Marcelo Katsuki

Comes & Bebes

 

Eu acho que vi um gatinho




Navegando na web, encontrei um site japonês cheio de receitas e que tem uma seção só de bichinhos feitos de salsicha. Não se preocupe se não souber o idioma, basta clicar na foto que abre outra página com todo o passo a passo ilustrado. Não dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras? Tenho um amigo brasileiro que acompanha os programas de gastronomia da NHK (canal de variedades japonês que não tem legendas) e enquanto assiste ao preparo, fica "pescando" palavras conhecidas como shoyu, tofú, missô. Depois ele vai para a cozinha, faz a receita e diz que "ficou melhor ainda". Auto-confiança é tudo, kkkkk!

P.S. Nota enviada pela Sayuri que traduziu do site: "como há grande possibilidade de ser servido para criancas, ao invés de palitos de dente, usar legumes cortados em formato de palitos ou espaguete frito."

Escrito por Marcelo Katsuki às 22h49

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Tour gastronômico

Tour gastronômico

"Cozinha Sem Fronteiras" traz pratos da Grécia


[Amostra de alguns pratos que compõem a degustação]

A Mamarana Cucina Italiana (Rua Pará, 196, Higienópolis - tel. 11-3661-8799) inicia amanhã, sábado, seu festival "Cozinha Sem Fronteiras" com um menu grego elaborado pelo chef Carlos Ribeiro e Demi Grammenopoulos, grande conhecedora da culinária e cultura grega. Serão produzidos menus de degustação de terça a sexta (jantar), sábados e domingos (almoço e jantar), compostos por pratos como o "Moussaká" (lasanha de berinjela), "Yuvetsi" (cordeiro com especiarias gregas e risone), Salada Grega, "Tiropita" (torta de queijo) além de "Sorvete de Pistache" com calda de azeite aromatizado. O menu grego vai até o dia 15 de outubro e custa R$ 68,30, com direito a uma taça de vinho.




Gnocchi da caridade


Hoje no Ristorante Villa Tavola (R. Treze de Maio, 848 – Bixiga –Tel: 11-6842-9620) acontece a "Noite do Gnoochi da Fortuna", com música ao vivo, sorteios de brindes e rodadas de bingo. Parte da renda arrecadada será revertida para a ONG Florescer, projeto que desenvolve ações junto à comunidade carente da favela Paraisópolis. Os convites a R$ 50,00 dão direito a uma rodada de bingo e ao sorteio de uma jóia em prata e um quadro pintado a óleo. Os interessados em adquirir antecipadamente os convites devem entrar em contato com a Ong Florescer pelo telefone 11-3746-9846




Grano Restaurante presenteia crianças carentes


Em todos os sábados de outubro, cada cliente que consumir um bufê completo no Grano Restaurante (R. Bandeira Paulista, 807 - Itaim Bibi - Tel: 11-3168-9659) terá acesso a uma lista com nome e idade de crianças internas das instituições Maria Helen Drexel, Lar Judith Ângela Paganini Corcelli, Lar Social Girassol e Lar Vinicius, todas localizadas em São Paulo. O cliente escolherá uma criança a ser presenteada e o brinquedo que será dado a ela. Cada sábado do mês, o faturamento do bufê será dedicado à uma instituição diferente.




Palestra de vinhos na 1900 Pizzeria
A pizzaria 1900 (R. Sócrates, 598, Chácara Flora) sediará uma palestra sobre vinhos do porto na próxima segunda-feira, 2 de outubro, às 20 horas. O evento é organizado pelo supermercado Pão de Açúcar e será comandado pelo consultor de vinhos Carlos Cabral, autor do livro "Porto e suas Imagens". As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas até 30 de setembro nos telefones 11-5522-0008 ou 5687-1103, com Marcondes ou Cleide.

Escrito por Marcelo Katsuki às 15h08

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Abaixo a ditadura!



Tem coisa mais chata do que amanhecer na "padoca" sonhando com aquele pão com manteiga e um cafezinho com leite e receber um "chapado" todo amassado e um café com aquela espuminha branca? Quem disse que pão com manteiga tem que ser "sempre na chapa" e que o leite do café tem que ser aquela "espuminha insossa"? Quem instituiu isso? Ninguém, mas são as "ditaduras à mesa" com as quais temos que conviver diariamente.

E quando você pede coca com gelo e vem aquela rodela de limão "azedando" tudo? Eu gosto de limão, mas não na coca. Uma vez tava tão "neuras" que quando vi uma rodela de limão na Cuba Libre já ia reclamar com o barman, imagina! Mas eu até prefiro a Cuba sem o limão (e que me perdoem os mais ortodoxos).

Comecei a fazer uma listinha, me ajudem a completá-la
(e quem sabe lancemos o manifesto "ABAIXO A DITADURA NA MESA!")

- Pão com manteiga sempre na chapa
- Café com leite com "espuminha"
- Suco de frutas com açúcar
- Coca-cola com rodela de limão
- Guaraná com rodela de laranja
- Chopp com 2cm de colarinho
- Rodízio de chopp que troca seu copo ainda cheio
- A insistente "batidinha" da churrascaria de rodízio
- Couvert (quem quiser pão e azeitona que peça)
- Couvert artístico (nada contra os artistas, por favor)
- Azeitonas na pizza de muzzarela
- Maionese em todos os sanduíches
- Cerveja mexicana com limão no gargalo
- "Tortinha acompanha senhor?"

E você, alguma "ditadura" ou tá tudo beleza?

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h43

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Caruru News


[abará e acarajé: concorridos]


Não deu pra quem quis. O "caruru dos meninos" da chef Leila Pires no Restaurante do Instituto Tomie Ohtake foi tão procurado que ela resolveu instituir a última quarta-feira de cada mês para oferecer os pratos que compõem o "caruru". Diante de tanta gente desapontada com a impossibilidade de reserva ontem, a chef não teve dúvidas: decidiu proporcionar o delicioso bufê temático uma vez por mês. "Fiquei surpresa com o interesse das pessoas pelo caruru", disse Leila.

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h24

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Sushi: um manual prático

Sushi: um manual prático



Acabei de ler (daquele meu jeito "scanner") o recém lançado livro do Sérgio Holzmann, Sushi: sabor milenar e ele tem dicas ótimas! Claro que vou ler e reler com calma no finde, mas de cara já vi que quanto mais a gente aprende sobre sushi, menos a gente sabe. O livro não traz receitas, mas também quem consegue fazer um bom sushi seguindo receita? Sushi é coisa séria! Além do que, como diz Alex Atala, "o que transforma uma simples receita num prato excepcional é a compreensão", e é disso que o livro trata.

Você sabia por exemplo que o "gari", aquela conserva de gengibre, só deve ser comida com sushi e nunca com sashimi? E que ao término da refeição, o pratinho de shoyu deve estar tão limpo como antes de ser usado, sem aquela piscina de wasabi que a gente faz? Dicas de etiqueta, história, tipos de sushis, acompanhamentos, bebidas, indicações de leitura e até superstições são contadas no livro. Sem falar das belas fotos do Claudio Wakahara. Hmmm, deu fome!

Para comprar o livro, clique aqui.

Sushi: Sabor Milenar
Sérgio Neville Holzmann
1a. edição, 2006 - 180 páginas - Publifolha

Escrito por Marcelo Katsuki às 21h22

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Caldinho de Piranha

Caldinho de Piranha



Para quem gosta de peixe de água doce, a grande pedida é o Rancho da Traíra (R. Machado de Assis, 556 - V. Mariana - Tel. 11-5571-3051), ali pertinho do metrô Ana Rosa. A casa tem uma ótima estrutura, bem iluminada e tem uma equipe gentil no atendimento. O carro chefe é a "Traíra desossada", sem espinhas e preparada com um tempero suave (que permite a você colocar shoyu) e frita na farinha. Fica crocante e vai super bem com "oniguiri" (bolinho de arroz) e "missoshiro" (sopa japonesa de missô). Já deu pra perceber pelo 'hibridismo culinário' que os donos são nipo-brasileiros, né?



Mas o "Rancho" prepara outras delícias, como o crocante "Camarão frito na farinha", as "Costelinhas de Pacu", e até "Rã frita". De acompanhamento há salada, "Risoto de Camarão", "Pirão de Traíra" e "Caldo de Piranha", que de tão procurado, sempre acaba antes do fim do dia. Piranha é hit! Outro atrativo do lugar é o "Sashimi de tilápia". Já provou? Eu adoro, é saboroso e perfeito para acompanhar uma cerveja bem gelada!

Já se você não gosta de peixe de rio, uma dica: não coma a pele, onde o sabor característico desse peixe é mais forte. Limão também ajuda e dá aquele gosto azedinho que vai bem com a fritura. E você também pode pedir nabo ralado (tem no cardápio) e temperar com shoyu, para acompanhar os nacos de peixe. Os japoneses fazem isso e não é à toa: ajuda a limpar o paladar, deixa o peixe mais saboroso e ajuda até a controlar o ácido úrico. Além de não deixar a boca com aquele cheirinho de peixe...






Um dia de peixe
Passei boa parte da infância indo pescar com meus pais no rio. Ou melhor, eles iam pescar, eu ia comer, beber e fazer barquinhos que soltava na água e acompanhava até perder de vista. Pra garantir o sossego no barco, meu pai comprava uma caixa inteira de guaraná "caçulinha" que me dava com uma sacola cheia de gibis. Minha mãe se esmerava nas comidinhas, preparando coisas deliciosas que eu apelidava de "ovo de dinossauro", "pneuzinho", "fitinha" e qualquer nome fantasioso que me viesse à cabeça.

Enquanto meus pais e minha irmã se divertiam pacientemente ao sol esperando o peixe morder a isca, eu ficava na sombra lendo as revistinhas e tinha uma única preocupação: comer tudo o que coubesse no meu mini-estômago de avestruz. Havia também a preocupação boba de criança de comer mais do que a irmã, dois anos mais velha, como se fosse algum tipo de campeonato da gula. Bebia correndo todas as garrafinhas de guaraná, fazia os barquinhos e antes que o dia acabasse ia logo gritando: "quero ir emboooooooora!". E ficava repetindo o bordão até ser devidamente atendido. Meu Deus, que criança cha-ta...

Lembro que numa dessas tardes, realizei toda minha maratona gastro-literária, soltei os barquinhos e me posicionei atrás da minha mãe, pronto para bradar meu "grito de liberdade". Minha mãe inclinou-se para trás e lançou a vara para frente com rapidez mas logo virou-se para mim e ficou olhando assustada. Olhei para a vara de pescar e vi que a carretilha nem girava: a linha ia até a ponta do mastro mas voltava na minha direção, mais precisamente, na direção da minha orelha. Foi quando percebi que havia sido fisgado. Choro? Foi aquele pandemônio!

Minha irmã, talvez já revelando talento para a medicina (ou por pura crueldade infantil mesmo), correu para ver. Meu pai pegou um canivete e fez uma microcirurgia ali mesmo, enquanto minha mãe jogou tudo no carro, batendo o recorde de "arrumação do camping". Nunca partimos tão rápido e eu ainda voltei pra casa no colo dela, fazendo a maior manha no banco do carro. Tudo às mil maravilhas, até meu pai parar na primeira farmácia e anunciar que eu teria de tomar uma injeção antitetânica. Daí foi aquele berreiro...

Escrito por Marcelo Katsuki às 19h40

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O caruru dos meninos

O caruru dos meninos



Amanhã, quarta-feira, é dia de Cosme e Damião, os dois irmãos bons e caridosos que realizavam milagres e por isso foram mortos sob a acusação de feitiçaria. No Brasil, o culto aos irmãos está associado aos "ibejis", gêmeos amigos das crianças que teriam a capacidade de realizar qualquer pedido que lhes fosse feito em troca de guloseimas. Em todo o Estado da Bahia as crianças saem às ruas para pedir doces em nome dos santos. E nas casas é servida a comida especial para a data: o "caruru dos meninos".

O "caruru dos meninos" é formado pelo caruru mais arroz branco, feijão fradinho, abará, acarajé, xinxim de galinha, acaçá, banana da terra, canjica, inhame, farofa de dendê, pipocas, rapadura e cana-de-açúcar, constituindo um verdadeiro banquete baiano. Segundo a crença popular, os santos são casamenteiros e protegem as casas do mau olhado, esterilidade e doenças, especialmente as crianças.

Tenho uma amiga baiana que todo ano "importa" a mãe da Bahia pra preparar o "caruru". Nesse ano ela não vem, mas nada de estresse, meu rei! Descobri que no Restaurante do Instituto Tomie Ohtake da chef Leila Pires (uma baiana arretada) vai ser servido o "caruru dos meninos" completo! E por um preço super em conta: R$ 22,00. Já até combinei com alguns amigos, e quem não gostar de comida baiana ainda terá a opção dos pratos a la carte. Mas quem não gosta não sabe o que está perdendo!



Restaurante do Instituto Tomie Ohtake
Endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 com entrada pela Rua Coropés
Pinheiros - São Paulo - Tel. 11-2245-1918
Horário: de terça a sábado, das 12h às 15h, e aos domingos, das 12h às 16h

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h27

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O balaio de sabores do Carlota

O balaio de sabores do Carlota



Acabei de ler (na verdade "devorar") o livro "Carlota - Balaio de Sabores" da chef Carla Pernambuco. O texto de introdução de Ricardo Freire é delicioso e traduz todo o espírito do restaurante; impossível não bater aquela vontade de correr pra lá e matar as saudades dos rolinhos, do camarão crocante e do suflê de goiaba que fizeram a fama do lugar. E são exatamente essas receitas que abrem o livro.

Sempre dou uma passada nas receitas do "Comidas Favoritas", outro livro da Carla que considero uma bíblia do bom gosto no melhor sentido da palavra. Mas ela estava devendo um livro como o "Balaio", cheio de fotos que deixam a gente com água na boca a cada virada de página.

Depois de viajar pela comida de diversos países, pincelar receitas práticas, leves e saudáveis, festivas e saudosistas, o livro encerra com o melhor da cozinha: a raspa do tacho. No melhor estilo "bônus", a autora apresenta aquelas receitas que todos "precisam" ter: de alho assado, caldos e molhos básicos, "roux", chimichurri e até vinagrete de shoyu. Pra dar aquela última lambidela no balaio com gosto!


Petit Gâteau de doce de leite
(8 porções)

200 g de doce de leite pastoso
100 g de manteiga
60 g de açúcar
40 g de farinha de trigo
2 gemas
2 ovos

Preparo
Leve o doce de leite e a manteiga ao microondas para derreter, misture bem para homogeneizar a mistura. Adicione os ovos e as gemas e misture bem. Incorpore a farinha e o açúcar peneirados.
Unte as forminhas com manteiga e farinha e coloque a massa.
Asse em forno preaquecido (200ºC), por 10 minutos.

Receita extraída do livro "Carlota Balaio de Sabores" de Carla Pernambuco (redação de Eduardo Logullo) com autorização da Companhia Editora Nacional Fotografias: Fernando Pernambuco e Rômulo Fialdini. 2006. São Paulo

Escrito por Marcelo Katsuki às 19h23

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Caçarola pernambucana



Estive ontem, sábado, no restaurante All Seasons (Al. Santos, 85 - Paraíso - Zona Sul - Tel. 11-3177-0436) do chef Christophe Besse, que oferece nesse dia um "almoço brasileiro" sempre temático e lançou agora o "Bufê Pernambucano", com receitas do chef César Santos da "Oficina do Sabor" de Olinda. Já que nunca consegui visitar o restaurante do César quando em Recife, nada como um bufê para provar vários pratos como seu famoso "Camarão na Moranga", o "Filé de peixe ao Maracoco", o "Gratinado de carne-de-sol", e até uma indiscreta "Galinha Cabidela" com ovos inteiros cozidos mas de sabor super delicado. Confesso que o molho pardo não faz muito a minha cabeça, mas provei e achei delicioso, foi perfeito com as batatinhas cozidas com a galinha.



Gostei muito da "Salada de Feijão Fradinho", aliás, micro feijões em suave vinagrete e das "Agulhas Verdes Mares", filezinhos marinadas em molho de ervas, ambas super refrescantes. Me acabei também na barraquinha de acarajé (não resisto), comi caruru "de fazer vergonha", como dizem meus amigos nordestinos.



Apesar da cabeça ainda tocar sininhos da festa da noite anterior, a comida caiu super bem. E as sobremesas melhores ainda! O delicioso bolo de rolo, ícone da doçaria pernambucana estava lá. Fatias enormes, voltas infinitas de massa super fina com delicado recheio de goiabada. Comi também o bolo Souza Leão (que a gente pensa que tá 'solado', mas é daquele jeito mesmo) e Cartola: banana frita com queijo, super tradicional. Havia músicos tocando animadas canções regionais, mas quem se atreveria a cair no frevo depois de uma refeição daquelas? Ah, o "Bufê Pernambucano" vai até o final do ano.

Escrito por Marcelo Katsuki às 21h26

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O melhor da cidade

O melhor da cidade



[Os premiados]


A décima edição do "Comer & Beber - O Melhor da Cidade" da revista Veja aconteceu ontem, sexta-feira, com uma grande festa no Espaço das Artes, anexo da Sala São Paulo. Entre os vencedores, poucas mudanças, como o "Brasil a Gosto" superando o "Tordesilhas" na categoria "Brasileiro" e o "Due Cuochi Cucina" desbancando o "Gero" entre os "Italianos". Fasano, D.O.M., Parigi, Dom Curro, Baby Beef Rubaiyat, Fogo de Chão, Jun Sakamoto, Grupo Rubaiyat, todos repetiram o feito de 2005. Mas nem pensar em reclamar da festa, super animada, reservava ainda alguns momentos divertidos.


[Marco, Valéria e o "frango" da noite]


A começar pela entrega do prêmio de "melhor bar de hotel". Depois de Valéria Monteiro anunciar os indicados, o cabelereiro Marco Antonio de Biaggi abre o envelope e grita: "E o vencedor é... Frangóóóóóó!". Riso geral. "Frangó?" ô meu santinho, 'entregaram' o vencedor da categoria seguinte, a de melhor boteco, kkkkkk! Isabella Fiorentino no palco trajando um modelo ousado também causou furor: "mostra a perna", gritaram. Mais??? Esse povo bebe e não enxerga direito, hehe.




[Salada de grãos no copinho]


Boas surpresas: o "St. Louis", hamburgueria nova aqui do lado de casa já recebeu reconhecimento e entrou na disputa de melhor hambúrguer, vencida pelo Ritz. E as 'habibas' da "Tenda do Nilo" (comentado aqui na semana passada) receberam duas honrosas indicações e voltaram pra casa com o prêmio de "Bom e Barato". Agora é que a fila vai aumentar!


[Isabella entrega prêmio a Rogério Fasano]


Mas sabe onde me diverti de verdade? Na cozinha! Fui espiar a movimentação da equipe da Vicky Constantinesco, que fazia malabarismo para preparar e servir as mais de mil pessoas presentes no evento e acabei achando uma mina de bem-casados empilhados num cantinho da cozinha. Nem preciso contar o resto da história, né?

Escrito por Marcelo Katsuki às 20h47

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Shaná Tová!

Shaná Tová!

"Tenha um Ano Bom!"



Hoje se iniciam as comemorações do Rosh Hashaná, o Ano Novo judaico que representa uma pausa para a reflexão e auto avaliação. As celebrações envolvem claro a cozinha judaica, uma das mais marcadas pelos preceitos religiosos atualmente.

Antes da refeição, deve-se comer um pedaço de maçã embebido em mel simbolizando um ano bom e doce. Eu já comi o meu logo cedo (peraí, não sou judeu mas se é para receber bênção entro logo na fila!). Se bem que as comemorações do Rosh Hashaná só se iniciam depois do pôr-do-sol. Mas maçã com mel é uma delícia, vai bem a qualquer hora.

Separei uma receita bem fácil: Poire Pochèe (foto acima), que foi descoberta recentemente em um livro de receitas para o Rosh Hashaná em um antigo bairro judeu de Paris. Esse livro fazia parte de um lote de antiguidades, levado a leilão em Londres em 1998. Estima-se ter sido escrito no período napoleônico! A receita é fácil e similar a uma pêra ao vinho.




Poire Pochèe

Ingredientes
8 pêras bem rijas
2 xícaras (chá) de vinho tinto para sobremesa
suco de 1/2 limão
1 xícara (chá) de açúcar
3 paus de canela
1 fava de baunilha (ou 2 gotas de extrato)
1 colher (sopa) de raspas de casca de limão

Preparo
Descasque as pêras com o cabinho. Numa panela grande coloque o vinho, o suco de limão, o açúcar, a canela, a baunilha, as raspas e 1 xícara (chá) de água. Deixe ferver por 1 minuto. Coloque as pêras e cozinhe até amaciarem (10 a 15 minutos). Retire-as e deixe o caldo reduzir à metade. Deixe esfriar por 5 minutos, coe e cubra as pêras. Leve à geladeira e sirva sozinho ou com sorvete.




Fácil, né? Agora, se você se esqueceu de preparar o banquete, ou não é lá muito prendada, corra até o Santa Luzia, e naquele corredor entre a rotisserie e a gôndola kasher grite "oi veis mir!!!" com as mãos na cabeça (importante!). Logo vai aparecer alguém em seu socorro e você não vai sair de lá de mãos abanando. Há desde um simples "Purê de Maçã" até "Kneidlach de Farinha de Matzá", além dos deliciosos "Varenikes" que são vendidos o ano todo. "Shaná Tová!"

Agradecimentos: Eliana Rosebaum Didio - receita e consultoria.
Mamarana - R. Pará, 196 - Higienópolis - Tel.: (11) 3661-8799 / 3661-8307

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h54

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Clube da Luluzinha

Clube da Luluzinha


A Greene King IPA, uma cerveja típica para mulheres chega aos bares trazida pela Boxer do Brasil. Com apenas 3,6% de álcool em sua fórmula, a IPA (Indian Pale Ale) é um tipo mais leve e requintado recebendo até a conotação de um vinho, segundo Jeroen De Winter, gerente geral da importadora. De sabor amargo, vai bem com pratos picantes e condimentados, como os das cozinhas indiana e mexicana.

Mas será que as brasileiras vão gostar de uma cerveja mais leve e amarga? Tenho algumas amigas que sonham com uma cerveja "fortificada", hehe.

Greene King IPA - Disponível em latas de 500ml.
Origem: Bury St. Edmunds, Suffolk, Inglaterra
Boxer do Brasil - Tel.: 11-3062 8559 / 3082 5147

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h36

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Lost in translation

Lost in translation



Enquanto isso em Hong Kong... Yumi nos escreve para contar que o "nosso pão de queijo" faz o maior sucesso nas padarias locais e atende pelo nome de Pontikege. Há versões (exóticas?) de pão de queijo de chá verde e até com chocolate. Haja criatividade!

Mas o engraçado é que a nossa iguaria foi descoberta no Japão (onde os "dekasseguis" capricham no pãozinho de queijo e até na chipa!) portanto as padarias vendem como sendo o "autêntico pontikege japonês". Ô meu pai...


["Véi, cadê aquele 'pontikege' de queijo, sô?"]

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h48

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Minha queda pela Pinotage

Minha queda pela Pinotage


[3x Pinotage!]

Para mim o melhor vinho é aquele que a gente gosta. Sem desmerecer o trabalho dos especialistas, claro, que muito me ajudam nas gôndolas dos empórios. Sempre que posso, converso com o 'seu' Antonio do Pão de Açúcar da Brigadeiro, e até já participei de degustações com ele. Foi numa delas que pude conhecer melhor os vinhos sul-africanos da Distell, maior produtora de vinhos e destilados da África do Sul (incluindo o licor Amarula), e me encantei com a "Pinotage".



A Distell realizou ontem uma degustação no Baretto com o enólogo Louw Engelbrecht e apresentou alguns vinhos premiados da "Durbanville Hills". Além deles, um balcão ostentava boa parte dos vinhos da empresa, e um me chamou atenção em especial: "Stellenzich", uma Pinotage tão macia e de taninos tão finos, que me pegou. Eu, que sempre consumi Pinotage de outras linhas da empresa (da acessível "Obikwa", passando pela "Two Oceans" e a "Fleur du Cap"), não perdi a oportunidade de fazer uma rápida degustação comparativa e constatei que de fato a qualidade tem seu preço. E aprendi que além dos já conhecidos aromas de especiarias, amoras e baunilha, há um 'fundo' de banana também. E como eu gosto dessa fruta, isso só veio reforçar minha preferência pela Pinotage.


[Jaime Maurtua Helden, Louw Engelbrecht e Patrícia Maltez, da Distell]


"Carmenère remete ao Chile, Malbec à Argentina.
Isso é bom em termos de marketing para os países,
mas não quer dizer que esses sejam seus melhores vinhos."
[Louw Engelbrecht, enólogo da Durbanville Hills]

Escrito por Marcelo Katsuki às 20h31

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Poesia, gastronomia e tolerância

Poesia, gastronomia e tolerância



Nessa quinta-feira, dia 21 de setembro, às 20h30, o Centro de Cultura Judaica recebe as atrizes Eliana Guttman, Cida Almeida e Andréia Bassit para o Cabaré Sipur: "A Coexistência Poética Gastronômica".

As atrizes vão recitar poemas e interpretar textos sobre a paz, a coexistência de diferentes etnias e sobre a terra e as coisas que tiramos dela enquanto cozinham pratos (que serão posteriormente servidos) das cozinhas judaica, árabe e afro-brasileira embaladas por trilhas sonoras típicas, memórias familiares e reflexões. Programa imperdível e além de tudo gratuito!

O Cabaré Sipur ocorre quinzenalmente, sempre às quintas-feiras no Auditório do Centro da Cultura Judaica (Rua Oscar Freire, 2500 - Tel. 11-3065-4333 - ao lado da estação Sumaré do metrô). Duração: 1h15 minutos. Idade mínima: 14 anos. 80 lugares.

Escrito por Marcelo Katsuki às 21h24

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Tá faltando inspiração na cozinha?

Tá faltando inspiração na cozinha?

Pois tem gente causando! Olha isso!!!



Fonte: Cafeína

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h38

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A Hora do Chá Verde

A Hora do Chá Verde



Adquiri o hábito de tomar chá verde numa viagem ao Japão. O verão de Tóquio parecia implacável mas reparei que todo mundo carregava uma garrafinha na bolsa. Antes de derreter num dos intermináveis passeios à pé para conhecer a cidade, resolvi aderir à moda. Comprar uma bolsa legal em Harajuku foi fácil, o duro foi achar o chá ideal para o meu paladar. Comprei várias garrafinhas de chás: uns eram amargos demais, outros muito doces, até que provei o chá verde e adorei. Refrescante, meio cítrico era perfeito para o calor.

Quando voltei para o Brasil não pude manter o hábito pois não tinha chá verde em garrafa. Na Liberdade havia outros tipos importados, amargos para o paladar e para o bolso, daí voltei pra garrafinha de água. Quando encontrei as latinhas de chá verde da "Feel Good" (WOW), fiquei animado. Mais ainda quando saíram as caixas longa vida e com a versão 'light' (zero caloria). E por que é bom tomar chá verde?

Segundo um estudo realizado pela Unicamp, o chá (obtido da planta Camélia sinensis) possui propriedades estimulantes e desintoxicantes, além de ativar a circulação sangüínea e aumentar a resistência às doenças, atuando diretamente sobre o sistema imunológico (Fonte: Jornal da Unicamp - out.2005).

Outro estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, demonstrou que o extrato de chá verde possui altas concentrações de antioxidantes como catequina, polifenóis e outros compostos incluindo cafeína que produz a termogênese (criação de calor) e maior gasto de energia e gorduras em humanos, ou seja: emagrece. (Fonte: Mundo Verde, jul.2005).

Hoje não tem mais desculpa para não tomar o chá verde. Há várias marcas no mercado, até o tradicional fabricante do "Matte Leão" criou a linha "Green Tea" em três sabores: limão, tangerina e abacaxi com hortelã. E vem em simpáticas garrafinhas (pra carregar na bolsa!).

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h27

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A Tenda dos Prazeres

A Tenda dos Prazeres

Ontem fui almoçar na Tenda do Nilo (R. Coronel Oscar Porto, 638, Paraíso, Tel.11-3885-0460). A "Tenda" é a campeã de indicações no blog. Desde que comecei a escrever, já recebi inúmeros e-mails de leitores falando para ir lá (aliás, podem indicar sempre, adoro conhecer lugares diferentes). Na quinta passada recebi dois e-mails de amigos falando de lá, daí achei demais: tinha que ir de qualquer jeito!



O lugar é pequeno e despojado, com poucas mesas (umas oito?) por isso me apressei para chegar perto do meio-dia, hora em que abre. Pegamos a última mesa, logo se formou uma fila. Na chegada, Olinda nos recebeu com um sonoro "habiiiib!" e começou a diversão. Indicou pratos, sugeriu combinações, prometeu uma "viagem" através da comida. (Des)apertei o cinto! Olinda é uma figura, às vezes surpreende os clientes bradando seu "habib!" por trás e é claro, fiquei rindo o tempo todo (adoro essas "pegadinhas" inocentes, hehe).



Xmune, irmã de Olinda fica na minúscula cozinha e comanda a sinfonia com maestria. Cada prato que sai é mais cheiroso que o outro. Sou "olhudo", quero comer tudo o que vejo. E quase comi mesmo!

Começamos com o quibe, que Olinda passa distribuindo pelas mesas com uma travessa na mão, que sai direto da cozinha. Nem dá pra pegar com a mão de tão quente! Na primeira mordida, não achei nada demais, até chegar no recheio: a carne tinha um tempero muito saboroso, e era bem molhadinha.



Depois provamos o "Falafel com Tarator" (molho de tahine). Cheio de tomatinho picado e cheiro verde, foi perfeito com pão sírio (que usei para raspar até a última gota no prato!). Na seqüência, pedimos "Charutinhos de Folha de Uva", feitos do mesmo jeito "que aquela tia libanesa fazia, habib", azedinho e sem aquele sal exagerado que costuma ter essa folha. Daí foi a vez do "Trigo com Costela desfiada". Puro perfume de especiarias mas leve, magro e rico em fibras, certo? Pensando nisso, resolvi comer uma sobremesa (ia pedir outro prato, o "Fatte", mas Olinda disse que "esse, só na próxima visita, habib, pra você voltar") então fiquei com o "Mil e Uma Noites".



Olinda entregou o prato e ficou esperando nossa reação. Dei a primeira colherada e hmmm, se eu fosse a Ana Maria Braga, tinha passado debaixo de todas as mesas do salão, soltado os cachorros, os gatos, o pet shop inteiro! Que doce fantástico! E é apenas um bolinho de semolina mergulhado em um creme aromatizado com água de flor de laranjeira e pistache picado. Meu companheiro nessa "viagem" ainda perguntou se o creme era "malabie", ao que Olinda respondeu (com direito a performance): "habib, agora você jogou meu doce no chão e pisou em cima". Kkkkkkkk! Quer saber do que é feito o tal creme? Vai lá e pergunta pra Olinda, habib!

Escrito por Marcelo Katsuki às 20h46

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Um hambúrguer nutritivo

Um hambúrguer nutritivo

Primeiramente quero agradecer a participação de todos na enquete do hambúrguer (do post abaixo). Os números surpreenderam! E agora, para aqueles que reclamaram do aspecto "junk" da pesquisa, uma receita bem saudável, saborosa e... vegetariana: Hambúrguer de Nirá.



O nirá é uma espécie de alho japonês mas com formato de cebolinha, e sabor bem característico. Mas se você não tiver nirá, faça com alho-poró, mas dê uma refogada antes para amolecer. Ou use cebolinha mesmo. Outro fator importante nessa receita é a base feita de "tofú", queijo de soja que possui proteína de alta qualidade rica em aminoácidos essenciais. Quem disse que hambúrguer não pode ser saudável?

Ingredientes
- 300g de tofú (queijo de soja) amassado com garfo
- meio maço de nirá picado (se for muito grosso, refogue um pouco antes)
- 1 ovo
- 50 gr. de farinha (até dar o ponto)
- 1/2 xic. de leite
- 1 colher de chá de gengibre ralado (fundamental para o sabor)
- 1 colher de sopa de shoyu (molho de soja)
- sal e pimenta a gosto


Para o molho
- 2 colheres de sopa de mel (ou Karo)
- 2 colheres de sopa de shoyu (molho de soja)




Preparo
Misture tudo com um garfo, até obter uma massa de consistência semelhante a um purê encaroçado. Em uma frigideira antiaderente despeje uma colher de sopa cheia da massa. Espere 2 minutos ou até dourar e vire. Aguarde mais dois minutos e retire. Pode fazer vários de uma vez, depende do tamanho da frigideira. É super saudável, não vai nem óleo!

Para o molho, basta misturar o mel com o shoyu. Na hora de montar o sanduíche, faça cebolas caramelizadas fritando os anéis (grossos) em shoyu e açúcar. Fica adocicado e combina com esse hambúrguer.

Escrito por Marcelo Katsuki às 19h05

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Qual o melhor hambúrguer?

Qual o melhor hambúrguer?


Primeira enquete do blog! (sugestão do meu chefinho, participem!!!)

Depois da chegada do Burger King ao Brasil, o mundo do 'fast food' se dividiu entre os adoradores do novo "Big King" e os que se mantiveram fiéis ao "Big Mac", do McDonald's. Alguns ficaram surpresos com as rodelas de cebola e a maionese farta do "Whopper" do BK, outros nem ligaram e continuaram felizes com seu McMax, o similar do MD. Há sutis diferenças no pão, na forma de preparar a carne e no uso de alguns condimentos, mas que para os amantes do "fast food" fazem toda a diferença. Qual o seu favorito? Para votar clique aqui, e depois comente seu voto nos "comentários". Participe!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h29

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Gato por lebre

Gato por lebre



Ganhei um livro ótimo de um amigo: Carnes Nobres. Na verdade foi mais um deboche da parte dele, pois uma vez em uma churrascaria ficamos eu e o maître falando de "carnes nobres" e ele achou engraçado. Agora sempre me imita, repetindo sem parar "carrrrrnes nobrrrres, carrrrrnes nobrrrres", eu mereço!

Mas voltando ao livro, o título é "Transformando Carnes de Segunda em CARNES NOBRES". Genial! O autor Ricardo Penna é um especialista em carnes, tendo já escrito "Alquimia do Churrasco". Nesse novo livro ele conta curiosidades como a ascenção da "fraldinha" (minha carne favorita), ensina uma técnica inovadora que ele chama de "preparo racional", onde a carne fica mais saborosa e com menos gordura. Ricardo mostra como preparar o "bombom", maturar a carne, e fala ainda de ervas e temperos.

E claro, traz mais de 200 receitas de "transformação" da carne de segunda, divididas conforme o modo de preparo. Considerando-se o alto preço do filé, nada como dar um truque naquele músculo e transformá-lo num "falso" Chateaubriand. Divertido!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h48

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Pega, estica e puxa

Pega, estica e puxa



Ontem fui conhecer um restaurante interessantíssimo, o Rong He Massa Chinesa (R. da Glória, 622-A - Liberdade - Tel. 11-3275-1986), indicação preciosa do Jo, grande amigo que conheci através do blog! Aberto há quatro meses, o restaurante possui ambiente claro e agradável além do atendimento cortês do Manoel, que explica pacientemente cada prato do curioso cardápio.



O Rong He traz a cozinha do norte da China (diferente da que estamos acostumados por aqui) com sabores mais picantes e odores mais fortes, mesclando carne suína e frutos do mar a molhos apimentados. Mas há pratos leves e deliciosos, como a entrada que provei: julienne de legumes com nata de soja, tiras de frango e óleo de gergelim (R$ 5,00). Os pastéis na chapa (R$ 14,00) recheados com nirá (broto semelhante a uma cebolinha) eram fartos (e gigantescos), crocantes e muito saborosos!



Mas a grande atração da casa acontece quando você pede o macarrão. Atrás do vidro onde se lê "Apresentação de Arte de Macarrão ao Vivo", o mestre Yang faz mágica ao esticar a massa bruta com as mãos e transformá-la em fios de macarrão sem usar rolos ou instrumentos de corte. Ele estica, roda, puxa, gira, e os fios vão se multiplicando, numa progressão geométrica que fascina. O cutelo só é usado ao final para aparar as pontas.

A massa é escaldada no caldeirão de água fervente, recebe uma dose generosa de molho e acompanhamentos e chega fumegante na sua mesa em questão de segundos. Isso sim é massa fresca! Os preços variam de R$ 12,00 (com legumes) a R$ 15,00 (com carnes e frutos do mar) e servem bem duas pessoas! Preço super convidativo.



De sobremesa há delicados pastéis recheados de doce de feijão e uma surpresa: macarrão frito polvilhado com canela e açúcar. Lembrei na hora da Amanda, que me pediu outro dia uma receita de macarrão doce. Olha que idéia ótima!


[o número do mestre Yang. Mas você precisa ver ao vivo!!!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h23

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Agenda

Agenda


Começa hoje e vai até o dia 15 de setembro no Pavilhão de Exposições do Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1209 - S.Paulo) a 44ª edição do Equipotel, a maior feira de hospedagem e alimentação da América Latina, com workshops e apresentações nas áreas de gastronomia e hotelaria, além de um evento exclusivo sobre Spas. Para maiores informações e cadastramento "gratuito", clique aqui.




A chef Carla Pernambuco, do restaurante Carlota, lança hoje às 19h na livraria Cultura do Conjunto Nacional (av. Paulista, 2.073, Tel. 11-3170-4033) o livro "Balaio de Sabores", (Companhia Editora Nacional - R$ 62, 245 págs). O livro traz cerca de 200 receitas além de textos do jornalista Eduardo Logullo.




Carlos Cabral, consultor de vinhos do Grupo Pão de Açúcar lança hoje às 19h no Consulado Geral de Portugal (r. Canadá, 324 - Jd. América - Tel. 11-3084-1800) o livro "Porto, Um Vinho e sua Imagem (Editora Cultura - R$ 120,00 ). O livro resgata a trajetória desse vinho e traz histórias como a de Adriano Ramos Pinto, do vinho do Porto Adriano, um dos mais consumidos no Brasil.

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h43

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Um restaurante para curtir a natureza

O Quinta (r. Luciano Gallet, 150, Vargem Grande, Rio de Janeiro/RJ - Tel. 21-2428–1396) não é novo (já tem 22 anos!) mas é uma jóia escondida lá na Vargem Grande, depois do Recreio dos Bandeirantes. Fica dentro de uma chácara que tem um lago bem cuidado com peixinhos, árvores, pássaros, e até sagüis, que insistem em "futucar" enquanto você come atento ao assédio deles.



Nada contra os simpáticos macaquinhos, eu é que sou meio traumatizado. Certa vez, em um passeio de barco pela Baía de Sepetiba paramos para almoçar em uma ilha. Logo na entrada do restaurante fui atacado por um sagüi que se agarrou à minha perna e fez uma tremenda confusão! E quem disse que o meliante me deixou em paz? Até para sair do local foi uma correria até o barco! Muito medo do sagüi-TPM! Felizmente os sagüis do Quinta são bem comportados e apenas divertem os visitantes.



O chef Rafael Lopez prepara pratos interessantes como o "Bobó de Fruta-pão" (foto acima), colhida no próprio sítio, com espinafre e pimenta biquinho (ou "beijinho", como diz Fatima, proprietária do Quinta). A "Cestinha de Acaçá" da entrada traz um gratinado de lagostim com arroz cremoso e castanhas. Hmmm... Mas nada como relaxar naquele cenário bucólico acompanhado por uma deliciosa caipirinha feita com frutas apanhadas diretamente do pomar.

Escrito por Marcelo Katsuki às 08h56

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Finde no Rio

Finde no Rio



Foi corrido, mas até que me diverti. O plano de conhecer o dim sun do "Nam Thai" e a comentada cozinha do "Mr. Lam" foi por água abaixo, culpa dos excessos matinais. Tudo bem, bom motivo para voltar "voando" pro Rio!

Meu café da manhã lá é sempre no Cafeína (R. Farme de Amoedo, 43 - Ipanema - Tel. 21-2521-2194) onde eu peço tudo diferente do cardápio, mudo ingredientes e ninguém reclama, mas como 'madruguei' na rua, ainda estava fechado e fui caminhar no calçadão; quando vi já estava no Leblon, mais especificamente no Garcia & Rodriguez (Av. Ataufo de Paiva, 1251 - Leblon - Tel. 21-3206-4100)



Terrine de campanha com baguetes quentinhas, bruquetas de gorgonzola com peras glaceadas e espumante. Muita extravagância? Tudo bem, vou voltar à pé (ainda que em zig-zag), nem vai dar tempo de pesar na balança... Acho que madruguei mesmo, porque nem havia ainda o "Financier" (aquele bolinho de amêndoas), mas comprei dois tachos de alumínio que me pareceram "indispensáveis" depois do espumante.

Voltando pela Ataufo de Paiva, não tive como não passar no Bracarense (R. José Linhares, 85-B - Leblon - Tel. 21-2294-3549) para "abrir os trabalhos do dia" com um chopp bem tirado (o espumante não conta, foi apenas um refresco matinal) e alguns dos melhores petiscos de boteco que conheço. Mas era cedo mesmo, pois pude me sentar numa mesa (coisa rara) e é claro que a Alaíde não havia chegado para preparar as imbatíveis barquetes de salmão e o crocante bobó de camarão frito. São tão saborosos que às vezes levo "para viagem" e como aqui, lembrando da brisa carioca.





Certa vez lá no bar vi uma história muito engraçada. Um ônibus "de linha" estacionou na frente do bar (e conseqüentemente parou o trânsito) e uma senhora, com a cabeça pra fora da janela começou a gritar: "Ricarrrrrrrrdo! Ricarrrrrrdo!!!". Logo o bar inteiro estava clamando pelo infeliz: "Ri-car-do! Ri-car-do!!!". Assim que o sujeito apareceu, a mulher disse uma série de impropérios aos berros e emendou um "pode seguir, motorista". Mais uma daquelas "lendas cariocas", como diz um amigo meu. Hilário!

De volta à Ataufo, parei na porta de um café só para admirar o letreiro. Era o C'est Un (Av. Ataúfo de Paiva, 320-A - Leblon - Tel. 21-2294-8144), simpático, compacto, moderno. Dispões de revistas, videos e um bonito conjunto para café vendido na loja. Fui só bisbilhotar, já tinha tomado meu "café da manhã", hehe.





Quase chegando no Jardim de Alá, outra surpresa: uma lojinha de sanduíches de "miga"! Tão comum na Argentina, aqui no Brasil é raro encontrar esse tipo de 'sanduba'. Eu gosto, tanto que comi dois: um clássico e outro de berinjela, macios, fresquinhos e o melhor: levíssimos. Ah, o nome: La Fábrica (o telefone está aí na foto abaixo!).





Já em Ipanema, entrei na Livraria da Travessa (R. Visconde de Pirajá, 572 - Ipanema - Tel.21-3205-9002), outro 'point' obrigatório, para procurar o CD do Eldissa, som 70's com roupagem bossa nova. Tem uma versão sambinha de "What a difference a day makes" sensacional! E vi alguns livros de design bárbaros. Aproveitei para repousar o traseiro no confortável sofá do Café B! dentro da livraria, que tem ótimas brusquetas, mas dessa vez provei apenas a "Caipira de Porto com Morango", muito gostosa. No ano passado a "Morandé" fez várias degustações de caipirinha usando Sauvignon Blanc, vinho adequado para esse fim, mas o vinho do Porto se revelou melhor ainda, já que é um vinho fortificado. Quero mais!





Algumas quadras à frente, parei no Bofetada (R. Farme de Amoedo, 87 - Ipanema - Tel. 21-2227-1676) para aguardar um amigo e aproveitei para pedir um "caldinho de feijão". Gosto mesmo é do "Badofe" (feijão preto 'batido' com carne desfiada e cebola, especialidade da casa, olha a foto abaixo!), mas se comesse um naquele momento, iria direto pra casa dormir por dois dias! Uma das "modinhas" que percebi nos bares foi o tal "rodízio de salgadinhos", tem algum similar em São Paulo? Todo mundo fala mal de salgadinho, mas quem resiste a uma coxinha frita na hora ou um autêntico bolinho de bacalhau? Ainda mais pagando R$ 10,00 e comendo à vontade? No Bofetada é assim, e você ainda conta com o atendimento super atencioso do Flávio e dos garçons, que são sempre os mesmos desde que vou lá.







E como o sol não deu trégua, o jeito foi ir pra praia se refrescar. Entre caipiroscas de frutas vermelhas da Barraca da Miriam e "Guara Plus" para hidratar, ainda me permiti um "sucolé da Alicinha" e alguns salgadinhos da Marina, a famosa "baiana" que tem ótimos pastéis de forno e bolinho de aipim sempre quentinho. E lá se foi o meu dia.

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h42

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Finde no Rio

Finde no Rio - Parte 2



No domingo acordei surpreendentemente bem, depois da inconseqüente farra gastronômica do dia anterior (e que me levou a nocaute logo cedo!). Fui caminhar pelo Arpoador e resolvi conhecer a Confeitaria Colombo no Forte de Copacabana (Tel. 21-3201-4049). Hmmm, que lugar romântico! E a vista deslumbrante somada à brisa faz a gente sair do chão e levitar. Tá bom que uma tacinha de vinho ajuda, ainda mais acompanhada do delicioso "Trio de Patês" com uma pasta de 'foie' levíssima! E o "Shake do Forte"? Sorvete de creme batido com leite e goiabada "geleada" (adorei esse termo, deixa tudo ainda mais gostoso).





Voltando pela Feira Hippie, acabei passando pela porta do Frontera (R. Visconde de Pirajá, 128 - Ipanema Tel. 21-3289-2350), restaurante que ocupa o lugar do extinto "Yemanjá". Entrei para dar uma espiada e acabei sendo fisgado pelo estômago: trata-se de um buffê de comida por quilo, mas com uma variedade e apresentação das mais impressionates. E não era só visual: o sabor era melhor ainda! Comi um aromático "Arroz Nasi Goreng" (arroz frito indonesiano) com salada e figos, um dos melhores vatapás que já provei (herança do antigo Yemanjá?) com enormes camarões e suave perfume de côco e dendê.





Havia um atraente "Pato ao molho de Laranja e Maracujá", mas esse nem me atrevi a provar. Se meu chefe descobre, é capaz de me "açoitar" aqui na redação, já que ele lidera o movimento "Salvem os Patos". Outro diferencial do Frontera: há uma adega com vinhos quase escondida na parede que liga os dois salões.



Depois de mais uma caminhada pelo calçadão (para me recompor), só restava arrumar a mala e preparar uma refeição de despedida em agradecimento ao meu host no Rio. Puxa, só fiz comer nesses dois dias? Na verdade eu caminhei bastante, melhor esquecer a balança, hehe. Daí fui pra cozinha e ajudei a preparar uma Paella Fideuá, feita com macarrão "quebradinho" no lugar do arroz, receita do Restaurante La Coruña (Al. Lorena, 1.160 – Jardins – Tel.11-3085-3999) que descrevo logo abaixo.



Paella Fideuá

Ingredientes:
- 300ml de azeite de oliva
- 200g de polvo
- 300g de lulas limpas e cortada em anéis
- 1kg de camarão rosa, sem casca e com cabeça
- 1 cebola média picada
- 2 dentes de alho picados
- sal a gosto
- 6 tomates sem pele e sem sementes
- 50g de salsinha picada
- 500g de macarrão Spaguetinni “quebrado” em pedacinhos
- 100 ml de vinho branco seco
- 500 ml de caldo de peixe
- 1 colher de açafrão

Preparo
Aqueça uma “paellera” em fogo baixo, coloque a metade do azeite de oliva, o alho, a cebola e a salsinha, refogue e junte o tomate. Faça um círculo ao redor da paellera com todos os ingredientes refogados. Coloque mais um pouco de azeite e adicione todos os camarões, para dourá-los de ambos os lados. Retire-os e reserve.

No meio da paellera coloque os anéis de lula e o polvo, misture tudo e vá adicionando aos poucos o macarrão quebradinho e salteado em azeite.

Coloque o vinho branco, deixe evaporar, junte o sal e coloque uma colher de azafrão e aos poucos o caldo de peixe. Misture bem e deixe cozinhar por aproximadamente 20 minutos, colocando mais caldo quando necessário. Apague o fogo, decore com os camarões reservados e deixe coberto por um pano por cinco minutos. Regue com azeite de oliva e sirva em seguida.

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h41

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Degustação do Periquita na ABS

Degustação do Periquita na ABS


Na próxima quarta-feira, 13 de setembro, Antonio Soares Franco, presidente da José Maria da Fonseca (produtora do vinho "Periquita", o vinho português mais consumido no Brasil) comanda degustação na ABS (Av Brig. Faria Lima 1800/8ª andar - Tel. 11-3814-7853) . O evento é aberto ao público e custa R$ 60,00 (sócios pagam R$ 30,00).

Além de três variedades do "Periquita", serão degustados ainda os vinhos "José de Sousa", "José de Sousa Mayor" e o "Porto LBV", após apresentação de audiovisual contando a história da vinícula. O número de vagas é limitado.

Escrito por Marcelo Katsuki às 19h17

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Olha o aviãozinho!!!


Seu filho só gosta de chocolate e de batata frita? Pois o caderno "Equilíbrio" da Folha de S.Paulo de hoje traz 40 dicas imperdíveis para convencer crianças a trocar doces e biscoitos por alimentos saudáveis. São propostas feitas por especialistas que abrangem desde uma apresentação mais divertida dos pratos até a execução dos mesmos pelas crianças numa experiência lúdica e prazerosa, como deve ser a relação com a comida. Achou interessante? Então clique aqui para ver as dicas!

Escrito por Marcelo Katsuki às 19h01

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Sopa de Bacalhau (direto da Noruega!)

Sopa de Bacalhau (direto da Noruega!)

E aproveitando o útimo dia de frio (segundo o "Weather Channel" amanhã deve esquentar), aí vai uma receita de sopa. A primeira enviada por um leitor (com foto e tudo!), Frederico Fick, da Noruega e por isso mesmo é de bacalhau. Mas ele passou uma estatística assustadora de lá: "70% dos noruegueses não colocam um garfo de comida quente na boca durante os dias úteis. É só 'sanduba' por aqui." Incrível, não? Sem falar que "bolinho de bacalhau" nem pensar já que lá, vejam que ironia, só se consome o bacalhau fresco. Quer dizer, ironia ou luxo, depende do seu ponto de vista, hehe.



Sopa de Bacalhau Fresco com Estragão

- Salgar as postas de bacalhau fresco (no Mercado Municipal tem) e deixar descansar por 30 minutos.
- Dourar as postas rapidamente numa frigideira .
- Bater em uma tigela suco de limão, gemas de ovo e caldo de peixe – colocar a mistura numa panela e aquecer a mistura em fogo leve mexendo sem parar até o molho engrossar.
- Adicionar creme de leite, estragão, sal e pimenta a gosto.
- Colocar as postas na panela e deixar absorver por 5 minutos.
- Servir.

Fred, só uma coisa: quantas gemas?

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h59

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O Brasil que eu amo

"O Brasil que eu amo"


[Reprodução. Revista Realidade, setembro de 1966]


7 de setembro. Resolvi postar hoje um trecho de um texto de David Drew Zingg fotógrafo norte-americano da extinta revista "Realidade" onde ele conta porque resolveu morar no Brasil. O texto é da edição de número seis, de setembro de 1966 (eu nem tinha nascido!). E revela com um "olhar estrangeiro" um Brasil que muitos brasileiros não conseguem ver. É lindo.

"Cheguei à conclusão de que existe algo simples, mas muito forte
- um tipo de cola humana indestrutível - que junta numa idéia só
este grande País. Ao olhar para um brasileiro, sinto que ele tem
a absoluta certeza do que é. E acredito que essa certeza vem do fato
dele ter sido muito amado, desde muito cedo e durante muito tempo.

Para mim o Brasil é um país habitado por um grande número de pessoas
que têm sido muito amadas e que têm capacidade de transmitir esse amor.
Aqui se encontra o amor à vida que impede o derramamaento de sangue,
que mantém as pessoas vivas, no verdadeiro sentido da palavra.

Como estrangeiro, vejo sempre o carinho enchendo as ruas.
Às vezes é um menino e uma menina, ou dois meninos,
ou uma moça e uma velha, ou um homem e uma mulher.
Mas seja o que for, há muitos, o suficiente para fazer a alma cantar."

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h50

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Harmonizando chás e sushis

Harmonizando chás e sushis



Além do aspecto social de se compartilhar momentos, apreciar uma xícara de chá pode ser uma experiência de auto-conhecimento. Hora de se desligar das preocupações do dia-a-dia e tocar sua sensibilidade interior. Foi exatamente isso que nos proporcionou Tainá Guedes, do Nakombi (R. Pequetita, 170 , Vila Olímpia - tel: 11-3845-9911) ao oferecer um menu de harmonização de pratos orientais com chás da Inti Zen.

Os pratos foram selecionados por Jo Takahashi (Diretor de Arte e Cultura da Fundação Japão) e os chás, infusões especialmente "desenhadas" pela tea blender argentina, Inés Berton, verdadeira alquimista da Tealosophy.



A aventura começou com "Ebishinjo" (delicados rolinhos fritos recheados com camarão, tofú e cenoura) acompanhados por Chaman Chai: instigante chá de canela, gengibre e cardamomo, aromas de especiarias que envolveram com perfeição a leveza da entradinha.



Na sequência, os "Tempurás de legumes e camarões" foram perfeitamente acompanhados por Silêncio Andino, chá verde com camomila e casca de laranja. O chá verde já seria um acompanhamento natural da comida oriental, mas as notas cítricas impressas pela laranja harmonizaram-se perfeitamente com a fritura.



O terceiro prato, "Kombinado de Salmão" foi acompanhado em cor e doçura pelo Inca Rose: Earl Grey perfumado com pétalas de rosas. Jo ainda brincou que foi "inspirado apenas pela cor" mas a fragrância marcante da rosa me pegou de surpresa, redimensionando o sabor adociado do salmão. Às vezes a harmonização acontece no "contraste" dos sabores, gerando um terceiro elemento invisível; nesse caso, foi uma "complementação" mesmo, incrível.



Antes da conclusão do menu, fomos surpreendidos por uma novidade: o "menu azeitado" (nome ótimo!), que introduz azeites aos pratos orientais, revelando uma vocação mediterrânea do novo cardápio. O "Tataki de salmão com azeite de limão siciliano" foi perfeitamente acompanhado de um inesperado Ouzo, destilado grego de aniz marcante.



Já no fim dessa viagem dos sabores entremeada por ponderações pra lá de interessantes sobre arte e cultura, fechamos com "Banana flambada com sorvete" e o Patagonia Bee, infusão de mel, cacau e baunilha; intenso e rico de aromas, agregou um delicado sabor de baunilha ao sorvete de creme.

Ninguém sentiu as cinco horas que duraram a aventura, tamanho o prazer do momento. Fui traído apenas pelas minhas pernas, que clamando por algum exercício físico, se recusavam a me levantar do tatami e partir para casa. Talvez nem eu e tampouco elas quisessem partir mesmo...




Dicas para aumentar o seu prazer na "hora do chá"
Com o frio que se instalou na cidade, nada melhor do que se reconfortar com uma boa xícara de chá quentinho. Abaixo, algumas dicas essenciais.

- Chá não combina com barulho. Silêncio, ou no máximo uma música suave ao fundo.
- Não deixe a água ferver, pois pode queimar as folhas e comprometer o sabor e o aroma. Se isso acontecer, aguarde alguns minutos para que a temperatura da água abaixe e fique entre 60 ºC e 90 ºC.
- Comece com chás leves de ervas ou frutas. Infusões aromatizadas e chás puros vêm depois.
- Para conseguir sabor mais intenso, aumente a quantidade de chá, nunca o tempo de infusão.
- Infusão: para chá verde um minuto e meio. Chá preto, dois a três minutos.
- Tampe o bule durante a infusão para condensar o aroma da erva.
- Evite adoçar, mas se necessário, prefira o açúcar ao adoçante.
- Xícaras de porcelana mantém a temperatura e não interferem no sabor.
- O hábito de colocar leite veio dos britânicos e é indicado apenas para os chás mais concentrados.
- Armazene as ervas em local fresco e sem luz. Nunca em potes de vidro, pois a exposição à luz comprometeria o aroma.
- O saquinho de chá é extremamente prático, mas seu conteúdo perde as características com mais rapidez.
- O prazo máximo de validade de um chá é geralmente de três anos.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h37

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Toalete fusion

Toalete fusion

Hoje eu acordei, lavei o rosto com sabonete de pitanga, usei um creme facial de baunilha, tomei banho com sabonete de mousse de chocolate e passei um hidratante corporal de frapê de limão. E saí de casa preparado para correr de um ataque de abelhas! E do cachorro do vizinho!!!

A invasão dos "comestíveis" no toalete nem é novidade, mas tá demais, não? Daí pensei: e o caminho inverso? Algum dia a gente vai comer sabão e tossir bolhinhas? Tsk tsk... Nem precisei ir longe para obter a resposta.



Hoje no restaurante "La Table O & CO" (R. Bela Cintra 2023, Jardins, tel. 11-3088-9008), experimentei o surpreendente Sorvete de Lavanda da chef Clo Dimet. É de uma delicadeza ímpar: você sente a lavanda sutilmente, mas o sabor cresce na boca ao se harmonizar com o "azeite de limão verde", que funciona como uma calda, dando contraste de sabor e brilho a essa preciosidade. Puro, o azeite é extremamente ácido, mas a combinação é perfeita, você precisa experimentar!

P.S. Mas afinal, alguém aqui já comeu algum "produto de beleza"?

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h56

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Prêmio Gula 2006 - São Paulo

Prêmio Gula 2006 - São Paulo


Aconteceu ontem no Jockey Club de São Paulo a entrega da edição paulista do Prêmio Gula 2006.

Os resultados não chegaram a surpreender, com Alex Atala como chef do ano, Andréa Fasano o melhor bufê, Manoel Beato como sommelier e Luiz Emmanuel como chef revelação.


[A talentosa chef Mara Salles recebe prêmio como melhor Brasileiro
pelo restaurante "Tordesilhas"]

A novidade ficou por conta das duas novas categorias Cozinha Rápida e Hamburgueria. Na primeira, venceu a rede "Ráscal", que prima pelo caprichado bufê de saladas e antepastos; na segunda, empate entre a "Hamburgueria Nacional", uma estimulante parceria do sushiman Jun Sakamoto com o grupo Viena e a "General Prime Burguer", do chef Sergio Arno e da grife de carnes Wessel.

A cobertura completa com a lista de todos os premiados você encontrará na edição de setembro da Revista Gula.

[Marie-France Henry do "La Casserole"; Glauco Al Rojas do "Bistrot de Tarte" e a sempre animada Adriana Cymes do bufê "Arroz de Festa" prestigiam o evento]

O caprichado bufê ficou por conta dos alunos da faculdade de gastronomia da Anhembi-Morumbi, dirigidos pela Prof. Rosa Moraes.

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h28

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O robô sommelier

O robô sommelier



Atenção, sommeliers! A NEC System Technologies e a Universidade de Mie do Japão desenvolveram um robô que poderá servir como um 'personal sommelier'. Criado inicialmente para identificar os alimentos sem a necessidade de abertura das embalagens (utilizando raios infra-vermelhos), o robô recebeu um 'upgrade' que permite agora identificar alguns tipos de vinhos. Além disso, ele pode fazer algumas perguntas ao usuário para definir quais suas preferências e poder indicar o vinho adequado ao se paladar.

Mas nada de pânico! Diferentemente do ser humano, as habilidades do robô "ainda" são bem limitadas, permitindo o reconhecimento de apenas algumas dezenas de vinhos. Sem falar que ele não sente os gostos de doce, salgado, amargo e azedo, como os seres humanos. O mais engraçado é que nem boca ele tem!

Maiores informações podem ser acessadas aqui, no site da NEC System Technologies.

E Cheryl, valeu pela dica!

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h54

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A maçã do amor e da gula

A maçã do amor e da gula


Ontem fui a um casamento, coisa que sempre me emociona. Acho todo o ritual muito bonito, e agora corajoso depois que a ciência anunciou que a "paixão não dura mais do que 18 meses". A ciência é trágica, a paixão acaba mas ainda bem que nos resta o amor. E quem há de negar que este lhe é superior? (momento "caetânico")

E como prova de que "o amor estava no ar", fomos brindados com maçãs do amor. Há quanto tempo eu não comia uma maçã do amor??? E as crianças, fascinadas pela cor, pelo brilho e pelo formato do doce, foram logo abrindo os saquinhos, dando uma lambida e jogando de volta nas mesas. Pegavam outra, abandonavam num canto; mais outra...

Foi quando me lembrei de minha primeira lição sobre a "gula". Tinha eu uns cinco anos e estava de férias na praia com toda a família. Brincando na areia vi um vendedor de maçãs do amor e fui correndo pedir para minha mãe comprar. Como minha irmã e meu primo já tinham tomado sorvete e eu não, fui logo avisando: "quero duas". Minha mãe, claro, não quis comprar alegando ser um exagero, mas fui enfático: "eu queeeeero!!!".

Comi a primeira maçã com prazer, mas quando minha irmã e meu primo correram para a água, dei a segunda para minha mãe segurar. Daí foi a vez dela ser enfática: "agora vai ter que comer". Não teve cara de choro nem beicinho que resolvesse a situação. Passei o resto da tarde sentado na areia, de pernas abertas com o palito na mão. Às vezes tirava do plástico, dava uma mordidinha e embrulhava de volta. Minha mãe, uma sagitariana sempre empenhada a nos ensinar o que era certo e o que era errado, não cedeu. No fim do dia fui embora ainda atordoado: numa das mãos ela me puxava, orgulhosa por ter ensinado uma importante lição ao filho. Na outra, o troféu conquistado: a maçã espetada no palito, cheia de crateras escuras com o melado escorrendo pelos dedos. Eu aprendi.

E se você ficou com vontade de comer "maçã do amor", tem uma receita bem fácil de fazer aqui, do site Tudo Gostoso. Só não vou fazer também porque já comi a minha ontem, e seria "gulodice", hehe.

Escrito por Marcelo Katsuki às 15h21

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Conchiglioni com guacamole?

Conchiglioni com guacamole?

Nesse finde comemorei com os amigos o lançamento do blog. E como ele trata de "comes e bebes", não podia fazer feio nesse quesito. A idéia era simples: montar um "canapé-bar" no balcão onde os chefs iriam preparando os petiscos e a gente comendo, claro. Tudo "ao vivo", direto do chef pro "cliente" acompanhado de espumantes e tintos; foi incrível e todos adoraram!

E dentro desse espírito "simples", um dos grandes sucessos foi uma receita criativa e econômica, por isso resolvi postar aqui: "Conchiglioni com Guacamole". O formato de concha dessa massa é perfeito para acomodar quaquer recheio, e a falta de nachos autênticos a preços acessíveis acaba forçando a gente a usar a cabeça, hehe.



Modo de fazer:
- Cozinhe o "conchiglioni" em água e sal.
- Escorra, espere secar um pouco e frite em óleo quente. Escorra no papel absorvente.
- Recheie com guacamole: 2 abacates amassados com suco de um limão, sal, pimenta vermelha, coentro e um dente de alho bem picadinho (opcional).
- Recheie as "conchinhas" com a pasta de guacamole e decore com uma folha de coentro e cubinhos de tomate. Fácil, fácil...


[André, Douglas, Jack, Paula, Rachel, Carlos e Graziela:
a animada equipe que botou o astral da festa lá em cima!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 15h07

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5 perguntas para... Fabiana Cesana

"5 perguntas para... Fabiana Cesana"



Fabiana Cesana é chef e sócia-proprietária do badalado Sophia Bistrot (Rua da Consolação, 3.368 - Jardins - Tel.: 11-3081-7698), que apresenta uma cozinha contemporânea de base francesa com ingredientes mediterrâneos e toques orientais. Sempre inovando o enxuto cardápio da casa (em minha última visita fui surpreendido por um Bife "Boucher": fraldinha "selada" com molho rôti, purê de batata rústico e alho confit, delírio!), Fabiana acaba de voltar de uma temporada em Paris que deve render irresistíveis novidades no cardápio.

C&B.1 - O que você foi fazer em Paris?
Fabiana: Fui estagiar com o Guy Savoi. Em Paris todos os grandes chefs não fazem mais comida clássica. Fui ao Pierre Gagnaire (cozinha molecular), ele trabalha junto com Herve This, maravilhoso!!!

C&B.2 - O que te inspira na cozinha?
Fabiana: Produtos e arte, trabalho a partir do que encontro; se acho um peixe maravilhoso entro na cozinha olho para ele e sai!!!!!

C&B.3 - Por que o Sophia é um sucesso?
Fabiana: Talvez pela forma despretensiosa como foi feito; pela comida, ambiente e muito trabalho!!!!!

C&B.4 - O que você come quando está em casa?
Fabiana: Gohan (arroz japonês), umê (conserva de cereja japonesa), nori (folha de alga desidratata); miojo japonês é o máximo; mas como muito pouco na minha casa.

C&B.5 - Indique um restaurante (em S.Paulo) que mereça uma visita.
Fabiana: Aska (R. Galvão Bueno, 466 - Liberdade): o lamen é maravilhoso. Bom deu para ver que eu sou quase uma japonesa!!!!


[O irrepreensível "Steak au Poivre" da Fabiana.
Mas agora tem o "Bife Boucher" no páreo.]

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h27

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Chocolate, chocolate, chocolate...

Chocolate, chocolate, chocolate...



Larousse do chocolate é um dos livros mais "saborosos" que já vi. Recheado de fotos e ótimas receitas, o livro do grande "chef-pâtissier" Pierre Hermé seduz desde a primeira página. Conta a história do cacau, e chega a classificar os chocolates com a mesma nomenclatura para vinhos, com denominações como "grand cru" e "de origem". Há 200 receitas, algumas simples e outras bem sofisticadas. Hermé ensina ainda técnicas para "temperar" o chocolate e até modelagem e decoração. Dentre as receitas simples (mas muito interessantes), separei uma que achei que poderia ser uma boa diversão para um final de semana preguiçoso. Vejam que simples.



Folhas de hortelã cristalizadas com chocolate amargo*

Ingredientes:
2 maços de hortelã fresca
2 claras
150 g de açúcar
150 g de chocolate amargo em barra com 70% de cacau (ou meio amargo)

Preparo:
De véspera, retire as folhas grandes dos ramos de hortelã, lave e deixe secar sobre papel toalha. Bata levemente as claras até ficarem espumosas. Em um prato, espalhe uma camada de açúcar com altura máxima de 5 mm. Forre um prato com papel manteiga. Mergulhe cada folha grande de hortelã nas claras, segurando-a pelo cabinho. Deixe escorrer e passe no açúcar. Coloque as folhas de hortelã açucaradas no prato forrado e deixe secar em temperatura ambiente até o dia seguinte.

No dia seguinte, pique o chocolate com uma faca serrilhada e coloque em uma panela para derreter em banho-maria. Em seguida, tempere-o (resfrie colocando a panela em uma tigela com água gelada e quando atingir a temperatura ambiente, volte para o banho-maria; está pronto para ser usado).

Mergulhe as folhas cristalizadas no chocolate derretido e coloque sobre o papel manteiga. Leve à geladeira por 15 minutos (até endurecer). Coloque as folhas em um recipiente hermético. Na geladeira, elas se conservam por até 24 horas.

*Extraído do livro Larousse do Chocolate (256 págs.) - Pierre Hermé, sob autorização da editora Larousse do Brasil.

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h51

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... só quero chocolate!

... só quero chocolate!



Calças de chocolate? Origamis de chocolate? Se a gente já tem aquela vontade de tocar nas obras de arte pelo simples fato de ser proibido, imagine sendo de chocolate? Foi o que pensei ao avistar as obras no mezanino do L'Open (Al. Itu, 1466 - Jardins - 11-3060-9013) que abre hoje a exposição "Maison Chocolatier".



Além das obras, que incluem uma estátua de chocolate do personagem Willy Wonka (interpretado por Johnny Depp) em tamanho natural, há painéis bem didáticos mostrando todo o processo de fabricação do chocolate, desde a colheita do cacau. Muito interessante. A mostra abre hoje, 1º de setembro, a partir das 20h e é aberta ao público.

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h22

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Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

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