Marcelo Katsuki

Comes & Bebes

 

Você conhece o tamarillo?


O tamarillo, ou tomate japonês, é uma fruta nativa dos Andes na América do Sul e é rica em vitamina A e C, sendo indicada para controlar o colesterol. É apreciada ao natural e seu sabor agridoce também pode ser explorado com sucesso no preparo de sucos, geléias ou compotas, salada de frutas e molhos para acompanhar carnes. É comercialmente cultivada na Nova Zelândia, Califórnia e Portugal.

No Brasil, a fruta é cultivada em quintais, principalmente nos estados da Bahia, de Minas Gerais e de São Paulo. Na Bahia recebe o nome de "tomatão" e em São Paulo de "tomate francês". Na região sul de Minas Gerais é popularmente conhecida como "tomate de árvore". Em Portugal também é conhecida como "tomate brasileiro". (Fonte: Wikipédia)

Ontem eu provei o meu primeiro tamarillo e o gosto me lembrou um mix de tomate, goiaba e maracujá doce. A experiência aconteceu no festival do "Bacalhau e Tamarillo" do restaurante Tarsila (InterContinental São Paulo - Alameda Santos, 1.123 – Cerqueira César - tel.: 0/xx/11/3179-2555) que fica em cartaz até 1º de dezembro. O chef Marcelo Pinheiro criou um menu de degustação utilizando a fruta com o bacalhau numa seqüência de sete pratos no mínimo curiosos e verdadeiramente saborosos. O menu completo custa R$ 85,00 mas pode ser harmonizado com vinhos e subir para R$ 110,00. Mas se você preferir, pode ainda provar os pratos a la carte, em valores que variam de R$ 16,00 a R$ 58,00.



A degustação completa começa com lascas de bacalhau em azeite e sonho de bacalhau, macio como um brioche, para o amouse bouche.



Na próxima etapa vem o “gateau de bacalhau com mini legumes ao molho de tamarillo”, com fatias da fruta 'in natura', harmonizado com Sauvignon Blanc Out of Africa. Na seqüência, uma ”sopa fria de dois tamarillos (vermelho e amarelo) com bacalhau e mini hortaliças”, onde a acidez da fruta fica mais evidente em um creme saboroso e refrescante, perfeito para o verão.




O “risoto de quinua com bacalhau, pinholes e chutney de tamarillo” faz os sabores crescerem na boca na companhia de um Merlot Volpi da Salton. Para quem adora quinua como eu, esse risoto é de uma delicadeza ímpar e o pesto levemente amargo (seria de rúcula?) amarra bem o prato.



Um sorbet de tamarillo com gengibre prepara o paladar para o “medalhão de bacalhau com chorizo, purê de ervilha e mandioquinha ao molho de tamarillo”. A combinação do peixe com as fatias finas de chorizo parecem perfeitas, e harmonizam com um Bordeaux Gran Theater.



Para encerrar, “Mousse de tamarillo com chocolate ao limão e sorvete de baunilha”, super refrescante e bem acompanhado de um Late Harvest que fecha o surpreendente menu. Pena que o festival termina agora no dia 1º, é uma oportunidade ótima para conhecer o tamarillo, as criativas combinações do chef Marcelo Pinheiro e também desfrutar da boa música e do ambiente aconchegante do Tarsila, um restaurante de hotel que sempre surpreende.

“Meu objetivo com este menu é incentivar o consumo desta combinação harmonizada entre bacalhau, tamarillo e vinho, pouco comum em nosso país. Além disso, o clima tropical do Brasil favorece a degustação destes ingredientes, que são leves e de baixa caloria”
Marcelo Pinheiro, chef executivo do restaurante Tarsila.

Escrito por Marcelo Katsuki às 05h50

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Motel gourmet



Cardápio assinado pelo chef Tony Farah (sócio da Abaga) com sugestões como "Camarão Farci" (com queijo suiço) ou um "Carré de cordeiro al-magrib", que podem ser harmonizados com um champanhe Veuve Clicquot Ponsardin ou um português Quinta da Bica, escolhidos na carta de vinhos feita com exclusividade pela Enoteca Fasano. Você poderia se deliciar com essas maravilhas num bistrô charmoso no Itaim mas estamos falando do Acaso Motel (Av. Salim Farah Maluf, 6190 - esq. c/ a Anhaia Mello – Vl. Prudente - tel.: 11- 6121-1695).



Comendo com classe
Não que um motel deva primar pelo descaso e você ficar limitado à quentinha com frango assado e farofa na mesinha cafona da suíte, mas o Acaso surpreende pela preocupação com a alta gastronomia e com os detalhes da decoração, olha essa mesa posta, a robustez do mobiliário. A idéia é oferecer aos clientes os serviços hoteleiros dignos de um cinco estrelas, com ambientes modernos e de arquitetura arrojada. O recado está dado: não deixe o seu caso ao acaso, leve 'ao' Acaso! Para aquela escapada em grande estilo, uih... Pelo menos você garante a xepa.


[Esse bar lounge é o futuro! Tô quase indo lá só pra tomar 'uns goró' nessas mesas Saarinen! E as suítes repletas de cadeiras Bertóia? Só eu mesmo pra querer ir na suíte ver cadeira, áfe...]


Fotos: site do Acaso Motel

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h21

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Trufas, trufas!


[Mauro Maia, Gianni e a cadela Gaia]


Esta trufa branca nas mão do chef Mauro Maia foi encontrada por esta cadela chamada "Gaia" na madrugada da última sexta-feira, 23 de novembro. Gaia pertence ao Gianni Sandrino (foto), fornecedor de trufas em Asti do restuarante Supra, do chef Mauro. A trufa pesou 860 gramas e foi vendida por 10 mil Euros a um grande industrial de Torino. Em tempo: o Restaurante Supra (Rua Araçari 260, Itaim) promove o Festival de Trufas Brancas de Alba até 7 de dezembro. O menu completo de degustação finalizado com tartufo branco de Alba fatiado na hora custa R$ 578,00, mas há opções mais acessíveis nos pratos a la carte. Reservas e informações pelo telefone: 0/xx/11/3071-1818.






A Osteria Don Boseggia (Rua Diogo Jacome, 591 - Vl. Nova Conceição), segue até o dia 1º de dezembro com seu III Festival de Trufas, sob o comando no sócio-gerente Luiz Carlos Rodrigues. O charmoso restaurante está oferecendo vários pratos com a iguaria, entre elas, o Gnocchi ao creme de tartufo (foto). Reservas e informações pelo telefone o/xx/11/3842-5590.

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h41

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Coisas do centrão



Ontem eu almocei no La Farina (Rua Aurora, 610 - Sta. Ifigênia - tel.: 11-3222-0893) antigo restaurante que conheci nos bons tempos de adolescente dark. Vivia no 'Radar', no 'Rose' e no 'Madame Satã' e de dia circulava pelo centrão atrás de sebos e brechós. Acabava almoçando lá ou no extinto Um, Dois, Feijão com Arroz. Os lugares eram exóticos, um deles tinha samambaias e avencas de plástico empoeiradas, pôsteres de filmes B e freqüência sinistra, mas a comida era sempre boa!

O La Farina ocupa o térreo de um antigo edifício há mais de 35 anos mas passou por uma repaginada: a decoração ficou mais bonita com fotos da São Paulo antiga decorando as paredes pintadas. Inaugurou uma filial nos Jardins, instalou uma TV de plasma mas manteve o mesmo clima 'antigão', com mesas conjugadas que lembram cabines isoladas por painéis removíveis como num diner americano e garçons da velha guarda devidamente uniformizados.



Lá você vai encontrar pratos da cozinha brasileira e especialidades italianas, como esse reconfortante "Piatto da Nona" (R$ 14,80) lá de cima, frango refogado em molho de tomate, azeitona preta e ervilhas sobre polenta fatiada levemente gratinada (acompanha arroz). Tem também esse trivial "Frango grelhado com fritas, arroz e feijão" com gostinho de cravo (R$ 10,90) onde a batatinha frita é um sucesso, crocante e sequinha.

Às quartas-feiras tem a tradicional feijoada, então você também vai encontrar as cumbucas de barro fumegantes circulando pelo salão e até alguns 'artistas' da Folha tomando caipirinha de limão para rebater a gordura do prato. Acho digno.

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h19

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Chef Bruno Oger no Cantaloup



Ontem o Restaurante Cantaloup (Rua Manoel Guedes, 474 – Itaim - tel.: 11-3078-3445) fez a avant-première do seu enxoval para receber o chef Bruno Oger (melhor chef da cozinha francesa pelo Gault-Millau em 2000), do Hôtel Majestic em Cannes, duas estrelas pelo Guia Michelin. Louças Vista Alegre, talheres Riva, taças Riedel, tudo novo para garantir uma noite muito especial com o menu criado pelo chef e harmonizado com 'vinhaços' da Expand.



Seu host foi o chef e ex-colega Renato Carioni, com quem já trabalhou na cozinha do La Villa de Lys. Seu chef pâtissier Sylvan Mathyque também veio e fez essa pessoa que não gosta de doces quase chorar diante das madeleines de lavanda. Além da ajuda do amigo Renato, Oger contou ainda com o auxílio luxuoso do grande chef Tsuyoshi Murakami, do aguardado Kinoshita.

Mas chega de lengalenga, vamos ao que interessa: viajar pelas criações do chef Bruno Oger e lamentar que o jantar foi apenas ontem, 'one night only'!. De amanhã, 29, a 1º de dezembro o chef apresenta um outro menu, de inspiração mediterrânea, no Le Pré Catelan (Avenida Atlântica, 4240 – Copacabana - tel.: 21-2525-1160) lá na cidade maravilhosa. Aproveitem, cariocas!


Amuse bouche: Velouté d ´oursins au tourteau et crêpes parmentières au corail
Velouté delicadíssimo de ouriço com carne de caranguejo e um crepe leve coberto com ovas do coral, começo grandioso e muito bem harmonizado com Champagne Gossest Brut Excellence - França.


Entrée: Bocal de foie gras au bouillon de poule
Uma taça de martini intercalada de concentrado de caldo de frango, fatias finas de cogumelos, foie gras e alguns miúdos, sabores intensos muito bem ladeados pelo Champagne Gosset Brut Grand Rosé que resistiu à força do prato.


Poisson: Blanc manger de coquillages, asperges vertes, langouste et caviar
Aspargos tenros sob caviar e lagosta imersos em um concentrado sólido que escondia cubinhos crocantes de pupunha e mariscos frescos. Acompanhado por um Cervaro della Sala I.G.T. 2004 da Umbria, Itália, que explodia aromas amadeirados com notável acidez era quase um sonho.


Viande: Double côte d’agneau et halicot à l’olive. Braisé d’épaule et carottes fondantes aux aromates
A costeleta de cordeiro chegou incrivelmente macia e seu sabor alavancado pelo ragu de cordeiro com azeitonas e pela redução do molho. Não achei a cenoura no meu prato, mas não fez falta, o Bourgogne Fixin 2001 Domaine Mongeard-Mugneret não me deixava falar.


Pré dessert: Pot de crème chocolat Araguani
Copinho com creme de chocolate Araguani (Valrhona com mínimo de 72% de cacau) com crocantes de pistaches e macadâmias que caiu muito bem com o Riversaltes Grenat A.O.C. 2003 - Domanie Cazes - Languedoc-Roussilon, com suas notas de mel e amêndoas.


Dessert: Fine feuille à la framboise, sorbet aux fruits rouges et crème fouettée à la vanille
Folhas finas com chantily de baunilha, um sorbet de frutas vermelhas refrescante com raspinhas de limão e framboesas, tudo acompanhado do sul-africano Vin de Constance 2002 - Klein Constantia.



Mignardises: Madeleine au miel de lavande e Chocolats glacés
Fechando o serviço impecável, madeleines ao mel de lavanda e ganache de chocolate gelada, que com uma taça generosa de Porto Quinta de la Rosa Tawny 10 anos Tonel Nº 12 - Douro, encerrou meu dia francês (eu tinha almoçado no Casserole!) com toques lusitanos. Uma noite realmente especial.


[O chef Bruno Oger em ação. Agora, só no Rio!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h00

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Bacalhau à baiana



Alô Bahia maravilha! Nessa sexta-feira, 30 de novembro às 18h30, o Conselho Norueguês da Pesca lançará em Salvador o livro Bacalhau da Noruega faz a festa com segredos da Dadá no restaurante ‘Sorriso da Dadá’, no Pelourinho.

O livro traz 10 deliciosas receitas de bacalhau criadas pela animada cozinheira baiana, mas o mais bacana é que as receitas estarão disponíveis em breve no site www.bacalhaudanoruega.com.br. Fique de olho!

O prato da foto é uma "Farofa de bacalhau norueguês à baiana", com direito a muito dendê e pimenta de cheiro. Se o site não entrar logo no ar, postarei a receita aqui, ok?

Crédito da foto: Marco Terranova

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h31

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Straccetti alla rucola

Promessa é dívida! Abaixo, a receita do maravilhoso "Straccetti di manzo alla rucola" da Conceição Neroni do Margutta (Av. Henrique Dumont, 62, Ipanema - Rio de Janeiro - Tel: 21-2259-3718). Uma das entradinhas mais gostosas dos últimos tempos, experimentem, o sabor do caldinho que se forma é incrível!


Straccetti di manzo alla rucola
- Em uma frigideira com azeite, doure 1 dente de alho cortado em meia lua (fica mais suave)
- Adicione a carne fatiada fininha, quase como um carpaccio e cozinhe em fogo brando
- Quando começar a pegar cor, junte 1/3 de taça de vinho branco e dê uma 'puxada'.
- Junte as folhas de rúcula, sal a gosto e está pronto.
- Sirva com torradas de pão italiano. Pimenta moída na hora também dá um toque especial ao prato.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h20

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Cordel gastronômico



A Tatu, ou Tatiana Damberg, dona do Mixirica, o blog de comidinhas mais bonito do mundo lançou seu primeiro livro solo, A peleja do alecrim com o coentro e outros causos culinários: receitas e cordel (Editora Memória Visual - ISBN : 8589617084 - 104 págs.). O primeiro rebento foi o Papel Manteiga, onde ela dividia o fogão com a Cristiane Lisbôa para deixar as cartas culinárias da Antonia mais gostosas.

O tema não poderia ser mais bacana e a abordagem idem, a Tatu sabe das coisas. Adorei ler a 'orelha' da Chris Campos falando que ela "deve ter nascido já de avental amarradinho na cintura", hehe! E o primeiro capítulo, que traz receitas de baião de dois, escondidinho, caldinho de sururu e bolo de rolo (post abaixo)! Meu cardápio desse domingo!!!

O livro traz receitas clássicas nordestinas entremeadas por literatura de cordel da autora. O modo de fazer é do jeito que só a Tatu consegue explicar: simples e direto, sem lengalenga. E há receitas intrigantes como um aligot de aipim (aipimligot), cupcake de puba com goiabada (inham!!!) e um hambúrguer de siri que vou fazer ASAP!

No capítulo do bolo de rolo, há dicas da Fafah para fazer o bolo e uma pérola da avó sobre degustação: "sirva o bolo de rolo com queijo-do-reino e guaraná caçulinha". Há nordestinidade maior? De cabeceira.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h48

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Bolo de rolo


[Toda chique, na chita floral]


O bolo de rolo não é mais o mesmo! Em minhas últimas viagens ao Nordeste vi diferentes formatos e recheios diversos. Mas segundo me explicou a empresária Jane Suassuna (do Buffet Porto Fino, Recife) o verdadeiro bolo de rolo vem recheado de goiabada mesmo e tem que ter as 13 voltas de massa! Abaixo, alguns registros recentes da minha inseparável digital.


[Versão 'charuto', para carregar na bolsa]



[De caixinha, mas só para não amassar. É da Casa dos Frios, o empório mais descolado de Recife]




[Modelo 'bem casado', lembrancinha do almoço de domingo!]



[Com cocada!]



[Bandeja com flor de 'meia-banda', da banqueteira Jane Suassuna]


[Modelo souvenir: "estive em Recife e me lembrei de você!"]

Escrito por Marcelo Katsuki às 08h24

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Um drinque refrescante



Um drinque rápido, refrescante e muito gostoso? Kir de melancia, favorito lá de casa antes da onda de 'cosmos' e martinis (conheci em Floripa num lugar chamado "Um Lugar") e que foi hit no almoço do domingo, confira:
- Espumante brut na taça
- Um fio de licor de melancia "Marie Brizard" (que tinha sumido do mercado e voltou agora numa embalagem que lembra frasco de xampu popular!)
- Alguns pedacinhos de morango para dar cor e acidez. Tin-tin!

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h47

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Será que ele é?


[Pra comer com os olhos...]


Na semana passada a Paty me convidou para conhecer O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo, a charmosa casinha no número 125 da Oscar Freire. A famosa receita do bolo (que não leva farinha) do cozinheiro português Carlos Braz Lopes, criada há mais de vinte anos, acaba de chegar à cidade!


[Cremoso, crocante, cremoso, crocante...]


A jornalista paulistana e dedicada proprietária da loja Celina Dias associou-se ao cozinheiro, que passou uma temporada na cidade treinando a equipe para reproduzir a receita idêntica à da confeitaria portuguesa.


[O famoso poema de Álvaro de Campos/Fernando Pessoa na parede do pequeno salão]


O bolo surpreende não só pelo sabor mas também pela textura, utilizando finas camadas de merengue de chocolate no lugar da massa e no recheio musse de chocolate Valrhona, marca utilizada na alta confeitaria francesa e que também acaba de chegar ao Brasil.


[Celina, a feliz proprietária da lojinha mais desejada do mundo!]


O bolo tem duas versões: a tradicional, com 53% de cacau e a versão com chocolate amargo, com 70%, a que provei e achei ótima já que o chocolate é divino e o merengue tem doçura mais que suficiente. A fatia custa R$ 7,50, mas você pode levar o bolo em lindas caixinhas de encomenda para uma pessoa, oito (R$ 59,00) ou 14 pessoas (R$ 85,00).


[Simples e saboroso!]


O cardápio da 'lojinha' é o mais enxuto que já vi: além do bolo, há apenas um sanduíche (R$ 12,00), feito com duas fatias de pão português recheado com presunto cru ibérico e um delicioso queijo da Serra da Estrela levemente acrescido de manteiga. Com uma taça de vinho transforma-se na refeição rápida mais charmosa da cidade. É sério! Já para acompanhar o bolo, um cálice de porto envelhecido ou uma xícara de café Suplicy são as pedidas ideais.


[Paty, a garota mais bacana do mundo devora o bolo de chocolate mais gostoso do mundo!]




Daí você vai me perguntar: "Mas e o bolo? É o melhor bolo de chocolate do mundo mesmo?" Foi a pergunta que mais ouvi saindo do almoço na Bela Sintra até entrar na redação e entregar a caixinha do 'melhor bolo de chocolate do mundo' para o 'maior chocólatra do mundo', o Gui, meu assistente que me disse apenas: "Hmmmmm! Gmmmmm! Bmmmmmm!!!" Então eu lhe digo: vá lá e 'veja' com a sua própria boca! Depois volte aqui e conte o que achou!


[Presença do amigo Carlos e o toque da 'terrinha']




O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo
Rua Oscar Freire, 125, Jardins
Horário: diariamente das 10h às 20h
Telefone: 0/xx/11/3061-2172


Escrito por Marcelo Katsuki às 00h49

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Salada de uma noite de verão



Há dias estava querendo fazer uma salada com cebola roxa e algum peixe. O salmão cortado do Pomar (hortifruti perto de casa) deu o empurrãozinho que faltava.

Salada de uma noite de verão
- Cortei 2 cebolas roxas em tiras, escaldei e esfriei
- Juntei 1 tomate picado, 1 xícara de grão de bico cozido, 2 xícaras de repolho fininho
- Algumas fatias de peixe cru (salmão ou pargo)
- Piquei um pouco de coentro e uma pimenta (sem sementes) em tirinhas
- Fiz um molho com uma parte de balsâmico para três de azeite, um pouco de gengibre filetado e sal
- Misturei bem o molho com os ingredientes e servi (a opção na taça foi para mostrar o conteúdo!)

Refrescante! Mas se você sofre do estômago, reduza a pimenta e escalde bem a cebola!

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h53

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Os vinhos Callabriga



A Casa Ferreirinha, do Grupo Sogrape e a Importadora Zahil lançaram ontem num concorrido almoço no restaurante A Bela Sintra os vinhos da linha Callabriga com a presença do renomado enólogo Luis Sottomayor, de Portugal. O almoço contou com a presença de grandes experts do assunto, como o colunista Jorge Carrara da Folha e o editor Ricardo Castilho, da Prazeres da Mesa.



Quase desisti, pois estava atrasado demais (imprevisível meu horário na redação!) mas ainda bem que persisti, apesar do vexame de fazer o enólogo se levantar no meio do seu almoço só para me explicar os vinhos das três regiões apresentadas! Pude me sentar ao lado da Cris Couto (do ótimo blog Seja bem vinho) e degustar os exemplares com seus ótimos comentários; a Cris é uma expert e tem um olfato afiadíssimo! Os vinhos das três regiões apresentadas são produzidos com uvas provenientes exclusivamente da Quinta da Leda mas possuem diferentes matizes, com um perfil contemporâneo, lembrando o estilo do novo mundo.




Provamos os vinhos Callabriga das regiões Alentejo, Dão e Douro (2004) e suas versões 'reserva' (2003). Sou suspeito para falar dos vinhos portugueses, sempre fui fã (aprendi a tomar vinho com eles) e acompanhados do ótimo Bacalhau à Gomes de Sá, foram perfeitos. A Cris optou pelo Arroz de Pato, cujo aroma delicioso quase ofuscou o meu prato! Tive que dar uma garfada, hehe.



O Callabriga Dão Reserva 2003 foi o que agradou logo que foi servido, revelando boa estrutura e grande maciez com seu agradável aroma frutado. Já o Callabriga Douro Reserva 2003 tinha boa acidez e toques balsâmicos e de cravo. Gostei em especial do Callabriga Alentejo Reserva 2003, complexo, evoluiu na taça revelando aromas frutados e de chocolate, além de cedro, perfeito para o meu paladar.




E depois de algumas taças e muita conversinha, o difícil foi escolher a sobremesa diante da bandeja de guloseimas da casa. Fui de 'Toucinho do Céu' e acho que me dei bem pois estava perfeito e foi a mesma opção da Cris, que tem a ascendência da 'terrinha'. Mas como o vinho tem o poder de unir as pessoas, acabamos provando os doces de todos da nossa mesa, nem os diretores da importadora resistiram à brincadeira. Callabriga, seja bem vinho!

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h40

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Jantando no banheiro

Ai, se a moda pega... Em Taiwan inaugurou o Modern Toilet, "bistrô-banheirão" onde até o décor apavora com mesas-pias e cadeiras-latrinas. Você pode sentar e se deliciar mas relaxar jamais, se liga na falta de encanamento!!! E o que falar dessas sobremesas no vaso sanitário? Cremosas? Se sorvete já me faz aquele estrago, imagina esse que já vem no 'formato padrão'? Meu Imosec, por favor!!!






Fotos: Reuters

Abriu o apetite???

Escrito por Marcelo Katsuki às 04h53

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Valorização da cozinha regional

Evento bacanudo no Mercadão de São Paulo (Rua da Cantareira, 306 - Pq. Dom Pedro II/S.Paulo) com a dona Nazaré, cozinheira do Centro de Tradições Nordestinas!!! Vai lá aprender o "baião de dois" e outros segredos da cozinha regional!

Talitha Barros e Tiago Castanho arrasaram no Folia Gastronômica de Paraty e agora vão dividir suas receitas e experiências! E o chef Carlos Ribeiro vem com sua cozinha paraibana fazendo barulho! E o melhor: a entrada é um brinquedo novo ou um panetone. Você participa e ainda colabora com o Natal de muita gente que precisa de um carinho. Vamos lá!

Escrito por Marcelo Katsuki às 04h25

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Berinjelas


O Madame Aubergine (Rua Carla, 25, Tel.: 11-3168-7389) recebe a mestre-cervejeira (ou 'beer sommelier', adoramos modinhas, hehe) Cilene Saorin para uma aula/degustação de cervejas que combinam com o verão, seguida de coquetel, no próximo dia 29 de novembro às 19h30 (valor: R$ 125,00).

Os amantes de cerveja terão a oportunidade de apreciar novos sabores, conhecer a maneira correta para a degustação da bebida, além de dicas para não mascarar o sabor e complexidade da mesma, a temperatura correta para a degustação, cremosidade e qualidade da espuma, além de harmonizá-las com pratos adequados que ressaltam as características da loirinha. Não dá pra perder, né?






Por falar em 'berinjela', almocei ontem no Aubergine (Av. Dr. Vieira de Carvalho, 145, República - Tel: 11-3361-4194) um maravilhoso 'lombo suíno com purê de moranga aromatizado com sálvia e alho e jus de vinho tinto. Delírio por R$ 18,00, prato que poderia brilhar no cardápio de qualquer bistrô fino, ainda acompanha arroz com açafrão. Ah, a foto foi no celular mesmo, por isso o lombo 'tá' com cor de foie gras, hehe! Raspei o prato!

Escrito por Marcelo Katsuki às 04h11

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Culinária portuguesa contemporânea



O Sal & Pimenta, bistrô super simpático lá perto de casa, realizará nessa sábado, dia 24 de novembro, um jantar com cardápio fechado que propõe uma viagem gastronômica inesquecível. É o 'jantar para amigos' elaborado pelo Simon Anthony, jovem chef que realiza uma cozinha portuguesa contemporânea.

Entradas:
- Sangria de champanhe, carambola, morango, pêssego, hortelã e canela
- Tabua de pão Italiano com manteiga temperada
- Azeitona verde Argentina
- Bolinho de bacalhau Português
- Salpicão fatiado

Principal:
- Pernil de Cordeiro no forno com alecrim,
(cebola, batata rústica, cenoura, arroz e farofa rica)

Sobremesa:
- Panacota com calda de morangos frescos

Bebidas:
- Espresso servido com areias de Cascais e cachaça da casa
- Águas, refrigerantes

Os pratos poderão ser harmonizados com vinhos tintos alentejanos (valor dos vinhos cobrado à parte).


Sal & Pimenta Culinária Contemporânea
Jantar limitado a 34 pessoas, lugares confirmados mediante reserva telefônica antecipada
Valor por pessoa R$ 70,00
Horário : 21:00
Local : Rua Sampaio Viana 276 - Paraíso
Tel.: 11-3889-9071

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h33

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Roberta Sudbrack

Hoje tem set especialíssimo para acompanhar o post!
Para ouvir clique no 'play' e selecione as músicas na 'aba' superior.


Cheguei na casinha laranja à beira do canal quase desfigurado tamanha a dor de cabeça e a chef percebeu, até comentou depois comigo. Mas não podia deixar de conhecer o restaurante da premiada Roberta Sudbrack (que inclusive levou o prêmio de chef no Prêmio Rio Show de Gastronomia desse ano).

Minha primeira impressão foi a de extrema cordialidade. Da hora em que botei os pés para fora do táxi até o momento em que atravessei o portão na saída, o tratamento foi sempre de extremo zelo, coisa que a gente gosta e agradece.

A decoração é despojada mas de bom gosto, vidros, metais e madeiras rústicas, flores. O vidro que separa e permite visualizar a cozinha oferece uma integração e interação entre os ambientes. Você vê os cozinheiros prepararem seu prato e eles observarm se você está fazendo careta ou sorrindo de contentamento, quase sempre. Cheguei disposto a harmonizar os pratos (e a cabeça que agüentasse) mas logo na primeira taça de espumante senti que seria bom, desceu bem; respirei aliviado.

Recentemente falei em uma entrevista que o que mais me encantava na gastronomia era a alquimia. Alguma coisa que evolui ao longo da refeição e que de repente, 'pumba', acontece. É todo o conjunto de fatores: comida, bebida, ambiente, música, serviço, que em harmonia propiciam um momento muito especial, para mim mágico mesmo!

Na Roberta Sudbrack foi assim. Eu cheguei quase uma sombra, fui me colorindo com as sutilezas dos sabores surpreendentes a cada prato, elevando o espírito com as harmonizações e quando vi, estava ali inteiro, rindo da conversinha com a Beta e a Lívia. A cada prato realizava uns registros rápidos com minha digital de bolso ansioso para registrar na língua aquilo tudo.

Olhava pro lado, cerrava os olhos e tentava decifrar os sabores íntegros e preciosos com o chef Carlos, sentado ao meu lado. Ao final, nada de palavras, apenas sorrisos e tacinhas em punho. É uma experiência que precisa ser vivida. A chef sai da cozinha para acompanhar os acontecimentos. A recepção no salão é calorosa mas tímida diante de tamanha generosidade e brilhantismo. Viva a chef!!!



Na chegada, espumante Valduga 130 Anos e mini brusquetas, pequeninas e saborosas, prenunciando o que estava por vir. Também pãezinhos de queijo francês tão leves e delicados que se desmancham na mão, antes mesmo de chegar à boca.



O clássico melão com presunto vem na forma de shot: frozen de melão com speck, novas texturas e temperaturas para sabores mais intensos.



Aqui o quiabo é rei! Não estava no menu do dia, mas a chef não hesitou em preparar a especialidade (favorita do Claude!) diante de nossa súplica.



Quiabo defumado recheado de camarões semicozidos. As sementes estalam na boca, o micro brunoise quase não permite identificar o tomate. São sabores distintos num crash de texturas, a língua vibra e a gente também!



A cavaquinha chega fresca, marinada e vai revelando os sabores ocultos no fundo do prato a cada garfada. Os mini legumes surpreendem, parecem miniaturas tenras, comida lúdica com frescor.



O tataki de atum vem sobre enigmáticos feijões verdes e açúcar de beterraba. Os temperos são econômicos mas precisos e as ervas e pequenas flores fazem o prato lembrar um objeto decorativo tamanha a preocupação com o acabamento.



Fim dos pratos do 'amuse bouche'. Pausa para uma espiada na cozinha através da parede de vidro.



O cherne chega com o cozimento perfeito, dourado, macio, interior úmido, sobre as delicadas vagens com pinolis.



Mas o que faz um ovo caipira no meio disso tudo? Olha, me rendi ao sabor da gema, mole, realçada pela flor de sal e pelos aspargos tenros, numa 'farofinha' úmida e crocante que absorve o líquido amarelo ouro que escorre pelo prato.



O leitãozinho de leite chega causando verdadeira comoção na mesa. Com marmelada de tomates e um potinho de chantilly de batatas, leva a refeição ao seu ápice. A chef recomenda comer a pele crocante com as mãos, a carne está tão macia que não resiste à briga dos talheres. A gente obedece molhando as mãos na lavanda. Suspiro lembrando dos 'cochinillos' de Segóvia, mas esses estão ainda melhores.



A sobremesa é um bomboloni de leite maltado. Lembra um sonho, recheado de doce de leite e polvilhado com açúcar, sobre uma calda de leite cremosa cheia de sementinhas de baunilha. Traz referências infantis, é sentimental, reconfortante.



Ao final uma bandeja de docinhos acompanha o despretensioso chá de capim santo, meu favorito! Massinhas delicadas (seriam pâte à choux) recheadas com creme, morango, cobertas com chocolate; brigadeiro de colher e bombonzinhos que lembram Kri, numa recriação da chef que adorava o doce, segundo a Beta.



Outro ângulo, só para atiçar ainda mais a vontade!



O time responsável pela cozinha moderna mas de base clássica da chef, atenta aos mínimos detalhes nos procedimentos culinários. Os sabores já estão todos aqui, registrados na memória. Saudades do Rio.

Roberta Sudbrack
Rua Lineu de Paula Machado, 916
Jardim Botânico - RJ
Tel.: 0/xx/21/3874-0139
Menu degustação no jantar: R$ 180,00 (6ª e sábado) e R$ 150,00 (outros dias).
Menu executivo no almoço: R$ 80,00.

Escrito por Marcelo Katsuki às 03h21

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Margutta Ristorante


[Carpaccio al basilico]


O Margutta (Av. Henrique Dumont, 62, Ipanema - Rio de Janeiro - Tel: 21-2259-3718) tem uma cozinha mediterrânea com ênfase em peixes e frutos do mar, mas as massas também são excelentes. Comandado pelo chef Paolo e sua esposa, Conceição Neroni, o restaurante vive lotado, inclusive de celebridades (algumas até 'batizam' alguns pratos do cardápio, como a Bety Lago e o casal Cláudia Raia e Edson Celulari).



Fiquei encantado com o 'straccetti di manzo alla rugola' (R$ 29,50), carne finamente fatiada salteada com alho e rúcula, poucos ingredientes mas muito sabor! A Conceição até deu a receita, que vou transcrever e postar depois, é fácil e dá uma ótima entradinha.



Outro prato que surpreende pela economia de ingredientes mas ótimo resultado é o 'spaguetti allla Neroni' (R$ 42,50), massa ao alho e óleo com camarões pequenos e pimentão, levemente picante. Comi meia porção e adorei.



O 'penne mari e monti al cartoccio' (R$ 45,50) vem embrulhado em papilote que mantém a massa quente até o último penne. E o sabor dos cogumelos com os frutos do mar fica ainda mais intenso, exalando um perfume delicioso.



Provei um pouco do 'Prato da Boa Lembrança', um penne com creme de espinafre e queijo, sem grandes expectativas, confesso, mas me surpreendi, estava muito saboroso! Talvez esse seja o grande segredo do chef Paolo: extrair sabor de receitas com poucos ingredientes, mas de qualidade. O resultado é sempre surpreendente.



Ainda consegui comer duas unidades de camarões V.G. do 'gamberoni ao forno' (R$ 72,00 - cinco unidades), com aspargos no vapor, mas foi por pura insistência da Conceição. Sobremesa nem pensar, né? Dei uma última 'bicada' na tacinha de vinho e partimos.


[Gamberoni al pomodoro]


A chuva impediu a caminhada no calçadão, tão necessária depois dessa comilança toda, mas nem me incomodei. Gastei todas as calorias dançando até cair na festa Combo, no novo Club 69 (em cima da Devassa de Ipanema). Com projeto do Muti Randolph, a luz é bem mais minimal que do D-Edge, mas elegante. E o som 'tava' ótimo, eletrônicos e roquinhos até entrar um DJ viajandão que fez um set chatíssimo, tombei e fui embora. Mais leve.


[Aragosta ao forno com espaguettini]



[Conceição Neroni, ligada em 220V, a mulher não para!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h51

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A onda dos temakis no Rio


[Temakis pequenos de atum com cebolinha e salmão com alho poró, limão e cream cheese, ambos R$ 7,00 no Yiá!]


As temakerias invadiram o Rio! É o ataque dos cones!!! E eles são chamados de 'big sushis', hehe, engraçado! No meu caminho para a praia passei por duas temakerias, ambas na Farme de Amoedo. A Koni Sotre fica no lugar de uma antiga loja que tinha o exótico nome de "Vale das Bonecas", ali na Farme parecia piada pronta! É ao lado de onde funcionou o Mac Donald's. A outra é a minúscula mas super decorada Yiá, basta atravessar a Visconde de Pirajá (fica ao lado do bar 'Tô Nem Aí') e é do clã dos funcionários do Nakombi!


[Yiá: espaço pequeno mas elaborado, com referências pop do Japão]


Os temakis caíram no gosto dos cariocas, que valorizam uma refeição saudável e prática. Outros dois fatores que ajudaram foram os temakis sem peixe cru (há até opções vegetarianas mas preciso confessar que detesto sushi de tomate seco gente, não dá!) e a função de ponto de encontro, já que a moçada domina totalmente esses ambientes.


[Temaki de tempurá de camarão com uma 'minhoca' de patê de ovas, meio inesperado mas muito gostoso!]



[Temaki de rolinho primavera com molho agridoce. Para vegetarianos]



[Koni Store: ponto de encontro e várias lojas pela cidade]

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h20

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Adeus à barrinha de cereais



Na viagem ao Rio notei que a Varig implantou um conceito bem bacana: Sabores e Aromas do Brasil. Na ida, um reconfortante caldinho de feijão caseiro, arroz, tutu e linguicinha, tem coisa mais brazuca? Na volta, sanduichinhos de pão de mandioquinha, de grãos e sucos de frutas. E olha que fui de econômica! Já que a Gol é a controladora da Varig, bem que podia seguir o exemplo, alguém ainda agüenta aquelas barrinhas de cereais? Avoa!

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h27

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Numa fria



Preciso confessar uma coisa: sou alérgico a sorvete. Pior que descobri que o único sorvete que não me faz mal é o da Häagen-Dazs, mas esse faz mal pro bolso! Seria a água oxigenada, minha gente? O fato é que já passei alguns apuros com chefs que servem sorvetes em degustações e eu me esqueço, tomo e depois desapareço do restaurante sem terminar o serviço! Santo piriri, Batman!!!

Enfim... o fato é que no Rio, mais precisamente em Ipanema, inaugurou na semana passada a Yogoberry uma lojinha exclusivamente dedicada ao frozen iogurte, uma opção mais saudável ao sorvete. Não tem gordura nem corantes ou conservantes e ainda tem um sabor alternativo de chá verde, que é uma loucura!

Fui provar sem medo (fica perto da casa onde me hospedei) e tomei o de chá verde com morango, MM e blueberry. Graças a Deus não tive nada, porque enquanto me deliciava, fui surpreendido por um grupo de amigos que não via há tempos e fiquei botando a conversa em dia. Eles também aprovaram a novidade!



A casa também vai oferecer 'smoothies', o iogurte batido com monin de frutas, mas só quando o fornecedor entregas os copinhos, hehe. Ah, a Yogoberry fica na rua Visconde de Pirajá, 282-C, ao lado da livraria Letras & Expressões, em Ipanema. Os preços variam de R$ 6,00 a R$ 10,00 e três 'toppings' saem por R$ 2,00. Passei lá ontem de novo e peguei fila, já vi que agora é moda!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h48

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O Rio é Show!


[Os melhores do Rio com o prato-troféu criado pelo Filipe Jardim]


O Circuito Rio Show de Gastronomia termina hoje, domingo, depois de cinco dias de aulas, concursos, premiações, filmes e todo o 'gastropeople' do Rio reunido no MAM. O evento premiou os melhores da cena gastronômica carioca em 20 categorias, dentre eles alguns 'pauliocas', como são chamados os restaurantes paulistanos que abriram filiais no Rio.

O formato do evento é interessante e o espaço super adequado. Você pode ficar 'bicando' umas tacinhas borbulhantes na salinha VIP de onde se vê a movimentação na praça de alimentação, nos estandes, na sala de aulas e palestras. Os quiosques arrasaram: comi bacalhau no Antiquarius e paguei 12 pratas, uma beleza!

Entre os vencedores, destaque para o melhor restaurante e melhor francês, Olympe do Claude Troisgros, melhor chef para Roberta Sudbrack, melhor italiano para o Gero, melhor pizza para a Brás (olha os 'pauliocas' aí, gente!), sanduíche para o Cervantes, pé-sujo para o Pavão Azul e pé-limpo para o Jobi (adorei essas categorias!).

No concurso de novos talentos, a vencedora foi Michele Gilaberte com uma receita de pato que levava maxixe! A segunda colocada, Mariane Fernades, fez um pato com pêssegos. Se fosse aqui na Folha, meu editor-chefe desclassificava as duas, já que ele lidera o movimento "Salvem os patos", hehe! Foi uma maratona, mas das boas!


[Vista da praça de alimentação: Antiquarius, Ten Kai, Siri Mole...]



[Gastrovac nada, é o panelão da gastrovaca!!!]



[A platéia do concurso de novos talentos]



[Luís Salem animando a galera do concurso]



[Lucien Taira e Paulo Barossi, do Nakombi, Roberta Malta do JB e Josimar Melo, da Folha de S.Paulo na cerimônia de premiação]



[Platéia de chefs: Flávia Quaresma e Mônica Rangel, com o expert em bebidas, Cláudio Rangel]



[Antiquarius 'pop': arroz de pato a 14 pratas e bacalhau a 12, necessários! ]



[Minha tigelinha de bacalhau à moda do convento: creme docinho de cenoura com lascas de bacalhau, delícia!]



[A chef Conceição Neroni fervendo com o amigo Luís Salem na salinha VIP]



[Comidinhas do backstage: adorei os topopos com frijoles refritos! E a 'champa' também, lógico!]



[Fila pro 'churrasquinho grego' do Amir. Coisa fina!]



[A 'dona da festa' Lu Fróes: crítica do Rio Show e gastrodiva nas horas vagas!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h05

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Sonhos de duas gaúchas



Nessa semana, a cantora Adriana Calcanhoto recebeu o título de "Cidadã Honorária da Cidade do Rio de Janeiro". E sabe o que ela distribuiu para a platéia estrelada (entre eles Antônio Cícero, Suzana de Moraes e Scarlet Moon)? Sonhos criados pela chef e também gaúcha Roberta Sudbrack.

Enquanto os sonhos eram distribuídos, Adriana falou dos sonhos que esperava tornar realidade para viver no Rio de Janeiro, como constatar a cidade com ruas mais limpas, crianças nas escolas e não pedindo esmolas nas ruas e maior igualdade entre as pessoas e combate à violência, ao desperdício da água e à devastação da natureza. Muito bacana!


[O jornalista Luis Carlos Lourenço e Adriana Calcanhoto, carioca 'de carteirinha'!]





Aproveitando a deixa do sonho, li na revista de bordo da Varig que o bombom Sonho de Valsa é um 'setentão' (tá com 69, quase lá) que ainda não perdeu as ilusões e que graças a ele, o romantismo não deve desaparecer tão cedo!

O que mais me impressionou na matéria foram os números. Lançado em 1938, o Sonho de Valsa representa hoje no Brasil 45% do segmento de bombons, ou 10% do mercado total de chocolates! A produção anual da divisão Sonho de Valsa em Curitiba é de 300 milhões de unidades, é 'Sonho' que não acaba mais, hehe! E viva o romantismo!

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h57

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Podcast da semana



Tem podcast novo rolando!!! Tá lá na homepage da Folha! Mas você pode clicar aqui para descobrir qual ingrediente não pode faltar na despensa dos chefs! Ah, e tem o chef Claude Troisgros participando do Receita 10. Escuta lá!

P.S. Tô no Rio!!! Aguardem novidades no finde!

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h10

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Qual é a música?


Sempre que eu escuto "Where life begins" me dá uma vontade louca de tomar uísque. Não sei se é porque na época dessa música eu vivia com um copo de scotch colado na mão com Durepox (tipo Jacqueline Laurence em "O Dono do Mundo", 'ô veiera'!) ou se é o climão da música mesmo, meio lounge, meio sexy, mas bate a vontade.

Música e bebida têm muito em comum. Por exemplo, nos tempos de Xingu, era só ouvir electro para querer uma tacinha de 'champa'. Jazz me dá vontade de tomar vinho tinto, easy listening chama vinho branco enquanto samba pede uma boa cerveja. Tá, são convenções, mas vamos brincar um pouco! Forró combina com uma cachacinha, blues com um bom Bourbon e bossa nova... um chopinho? E o que combinaria com metal, gente? Difícil...

Mas o que me fez pensar nisso, foi o evento "Vinho & Pop-Rock-Hip Hop", um animado happy hour com palestra-degustação que vai acontecer no dia 23 de novembro, a partir das 22h na Boate do Real Astória, no Rio de Janeiro (Av. Repórter Nestor Moreira, nº 11, Botafogo). Quem comanda o show é o grande Marcelo Copello e o DJ Túlio do Fosfobox.

A descontraída aula pretende criar uma relação de vinhos com os ritmos de cada tribo. Por exemplo, qual vinho combina com os playboys, os góticos, os gays e até o pessoal da baixada e das favelas? Para isso, os tipos de uvas serão relacionados aos estilos musicais dessas tribos. Divertido! Inscrições pelo telefone 0/xx/21/2543-2382 (das 13h às 18h) ou pelo e-mail: sbav-rio@sbav-rio.com.br (custo de R$ 35 sócio e R$ 45 não sócios).

E você, tem alguma trilha sonora favorita pro seu pileque? Conta aí o que você bebe enquanto escuta Calypso, vai!

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h39

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Chique simples



Quem disse que precisa ser caro para ser bom? Essa belezura aí em cima foi minha sobremesa na semana passada no La Casserole (Largo do Arouche, 346 – Centro - tel: 0xx11-3331-6283) e é uma daquelas delícias que dá pra gente fazer em casa. Só podia ser coisa da Marie, que sabe bem que o chic é simples. A combinação de banana com doce de leite é ótima, haja visto o sucesso que o "Banoffe" faz mundo afora.

Mil-folhas de Banana

Ingredientes:
- 1 biscoito doce de massa folhada
(você pode fazer o seu assando ou mesmo fritando tiras largas de massa folhada 'Arosa' ou 'Massa Leve' salpicadas com açúcar)
- 1 banana madura
- 1 colher (sopa) de doce de leite
- pistache picado (ou castanha torrada)

Modo de fazer:
- Abra o biscoito ao meio.
- Coloque uma camada de banana picada
- Cubra com o doce de leite
- Salpique o pistache e decore com folhas de hortelã.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h18

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Fim da Folia!

Na verdade terminou o encontro de chefs, pois o "Folia Gastronômica" continua até o final do mês! Clique aqui para ver a programação! Abaixo, cenas do almoço de despedida dos chefs nas instalações paradisíacas do Hotel Santa Clara (km 563 da Rio-Santos - tel.: 0/xx/24/3371-2193 - Parati)


[Entradinhas da saideira: legumes grelhados, brusqueta e carne suína com vinagrete]



[O cenário da festa: pra se deliciar com os olhos]



[Sonho de consumo: uma canoa lotada de espumantes!!!]



[Beijus crocantes com queijo e orégano da chef Thereza Paim]



[Brusquetas de shitake: cor e sabor]



[Carne suína desfiada sobre purê de batada doce e redução de Porto do chef Carlos Ribeiro]



[Casquinha de siri empanada!]



[Brusquetas de camarão levemente picante]



[Gustavo e chef Carlos, responsável juntamente com a chef Ana Bueno pelas entradinhas]



[Meu segundo prato: carne de sol acebolada, farofinha e tutu de feijão, da chef Mônica Rangel]



[Os chefs Heiko e Thereza, no controle das panelas no verdadeiro "hell's kitchen", 50º à sombra!]



[Bobó de camarão, moqueca de peixe e pirão: o toque baiano da chef Thereza Paim]



[Meu terceiro prato, em clima de dendê]



[Doce de leite, de abóbora e os 'copinhos' de casca de limão com doce de leite...]



[...puro deleite da "Gosto com Gosto" da chef Mônica Rangel]



[A equipe que deu aquela força para todos os chefs do evento: Gustavo Rodrigues, Chef João Araujo, Michelle, Thiago, Gustavo, Gabriela e Marina]



[Os animados chefs responsáveis pelo almoço de despedida: Carlos Ribeiro, Mônica Rangel, Thereza Paim e o 'auxílio luxuoso' do chef Heiko, Thiago e Mauricio Louzada ]



Escrito por Marcelo Katsuki às 01h45

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Um porto seguro em Parati



O Porto Restaurante existe desde 1994 e ao longo desse período colecionou críticas elogiosas, não só aqui como lá fora também. A prestigiada revista Condé Nast Traveller elegeu o lugar um dos “100 mais novos, quentes e melhores lugares onde comer no mundo inteiro”. Eu estava passando de bobeira pela rua (e olhando fixadamente para o chão a fim de evitar outro tombo) quando ouvi um som de baixo vindo do fundo de uma portinha. Olhei atentamente e vi a cena toda emoldurada por duas mesas, uma pianista dedilhando um jazz intimista e eu quase não acreditei.



Uma pequena sala com alguns móveis de época, uma bonita cristaleira, uma tela e um Divino Espírito Santo com longas fitas, desses que decoram as ruas em dias de festejo e aquela certeza de que eu precisava muito comer ali. Às vezes acontece isso e eu sigo meus instintos. Sempre.



Voltei ao Porto no dia seguinte e logo na entrada já embarquei no clima mágico ao som do piano da Deuse e do baixo acústico do Zé Andreas. Recolhidos na lateral de segunda sala, que comporta apenas duas mesas, os músicos criam uma seqüência musical perfeita para um momento especial, com standards do jazz e da bossa nova. Às vezes as pessoas agradecem com aplausos, um pouco contidos, e segue a viagem propiciada pela música, pelo vinho e pela comida.

O serviço é impecável. Os garços falam idiomas e atendem aos clientes com um cuidado notável, assim como a proprietária, Cibele, uma paulista que aproveitou a oportunidade de mudança para Parati para concretizar um sonho que ela já havia iniciado em Santo André, com um espaço cultural e gastronômico.



O couvert trazia pãezinhos variados, antepasto, manteiga, um caldinho de feijão leve e uma coisa que adoro: alho confit. Sempre que como me pergunto por que não faço em casa também? Tão simples e maravilhoso sobre uma torradinha fina! Na seqüência, comi a salada de palmitos cultivados na região, naturais, sem aquele gosto de conservante e muito macios.



Escolhi os "Camarões ao Porto" (R$ 63,00), enormes e salteados na manteiga com favas de baunilha e delicado molho de laranja. De acompanhamento, pêras cozidas em molho de especiarias com aniz estrelado e cardamomo, equilibrado e sem excessos, para minha surpresa. Tudo de uma delicadeza ímpar, e eu ainda mais encantado com o clima propiciado pela música, pelo vinho, a paisagem da janela.



Provei ainda o "Filé de Peixe ao Molho de Frutas" (R$ 32,40), cozido no ponto certo com molho de laranja, manga e carambola. Não sei o que estava melhor, se o peixe ou o risoto de alho poró que o acompanhava, certamente um dos melhores risotos de alho poró que já comi.

Fiquei curioso com o "Filé à Dom João VI", servido com purê de frutas secas e vinho do Porto, uma receita dos tempos do Brasil Colônia, mas seria um exagero! Contentei-me com um último gole de vinho e saí caminhando meio sem rumo pelas ruas irregulares de Parati, já próximo da meia-noite. Foi ótimo.



Porto Restaurante
Rua do Comércio, 15 - Centro Histórico - Parati - RJ
Tel.: 0/xx/24/3371-6145

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h21

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Banana da Terra



No sábado fui para a Praça da Matriz em Parati, onde aconteceria o Caldeirão dos chefs, com uma salada gigantesca montada dentro de uma canoa forrada de folha de bananeira. No caminho, dei uma rápida passada no restaurante Banana da Terra (R. Dr. Samuel Costa, 198 - 0/xx/24/3371-2193) da chef Ana Bueno, que apresenta uma cozinha de base caiçara mas com abordagem contemporânea em um belo casarão do século XVII em pleno centro histórico de Parati.



O couvert é impecável: pãezinhos chegam à mesa quentinhos embalados e uma concha de palha e os acompanhamentos são deliciosos: mousse de atum, manteiga de garrafa sólida, mexilhões no vinagrete e antepastos de berinjela e de tomate seco, saborosos e leves!



Com o calor forte que fez no finde, me joguei nos sucos naturais. Depois de provar os ótimos de melancia e de maracujá, fui agraciado pela bartender com um suco especial de morango, laranja, cenoura e gengibre, refrescante e perfeito para recuperar o ânimo!



Como ainda queria comer o 'saladão' dos chefs na praça, pedi logo o Cepilho (R$ 52,00), um filé alto de robalo grelhado com molho de manteiga, ervas e alho sobre fatias de banana e arroz branco. A porção é generosa e o filé vem com uma crosta saborosa que contrasta com o interior úmido e macio do peixe, delicioso!



Finalizei o prato e corri para a praça, onde já rolava a maior animação: todos os chefs devidamente uniformizados serviam os pratos e distribuíam para os passantes, que até se surpreendiam com a salada repleta de camarões, polvo, vinagrete, palmito pupunha, coisa fina! Comi dois pratinhos e fui caminhar pelo centro histórico, atrás de um restaurante que havia visto na noite anterior e que havia prometido para mim mesmo me presentear com um jantar 'acústico'. Fui lá.


[Vai uma saladinha aí?! Chefs Alain, Thereza, Mônica, César e Bella na função]

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h02

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Almoço na Ilha Duas Irmãs


[Chefs a bordo!]


No sábado acordei com uma constelação de sinos dentro da cabeça, mas reuni todas as minhas forças e fui para o porto pegar a embarcação para o Restaurante Kontiki. O restaurante fica na Ilha Duas Irmãs, e foi a locação do aguardado almoço do chef Dantas do Porto Maracangalha, São Luís.


[Capitão João Paulo no comando!]


Eu nem precisava do balanço do mar para ficar mais enjoado, mas ainda rolou animação e gritaria (sim, os chefs são muito animados!) e eu desembarquei na ilha com a sensação de que estava com o balanço do mar dentro da minha cabeça. Que tontura!!!


[Fila indiana pro bandejão!]


Enquanto todos 'abriam os trabalhos' com espumantes, brancos e tintos, passei o dia na maior pureza, só água! Mas fui ressucitado logo no primeiro prato, uma maravilhosa posta de namorado sobre banana da terra caramelizada e coberta com uma redução de laranja e gengibre com filetes de kinkam, criação do Maurício Louzada, um gourmand que cozinha tão bem que acabou 'entrando para a família' dos chefs.


[Filé de namorado com redução de laranja e kinkam]



[O gourmand Mauricio Louzada]


O Maurício é uma figura: canta o tempo todo, tira onda de todo mundo e tá sempre animado. Mas nesse grupo, folia parece fazer parte da cartilha, mesmo dentro de cozinhas que parecem verdadeiros fornos humanos.


[Pescada amarela com camarão e risoto de cuxá]



[Chef Dantas, do Porto Maracangalha]


Na seqüência, o chef maranhense Dantas, do Porto Maracangalha, apresentou uma deliciosa versão 'risoto' do arroz de cuxá para acompanhar um filé de pescada amarela "fêmea, que possui a carne mais macia" recheado de camarões. De sobremesa, sorvetes de goiaba e bacuri que pareciam a própria polpa da fruta congelada, naturalíssimos.


[Mais folia de chefs na gravação do "Mais Você"]


O restaurante Kontiki fica a uns 20 minutos de barco partindo do porto e tem uma estrutura ótima, com mesas na ampla varanda e uma prainha particular perfeita para banhos no mar tranqüilo. Há várias embarcações no porto que oferecem o passeio até a ilha para conhecer o restaurante.


[Terraço com prainha particular]


O calor estava senegalesco, mas preferi me esparramar na salinha sob o ventilador enquanto aguardava o retorno à cidade. A volta foi breve, mas o suficiente para mais uma rodada de brincadeiras e cantorias. Ser chef não é moleza, mas esse povo sabe se divertir.


[Terra à vista!!!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h06

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Folia Gastronômica de Paraty


[Entrada do chef Raphael Desprite, do Marcel, São Paulo]


Resolvi seguir o tema do festival e caí na folia! Minha primeira noite começou na Casa Galeria, onde o artista plástico maranhense Fernando Mendonça inaugurava sua exposição com obras sobre Parati. O coquetel caprichado trazia comidinhas do chef Dantas do restaurante Porto Maracangalha, de São Luís, com beijus de tapioca recheados de carne de siri, canapés de banana com geléia de pimenta, caçarolinhas de charque com abóbora, além de camarões empanados e cachaça.


[Prato principal do chef César Santos, do Oficina do Sabor, Olinda]


Segui para o Restaurante Refúgio (Praça do Porto, loja 4 - em frente ao cais) onde o chef Raphael Desprite apresentou sua entrada com pupunha grelhada com pimenta biquinho, uma quenele também de pupunha com manteiga de garrafa e uma versão minimalista do tutu de feijão. O chef César Santos ofereceu uma carne de sol macia sobre vinagrete de feijão verde e um perfumado purê de batata doce com manjericão. O jantar terminou com o trio de doces da chef Bella Masano: cocada com pimenta rosa, sorvete e um leve manjar de coco servido com delicada calda de caju, gostosa e interessante.


[Sobremesas da chef Bella Masano, do Amadeus, São Paulo]



[Os três chefs convidados e o chef residente, Ney Wivaldo Luzia]


Terminei a noite no Che Bar (Rua Marechal Deodoro, 241) com a degustação de cachaças com o especialista Cláudio Rangel. Aprendi as diferenças de cachaças que utilizam a mesma matéria-prima mas envelhecimentos distintos. Cheirei, provei uma, outra, empolguei-me e quando vi, já estava quase dono do bar, no balcão provando todas as cachaças disponíveis. Não dancei o tango como os animados chefs no salão (gente, como esse povo gosta de causar!), mas acabei a noite perdido dentro do hotel sem conseguir achar meu chalé no meio da mata!


[Cláudio Rangel, explicou tão direitinho que acabei me empolgando?]


Entrei pela madrugada nadando na piscina junto com os estagiários que se divertiam após o dia exaustivo pelas cozinhas, até criar coragem para retomar as buscas. Só encontrei o quarto com a ajuda de um funcionário horas depois, mas nem fiquei tão abalado. No dia seguinte descobri que todo mundo tinha se perdido também, ufa.


[Ana Bueno, chef do Banana da Terra e 'dona da festa'!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 22h24

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Perfeitamente seco



Um drinque para animar o seu finde! Parece caipirinha mas não é. Sugestão da Level Vodka, bebida luxo da Absolut. Gostei muito porque me lembrou do "Dirty Martini", feito com gin, um dos meus favoritos!

O Parfait Dry é um drinque clássico e que valoriza o sabor da vodca. É indicado para acompanhar carnes brancas e frutos do mar, mas com certeza vai muito bem sozinha! E você acompanhado, lógico!

Parfait Dry

Ingredientes:

- 100ml (2 doses) de Level Vodka
- 2 azeitonas
- 15ml de água da azeitona em conserva
- 5 gotas de vermouth
- 1 twist de limão (casca do limão)

Modo de preparo:
Em 1 copo old fashioned colocar 5 cubos de gelo e as 5 gotas de vermouth - Reservar.
Adicionar 7 cubos de gelo no mixing glass com 100ml de vodca e mexer com uma colher bailarina até gelar a bebida.
Passar o conteúdo da vodca para o copo old fashioned já reservado e adicionar a água de azeitona em conserva, mexer e decorar com o twist de limão e as azeitonas no palito.

Pode parecer meio exótico esse detalhe da água de azeitona, mas é a grande sacada do drinque!

Créditos: Receita do Bartender Marcelo Forti (Lelo).
Foto: Mario Miranda

Escrito por Marcelo Katsuki às 07h25

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Assembléia Bar



O Assembléia Bar (Rua Tumiarú, 98 - Paraíso - Tel.: 11-3885-7670) é calouro no "Boteco Bohemia" (aliás a Festa da Saideira é nesse finde!), mas já chega com a maior pinta de veterano. O bar ainda nem completou dois anos na Vila Mariana, mas já tem uma clientela fidelíssima que lota as mesinhas na calçada diariamente promovendo o maior bochicho na esquina da Tumiarú com a Joinville.



No cardápio, pratos para um almoço rápido, como o 'filé aos quatro queijos com arroz' e petiscos típicos de boteco, como 'iscas de filé mignon' e um 'frango a passarinho' bem frito, daqueles que a gente come até os ossinhos.

Pedi um caldinho de feijão, que vem com todos os acompanhamentos separados (salsinha e toucinho frito) enquanto esperava pelo "bolinho de arroz com queijo" (R$ 5,00), o petisco que concorre no Boteco Bohemia.
Os bolinhos são muito bem executados, todos redondinhos (um fenômeno, em se tratando de bolinho de arroz) e no recheio, um mix de queijos onde o gorgonzola dominava com seu cheiro e sabor forte. Muito bom sem falar no ótimo preço!



O bar tem as nacionais Bohemia, Original, Serra Malte, Brahma, Skol, Stella Artois, todas na faixa de R$ 3,50 a R$ 5,00, mas oferece também as especiais Bohemia Weiss, Patricia, Nortenha, Franciscana e Spaten que variam de R$ 10,00 a R$ 14,00. Há ainda uma carta com opções exclusivas, como a Belle-Vue Kriek, a cerveja de cereja alguns posts abaixo.



Fiquei surpreso por descobrir mais um boteco bacana perto de casa. O Assembléia tem um clima agradável, com jovens tagarelas sentados na calçada, grupos de amigos dando aquela esticada no happy hour, casais em clima de 'sétimo céu' (uih, que termo 'véio') e anônimos solitários agarrados ao copo com o olhar no além. Às vezes o barulho é um pouco exagerado para meus ouvidos neuróticos, mas o clima é tão amistoso faz a gente rir. Ou teria sido a breja?



Ah, quer ir na "Festa da Saideira" do Boteco Bohemia? Informações aqui!

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h14

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Perspectivas da culinária japonesa no Brasil


O projeto Saberes dos Sabores da Fundação Japão reunirá amanhã, quinta, um grupo diversificado de pessoas para discutir os rumos da cozinha nipônica no Brasil. Para debater o assunto, Chieko Aoki, Toru Iwasaki, Paulo Yokota, Ilan Kow, Shizuko Yasumoto e esse blogueiro aqui (confesso que me sentiria bem mais à vontade sentado na platéia aprendendo com essas experientes personalidades, hehe!).

Diversos pontos serão discutidos na mesa redonda, desde os problemas da culinária feita no país até o papel da mídia na difusão desta arte. Será também exibido um trecho bem interessante de “Gochisô”, produção do Ministério da Agricultura do Japão que discute a receita do caldo ‘Dashi’.

Data: 08 de novembro de 2007 (quinta-feira), 19h30 às 21h30
Local: Espaço Cultural Fundação Japão
Av. Paulista, 37- 1º andar - Jardins - São Paulo
Inscrições: enviar nome completo e e-mail para: info@fjsp.org.br
Informações: (11) 3141-0110 / 3141-0843

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h44

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Sobre tacos e chiles

Na segunda fui ao Obá Restaurante (Rua Melo Alves, 205, Jardins - tel.: 0/xx/11/3086-4774) para acompanhar um amigo 'quase mexicano' que queria matar as saudades do México e aproveitamos o festival do "Día de los Muertos" para experimentar os pratos típicos que não fazem parte do cardápio fixo do restaurante.



Na entrada, Catrina (a "Gisele Bundchen do além", segundo o Hugo, chef da casa) dava as boas vindas. Dizem que pimenta emagrece, mas a musa ali tava que era só o osso, haha! Ah, tava 'muerta', é verdade... O salão está todo decorado com 'papel picado', as bandeirinhas festivas mexicanas feitas manualmente!



Brindamos com um espumante (ainda não tô podendo com bebidas 'fuertes') e começamos o desfile de gostosuras com as "chimichangas" (17,00), os burritos dourados e recheados de carne com chile “del mero norte”. O burrito é bom mas esse chile era tão delicioso que pedimos mais para acompanhar toda a refeição! Feito com duas pimentas do norte do México (não me perguntem os nomes!) mais suco de abacaxi e gengibre, lembrava um chutney bem picante, muito bom!



Na seqüência, pedimos "chalupitas con tinga" (17,00 ) discos de massa crocante de milho com carne desfiada com molho de tomate e chipotle, com um sabor tão característico que até eu viajei pro México naquele momento!



Como adoro entradas, insisti ainda nas "rajas con crema" (19,00) tirinhas de chile poblano e cebola refogadas em creme para fazer taquitos, que vinham quentinhos na simpática bolsinha de pano. Que coisa mais apimentada!!! Pedimos ainda uma porção de "topopos", para matar a tigelinha de rajas, não deixei uma pimentinha sequer!



De 'platos fuertes', dividimos um perfumado "mole negro" (39,00) um mole complexo e muito escuro feito com pernil de cordeiro e servido com tortillas e “los frijolitos y el arroz, que dios manda”.



E para encerrar a noite, "buñuelo com helado de vainilla y pinole" (11,90) uma massa crocante típica mexicana com melado de rapadura e canela acompanhada de sorvete de creme e uma farofinha de milho. Gostou? Eu, muito! Voltei pra casa com a imagem da Catrina na cabeça e o estômago borbulhando de pimentas! Muita reza pra não sofrer no day after, mas quem mandou abusar!








E nesse clima 'picante' olha o que encontrei: um bufê mexicano em Vinhedo mas que atende a todo o Estado (inclusive capital, mas os eventos fora da regiao de Campinas devem ser acima de 80 pessoas). É o Buffet Nacho Loco, que tem um site bem feito com todas as opções para sua festa temática.

E se você confunde burritos com tacos, clique aqui e aprenda um pouco sobre a interessante culinária do México. Ilustrado e bem bacana, merece uma conferida! E "Viva México"!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h24

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Frigideira de Bacalhau



Ainda nessa vibe nordestina contagiante (deve ser o forró!). Abaixo, minha receita de 'frigideira de bacalhau' (ou fritada, como queiram). E antes que perguntem, eu que fiz sim. E minha mãe pediu para colocar menos leite de coco da próxima vez (eu tinha usado 2 vidrinhos, ando over and over and over...).

Frigideira de Bacalhau

Ingredientes:
- 300 g de bacalhau dessalgado e desfiado
- 1 repolho pequeno cortado em fatias bem finas
- 2 cebolas bem picadas
- 2 tomates picados
- 1 pimentão em tirinhas
- 1/2 xícara de azeite
- 1 colher (sopa) de azeite de dendê
- 6 ovos
- 3 colheres de farinha de trigo
- 1 garrafinha de leite de coco
- Coentro picado (ou salsinha)
- Sal a gosto

Modo de fazer:
- Escalde o repolho com água fervente e seque bem, apertando para sair toda a água.
- Refogue no azeite e no dendê o pimentão, a cebola, o tomate, o bacalhau, o repolho e o coentro, adicione o leite de coco e cozinhe até ficar sequinho.
- Bata as 6 claras em neve bem firme, junte as gemas com a ajuda de uma colher de pau e as 3 colheres de farinha.
- Coloque metade dessa mistura no refogado.
- Unte uma assadeira, despeje o refogado e cubra com o restante das claras em neve. Decore com pimentões e azeitonas.
- Asse em fogo alto por meia hora, ou até que fique bem gratinado.

Escrito por Marcelo Katsuki às 08h00

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Cursos e festivais


A professora Lumi Toyoda, pesquisadora de cultura japonesa, ministra um workshop sobre Etiqueta à mesa japonesa nesse domingo, 11 de novembro, na Associação Aichi (Rua Santa Luzia, 74 - Liberdade - Tel.: 11-4221-1071). O curso aborda cultura e etiqueta com dicas desde como manipular o hashi até as regras de cumprimentos à mesa e custa R$ 20,00. No dia 12, segunda, o curso acontece no Restaurante Shintori (Al. Campinas, 600 - Jardins - Tel.: 11-3422-5122) e inclui jantar completo com sobremesa, bebidas não alcoólicas e estacionamento por R$ 75,00. Ótima oportunidade para aprender um pouco sobre etiqueta japonesa em um ambiente inspirador como o Shintori.






A Viandier Casa de Gastronomia (Al. Lorena, 558 - Jardim Paulista - Tel: 11-3057-2987 ou 3887-2943) já definiu sua programação de cursos até o final do ano e começa nessa terça (amanhã, dia 6) com uma aula de Tapas típicas, Paella Valenciana e Tarta de Santiago (R$ 166,00) com o chef Carlos Ribeiro. Na quinta-feira, é a vez dos pratos de fim de ano como Salada de Peru, Pernil Desossado e Arroz de Castanha com o chef Gustavo Iglesias (R$ 168,00). Clique aqui para ver a programação completa de cursos.






O Atelier Gourmand (Rua Bela Cintra 1783 - Tel: 11-3060-9547) recebe o cozinheiro português Carlos Brás Lopes, proprietário da confeitaria "O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo", em Lisboa, para aula sobre doces portugueses amanhã, dia 6 de novembro, das 14 às 17h. O chef vai ensinar técnicas para a preparação de receitas clássicas como Leite Creme, um doce cremoso para ser comido de colher, Fatias Douradas e Mexidos, um doce à base de ovos e amêndoas. Valor da aula: R$ 156,00.






A chef Cris Maccarone do Madame Aubergine (Rua Carla, 25, Tel.: 11-3168-7389) apresenta no dia 8 de novembro, quinta às 19h30, a aula Nossa diva: tudo com berinjela. É a segunda chance para os que não conseguiram fazer a aula no mês passado. No cardápio, 'involtini de berinjela com queijo de cabra', 'crostada de berinjela' e 'papardele de mussarela de búfala e berinjela. Aula demonstrativa com degustação por R$ 103,00. Veja a programação completa clicando aqui.






A chef Carole Crema apresenta seu curso Oito Saladas com receitas para o verão que podem ser servidas como prato principal ou acompanhamento, com todas as técnicas para a construção de bons molhos, combinação de texturas e sabores e harmonização de ingredientes, com os preceitos fundamentais para se fazer uma boa salada. A aula acontece no dia 12 de novembro, das 19h às 22h na Escola Wilma Kövesi de Cozinha (Rua Cristiano Viana, 224, Jd. América - Tel: 11-3082-9151). Valor da aula: R$ 160,00






O Obá (Rua Melo Alves, 205 - Tel: 11-3086-4774) segue até o dia 11 com o festival que celebra o "Día de los Muertos", com pratos específicos da data e algumas opções de Mole, prato tipicamente mexicano. Não deixe de provar o "Vuelve a la Vida" (R$ 19,50), um coquetel de frutos do mar recomendado para curar ressacas e o "Tacos de Carnitas" (R$ 28,00), um verdadeiro kit 'faça você mesmo' de taquitos, carne, salsita e guacamole. Uma das minhas brincadeiras favoritas: fazer tacos (e comer, lógico!).






O Festival Camburi Gastronômico, no litoral norte paulista, começa nesse dia 9 e vai até 20 de novembro, com a participação dos restaurantes Acqua, Antigas, Cantinetta, Manacá, Ogan e Tiê com cardápios criados especialmente para o evento, além dos menus tradicionais. Os seis restaurantes estarão abertos durante os doze dias de festival, ótima oportunidade para curtir a deliciosa praia de Camburi antes da alta temporada. Mais informações pelo telefone (12) 9715-1699. Quer conhecer os destaques dos cardápios de cada restaurante? Clique aqui e ouça no último podcast!

Escrito por Marcelo Katsuki às 08h09

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Um pedaço do Nordeste

O blog hoje começa com trilha sonora exclusiva para esse post especialíssimo! Para ouvir a trilha sonora que eu fiz, aperte o play ( < ) do tocador e o ( >> ) para mudar de música.

No sábado, aproveitei a tarde chuvosa para visitar o Centro de Tradições Nordestinas, um lugar que sempre quis conhecer e achei que o clima seria ideal: brisa fresca, poucas pessoas por conta do feriado, tranqüilidade. O CTN surgiu para funcionar como um local em São Paulo onde o nordestino possa "se sentir em casa" e sabe que me senti bem à vontade mesmo? Só faltou a praia, hehe.



Chegar é fácil: basta atravessar a ponte Júlio de Mesquita Neto (Marginal Tietê) de onde já se avista o portal com o chapéu de couro gigante! O lugar é organizado: três pratas de estacionamento, revista na entrada (para garantir a segurança) e acesso direto ao centro, com passagem antes pela capela que tem o Padre Cícero dando boas vindas!


Uma rápida passada na capela para ver o vitral com a imagem de Imaculada Conceição e perceber que o hábito de oferecer ex-votos continua vivo para muitos fiéis que depositam peças de cera e gesso junto à imagem do Padre Cícero.








Apesar da chuva os restaurantes que circundam o palco de shows (que acontecem à noite) estavam bem cheios. E como fui avisado por uma amiga que "o povo escolhe os restaurantes pelo brilho das panelas", fomos logo onde estava mais cheio!


[Luiz Gonzaga, o rei do baião!]



A freqüência é bem eclética: casais, famílias, muitas crianças, grupos de amigos, alguns modernos e muitas galegas de farmácia (loiras tingidas, hehe) 'se acabando no baião de dois', o grande sucesso do Box 30, o "Cantinho do Nordeste". Dona Nazaré Fontoura de Lima é a cozinheira da casa; uma potiguar que mantém seu restaurante desde a fundação do CTN, em 1992, e não deixa nem a filha se aproximar das panelas. Controle de qualidade total!


[Coisa de criança]





O 'baião de dois' da dona Nazaré leva arroz, feijão de corda, manteiga de garrafa, queijo de coalho, carne de sol desfiada e coentro e vai acompanhado de mandioca frita e carne de sol, mas é tão gostoso que dá para comer puro mesmo! Essa meia porção aí de cima dá para duas ou três pessoas e custa R$ 16,00. Ah, a macaxeira, ops, mandioca derrete na boca de tão macia!


Comi também a mocofava (R$ 10,00 meia porção), com tempero leve e sem grandes excessos, com a refrescante 'saladinha' de pimentão, tomate, cebola e coentro. A pimenta da casa é forte (pimenta macerada na cachaça!) mas é perfeita para acompanhar o prato.


Com todo aquele clima nordestino, quase a brisa do mar batendo na cara, embarquei na viagem e tomei umas 'lapadas' (doses, como se diz lá) de Rainha, a famosa cachaça de Bananeiras (Paraíba), por R$ 4,50.


A meia porção de sarapatel (foto acima) vem com tempero mais marcante onde o cominho prevalece e sai por R$ 7,00. Já a meia porção de carne de sol com mandioca (foto abaixo) sai por R$ 16,00 e dá para duas pessoas comerem bem.




[Dona Nazaré, a cozinheira do "Cantinho do Nordeste"]


Comi sem culpa e não fiquei nem um pouco pesado. Se não fosse tão cedo, teria ficado até o começo dos shows. Dona Nazaré conta que em dias de grande movimento o centro chega a receber 7 mil pessoas.

Mas o que achei divertido é que nas noites de sexta e de sábado os restaurantes ficam abertos até às 4h, 5h da manhã, fácil, fácil... Já imaginou onde vou saciar o meu estômago abusado no próximo fim de noite, né? De volta pro aconchego.

Centro de Tradições Nordestinas
Rua Jacofér, 615 - Tel.: 11-3488-9400
Bairro do Limão - São Paulo/SP

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h20

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Pelo mundo



Um dos meus sites favoritos atualmente é o Tastespotting, que reúne em sua página inicial os mais novos posts dos blogs de gastronomia do mundo todo. A dica preciosa veio da chef Fabiana Cesana (do Sophia Bistrot) e me pegou em cheio!

A idéia dos criadores é dividir nesse espaço os deliciosos pratos, posts, imagens, produtos e ingredientes que inspiram os paladares dos blogueiros do mundo todo. Mas eles são criteriosos e você tem que enviar a foto e o link do seu post e se submeter à aprovação deles.

Os posts do "arroz preto" e do "arroz malandrinho" foram aprovados! Mas teve um que foi gongado, kkkkk, bola pra frente! Vale a pena conhecer e enviar seus posts, tem muita coisa bacana ali e o site é uma vitrine para o mundo! Apareça!

Clique aqui e participe ou apenas conheça, vale a pena.

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h58

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Cerveja para sobremesa



Os vinhos 'Late Harvest' que se cuidem! Provei na semana passada a Belle-Vue Kriek (R$ 11,00 a garrafa), uma cerveja 'Lambic', que é um blend de cervejas envelhecidas em barris de carvalho produzidas no sul de Bruxelas.

Gente, a cerveja é feita pela maceração de cerejas frescas em alambiques, o que deixa a bebida com uma cor avermelhada e um sabor de frutas vermelhas incrível. Quando você abre a garrafa, já sente o perfume doce da cereja, mas na boca a bebida se mostra absoluamente 'brut'. Delícia!!! O teor alcólico não é alto, acho que uns 8º pelo que me lembro (aih, meus neurônios!).

Ela é indicada para acompanhar sobremesas de frutas vermelhas, strudel de maçã, pêra ou tortas e bolos de frutas, mas você pode tomar pura mesmo. Tenho certeza de que vai cair no gosto das garotas, uma cerveja de grande apelo feminino! Por enquanto apenas uns 15 bares da cidade dispõem dela, mas logo a Ambev deve ampliar essa distribuição.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h59

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Arroz Malandrinho



Receita 'cantada' pela dona Rosa da Academia da Gula (Rua Caravelas, 374 - V. Mariana - tel: 11-5572-2571), naquele sábado chuvoso que deixou meus olhos marejados de cerveja. Comida 'de mãe', daquelas que a gente come bem avonts jogado no sofá da sala.

Arroz Malandrinho
- Em uma panela, aqueça 2 colheres (sopa) de azeite e frite 1 cebola picada até ficar transparente.
- Junte 2 dentes de alho picadinhos e doure.
- Adicione 4 tomates picados sem pele e nem semente e refoque com um pouco de sal.
- Dessalgue 200g de bacalhau em lascas e dê uma escaldada com água quente.
- Agregue ao molho (sem fritar mesmo), junto com 2 xícaras de arroz cru.
- Junte água fervente até ultrapassar 50% do conteúdo (umas 4 ou 5 xícaras).
- Cozinhe em fogo ALTO (ou vai ficar molenga como o meu aí em cima), mexendo de vez em quando.
- O arroz fica bem molinho, como um risoto cremoso e deve ser servido quente com um fio de azeite.

Será que eu acertei? Vou ter que voltar lá e perguntar pra dona Rosa (e aproveitar para comer outra punheta maravilhosa). O importante é que ficou gostoso!

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h04

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Vinho em taça ou em garrafa?


Quantas vezes você já ficou em dúvida no restaurante se pedia uma garrafa ou uma taça de vinho? Eu, muitas! São tantos os fatores a serem considerados: custo x benefício, opções em taça, a dose-padrão do restaurante em questão e até mesmo a sua disposição para beber naquele momento.

Pois a Vejinha fez uma matéria ótima e bastante esclarecedora sobre o assunto. Clique aqui para ler e vá preparado para o seu próximo jantar!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h05

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Comfort book



Os dias andam corridos, as noites curtas, as conversas adiadas. Mas todas as noites quando eu repouso o corpo agitado na cama, acendo a luz da cômoda e abro o 400g - Técnicas de Cozinha. É o meu momento de relaxar e eu encontrei a minha 'paz' num livro técnico, vejam só.

Janaina e Nina já resenharam belamente o livro; eu ensaio há semanas o que falar dele mas não sai nada. Olho os delicados desenhos que ilustram as técnicas de cortes dos alimentos ou que apenas decoram as páginas, em perfeita combinação com a paleta de cores usada em todo o projeto gráfico. Leio as dicas simples mas úteis para armazenar ervas, aprendo a clarificar a manteiga e a distinguir as técnicas de cozimento, saltear, selar, sem estresse. É como uma aula de cozinha, mas eu sigo na maior tranqüilidade, leio, releio, volto páginas.

O livro é imprescindível para estudantes de gastronomia e gourmands, com informações técnicas importantes, tudo muito bem organizado. E traz ainda mais de 300 receitas para você aplicar as técnicas em pratos especialmente selecionados por esse grupo de chefs e professores que dispensam apresentação. Mas é nos detalhes de cada página desse livro que você percebe que o ingrediente principal utilizado ali não se encontra nas prateleiras. Leia e descubra. Essencial.

400g - Técnicas de Cozinha
Autores: Betty Kövesi, Carlos Siffert, Carole Crema, Gabriela Martinoli
Editora: Companhia Editora Nacional
Quanto: R$ 68 (576 págs.)

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h52

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Objeto de desejo


Sou consumista sim, por isso fiquei deveras nervoso quando acessei essa página da Dean & Deluca repleta de tudo aquilo que a gente gostaria de ter em casa: latinhas de castanhas, azeites, kits 'gourmet', livros e o que falar desse "spice rack" aí de cima? Tudo muito 'básico', hehe (menos os preços)!!!

Deus é pai e não consegui descobrir como comprar, acho que só despacham para os EUA mesmo. Vou poder dormir em paz (e a gerente do meu banco também)...

Escrito por Marcelo Katsuki às 08h47

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A volta do podcast



'Demorô!' Finalmente saiu o segundo podcast, tá lá na homepage da Folha! Mas você pode clicar aqui mesmo para ouvir e rir da conversinha que rola. Divirta-se!

Escrito por Marcelo Katsuki às 08h45

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PERFIL

Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

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