Marcelo Katsuki

Comes & Bebes

 

Tartar Asiático de Salmão

No evento "Japão à Brasileira", a sra. Chieko Aoki convidou o chef Cezar Cassiano, do restaurante Noah, para preparar alguns pratos, enquanto ela realizava um descontraído bate-papo sobre a presença da cultura e dos ingredientes japoneses na gastronomia brasileira. O projeto A Cozinha de Minha Casa foi criado pela sra. Chieko para dar maior peso à área gastronômica dentro de seu grupo (que inclui a rede Blue Tree Hotels) e apresenta a cozinha de sua própria casa e sua forma de receber. Abaixo, sua receita de Tartar de Salmão: leve, saborosa e muito nutritiva.



Tartar Asiático de Salmão

Tartar:
- Wasabi a gosto
- Gergelim a gosto
- 360 gramas de salmão em cubinhos

Molho:
- 45 ml de shoyu suave
- 45 ml de vinagre Tozan
- 45 ml de azeite
- 20 gramas de shissô verde

Saladinha:
- Alface roxa, americana e crespa, acelga, rúcula e cenoura e nabo cortados em juliene bem fino

Modo de Preparo:
- Bater os ingredientes do molho no liquidificador até incorporar e ficar bem verde. Colocar o salmão em cubos num prato, acrescentar o molho e os temperos.
- Colocar as folhas em água com um pouco de gelo. Escorra as folhas e decore o prato juntamente com o nabo e a cenoura. Acrescentar na montagem, rabanetes em formato de meia lua.

Rendimento: 2 porçoes

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h34

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Flashes da Expovinis Brasil

A Expovinis encerrou sua décima primeira edição nessa quinta-feira com um grande sucesso de público. Corredores lotados de gente animada com a taça na mão e uma infinidade de estandes apresentando vinhos, cachaças e charutos sob um calor senegalesco deram o tom do evento. Como informou o Luiz Horta no blog da Beta, a bebida de maior sucesso foi a água! Eu fiquei no espumante rosé, provei vários e achei sensacionais. Secos e mais encorpados, me conquistaram logo de cara. Seria o calor? Abaixo, algumas imagens do evento. Cada tacinha, um flash!


[Um verdadeiro 'parque temático' de bebidinhas!]



[Vinhos, vinhos, vinhos!]



[Aulas e degustações dirigidas]



[Moinet: espumante rosé dos deuses. Ou seria das deusas?]



[A Salton também lançou seu 'rosé' e achei excelente, deve se tornar a nova modinha lá em casa!]



[Lidio Carraro: os vinhos dos Jogos Panamericanos]



[A bela garrafa 'gota' da Chocalan]



[Cepa 21, o vinho do Ronaldo 'Fenômeno'. Fui provar por curiosidade e adorei!]



[Vinho 'stáile', hehe. Vêm com gel para preservar a temperatura]



[Curti a idéia, mas já pensou chegar no trabalho cheirando a 'cachaça'? Dá justa causa, hehe!]



[Olha a Paraíba aí gente! Provei e aprovei a Cachaça Serra Preta!]



[Onde tem vinho...]



[Cachaça na dose certa!]



[Exótico, mas até que 'saiu bem na foto'?]



[Tonéis diferentes para resultados notáveis: a Amburana desceu levinha feito água, já a Castanheira do Pará quase me derrubou ali mesmo, hehe]



[Eu e a Beta recuperando o ânimo depois da longa caminhada pelos 'vinhedos']

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h14

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Um vinho pra chamar de seu

Um vinho pra chamar de seu


[Eu, Marselan]


Uma das grandes novidades que pude ver na Expovinis foi a linha "Identidade", lançada pela Casa Valduga. Trata-se de uma proposta diferenciada que apresenta "produtos únicos para apreciadores exigentes e especiais", de acordo com seu presidente, o sr. Juarez Valduga.

A linha traz varietais exóticos em garrafas numeradas encomendadas de acordo com o perfil do comprador. No ato da entrega, a garrafa recebe o carimbo digital e a assinatura do mesmo, transformando-a num exemplar exclusivo. Minha 'garrafa gêmea' foi a "Identidade Marselan", um vinho que une a complexidade do Cabernet com o frutado da Grenache, de taninos maduros e boa persistência gustativa. Mas não se trata de uma 'brincadeira'. A proposta da vinícola é oferecer um vinho com o qual você se identifique e que possa oferecer o prazer de um momento único, só seu. Coisa seríssima!


["Polegares, polegares, onde estão, aqui estão"... agora o Juarez me mata!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 08h54

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Bebes | PermalinkPermalink #

Vai uma larvinha aí?



Para quem ainda se arrepia diante da visão de um simples escargot, acha buchada 'exótico demais' e galinha à cabidela nem pensar, sente só o costume de alguns países. Da série 'curiosidades à mesa':

- Egito: o frango de lá se chama "hamaam" e é um tipo de pombo que costuma ser recheado e grelhado. Senhor!

- Escócia: estômago de carneiro cozido no uísque e recheado com miúdos é hit. Afinal, nada que um bom 'scotch' não resolva, hehe.

- Hong Kong: além de cobra frita e coquetel feito com o sangue do animal, o povo costuma se alimentar de centopéias. Mas é fritinha, deve ficar como aquele espetinho de camarão que você come na praia!

- Tailândia: Grilos, abelhas e larvas são fritos e servidos como aperitivo crocante. O acompanhamento pode ser o uísque thai. Dependendo da dose, posso até achar gostoso, hihi.

- Lapônia: A rena é ensopada ou frita (deixa o Papai Noel saber disso!). O fígado é comido com passas. Trilha sonora sugerida: Dingo bell, kkkkk!

- Mali: Algumas tribos costumam preparar um guisado com os vermes que se alimentam das folhas das palmeiras. Eca!

- Taiwan: A cobra é frita. O sangue e a bile viram coquetel pois dizem que aumenta a virilidade. Afinal, uma cobra é uma cobra, hehe.

- Uzbequistão: As tribos das montanhas comem um prato à base de cérebro e de olhos de cabrito. Eu já comi algumas esquisitices, mas aí já é demais! E você, já teve alguma experiência assim???

Fonte: Guia dos Curiosos

Escrito por Marcelo Katsuki às 08h51

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

E o vencedor é...

Fechei a enquete de "Melhor Programa da TV Aberta". Foram dez dias de votação que renderam mais de 7 mil votos! Uh-la-lá!!! O grande vencedor na opinião dos leitores da Folha Online foi o Diário do Olivier do Olivier Anquier. Ok, ok, esquecemos do Mestre Alan mas já nos redimimos com um post exclusivo, sem falar do reconhecimento que ele recebeu através dos comentários dos seus telespectadores. Aguardem para breve o post sobre os programas dos canais pagos!

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h37

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Bucatini: um italiano no Paraíso

Bucatini: um italiano no Paraíso

Na semana passada participei de uma harmonização de vinhos da Decanter com pratos criados pelo Chef Carlos Ribeiro para o Bucatini. Nem só de esfihas vive o Paraíso! O Bucatini é um restaurante italiano especializado em massas (de fabricação própria) com frutos do mar localizado no comecinho da Abílio Soares (dá para eu ir à pé, mas quem garantiria na volta alguma disposição esportiva depois da farrinha gastronômica?). Fui de carro e consegui me perder no bairro, aih. Não, eu ainda não tinha bebido. Sim, me atrasei e quando cheguei lá, a Roberta (com que eu tinha combinado) já estava na mesa com uma tacinha na mão se divertindo com a Pati e a Lívia.



O ambiente é bem despojado, mas distante daquela atmosfera de cantina: as paredes amarelas são texturizadas e possuem poucos adornos. A iluminação é agradável e o salão amplo. Havia uma boa quantidade de clientes, o que me faz pensar que o Bucatini tem uma clientela fiel. Nos acomodamos no fundo para o início do serviço. Degustamos um espumante, um rosé, e dois tintos: um Pinot Noir e um Cabernet.

As entradinhas estavam perfeitas para um 'welcome': "Mini brusquetas de queijo brie com geléia de limão siciliano". Cheguei esbaforido e com fome/sede: virei uma tacinha e não contei quantos canapés comi para não ficar 'intimidado', hehe.



Estava começando a colocar o papo em dia com a Beta quando chegou a "Mousse de tomate seco com mini rúcula e pesto de manjericão". Nós dois concordamos que não gostamos de tomate seco (ficamos saturados pelo bombardeio dos últimos anos) mas igualmente nos surpreendemos com a leveza e sabor delicado do prato. Com o pesto então, casamento perfeito!



Para acompanhar o primeiro tinto, delicados nhoques de mandioquinha (ou batata baroa, como diz a Beta) com encorpado molho de açafrão com frutos do mar. A gente bem que sentiu que havia um 'algo a mais' naqueles mariscos, hehe. Ainda juntei um fiozinho de azeite para completar, como se precisasse.



O prato que acompanhou o Cabernet era o meu desejo de semanas: Polenta italiana cremosa com Roquefort. Junto a ela, uma ramequin com ragú de lingüiça de cordeiro Merguese com redução de balsâmico e marmelo de limão. Muita coisa? Que nada, ainda havia um raminho de alecrim aguçando os aromas.



Na hora da sobremesa corri para a boqueta da cozinha para fotografar a finalização das tacinhas com sorvete de baunilha, geléia de gengibre, crumble de cantuccini e azeite de limão. Refrescante, perfumado e surpreendente.

Alguns pratos apresentados estão no cardápio da casa, outros devem fazer parte em breve. Dei uma rápida passada no cardápio e vi vários 'clássicos' italianos que adoro, ou seja, vou acabar virando habitué. Ah, eu já falei que bucatini é o macarrão da minha infância? Pois é, e agora eu já sei onde ele fica.


[Sônia Florence, do Bucatini e o chef Carlos Ribeiro]


Bucatini
Rua Abílio Soares, 904 - Paraíso - S.Paulo
Tel: 11-3887-5769

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h07

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Lugares | PermalinkPermalink #

Como comer sushi

E para encerrar esse momento 'Japão à mesa', nada como uma aulinha de etiqueta. Com um pouco de humor, claro!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h50

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Japão à Brasileira no Mercadão


[A confortável - e bem equipada - sala de aula da GE no Mercado Gourmet]


No sábado 'amanheci' no Mercadão para assistir à aula do antropólogo japonês Naomichi Ishige e do chef Ayao Okumura, trazidos pela Fundação Japão para o Japão à Brasileira que aconteceu até domingo.


[O prof. Naomichi Ishige que apresentou aspectos culturais da alimentação no Japão]


O sr. Ishige falou sobre os componetes de uma refeição típica japonesa, contou a história do arroz e sua importância, falou sobre o sakê e o chá, tudo entremeado por referências históricas e culturais muito interessantes. Por exemplo, você sabia que arroz e sakê têm uma relação de oposição (pelo fato do sakê ser derivado do arroz), por isso, quando se come sushi não se deve tomar sakê?


[O simpático chef, sr. Okumura, que ensinou duas receitas e divertiu a platéia sob a tradução precisa da sra. Michiko Okano da Fundação Japão]


Para nós parece heresia, afinal estamos acostumados a 'harmonizar' esses dois ítens, mas nos restaurantes verdadeiramente tradicionais japoneses, você poderia ser expulso pelo sushiman se cometesse tal gafe. Segundo o chef Okumura, você pode tomar sakê com o sashimi (peixe cru), mas quando começar a comer o sushi, deve substituir o sakê por um bom chá.


["Nikujiagá", um prato à base de carne, batata, 'konyaku', molho de soja e sakê]


Na aula do chef Okumura, que tem um programa de sucesso no Japão chamado "Konban wa Nani Tabetai" (O que Quer Comer Hoje à Noite), aprendemos a preparar dois pratos: "Niku Jiagá" (um cozido de carne com batata) e "Tempurá", a fritura de legumes introduzida no Japão pelos portugueses por volta do século XVI. Eu até já fiz o "Niku" em casa e ficou incrível, se alguém quiser posto a receita aqui (mas ela utiliza ingredientes típicos como mirin, hondashi e konhaku, encontrados facilmente na Liberdade).


["Tempurá" de camarão, quiabo e tomate]


A surpresa do Tempurá, foi que o chef utiliza maisena e não farinha, o que resultou numa massa muito mais leve e macia. As medidas? Simplificando: um copo com um ovo cru inteiro e completado com água gelada até a boca + dois copos de maisena. Mistura com um garfo sem bater, fazendo movimentos de vai-e-vem. Aqueça o óleo a 170ºC aproximadamente e frite virando apenas uma vez. Escorra o camarão em pé na peneira para ficar mais crocante.


[Apresentação de Taikô no palco do evento]


Além das palestras e cursos na Cozinha Gourmet no Mercadão, foi montado um bazar com produtos típicos e um palco onde aconteceram apresentações musicais. Antes do final da aula começou uma apresentação de um grupo de Taikô (os tambores japoneses) ao lado da sala e foi um verdadeiro "terremoto", corri pra ver! Ainda bem que eu já tinha 'fisgado' meu camarão da degustação, hehe! Bom demais, pena que acabou no domingo.

Escrito por Marcelo Katsuki às 08h24

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

D.O.M. é eleito o 38º melhor do mundo

Deu hoje na BBC. No ano passado o restaurante do chef Alex Atala tinha ficado na 50ª posição. A estrela sobe!

Escrito por Marcelo Katsuki às 16h33

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Comida no trabalho


[Meu "Combo Olinda" da semana passada]


O que você come no trabalho? Na semana passada, minha editora Little bateu no vidro perguntando o que eu estava comendo. Era um Sanduíche de kafta com homus no pão sírio. Mas foi um 'luxo momentâneo' (comprado por acaso no Empório S. Jorge na volta da academia), mas ela, impressionada, sugeriu: "faça uma enquete!!!".

Quando não dá pra sair para almoçar (como na sexta passada), invariavelmente eu compro um bom misto frio mesmo da D. Olinda (a senhorinha do café aqui do jornal), um suco de uva (meu favorito), bolo (daqueles prontos) e café para arrematar. A conta dessa 'farra' aí de cima? R$ 3,80, mas nem me venha falar sobre qualidade nutricional e tal, hehe, estamos tratando de 'emergências'. Antes eu tinha uma gaveta de comidinhas, mas estava arruinando a dieta. Tive que fechá-la definitivamente! E você, o que come no seu trabalho? Frutas? Sanduíche natural? Abra a sua 'malmita' pra gente nos comentários!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h23

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Expovinis Brasil 2007



A Expovinis Brasil, um dos maiores eventos sobre vinhos do país, abre sua décima primeira edição amanhã, 24, e vai até quinta, 26 de abril. Nesse ano participam aproximadamente 250 expositores como a Expand, a World Wine, a Decanter e a Interfood além de grupos internacionais de produtores, como o Vins de Provence e Sude France da França, o Pro Chile do Chile, o Pro Mendoza da Argentina, o Ferre/Catasus da Espanha e grupos de Portugal e África do Sul. Além dos brasileiros Miolo e Salton entre outros.

Outras duas importantes exposições acontecem paralelamente ao evento: a Epicure e a Brasil Cachaça. A primeira reúne produtores de charutos, cigarrilhas, bebidas exóticas e presentes de luxo. A segunda reúne produtores de todas as regiões brasileiras e a presença das primeiras cachaças aprovadas pelo processo de certificação do Sebrae e do Inmetro, que deverá causar polêmica por restringir a fabricação da bebida a determinadas regras.

 Expovinis Brasil
Local: Bienal do Ibirapuera
Preço: Consumidor final: R$ 30,00 (sem taça de degustação), R$ 40,00 (com taça); estudantes: R$ 15,00; grátis para profissionais que apresentarem RG ou CPF e comprovante profissional.
Quando: De 24 a 26 de abril de 2007.
Horário(s): Das 14h às 19h (para profissionais do setor); das 19h às 22h (para profissionais e consumidor final).
Mais informações: 11-3141-9444

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h17

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Um passeio pelo Mercadão

Aproveitei a ida ao Mercado Municipal ontem (para a palestra do evento "Japão à Brasileira") para dar uma volta pelas barracas. Mas nada de pastéis de bacalhau nem sanduíches de mortadela dessa vez. Fiquei passeando por entre as bancas de temperos, queijos, frutas, azeites, pimentas, panelas e (uih) doces portugueses. Não resisti e voltei pra casa com uma caixa cheia de Pastéis de Santa Clara, de Nata, Folhados com Canela e Baunilha também. Eles nem resistiram tanto: numa pausa rápida na Liberdade acabei comendo alguns, hehe.

Vem comigo e aprecie a vista!


































Escrito por Marcelo Katsuki às 14h16

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A sinfonia de sabores do Amadeus

A sinfonia de sabores do Amadeus

Na semana passada meu amigo P.A. me convidou para um jantar em comemoração ao seu novo endereço. Ele havia acabado de se mudar para um flat ali na Haddock Lobo, no meio do burburinho dos Jardins. Como não sou de recusar convites e nem de explorar amigos, sugeri comermos no restaurante do flat mesmo, para surpresa dele. Mas surpreendente mesmo foi ele descobrir que estava morando em cima do Amadeus, kkkkk!

O Amadeus é um restaurante tradicional e que tem uma jovem e talentosa chef, a Bella Masano. O ambiente de mobiliário clássico e luz tênue não chega a ser suntuoso mas o clima intimista emoldurado pelo som do piano é muito agradável. A brigada é eficiente e a chef desfila pelo salão para receber os clientes (que parecem antigos amigos dos pais, imagino, pois eu e P.A. éramos os mais jovens do recinto, vejam só!).

Ocupamos a última mesa livre, ao lado de uma bela mesa posta para 8 comensais que realizavam uma harmonização de vinhos carésimos. P.A. me olhou preocupado: "e agora, o que vamos beber, olha essa mesa ao lado!". "Um bom espumante nacional", sugeri. Mergulhado num balde cheio de gelo, quem vai saber se a gente está bebendo Salton ou Don Perignon (como nosso vizinhos)? Chamei o elegante senhor que nos atendia (seria o sommelier?) e solicitei o espumante nacional da carta de vinhos. Ele respondeu com o olhar mais reprovativo possível, mas insisti: "está na carta". Aih aih...



Depois de relaxar com a primeira tacinha, comecei a devorar o cardápio enquanto era servido o couvert: um refrescante consomé, pãezinhos variados, manteiga aromatizada, antepastos e mexilhões muito bem temperados. Acho que me empolguei logo de cara e comecei a fazer algumas fotos discretamente, sem flash, com a câmera escondida entre as mãos.



Como queríamos provar uma entrada antes de pedir os pratos, perguntei se seria possível dividir um "Carpaccio de anchova negra com pupunha" e a resposta foi não. Diante de minha insistência, serviram um prato inteiro e nós mesmos dividimos, sem problemas. Aliás, o Guia da Folha deu hoje uma matéria ótima sobre essa questão de "divisão de pratos", muito esclarecedora. Mas o 'carão' valeu a pena: o sabor e o perfume defumado da anchova recompensaram meu empenho. Já estávamos prontos para pedir o prato principal.



Antes mesmo que escolhêssemos os pratos, fomos brindados com Bolotas de melão congeladas mergulhadas em calda de vinho do porto e salpicadas de hortelã. Um detalhe tão pequeno, um efeito tão grandioso.



P.A. se empolgou com o "Prato do Pescador", linguado, lula, camarão, mexilhões e legumes preparados na grelha. Tudo impecavelmente no ponto, mas o linguado estava especialmente saboroso, com um cheirinho de fumaça, intenso mas delicado (sim, eu revirei o prato dele com meu garfinho). Aliás, comi os legumes também, já que ele não gosta e eu prezo pela alimentação saudável, hehe.



Eu fui de "Camarões gigantes salteados em ervas com alcachofrinhas". E eles eram gigantes mesmo, mal cabiam no prato. Tinham um sabor incrível, é tudo o que posso dizer. Veio no ponto: cozimento, sal, textura, aroma... Ah, como é prazeroso quando se acerta na escolha. Naquela altura dos fatos, nosso vizinhos, já embalados pelas taças de vinhos e King Crabs falavam e gesticulavam efusivamente, alguns de pé circulando ao redor da mesa.



Depois de me deliciar com um dos melhores pratos de camarão que já comi, passamos à leitura do menu de sobremesas, sem a menor preocupação com a balança, a pança, o shape sinuoso. Optei pela "Sachertorte", uma torta austríaca de chocolate recheada de damascos. Chocolate amargo e damasco? Perdição das boas! P.A. foi mais longe: escolheu a "Banana da Fazenda de Engº Schmidt", preparada no forno com calda de tamarindo, licor de café e sorvete de chocolate. Um dos sabores mais inesperados e originais dos últimos tempos. Combinação inusitada e de resultado marcante: tipo ame ou odeie. Nós amamos, com certeza!



Quando chegou o café com chantilly e bombons de uva, eu pensava apenas em finalizar a refeição e ir embora. P.A. insistiu: "você não vai fotografar?". Eu não queria, mas assenti. Tirei a máquina do bolso, apontei para o pratinho e "flassshhh", causei o maior clarão na mesa dos vizinhos enófilos, naquele momento já dispersos, garrafas secas, cabeças tranquilamente depositadas sobre a mesa num breve cochilo. Foi como um grito de gol no meio da missa. Aih aih, tanto cuidado para ser discreto e estrago tudo no último 'frame'? "Vamos embora!"

P.A. pediu a conta e diante dos dígitos generosos (mas plenamente justificados pela memorável refeição) me ofereci para pagar metade, o que foi prontamente recusado. Ainda ganhei o prato da Boa Lembrança e parti ao som do piano onde um senhorzinho embalava um ótima bossa nova, bem 'fim de noite'. O corpo mais pesado, a alma bem levinha... Ah, como é bom comer bem ainda mais na companhia de amigos generosos, hehe.

Amadeus
Rua Haddock Lobo, 807
Cerqueira César - São Paulo - SP
Tel.: 11-3061-2859

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h55

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Lugares | PermalinkPermalink #

Santo Gordon!


[A hora do pesadelo?]


Da 'cozinha do inferno' para a redenção. Depois de ser eleito o "homem mais admirado na Inglaterra" numa enquete da revista Esquire, o chef Gordon Ramsay volta agora com uma missão nobre: reerguer restaurantes quase falidos. O prazo é uma loucura: uma semana para reverter a situação de quase falência dos lugares e deixá-los tinindo! Santo milagreiro!!!

A série se chama Ramsay's Kitchen Nightmares e estréia na próxima quinta-feira, dia 26 às 22h30 no GNT (Canal Globosat - NET/Sky). A série até já ganhou o Emmy Awards de 2006. Confesso que não era muito fã do "Hell's Kitchen", mas o foco de 'transformação' proposto por esse novo programa me deixou bastante curioso (e pode inspirar muita gente a melhorar o seu próprio negócio!). Vale conferir.

Horários Alternativos: sextas, às 10h - sábados, às 20h30 - quartas, às 14h.

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h23

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Retratos do Pará

Retratos do Pará



Nessa semana, a Doralice (querida amiga que acompanha a jornada desse blog e está sempre dando valiosas dicas) enviou um link do site do Sergio Bastos, um ilustrador lá de Belém do Pará, que retrata o cotidiano da cidade com uma delicadeza ímpar. Dá uma olhada no portfólio. Crianças, pescadores, vendedores de frutas e até uma preguiçosa rede sob duas frondosas árvores me proporcionaram um momento de contemplação reconfortante no meio da tarde corrida. Às vezes é preciso dar uma freada, tomar água, esticar as pernas, apreciar a paisagem ainda que acinzentada para não 'derrapar na curva'. Foi bom me lembrar disso.

Um vendedor de açaí! A ilustração acima retrata a cena do preparo da fruta, amassada em máquina e reflete a realidade da cena paraense; lá quase todo mundo vai, ainda de manhã, comprar o açaí para tomá-lo no almoço ou após, como sobremesa. Quem me disse foi a própria Doralice, que é uma especialista em frutas da Amazônia. Aliás, a Doralice está fazendo uma pesquisa sobre o tema que deve render um livro belíssimo. Algum editor interessado? Outro dia ela me enviou uma foto de abio, e foi uma viagem no tempo instantânea. Passei muitas tardes ainda criança no muro da casa dos meus primos chupando abio, entre risadas e 'guerras de caroço'. Nunca mais havia visto a fruta. Foi muito bom recordar isso tudo.

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h00

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Mixer | PermalinkPermalink #

Sgroppino Babado

Sgroppino Babado


["Turva... Sgroppina babadeira... kkkkkk", diz a legenda!]


O Johnny Luxo me escreveu hoje perguntando onde tem 'Sgroppino' na cidade. Alguém sabe? Aliás, alguém sabe do que se trata? Eu perguntei se era algum remédio, kkkkk! Ele me disse que era uma bebidinha leve, uma coisa 'girlie', que ele tomou em seu tour pela Itália. Fino o moço, e como diz minha amiga Rita, L-U-X-O!!!

Como eu sempre pedia música para ele durante seus sets (coisa que não fiz mais depois que senti na pele o quanto isso é inconveniente, hehe), me senti no dever de ajudá-lo em sua busca. Ainda não encontrei nenhum bar que sirva, mas pelo menos a receita tá na mão (e é bem legal, acho que vale experimentar nessas tardes ensolaradas).



Sgroppino

1 taça de Prosecco gelado (ou champanhe)
2 colheres de sopa de vodca gelada
1 colher de sopa de sorvete de limão
Folhas de hortelã para decorar

Há duas maneiras de se fazer: divida o Prosecco e a vodca em duas taças, adicione meia colher de sorvete em cada, salpique a hortelã e sirva imediatamente. A outra é batendo tudo no mixer, o que resultará numa bebida cremosa como um frozen (mas acho que deve perder o gás). Bueno, liberdade de escolha! Tin-tin e Alelux!!!

P.S. Parece que tem Sgroppino no Piola, mas feito de sorvete de limão, vodca e leite condensado. A conferir.

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h06

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Bebes | PermalinkPermalink #

Vinhos, índios e petiscos



O Empório MGI Ltda. (Av. Dr. Arnaldo, 1318 - Sumaré) apresenta HOJE, 18, às 20h, em sua Confraria Queijo & Vinho, uma palestra seguida de degustação de Vinhos do Porto com a presença de Carlos Cabral - um dos maiores especialistas mundiais no assunto. Serão degustados 4 vinhos, com pães, queijos e frutas. Custo de R$ 60,00 e informações com Sandra pelo tel: 11-3873-3179. Na ocasião poderá ser adquirido a preço promocional o mais recente livro de Cabral: "Porto um vinho e sua imagem".






Abre nesta quinta-feira, dia 19, com coquetel às 20h30 no Restaurante Fulô (Rua Haddock Lobo, 899 - Jardins - Tel: 11-3081-7769 ), a exposição "Nossa Tribo", da fotógrafa Rosa Gauditano. A exposição mostra os índios em suas atividades rotineiras captadas pela fotógrafa em 10 anos de viagens pelo Brasil em visita às tribos Carajás, Kayapós, Yanomamis, Xavantes, entre outras. Às 21:30 h será apresentado o vídeo "Darini – Iniciação Espiritual Xavante" que ganhou prêmio de melhor documentário indígena na Mostra de Cinema da Cidade do México.






Pra quem gostou do post de "finger food", nessa sexta, dia 20 às 19h30, tem o curso "Entradas e Petiscos II" com o Chef Carlos Ribeiro na Viandier Casa de Gastronomia (Al. Lorena, 558, Jardins - Tel: 11-3057-2987). Serão ensinados canapés, envoltines, bocados de pepinos e de abóbora com pesto de nozes, tartelettes de truta defumada, sushi, polenta com creme de bacalá, samosas, maçãs caramelizadas e o delicioso drinque mexicano Vuelve a la Vida.






Os vinhos da linha "Terranova" da Miolo Wine Group também aderiram às embalagens "bag in box" de 3 litros (4 garrafas) e 5 litros (6,5 garrafas). Além de prática e econômica, as novas embalagens preservam as característica do vinho por aproximadamente 30 dias após sua abertura. Ótimo para festas e piqueniques. Melhor ainda com vinhos de qualidade, aprovadíssimo!






O restaurante Caroline (Rua Oscar Freire, 145, Jardim Paulista - Tel. 11-3068-0601 ), realiza entre 20 de abril e 20 de maio um Festival de sanduíches no pão-folha. Criados pela restauratrice Malu Facchini, seguem a receita de sucesso dos pratos da casa: saborosos e de baixa caloria, como o de Peito de peru light, mozarela de búfala light e chutney de manga (R$ 16,50) e o de Carpaccio, cream cheese, cebola caramelizada, tomate seco e azeitonas verdes (R$ 14,50). Todos acompanham saladinha, sendo uma ótima opção para um almoço ligeiro, mas com muito estilo.







E para encerrar essa 'agendinha', uma receita enviada pela Arosa. Salivei!

Torta de Camarão com massa folhada

Ingredientes
- 1 pacote de 300 g de Massa Folhada Laminada Arosa
- 3 colheres (sopa) de azeite
- 1 cebola picada
- 3 dentes de alho amassado
- 500 g de camarão
- 3 colheres (sopa) de molho de tomate
- 2 colheres(sopa) de farinha de trigo
- 200 ml de leite
- 100 g de requeijão
- 1/2 xícara (chá) de salsa picada

Preparo
- Refogar a cebola e o alho no azeite, acrescentar o camarão e o molho de tomate e cozinhar por 5 minutos.
- Dissolver a farinha no leite e misturar no refogado mexendo em fogo brando até engrossar. Retirar do fogo, adicionar o requeijão e a salsa. Esfriar.
- Cortar a massa folhada no formato de um coração (para o fundo e cobertura).
- Colocar o recheio sobre a massa deixando uma borda de 1,5 cm sem recheio, umedecida com água. Cobrir com a outra lâmina de massa e gelar por 10 minutos
- Pincelar com um ovo batido e assar em forno pré-aquecido a 200°C por 35 minutos.

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h35

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Errar é humano...

O Bruno volta na semana que vem para comentar os programas dos canais pagos, êêê!!! Mas hoje ele dá uma passadinha rápida para reparar o deslize com o Chef Allan. A gente quis caprichar na receita mas acabou esquecendo um ingrediente... acontece. Fala, Bruno!



O povo reclamou com toda razão. Na lista de programas da TV, havia uma ausência imperdoável: deixei de mencionar "Mestre Cuca", atração comandada pelo chef Allan Vila, 48, na Rede Mulher. Para me redimir, conversei com ele sobre o sucesso de seu programa e suas receitas.

"Fico muito feliz. Estou no ar há dez anos e priorizo receitas que todo mundo pode fazer. Tento sempre variar o cardápio e não dar nada regional, porque certamente algumas pessoas não vão encontrar os ingredientes".

Sobre os programas de culinária na TV, o chef é categórico ao afirmar: "Acho todos fracos, porque seus apresentadores não sabem cozinhar. Então, nem sempre conseguem resolver problemas na cozinha. O melhor, na minha opinião, é o da Cátia Fonseca, porque, já que ela não sabe cozinhar, faz o papel de advogada do diabo, pergunta tudo aos chefs, faz o papel do telespectador", diz o chef, que não gosta de fazer doces. "É tudo muito calibrado, técnico, não há improviso".

Na TV paga, acha que a grande falha são os ingredientes, inexistentes no Brasil. "Em um mercado na Inglaterra, por exemplo, você acha tudo, mas aqui, não...".

Então tá certo, chef Allan. Estamos resolvidos. (Bruno Segadilha)

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h21

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Pequeno grande livro de receitas

Pequeno grande livro de receitas



Edição "de bolso" do Grande Livro de Receitas (Ediouro). Bolso??? Só se você ainda usa calça baggy (áfe!), daí sim terá um bolso à altura do 'volume' do livrinho, hehe. São mais de 600 receitas, TODAS COM FOTO (importante!), papel couchê, enfim, não cabe nem na pochete. Eu falei pochete? Calça baggy??? Jisuis!!!

Mas o livrinho é ótimo! Tem muitas receitas de bucatini (o macarrão da minha infância) e mais de 10 tipos de focaccia (pra alegria do meu amigo DFJ), sem falar de saladas, doces, carnes e risotos. Tem sempre aquelas loucurinhas tipo Sorvete de Parmesão e Sanduíche Frito que a gente também se diverte fazendo. Eu abri aleatoriamente e deu nessa página abaixo. Nostalgia, lembra do filme? Towanda!!!


Escrito por Marcelo Katsuki às 09h26

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Prateleira | PermalinkPermalink #

Programa da Palmitinha

Minhas 'amiga', essa é pra vocês. Dica da 'louca e rouca' Rosana Hermann. Chorei, kkkkk!



P.S.: Como bem lembrou a Simone nos comentários, a atriz é a Graziella Moretto.

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h13

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Gastronomia na TV

Qual o melhor programa de culinária na TV aberta?

Encontrei o Bruno Segadilha, 28, redator de TV da Ilustrada numa festa do DJ Fabilipo no Clube Gloria e inspirado por algumas tacinhas, pedi para ele comentar os programas de culinária da TV aberta. Ele topou na hora, ficou super animado! Tá vendo, a gente arruma pauta até naquele momento 'pista', hehe! Com vocês, o Bruno:


"Culinária na TV não é algo exatamente novo. Ofélia Anunciato e Etty Fraser já conheciam esse formato na década de 80 e ensinavam receitas à tarde para as donas-de-casa esperarem seus maridos. Naquela época, as apresentadoras faziam o estilo "vovó quituteira" para conquistar a simpatia dos tespectadores, ávidos por novos sabores.

Os tempos mudaram, o perfil do público também. Para acompanhar essas mudanças, os canais tentam modificar a velha fórmula fogão-e-bancada predominante nos programas do gênero. Um bom exemplo é Olivier Anquier, apresentador que resolveu sair do estúdio para correr atrás de receitas a bordo de seu fusquinha. Uma solução criativa para um formato que já começou a se desgastar.

Ana Maria Braga também já percebeu isso e, apesar de manter a sua cozinha de cinema, está sempre em busca do inusitado. Mesmo quando aposta em furadas, sabe rir de si mesma, como quando foi ensinar um churrasco de ovo e, no meio do negócio, viu que não fazia o menor sentido. Parou, olhou para a câmera e não hesitou: "Mas qual a graça disso?". A graça é que esses apresentadores sabem dar tempero às suas atrações e fogem do lugar comum. Outros repetem o passado e acabam caindo na chatice dos pouco originais.

Abaixo, fiz um pequeno ranking dos principais programas de culinária - ou que têm quadros de culinária - na TV aberta. O critério foi completamente subjetivo, ou seja, não é nada técnico ou respeitável. É a simples opinião de quem adora assistir TV e acompanha, há alguns anos, esses programas". (BS)

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h30

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O Ranking do Bruno


"Todo Seu" (Gazeta, de segunda a sexta, às 22h)

Depois do "Mãe de Gravata", Ronnie Von assume o comando noturno da rede Gazeta. Na atração, recebe seus convidados para bater papo e... bater papo. As receitas, geralmente elaboradas por algum chef, parecem complicadas demais, nesse programa de entrevista informais. E talvez a intenção nem seja essa, muito menos o foco do programa... Para os cozinheiros amadores não serve.



"TV Culinária" (Gazeta, de segunda a sexta, às 13h10)

Senhorinha simpática, Palmirinha Onofre é daquelas que queremos levar para casa. Conquista com seu jeito meio brejeiro, simples de conversar com o público. Estabanada, ela se atrapalha toda entre as receitas e os merchandisings - quase 8 inserções por programa! -, mas isso não tira o mérito da atração, pelo contrário, dá um charme especial. Ótimas receitas, todas acessíveis e não muito complexas. "Aprendi tudo com a vida e com uma senhora com quem morei quando jovem, que cozinhava muito bem e me ensinou muito", conta Palmirinha. Os biscoitinhos de coco são especialmente bons. Não à toa estão no Top 15 da culinarista, que gosta mesmo é de cozinhar massas e bolos. "Adoro mexer com farinha!". Bate a massa, Palmirinha!



"Hoje em Dia" (Record, de segunda a sexta, às 8h30)

Edu Guedes comanda o fogão da Record, todas as manhãs. Sua receitas fazem o estilo bem popular e não economizam no leite condensado, creme de leite e Catupiry... Os doces são doces mesmo, daqueles que dissolvem seu pâncreas. Os salgados também são bem gostosos, mas alguns custam caro ao estômago. Para se ter uma idéia, as últimas receitas foram: brigadeiro de uva, pavê de chocolate com coco e espetinho de toscana. Delícia, mas é preciso ser forte. "Priorizo receitas que as pessoas vão gostar e que vão poder fazer em qualquer lugar", explica Edu. A voz do povo é a voz de Deus.

Inesquecível: pãezinhos da copa, à base de mandioquinha. Massa simples, macia e saborosa. Fiz, deu certo, e foi um sucesso, mas com uma adaptação: recheio de pizza, com tomates picadinhos, mozarela e orégano. Uma ressalva: se quiser guardar, espere que eles esfriem, para não ficarem borrachudos. A dica é do próprio Edu. Vicia.



"Mais Você" (Globo, segunda a sexta, às 8h)

Ana Maria Braga às vezes é meio antipática, mas suas receitas geralmente são as mais interessantes. Consegue alternar pratos simples, como sanduíches de forno, com idéias nem tão populares como uma receita de chutney de caqui. Além disso, encontra curiosidades bem legais: a farofa de tanajura é uma delas. Então, esqueça o mal-humor matinal da loira e aproveite o programa, porque vale a pena.

Dica de quem tem mente obesa: o pavê com biscoitos molhados no guaraná é sensacional. Por cima, camadas de leite condensado e creme de leite e pudim de caixa. Invenção de uma menina do Sul. Procure no site do programa por "Torta de Bolacha". Intenso. Engorda só de cheirar.
Lanchinho da tarde: sanduíche de forno, com queijo, presunto e creme de leite. Fácil, rápido e gostoso. Procure por sanduíche de forno no site. A receita é de 2000.



"Bem Família" (Bandeirantes, segunda a sexta, às 9h)

Daniel Bork se esforça, mas suas receitas são meio caídas. A idéia de fazer uma cozinha rápida, prática, acaba deixando a impressão de que a comida está sem sal, sem gosto, sem tempero. Um tanto atrapalhado na cozinha, Bork não consegue o mesmo efeito de Palmirinha, o programa fica meio atropelado.



"Diário do Olivier" (Domingos, a partir 18h, dentro do programa "Domingo Espetacular")

Olivier Anquier, o padeiro bonitão, está à frente de um quadro no dominical da Record bastante interessante: no seu fusquinha sai em busca de receitas e sabores em diferentes lugares. Original, sofisticado, talvez herança de sua passagem pela TV paga. Ainda assim, consegue propor idéias bem populares, como quando ensinou a fazer pão de queijo mineiro, receita que a Palmirinha repetiu na semana passada. Vale a pena tentar fazer. No final, a grande dica: rechear o pãozinho com carne de panela. Vou mais longe: experimente com pasta de frango ao curry. Sensacional!



"Pra Valer" (segunda a sexta às 14h30 )

Claudete Troiano também encontra um tempinho em seu vespertino da Band para ensinar a cozinhar. Um grande problema é que as receitas perecem ser feitas, basicamente, para a dona de casa "ganhar dinheiro", abrir seu pequeno negócio. Coisa chata! Daí, surgem receitas como a de Fondant de chocolate. Sinceramente, algumas especiarias é melhor deixar que o padeiro ou confeiteiro façam. Dão muito trabalho e o resultado dificilmente fica igual.

Claudete tem um passado negro nesse sentido, quando tentava desvendar, com a ajuda de um certo Mister W, a fórmula do molho do Big Mac ou a do Danoninho... Pra que isso? (Bruno Segadilha)




Gostou dos comentários do nosso crítico de TV? Então agora é a sua vez de opinar! Vote no seu programa favorito clicando aqui! E depois deixe seu comentário abaixo!

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sexta-feira 13



"Restaurante português é multado por explosão de lingüiça". Seria cômico se não fosse trágico. Leia aqui.

Escrito por Marcelo Katsuki às 17h37

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Hambúrguer & limonada



O chef Luiz Cintra do Saint Louis (R. Batataes, 242 - Jd. Paulista - Tel: 11-3051-3435) tem duas novidades: a primeira é que a casa está lançando hambúrgueres tradicionais com 110g, seguindo um padrão adotado por outras lanchonetes; mas os clássicos do St. Louis com 160g continuam no cardápio, nada de pânico, hehe. O bom é que os preços também se adequaram ao novo tamanho, então um Cheese Salada sai agora a R$ 9,80. Uma opção mais em conta (para esse padrão de hambúrguer), bem atraente para a garotada que tem que controlar o orçamento.

A segunda novidade é que eles fizeram uma pesquisa na casa (Databúrguer!) e descobriram que eles vendem muito mais limonadas do que Coca-cola, o que derruba o mito de que hambúrguer e refri são inseparáveis. Mas até dá para entender: você já provou a Berry Lemonade de lá? Deliciosamente vermelha! Se ainda não provou, tem mais um motivo para conhecer a simpática casa da Batataes... aih que saudades da minha antiga vizinhança!

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h52

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Festa pronta



"Finger Food" é o meu ideal de comida quando penso em receber uns amigos em casa. Primeiro porque é muito prático comer com as mãos e segundo porque eu prefiro que as pessoas mais bebam do que comam. Não é para embriagar ninguém não (embora seja até engraçado quando o povo começa a falar loucurinhas) mas é porque quando as pessoas comem demais elas ficam cansadas e logo se jogam nos tatames lá da sala, coisa chata! E reunião tem que ser divertida, com pessoas alegres e animadas, dispostas a se entreter depois de uma semana difícil.

Pois conheci na net um site de uma empresa especializada em "Finger Food"! Super bem feitinho, tem opções criativas que me pareceram deliciosas. A empresa pertence ao chef Fabio Guerra, que tem um buffet e resolveu aliar seu conhecimento de alta gastronomia a um serviço de delivery. O custo também me pareceu bem justo, basta usar a criatividade para montar kits bem equilibrados.



Além disso tudo, o site tem uma "calculadora de canapés" (adorei!) que indica a quantidade necessária em função do tempo de duração do evento e do número de convidados. E até disponibiliza a contratação de funcionários como garçons e barman e o custo de aluguel de equipamentos como talheres, pratos e outros ítens. Ou seja, sua festa ou reuniãozinha de fim de semana está toda lá. Agora ficou fácil.

Quer conhecer o site? Clique aqui.

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h02

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Nas bancas



Fui comprar a Playboy da Fani e a Seleções do Reader's Digest, pois me falaram que eu tinha saído na primeira como jurado da eleição do melhor hambúrguer da cidade e na segunda como indicação do Olivier Anquier como site favorito. U-hu! Nova Iguaçu!!! Ops...

Alás, a Playboy tá mais para 'cookboy' (ou seria 'foodboy'?), cheia de matérias legais sobre comida. Além da eleição do melhor hambúrguer, há ainda um roteiro do vinho na Borgonha, uma matéria enorme com o chef Mario Batali de Nova York (com direito a receita de lingüine!), um especial sobre cachaças (onde você descobre que a campeoníssima nem é cara!) além de uma entrevista com o Ferran Adrià e um teste para ver se você entende de cozinha. Ah, e tem a Fani BBB, claro.

Mas como banca de jornal é uma perdição, acabei comprando a edição desse mês da "Próxima Viagem" com um especial sobre as cidades mais saborosas do mundo, indicada por um júri de 22 especialistas com indicações de roteiro e fotos ótimas. E o mais bacana: São Paulo está entre as 5 cidades (Paris é "hors-concours"!). Tem também especial de vinhos em Mendoza e roteiro pela Serra Gaúcha. Já vi que hoje não vou dormir tão cedo...

P.S. esse 'post' é dedicado à minha amiga Tânia Graziadei, de Bauru, que sempre me diz : "Marrrcelo, o imporrrtante é estar na mídia", hehe. Bjs.

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h00

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O que tinha de ser



Sabia que o uísque favorito do Tom Jobim era o White Horse? Pois é o meu favorito também! Fiquei até feliz quando soube que sua última garrafa (comprada 7 meses antes dele falecer) havia sido entregue ao filho no final do mês passado em uma festa na "Pizza Park", no Leblon, onde ele costumava dar umas bebericadas. E pelo que me contaram, os executivos da "White Horse no Brasil" estão preparando uma caixa de acrílico para que a garrafa fique bem guardada e possa ser exposta pelo Brasil afora. Pois aqui no C&B você já vê a dita em primeira mão, hehe!

"Garçom, manda aí umas gotas de inspiração!"

Escrito por Marcelo Katsuki às 08h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Museu do Hambúrguer



Acabei de ver no A Hamburger Today (que aliás tem fotos incríveis) um video 'sinistro' sobre a origem do Museu do Hambúrguer.

O cara comprou um sanduba e esqueceu no bolso da blusa por um ano até reencontrá-lo intacto, inclusive com cheiro. Hein? Tá me cheirando a caô, isso sim, hehe. Se bem que no DVD de "Supersize Me" um dos extras mostrava exatamente a incrível 'não' decomposição das batatas fritas, confere? Então clique aqui para conhecer o museu; veja o filminho e tire suas próprias conclusões.

Escrito por Marcelo Katsuki às 08h43

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Desconstrução da Pavlova


[Só falta piscar]


A Pavlova é uma torta de merengue criada para homenagear a bailarina russa Anna Pavlova. Fácil de fazer e muito saborosa, foi minha opção de última hora para um jantar recente. Mas tão de última hora que, sem tempo para assar o 'merengão' da base, acabei improvisando com 'suspiros'. E já que ia virar qualquer outra coisa que não uma Pavlova, acabei extrapolando e montei a torta dentro de um globo de vidro. Os mais ortodoxos certamente me censurariam e a Pavlova em si daria rodopios no caixão se visse o 'estrago', hehe!

Como eu fiz? Lavei e cortei morangos, carambolas e amoras (mas podem ser kiwis e maracujás também). Bati meio litro de creme de leite fresco com 2 colheres de sopa de açúcar até dar ponto de chantilly. Intercalei os suspiros com o chantilly e as frutas até completar o globo de vidro. Na hora de servir foi aquele 'melequê', mas doce bom é aquele em que a gente se lambuza todo pra comer e todo mundo repetiu! Até eu que não sou nenhum formigão.

Ah, com o que sobrou ainda montei um 'copo Pavlova', daí pensei que podia ter servido a sobremesa em vários copinhos, eita! Uma saída mais hype que certamente teria me livrado do constrangimento que foi adentrar a sala abraçado àquele aquário psicodélico. Too late...


[Versão 'no copinho']

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h03

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Último desejo

Último desejo



Passei o feriado no meu refúgio favorito, a Ecopousada Pedra Grande que fica a uma hora de São Paulo. Ginástica pela manhã, banho de cachoeira, filmes (levei meu Macbook para trabalhar um pouco mas fiquei só vendo DVDs!), livros, vinhos, jogatinas e muita comida pra variar. E no meio de verduras orgânicas e algumas carnes, apareceu um singelo Espaguete ao Sugo. Foi daí que ouvi da Falcs um suspiro: "se eu estivesse no corredor da morte, esse seria meu último pedido: espaguete ao sugo com polpetine". Comfort food antes de 'bater a caçoleta'!

Aquilo me deixou pensativo. Daí a Carla emendou: "eu iria pedir um torresminho e um acarajé, já que ia pra forca mesmo!" Jesus toma conta dessa baiana!!! A Julia iria de pão com ovo (tá que ela é simplesinha, hehe), o Manu pediria pirão de cozido e a Little atacaria de cozinha lituana (não me lembro do nome do prato, era cokum-alguma coisa). Ainda não sei o que pediria, acredita? Com tantos 'favoritos' tá difícil de me decidir. E você, qual seria seu último desejo gastronômico? Participe da enquete, 'abra seu estômago' nos comentários. E vida longa!


[Há uma luz no fim do túnel!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h28

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Mixer | PermalinkPermalink #

Encontro apimentado

Encontro apimentado



No próximo dia 17 de abril, o Chef João Belezia promove junto com Nelo Linguanotto, proprietário da Bombay Herbs & Spices, primeira loja de ervas, especiarias e pimentas do Brasil o Encontro Gastronômico Especial Pimentas

Nelo é também autor do primeiro livro brasileiro sobre pimentas, o "Dicionário Gastronômico Pimentas". No encontro o autor vai dar dicas de como secar pimentas, fazer conservas, vinagres, azeites, geléias e pós. E o chef João Belezia irá elaborar pratos e sobremesas usando pimentas adequadas para evidenciar o sabor de cada receita.

Encontro Gastronômico - Especial Pimentas
Horário: 19h30
Local: Rua Capitão Otávio Machado, 667 - Chácara Sto. Antônio - S.Paulo
Investimento: R$ 100,00 por pessoa. Descontos especiais para casais e grupos.
Inscrições: (11) 5183-7159 ou encontrosgastronomicos@joaobelezia.com

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h54

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Evento | PermalinkPermalink #

Japão à Brasileira

Japão à Brasileira



Japão à Brasileira é um evento que acontecerá no Mercado Municipal de São Paulo nos dias 15 a 22 de abril de 2007 com especialistas japoneses trazidos pela Fundação Japão. A culinária japonesa e a contribuição dos imigrantes são os temas principais do evento, que antecipa as comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, em 2008.

Serão oferecidas atividades diversas e gratuitas, como workshops de culinária, exposições, shows e oficinas culturais abertas ao público. No sábado e no domingo (15, 21 e 22 de abril), grupos de danças e músicas folclóricas japonesas vão se apresentar no palco, trazendo danças e instrumentos musicais típicos, como o taikô (tambor), o shamisen e a flauta japonesa (shakuhachi). Vai perder? Eu não, já me inscrevi num workshop!



Japão à Brasileira
Data: 15 a 22 de abril de 2007
Local: Mercado Municipal Paulistano
Rua da Cantareira, 306 - Entrada gratuita
Site: Japão à Brasileira

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h07

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Evento | PermalinkPermalink #

Comida di Buteco - BH

Comida di Buteco - BH



Começa no dia 9 de abril (segunda-feira) em Belo Horizonte o Comida di Buteco, festival que reúne os bares locais para uma disputa que vai eleger os cinco melhores 'butecos' da cidade (assim como no Boteco Bohemia de S.Paulo).

Em sua oitava edição, o festival reúne o maior número de bares participantes de toda sua história: são 41 estabelecimentos disputando durante 31 dias a preferência do público nos quesitos: Tira-gosto, Atendimento, Higiene e Temperatura da Cerveja. Os freqüentadores têm até o dia 9 de maio para percorrer a cidade experimentando os petiscos e avaliando.

E a Festa da Saideira (uh-la-lá!) acontece de 17 a 20 de maio no Espaço Funarte Casa do Conde, na rua Januária, 130, Floresta. Clique aqui para conhecer os participantes e outras atrações do evento.

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h19

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Evento | PermalinkPermalink #

A primorosa cozinha da Adega Santiago


[Balcão de ostras na 'vendinha' da Adega: rústico 'alinhado']


Na semana passada fui conhecer a Adega Santiago. A "Adega" é um mix de bar e restaurante com ambiente informal mas cozinha impecável com um imponente forno a lenha que finaliza boa parte dos pratos. A ambientação, toda criada em tijolinhos aparentes e muita madeira, cria um cenário rústico onde a luz rebaixada em tons quentes define uma atmosfera de intimidade e aconchego. A freqüência é variada, mas nota-se uma majoritária presença adulta.


[Tapas com Jamón, tâmaras secas, queijo manchego, tapenade, atum marinado, uih!]


Bastou uma rápida olhada no cardápio para eu me perder completamente. Me perder no bom sentido, claro, fico em estado de excitação quase infantil diante de perspectivas gastronômicas estimulantes. E para minha felicidade, todas as expectativas foram coroadas com louvor!


[Croquetes de Jamón, pato e bolinho de bacalhau]


Felizmente na Adega você pode pedir meias-porções para poder provar todas as delícias do cardápio. E como há muitas opções de bocados, dá para fazer uma verdadeira degustação da cozinha ibérica. A Espanha aparece muito bem representada pelas tapas, embutidos e paellas enquanto a cozinha portuguesa esbanja sabores e texturas com bolinhos de bacalhau, alheiras e bacalhoadas primorosas.


[Espetadas do Mar na grelha: polvo, lula e camarão no ponto! ]


Daí você deve estar pensando: "que exagero, o moço deve ter tomado muito vinho e perdeu a noção", hehe. Nada disso, todos os pratos que provei eram puro sabor! A excelente matéria prima, como jamón Pata Negra e bacalhau Gadus Morhua por exemplo, garante sabor autêntico e qualidade ao cardápio criado pela chef Ana Soares. Os bolinhos de bacalhau (6 unid. a R$ 14,80) são 'importados' do Bar Espírito Santo, do mesmo dono da Adega. É notório o esmero da cozinha, o que talvez explique o sucesso da casa, sempre lotada.


[Tostadas de funghi no pão rústico]


Além disso há um competente sommelier que indica os vinhos entre os mais de 200 rótulos da casa, onde se destacam os espanhóis e os portugueses com bons exemplares de Portos e Jerez. Há vinhos para todos os bolsos além de opções em taça, uma maravilha! Tomei um tinto na faixa de R$ 50,00 com meus petiscos e finalizei com uma taça de Esporão para acompanhar a Bacalhoada, 'poucos taninos e grande maciez', sugestão do sommelier. Foi perfeito.


[Meia-porção de Gambas al Ajillo, preparadas no forno a lenha]


As tapas e tostadas utilizam um pão rústico sensacional que confere leve crocância e maciez, muito adequado para quem tem gengivas sensíveis como as minhas, hehe. Meu favorito foi o de jamón com queijo e tapenade, mas o de atum também não ficava atrás. E os croquetes? Super crocantes por fora e cremosos por dentro! O bolinho de bacalhau então! Aih aih...


[Arroz de Polvo: sabor rico]


Provei a Espetada do Mar (2 unid. a R$ 35,00), executada na grelha de carvão; chega na mesa quase estalando e o sabor é pura maresia, só faltou a brisa. Na seqüência, perfumadas Gambas al Ajillo (R$ 33,50) preparadas no forno a lenha com muito alho, azeite e pimenta vermelha. Como ainda queria provar o bacalhau, pedi uma mini-porção do Arroz de Polvo (R$ 39,00 a porção inteira), que tinha um caldo muito rico, mas era preparado com arroz agulhinha. Não sei se foi intenção do chef criar algo mais rústico, mas acho que aquela beleza de caldo bem que merecia um grão mais 'encorpado'.



[O hit da casa: Bacalhau na Lenha, R$ 89,00 para duas pessoas]


Quando a 'pequena' porção de bacalhau chegou, foi uma cena. O prato é preparado no forno e chega à mesa incensando o salão com suas postas altas de peixe apoiadas sobre fatias de batatas, cebolas, pimentões, azeitonas e muuuito azeite. Provei o vinho sugerido pelo sommelier, coloquei o bacalhau na boca e quase chorei quando vi que não conseguia comer mais nada. Mas sou brasileiro, não desisto nunca: comi bravamente a posta que me cabia e ainda me atrevi a pedir churros de sobremesa. Isso sim é superação, hehe!


[Legumes grelhados, Robalo com salada e a Paella individual]


Os churros? Fritos ha hora, são passados no açúcar e vêm com dois potinhos: um de doce de leite Aviação e outro de calda de chocolate feito na casa. Não sei se eu já tinha transcendido qualquer limite do meu corpo, mas ele pedia por mais e mais churros. Fui forte. Antes da partida, uma breve conversa na adega da "Adega" sobre vinhos argentinos. "Altos Las Hormigas" parece ser minha melhor relação custo-benefício nesse momento. Aprovadíssimo!


[Churros quentinhos, quem resiste?]


Adega Santiago
R. Sampaio Vidal, 1072 - Jd. Paulistano - São Paulo/SP
Tel: 11-3081-5211

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h41

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Caldeirão do Kats

O nego não surtou e nem virou bruxo não! É que hoje tem de tudo aqui, tá quase um tabuleiro!



Mais um evento imperdível e gratuito na Fundação Japão: no dia 11 de abril (quarta) o chef Jun Sakamoto vai discutir com o estilista Jum Nakao um assunto que intriga os pesquisadores de cultura japonesa: a efemeridade e a impermanência como elementos da criação estética. Jun x Jum revelam a arte do efêmero com mediação da pesquisadora Christine Greiner, desvendando a essência dos sabores e da estética. Pra botar na agenda! Endereço: Av. Paulista, 37 – 1º andar. Inscrições pelo e-mail: info@fjsp.org.br. Informações: (11) 3141-0110 / 3141-0843.






O Obá (Rua Melo Alves, 205, Jardins - Tel: 11-3086-4774) vai comemorar a páscoa com uma caça aos ovos à moda antiga e um bacalhau bem brasileirinho. As crianças que forem ao restaurante domingo, dia 08, poderão procurar os ovinhos e também coelhinhos de pelúcia escondidos pelos quatro cantos do restaurante. E o "Bacalhau do Anjo", criado para a data pela chef Aninha González, ganhou um toque mais brasileiro: lascas crocantes de batata e batata doce! E quem pedir o café para fechar a refeição poderá escolher um mini-ovo entre diversos sabores.






No dia 11 de abril inaugura na cidade maravilhosa a Bráz Rio (Rua Maria Angélica, 129 - Jd. Botânico/Rio - Tel 11-2535-1375). Com 4 unidades em São Paulo, a rede ficou famosa por sua pizza verdadeiramente tradicional, sem 'invencionices', elaborada com embutidos artesanais e queijos especiais, além de tomates importados da Itália. Bem providencial, depois que vi aquela matéria no "Rio Show" sobre pizzas de sushi e até pizza de bife com fritas, Senhor, me deu um frio na espinha! A Bráz faz pizzas tão maravilhosas como a cidade. Cariocas, vão lá conferir e depois me contem!






O Restaurante North Grill (Shopping Frei Caneca, R. Frei Caneca, 569 - 3º piso - Tel: 11-3472-2038) preparou para o dia 17 de abril o "Jantar Harmonizado com Vinhos Chateau Los Boldos". Mendes, expert em vinhos que comanda a casa, preparou um cardápio caprichado com pratos como Atum Laqueado com Carpaccio de Pupunha, Raviolis de Avestruz, T-boninho de Cordeiro, além de entradinhas e sobremesa, tudo harmonizado com edições Reserva Especial e Grand Cru da vinícola, por R$ 95,00 por pessoa. O valor inclui ainda água e café.






A Chef francesa Marie Anne Bauer do Restaurante Las Palmas do Gran Meliá Mofarrej (Al. Santos, 1437 Cerqueira César - Tel. 3146-5911 r. 3153) preparou um almoço especial de Páscoa com música ao vivo e recreação infantil, além de sorteios de jantar e hospedagem no hotel. Os destaques do cardápio ficam para o Bacalhau a Biscayana, Confit de pato com caqui e Chester ao molho de chocolate. O preço é de R$ 110,00 por pessoa, incluindo água, refrigerante, suco e 1 taça de espumante.






A Viandier Casa de Gastronomia (Al. Lorena, 558, Jardins - Tel: 11-3057-2987) está com várias novidades em presentes para a Páscoa, além de um menu especial para os dias 5, 6, 7 e 8 de abril assinado pelo chef Gustavo Iglesias com Lombo de Bacalhau, Ragu de Cordeiro e Bacalhau com purê. E a programação de cursos para o mês de abril pode ser acessada clicando aqui.






Hoje tem até Bahia, aquele axé!!! O restaurante Amado (Av. Lafayete Coutinho, 660 - Bairro do Comércio/Salvador - Tel: 71-3322-3520), comemora seu aniversário de um ano nos dias 10 e 11 de abril, com menu especial criado pelos chefs Edinho Engel e Paulinho Martins, do Restaurante Dedo de Moça (Itacaré). Uma novidade é que os pratos serão elaborados utilizando o processo de cocção em baixa temperatura (inferior a 70ºC) e vácuo. Os clientes poderão provar o menu criado pelos chefs no almoço e jantar. São três amuse-bouches, uma entrada, dois pratos e uma sobremesa por R$ 140,00 com delícias como o Bacalhau confitado e o Magret com foie gras (bebidas e serviço não estão incluídos).

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h26

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Harmonizando vinhos e bacalhau


[É tempo de bacalhau!]


Aproveitei o encontro com a sommelière Carina Cooper e a proximidade da Páscoa para pedir algumas dicas de vinhos para acompanhar os pratos de bacalhau. Mas o desafio foi: "vinhos bons e baratos, daqueles que a gente encontra fácil em supermercados".

Como toda carioca sangue-bom, Carina não fugiu da raia. Muito pelo contrário, foi logo cedo ao Pão de Açúcar e achou algumas opções para 4 pratos básicos de Semana Santa. Abaixo as indicações da sommelière.


Bolinho de bacalhau: um bom espumante nacional (Salton Brut R$17,90)

Salada de lascas de bacalhau: vai bem com um Chardonnay sem madeira (como os argentinos), um C. Mendes a R$18,90, Finca Flichmann, Quara, há muitos mesmo!

Bacalhoada: com Vinho Verde como os portugueses, Casal Garcia, Gazela.

Bacalhau à Gomes de Sá: com um espanhol tinto como o "4 Estaciones" a R$15.90 ou um tinto português (Montado a R$19,90).

É isso aí! Todos os vinhos abaixo de R$ 20,00, beleza!




E para não deixar de aproveitar as dicas da Carina com essa ótima combinação da entrada, segue a receita do Bolinho de Bacalhau do restaurante "A Bela Sintra", que aprendi no ano passado (a foto não é de lá mas a receita é autêntica!).



- Frite no azeite 200g de alho picado com uma cebola picadinha. Apague o fogo.
- Junte 1kg de batata cozida e passada na peneira e 1kg de bacalhau já cozido e desfiado.
- Adicione 4 ovos batidos e um maço de salsinha picado, sal e pimenta do reino a gosto.
- Faça os bolinhos com as mãos e frite em óleo bem quente.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Mocotó: gostinho de sertão


[Vista parcial do interior do restaurante]


Demorei demais para ir conhecer o Mocotó mas meu début não poderia ter sido mais divertido. Domingão ensolarado, calor, casa lotada e uma ligeira ressaca por conta de três festas na noite anterior devidamente rebatida com um gole de cerveja beeem gelada. Logo conseguimos uma mesa nos fundos, no simpático "puxadinho" da casa, onde o maior luxo era a corrente de vento incessante que dava uma agradável sensação de praia. Brisa fresca!


[Meu "Moco-trio": tapioca, feijão-de-corda e mocofava]


Eram duas da tarde e como não tinha tomado café da manhã fui logo pedindo uma tapioca, uma mocofava e um feijão-de-corda (básico o moço) enquanto aguardava a chegada da Roberta Malta, que não tardou a aparecer. Juntaram-se a nós também a sommelière Carina Cooper e o crítico Josimar Melo. Com tantos 'especialistas', pela primeira vez me vi livre de uma função que sempre sobra pra mim: escolher os pratos da mesa. Ficou tudo por conta da Roberta, que circulava pela casa como se tivesse crescido ali.


[Queijo grelhado na manteiga de garrafa com melado de cana]


O Mocotó é um restaurante/bar despretensioso e que realiza a melhor comida do sertão nordestino que já comi em São Paulo. Os pratos têm uma apresentação mais cuidadosa mas os temperos e sabores são autênticos, preservando a simplicidade da cozinha sertaneja. Quando dei a primeira colherada na Mocofava me senti transportado instantaneamente para algum daqueles adoráveis restaurantes de estrada do Nordeste onde costumo fazer a festa! O sabor marcado por cominho na medida exata, o perfume do coentro, a manteiga de garrafa, o torrãozinho de rapadura. Todas a boas memórias gustativas desse nipo-nordestino vieram à tona com uma boa dose de nostalgia que só o aconchego de uma boa comida pode proporcionar.


[O cremoso escondidinho gratinado com queijo de coalho]


O cardápio traz na primeira página a história do seu Zé, que deixou o sertão de Pernambuco para se aventurar em São Paulo. A casa, pequena a princípio, servia mocotó em copinhos e funcionava como um entreposto de produtos nordestinos. O sucesso não demorou obrigando a ampliação da casa que tem hoje a cozinha comandada pelo filho, o chef Rodrigo Oliveira, que apesar da formação acadêmica procurou preservar a autenticidade das receitas e a filosofia da casa de oferecer comida boa e barata. Sorte a nossa!



[Baião-de-dois e Farofa de Banana da Terra]


Além do meu "combinado" inicial, provei também um saboroso Baião-de-dois (de R$2,50 a R$8,90), incrementado com queijo, lingüiça, bacon e carne seca e um Escondidinho (R$ 8,90) gratinado com queijo de coalho com um purê tão cremoso de mandioca que derretia na boca. O recheio de carne desfiada trazia ainda requeijão.


[Carne de sol grelhada e Alho assado]


Comi também a Carne de Sol na Brasa, com um alho confitado que se desmanchava como um patê sobre as fatias de carne. E uma Farofa de Banana da Terra divina, daquelas que a gente come pura. Ah, e chips de mandioca também, crocantes, sequinhos, e Queijo-de-coalho dourado na manteiga de garrafa com melado de cana.


[Torresmo "sushi" e Chips de mandioca]


Uma das coisas mais deliciosas foi o "Torresmo-sushi", como chamou o Josimar, um torresmo com formato similar ao sushi mas sequinho e com a pele 'pururucada', irresistível, foi um croc-croc sem fim na mesa. Até comprei duas porções para comer em casa "assistindo ao dr. Dráuzio Varella no Fantástico falando sobre colesterol!" sugeriu a Roberta. Kkkkkkkk, pior foi quando descobrimos que o dr. Dráuzio também freqüenta a casa e tem até um prato exclusivo lá, feito sob encomenda. Tá vendo, o Mocotó é Fantástico, hehe!


[Cachaça, cana, pinga, birita, baronesa, branquinha, malvada, abrideira, água que passarinho não bebe, engasga-gato, januária, cobertor de pobre]


E entre alguns copos de cerveja, provei as cachaças, outro forte da casa. São mais de 300 marcas! Algumas aromatizadas com frutas, outras licorosas, com mel, mas a campeã foi a "Serra Limpa", uma paraibana arretada que agradou a todos.


[Doce de jaca]


E de sobremesa provei a Jaca em calda com queijo e o Sorvete de Rapadura, cheio de pedacinhos misturados à massa, de fabricação caseira. Docinho, docinho...


[Atolaram o bode!!!]



[Leve o Mocotó pra casa! Eu levei.]


E assim foi a minha tarde ensolarada de domingo na Vila Medeiros. Muito iluminada, com brisa fresca, ótima companhia e muitas risadas, bebidas para elevar o espírito e uma comida divina. Vou voltar correndo!


[Rubão, eu, chef Carlos Ribeiro, Josimar, Marina, Roberta, Carina e o chef Rodrigo em pé: tarde 'na laje'!]


Mocotó
Av. Nossa Senhora do Loreto, 1100
Vila Medeiros - São Paulo
Tel: 11-6951-3056

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h33

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

BUSCA NO BLOG


TWITTER

    Twitter RSS

    ARQUIVO


    Ver mensagens anteriores
     

    Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
    em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.