Marcelo Katsuki - Comes & Bebes
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Degustação do Periquita na ABS

Degustação do Periquita na ABS


Na próxima quarta-feira, 13 de setembro, Antonio Soares Franco, presidente da José Maria da Fonseca (produtora do vinho "Periquita", o vinho português mais consumido no Brasil) comanda degustação na ABS (Av Brig. Faria Lima 1800/8ª andar - Tel. 11-3814-7853) . O evento é aberto ao público e custa R$ 60,00 (sócios pagam R$ 30,00).

Além de três variedades do "Periquita", serão degustados ainda os vinhos "José de Sousa", "José de Sousa Mayor" e o "Porto LBV", após apresentação de audiovisual contando a história da vinícula. O número de vagas é limitado.

Escrito por Marcelo Katsuki às 19h17

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Olha o aviãozinho!!!


Seu filho só gosta de chocolate e de batata frita? Pois o caderno "Equilíbrio" da Folha de S.Paulo de hoje traz 40 dicas imperdíveis para convencer crianças a trocar doces e biscoitos por alimentos saudáveis. São propostas feitas por especialistas que abrangem desde uma apresentação mais divertida dos pratos até a execução dos mesmos pelas crianças numa experiência lúdica e prazerosa, como deve ser a relação com a comida. Achou interessante? Então clique aqui para ver as dicas!

Escrito por Marcelo Katsuki às 19h01

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Sopa de Bacalhau (direto da Noruega!)

Sopa de Bacalhau (direto da Noruega!)

E aproveitando o útimo dia de frio (segundo o "Weather Channel" amanhã deve esquentar), aí vai uma receita de sopa. A primeira enviada por um leitor (com foto e tudo!), Frederico Fick, da Noruega e por isso mesmo é de bacalhau. Mas ele passou uma estatística assustadora de lá: "70% dos noruegueses não colocam um garfo de comida quente na boca durante os dias úteis. É só 'sanduba' por aqui." Incrível, não? Sem falar que "bolinho de bacalhau" nem pensar já que lá, vejam que ironia, só se consome o bacalhau fresco. Quer dizer, ironia ou luxo, depende do seu ponto de vista, hehe.



Sopa de Bacalhau Fresco com Estragão

- Salgar as postas de bacalhau fresco (no Mercado Municipal tem) e deixar descansar por 30 minutos.
- Dourar as postas rapidamente numa frigideira .
- Bater em uma tigela suco de limão, gemas de ovo e caldo de peixe – colocar a mistura numa panela e aquecer a mistura em fogo leve mexendo sem parar até o molho engrossar.
- Adicionar creme de leite, estragão, sal e pimenta a gosto.
- Colocar as postas na panela e deixar absorver por 5 minutos.
- Servir.

Fred, só uma coisa: quantas gemas?

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h59

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O Brasil que eu amo

"O Brasil que eu amo"


[Reprodução. Revista Realidade, setembro de 1966]


7 de setembro. Resolvi postar hoje um trecho de um texto de David Drew Zingg fotógrafo norte-americano da extinta revista "Realidade" onde ele conta porque resolveu morar no Brasil. O texto é da edição de número seis, de setembro de 1966 (eu nem tinha nascido!). E revela com um "olhar estrangeiro" um Brasil que muitos brasileiros não conseguem ver. É lindo.

"Cheguei à conclusão de que existe algo simples, mas muito forte
- um tipo de cola humana indestrutível - que junta numa idéia só
este grande País. Ao olhar para um brasileiro, sinto que ele tem
a absoluta certeza do que é. E acredito que essa certeza vem do fato
dele ter sido muito amado, desde muito cedo e durante muito tempo.

Para mim o Brasil é um país habitado por um grande número de pessoas
que têm sido muito amadas e que têm capacidade de transmitir esse amor.
Aqui se encontra o amor à vida que impede o derramamaento de sangue,
que mantém as pessoas vivas, no verdadeiro sentido da palavra.

Como estrangeiro, vejo sempre o carinho enchendo as ruas.
Às vezes é um menino e uma menina, ou dois meninos,
ou uma moça e uma velha, ou um homem e uma mulher.
Mas seja o que for, há muitos, o suficiente para fazer a alma cantar."

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h50

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Harmonizando chás e sushis

Harmonizando chás e sushis



Além do aspecto social de se compartilhar momentos, apreciar uma xícara de chá pode ser uma experiência de auto-conhecimento. Hora de se desligar das preocupações do dia-a-dia e tocar sua sensibilidade interior. Foi exatamente isso que nos proporcionou Tainá Guedes, do Nakombi (R. Pequetita, 170 , Vila Olímpia - tel: 11-3845-9911) ao oferecer um menu de harmonização de pratos orientais com chás da Inti Zen.

Os pratos foram selecionados por Jo Takahashi (Diretor de Arte e Cultura da Fundação Japão) e os chás, infusões especialmente "desenhadas" pela tea blender argentina, Inés Berton, verdadeira alquimista da Tealosophy.



A aventura começou com "Ebishinjo" (delicados rolinhos fritos recheados com camarão, tofú e cenoura) acompanhados por Chaman Chai: instigante chá de canela, gengibre e cardamomo, aromas de especiarias que envolveram com perfeição a leveza da entradinha.



Na sequência, os "Tempurás de legumes e camarões" foram perfeitamente acompanhados por Silêncio Andino, chá verde com camomila e casca de laranja. O chá verde já seria um acompanhamento natural da comida oriental, mas as notas cítricas impressas pela laranja harmonizaram-se perfeitamente com a fritura.



O terceiro prato, "Kombinado de Salmão" foi acompanhado em cor e doçura pelo Inca Rose: Earl Grey perfumado com pétalas de rosas. Jo ainda brincou que foi "inspirado apenas pela cor" mas a fragrância marcante da rosa me pegou de surpresa, redimensionando o sabor adociado do salmão. Às vezes a harmonização acontece no "contraste" dos sabores, gerando um terceiro elemento invisível; nesse caso, foi uma "complementação" mesmo, incrível.



Antes da conclusão do menu, fomos surpreendidos por uma novidade: o "menu azeitado" (nome ótimo!), que introduz azeites aos pratos orientais, revelando uma vocação mediterrânea do novo cardápio. O "Tataki de salmão com azeite de limão siciliano" foi perfeitamente acompanhado de um inesperado Ouzo, destilado grego de aniz marcante.



Já no fim dessa viagem dos sabores entremeada por ponderações pra lá de interessantes sobre arte e cultura, fechamos com "Banana flambada com sorvete" e o Patagonia Bee, infusão de mel, cacau e baunilha; intenso e rico de aromas, agregou um delicado sabor de baunilha ao sorvete de creme.

Ninguém sentiu as cinco horas que duraram a aventura, tamanho o prazer do momento. Fui traído apenas pelas minhas pernas, que clamando por algum exercício físico, se recusavam a me levantar do tatami e partir para casa. Talvez nem eu e tampouco elas quisessem partir mesmo...




Dicas para aumentar o seu prazer na "hora do chá"
Com o frio que se instalou na cidade, nada melhor do que se reconfortar com uma boa xícara de chá quentinho. Abaixo, algumas dicas essenciais.

- Chá não combina com barulho. Silêncio, ou no máximo uma música suave ao fundo.
- Não deixe a água ferver, pois pode queimar as folhas e comprometer o sabor e o aroma. Se isso acontecer, aguarde alguns minutos para que a temperatura da água abaixe e fique entre 60 ºC e 90 ºC.
- Comece com chás leves de ervas ou frutas. Infusões aromatizadas e chás puros vêm depois.
- Para conseguir sabor mais intenso, aumente a quantidade de chá, nunca o tempo de infusão.
- Infusão: para chá verde um minuto e meio. Chá preto, dois a três minutos.
- Tampe o bule durante a infusão para condensar o aroma da erva.
- Evite adoçar, mas se necessário, prefira o açúcar ao adoçante.
- Xícaras de porcelana mantém a temperatura e não interferem no sabor.
- O hábito de colocar leite veio dos britânicos e é indicado apenas para os chás mais concentrados.
- Armazene as ervas em local fresco e sem luz. Nunca em potes de vidro, pois a exposição à luz comprometeria o aroma.
- O saquinho de chá é extremamente prático, mas seu conteúdo perde as características com mais rapidez.
- O prazo máximo de validade de um chá é geralmente de três anos.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h37

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Toalete fusion

Toalete fusion

Hoje eu acordei, lavei o rosto com sabonete de pitanga, usei um creme facial de baunilha, tomei banho com sabonete de mousse de chocolate e passei um hidratante corporal de frapê de limão. E saí de casa preparado para correr de um ataque de abelhas! E do cachorro do vizinho!!!

A invasão dos "comestíveis" no toalete nem é novidade, mas tá demais, não? Daí pensei: e o caminho inverso? Algum dia a gente vai comer sabão e tossir bolhinhas? Tsk tsk... Nem precisei ir longe para obter a resposta.



Hoje no restaurante "La Table O & CO" (R. Bela Cintra 2023, Jardins, tel. 11-3088-9008), experimentei o surpreendente Sorvete de Lavanda da chef Clo Dimet. É de uma delicadeza ímpar: você sente a lavanda sutilmente, mas o sabor cresce na boca ao se harmonizar com o "azeite de limão verde", que funciona como uma calda, dando contraste de sabor e brilho a essa preciosidade. Puro, o azeite é extremamente ácido, mas a combinação é perfeita, você precisa experimentar!

P.S. Mas afinal, alguém aqui já comeu algum "produto de beleza"?

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h56

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Prêmio Gula 2006 - São Paulo

Prêmio Gula 2006 - São Paulo


Aconteceu ontem no Jockey Club de São Paulo a entrega da edição paulista do Prêmio Gula 2006.

Os resultados não chegaram a surpreender, com Alex Atala como chef do ano, Andréa Fasano o melhor bufê, Manoel Beato como sommelier e Luiz Emmanuel como chef revelação.


[A talentosa chef Mara Salles recebe prêmio como melhor Brasileiro
pelo restaurante "Tordesilhas"]

A novidade ficou por conta das duas novas categorias Cozinha Rápida e Hamburgueria. Na primeira, venceu a rede "Ráscal", que prima pelo caprichado bufê de saladas e antepastos; na segunda, empate entre a "Hamburgueria Nacional", uma estimulante parceria do sushiman Jun Sakamoto com o grupo Viena e a "General Prime Burguer", do chef Sergio Arno e da grife de carnes Wessel.

A cobertura completa com a lista de todos os premiados você encontrará na edição de setembro da Revista Gula.

[Marie-France Henry do "La Casserole"; Glauco Al Rojas do "Bistrot de Tarte" e a sempre animada Adriana Cymes do bufê "Arroz de Festa" prestigiam o evento]

O caprichado bufê ficou por conta dos alunos da faculdade de gastronomia da Anhembi-Morumbi, dirigidos pela Prof. Rosa Moraes.

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h28

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O robô sommelier

O robô sommelier



Atenção, sommeliers! A NEC System Technologies e a Universidade de Mie do Japão desenvolveram um robô que poderá servir como um 'personal sommelier'. Criado inicialmente para identificar os alimentos sem a necessidade de abertura das embalagens (utilizando raios infra-vermelhos), o robô recebeu um 'upgrade' que permite agora identificar alguns tipos de vinhos. Além disso, ele pode fazer algumas perguntas ao usuário para definir quais suas preferências e poder indicar o vinho adequado ao se paladar.

Mas nada de pânico! Diferentemente do ser humano, as habilidades do robô "ainda" são bem limitadas, permitindo o reconhecimento de apenas algumas dezenas de vinhos. Sem falar que ele não sente os gostos de doce, salgado, amargo e azedo, como os seres humanos. O mais engraçado é que nem boca ele tem!

Maiores informações podem ser acessadas aqui, no site da NEC System Technologies.

E Cheryl, valeu pela dica!

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h54

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A maçã do amor e da gula

A maçã do amor e da gula


Ontem fui a um casamento, coisa que sempre me emociona. Acho todo o ritual muito bonito, e agora corajoso depois que a ciência anunciou que a "paixão não dura mais do que 18 meses". A ciência é trágica, a paixão acaba mas ainda bem que nos resta o amor. E quem há de negar que este lhe é superior? (momento "caetânico")

E como prova de que "o amor estava no ar", fomos brindados com maçãs do amor. Há quanto tempo eu não comia uma maçã do amor??? E as crianças, fascinadas pela cor, pelo brilho e pelo formato do doce, foram logo abrindo os saquinhos, dando uma lambida e jogando de volta nas mesas. Pegavam outra, abandonavam num canto; mais outra...

Foi quando me lembrei de minha primeira lição sobre a "gula". Tinha eu uns cinco anos e estava de férias na praia com toda a família. Brincando na areia vi um vendedor de maçãs do amor e fui correndo pedir para minha mãe comprar. Como minha irmã e meu primo já tinham tomado sorvete e eu não, fui logo avisando: "quero duas". Minha mãe, claro, não quis comprar alegando ser um exagero, mas fui enfático: "eu queeeeero!!!".

Comi a primeira maçã com prazer, mas quando minha irmã e meu primo correram para a água, dei a segunda para minha mãe segurar. Daí foi a vez dela ser enfática: "agora vai ter que comer". Não teve cara de choro nem beicinho que resolvesse a situação. Passei o resto da tarde sentado na areia, de pernas abertas com o palito na mão. Às vezes tirava do plástico, dava uma mordidinha e embrulhava de volta. Minha mãe, uma sagitariana sempre empenhada a nos ensinar o que era certo e o que era errado, não cedeu. No fim do dia fui embora ainda atordoado: numa das mãos ela me puxava, orgulhosa por ter ensinado uma importante lição ao filho. Na outra, o troféu conquistado: a maçã espetada no palito, cheia de crateras escuras com o melado escorrendo pelos dedos. Eu aprendi.

E se você ficou com vontade de comer "maçã do amor", tem uma receita bem fácil de fazer aqui, do site Tudo Gostoso. Só não vou fazer também porque já comi a minha ontem, e seria "gulodice", hehe.

Escrito por Marcelo Katsuki às 15h21

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Conchiglioni com guacamole?

Conchiglioni com guacamole?

Nesse finde comemorei com os amigos o lançamento do blog. E como ele trata de "comes e bebes", não podia fazer feio nesse quesito. A idéia era simples: montar um "canapé-bar" no balcão onde os chefs iriam preparando os petiscos e a gente comendo, claro. Tudo "ao vivo", direto do chef pro "cliente" acompanhado de espumantes e tintos; foi incrível e todos adoraram!

E dentro desse espírito "simples", um dos grandes sucessos foi uma receita criativa e econômica, por isso resolvi postar aqui: "Conchiglioni com Guacamole". O formato de concha dessa massa é perfeito para acomodar quaquer recheio, e a falta de nachos autênticos a preços acessíveis acaba forçando a gente a usar a cabeça, hehe.



Modo de fazer:
- Cozinhe o "conchiglioni" em água e sal.
- Escorra, espere secar um pouco e frite em óleo quente. Escorra no papel absorvente.
- Recheie com guacamole: 2 abacates amassados com suco de um limão, sal, pimenta vermelha, coentro e um dente de alho bem picadinho (opcional).
- Recheie as "conchinhas" com a pasta de guacamole e decore com uma folha de coentro e cubinhos de tomate. Fácil, fácil...


[André, Douglas, Jack, Paula, Rachel, Carlos e Graziela:
a animada equipe que botou o astral da festa lá em cima!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 15h07

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Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki, 40, é editor de arte da Folha Online. Formado em arquitetura, Kats é também cozinheiro, sommelier e DJ.

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