Na semana passada meu amigo P.A. me convidou para um jantar em comemoração ao seu novo endereço. Ele havia acabado de se mudar para um flat ali na Haddock Lobo, no meio do burburinho dos Jardins. Como não sou de recusar convites e nem de explorar amigos, sugeri comermos no restaurante do flat mesmo, para surpresa dele. Mas surpreendente mesmo foi ele descobrir que estava morando em cima do Amadeus, kkkkk!
O Amadeus é um restaurante tradicional e que tem uma jovem e talentosa chef, a Bella Masano. O ambiente de mobiliário clássico e luz tênue não chega a ser suntuoso mas o clima intimista emoldurado pelo som do piano é muito agradável. A brigada é eficiente e a chef desfila pelo salão para receber os clientes (que parecem antigos amigos dos pais, imagino, pois eu e P.A. éramos os mais jovens do recinto, vejam só!).
Ocupamos a última mesa livre, ao lado de uma bela mesa posta para 8 comensais que realizavam uma harmonização de vinhos carésimos. P.A. me olhou preocupado: "e agora, o que vamos beber, olha essa mesa ao lado!". "Um bom espumante nacional", sugeri. Mergulhado num balde cheio de gelo, quem vai saber se a gente está bebendo Salton ou Don Perignon (como nosso vizinhos)? Chamei o elegante senhor que nos atendia (seria o sommelier?) e solicitei o espumante nacional da carta de vinhos. Ele respondeu com o olhar mais reprovativo possível, mas insisti: "está na carta". Aih aih...
Depois de relaxar com a primeira tacinha, comecei a devorar o cardápio enquanto era servido o couvert: um refrescante consomé, pãezinhos variados, manteiga aromatizada, antepastos e mexilhões muito bem temperados. Acho que me empolguei logo de cara e comecei a fazer algumas fotos discretamente, sem flash, com a câmera escondida entre as mãos.
Como queríamos provar uma entrada antes de pedir os pratos, perguntei se seria possível dividir um "Carpaccio de anchova negra com pupunha" e a resposta foi não. Diante de minha insistência, serviram um prato inteiro e nós mesmos dividimos, sem problemas. Aliás, o Guia da Folha deu hoje uma matéria ótima sobre essa questão de "divisão de pratos", muito esclarecedora. Mas o 'carão' valeu a pena: o sabor e o perfume defumado da anchova recompensaram meu empenho. Já estávamos prontos para pedir o prato principal.
Antes mesmo que escolhêssemos os pratos, fomos brindados com Bolotas de melão congeladas mergulhadas em calda de vinho do porto e salpicadas de hortelã. Um detalhe tão pequeno, um efeito tão grandioso.
P.A. se empolgou com o "Prato do Pescador", linguado, lula, camarão, mexilhões e legumes preparados na grelha. Tudo impecavelmente no ponto, mas o linguado estava especialmente saboroso, com um cheirinho de fumaça, intenso mas delicado (sim, eu revirei o prato dele com meu garfinho). Aliás, comi os legumes também, já que ele não gosta e eu prezo pela alimentação saudável, hehe.
Eu fui de "Camarões gigantes salteados em ervas com alcachofrinhas". E eles eram gigantes mesmo, mal cabiam no prato. Tinham um sabor incrível, é tudo o que posso dizer. Veio no ponto: cozimento, sal, textura, aroma... Ah, como é prazeroso quando se acerta na escolha. Naquela altura dos fatos, nosso vizinhos, já embalados pelas taças de vinhos e King Crabs falavam e gesticulavam efusivamente, alguns de pé circulando ao redor da mesa.
Depois de me deliciar com um dos melhores pratos de camarão que já comi, passamos à leitura do menu de sobremesas, sem a menor preocupação com a balança, a pança, o shape sinuoso. Optei pela "Sachertorte", uma torta austríaca de chocolate recheada de damascos. Chocolate amargo e damasco? Perdição das boas! P.A. foi mais longe: escolheu a "Banana da Fazenda de Engº Schmidt", preparada no forno com calda de tamarindo, licor de café e sorvete de chocolate. Um dos sabores mais inesperados e originais dos últimos tempos. Combinação inusitada e de resultado marcante: tipo ame ou odeie. Nós amamos, com certeza!
Quando chegou o café com chantilly e bombons de uva, eu pensava apenas em finalizar a refeição e ir embora. P.A. insistiu: "você não vai fotografar?". Eu não queria, mas assenti. Tirei a máquina do bolso, apontei para o pratinho e "flassshhh", causei o maior clarão na mesa dos vizinhos enófilos, naquele momento já dispersos, garrafas secas, cabeças tranquilamente depositadas sobre a mesa num breve cochilo. Foi como um grito de gol no meio da missa. Aih aih, tanto cuidado para ser discreto e estrago tudo no último 'frame'? "Vamos embora!"
P.A. pediu a conta e diante dos dígitos generosos (mas plenamente justificados pela memorável refeição) me ofereci para pagar metade, o que foi prontamente recusado. Ainda ganhei o prato da Boa Lembrança e parti ao som do piano onde um senhorzinho embalava um ótima bossa nova, bem 'fim de noite'. O corpo mais pesado, a alma bem levinha... Ah, como é bom comer bem ainda mais na companhia de amigos generosos, hehe.
Amadeus Rua Haddock Lobo, 807 Cerqueira César - São Paulo - SP Tel.: 11-3061-2859
Da 'cozinha do inferno' para a redenção. Depois de ser eleito o "homem mais admirado na Inglaterra" numa enquete da revista Esquire, o chef Gordon Ramsay volta agora com uma missão nobre: reerguer restaurantes quase falidos. O prazo é uma loucura: uma semana para reverter a situação de quase falência dos lugares e deixá-los tinindo! Santo milagreiro!!!
A série se chama Ramsay's Kitchen Nightmares e estréia na próxima quinta-feira, dia 26 às 22h30 no GNT (Canal Globosat - NET/Sky). A série até já ganhou o Emmy Awards de 2006. Confesso que não era muito fã do "Hell's Kitchen", mas o foco de 'transformação' proposto por esse novo programa me deixou bastante curioso (e pode inspirar muita gente a melhorar o seu próprio negócio!). Vale conferir.
Horários Alternativos: sextas, às 10h - sábados, às 20h30 - quartas, às 14h.
Nessa semana, a Doralice (querida amiga que acompanha a jornada desse blog e está sempre dando valiosas dicas) enviou um link do site do Sergio Bastos, um ilustrador lá de Belém do Pará, que retrata o cotidiano da cidade com uma delicadeza ímpar. Dá uma olhada no portfólio. Crianças, pescadores, vendedores de frutas e até uma preguiçosa rede sob duas frondosas árvores me proporcionaram um momento de contemplação reconfortante no meio da tarde corrida. Às vezes é preciso dar uma freada, tomar água, esticar as pernas, apreciar a paisagem ainda que acinzentada para não 'derrapar na curva'. Foi bom me lembrar disso.
Um vendedor de açaí! A ilustração acima retrata a cena do preparo da fruta, amassada em máquina e reflete a realidade da cena paraense; lá quase todo mundo vai, ainda de manhã, comprar o açaí para tomá-lo no almoço ou após, como sobremesa. Quem me disse foi a própria Doralice, que é uma especialista em frutas da Amazônia. Aliás, a Doralice está fazendo uma pesquisa sobre o tema que deve render um livro belíssimo. Algum editor interessado? Outro dia ela me enviou uma foto de abio, e foi uma viagem no tempo instantânea. Passei muitas tardes ainda criança no muro da casa dos meus primos chupando abio, entre risadas e 'guerras de caroço'. Nunca mais havia visto a fruta. Foi muito bom recordar isso tudo.
["Turva... Sgroppina babadeira... kkkkkk", diz a legenda!]
O Johnny Luxo me escreveu hoje perguntando onde tem 'Sgroppino' na cidade. Alguém sabe? Aliás, alguém sabe do que se trata? Eu perguntei se era algum remédio, kkkkk! Ele me disse que era uma bebidinha leve, uma coisa 'girlie', que ele tomou em seu tour pela Itália. Fino o moço, e como diz minha amiga Rita, L-U-X-O!!!
Como eu sempre pedia música para ele durante seus sets (coisa que não fiz mais depois que senti na pele o quanto isso é inconveniente, hehe), me senti no dever de ajudá-lo em sua busca. Ainda não encontrei nenhum bar que sirva, mas pelo menos a receita tá na mão (e é bem legal, acho que vale experimentar nessas tardes ensolaradas).
Sgroppino
1 taça de Prosecco gelado (ou champanhe) 2 colheres de sopa de vodca gelada 1 colher de sopa de sorvete de limão Folhas de hortelã para decorar
Há duas maneiras de se fazer: divida o Prosecco e a vodca em duas taças, adicione meia colher de sorvete em cada, salpique a hortelã e sirva imediatamente. A outra é batendo tudo no mixer, o que resultará numa bebida cremosa como um frozen (mas acho que deve perder o gás). Bueno, liberdade de escolha! Tin-tin e Alelux!!!
P.S. Parece que tem Sgroppino no Piola, mas feito de sorvete de limão, vodca e leite condensado. A conferir.
O Empório MGI Ltda. (Av. Dr. Arnaldo, 1318 - Sumaré) apresenta HOJE, 18, às 20h, em sua Confraria Queijo & Vinho, uma palestra seguida de degustação de Vinhos do Porto com a presença de Carlos Cabral - um dos maiores especialistas mundiais no assunto. Serão degustados 4 vinhos, com pães, queijos e frutas. Custo de R$ 60,00 e informações com Sandra pelo tel: 11-3873-3179. Na ocasião poderá ser adquirido a preço promocional o mais recente livro de Cabral: "Porto um vinho e sua imagem".
Abre nesta quinta-feira, dia 19, com coquetel às 20h30 no Restaurante Fulô (Rua Haddock Lobo, 899 - Jardins - Tel: 11-3081-7769 ), a exposição "Nossa Tribo", da fotógrafa Rosa Gauditano. A exposição mostra os índios em suas atividades rotineiras captadas pela fotógrafa em 10 anos de viagens pelo Brasil em visita às tribos Carajás, Kayapós, Yanomamis, Xavantes, entre outras. Às 21:30 h será apresentado o vídeo "Darini – Iniciação Espiritual Xavante" que ganhou prêmio de melhor documentário indígena na Mostra de Cinema da Cidade do México.
Pra quem gostou do post de "finger food", nessa sexta, dia 20 às 19h30, tem o curso "Entradas e Petiscos II" com o Chef Carlos Ribeiro na Viandier Casa de Gastronomia (Al. Lorena, 558, Jardins - Tel: 11-3057-2987). Serão ensinados canapés, envoltines, bocados de pepinos e de abóbora com pesto de nozes, tartelettes de truta defumada, sushi, polenta com creme de bacalá, samosas, maçãs caramelizadas e o delicioso drinque mexicano Vuelve a la Vida.
Os vinhos da linha "Terranova" da Miolo Wine Group também aderiram às embalagens "bag in box" de 3 litros (4 garrafas) e 5 litros (6,5 garrafas). Além de prática e econômica, as novas embalagens preservam as característica do vinho por aproximadamente 30 dias após sua abertura. Ótimo para festas e piqueniques. Melhor ainda com vinhos de qualidade, aprovadíssimo!
O restaurante Caroline (Rua Oscar Freire, 145, Jardim Paulista - Tel. 11-3068-0601 ), realiza entre 20 de abril e 20 de maio um Festival de sanduíches no pão-folha. Criados pela restauratrice Malu Facchini, seguem a receita de sucesso dos pratos da casa: saborosos e de baixa caloria, como o de Peito de peru light, mozarela de búfala light e chutney de manga (R$ 16,50) e o de Carpaccio, cream cheese, cebola caramelizada, tomate seco e azeitonas verdes (R$ 14,50). Todos acompanham saladinha, sendo uma ótima opção para um almoço ligeiro, mas com muito estilo.
E para encerrar essa 'agendinha', uma receita enviada pela Arosa. Salivei!
Torta de Camarão com massa folhada
Ingredientes - 1 pacote de 300 g de Massa Folhada Laminada Arosa - 3 colheres (sopa) de azeite - 1 cebola picada - 3 dentes de alho amassado - 500 g de camarão - 3 colheres (sopa) de molho de tomate - 2 colheres(sopa) de farinha de trigo - 200 ml de leite - 100 g de requeijão - 1/2 xícara (chá) de salsa picada
Preparo - Refogar a cebola e o alho no azeite, acrescentar o camarão e o molho de tomate e cozinhar por 5 minutos. - Dissolver a farinha no leite e misturar no refogado mexendo em fogo brando até engrossar. Retirar do fogo, adicionar o requeijão e a salsa. Esfriar. - Cortar a massa folhada no formato de um coração (para o fundo e cobertura). - Colocar o recheio sobre a massa deixando uma borda de 1,5 cm sem recheio, umedecida com água. Cobrir com a outra lâmina de massa e gelar por 10 minutos - Pincelar com um ovo batido e assar em forno pré-aquecido a 200°C por 35 minutos.
O Bruno volta na semana que vem para comentar os programas dos canais pagos, êêê!!! Mas hoje ele dá uma passadinha rápida para reparar o deslize com o Chef Allan. A gente quis caprichar na receita mas acabou esquecendo um ingrediente... acontece. Fala, Bruno!
O povo reclamou com toda razão. Na lista de programas da TV, havia uma ausência imperdoável: deixei de mencionar "Mestre Cuca", atração comandada pelo chef Allan Vila, 48, na Rede Mulher. Para me redimir, conversei com ele sobre o sucesso de seu programa e suas receitas.
"Fico muito feliz. Estou no ar há dez anos e priorizo receitas que todo mundo pode fazer. Tento sempre variar o cardápio e não dar nada regional, porque certamente algumas pessoas não vão encontrar os ingredientes".
Sobre os programas de culinária na TV, o chef é categórico ao afirmar: "Acho todos fracos, porque seus apresentadores não sabem cozinhar. Então, nem sempre conseguem resolver problemas na cozinha. O melhor, na minha opinião, é o da Cátia Fonseca, porque, já que ela não sabe cozinhar, faz o papel de advogada do diabo, pergunta tudo aos chefs, faz o papel do telespectador", diz o chef, que não gosta de fazer doces. "É tudo muito calibrado, técnico, não há improviso".
Na TV paga, acha que a grande falha são os ingredientes, inexistentes no Brasil. "Em um mercado na Inglaterra, por exemplo, você acha tudo, mas aqui, não...".
Então tá certo, chef Allan. Estamos resolvidos. (Bruno Segadilha)
Edição "de bolso" do Grande Livro de Receitas (Ediouro). Bolso??? Só se você ainda usa calça baggy (áfe!), daí sim terá um bolso à altura do 'volume' do livrinho, hehe. São mais de 600 receitas, TODAS COM FOTO (importante!), papel couchê, enfim, não cabe nem na pochete. Eu falei pochete? Calça baggy??? Jisuis!!!
Mas o livrinho é ótimo! Tem muitas receitas de bucatini (o macarrão da minha infância) e mais de 10 tipos de focaccia (pra alegria do meu amigo DFJ), sem falar de saladas, doces, carnes e risotos. Tem sempre aquelas loucurinhas tipo Sorvete de Parmesão e Sanduíche Frito que a gente também se diverte fazendo. Eu abri aleatoriamente e deu nessa página abaixo. Nostalgia, lembra do filme? Towanda!!!
Encontrei o Bruno Segadilha, 28, redator de TV da Ilustrada numa festa do DJ Fabilipo no Clube Gloria e inspirado por algumas tacinhas, pedi para ele comentar os programas de culinária da TV aberta. Ele topou na hora, ficou super animado! Tá vendo, a gente arruma pauta até naquele momento 'pista', hehe! Com vocês, o Bruno:
"Culinária na TV não é algo exatamente novo. Ofélia Anunciato e Etty Fraser já conheciam esse formato na década de 80 e ensinavam receitas à tarde para as donas-de-casa esperarem seus maridos. Naquela época, as apresentadoras faziam o estilo "vovó quituteira" para conquistar a simpatia dos tespectadores, ávidos por novos sabores.
Os tempos mudaram, o perfil do público também. Para acompanhar essas mudanças, os canais tentam modificar a velha fórmula fogão-e-bancada predominante nos programas do gênero. Um bom exemplo é Olivier Anquier, apresentador que resolveu sair do estúdio para correr atrás de receitas a bordo de seu fusquinha. Uma solução criativa para um formato que já começou a se desgastar.
Ana Maria Braga também já percebeu isso e, apesar de manter a sua cozinha de cinema, está sempre em busca do inusitado. Mesmo quando aposta em furadas, sabe rir de si mesma, como quando foi ensinar um churrasco de ovo e, no meio do negócio, viu que não fazia o menor sentido. Parou, olhou para a câmera e não hesitou: "Mas qual a graça disso?". A graça é que esses apresentadores sabem dar tempero às suas atrações e fogem do lugar comum. Outros repetem o passado e acabam caindo na chatice dos pouco originais.
Abaixo, fiz um pequeno ranking dos principais programas de culinária - ou que têm quadros de culinária - na TV aberta. O critério foi completamente subjetivo, ou seja, não é nada técnico ou respeitável. É a simples opinião de quem adora assistir TV e acompanha, há alguns anos, esses programas". (BS)
Depois do "Mãe de Gravata", Ronnie Von assume o comando noturno da rede Gazeta. Na atração, recebe seus convidados para bater papo e... bater papo. As receitas, geralmente elaboradas por algum chef, parecem complicadas demais, nesse programa de entrevista informais. E talvez a intenção nem seja essa, muito menos o foco do programa... Para os cozinheiros amadores não serve.
"TV Culinária" (Gazeta, de segunda a sexta, às 13h10)
Senhorinha simpática, Palmirinha Onofre é daquelas que queremos levar para casa. Conquista com seu jeito meio brejeiro, simples de conversar com o público. Estabanada, ela se atrapalha toda entre as receitas e os merchandisings - quase 8 inserções por programa! -, mas isso não tira o mérito da atração, pelo contrário, dá um charme especial. Ótimas receitas, todas acessíveis e não muito complexas. "Aprendi tudo com a vida e com uma senhora com quem morei quando jovem, que cozinhava muito bem e me ensinou muito", conta Palmirinha. Os biscoitinhos de coco são especialmente bons. Não à toa estão no Top 15 da culinarista, que gosta mesmo é de cozinhar massas e bolos. "Adoro mexer com farinha!". Bate a massa, Palmirinha!
"Hoje em Dia" (Record, de segunda a sexta, às 8h30)
Edu Guedes comanda o fogão da Record, todas as manhãs. Sua receitas fazem o estilo bem popular e não economizam no leite condensado, creme de leite e Catupiry... Os doces são doces mesmo, daqueles que dissolvem seu pâncreas. Os salgados também são bem gostosos, mas alguns custam caro ao estômago. Para se ter uma idéia, as últimas receitas foram: brigadeiro de uva, pavê de chocolate com coco e espetinho de toscana. Delícia, mas é preciso ser forte. "Priorizo receitas que as pessoas vão gostar e que vão poder fazer em qualquer lugar", explica Edu. A voz do povo é a voz de Deus.
Inesquecível: pãezinhos da copa, à base de mandioquinha. Massa simples, macia e saborosa. Fiz, deu certo, e foi um sucesso, mas com uma adaptação: recheio de pizza, com tomates picadinhos, mozarela e orégano. Uma ressalva: se quiser guardar, espere que eles esfriem, para não ficarem borrachudos. A dica é do próprio Edu. Vicia.
"Mais Você" (Globo, segunda a sexta, às 8h)
Ana Maria Braga às vezes é meio antipática, mas suas receitas geralmente são as mais interessantes. Consegue alternar pratos simples, como sanduíches de forno, com idéias nem tão populares como uma receita de chutney de caqui. Além disso, encontra curiosidades bem legais: a farofa de tanajura é uma delas. Então, esqueça o mal-humor matinal da loira e aproveite o programa, porque vale a pena.
Dica de quem tem mente obesa: o pavê com biscoitos molhados no guaraná é sensacional. Por cima, camadas de leite condensado e creme de leite e pudim de caixa. Invenção de uma menina do Sul. Procure no site do programa por "Torta de Bolacha". Intenso. Engorda só de cheirar. Lanchinho da tarde: sanduíche de forno, com queijo, presunto e creme de leite. Fácil, rápido e gostoso. Procure por sanduíche de forno no site. A receita é de 2000.
"Bem Família" (Bandeirantes, segunda a sexta, às 9h)
Daniel Bork se esforça, mas suas receitas são meio caídas. A idéia de fazer uma cozinha rápida, prática, acaba deixando a impressão de que a comida está sem sal, sem gosto, sem tempero. Um tanto atrapalhado na cozinha, Bork não consegue o mesmo efeito de Palmirinha, o programa fica meio atropelado.
"Diário do Olivier" (Domingos, a partir 18h, dentro do programa "Domingo Espetacular")
Olivier Anquier, o padeiro bonitão, está à frente de um quadro no dominical da Record bastante interessante: no seu fusquinha sai em busca de receitas e sabores em diferentes lugares. Original, sofisticado, talvez herança de sua passagem pela TV paga. Ainda assim, consegue propor idéias bem populares, como quando ensinou a fazer pão de queijo mineiro, receita que a Palmirinha repetiu na semana passada. Vale a pena tentar fazer. No final, a grande dica: rechear o pãozinho com carne de panela. Vou mais longe: experimente com pasta de frango ao curry. Sensacional!
"Pra Valer" (segunda a sexta às 14h30 )
Claudete Troiano também encontra um tempinho em seu vespertino da Band para ensinar a cozinhar. Um grande problema é que as receitas perecem ser feitas, basicamente, para a dona de casa "ganhar dinheiro", abrir seu pequeno negócio. Coisa chata! Daí, surgem receitas como a de Fondant de chocolate. Sinceramente, algumas especiarias é melhor deixar que o padeiro ou confeiteiro façam. Dão muito trabalho e o resultado dificilmente fica igual.
Claudete tem um passado negro nesse sentido, quando tentava desvendar, com a ajuda de um certo Mister W, a fórmula do molho do Big Mac ou a do Danoninho... Pra que isso? (Bruno Segadilha)
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