Marcelo Katsuki - Comes & Bebes
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B&G*: o bacalhau do Ita



Demorei, mas finalmente fui conhecer o "Bacalhau à Portuguesa" do Bar e Restaurante Ita (R. do Boticário, 31 - Lgo. do Paissandu - Tel: 11- 3223-3845), indicação do Gilberto e da Helika. O lugar é meio 'sinistro': a fachada não tem mais placa (tiveram de arrancar por conta da nova legislação), está toda pichada e não há mesas, apenas um balcão em "W". A decoração parece ser a mesma desde o dia de sua abertura. Há samambaias penduradas no teto, cardápios escritos com giz e as contas são rabiscadas no balcão de mármore branco com um lápis, o que até dá um toque divertido. A freqüência é predominantemente masculina e os PFs dominam a 'cena'.

Por que ir? Os donos, Luiz e João, atendem nos balcões com extrema simpatia. Os sucos são naturais e gigantescos. E sexta, bem, sexta-feira no Ita é dia de bacalhau, e você pode comê-lo 'sequinho', com legumes, ovos e azeite por R$ 13,00. A porção é generosa e eu mal consegui comer a minha. Há ainda a versão 'ao forno' (pelo mesmo preço) com molho de tomate, o que deixa o peixe mais úmido e macio. 'Seu' Luiz logo traz um molho de azeite com alho, que complementa o prato e garante a proteção contra vampiros pelo resto do dia.

A fama do Ita é de oferecer o bacalhau mais bem servido e honesto do centrão. Alguém duvida? Vai lá comprovar!

Bar e Restaurante Ita
R. do Boticário, 31 - Lgo. do Paissandu
Tel: 11- 3223-3845
*Barato & Gostoso!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h49

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A versatilidade do pão sírio

A versatilidade do pão sírio



Desde que me mudei para o Paraíso, praticamente troquei o pão francês pelo sírio. Além de mais leve e sem miolo, o pão sírio possui baixo teor de gorduras. E com tantas lojinhas de produtos árabes, ficou fácil encontrar o produto sempre fresquinho e macio. Mesmo quando fica velho, faço torradas para comer com Babaganush (a pasta de berinjela) ou quebro sobre a salada, como num Fatouch, cheio de limão. Hmmm!!!

Mas no finde, quando quero fazer um belisquete, nada como pizzas de frigideira feitas com pão sírio! Se o pão está meio seco, eu borrifo água para dar uma reidratada e cubro com o que tiver na geladeira. Vale desde o tradicional queijo com tomate e manjericão (finalizado com um bom azeite), rúcula picadinha com brie, pêra fatiada com gorgonzola e mel e por aí vai.



Além de leve e saborosa, vai super bem como aperitivo pois as fatias ficam no tamanho ideal para servir como finger food. Daí só fica faltando o 'refresco'!

Escrito por Marcelo Katsuki às 08h07

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Agenda

Agenda



A Fundação Japão propõe uma viagem fascinante pela história da imigração japonesa sob o ponto de vista da alimentação, na palestra de Koichi Mori, antropólogo e professor da USP. A palestra “A História da Imigração Japonesa através da Culinária” acontece no dia 06 de março, às 19h30 (com uma edição extra no dia 14, no mesmo horário), no Espaço Cultural da Fundação Japão (Av. Paulista, 37 – 1º andar - Inscrições pelo e-mail: info@fjsp.org.br)






A empresária Chieko Aoki criou um projeto para mostrar a cozinha da própria casa e sua forma de receber. Trouxe o evento A Cozinha de minha Casa com a ajuda da amiga Mari Hirata, que acontece até o dia 23 de março, no restaurante Noah (Brigadeiro Faria Lima nº 3.989 - V. Olímpia - tel: 11-3896-7544 / 7560). No menu há opções como Tartar Asiático de Salmão com salada (R$ 27,00), Camarão crocante com Cogumelos grelhados (R$ 45,00 - foto) e Frutas frescas com Kantem (perfumada gelatina de algas com amêndoas - R$ 9,00). Para finalizar, Chá Verde com Kinako Cookies (amanteigados biscoitos de soja).






O Clo Restaurante reformulou seu cardápio e está com ótimas surpresas como o Gazpacho andaluz (R$ 19) e os deliciosos Crab Cakes (R$ 24). Há ainda o risoto de beterraba com ervas, parmesão e Grand Marnier (R$ 39 - foto) e a Tagine de Frango (com limão em conserva - R$ 38). Para a sobremesa, nada mais reconfortante que o Crumble de maçã (R$ 16).






Nos jantares dos dias 12, 13 e 14 de março no restaurante Cantaloup (Rua Manoel Guedes, 474 - Itaim - Tel: 11-3078-3445), o chef Renato Carioni apresenta o festival Cozinha dos Mil Sabores, com criações inspiradas em ingredientes e temperos nordestinos. Pratos como o Bolinho de caranguejo com purê de mandioca e dendê picante (R$ 32), Risotto de paleta de cabrito com castanhas portuguesas (R$ 44) e Flan de tapioca com calda de graviola e sorvete de coco (R$ 18) fazem parte do criativo cardápio.




O restaurante Camauê, do Hotel Holiday Inn Parque Anhembi (R. Prof. Milton Rodrigues, 100, Tel: 11-2107-8844) promove o Festival Indiano entre os dias 6 e 11 de março, apenas no jantar. Preparado por Ananda Solomon, chef corporativo do Taj Hotels da Índia, o banquete indiano custará R$ 45 por pessoa, bebidas e estacionamento não inclusos.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h05

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Navarro Correas

Navarro Correas


[Josimar, Rodrigo, Saul e Alexandra: reunião de bambas!]


Acabei de chegar de uma degustação de vinhos comandada pela Alexandra Corvo no Rubaiyat. Fui para provar os novos vinhos da Navarro Correas trazidos da Argentina pela Diageo, mas também para conhecer a Alexandra pessoalmente, pois sempre escuto seus podcasts e acho seu jeito de falar sobre vinhos muito agradável, em linguagem clara e bem acessível. Aliás, a Alexandra tem um site ótimo, o Ciclo das Vinhas, que merece uma vista, caso você ainda não conheça.



Degustamos a Navarro Correas Colleción Privada que apresenta vinhos despretensiosos mas que valorizam a produção terroir e básica (uva + tonel) sem muita manipulação. Os rótulos possuem belas pinturas de artistas argentinos contemporâneos com apelo crítico, sobre a influência do homem na natureza, muito interessante.


[salada de espinafre com mussarela de búfala e amêndoas torradas]


Ainda bem que estava bem acompanhado da Ju Bianchi e da Cris Couto, que me ajudaram a decifrar todas as nuances dos vinhos (acho que meu olfato anda meio preguiçoso). O Chardonnay tinha corpo intenso e acidez elevada, equilibrado pelos aromas de abacaxi e pêssego. Tão intenso que pedia um prato, ou um bom 'peixe gordo', como disse a Ju. Excelente!


[Bifão de chorizo. Tô aqui rezando pra gota não me pegar!]


O Cabernet Sauvignon produzido em tonéis envelhecidos tinha boa estrutura e aroma de frutas vermelhas, mas não impressionou tanto quanto o Malbec, complexo e redondo, com aromas de cerejas, chocolate e de couro. Tão intenso e profundo como o assemblage de Cabernet-Merlot-Malbec, meu favorito, com notas herbais e até mesmo de 'doce de feijão japonês', segundo a Cris. Além de um sedutor aroma de trufas que me fez escolhê-lo para acompanhar o imenso bife de chorizo que seguiu a degustação.


[A famosa torta Nemesis, criação do antigo chef da casa, Francis Mallmann]


A tortura final ficou por conta da torta Nemesis de chocolate meio amargo e dos petit-four do café (lá vêm eles de novo!). Mas dessa vez não tinha a Nina para comer a telha de amêndoas e todos os doces (hihi) então deu para fotografar e comer 'não com tanta calma', pois tive que sair correndo para a redação. Ixi, já tô eu fazendo fofoca da Nina de novo, ela me mata...

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h44

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Manteiga de camarão

Manteiga de camarão


[Farfalle com a manteiga aromatizada. E a dita em primeiro plano]


Minha amiga Silvia Mancini (que não é da 'Famiglia' do Walter e que se mandou pro Nordeste sem passagem de volta) me ensinou uma coisa ótima nos dias em que estive por lá: manteiga de camarão.

É mais um daqueles quebra-galhos ótimos (e econômicos) para se ter no freezer para usar/abusar quando chegarem visitas inesperadas para o almoço ou quando você não estiver muito afim de cozinhar mesmo. Olha só:

Manteiga de camarão
Numa panela coloque meio quilo de cabeças de camarão (sem os olhos), junte sal e pimenta e 2 copos de água (se quiser troque um copo de água por vinho branco seco). Cozinhe tampado por 15 minutos, bata no processador e coe bem. Volte para a panela e reduza até obter um caldo concentrado. Espere esfriar e então misture com 2 pacotes de manteiga à temperatura ambiente, até que fiquem bem incorporados.

Distribua em filme plástico ou papel alumínio e faça tubinhos parecidos com salsichas. Na hora de utilizar é só cortar a quantidade desejada e agregar à massa com um pouco da água do cozimento numa caçarola para finalização do prato. Vai super bem com azeite (menos calórico que o parmesão) e uma boa taça de vinho, pra deixar a alma leve também.

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h21

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Moqueca, moqueca, moqueca



Meu finde foi 'só na moqueca', comi no sábado e no domingo. Dizem que a verdadeira moqueca é a capixaba e que qualquer alteração na receita original transforma o prato numa simples peixada. Preciosismo?

Seja lá como for, as duas que comi tinham novidades. E eu gostei muito! A do sábado (da tia Eiko) trazia camadas de batatas pré-cozidas entre as camadas de peixe, que regadas com azeite ficaram um perfume só.

Já a do domingo (da 'baronesa'), levava água de côco para aumentar o caldo para o pirão e suavizar um pouco o peso do leite de côco, que é bem gorduroso. O pirão ficou leve e com um toque docinho, sensacional. Gostou? Então experimenta!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h20

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Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki, 40, é editor de arte da Folha Online. Formado em arquitetura, Kats é também cozinheiro, sommelier e DJ.

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