Marcelo Katsuki

Comes & Bebes

 

Navarro Correas

Navarro Correas


[Josimar, Rodrigo, Saul e Alexandra: reunião de bambas!]


Acabei de chegar de uma degustação de vinhos comandada pela Alexandra Corvo no Rubaiyat. Fui para provar os novos vinhos da Navarro Correas trazidos da Argentina pela Diageo, mas também para conhecer a Alexandra pessoalmente, pois sempre escuto seus podcasts e acho seu jeito de falar sobre vinhos muito agradável, em linguagem clara e bem acessível. Aliás, a Alexandra tem um site ótimo, o Ciclo das Vinhas, que merece uma vista, caso você ainda não conheça.



Degustamos a Navarro Correas Colleción Privada que apresenta vinhos despretensiosos mas que valorizam a produção terroir e básica (uva + tonel) sem muita manipulação. Os rótulos possuem belas pinturas de artistas argentinos contemporâneos com apelo crítico, sobre a influência do homem na natureza, muito interessante.


[salada de espinafre com mussarela de búfala e amêndoas torradas]


Ainda bem que estava bem acompanhado da Ju Bianchi e da Cris Couto, que me ajudaram a decifrar todas as nuances dos vinhos (acho que meu olfato anda meio preguiçoso). O Chardonnay tinha corpo intenso e acidez elevada, equilibrado pelos aromas de abacaxi e pêssego. Tão intenso que pedia um prato, ou um bom 'peixe gordo', como disse a Ju. Excelente!


[Bifão de chorizo. Tô aqui rezando pra gota não me pegar!]


O Cabernet Sauvignon produzido em tonéis envelhecidos tinha boa estrutura e aroma de frutas vermelhas, mas não impressionou tanto quanto o Malbec, complexo e redondo, com aromas de cerejas, chocolate e de couro. Tão intenso e profundo como o assemblage de Cabernet-Merlot-Malbec, meu favorito, com notas herbais e até mesmo de 'doce de feijão japonês', segundo a Cris. Além de um sedutor aroma de trufas que me fez escolhê-lo para acompanhar o imenso bife de chorizo que seguiu a degustação.


[A famosa torta Nemesis, criação do antigo chef da casa, Francis Mallmann]


A tortura final ficou por conta da torta Nemesis de chocolate meio amargo e dos petit-four do café (lá vêm eles de novo!). Mas dessa vez não tinha a Nina para comer a telha de amêndoas e todos os doces (hihi) então deu para fotografar e comer 'não com tanta calma', pois tive que sair correndo para a redação. Ixi, já tô eu fazendo fofoca da Nina de novo, ela me mata...

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h44

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Manteiga de camarão

Manteiga de camarão


[Farfalle com a manteiga aromatizada. E a dita em primeiro plano]


Minha amiga Silvia Mancini (que não é da 'Famiglia' do Walter e que se mandou pro Nordeste sem passagem de volta) me ensinou uma coisa ótima nos dias em que estive por lá: manteiga de camarão.

É mais um daqueles quebra-galhos ótimos (e econômicos) para se ter no freezer para usar/abusar quando chegarem visitas inesperadas para o almoço ou quando você não estiver muito afim de cozinhar mesmo. Olha só:

Manteiga de camarão
Numa panela coloque meio quilo de cabeças de camarão (sem os olhos), junte sal e pimenta e 2 copos de água (se quiser troque um copo de água por vinho branco seco). Cozinhe tampado por 15 minutos, bata no processador e coe bem. Volte para a panela e reduza até obter um caldo concentrado. Espere esfriar e então misture com 2 pacotes de manteiga à temperatura ambiente, até que fiquem bem incorporados.

Distribua em filme plástico ou papel alumínio e faça tubinhos parecidos com salsichas. Na hora de utilizar é só cortar a quantidade desejada e agregar à massa com um pouco da água do cozimento numa caçarola para finalização do prato. Vai super bem com azeite (menos calórico que o parmesão) e uma boa taça de vinho, pra deixar a alma leve também.

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h21

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Moqueca, moqueca, moqueca



Meu finde foi 'só na moqueca', comi no sábado e no domingo. Dizem que a verdadeira moqueca é a capixaba e que qualquer alteração na receita original transforma o prato numa simples peixada. Preciosismo?

Seja lá como for, as duas que comi tinham novidades. E eu gostei muito! A do sábado (da tia Eiko) trazia camadas de batatas pré-cozidas entre as camadas de peixe, que regadas com azeite ficaram um perfume só.

Já a do domingo (da 'baronesa'), levava água de côco para aumentar o caldo para o pirão e suavizar um pouco o peso do leite de côco, que é bem gorduroso. O pirão ficou leve e com um toque docinho, sensacional. Gostou? Então experimenta!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h20

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A arte do improviso



- Mote: sobremesa 'instantânea' para jantar em casa de amigos.
- Cesta básica: pão-de-ló de chocolate, marshmallow, bombom crocante, blueberry, licor.
- Resultado: doce 'leve' e muitos elogios. Mas ninguém pediu bis, kkkkk!!!


Escrito por Marcelo Katsuki às 09h04

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Bebida de conveniência



Quando a Smirnoff lançou a caipiroska de limão, fui correndo ao PDA comprar uma garrafa. A gente adora uma novidade, né? Mas achei que ela mais parecia um picolé de limão com vodca (o que até aprendi a fazer com meu amigo Clauber, mas com picolé de côco). Picolé do demo!

Agora na viagem relâmpago ao Nordeste encontrei uma nova versão: frutas vermelhas. Surpresa: o sabor é muito próximo ao das frutas naturais! Enchi o copo de gelo e o drinque caiu como um refresco no calor que estava fazendo. De volta a São Paulo, comprei outra garrafa e arrisquei a de maracujá também. Ainda prefiro a de frutas vermelhas, e diante da praticidade e do custo (R$19,00) achei uma ótima alternativa para um get together rápido com os amigos em casa. Prático, gostoso e muito conveniente.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h51

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Carpaccio de Funghi

Como contei no post do Porto Rubaiyat, uma das grandes atrações do dia foi o Carpaccio de Funghi, disponível também nas outras casas do grupo. Um entradinha fácil de fazer, mas que pode dar um toque super especial a uma reuniãozinha tipo 'lá em casa'. Servida com torradinhas e acompanhada de uma boa taça de vinho então, é o máximo! Tudo por conta da eficiente combinação do funghi com o azeite trufado. Chorei. Faça e arrase.



Carpaccio de Funghi
- Utilize um laminador manual para cortar 1 bandeja de funghi (ou shitake) em fatias finas.
- Em uma panela coloque 1 xícara (café) de azeite, 2 dentes de alho cortados ao meio, 1 folha de louro e o cogumelo fatiado. Cozinhe em fogo baixo até amolecer o funghi.
- Retire o excesso de azeite e resfrie.
- Sirva com uma emulsão feita de 1 parte de azeite trufado, 2 partes de shoyu e 4 partes de azeite extravirgem. Salpique piñoles e algumas folhinhas de agrião. Voilà!

Escrito por Marcelo Katsuki às 08h57

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Marketing sensorial



Sabe aquele cheirinho gostoso de café feito na hora? É o que promete o novo spray aromatizador que está sendo vendido nas lojas do Fran's Café por R$27,50 (60ml). Nova estratégia de 'marketing sensorial'? Pode ser, mas também quem resiste ao bom e velho perfume de cafezinho passado na hora? A conferir.

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h45

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Aizomê

Aizomê



Shin Koike, do concorrido restaurante A1, está à frente do novíssimo Aizomê, que abre amanhã (quinta-feira) sempre no jantar. Com mais de 15 anos no país, o chef já passou pelas cozinhas do Aoi, do Roppongi e do Rangetsu para citar alguns restaurantes. Ainda no Japão, começou sua escalada no francês Escoffier e acabou supervisionando os restaurantes da Disney de Tóquio. Shin certamente aprendeu a arte do entretenimento, e a excelente trilha sonora que permeia os salões da casa são prova disso. Você pode querer voltar ao restaurante só para ter o prazer de ouvir standards do jazz e da bossa nova enquanto o sakê eleva seu espírito. E a beleza dos pratos aguça seu apetite.



Fui conhecer a casa, que estava em esquema de soft opening e tive o prazer de dividir a mesa com a Michiko e o Jo da Fundação Japão além da Mika e do estilista Jun Nakao, que se revelou um gourmand de primeira! Passou dicas sensacionais do Bom Retiro, onde atua, e até se ofereceu como guia numa futura incursão pelo bairro. Mas isso deve render outro post, hehe.



De entrada, Shin preparou berinjelas com missô doce (pasta de soja) e rolinhos de legumes crus à moda vietnamita. Tudo muito leve e sutil, preparando o espírito para o que estava por vir. Quase surtei com o bolinho frito de imô (inhame) recheado com frango com gengibre e mergulhado num caldo leve de shoyu, coberto ainda de cebolinhas e nabo ralado. Esse é o tipo de prato rico de referências da minha infância, mas numa releitura tão inusitada que fico imaginando qual seria a reação de minha batian (avó) diante disso tudo. Certamente de surpresa e satisfação, o sabor era maravilhoso.



Na seqüência, um prato frio de lulas, berinjelas e até pimenta biquinho para despertar o paladar para o prato de Magurô (atum) que viria a sequir, com finas e tenras fatias de quiabo, tão gosmentas que lembravam natô, grãos de soja fermentados, mas sem o cheiro forte característico. Interessante a combinação de texturas, que trazia ainda cará, algas nori e limão siciliano.



O prato seguinte trazia sashimi de buri com folha de shissô e uma interessante gelatina de sabor intenso de carne, ou, como disse o Jo, Umami solidificado, hehe. Sorvi lentamente até a gelatina desaparecer da boca deixando um rastro de sabor que ficaria impregnado na memória. Já o sashimi com shissô, bem, esse já é um caso de amor antigo, não consigo imaginar combinação mais estimulante.



O prato seguinte era um capricho do mar: coquetel de lulas em um rico caldo dashi e ostra fresca com um molho cítrico suave que agradaria até mesmo quem não gosta do molusco. Sabe aquela história do ‘menos é mais’? Sofisticação pura.

Logo chegariam siris moles empanados e fritos, tão macios e saborosos, que eu quase dispensava o pescado frito e a cambuquira (botão de flor de abóbora) empanada. Na seqüência, rãs grelhadas com suave molho de limão siciliano e pimenta rosa.



Os cogumelos grelhados do Yakiniku exalavam um aroma agradável de brasa de carvão e nem perdiam em sabor para as tiras de filé preparadas com missô, gengibre e cebolinha. A vontade de acompanhar uma cumbuquinha de arroz só foi vencida pelo inesperado incômodo da roupa, que insistiu em começar a apertar (e que me fez pensar por onde andariam minhas calças de strech?).



A bela cerâmica de sushis trazia lula, atum e pargo, além de saborosos hossomakis de unagui (enguia) com pepino. Mas o que me chamou a atenção foi o somen (sopa), delicado e essencial, sutil sabor de kombu (alga) e de peixe fresco, sem os excessos de shoyu ou missô.



Para fechar o banquete, sopa de frutas: uma redução de especiarias e cascas cítricas envolvendo frutas finamente fatiadas como morangos, kiwis, mangas e ameixas com sorvete e framboesa fresca.

Ainda tivemos um momento de pausa (e contemplação?) digestiva com um delicioso chá verde e bolachinhas. Na saída o atencioso Shin ainda nos presenteou com um CD com uma seleção exclusiva de músicas que tocam no restaurante. O prazer da noite pode ser estendido no trajeto de volta para casa graças a uma versão de Ryuichi Sakamoto para "Coração Vagabundo". Se eu fosse você, pedia um também!

Aizomê
Al. Fernão Cardim, 39
Jd. Paulista - S.Paulo
Tel: (11) 3251-5157

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h33

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Um Porto Seguro

Na semana passada estive no Porto Rubaiyat (R. Leopoldo Couto de Magalhães Jr., 1.142, Itaim Bibi - tel: 11-3077-1111 ), a nova casa do grupo Rubaiyat dedicada aos pescados e frutos do mar. Tudo é superlativo em se tratando do 'Porto'. Logo na entrada um gigantesco aquário abriga peixinhos coloridos, ostras, lagostas e pescados, que garantem matéria prima fresquíssima, ao lado de um piano de cauda e uma torre de vidro onde se equilibram mais de 1.100 rótulos de vinhos. Rótulos!


[as preciosas Angulas]


O salão tem pé direito altíssimo e a estrutura lembra um galpão de arte, com imensos painéis fotográficos dispostos na parede principal. A idéia é apresentar o trabalho de vários artistas que poderão ser adquiridas proporcionando rotatividade à 'exposição'. O salão é reto e o único elemento orgânico que quebra a rigidez são duas palmeiras no centro do ambiente. Há luz natural. Tudo é muito agradável.

A preocupação com o aspecto saudável dos pratos é nítida e os peixes são grelhados e chegam à mesa com aquele cheirinho gostoso de fumaça de carvão. Bastam 3 minutos de cada lado na grelha para o pescado atingir o ponto ideal de cozimento sem perder a textura e a umidade da carne. Há ainda algumas opções de carnes, incluindo o Kobe Beef, para os que não apreciam pescados.



Nosso menu começou com o delicioso 'polvo à feira', preparado em um tonel de cobre por uma 'pulpera' na entrada do restaurante. Seguiram-se anchovas com pimentões, almejas a la Marinera com seu rico molho à base de vinho, alho e 'pimentón dulce' além de suculentas empanadas galegas. Mas eu e a Jan ficamos afoitos mesmo foi com o Carpaccio de funghi, uma especialidade da casa que lembra um cogumelo confitado (e que voltarei a falar num futuro post).

De entrada, as tão faladas (e caras) Angulas a la Bilbaina, filhotes de enguia preparados apenas com azeite e limão. Gostei mais dos chipirones en su tinta (lulas) com arroz selvagem. Foi o molho de tinta de lula mais denso e saboroso que já provei. Fiquei sonhando com uma massinha fresca para aproveitar o molho que ficou no prato. Não dá para desperdiçar!



O linguado espanhol grelhado estava levíssimo e saboroso! Chega à mesa em filés sem pele nem espinhas, um capricho que o restaurante teve que adotar para os 'exigentes' clientes brasileiros. Na Espanha são servidos inteiros. O trio de molhos com azeites e cremes permite que você dê seu toque pessoal, mas algumas gotas de limão siciliano são suficientes para transformar o prato em uma refeição memorável.



De sobremesas, as tortas de frutas e de chocolate são de encher os olhos. Mas sabe do que eu gostei? Da seleção de petit four que acompanha o café, com trufinhas, torrõezinhos de doce de leite e até uma 'telha' de amêndoas. Tudo para você ficar se distraindo enquanto contempla o vai-e-vem de clientes e garçons sob a luz natural que envolve o salão transformando o ambiente a cada movimento das nuvens. Muita viagem? Acho que foi o Pacharon da saideira, hehe.

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h54

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Chega de canja!

Perdoem-me pelo sumiço, mas tive que viajar às pressas para o Nordeste (infelizmente não foi pelo carnaval, tanto que já estou de volta). Como amanhã é o dia de restaurar o corpinho maltratado pelos excessos momescos, segue uma receita para recuperar a energia: um creme elaborado pelo Josephine Bistrô (Rua Jaques Félix, 253 - Tel: 11-3842-5891) com mandioquinha e guaraná em pó, substância conhecida por suas propriedades estimulantes e revigorantes.



Receita do Creme Energia

Ingredientes:
1 kg. de mandioquinha descascada e picada.
1 cebola grande picada
3 colheres de manteiga
2 litros de água
Sal
Guaraná em pó para servir

Modo de Preparo:
- Refogue a cebola na manteiga, adicione a mandioquinha e a água e cozinhe durante 30 minutos ou até ficar mole.
- Bata tudo no liquidificador e depois cozinhe por mais 5 minutos.
- Polvilhe o guaraná em pó sobre o creme e sirva.

Escrito por Marcelo Katsuki às 08h40

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O Natal está longe?


Olha isso, uma máquina para brincar de fazer algodão doce em casa. Bote pra fora o Pedrinho ou a Verinha que habitam esse corpo! Tem lá na Euro. Paiêêê!!!

Caindo na real: "Será que dá pra fazer com Stevita?"

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h41

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Rabiscando comida



A semana está corrida. Será o Alalaô? Ontem fui conhecer o Aizomê, nova casa do Shin (do A1) que está funcionando em esquema de soft opening e tive o prazer de jantar com o Jum Nakao, além do Jo e da Michiko da Fundação Japão. Uma noite deliciosa! Hoje, vim trabalhar mais cedo para ter tempo de almoçar com calma (se é que é possível) no novo Porto Rubaiyat, e acabei dividindo a mesa com a Janaina (que fez uma matéria ótima hoje com o Atala - adorei o conceito da 'cozinha convivial'), com a Nina Horta e com o Luiz Horta (e descobri que eles não são parentes!). Nem preciso dizer que a conversa foi ótima! Ah, e acabei reencontrando a Ale Blanco, do delicioso Comidinhas .

Claro que as duas refeições renderam ótimos momentos, algumas 'chapas' (que é o que a gente gosta de ver) e obviamente uns quilinhos a mais. Ossos do ofício... Mas vou deixar para amanhã, ok? Já separei as fotos, anotei algumas 'lembranças gustativas', mas eu estava fuçando o armário quando encontrei um bloquinho onde fazia anotações em um curso de cozinha e abri numa página onde havia vários rabiscos. Fui folheando o bloco e eram rabiscos e mais rabiscos. Eu mais desenhava do que escrevia no curso!

Daí me deu uma vontade de desenhar! Hoje a Nina confidenciou que estava viciada em jogar Paciência no Palm e eu ri contando que havia aposentado o meu. Depois de tanto digitar, clicar e deletar, retomei nesse ano o velho hábito de escrever numa agenda. Escrever e rabiscar, claro. Assim como alguns chefs estão retomando antigos valores em suas cozinhas (não estou falando do Santi, hein!) também resolvi voltar às origens. Nada radical, apenas para não perder o gesto e a escrita, que anda um garrancho só.

Afinal, continuarei aqui digitando. E por ironia, até o desenho que fiz acima foi com o mouse, aih aih. Só para ilustrar parte de uma aula que tive há tempos sobre "montagem de pratos", algo tão simples mas que muitos restaurantes não dão a menor bola (já vi um monte de logotipo invertido na mesa). Preciosismo? Às vezes isso faz a diferença.

Escrito por Marcelo Katsuki às 20h14

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Uma Senhora Massa



Uma das minhas maiores diversões é descobrir lugares novos para comer. Cantinhos simpáticos, com boa comida e de preferência com preços amigáveis. Se for perto do jornal, melhor ainda. Afinal, as opções por aqui são poucas e a gente se cansa de ir sempre nos mesmos lugares. Foi por isso que me animei quando um amigo me levou ao Senhora Massa, numa travessa da Amaral Gurgel, um lugar despretensioso com pinta de café, mas com um diferencial: tem um chef, o Santana.



Eu já havia conhecido o Santana em um evento (na época ele dava aulas de cozinha) e lembro-me claramente dele ter dito que sua especialidade eram as massas e que seu sonho era ter um pequeno restaurante para por em prática seus conhecimentos. Sonho realizado. Em meio a sucos, cafés e doces, Santana se esmera no compacto porém organizado balcão de ingredientes para preparar suas massas artesanais. Fetuccine de beterraba ou de agrião, talharine de azeitona ou mesmo massas simples recebem molhos que vão do sugo ao carbonara, pesto, bolonhesa ou algum outro que o chef crie ali com os ingredientes disponíveis (R$ 9,50).



Diariamente há o menu executivo, que pode oferecer uma suculenta panqueca de ricota com castanha acompanhada de mix de folhas (R$ 9,50) ou um frango à cacciatora com salada pelo mesmo preço. Há ainda a lasanha de berinjela com tomate e manjericão (R$ 12,50) ou um strogonof de filé mignon com arroz e salada (R$ 14,50). Vale a pena pedir antes uma ou duas brusquetas (R$ 2,00 cada) como a clássica, de tomate ou outras mais condimentadas, como a de lingüiça ou de camponata para ir acalmando o estômago.



As sobremesas também podem surpreender, como o cannolini de chocolate amargo com sorvete de creme e amêndoas (R$ 5,50). Uma espécie de panqueca de massa de chocolate recheada com chocolate! Eu gostei da massa, muito leve, do cannolini e das brusquetas. Agora quero voltar lá para conferir as especialidades dos outros dias da semana. Ah, e depois do carnaval o chef volta a oferecer cursos. Quem sabe não está na hora de botar a mão na massa?



Senhora Massa
Rua Santa Isabel, 203 (entre a Marquês de Itu e o Largo do Arouche)
Vila Buarque - Tel: (11) 3362-8577

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h05

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Adeus à ressaca de vinho?



Quase... Cientistas da Universidade de Cartagena desenvolveram uma técnica de preservação de uvas usadas em vinhos utilizando ozônio no lugar do dióxido de enxofre, o que pode reduzir os efeitos da ressaca. Além disso, as uvas conservadas em ozônio têm até quatro vezes mais antioxidantes, de acordo com o estudo. Quer saber mais? Clique aqui para ler a matéria da BBC Brasil.

Escrito por Marcelo Katsuki às 15h13

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A arte da essência



É fascinante quando a união de duas artes distintas resulta em um instante de rara contemplação. E foi esse inspirado momento que pude viver no jantar de sexta-feira ao degustar o menu do chef Adriano Kanashiro especialmente criado para as peças da ceramista Hideko Honma. A vigorosa obra de Hideko parece ser a moldura ideal para as criações do chef. Ambos estão sempre em busca de uma nova abordagem em suas criações, marcada por pesquisa de materiais e novas técnicas. Talvez resida aí a perfeita comunhão desse encontro.



O Kinu, restaurante do Hotel Hyatt, possui uma arquitetura que me agrada completamente. Reta, livre de adornos mas com sutis referências à arquitetura modernista (além de uma certa rigidez oriental), possui um pé direito duplo que cria uma agradável sensação de amplitude apesar de localizado no térreo. Fui logo pedindo uma caipirinha de sakê com figos frescos, e que leva o nome da casa, enquanto aguardava o início da "exposição". Para dar a largada, um queijo de coalho em tempurá de wasabi e conserva de pepino com lula em delicadas peças. Arregalei os olhos.



O que vi a seguir foi um desfile de obras que aguçavam a visão e se consagravam desmanchando suavemente na boca. O sashimi de atum e salmão poderia ser um trivial se não viesse em uma bonita e robusta peça de cerâmica negra salpicado de Tobiko (ovas de peixe voador) e envolto por um inesperado tarê (redução) de pitanga. Logo na seqüência, outro sashimi, mas de lula e olho de boi atrevidamente imerso em caldo dashi enriquecido com wakame e kombu. O caldo era tão rico que foi impossível não me lembrar do sabor Umami naquele momento.



O terceiro sashimi traria atum, dessa vez selado e com Massago (ovas de capelini). Um duelo de molhos, gergelim e tarê trufado, envolviam o delicado peixe com aromas profundos. Eu ainda estava mastigando os sabores na minha memória quando chegaram a Hideko e o Agenor e pudemos conversar rapidamente sobre o seu trabalho, antes que fossem servidos os vistosos sushis de robalo com molho de limão siciliano e Tobiko e as ostras frescas cobertas com ovas de ouriço, impregnando maresia em todos os sentidos.



Mas havia ainda duas surpresas que viriam em belíssimas peças que reproduziam garrafas cortadas longitudinalmente: um Uramaki de unagui (enguia) e salmão com tarê de caju e um sushi de atum com tempurá de shimeji e um intenso molho de foie gras.



Eu poderia ter saído de lá feliz da vida lembrando da riqueza de sabores e texturas do último sushi, mas fui surpreendido por harumakis de banana com chocolate e um inacreditável sorvete de gergelim de cor cinza, quase chumbo. Banana com chocolate sempre me traz à memoria aquela banana congelada da Swensen's, cheia de confeitos, uma das minhas memórias gastronômicas da juventude. Já o sorvete, era tão inusitado quanto saboroso: denso, perfumado, indiscreto mesmo. Não me contive e 'raspei' a cerâmica. Ainda bem que a Hideko não viu. Infelizmente o festivel acabou nesse final de semana, mas quem sabe esse encontro ainda renda outras agradáveis supresas no futuro?


[Adriano e Hideko: comunhão criativa]

Escrito por Marcelo Katsuki às 20h26

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A Liberdade é Vermelha



Apesar do rápido chuvisco, o primeiro dia de comemoração do Ano Novo chinês na Liba foi bem legal. E teve muita gente! Achei bem organizado e mais bonito que no ano passado. Volta e meia o dragão dançava. O Japa numa brilhante vestimenta chinesa amarela animava a festa do palco. E as crianças desfilavam com aquele chapeuzinho chinês típico, estilizado em papel cartão. Uma festa super família!


[A gente adora uma fritura, hehe!]


Minha primeira visão foi da barraquinha do Jambo oferecendo Dim Sum. Tomei meu café da manhã ali, com bolinhos de massa de moti e recheio de carne e cogumelos (anunciados como 'coxinhas de moti', divertido) e alga frita com kani e massinha de porco, muito forte e saboroso. A festa já faz parte do calendário da cidade e com certeza deve crescer mais e mais a cada ano. O forte apelo da tradição e das alegres cores chinesas com vermelhos e dourados, além do dragão é claro, são irresistíveis. O ano só muda mesmo agora no dia 18, mas desde já, viva o Ano do Porco! (E Kieslowski que me perdoe o trocadilho do título!)

Escrito por Marcelo Katsuki às 17h12

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Trem 'bão'

Trem 'bão'



Nessa semana (corrida, diga-se de passagem) almocei no restaurante À Mineira. Era quarta-feira, eu voando de um lado para o outro, acabei aterrissando ali, naquela simpática casinha rústica entre os edifícios da Joaquim Eugênio de Lima. O engraçado é que durante três anos (a casa já vai fazer quatro) passei pela porta todos os dias 'religiosamente' (era meu caminho de volta pra casa) e nunca entrei. O desespero em chegar logo em casa e relaxar era inevitável.



Ainda era cedo (antes do meio-dia), então pude apreciar o bufê todo montado, inteirinho, só pra mim, hehe. E ele estava lindo: mais de 50 pratos, entre saladas, carnes e sobremesas distribuídos em 3 estações e uma grelha envidraçada. Ah, a casa agora está sob o comando do chef Edhuardo Russo, que está introduzindo novidades (algumas 'importadas' da matriz carioca, como o rodízio de petiscos!).



O que eu comi? Frango com quiabo, feijão tropeiro e rabada com agrião! E descobri mais tarde que o prato é um 'hit' entre os japoneses, que adoram o restaurante. No réveillon mesmo, um grupo de turistas japoneses consumiram mais de 40 quilos da rabada, para desespero dos cozinheiros que tiveram de reforçar o estoque!



Achei o serviço bastante atencioso, gentil, coisa de mineiro mesmo. O salão é um pouco escuro, mas até ajuda a deixar a correria lá do lado de fora, ajudado pelo som, onde um Djavan cantarolava baixinho. Levantei animado e fiz outro prato: lingüicinha, couve, farofa amarela, pastéis de queijo, batata doce e um torresminho. Dois. Ou seriam três? Só sei que estava ótimo.



Ah, o pão de queijo (tinha que ter) também estava quentinho e macio. Não pude deixar de provar também a ambrosia e a compota de mamão com abacaxi, o pudim de pão (inham!) e os figos em calda. Nossa, eu comi um pouco além da conta! Mas sabe que não pesou no estômago? Cheguei na redação tranqüilamente, peguei um café com a D. Olinda e fui checar os e-mails. Só não sei o que vai acontecer na balança, hehe!


Restaurante À Mineira
Al. Joaquim Eugênio de Lima, 697 - Jd. Paulista
Tel: (11) 3283-2349
Bufê 2ª a 6ª: R$ 21,90 no almoço e R$ 18,90 no jantar / Sáb e dom: R$ 25,90

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h10

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Gohan-burguer



Lembra que eu comentei uma vez aqui a curiosa indicação da Dé Schmitz? Taí, o Gohan-burguer: hambúrguer de arroz prensado (gohan = arroz cozido, em japonês), recheado com legumes tenros picados bem fininho com carne bovina ou frango, temperado com curry e coberto com gergelim. Muito sabor e nada de gordura trans! Onde tem? Lá no Kiko Cerveja e Arte (Av. do Guacá, 638 - Mandaqui, São Paulo - Tel: 11-6973-2124). Coisas dessa metrópole cosmopolita, hehe. Claro que eu vou lá correndo provar!

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h27

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Chá com estilo



Eu já falei aqui que no dia 18 desse mês se comemora o Ano Novo Chinês? Pois é, aproveitei ontem um encontro com a Christine Yufon para conversar um pouco sobre o tema. Ela nos recebeu em seu ateliê em Higienópolis onde dá aulas de etiqueta e postura (informações pelo tel: 11-3826-5472) além de produzir esculturas e acessórios para a hypada marca Neon, do Dudu Bertholini. Christine é uma pessoa inspiradora.

Mais do que mudança de ano, a data sugere uma 'renovação espiritual', segundo ela. Muita coisa mudou; durante sua infância, a data era comemorada com festas familiares onde as crianças faziam reverências ajoelhando-se diante dos pais 'para ganhar um dinheirinho', diverte-se Christine. A comida sempre foi um fator importante nessas comemorações, e era costume comer o Nian Gao, tipo de pudim de arroz feito no vapor, tradição mantida até hoje por algumas famílias.

Porém meu objetivo ontem não era conseguir a receita desse doce e sim do delicioso chá que ela sempre serve em sua casa. Uma receita versátil que pode ser servida quente mas que fica especialmente saborosa gelada, ideal para esses dias de calor (apesar de chuvosos!). Quer arrasar na próxima festinha em casa? A receita taí!


Chá da Christine Yufon

Ingredientes:
- 1 colher de chá de cravo
- 3 laranjas maduras (utiliza-se apenas a casca, cortada em forma de fita)
- 4 pedaços pequenos de canela em pau
- 6 sachês de chá preto
- 5 litros de água
- 150g de àçucar

Numa panela grande coloque a água e todos os ingredientes menos os sachês de chá preto. Tampe a panela e deixe ferver por 30 minutos, coloque então os sachês, aguarde mais 10 minutos e deixe esfriar. Sirva com gelo e rodelas de limão bem finas. Melhor fazer com um dia de antecedência.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h00

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A gelatina da Dirce



Enquanto aguardava o horário da acupuntura, fui abastecer a mochila nas lojinhas da Galvão Bueno, digamos que para o 'lanchinho da tarde'.

Bala de lichia (já virou fetiche em casa), Mupys (de caixinha para não 'estourar' na bolsa), suco de uva Pop (com bagos da fruta no suco; pensei que fosse enjoar mas tô nessa há anos), docinhos japoneses pro chá e uma gelatina colorida 'vintage'. Tem sobremesa mais naïf e reconfortante? A Revista deu que é coisa de Dirce. Mas afinal, a Dirce é uma descolada 'vintage', certo? Bom, só sei que comi tudo.

Aliás, gelatina eu sei fazer (é só seguir as instruções da caixinha). Mas e esse creme branco que envolve os cubinhos? Alguém tem uma receita fácil?

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h34

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Cardápio da semana



A Mamarana Cucina Italiana (Rua Pará, 196 - Higienópolis - tel: 11-3661-8799) promove a partir de amanhã um inédito festival de bruschettas e caipiroscas. Nada melhor para esse calor que assola a cidade: petiscos e refrescos, hehe. Os preços também são atraentes: Napoletana com torradinha de pizza (R$ 6,40); Ragu di Toscana: foccacia com lingüiça e rúcula (R$ 6,00) e Gamberi e Zaferano: camarão e açafrão (R$ 8,80), entre outras. As Caipirinhas e Capiroskas são de: Lima da Pérsia, Limão, Mexirica, Kiwi, Abacaxi, Maracujá com gengibre e Morango, todas a R$ 9,80. Vai até 28 de fevereiro.






O criativo chef Adriano Kanashiro prepara pratos inspirados no trabalho da ceramista Hideko Honma, de 6 a 10 de fevereiro, no restaurante Kinu do Grand Hyatt São Paulo (Av. das Nações Unidas, 13301 - Tel: 11-6838-3208). O cardápio é composto de seis pratos, que serão servidos nas peças desenvolvidas pela ceramista. Você pode optar pelo menu degustação (R$ 125,00) ou pelos pratos separadamente, entre sushis e sashimis de atum, salmão, lula e olho de boi (de R$ 33,00 a R$ 52,00). O destaque fica para os molhos de foie gras e ovas, além de tares de pitanga, caju e trufas. Somente no jantar.






Refrescantes sugestões também estão no "Festival de Saladas" que o Restaurante Bucatini (Rua Abílio Soares, 904 – Paraíso - Tel: 11-3887 5769), especializado em massas elaboradas à base de frutos do mar, preparou para o verão. Dentre as sugestões encontram-se cinco tipos de saladas: Salada a Bucatini, Salada Italian, Salada Parigi, Salada Capreze (foto) e Delicia Insalata de Lula. O festival segue até abril.






O chef Fernando Carneiro do Consulado Mineiro (Rua Cônego Eugênio Leite, 504 - Pinheiros - Tel: 11-3898-3241) também criou para o verão um cardápio com uma grande variedade de saladas, grelhados e massas leves onde o destaque fica por conta do "Carpaccio de Carne de Sol", que vem acompanhado de folhas variadas ao molho verde com mostarda e queijo parmesão (R$ 17,90). Tipo 'tem que provar'.






O North Grill (Shopping Frei Caneca, 3º.and - Tel: 11-3472-2038) inaugurou há 4 meses a primeira churrasqueira à brasa em um restaurante de shopping. Possui cortes especiais como o Prime-rib e o Assado de Tira e uma adega climatizada com 1200 garrafas, o que lhe valeu o reconhecimento com uma estrela no Guia do Josimar Melo. Mendes, sócio da casa, traz agora novidades no cardápio: Morcilla (R$19.00), Alheiras (lingüiça portuguesa de lombo, R$19,00) e Linguiça North Grill (R$13,00) além de novos peixes como Anchova (R$32,00) e Camarão gigante grelhado (R$49,00). De primeiríssima!






O Rincón de Buenos Aires (Rua Santa Justina, 99 - V.Olímpia - Tel: 11-3849-0096), parrilla Argentina já consagrada na Vila Olímpia por suas carnes com cortes especiais, destaca no cardápio o "Galeto Del Rio de La Plata", galeto sem osso preparado na manteiga de ervas, marinado em cerveja Norteña com batatas fritas a provençal (R$ 22). O restaurante traz a matéria prima de Buenos Aires, e oferece variadas opções em carnes, aves, peixes, saladas além de pratos vegetarianos para quem não come carne. Bem lembrado!

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h41

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Na ponta da agulha



Resolvi dar um basta na indisposição e voltei pro tratamento com acupuntura. Nem meus amigos agüentam mais minhas desculpas esfarrapadas para não sair sequer para tomar uma cervejinha na Dida. Mas a coisa está tão feia que além das agulhas, fiz moxabustão, shiatsu, auricular e tomei uns choques de eletroacupuntura. Agora estou aqui, teclando com as mãos ligeiramente queimadas pela moxa, mas animado e feliz, 'feito pinto no lixo', como diz um amigo.

O Shingo, meu terapeuta, foi indicação preciosa do Jo, e descobri que ele cuida de chefs estrelados como o Jun e o Murakami. Lá vem 'comida', hehe. Cheguei lá falando que estava tudo ótimo e tal, mas depois da sessão ele foi direto ao ponto: "Você está com funcionamento irregular do rim, o que está lhe causando indisposição e até alteração no humor. Mas fique tranqüilo que vamos cuidar disso". Pronto, ele matou a charada. Agora tô tranqüilíssimo!

Para mim os bons terapeutas são meio 'bruxos', logo sacam o que você tem apenas observando manchas na pele, coloração, reação ao toque nos pontos vitais e tal; mas é tudo científico, né? O Shingo me surpreendeu completamente. Afinal, me 'botou de pé' na primeira sessão e foi super ágil: fazia a moxa nas mãos enquanto uma máquina descarregava choques elétricos nas agulhas das costas, daí partia para a auricular enquanto eu apenas apoiava a cabeça na maca posicionada sobre uma tela de cristal líquido e assistia a uma apresentação do Cirque du Soleil com sons e imagens da natureza. Cool.

P.S. Para minha surpresa, descobri que o Shingo e eu temos o mesmo sobrenome (e olha que é raro), mas não somos parentes. Uma pena, não rendeu nem um descontinho na conta do tratamento, hehe. Mas abaixo a indisposição! Tenho mais 9 sessões pela frente.

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h21

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Sabor goiano

O pequi é um fruto do Cerrado que tem um sabor bem peculiar. De cor amarelo ouro, ele é muito usado na cozinha goiana e na mineira também. Alguns consideram muito perfumado, outros exótico, mas o fato é que ele confere um sabor especial a pratos como arroz, frango e até salgados.

Ontem num almoço de família, minha 'brima' Lena (como ela mesma diz) fez um frango refogado com pequi. O perfume podia ser sentido no corredor do prédio! Antes havia dificuldade em encontrar a fruta aqui em São Paulo, mas agora já existe a polpa do pequi em conserva (e sem o inconveniente do caroço cheio de espinhos). Basta abrir o vidro, lavar e colocar para refogar com a carne. Em poucos minutos você já sente todo o perfume se misturando aos temperos. É muito bom!



Frango com Pequi
- 1 quilo de frango em pedaços temperado com sal, pimenta e limão
(eu prefiro sempre sobrecoxa)
- 200g de cebolas pequenas (tipo echalote)
- 1 xícara de chá de polpa de pequi
- cebolinha picada
- 4 colheres (sopa) de óleo

- Aqueça o óleo e frite as cebolas inteiras. Reserve. Frite o frango na mesma panela, junte a polpa de pequi e duas xícaras de água e deixe refogar tampado por 10 minutos. Retorne as cebolas fritas, junte as cebolinhas e apure o cozido até reduzir o molho. Tá pronto. Ah, vai super bem com arroz, aliás, tem uma receita de arroz com pequi que também é ótima, mas vai ficar para uma próxima 'aventura no Cerrado', hehe.

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h19

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Fritaram o meu chocolate



Passei o sábado meio aflito revendo a Nigella (na GNT) empanar chocolates recheados de coco (tipo Prestígio) em massa de tempurá e sevir para as amigas numa animada reunião de lulus na cozinha. Tudo bem que o tema era trash food, mas ela caprichou na loucura. Eu, que sou o 'rei da fritura', fiquei com azia só de assistir. Claro que a ressaca da noite anterior ajudou um pouquinho. Aliás, alguém tem alguma receita infalível para ressaca? Já fiz de tudo.

E acabei achando na net uma receita de Bolacha Oreo frita, com passo a passo ilustrado e tudo! Requinte trash. Clique aqui para ver.

Escrito por Marcelo Katsuki às 02h24

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Tem japonês no samba!


[Treme-treme]


Eu me meto em cada uma... Ontem um amigo ficou inconformado por não levá-lo para conhecer o Anthony Bourdain e praticamente me arrastou até o ensaio da Vai-Vai quando soube que ele iria a alguma escola de samba.
"Mas quem disse que ele vai hoje e justamente na Vai-Vai?"
"Não interessa, você me deve essa, agora vamos, vamosss!"

Não é nada contra o samba, gente, por favor. Afinal, comecei 'mocinho' na Portela, passei anos na quadra da Estácio, fui a ensaios do Salgueiro e já até desfilei pela Vila Isabel a bordo de uma insólita fantasia de Papai Noel (conseguida na véspera do desfile pela saudosa Neusa Harris, uma mulata descoladíssima que hoje deve estar 'causando' lá no céu, hehe). Mas ando meio preguiçoso, coisas de 'jovem senhor', e quando cheguei lá e vi aquela multidão toda, ameacei voltar atrás. "Nada disso, vamos ali pro lado do palco!"

Foi o meu 'debut' num ensaio da Vai-Vai. E eu gostei, embora tenha achado o samba realmente muito rápido (ou eu que tô ficando lento) e tenha passado a noite toda com um copo de uísque na mão; copo de plástico e com o gelo cheio de terra, tudo muito natural.


[Miau!]


Mas sabe o que eu achei ao lado do palco? Uma barraca de espetinhos! Coisa que não resisto e já que ia passar a noite ali 'defumado' pelas churrasqueiras, resolvi satisfazer meu estômago. Comi um de queijo, bem queimadinho, outro de carne passado na farofa e quando estava me acabando com uma lingüicinha, toca o celular. Eram dois amigos me ligando do Villa Bahia, onde o chef Olivier Roellinger, 3 estrelas do Michelin realizava um jantar (e onde eu 'deveria' estar): "O que você tá fazendo? Que barulho é esse? Adivinha o que ele fez de entrada?"
"Tô aqui no ensaio da Vai-Vai comendo uma lingüicinha!"
"O quê?! Como assim? Aqui tá ótimo, por que você não veio?"
Antes que eu pudesse responder, fui empurrado por alguém da comissão para a passagem da ala das passistas da escola. Derrubei quase todo o uísque mas salvei o espetinho. "Aqui tá abarrotado de gente mas tá divertido! Não dá pra falar mais agora! Tchau!"

Que tristeza... Perdi meu uísque e o jantar de Monsier Roellinger. Mas não dava pra ficar introspectivo por muito tempo no meio daquela quizomba. Saí pulando sobre as batidas do samba até o boteco pra pedir outro uísque com gelo 'orgânico'. Fiz um monte de fotos tremidas. Filminhos sem som. Caí no samba sem noção do ritmo. Já era quase carnaval!!! E assim foi.

Ah, quanto ao Mister Bourdain, nem sinal do 'homem mirante'. E olha que com aquela altura toda seria fácil achá-lo por lá. Se ele foi? Sei não. Acho que dancei.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h21

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Qual o melhor pastel da cidade?

Qual o melhor pastel da cidade?



Na semana passada o Guia da Folha testou 3 pastéis de carne, e é claro que o pastel do Yoka estava lá (e levou 2 estrelas). O Yoka faz certamente um dos melhores pastéis da cidade: massa fininha super crocante, recheada e frita na hora, chega no balcão tão sequinha que quase não engordura o guardanapo.


[Pastel japonês: recheio saudável]


Tem uma versão do pastel de carne com ovo cru, que cozinha com o calor durante a fritura que é uma delícia. Outro que eu gosto muito é o de palmito com milho verde, delicado e saboroso. Mas o meu favorito mesmo é o "pastel japonês". O formato comprido, que facilita a bocada, vem bem recheado de tofú (queijo de soja), kamaboku (massa de peixe), cogumelo shitake e cebolinha. Ingredientes saudáveis e uma combinação que funciona. Se você não conhece, vai lá experimentar e depois me conta.


[Pastel de carne com ovo: antes e depois]


A casa é comandada pela dona Luiza, que atende a clientela no balcão, e por seu filho Jobson, estudante de gastronomia, que trabalha na montagem dos pastéis à vista dos clientes. A casa está sempre cheia, mas é praticamente impossível descer a rua dos Estudantes e resistir à tentação de entrar e comer um pastelzinho. O duro é ficar só no primeiro!



Além do Yoka, tem ainda a Barraca do Zé (na feira do Pacaembu) que faz pastéis super recheados a ótimos preços (e até ganhou o prêmio da Vejinha). Ah, e o Hocca, no Mercadão, com seu pastel 'ícone' de bacalhau. É tanto recheio que dá pra desmanchar e transformar em 'dois pastel', hehe. E você, conhece algum outro pastel digno de nota? Então comente abaixo!

Yoka
Rua dos Estudantes, 37
Liberdade - S.Paulo - Tel: 11-3207-1795

Escrito por Marcelo Katsuki às 19h20

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Anthony Bourdain no Mercadão


[E no meio da multidão...]


Gente boa. Foi o que todos ficaram falando sobre Anthony Bourdain (autor do livro "Cozinha Confidencial") depois da filmagem no Mercadão. Super avonts, ele gravava, distribuía autógrafos, posava para fotos e respondia às perguntas enquanto devorava 2 sanduíches de mortadela do Bar do Mané. Gente, como o homem come!!! "É que ele ainda não tomou café hoje", informava a assessoria. Achei ele ainda mais magro que na TV. E super alto!


[Nhac! I love mortadela?]


Foi tudo bem rápido, afinal a agenda é corrida. Ele tem ainda uma visita a um restaurante japonês, ao bar Valadares e até uma escola de samba está no roteiro antes de seguir para Camburizinho, onde vai visitar o Manacá, o maravilhoso restaurante do Edinho. Tudo para o seu programa "Sem Reservas", que passa no Discovery Travel & Living.


[Sem medo de ser tiete!]


A tietagem foi forte! Ganhei uma dedicatória na capa do seu livro sobre o "Les Halles", fiz fotos, voltei e pedi mais fotos, algumas perguntas e saí feliz da vida. Valeu a pena ter caído da cama e ficar circulando perdido pelo Glicério (olha onde eu fui parar) para conhecer o homem. Figuraça.


[Rosa Moraes, Anthony Bourdain, Feltrin, Junior, Josimar... todo mundo lá!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h08

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Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

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