignon e os trejeitos delicados. Mas não se engane: dentro delas habita um general.

Minha "bá" é assim. Conseguiu organizar um exército a partir das seis filhas mulheres sem nenhum conflito interno. Se criar duas filhas em clima de paz já é uma vitória, imagine seis! E continuou sua empreitada com os netos, sem intermediários. Dava bronca, puxões de orelha e corria atrás da gente com a mesma desenvoltura. Eu, como era meio "atentado", às vezes corria até do meu "di" (ditian, avô em japonês), mas felizmente sempre fui mais rápido e desaparecia pelo corredor da casa sem deixar vestígios.

Foi mais uma noite divertida, todos reunidos à mesa para comemorar mais um ano com a "bazinha", que sentou-se ao meu lado. Tenho a péssima mania de ficar organizando a mesa. Basta todo mundo se acomodar para eu começar o troca-troca de lugares (e ser rechaçado pelos primos mais novos). Numa das últimas reuniões, mal comecei as alterações e fui logo advertido pela "bá": "Marucero, não vou sair daqui e pare de fazer bagunça!". Minha organização vista como bagunça? Uih... Desse dia em diante passei a pensar duas vezes antes de qualquer crise de "chefe de cerimonial" em eventos com a "bá" (mas não com os amigos, hehe).

A comemoração foi em uma agradável pizzaria, "ordens superiores" dela, que queria apenas comer uma pizza e tomar um chopp junto à tropa. Sim, ela gosta de chopp, mas não perdeu a oportunidade de advertir a neta "que bebeu bastante" (na verdade apenas três copos). Como não sou bobo, fui logo pedindo um suco de morango para escapar do sermão, e até ofereci à ela que sorriu contidamente, como quem aprova o ato mas entendeu a jogada.

Na hora de escolher as pizzas não me contive e organizei os pedidos. Alguns queriam Portuguesa, outros Marguerita; eu me preocupei apenas em garantir minha parte de gorgonzola com rúcula. Foram seis sabores ao todo, neuroticamente calculados por fatias e preferências. Mas na hora em que chegaram as pizzas foi aquela confusão. Quem queria a Vegetariana atacou a Calabreza, quem pediu Portuguesa não queria mais comer cebola e por aí vai. E no meio de todo aquele caos acabei ficando sem a minha pizza de rúcula, para o delírio dos primos mais novos que riam às gargalhadas diante do meu desespero.

Fui logo socorrido pela "mama", claro, que me ofereceu uma ponta da fatia dela, e por uma tia sentada ao lado esquerdo da "bá". De sobremesa todos pediram uma banana gratinada com açúcar na própria casca, mas cadê o bolo pro parabéns? Até pensei em espetar uma vela na sobremesa, mas achei exótico demais fazer a "bazinha" assoprar uma vela espetada numa banana.

No fim saíram todos satisfeitos. A noite agradável com aquela brisa fresca de meia-estação ainda nos inspirou a fazer uma última foto da tropa reunida ali mesmo na calçada, sob o comando invisível da "bazinha".

"Omedetou, batian!"

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h09

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Indicação BG (Barato & Gostoso) - Da Giovanni

Indicação BG!* - Da Giovanni

Em minhas andanças pelo Centro atrás de lugares para almoçar, acabei descobrindo uma minúscula cantina no beco que liga a Praça da República à Galeria Metrópole, chamada Da Giovanni. O letreiro acanhado na diminuta fachada esconde surpresas.



O restaurante mais parece um vagão: comprido e estreito, tem poucas mesas mas não chega a ser claustrofóbico. O atendimento é muito cortês e as opções de almoço são bastante interessantes.







O cardápio muda diariamente, e entre massas caseiras, filés grelhados e peixes ao forno, fui logo escolhendo um prato de camarões empanados com risoto de açafrão, para fazer jus àquela máxima de que "pobre adora um camarão", hehe. Estava ótimo!




O melhor de tudo: R$ 12,40 por uma refeição que ainda incluía o couvert com pães italianos e antepastos, uma salada e a sobremesa que você escolhe entre frutas, creme de abacate e doces caseiros, como o "romeu e julieta". Não vejo a hora de voltar lá.

Cantina Da Giovanni (desde 1949)
Rua Basilio da Gama, 113, República - 11-3259-9894

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h22

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Entre redondas e bolachas de vinil

Entre redondas e bolachas de vinil

A relação entre DJs e bares não é novidade, muito pelo contrário. Às vezes você freqüenta determinado bar porque gosta do som da casa, não é mesmo?




Pois na sexta-feira dei uma rápida passada na Pizza Hut da rua Amauri (a "nossa Rodeo Drive" segundo meu amigo Paulo Minogue) para conferir a performance do DJ Márcio Vermelho. O inusitado foi ver como um DJ de house, que você está acostumado a ver na noite em pistas "bombadas" iria resolver um set num ambiente eclético como aquele. A abordagem inicial foi com muita "disco" até chegar nos "eletros e clicks", que fazem a fama do DJ.




Havia crianças dançando entre os ursos que decoram o ambiente, adolescentes acompanhando as batidas com a cabeça presa à uma fatia de pizza e até um jovem pai arriscando uns passinhos diante da animada filha. Divertido. E eu, que não ia ao Pizza Hut há tempos, acabei descobrindo uma saborosa pizza de milho com bacon, mas espero não ficar viciado como fui pela pizza de peperoni, quando não podia passar pela porta de uma loja sem cair em tentação.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h13

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Comida de garrafa


Aos 17 já morava sozinho. A grana curta não permitia comer fora todos os dias, claro, daí o jeito foi aprender a cozinhar. Não sabia fritar um ovo, mas sabia que a nova missão era inevitável e transformá-la em tortura ou diversão dependeria apenas de mim. Fiquei com a segunda opção.

Sempre fui um um especialista em me distrair, buscando o lado divertido das coisas (talvez aquela leitura de "Pollyanna" na infância tenha deixado sequelas), mas como encarar uma função antes relegada à mãe e à empregada, e que envolvia facas, fogo, óleo quente e gás, sem um pouco de medo? Não estou dramatizando: a primeira coisa que fiz aos 6 anos foi "açúcar caramelizado", que grudou no meu pulso e deixou uma cicatriz que carrego até hoje. A segunda, foi tentar "passar um café" com o filtro apoiado sobre o bule, que tombou sobre o fogão e lavou a parede de tinta preta. Levei uma bronca daquelas! Daí nem pensar que cozinha poderia ser um lugar divertido.

Ano de 1986 (ou adjacências), estava eu lendo uma Vogue onde David Zingg (ou tio Dave, como era conhecido) dava dicas de sobrevivência em lugares obscuros. Do tipo, "adentre a cozinha da espelunca e faça uma massinha com manteiga". Coisas assim, básicas. Acho que foi nessa edição (e se não foi pouco importa) que vi uma receita muito simples de molho de tomate com alho e azeite. Tudo picadinho, deveria ficar marinando em um recipiente de vidro (oba!) e ser despejado sobre o prato de massa quente.

A novidade do mercado naquela época eram as garrafinhas de refrigerante "one way" de 290ml, gordinhas e simpáticas, com tampinha de rosca e etiqueta removível. Não tive dúvidas: piquei um tomate em cubinhos, juntei um dente de alho micro-picado e coloquei dentro da garrafinha, com a maior calma do mundo. Juntei sal e cobri com azeite até que os tomates ficassem mergulhados, marinando por duas horas. A diversão estava garantida.

Passei um bom tempo cuidando da garrafinha: mexia, sacudia, virava de ponta-cabeça, olhava contra a luz, botava na sombra, até que chegasse o momento do "grand finale". Então cozinhei meio pacote de espaguete e escorri ansioso; distribuí sobre o prato fazendo caracóis, abri a garrafinha e virei sobre a massa. Abri com todo aquele entusiasmo de criança que abre o presente de aniversário, mas nenhum grande acontecimento. Da apertada boca escorreu um modesto fio de azeite com alguns pedacinhos de alho. Como assim?

Sacudi a garrafa para cima e para baixo, bati a boca do vidro contra a palma da mão, mas nem sinal dos tomates. Que desgosto... Foi com a ajuda de um palito de "ohashi" (palito japonês) que consegui fazer com que os cubinhos fossem caindo, um a um, num serviço que naquele momento desafiava a minha imaculada paciência. Fim da brincadeira.

A massa esfriou. O molho caiu sorrateiro, distribuindo-se de forma feia e irregular sobre o prato. Sujeira na pia. Mãos meladas de azeite e sal. O palhaço já nem ria, olhando desconcertado seu número sem graça. Mais uma aventura gastronômica onde a comida queimava, o leite derramava e só restava sentar na sala e ligar o "3 em 1" para ser reconfortado por uma gravação 'ao ponto' de "Fly Me to the Moon". Foi assim.

P.S.1 - como não sou de desistir, acabei achando uma solução e o molho de garrafinha acabou virando "cult" com várias receitas. Depois explico melhor
P.S.2 - a garrafa da ilustração contém "pimenta biquinho", outro "hit" que habita a geladeira lá de casa...

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h49

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Uma noite na Tailândia

Uma noite na Tailândia

A recepcionista lânguida traja uma vestimenta brilhante de seda (adornada por uma vistosa flor) para receber os clientes. À sua frente, outra funcionária rígida como uma estátua toca delicadamente um instrumento semelhante a uma harpa. Imensas esculturas, uma persistente queda d'água, madeiras finamente trabalhadas: estamos no Thai Gardens (Av. Nove de Julho, 5871 Itaim Bibi - 11-3073-1507).


A recepcionista guia-nos até a nossa mesa. No trajeto passamos pelo aconchegante bar, subimos uma escadaria e adentramos o salão principal que impressiona com seu pé direito duplo, enquanto os funcionários fazem reverências em nossa passagem. Um espelho d'água emoldura a fantástica porta em madeira esculpida (que mais tarde viria descobrir ser o banheiro) e seguimos por mais uma escadaria até chegarmos à nossa mesa, debruçada sobre o amplo salão. Abre-se a cena.


Para iniciar a viagem nada melhor do que um doce e intenso Mai Thai. Que foi logo seguido por um Bangcok, uma Cherry Vodca e um último de nome divertido, a base de manga. O inusitado dos coquetéis é que são todos idênticos, em sua cor, taça e adornos, mas absolutamente distintos no sabor.

Diante do extenso e curioso cardápio, o "menu degustação" mostrou ser uma ótima opção para navegar pelos exóticos sabores da Tailândia. E assim foi. De entrada, a salada de vermicelli impressionou pelo intenso sabor marcado pelo coentro, pela pimenta finamente fatiada e pelo aroma de capim-limão. Conseguir se sobressair entre espetinhos, frituras de massa crocante recheadas de camarões e bolinhos cozidos no vapor não é fácil.


A parada seguinte reservava um leve pad thai (típico macarrão tailandês) com ovos, sem o característico cheiro forte do nampla (óleo de peixe), mas bem sutil, que acompanhou muito bem o frango com castanhas. O arroz de jasmim foi outro excelente coadjuvante para o picante curry verde de camarões (que me fez "virar" a taça de bebida diante do iminente incêndio bucal) e do lombo ao curry vermelho, que se desmanchava de tão macio. Havia ainda o perfumado frango com tamarindo assado em folha de bananeira. Tudo disposto em pratinhos triangulares que se encaixavam formando um colorido patchwork de sabores. Aliás, os detalhes são marcantes no Thai Gardens: dos talheres e louças ao uniforme dos atendentes que passeiam sob a meia luz, tudo é pensado de forma a lhe proporcionar uma viagem dos sentidos.

Para encerrar, frutas esculpidas em forma de folhas, uma mousse thai de chocolate amargo e um mini-pudim de côco de sabor condensado, surpreendente.

O sonho só termina na hora de pagar a conta, quando um ligeiro efeito "tsunami" acomete o seu bolso. Tudo bem, certas coisas não têm preço mesmo e você sai até sorrindo para os recepcionistas, que insistem em fazer reverências sem parar enquanto você caminha pela rampa de madeira rústica que leva de volta à realidade.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h14

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Comida para beber

Comida para beber

Não é sopa. Nem me refiro à "coxinha líquida" do DOM, e sim às entradinhas que gosto de comer quando não quero nada além de me deixar levar pelas enebriantes bolhinhas de uma taça de espumante ou pelo sabor sutil da azeitona depositada no fundo do Martini. Nessa horas quero "voar", e não ficar preso à terra com o estômago cheio de comida impedindo a decolagem.



Pensei em fazer uma "listinha dos cinco mais", mas seria chover no molhado, já que gosto dos clássicos: do krathong thong do Mestiço aos bolinhos de arroz do Ritz, o que ainda não foi dito? Às vezes tenho fome do mix de rolinhos do Carlota, e vou lá só pra comê-los, acompanhado do excelente Dry Martini (levado muito à sério). Outras vezes deixo os amigos na Dida já tarde da noite e dou uma passada sorrateira na Lanchonete da Cidade, onde devoro uma porção da aromática batata frita rústica, com muito alho e alecrim, e aproveito para tomar a "saideira". Adoro alho, mas tenho a pressão baixa. Já aconteceu uma vez de eu me empolgar com um tonel de azeite repleto de dentes de alho gigantescos em uma cantina e na saída desmaiar na porta do estabelecimento. Tipo, "tchau e tchibum", lá estava eu entregue às trevas (e à calçada) mas devidamente protegido dos vampiros!



Já minha quinta entradinha da lista poderia ser considerada um segredo de mil anos. Trata-se do wantan frito do Restaurante Taizan (Rua Galvão Bueno, 544 - Liberdade - Tel.(11) 3208-9498). Já comi "wantan" em muitos lugares, mas não tem comparação. Sua massa finíssima, crocante e sequinha desmancha na boca, revelando o delicioso recheio de carne. O molho agridoce nem se faz tão necessário, mas acompanha o prato.

Aproveitando que estou na Liberdade, peço uma caipirinha de sakê com frutas, que desce como um refresco nos dias mais quentes. O único problema é que sempre vou lá com os amigos, que acabam pedindo os pratos de sempre (já até decorei os números dos meus prediletos: 17 e 34) e não há como resistir ao aroma da culinária chinesa. Você resiste? E já que depois desse rega-bofe não há mais como "levantar vôo" mesmo, me permito logo duas ou três bananas carameladas, sem dó, mas apenas em sinal de protesto, claro.

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h15

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Invasão

Invasão rosé




De uns tempos pra cá venho notando uma sutil introdução do vinho rosé nas cartas de bebidas. Em alguns restaurantes, o sommelier chega a oferecer uma taça para degustação sem compromisso, que é sempre bem vinda com o couvert. Acredito que isso seja resultado do investimento das vinícolas, que estão apostando no potencial do rosé, antes relegado a segundo (ou terceiro?) plano.

Nunca fui fã desse vinho, mas não sou de fugir da raia. Recentemente aceitei prová-lo em dois restaurantes, e logo percebi uma considerável diferença: o rosé ganhou corpo. Apresenta agora um aroma sutil de frutas vermelhas e florais, mas mantém uma acidez marcante e o mesmo frescor encontrado nos brancos. Tenho tomado sempre gelado, o que me faz crer que ele combine muito bem com o clima brasileiro.

A imagem do vinho rosé, dizem, está ligada à mulher. Talvez por sua cor, luz, leveza e capacidade de surpreender. É versátil: acompanha bem carnes magras, aves, frutos do mar, e também vai muito bem com terrines e embutidos. Carregou por muito tempo o estigma de "mau gosto", mas tudo leva a crer que em breve esse "patinho feio" dos vinhos possa se transformar no novo "flamingo" da temporada. É esperar para ver.

Escrito por Marcelo Katsuki às 20h24

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Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

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