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O melhor da cidade
[Os premiados]
A décima edição do "Comer & Beber - O Melhor da Cidade" da revista Veja aconteceu ontem, sexta-feira, com uma grande festa no Espaço das Artes, anexo da Sala São Paulo. Entre os vencedores, poucas mudanças, como o "Brasil a Gosto" superando o "Tordesilhas" na categoria "Brasileiro" e o "Due Cuochi Cucina" desbancando o "Gero" entre os "Italianos". Fasano, D.O.M., Parigi, Dom Curro, Baby Beef Rubaiyat, Fogo de Chão, Jun Sakamoto, Grupo Rubaiyat, todos repetiram o feito de 2005. Mas nem pensar em reclamar da festa, super animada, reservava ainda alguns momentos divertidos. [Marco, Valéria e o "frango" da noite] A começar pela entrega do prêmio de "melhor bar de hotel". Depois de Valéria Monteiro anunciar os indicados, o cabelereiro Marco Antonio de Biaggi abre o envelope e grita: "E o vencedor é... Frangóóóóóó!". Riso geral. "Frangó?" ô meu santinho, 'entregaram' o vencedor da categoria seguinte, a de melhor boteco, kkkkkk! Isabella Fiorentino no palco trajando um modelo ousado também causou furor: "mostra a perna", gritaram. Mais??? Esse povo bebe e não enxerga direito, hehe. [Salada de grãos no copinho] Boas surpresas: o "St. Louis", hamburgueria nova aqui do lado de casa já recebeu reconhecimento e entrou na disputa de melhor hambúrguer, vencida pelo Ritz. E as 'habibas' da "Tenda do Nilo" (comentado aqui na semana passada) receberam duas honrosas indicações e voltaram pra casa com o prêmio de "Bom e Barato". Agora é que a fila vai aumentar! [Isabella entrega prêmio a Rogério Fasano] Mas sabe onde me diverti de verdade? Na cozinha! Fui espiar a movimentação da equipe da Vicky Constantinesco, que fazia malabarismo para preparar e servir as mais de mil pessoas presentes no evento e acabei achando uma mina de bem-casados empilhados num cantinho da cozinha. Nem preciso contar o resto da história, né?
Escrito por Marcelo Katsuki às 20h47
Shaná Tová!
"Tenha um Ano Bom!"
Hoje se iniciam as comemorações do Rosh Hashaná, o Ano Novo judaico que representa uma pausa para a reflexão e auto avaliação. As celebrações envolvem claro a cozinha judaica, uma das mais marcadas pelos preceitos religiosos atualmente. Antes da refeição, deve-se comer um pedaço de maçã embebido em mel simbolizando um ano bom e doce. Eu já comi o meu logo cedo (peraí, não sou judeu mas se é para receber bênção entro logo na fila!). Se bem que as comemorações do Rosh Hashaná só se iniciam depois do pôr-do-sol. Mas maçã com mel é uma delícia, vai bem a qualquer hora. Separei uma receita bem fácil: Poire Pochèe (foto acima), que foi descoberta recentemente em um livro de receitas para o Rosh Hashaná em um antigo bairro judeu de Paris. Esse livro fazia parte de um lote de antiguidades, levado a leilão em Londres em 1998. Estima-se ter sido escrito no período napoleônico! A receita é fácil e similar a uma pêra ao vinho. Poire PochèeIngredientes8 pêras bem rijas 2 xícaras (chá) de vinho tinto para sobremesa suco de 1/2 limão 1 xícara (chá) de açúcar 3 paus de canela 1 fava de baunilha (ou 2 gotas de extrato) 1 colher (sopa) de raspas de casca de limão PreparoDescasque as pêras com o cabinho. Numa panela grande coloque o vinho, o suco de limão, o açúcar, a canela, a baunilha, as raspas e 1 xícara (chá) de água. Deixe ferver por 1 minuto. Coloque as pêras e cozinhe até amaciarem (10 a 15 minutos). Retire-as e deixe o caldo reduzir à metade. Deixe esfriar por 5 minutos, coe e cubra as pêras. Leve à geladeira e sirva sozinho ou com sorvete.  Fácil, né? Agora, se você se esqueceu de preparar o banquete, ou não é lá muito prendada, corra até o Santa Luzia, e naquele corredor entre a rotisserie e a gôndola kasher grite "oi veis mir!!!" com as mãos na cabeça (importante!). Logo vai aparecer alguém em seu socorro e você não vai sair de lá de mãos abanando. Há desde um simples "Purê de Maçã" até "Kneidlach de Farinha de Matzá", além dos deliciosos "Varenikes" que são vendidos o ano todo. "Shaná Tová!" Agradecimentos: Eliana Rosebaum Didio - receita e consultoria.
Mamarana - R. Pará, 196 - Higienópolis - Tel.: (11) 3661-8799 / 3661-8307
Escrito por Marcelo Katsuki às 09h54
Clube da Luluzinha
A Greene King IPA, uma cerveja típica para mulheres chega aos bares trazida pela Boxer do Brasil. Com apenas 3,6% de álcool em sua fórmula, a IPA (Indian Pale Ale) é um tipo mais leve e requintado recebendo até a conotação de um vinho, segundo Jeroen De Winter, gerente geral da importadora. De sabor amargo, vai bem com pratos picantes e condimentados, como os das cozinhas indiana e mexicana. Mas será que as brasileiras vão gostar de uma cerveja mais leve e amarga? Tenho algumas amigas que sonham com uma cerveja "fortificada", hehe. Greene King IPA - Disponível em latas de 500ml. Origem: Bury St. Edmunds, Suffolk, Inglaterra Boxer do Brasil - Tel.: 11-3062 8559 / 3082 5147
Escrito por Marcelo Katsuki às 09h36
Lost in translation
Enquanto isso em Hong Kong... Yumi nos escreve para contar que o "nosso pão de queijo" faz o maior sucesso nas padarias locais e atende pelo nome de Pontikege. Há versões (exóticas?) de pão de queijo de chá verde e até com chocolate. Haja criatividade!
Mas o engraçado é que a nossa iguaria foi descoberta no Japão (onde os "dekasseguis" capricham no pãozinho de queijo e até na chipa!) portanto as padarias vendem como sendo o "autêntico pontikege japonês". Ô meu pai...
["Véi, cadê aquele 'pontikege' de queijo, sô?"]
Escrito por Marcelo Katsuki às 00h48
Minha queda pela Pinotage
[3x Pinotage!]
Para mim o melhor vinho é aquele que a gente gosta. Sem desmerecer o trabalho dos especialistas, claro, que muito me ajudam nas gôndolas dos empórios. Sempre que posso, converso com o 'seu' Antonio do Pão de Açúcar da Brigadeiro, e até já participei de degustações com ele. Foi numa delas que pude conhecer melhor os vinhos sul-africanos da Distell, maior produtora de vinhos e destilados da África do Sul (incluindo o licor Amarula), e me encantei com a "Pinotage".
A Distell realizou ontem uma degustação no Baretto com o enólogo Louw Engelbrecht e apresentou alguns vinhos premiados da "Durbanville Hills". Além deles, um balcão ostentava boa parte dos vinhos da empresa, e um me chamou atenção em especial: "Stellenzich", uma Pinotage tão macia e de taninos tão finos, que me pegou. Eu, que sempre consumi Pinotage de outras linhas da empresa (da acessível "Obikwa", passando pela "Two Oceans" e a "Fleur du Cap"), não perdi a oportunidade de fazer uma rápida degustação comparativa e constatei que de fato a qualidade tem seu preço. E aprendi que além dos já conhecidos aromas de especiarias, amoras e baunilha, há um 'fundo' de banana também. E como eu gosto dessa fruta, isso só veio reforçar minha preferência pela Pinotage.
[Jaime Maurtua Helden, Louw Engelbrecht e Patrícia Maltez, da Distell]
"Carmenère remete ao Chile, Malbec à Argentina.
Isso é bom em termos de marketing para os países,
mas não quer dizer que esses sejam seus melhores vinhos."
[Louw Engelbrecht, enólogo da Durbanville Hills]
Escrito por Marcelo Katsuki às 20h31
Poesia, gastronomia e tolerância
Nessa quinta-feira, dia 21 de setembro, às 20h30, o Centro de Cultura Judaica recebe as atrizes Eliana Guttman, Cida Almeida e Andréia Bassit para o Cabaré Sipur: "A Coexistência Poética Gastronômica".
As atrizes vão recitar poemas e interpretar textos sobre a paz, a coexistência de diferentes etnias e sobre a terra e as coisas que tiramos dela enquanto cozinham pratos (que serão posteriormente servidos) das cozinhas judaica, árabe e afro-brasileira embaladas por trilhas sonoras típicas, memórias familiares e reflexões. Programa imperdível e além de tudo gratuito!
O Cabaré Sipur ocorre quinzenalmente, sempre às quintas-feiras no Auditório do Centro da Cultura Judaica (Rua Oscar Freire, 2500 - Tel. 11-3065-4333 - ao lado da estação Sumaré do metrô). Duração: 1h15 minutos. Idade mínima: 14 anos. 80 lugares.
Escrito por Marcelo Katsuki às 21h24
Tá faltando inspiração na cozinha?
Pois tem gente causando! Olha isso!!!
Fonte: Cafeína
Escrito por Marcelo Katsuki às 09h38
A Hora do Chá Verde
Adquiri o hábito de tomar chá verde numa viagem ao Japão. O verão de Tóquio parecia implacável mas reparei que todo mundo carregava uma garrafinha na bolsa. Antes de derreter num dos intermináveis passeios à pé para conhecer a cidade, resolvi aderir à moda. Comprar uma bolsa legal em Harajuku foi fácil, o duro foi achar o chá ideal para o meu paladar. Comprei várias garrafinhas de chás: uns eram amargos demais, outros muito doces, até que provei o chá verde e adorei. Refrescante, meio cítrico era perfeito para o calor.
Quando voltei para o Brasil não pude manter o hábito pois não tinha chá verde em garrafa. Na Liberdade havia outros tipos importados, amargos para o paladar e para o bolso, daí voltei pra garrafinha de água. Quando encontrei as latinhas de chá verde da "Feel Good" (WOW), fiquei animado. Mais ainda quando saíram as caixas longa vida e com a versão 'light' (zero caloria). E por que é bom tomar chá verde?
Segundo um estudo realizado pela Unicamp, o chá (obtido da planta Camélia sinensis) possui propriedades estimulantes e desintoxicantes, além de ativar a circulação sangüínea e aumentar a resistência às doenças, atuando diretamente sobre o sistema imunológico (Fonte: Jornal da Unicamp - out.2005).
Outro estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, demonstrou que o extrato de chá verde possui altas concentrações de antioxidantes como catequina, polifenóis e outros compostos incluindo cafeína que produz a termogênese (criação de calor) e maior gasto de energia e gorduras em humanos, ou seja: emagrece. (Fonte: Mundo Verde, jul.2005).
Hoje não tem mais desculpa para não tomar o chá verde. Há várias marcas no mercado, até o tradicional fabricante do "Matte Leão" criou a linha "Green Tea" em três sabores: limão, tangerina e abacaxi com hortelã. E vem em simpáticas garrafinhas (pra carregar na bolsa!).
Escrito por Marcelo Katsuki às 12h27
A Tenda dos Prazeres
Ontem fui almoçar na Tenda do Nilo (R. Coronel Oscar Porto, 638, Paraíso, Tel.11-3885-0460). A "Tenda" é a campeã de indicações no blog. Desde que comecei a escrever, já recebi inúmeros e-mails de leitores falando para ir lá (aliás, podem indicar sempre, adoro conhecer lugares diferentes). Na quinta passada recebi dois e-mails de amigos falando de lá, daí achei demais: tinha que ir de qualquer jeito!
O lugar é pequeno e despojado, com poucas mesas (umas oito?) por isso me apressei para chegar perto do meio-dia, hora em que abre. Pegamos a última mesa, logo se formou uma fila. Na chegada, Olinda nos recebeu com um sonoro "habiiiib!" e começou a diversão. Indicou pratos, sugeriu combinações, prometeu uma "viagem" através da comida. (Des)apertei o cinto! Olinda é uma figura, às vezes surpreende os clientes bradando seu "habib!" por trás e é claro, fiquei rindo o tempo todo (adoro essas "pegadinhas" inocentes, hehe).
Xmune, irmã de Olinda fica na minúscula cozinha e comanda a sinfonia com maestria. Cada prato que sai é mais cheiroso que o outro. Sou "olhudo", quero comer tudo o que vejo. E quase comi mesmo!
Começamos com o quibe, que Olinda passa distribuindo pelas mesas com uma travessa na mão, que sai direto da cozinha. Nem dá pra pegar com a mão de tão quente! Na primeira mordida, não achei nada demais, até chegar no recheio: a carne tinha um tempero muito saboroso, e era bem molhadinha.
Depois provamos o "Falafel com Tarator" (molho de tahine). Cheio de tomatinho picado e cheiro verde, foi perfeito com pão sírio (que usei para raspar até a última gota no prato!). Na seqüência, pedimos "Charutinhos de Folha de Uva", feitos do mesmo jeito "que aquela tia libanesa fazia, habib", azedinho e sem aquele sal exagerado que costuma ter essa folha. Daí foi a vez do "Trigo com Costela desfiada". Puro perfume de especiarias mas leve, magro e rico em fibras, certo? Pensando nisso, resolvi comer uma sobremesa (ia pedir outro prato, o "Fatte", mas Olinda disse que "esse, só na próxima visita, habib, pra você voltar") então fiquei com o "Mil e Uma Noites".

Olinda entregou o prato e ficou esperando nossa reação. Dei a primeira colherada e hmmm, se eu fosse a Ana Maria Braga, tinha passado debaixo de todas as mesas do salão, soltado os cachorros, os gatos, o pet shop inteiro! Que doce fantástico! E é apenas um bolinho de semolina mergulhado em um creme aromatizado com água de flor de laranjeira e pistache picado. Meu companheiro nessa "viagem" ainda perguntou se o creme era "malabie", ao que Olinda respondeu (com direito a performance): "habib, agora você jogou meu doce no chão e pisou em cima". Kkkkkkkk! Quer saber do que é feito o tal creme? Vai lá e pergunta pra Olinda, habib!
Escrito por Marcelo Katsuki às 20h46
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PERFIL
Marcelo Katsuki, 41, é editor de arte da Folha Online. Formado em arquitetura, Kats está sempre em busca de novos sabores, seja testando receitas em casa ou saindo para conhecer novos restaurantes.
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