Marcelo Katsuki - Comes & Bebes
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Lado B da Liberdade

Lado B da Liberdade


[Clique aqui para ver o mapa com os restaurantes.]


Para fechar a semana dos '99 anos da imigração japonesa', nada como umas dicas da Liberdade, o bairro oriental da cidade. Lembra a matéria que fiz para a Ilustrada? Pois é, para quem não pode ler na época, segue abaixo. Bom finde!

Com chef malabarista e milanesa à moda japonesa, restaurantes compõem o circuito alternativo do bairro paulistano

É só falar no bairro da Liberdade para vir à mente o restaurante que tem o seu yakisoba favorito ou o sushiman famoso que prepara seus temakis como ninguém. Por que não quebrar essa rotina do trivial "sushi-yakisoba" das casas famosas e visitar restaurantes que compõem o roteiro alternativo do bairro paulistano?

Uma fachada escura e um preço atraente podem afugentar os clientes, desconfiados da oferta generosa. Esse é o caso do Restaurante Galvão Bueno, um "3 em 1" da gastronomia oriental. Lá, as cozinhas chinesa, japonesa e coreana dividem espaço no mesmo bufê. Carnes cruas convivem com sushis e ostras num salão repleto de churrasqueiras nas mesas. No meio daquele fumacê todo, descobre-se que o bul go gui (o churrasco coreano) tem uma boa seleção de carnes e um tempero gostoso. Os sushis são saborosos; e as ostras, fresquíssimas. Caso não saiba preparar o churrasco, chame o Ivo Lima. Os atendentes estão sempre dispostos a explicar o preparo, simples, na verdade. Talvez saia um pouco defumado, mas a visita valhe a pena.

Já os fãs do macarrão chinês devem conhecer o Rong He. A discreta casa passa desapercebida até para quem transita à pé. O mesmo não se pode dizer de seus pratos, chamativos e muito picantes, típicos da cozinha do norte da China. E que tal assistir ao chef esticando sua massa com as mãos antes de levá-la ao caldeirão, sem utilizar cilindro nem faca para cortar os fios? Um show de malabarismo: a massa estica, gira, torce, divide-se. Além do 'chaomamian' (macarrão picante com frutos do mar), não saia de lá sem provar o giucaihezi, um pastel recheado de macarrão harussame, camarão e nirá, a perfumada cebolinha silvestre. De sobremesa, o 'doushasujiao' é a pedida certa: um pastelzinho recheado de pasta de feijão, cozido no vapor e depois frito, bem delicado -um bom contraponto para uma refeição de sabores tão fortes.

Meio escondido e com a porta sempre fechada, quem se aventuraria a adentrar o salão do Bueno? O proprietário Fernando Kuroda já foi "sumotori" (lutador de sumô) profissional e, além de sua brigada de lutadores, ostenta um cardápio em japonês, o que pode intimidar -mas uma versão em português já está saindo do forno. Clássico da casa, o chanko nabe é uma refeição "de peso" que garante aos lutadores de sumô sua forma ideal. O Bueno reproduz o modelo de "isakaya", os tradicionais bares de petiscos do Japão, com um balcão repleto de tira-gostos de sabor autêntico. Para o outono, há duas novidades: o ishiyaki bi bim pa (um prato coreano com legumes e pasta de soja picante sob arroz e ovo cru, que devem ser misturados, sendo cozidos pelo calor da travessa de pedra na qual é servido) e o okonomiyaki, a "pizza japonesa", mas aqui feita com abóbora.

Bocados chineses
Com uma fachada modesta e fora do circuitão dos restaurantes, fica difícil descobrir o Jambo, lugar especializado em dim sum, os tradicionais bocados chineses apreciados mundo afora, mas pouco conhecidos aqui. Restaurante da simpática Suzana Chou, o Jambo possui ainda um farto bufê para o preparo do shabu-shabu chinês, um tipo de "fondue" de carnes, frutos do mar, legumes e verduras cozidos em um fumegante caldo e degustados com um molho que confere um sabor acre, adocicado e picante. Aproveite a visita para tomar uma dose de Peikan, a cachaça chinesa com 50º de teor alcoólico e um sutil aroma de jaca.

Mais bem localizado e menos exótico, o Katsuzen ostenta na fachada o nome em ideogramas japoneses, o que dificulta sua identificação. Não para os japoneses, que adoram a especialidade da casa: milanesa. O próprio nome do restaurante significa "milanesa na bandeja". Para fazer jus ao título, capricha nos lombos empanados, preservando a capinha de gordura da carne, detalhe apreciado. O grande sucesso é o tonkatsu: fatias de lombo de porco à milanesa. Sirva-se à vontade de tarê, o espesso molho inglês que vai bem com a fritura.

Já o Okuyama é especializado em "fast food" japonês e em alguns pratos de Okinawa (província do Japão), como o okinawa soba, um macarrão com saborosas e indiscretas costelinhas de porco e conserva de gengibre, e o achi ti biti, generosa porção de joelho de porco lentamente cozida num molho espesso com cogumelos e gengibre. Assim como os irmãos Milton e Francisco Okuyama, que se alternam no salão, a cozinha também é comandada por dois irmãos: o Zé e o Josias Rego, que garantem o tempero apurado. O mais curioso é que eles são... mineiros. Mas quem disse que cozinha japonesa era terreno só de cearense, uai?

Clique aqui para ver o mapa com os restaurantes.

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h00

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Que pena...



No dia 15 de julho a livraria Mille Foglie (Rua da Consolação, 3.542, Jardins - Tel: 11-3083-6777) fecha suas portas depois de cinco anos de atividades. O lugar é um verdadeiro 'centrinho' cultural da gastronomia: livraria, café, cozinha experimental e um bonito jardim que deixarão saudades. Os livros estão sendo vendidos com descontos, mas dá até pena de ir lá fuçar.

A outra é que amanhã, a Grão Vizir Especiarias encerrará suas atividades na Feira de Artes e Artesanato da Praça dos Omaguás, em frente à Fnac Pinheiros. Pelo menos as vendas ainda poderão ser feitas, mas apenas sob encomenda (por e-mail - graovizirespeciarias@gmail.com ou pelo telefone 11-9132-8078). Nesse domingo os produtos também serão vendidos com desconto. Se quiser ler o post que eu fiz sobre minhas 'masalas favoritas', clique aqui.

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h54

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Sopa de letrinhas

Sopa de letrinhas



Crianças fazendo comida de gente grande
A Escola Wilma Kövesi de Cozinha (Rua Cristiano Viana, 224 - tel: 11-3082-9151) oferece o curso 'Crianças e Panelas' que acontece nos dias 2,3,4 e 5/julho, das 10h às 13h (R$ 240 - 4 aulas), indicado para crianças de 9 a 14 anos. As técnicas e fundamentos foram adaptados para iniciar os pequenos nas práticas da culinária e o curso será ministrado pela chef Carole Crema.




Palestra sobre vinhos na Fnac
A Duetto Editorial promove na quarta-feira, 27 de junho, a palestra "Sete mil anos de vinho" com Luiz Marques e Pedro Paulo Funai na Fnac Pinheiros (Av. Pedroso de Morais, 858 - Tel: 11-3097-0022). Os convidados falarão sobre o vinho e seu papel na história da humanidade. O tema faz parte do especial da revista 'História Viva' deste mês. O evento começa às 19h30, e é aberto ao público.




Degustação de cervejas no Madame Aubergine
A mestre-cervejeira Cilene Saorin desvenda algumas das mais consagradas cervejas artesanais da Europa durante aula no atelier escola de cozinha Madame Aubergine (Rua Carla, 25 - tel: 11-3168-7389) no próximo dia 28 de junho às 19h30. Degustação seguida de coquetel por R$ 120,00.




Sabores de São Paulo no Mercadão hoje e amanhã
A Cozinha Mercado Gourmet, do Mercado Municipal (Rua da Cantareira, 306, mezanino) apresenta hoje, sexta-feira, o chef Steven Kerlo, da Mercearia do Francês, que vai preparar o "steak tartare". Amanhã, sábado, o chef Carlos Ribeiro, do restaurante Bucatini, ensinará o "espaguete de kimono", com frutos do mar e ingredientes orientais. As aulas acontecem sempre às 11h30. Inscrições pelo e-mail do programa (saboresdesaopaulo@prefeitura.sp.gov.br), pelos telefones (11) 3313-1326 e 3313-4851 ou pessoalmente no Mercado Gourmet. Preço: R$ 10,00.

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h25

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Navarro Correas linha premium

Navarro Correas linha premium



Estive recentemente em um almoço para conhecer a linha premium da Navarro Correas, bodega argentina de Mendoza, que a Diageo trouxe para o Brasil. Se eu já havia ficado surpreso com a qualidade (e preço) da Linha “Coleccion Privada”, devo dizer que as novas: “Gran Reserva” e “Ultra” são simplesmente incríveis. Os preços são maiores (de R$ 70,00 a R$ 140,00), mas a qualidade também.

A degustação aconteceu no Figueira Rubaiyat e foi conduzida pelo enólogo da bodega, o sr. Juan Marco. Achei o Ultra um vinho notável e bastante complexo, mas felizmente me identifiquei com o Malbec Gran Reserva (mais adequado ao meu bolso, hehe). Excelente para tomar numa conversa com amigos, ao contrário do Ultra, que pede uma comidinha. Os vinhos degustados foram os seguintes:

Ultra – tinto composto por um blend das uvas Malbec, Cabernet Sauvignon e Merlot. Aroma complexo com especiarias e notas de baunilha e chocolate. Vinificação de 18 meses emcarvalho francês e mais um mínimo de oito meses em garrafa.

Gran Reserva Cabernet Sauvignon – Cor vermelho rubi. Aroma de frutas vermelhas com notas de madeira; paladar estruturado, com taninos redondos e suaves. Vinificação de 14 meses em carvalho francês e mais no mínimo seis meses em garrafa

Gran Reserva Malbec - Cor vermelho com toque violácio. Possui aroma de frutas vermelhas com notas de madeira e paladar complexo e fino. Vinificação de 14 meses em barris de carvalho francês e mais no mínimo seis meses em garrafa.

Outro dia duas amigas que voltavam da Argentina queriam saber onde encontrar os vinhos da ‘Navarro’ e eu indiquei o Empório Frei Caneca, onde sempre encontro a “Coleccion Privada” na faixa dos 30 Reais. Os vinhos são vendidos apenas em delicatessens e empórios, mas a busca vale a pena. Experimenta.

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h14

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Cadê o meu brioche?



Brioche, aquele famoso pão-bolinho francês meio metido que parece uma 'empada com verruga' ganhou novas dimensões. Olha aí na foto! Pois é, acordei no finde com o 'briochão' na porta de casa, presente de duas amigas que passaram na Galeria dos Pães (R. Estados Unidos, 1645 - Jardins - tel: 11-3064-5900) na volta da balada e compraram pra mim. O povo quer me ver gordo mesmo!

Pior que o 'briochão' é uma delícia: macio, amarelado e com um perfume irresistível de manteiga, não consegui parar de comer! Até me lembrei da obsessão do Caco Antibes (Sai de baixo!) pela iguaria. E é tão fofinho que tive de cortar com uma faca lisa (e bem afiada) para não esfarelar tudo. Passei manteiga, geléia de physalis (novidade da Queensberry) e tive um daqueles cafés da manhã bem 'comercial de margarina', quase dava para ouvir a Etta James cantarolando Stormy Weather ao fundo, hehe. Coisa rara, já que durante a semana eu mal consigo comer uma banana... Correria!

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h36

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Toscaninha aperitivo



Mais comida. No domingo passei pelo Mercadão (Rua Cantareira, 306) para comprar pimentas e bacalhau e acabei achando uma Toscaninha defumada da hora! Foi na barraca Mr. Josef, e pior que eu achei o nome simpático e fiquei tagarelando "olha a Toscaninha", "que nome legal", "Toscaninha é vintage", até que um amigo falou: "menos, né? Isso deve ser uma versão 'inha' daquela lingüica Toscana de supermercado". Desaforo! Mas confesso que nem tinha me ligado nisso!

O fato é que não era igual, era tamanho 'coquetel' e defumada! Chegando em casa, fatiei algumas 'Toscaninhas' e nem precisei fritar. Hmmm, caiu tão bem como aperitivo que acho que vai virar hit num próximo get together lá em casa. Eu adoro embutidos, defumado então!!!

Ainda encontrei a Mônica Maron correndo com uma caixa de frutas nos braços! Ah, e esse prato lindo foi presente do Gu e da Margareth há tanto tempo! Achei que ficaria especial com as 'Toscaninhas'. E ficou.

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h15

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Concurso de hambúrguer do América


[Os hambúrgueres finalistas]


Na segunda participei como jurado do concurso "Enquadre-se nesta idéia" promovido pela rede América para premiar seus clientes. O desafio era criar um sanduíche utilizando o hambúrguer quadrado da casa. Segundo a assessoria, foram enviados mais de 6 mil receitas e selecionadas 6 pelo chef Marcelo Favaro. O vencedor ganhou uma viagem para a África do Sul!


[Os jurados: a chef Raquel Arruda, os jornalistas Silvio Gianini da Gula e Giuliana Bastos do Guia da Folha, a chef Ana Zambelli, eu, os chefs Benny Novak e Marcelo Favaro]


Foi uma maratona que começou às 21h e terminou pouco depois da meia-noite. Nunca comi tantos hambúrgueres e com ingredientes tão variados (o povo caprichou na criatividade)! Tinha de tudo: amêndoas torradas, pasta de fundo de alcachofra, muito queijo brie, geléia de pimenta, queijo chévre, gruyére, provolone, azeitonas, peperone, salame e até omelete.


['Burguer Misto Chic', a receita campeã de Roberto Sami Acherboim]


O vencedor foi o 'Burguer Misto Chic', cuja grande sacada foi o queijo brie embrulhado no presunto de parma (derreteu sem escorrer) e a geléia de pimenta que segurou o salgado do presunto. Muito bom mesmo.


[Fabiola Granja prepara seu Bibu-Biola's Burguer]


No quesito sabor, o segundo lugar, 'Burguer Monsieur', da Renata Amaral também foi show de bola! Duas fatias de pão de forma 7 grãos gratinadas com queijo gruyére e chevre envolvendo o hambúrguer com tomate e manjericão. Foi o que mais me surpreendeu, fácil de comer com os talheres, mas ficava difícil visualizar um hambúrguer com aquela roupagem de croque monsieur.


[Meu último hambúrguer, degustado entre a compenetrada Ana e o animado Benny]


O terceiro colocado foi o 'Parma Burguer' de Marlon Rovaron, com o hambúrguer empanado com queijo e molho de tomate com azeitonas pretas. Delícia, a gente adora uma fritura, né? Dos outros três finalistas, achei interessante o 'Presidente', um hambúrguer com salame em pão de forma envolto numa omelete finíssima. Bela montagem e tirava partido do conceito de 'fast food' japonês: o 'omuraissu', omelete recheada de arroz muito comum no Japão. Criativo e instigante.

Voltei pra casa, tomei um sal de frutas e fiquei ouvindo música até baixar o estômago de avestruz. Hambúrguer agora, só no mês que vem!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h34

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O rei do churro

O rei do churro



Nas minhas andanças pela Espanha acabei comprando uma maquininha de fazer churros que foi o pesadelo de alguns amigos cozinheiros (e amigas também, né Stela e Solange?). Ninguém conseguia acertar o ponto da massa! Daí eu peguei a máquina e munido de muita paciência e determinação fui bater massa numa dessas madrugadas insones aqui em casa. Peneirei 2 xícaras de farinha e 1 colher de chá de sal. Juntei 2 xícaras de água fervente e bati vigorosamente até formar uma goma. Deixei esfriar por 15 minutos e então juntei 2 ovos à temperatura ambiente. No fim acabei botando a mão na massa mesmo!

Preenchi todo o tubo, fechei com a tampa e girei o pino em cima da frigideira com óleo quente. Não é que saiu uma lombriga fininha que foi se depositando na panela em formato espiral, na maior tranquilidade? Frita de um lado, vira, frita do outro e escorre. Cobre com canela e açúcar e pronto! Oito espirais de churros crocantes pra eu me deliciar com chocolate quente e garantir a azia na manhã seguinte. Nem liguei, ainda juntei geléia e aquele açúcar com baunilha do duty free e comi deitado no sofá. Nunca disse que tinha juízo.

E se você quiser fazer também, pode usar um saco de confeiteiro com bico de decorar, também funciona. Mas da próxima vez vou trocar a água por leite para ver como fica (olha a pessoa louca para fazer a coisa desandar!).

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h45

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Domingo na feira da Liberdade


[Isso sim é hibridismo gastronômico!]







['imagawayaki': massa leve recheada de pasta de doce de feijão]



['gyoza': dá pra brincar de gourmet com tantos molhos na barraca]

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h06

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Imigração japonesa no Brasil



Para comemorar os 99 anos da imigração japonesa, vou postar algumas coisinhas ao longo da semana, ok? Começando com uma dica de link da Fundação Japão que tem as três receitas de 'teriyaki de frango', 'tempurá' e 'nikujagá (carne com batata) ensinadas no evento "Japão à Brasileira" que aconteceu no Mercado Municipal. Eu já fiz o 'nikujagá' e ficou ótimo, uma receita com aquele gostinho de comida japonesa tradicional, vale a pena experimentar!

Clique aqui para ver as receitas.

Ah, deixa eu aproveitar e dar outro link ótimo: clique aqui e acesse um resumo do "Guia da Cultura Japonesa em SP", muito interessante!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h59

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Uma cachaça única



A Cachaça da Tulha lança hoje no bar Pirajá (Av. Brigadeiro Faria Lima, 64, Pinheiros) sua 'Edição Única 2007' com blend elaborado por Manoel Beato, Mestre Derivan e Maria José Miranda. Os “alquimistas” convidados para criar os blends utilizaram como base 70% da Tulha envelhecida em barris de carvalho americano restando 30% para dar o toque especial.

Eles elaboraram seis combinações e, após muito degustar e discutir, elegeram uma versão, eleita a 'Edição Única 2007'. O resultado é uma bebida nobre, ideal para ser degustada pura. A dose custa R$ 9 nos bares Pirajá, Original e Astor. A garrafa sai por R$ 90. Ficou curioso? O lançamento acontece hoje a partir das 18h no Pirajá.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h39

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Os vinhos da Pizzato



No evento da 'Prazeres' acabei degustando alguns espumantes e tintos e já no final da festa encontrei-me com a Jane, da Pizzato Vinhas e Vinhos, uma vinícola familiar que elabora um ótimo vinho, na minha modesta opinião. Pedi um Cabernet Sauvignon da linha Doutor Fausto, um vinho de cor rubi bastante frutado e com toque de especiarias. Bom, mas continuo fã mesmo da linha Pizzato Reserva, perfeito para jantares informais e encontros com amigos, um vinho que tem um custo ótimo para a sua qualidade. Ah, experimentei também o Concentus, uma mescla de diferentes uvas (Merlot, Tannat e Cabernet) que buscam um equilíbrio explorando o melhor de cada varietal, muito bom.

A Pizzato está lançando um espumante brut elaborado com Chardonnay e Pinot Noir que utiliza o método champenoise (fermentação na própria garrafa) e que achei muito interessante. De cor amarelo ouro, é bastante frutado mas o que se sobressai são as notas cítricas e a abundande perlage. Fiquei impressionado com a acidez, a persistência e o corpo desse espumante, bem diferente dos usualmente fabricados no Vale dos Vinhedos.

Enfim, foi uma boa surpresa. Vou aproveitar e postar uma receita que eu havia recebido da própria Pizzato, um 'carré de cordeiro ao vinho'. E não se preocupe se você não tiver carré, a receita pode ser adaptada usando filé ou outra carne de sua preferência. A dica é apreciar com um bom Merlot.



Carré de cordeiro com molho de vinho e pinhão e purê de batata doce
(Tempo de preparo: 40 minutos )

Ingredientes para 2 pessoas

- 240g de carré de cordeiro
- 300 g de batata doce
- 1 cebola
- 200 g de pinhão
- 150 ml de vinho branco seco
- 200 ml de vinho tinto seco
- Tomilho a gosto
- 2 folhas de louro
- Sal a gosto
- Pimenta do Reino a gosto
- 50 g de manteiga
- Azeite de Oliva a gosto
- 2 laranjas
- 1 ovo
- 1 dente de alho
- 30 g de queijo Gorgonzola

Modo de preparo:
- Faça uma marinada para o carré com o vinho branco, o louro, sal, pimenta, tomilho, alho e metade da cebola. Deixe nesta marinada por 2 horas aproximadamente.
- Descasque a batata doce e leve para ferver. Quando cozida esmague até ficar um purê, coloque sal, acrescente as raspas de laranja e o queijo gorgonzola. Bata a clara em neve e misture delicadamente.
- Leve o pinhão para ferver. Depois de cozido descasque e pique finamente. Reserve.
- Sele (deixe ficar corado em ambos os lados) os carrés de cordeiro em uma frigideira com óleo de oliva. Leve ao forno para terminar o cozimento. Na mesma frigideira sem lavar jogue o vinho tinto, acrescente o restante da cebola picada finamente. Passe o molho por uma peneira e retorne ao fogo. Tempere com sal, pimenta e acrescente o pinhão já cozido e picado.
- Monte o prato colocando o purê de batata doce e sobre ele o carré.
- Regue com o molho e decore com alguns pinhões.

Escrito por Marcelo Katsuki às 19h17

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PERFIL

Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki, 41, é editor de arte da Folha Online. Formado em arquitetura, Kats está sempre em busca de novos sabores, seja testando receitas em casa ou saindo para conhecer novos restaurantes.

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