Marcelo Katsuki - Comes & Bebes
Marcelo Katsuki - Comes & Bebes
 

Lámen Gourmet

Finalmente um sábado em casa! Uhú!!! São 3h da tarde e eu ainda estou de pijamas, tomando um vinho bacaninha, comendo um queijo Manchego e preparando um... lámen instantâneo!

Pois é, liguei para um amigo para almoçarmos no Ritz, mas ele estava dormindo! Normal, eu tô de pijamas, né? Aliás, nessa semana dei um pulo no Mestiço e uma das conversinhas na mesa era sobre 'pijamas'. Descobri que era o único ali que ainda insistia no uso da vestimenta e pior, transformei-me praticamente num alien quando disse que usava pijama de 'soft', e que tinha até um macacão pra dormir (minha fantasia de urso!) hehe. São muito bons, confortáveis, e os meus são feitos sob medida, então me deixem em paz, por favor. Cada um com a sua loucura, eu sempre digo, hehe.



Voltando ao lámen, olha só: a Maggi lançou uma versão com 'azeite', com embalagem especial e tudo. É a onda 'gourmet' chegando até o nosso popular macarrão instantâneo. Estou provando agora, acho que cozinhei um pouco demais. O sabor é bom, melhor que os triviais de carne/galinha, mas ficou um pouco salgado demais para o meu paladar. Quando preparo, nunca uso o pacotinho de tempero todo. Aliás, quase nunca uso: sempre improviso com o macarrão: frito, uso gengibre, ou apenas misturo ovo e ervilhas, molho de ostras também vai bem, uma versão 'pizzaiolo' super rápida, enfim, dá pra inventar mil estórias com ele. O aroma do azeite é bem próximo do natural, mas com tantos azeites em casa, acabei dando um reforço com um azeite de castanha do Pará. Ficou bom (e agora deixa eu voltar pro sofá).

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h14

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Absolut, fantastic!








Campanha sensacional da Absolut, quis dividir aqui com vocês. Mas vai clicando, tem que entrar no site para ver a produção toda! E eu acabei descobrindo o meu bar virtual lá mesmo, com drinques de vodcas, uísques, vinhos e até não alcoólicos. Clique aqui para ir direto ao 'bar', muito bom!

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h44

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Chipa, a prima paraguaia do pão de queijo



Ontem a foto da chipa na matéria da Janaína, "Desjejum à brasileira", me deixou louco de desejo. Mas com tanta vontade, tanta vontade, que quando cheguei em casa dei de cara com uma caixa da Padaria Viçosa com 2 pães recheados e um saquinho de... chipas! Só pode ser um milagre, pensei! Não era. Um amigo ganhou os pães, e sabendo da minha loucura por chipas, resolveu me presentear. Sim, Deus existe mesmo (e pelo visto sabe que eu gosto de chipas).

Minha mãe fazia chipas em casa. Descobriu a receita com uns parentes de Campo Grande (MS) e era um festival de chipas todo final de semana. Eu adorava, mas acho que ela pegou a receita errada. Ao invés de assar, ela fritava as chipas, que explodiam na panela de óleo quente. Minha mãe se defendia com uma tampa, tal qual uma gladiadora em combate contra o exército de chipas voadoras. Mas assim que elas começavam a saltar da panela, era aquela gritaria na cozinha, comandada pela minha tia Eiko.

Eu corria para pegar uma e comê-la quentinha. A capinha ficava crocante mas bem mais fina que a assada, e o miolo bem mais mole e grudento. O aspecto era de uma 'larva de mandioquinha', mas o sabor forte e rústico do polvilho com o queijo eu nunca esqueci. Hoje eu compro chipas quando encontro nas délis ou padocas mesmo, mas nada que se compare às chipas explosivas, hit dos anos 80 lá em casa. Mas agora que descobri essas da Padaria Viçosa, talvez tenha que ir até Carapicuíba para comprar uma chipas mais caprichadas.


Receita de chipa
(não as 'explosivas', exclusividade lá de casa, hehe)

Ingredientes:
- 2 xícaras (de chá) de polvilho azedo
- 1 xícara (de chá) de água fervente
- 1 xícara (de chá) de óleo quente
- 2 xícaras (de chá) de queijo ralado
- 4 ovos
- sal a gosto
 
Modo de Fazer:

Numa vasilha, coloque o polvilho e junte a água, com o óleo e o sal, mexendo sempre com uma colher de pau para não queimar a mão. Adicione o queijo e os ovos e mexa bem até ficar uma massa consistente. Faça bolinhas, palitinhos, invente; coloque numa forma untada e asse por aproximadamente 20 minutos (até ficarem douradas). Há muitas receitas que utilizam fermento, creme de leite, outras banha de porco no lugar do óleo, mais rústicas, mas essa versão aqui é mais prática e bastante saborosa.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h24

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Rato na cozinha!

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h06

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Harmonização com uísques



Depois das harmonizações com vinhos, chás e até com águas, finalmente chegamos aos uísques! Agora sim (fala Heleninha, kkkkk!). E preciso dizer que foi uma grata surpresa. Primeiro porque pensei que o destilado explodiria na boca e anularia qualquer expressão por parte dos alimentos, mas estava enganado. Segundo porque tive a super companhia da Alexandra Corvo, que com seu olfato afiadíssimo, conseguiu detectar até aroma de casca de limão nos blends. Incrível!

O menu de degustação foi criado pela chef Paola Carosella do restaurante Blu (R. Amauri, 225, Itaim Bibi - tel: 11-3167-4651) e privilegia os aromas originais dos ingredientes, que foram harmonizados (por similaridade e também por contraste) com os uísques. Paola foi de uma sensibilidade ímpar para criar um menu que não apenas se harmoniza com os destilados, mas também apresenta um interessante 'desenho', com nuances de sabores e texturas que evoluem ao longo da ceia. Vocês acham que estou viajando, né? Pois então vão lá conferir. É uma 'viagem' e tanto!



Crudo: três lâminas de peixe gordo marinados em confit de gengibre, wasabi e alga nori, degustados com "Johnnie Walker Blue Label" (21 anos). Os aromas de carvalho e mel produziam diferentes resultados com cada naco de peixe, em especial com o de alga nori, com seu sabor seco mas intenso.

Manchego espanhol e shitake cru: a refrescância do prato, composto ainda por avelãs e brotos de beterraba, uvas passas e mel resultou na minha harmonização favorita, com o puro malt do "Johnnie Walker Green Label" (15 anos), marcante, com notas florais além de castanhas e jasmim. Pena que não tem foto (tava escuro!)



Brasato: o peito de boi cozido por 7 horas no vinho harmonizou com os toques de cravo e mel do "Buchanan's 18 anos", favorecido também pela presença do purê de batata doce. Esse uísque possui nuances femininas: é doce, delicado, mas tem muita personalidade.



French Toast de brioche com mozarela de búfala: levava ainda figos, tomilho, mel de balsâmico e baunilha de madagascar. Mas o grande trunfo dessa harmonização com o "Johnnie Walker Swing" era o pão queimado acompanhando o forte aroma defumado da turfa. Outra grande combinação!



Torta úmida de chocolate amargo belga: com Fromage Blanc, lavanda e praline de pistache, harmonizado com "Johnnie Walker Gold Label". Essa harmonização é clássica, já que o Gold Label é considerado um uísque 'de sobremesa' e, guardado no congelador, adquire consitência licorosa e equilibra o forte aroma turvado com o carvalho. No nariz, você quase não percebe que é um uísque. Mas a sobremesa da Paola é para se comer lentamente, sem desperdiçar um milímetro de sabor.

Para finalizar, uma curiosidade: na Venezuela essa harmonização é bastante comum, pois as pessoas comem bebendo uísque. Para se ter uma idéia, o consumo 'per capita' de uísque no país é maior que na própria Escócia, segundo a María José Salvatore, executiva da Diageo argentina. Outra: o Brasil é o segundo maior mercado de Johnnie Walker Red Label do mundo! E além de São Paulo, o Nordeste responde por boa parte das vendas. 'Keep walking...'



1º Scotch Whisky Festival
Menu degustação: R$ 150,00 (inclui pratos, uísques e água)
Vai até 18 de julho!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h16

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Creme de queijo para espantar o frio

Deixa eu postar alguma receita, antes que tenha de mudar o nome do blog para "bebes&comes" como insinuou o Paco, hehe. E olha que eu já ia atacar de vinho argentino, mas fica para amanhã! Se bem que essa receita abaixo vai muito bem com um vinhozinho...

Vamos lá: o Josephine (r. Jaques Félix, 253 - Vila N. Conceição - tel: 11-3842-5891) incluiu no seu cardápio cremes para aquecer essas noites frias (tá frio mesmo, hein?) de inverno. As opções são de queijo, abóbora, champignon, espinafre e cebola, que podem ser servidos no pão italiano ou na moranga e custam R$ 14,90.

As receitas foram criadas pelo chef Cícero Gomes. Abaixo, a receita do ‘creme de queijo’, para quem gosta de se aventurar na cozinha!






Creme de queijo
Ingredientes:

- 200g de cream cheese
- 2 colheres de manteiga
- 750 ml de leite
- 1 xícara de farinha
- 1 lata de creme de leite
- Parmesão ralado
- Sal e pimenta a gosto

Misturar todos os ingredientes numa panela e levar ao fogo baixo. Depois de cozidos, retirar do fogo e bater no liquidificador. Servir quente.

Dica do chef: tome cuidado para não deixar o creme de leite ferver.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h51

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Breve viagem pelo mundo do vinho

Breve viagem pelo mundo do vinho



Apesar de levemente febril, dei uma rápida passada no Tour Mistral que encerrou ontem no Hilton (mas percorre agora outras quatro capitais brasileiras). O evento é uma ótima oportunidade para conhecer os produtos de algumas vinícolas de diversos países (principalmente do Novo Mundo) e ainda para adquirir vinhos com descontos e condições especiais de pagamento. Algumas notas:

- De Portugal, provei as Vinhas Velhas, Vinha Barrosa e Vinha Pan do Luis Pato. Aprendi a gostar de vinho com os portugueses, e esses fizeram bonito na 'feira'. Excelentes.
- Provei um 'grego' tão diferente que antes de levar à boca, senti um aroma forte de oliva. Teria sido algum insight mediterrâneo?
- Passei boa parte do tempo provando Jerez e 'hablando' com o José da Hidalgo. Tomei um Jerez de 20 anos de barrica e um Brandy potente, mas fiquei encantando mesmo foi com as Manzanillas com seu delicioso perfume de maçã.
- Achei os vinhos da Nova Zelândia estranhíssimos. O nome de um deles era sugestivo: "Te mata". Uih...
- Na França tomei alguns Bordeaux interessantes, mas nada de muito especial.
- Dos argentinos, gostei dos vinhos da Catena Zapata e da Tikal. Na verdade, gosto muito dos argentinos e não provei os Alamos e Altos las Hormigas porque já conheço e sei que têm uma ótima relação custo x benefício.
- Da África do Sul não podia deixar de provar alguns exemplares de Pinotage, minha uva favorita. E não é que a Beyerskloof me surpreendeu com um espumante Pinotage Rosé Brut! Incrivelmente seca, muito floral e com uma cor incrível. Saí de perto para não cair em tentação e corri para casa para tomar o antitérmico.

Próxima parada do Tour Mistral? Hoje em Belo Horizonte e amanhã, Brasília.

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h29

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Vinho & algo mais

Vinho & algo mais



Puxa, eu nunca mais vi o Marcelo Copello, meu companheiro de viagem à Castilla y León. Mas tenho me lembrado dele com freqüência. Toda vez agora que degusto um vinho lembro da concentração dele e dos toques legais que ele me deu. Vinho é uma grande paixão, e quanto mais você se envolve, mais quer se deixar seduzir. Aquela viagem mudou muitas coisas, principalmente meu olfato. Degustar tantos vinhos de uma só vez acabou deixando-o aguçado demais para o meu bolso. E meus pobres vinhos 'de combate' estão condenados agora ao sagú, como me disse um amigo. Sagú? Que maldade, gente, dá pra fazer um 'coq au vin' ou ainda uma 'pêra ao vinho' também, hehe.

Pois é, tô aqui nesse trelelê todo e quase me esquecendo de falar o principal. Acabei de ler o livro Vinho & algo mais do Copello numa golada só! Ele cria relações do vinho com diversos temas, como vinho & música, vinho & religião, até temas divertidos como vinho & carnaval e vinho & cachorros! Sem esquecer de vinho & mulheres, afrodisíacos e erotismo. Tudo escrito de forma muito agradável, equilibrada, com taninos suaves e grande elegância, hehe. Mas nada de safras, regiões ou uvas; o livro fala da relação do vinho com o homem e seus sentimentos. Para ler e reler.

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h35

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Com a faca na mão



Tá, é autopromoção, mas ficou engraçado! Um pouco da história do blog contada por terceiros tem sempre uma novidade (e uma graça a mais). A revista Imprensa desse mês deu uma nota falando sobre o meu início na cozinha, além da minha 'dupla' jornada de trabalho (agora tripla, desde que assumi a editoria de foto!). Sem falar numa receita de mai tai com 'licor de cacau', eca. Eu gosto de mai tai mas o de lichia do Obá!!! Enfim, deu para me divertir. Zapt!

Não tá conseguindo ler? Clique aqui.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h39

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Passeio doce por Londrina



O finde foi no Paraná, e em virtude do aniversário da minha sobrinha Jéssica, passei boa parte do tempo visitando confeitarias atrás de bolos e doces com a minha irmã.



A que eu mais queria conhecer, Hachimitsu ('mel', em japonês) estava fechada, mas acabei me deliciando com uma torta "Macedônia" na Mister Cuca (r. Sergipe, 1524 - Londrina), rocambole de pão-de-ló com geléia de morango na base e recheio de leve creve de pêssego com frutas glaceadas. Doce, doce, doce!



Provei ainda o sorvete de 'chocolate escocês', que além do chocolate, levava doce de leite e uísque! Muito bom! Compramos os dois bolos (da primeira foto) e seguimos nossa jornada.



Outro lugar que me surpreendeu foi a Nelson Boulangerie (av. Madre Leônia Milito, 446 - Pq. Guanabara), com pães super macios de textura quase aveludada. Pelo que minha irmã me contou, o Nelson estudou na França e no Japão, e agora mescla técnicas que resultam em pães leves e doces mais sutis, bem ao gosto japonês.



O creme patissiére é tão suave que você jura que nem engorda, hehe. E os pãezinhos em formato de caranguejo (com recheio de peru) ou de porquinho (com creme)? Muito simpáticos, além de saborosos, claro! Tudo de uma delicadeza ímpar, sem falar na casinha em que fica a boulangerie, com um jardim bem cuidado.


['Zóião']


No fim ainda demos uma passada rápida no Pátio San Miguel (av. Higienópolis, 762, Centro) para comprar bombons de morango, encomendar mais um bolo e alguns salgados, e acabei descobrindo o "zóião", o doce de côco com gemas, chocolate e capinha de caramelo. Comi, comprei pra levar e ainda experimentei uns brigadeiros (minha perdição). Áfe, ando formigão demais...


[E olha o que eu achei saindo do 'Pátio': uma loja/bar especializada em vinhos! Mas essa fica pra próxima viagem.]

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h43

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PERFIL

Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki, 40, é editor de arte da Folha Online. Formado em arquitetura, Kats é também cozinheiro, sommelier e DJ.

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