Marcelo Katsuki

Comes & Bebes

 

Viva 2008!



Lá se vai mais um ano (e lá vou eu pro meio do mato em Visconde de Mauá!). Quero agradecer a presença sempre amiga de todos vocês aqui no blog e repartir esses votos de "Luz, amor, paz e alegria" que ganhei da Beta (e que vão se transformar em pura felicidade já já no meu estômago) com todos vocês. Muito obrigado, pessoal! E um 2008 maravilhoso para todos nós!!!

Paula & Gabi Chocolate Design - (11) 3742-2570

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h26

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Tender prático

Uma receita rápida e gostosa que fiz no Natal: Tender da Elsie, nossa querida chef do Athaliba Bistrô. Pode ser a atração do seu Réveillon!



Tender da Elsie
- 1 Tender bolinha fatiado (aquele que a gente ganha da firma no final de ano)
- 4 colheres de sopa de açúcar mascavo
- fatias de pão de forma
- 1 copo de vinho tinto
- 2 copo de suco de laranja
- 2 colheres de sopa de mostarda
- 4 cravos
- 3 carambolas
- pimenta do reino
- manteiga
- cerejas para decorar

Modo de fazer: unte uma assadeira com manteiga e forre com o pão de forma. Passe manteiga no pão. Distribua as fatias do tender sobre a camada de pão, cubra com as carambolas fatiadas, regue com o suco e o vinho e espalhe a mostarda, o açúcar e a pimenta. Asse em fogo médio de 30 a 40 minutos. Retire o tender, arrume numa travessa e decore com as frutas. Os pães devem ser batidos no liqüidificador junto com o caldo que se forma no fundo da assadeira, transformando-se num molho encorpado e delicioso para acompanhar o tender. Prático, rápido e saboroso!

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h18

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Jalapeños



Outro dia acordei numa ressaca matadora! Passei o dia todo só na água e saí do jornal direto pro supermercado atrás de algo leve para fazer em casa. Carrinho de compras: carpaccio e rúcula para fazer Strachetti, salmão defumado e queijo boursin para comer com torradas e... pimentas jalapeño!!! Só podia ser efeito tardio da bebida!

Pior que cheguei já comendo o salmão com torradinhas enquando salteava o carpaccio pro Strachetti. Aproveitei e abri um espumante rosé (ótimo pra espantar o calor e qualquer uruca de final de ano) até começar a cortar os jalapeños*.

Eu faço um 'dip' para legumes ou totopos super fácil: bato no processador os jalapeños com creme de leite, suco de limão e sal e sirvo frio, é ótimo. Mas outro dia provei um creme de jalapeños no Obá e pensei em fazer algo similar (baixou um 'cocinero atrevido' sorry, Lourdes!). Atrevido e louco. O creme ficou ótimo, saboroso mas muito picante. Me empolguei e comi com torradas (não tinha totopos em casa), provei com a carne e também fica muito bom. Já estava até pensando em inventar um 'penne ao jalapeño' quando a pimenta bateu no estômago de jeito e me jogou nocauteado e suando frio no sofá. Gosta de pimenta? Então se joga também:



Creme de Jalapeños
- Frite 5 pimentas Jalapeño em tirinhas (sem as sementes) em 1 fio de óleo com 1 cebola finamente fatiada;
- Acrescente 1 xícara de creme de leite e 1 colher de sopa de catchup (para dar cor);
- Acerte o sal e apague o fogo;
- Sirva com mini-tacos quentinhos ou totopos. Também vai bem como acompanhamento de carnes.

*A pimenta Jalapeño (nome científico: Capsicum annuum) é originária do México mas já está sendo cultivada no Brasil. Pode ser consumida fresca, processada em molhos, em conservas, desidratada ou em pó. Quando seca e defumada, é conhecida como chipotle. É muito utilizada em molhos para tacos e burritos, tem aroma forte e pungência picante médio. Seu nome é uma homenagem à cidade de Jalapa, capital de Veracruz no México.

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h13

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Sobre a culinária japonesa no Brasil



Fiquei devendo maiores detalhes sobre o debate do qual participei no projeto Saberes dos Sabores da Fundação Japão e que discutiu os rumos da cozinha nipônica no Brasil. Tive a honra de dividir a mesa com Ilan Kow, Shizuko Yasumoto, Michiko Okano, Paulo Yokota, Chieko Aoki e Toru Iwasaki, grandes figuras! Olha que anotei todos os tópicos, mas sabe o que aconteceu? Perdi minhas anotações!!!


[O grande Ilan Kow, único 'não-descendente' mas grande entendedor do assunto. E eu com a mão no queixo, coisa feia (mas pelo menos escondi a papada gorda!)]




Mas nem tudo está perdido, gente! Para quem se interessa pelo assunto, a Zashi desse mês traz uma reportagem sobre a culinária dos imigrantes japoneses no Brasil e dá um panorama geral do debate também, com citações dos participantes e tudo! Sem falar das receitas de 'oshogatsu' (Ano Novo) e matérias de cultura (tem até a Yoko Ono!), tudo pelo preço amigo de R$ 4,90. Se interessar, corra pra banca!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h45

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Prazeres do feriado

Clique aqui para ver a nossa dancinha!


Enquanto você está aí fazendo arroz de forno com o que sobrou do Natal, o meu feriado está apenas começando. Tô aqui jogado no sofá da sala com uma torta de chocolate da Payard inteirinha no colo curtindo minha primeira noite de folga e assistindo à maratona de "Betty a Feia" na Sony!!! Uma obra quase auto-biográfica, preciso dizer! Sim, porque tem gente que nasce bonita, mas eu, nasci talentoso; tô acreditando muito nisso, kkkkk!

Então relaxa e aproveita esse clima descontraído para curtir a dancinha de fim de ano que eu e minha amiga Betty preparamos. Clique aqui e divirta-se.

Escrito por Marcelo Katsuki às 21h48

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Um pouco de food art

Para alegrar a volta do feriado!







Escrito por Marcelo Katsuki às 08h34

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Presente de Natal

Objeto de desejo mais do que necessário nesse final de ano! Mas tem de vir com uma caixinha de anti-depressivos, lógico, ou com a numeração invertida, hehe.

Escrito por Marcelo Katsuki às 16h36

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Paul Bocuse em São Paulo



O experiente chef Michel Darqué inaugurou em agosto seu simpático restaurante, o L'Atelier numa rua fora do 'circuitão' (no Alto de Pinheiros) onde executa receitas da alta gastronomia com maestria a preços bem acessíveis. Afinal, onde você encontraria um 'souflê de vieiras com alho poró e molho champagne' a R$ 29,00 ou ainda 'lagostines sobre flan de abóbora gratinado ao sabayon de champagne' a R$ 39,00? Minha amiga Tereza atesta: "A mesma qualidade de casas como D.O.M. e Carlota mas pela metade do preço". E o chef ratifica: "No ano que vem vou introduzir novidades no cardápio mas os preços continuarão acessíveis, essa é a filosofia da minha cozinha". Sorte a nossa.



O que pouca gente sabe é que nas paredes do L'Atelier há cardápios de grandes restaurantes do mundo que podem ser pedidos pelos clientes desde que solicitados com 72 horas de antecedência. Entre eles, Fouquet´s, Paul Bocuse, Troisgros, Jacques Cagna, George V, Mamma Leone´s e Buona Tavola. Grandes cardápios internacionais, "mas a preços brasileiros, similares ao meu cardápio", antecipa o chef.



Fui convidado para conhecer esse diferencial da casa e optei pelo menu de Paul Bocuse (de 1995) deixando para o chef o encargo de montar uma pequena degustação. Foi maravilhoso! A cozinha de Michel Darqué não preza pelas sutilezas mas pelo vigor dos sabores. Os pratos chegam à mesa exalando um perfume de ervas que se complementa com os molhos ricos que envolvem carnes e acompanhamentos com sabores consistentes. A seguir, meu 'menu confiance', pelas mãos do chef Michel Darqué.


As estrelas do couvert são os pães de nozes e ameixa seca, crocantes e com massa mais leve, além da pasta de salmão defumado. Há ainda azeitonas e alho temperados, pastas de berinjela, queijo de cabra e manteiga, muito bons.


Poêlée de langoustines aux artichauts, mas como a alcachofra não se encontrava em seu melhor período, foi substituída por aspargos verdes, tenros. Os lagonstins tinham ponto de cozimento perfeito e o molho picante com tomates e ciboulettes me fizeram 'enxugar' o prato: divino.



Os Filets de sole aux nouilles Fernand Point traziam um linguado no ponto, úmido e perfumado pelo bom uso das ervas sobre a massa al dente envolvida pelo molho cremoso, na verdade uma redução de creme de leite, muito saboroso!


O Carré d'agneau persillé à la fleur de thym veio empanado em farinha com salsinha que revelava em seu interior uma carne macia, suculenta e muito bem marinada, que quase dispensava o denso molho com funghi. Os legumes belamente torneado demonstram a preocupação cuidadosa do chef, é sempre um detalhe que me chama a atenção, gosto muito.


Crème brûlée à la cassonad, com açúcar brasileiro, que o chef considera perfeito para o brulée. A textura é tão perfeita, quase aveludada e a porção, generosa!


[Michel Darqué em ação]


Foi uma refeição memorável! Não que eu tenha me transportado para Collonges (onde fica o restaurante original; acho que voi o vinho, chileno, que não deixou, hehe), mas é uma experiência muito prazerosa que merece ser vivida. Agora estou ansioso para voltar lá e conhecer o menu da casa. Adorei a opção de 'terrina de gorgonzola suave com frutas secas e compota de maçã com folhas ao balsâmico (R$ 19,00) e o 'parmentier de rabada sem gordura com terrina de foie gras ao molho marchand de vin' (R$ 38,00). Ah, a carta de vinhos também tem opções a preços muito bons, seguindo a mesma filosofia da casa. Na dúvida, consulte o simpático maitre Ênio, parceria antiga de Michel desde os tempos do Companhia das Índias no WTC.

L´Atelier
Rua Costa Carvalho, 195 - Alto de Pinheiros
Horário de funcionamento: terças a quintas-feiras, das 19h à meia noite; sextas e sábados, das 19h à 1 hora.
Capacidade: 38 pessoas
Reservas: 0/xx/11-3814-3771

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h31

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Rabanadas diferentes



Hoje pela primeira vez senti o clima de Natal (demorô!). Voltei da padoca mastigando uma fatia de rabanada (não deu para esperar chegar em casa) e me lembrei que no ano passado fiz rabanada vários dias e não postei minhas duas receitas favoritas: com raspinha de limão e com vinho do Porto. É tão fácil!

Rabanada diferente
- Fatie um pão amanhecido (brioche seria perfeito, mas serve baguete mesmo).
- Misture leite condensado, a mesma medida de leite e um dos itens: ou raspinhas de limão ou um cálice de vinho do Porto.
- Bata três ovos até espumar.
- Passe o pão no creme rapidamente, passe nos ovos e frite em óleo quente.
- Polvilhe açúcar (se gostar, canela também).

Claro que uma rabanada 'sem frescura' pode ser até melhor, a da padoca estava ótima! Agora, se você quiser ir fundo nesse tema, dê uma passada no blog Simplesmente Vivid da Viviane Andrede e conheça simplesmente 10 receitas de rabanadas. Tem até 'Rabanada de Panetone Com Confit de Abacaxi', uma fatia parida pra lá de gourmet! E um ótimo Natal!


Escrito por Marcelo Katsuki às 10h19

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A invasão das Crocs



Seriam as Crocs as novas Havaianas? Depois das cozinhas e praias, as sandálias Crocs agora invadem as ruas! Também ganhei uma mas não gosto, lembra a máscara do Jason!!! E eu me sinto meio Cebolinha com esse pé redondo!

O ti-ti-ti é tanto que ganhou destaque no sempre divertido e informativo site da Palô. Clique aqui e ria com as opiniões controversas dos fashionistas sobre o item 'love-to-hate' do momento. Conheço um chef-modelo-cantor que não vai pra C.U.C.I.N.A. sem eles e até assina os e-mails com uma clog verde, né Bertz? E você, já aderiu também?


[Também nos modelos 'paizão', Mary Jane, 'peles' para um rolê num calçadão do Alasca e 'veludo-bebê de Rosemary', cruz credo!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h32

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Almoço de Natal do Ritz



Foi hoje. Dia de muvuca na calçada mais charmosa da al. Franca para comer a tradicional Receita de peru do Ritz (R$ 38,00), com o maravilhoso chutney de cereja e a farofa de castanhas portuguesas, molhadinha, deliciosa. Quase uma hora de espera no banquinho, mas com muitas tacinhas de champa circulando gentilmente, quem se importa? Daí num rápido flashback me lembrei da vitrine que fiz lá no Réveillon de 2004. Ou foi de 2003??? Um monte de pratos pendurados, fotos de comida, monitores, um pesadelo manter tudo funcionando, kkk!!!



Pelo menos pude reencontrar meu amigo Paulo Afonso, do Banco de Eventos e responsável pelo décor da Oscar Freire (fui repreendido por não dar o crédito no post, uih!) e botar toda a conversa em dia. Como me atrasei, não conseguimos sentar com as 'gastro-girls' Cris Couto e Bia Marques (foto acima), amigas de garfo e copo, mas já agendamos um almocinho de final de ano! Pena que o 'peru' foi só hoje, um acontecimento delicioso num dos meus lugares favoritos! Agora só no ano que vem.


[Fila, sol e tacinhas, adoro!]


Ritz Franca
Al. Franca, 1088 – tel: 3088-6808 - Jardins/SP

Escrito por Marcelo Katsuki às 15h46

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Em clima de Natal



Na quarta dei um pulo na Viandier Casa de Gastronomia para me encontrar com o chef César Santos (da Oficina do Sabor, Olinda/PE) e enquanto bebericava uma tacinha de vinho, aproveitei para clicar alguns bolos e panetones decorados da casa. Vejam e me digam se dá coragem de comer essas belezuras!



Os muffins, bolos e panetones são decorados com massa americana e os preços variam de R$ 10,00 (muffins) a R$ 80,00/kg do bolo decorado. A casa também oferece lindas cestas de presentes para gourmands além de um cardápio para encomendas de fim de ano preparado pelo chef Gustavo Iglesias com delícias como 'Salada de peito de peru e frutas secas' e 'Salada de bacalhau à portuguesa' a R$ 69,00/kg.

A Viandier Casa de Gastronomia fica na alameda Lorena, 558, Jd. Paulista - tel. 11-3057-2987. Passe lá, nem que seja para admirar a linda vitrine montada na entrada da loja!



Escrito por Marcelo Katsuki às 11h26

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Sorvete de vinho


Já conhece o Wine Cellar Sorbet? Sorvete de vários tipos de vinhos, tem venda online mas só para os EUA, aqui chegaria derretido, né? Na hora me lembrei do 'Celebration', o sabor da Häagen-Dazs criado para a virada do século à base de champanhe e frutas vermelhas. Matador!!!

E com essa novidade, surge mais um título, o do "sorbet sommelier", que vai harmonizar os varietais com outros ingredientes para criar essas maravilhas aqui. Alguém conhece algum sorvete similar aqui no Brasil?

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h18

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Rodízio de petiscos



Hoje eu almocei rapidinho meu delicioso galeto com fritas no Galeto's aqui na Vieira de Carvalho, perto da Folha. E depois fui comer meu necessário brigadeiro preto e branco no café da livraria ao lado. Até aí nada demais, além do fato de que eu deveria ter evitado as fritas já que engordei nos últimos dias (final de ano, já viu!). E o brigadeiro também, mas já foi.



Mas o que me chamou a atenção foi essa chamadinha na mesa do restaurante. Lembra da onda de rodízio de petiscos que tomou conta dos botecos cariocas? Agora tem no Galeto's! Mas muito melhor: se você consumir R$ 15,00 em bebidas, o rodízio fica por conta da casa, ou seja 'de grátis'! Super providencial para esses tempos de festinha da firma! Mas a promoção, que começou há duas semanas, só funciona das 18h às 20h (tanto que se chama "Happy Hour Galeto's", dã...) e apenas de segunda a sexta.

Tem desde amendoim e provolone até pastel, bolinho de bacalhau e frango a passarinho, lógico. Considerando-se a qualidade dos pratos da casa, os petiscos não devem decepcionar. Se você já foi, me conta!

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h47

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Lombo suíno com purê ao Porto

Como eu sempre digo, promessa é dívida, então segue abaixo a receita do prato do chef Carlos Ribeiro servido na festinha de fim de ano do blog.



Lombo suíno com purê de batata doce ao Porto
(Para 08 pessoas)

Para o Lombo
- 1 lombo de 2 kg
- suco de 4 laranjas
- 2 cebolas bem picadinhas
- 1 raminho de coentro
- 1 raminho de salsinha
- 4 dentes de alho bem picados
- 1 colher chá de pimenta do reino moída na hora
- 3 colheres de chá de sal
- 4 colheres de sopa de manteiga com sal
- 1 folha de louro
- 2 copos de vinho branco seco
- 1 pimenta dedo de moça inteira
- 2 colheres de vinagre
- 4 colheres de sopa de óleo

Modo de Preparo:
Coloque a carne com todos esses ingredientes (menos o óleo) para marinar durante uma noite inteira.
Numa panela grande aqueça o oléo, junte a carne suína e refogue primeiro sem a marinada até ela selar e adquirir cor.
Depois junte a marinada, cubra deixe ferver por uns 10 minutos. Coloque água bem quente e deixe cozinhar em fogo baixo por mais 1 hora.

Para o purê
- 1kg de batata doce
- 50g de manteiga
- 30g de creme de leite
- 1 cebola roxa bem picadinha
- 2 copos americanos de vinho do porto

Modo de preparo
Cozinhe a batata doce com pouca água até ficar macia, retire a casca e passe no espremedor. Em seguida numa frigideira coloque a manteiga, a cebola roxa picada e refogue por três minutos. Junte as batatas espremidas e o vinho do porto aos poucos até amaciar em textura de purê. Ao desligar acrescente o creme de leite e mexa bem.

Redução de vinho do Porto (ou tinto)
- 300 ml de vinho do Porto ou tinto
- 4 colheres (sopa) de açúcar

Modo de preparo:
Numa panela pequena, em fogo médio, coloque o vinho do Porto ou tinto e o açúcar e deixe no fogo até que reduza e fique espesso (aprox. 20 minutos).

Montagem do Prato
- Coloque o purê de batata doce, sobre ele algumas fatias do lombo. Regue com a redução de vinho do Porto (ou tinto) e decore com um ramo de alecrim.

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h30

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Novidades no mercadinho


Provei o picolé Kibon Guaraná Antarctica e achei gostosinho, mas falta o gás, hehe! Afinal, quando se juntam duas grandes marcas como a Kibon e o Guaraná Antartctica a gente sempre espera algo surpreendente mesmo! O Guaraná Antarctica Ice, com efeito 'coolin' lançado em setembro foi mais impactante: é como tomar guaraná e chupar uma bala de menta ao mesmo tempo. Bem gelada é um susto só! 'Mó' sucesso de vendas, mas fica no mercado só até o final de janeiro!

E nessa onda quase 'transgênica' que assola as gôndolas dos supermercados, comprei ontem uma batata frita de presunto parma com toque de limão e outra de frango ao curry, horríveis! Será que quem quer batata frita quer tanto aromatizante artificial junto?

Escrito por Marcelo Katsuki às 03h17

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Hambúrguer na balada



Fui conhecer a Matriz Hamburgueria Paulista (R. Dr. Mário Ferraz, 404 - Itaim Bibi - tel.:0/xx/11/3167-0678) da chef Débora Damin (ex-The Fifties), expert na arte de preparar sanduíches. Já fui viciado em cheeseburguer mas lá na Matriz as opções vão enlouquecer até os menos iniciados: há hambúrgueres de picanha, fraldinha, calabresa, frango e até de bacalhau. E uma opção light, o 'cheese berinjela', com hambúrguer magro de berinjela grelhada.



Comecei provando a deliciosa 'soda italiana' de tangerina e a de limão siciliano (R$ 4,80), feitas com Monin de frutas e água com gás. Acho que não tem nada mais refrescante e delicioso para os dias quentes! E de entrada, batatas fritas Matriz, sequinhas e saborosas, crostinis de cogumelo Paris com molho de shoyu e o melhor croquete de carne que já comi: os croquetes da Leonor. Crocantes por fora e molhadinhos por dentro formam a dupla perfeita com o geladíssimo chopp da casa.



Hora dos sanduíches: eu queria provar o de bacalhau mas fui no tradicional da casa, o 'Pic Matriz' (R$ 14,00), com 160g de picanha, super suculento (ao ponto), com um molho especial e brunoise de cebola crua, e não me arrependi. O pão é muito macio e o sabor da carne com a maionese especial de limão (criada a pedido de um cliente da casa) é muito bom! Ah, outra coisa bacana é que você pode montar o sanduíche escolhendo separadamente os ingredientes.



Para acompanhar um hambúrguer, nada como um milkshake. E o escolhido foi o 'shake shake Matriz' (R$ 16,50) de chocolate e morango que chega na mesa acompanhado dos dois copos do sorvete batido o que rende três shakes, quase impossível de tomar sozinho!



E fechando a noite, comi um 'Quatrocentão' (R$ 15,40): filé mignon, queijo, bacon e maionese no pão ciabatta. Ingredientes de qualidade que garantem um sanduíche muito gostoso. Peça para deixarem o ciabatta crocante, fica ótimo.



A Matriz já é um sucesso com apenas um ano de vida, principalmente no almoço quando o amplo salão fica lotado. O desafio agora, segundo me contou o simpático maitre Toninho, é consolidar a casa como ponto de encontro de jovens antes e após a balada (na sexta e no sábado a casa fecha às 4h). Se depender da qualidade (e quantidade) dos produtos, além da ótima localização na agitada Mário Ferraz, o sucesso já está garantido.

Só acho que é preciso investir um pouco na trilha sonora. Fiz minha refeição com um amigo DJ que não acreditou no set que ia de 'Atrás da Porta' com a Elis até uma desesperada Maysa numa fossa danada. Com a chuva que caía na noite introspectiva quase rola um harakiri ali na mesa com a faquinha de pão! Mas resisti, só para poder voltar lá e comer os croquetes da Leonor, divinos.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h16

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Naftalina


Se você é daqueles que acreditam que 'panela velha é que faz comida boa', esse é o seu site: Esquina do Tempo, vintage!!!
Olha esse liqüidificador dos anos 60! Minha mãe tem um igualzinho (e o pior é que funciona!). Mas o que é essa tampa exótica com pino e tudo, me explica? ;o)


Eu também achei um objeto datado nesse finde fuçando um quarto nos fundos da casa. Foi essa maçã de plástico dos anos 70, que eu não sei se era uma petisqueira de verdade da minha mãe ou se era um brinquedo 'de casinha' da minha irmã. Pouco importa, agora é meu novo porta-copos kitsch. Ou seria camp?

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h11

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Guia Josimar Melo e o Fasano


Ontem foi o lançamento do Guia Josimar Melo 2008 (Editora DBA - Preço: R$ 37,00) no Baretto, o bar do hotel Fasano e marquei com a Beta para 'organizarmos a fila', hehe. Também para comemorar um ano de amizade, afinal a gente se conheceu no lançamento do Guia 2007 e não se desgrudou mais. Nesse ano ainda se juntou a nós a animada Cris Couto e eu espantei o cansaço do longo dia com umas doses (a mais) de Buchanan's.


[Tato, nosso "super gourmet mirim" com a amiga Marina Person]


O guia desse ano traz 777 restaurantes, todos com classificação pela qualidade da cozinha (até três estrelas), além de comentários e classificação pelo tipo de cozinha, localização, ambiente e outros itens. O guia traz também 160 bares e cafés, e o mais bacana: os endereços de 344 lojas para gourmets, genial!


[Nina Horta, a mais querida e Josimar, o dono da noite]


Novidades dessa edição: restaurantes com três estrelas: Antiquarius, D.O.M., Fasano, Pomodori e Vecchio Torino. Le Coq Hardy e Massimo, que tinham três estrelas, passaram para duas. As duas principais promoções do ano foram as dos restaurantes Amadeus e La Brasserie Erick Jacquin, que passam a ter duas estrelas.

A noite acabou no restaurante Fasano, foi só atravessar o lobby. Não podia deixar de registrar, afinal foi um jantar inesquecível, com o Manoel Beato indicando o vinho e o Josimar escolhendo os pratos. Áfe, tô ficando mal acostumado!!!


[Amouse bouche: caprese delicada]



[Pennete com foie gras e flor de sal]



[Vitelo crocante com risotto alla milanese]


A sobremesa foi um pratinho de 'cannolis com creme de limão siciliano', tão delicados que se desmanchavam na mão (ou eu que apertei demais, foi o vinho!). Na saída, o corpo destruído mas a alma renovada. Viva esse momento!


[A cozinha do Fasano, porque a gente adora um 'backstage'!]



[Olha a pessoa querendo ser atropelada na Oscar Freire às 3 da madruga. Tudo por um pouco de 'gramur', kkkkk!!!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h49

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Um oceano de contratempos


[Avoooa!]


Passei o finde no interior para comemorar o niver da mama, mas como seria corrido, resolvi ganhar tempo indo de avião. Comprei as passagens da Ocean Air pela internet e achei que estava arrasando. Na ida, atraso de três horas e mudança de decolagem de Congonhas para Guarulhos. E tome busão pela Dutra e uma hora dentro na nave aguardando a decolagem! Na volta, uma hora de espera na sala de embarque para o vôo ser cancelado.

"Mas vocês irão de van para São Paulo e terão um ano para desfrutar dessa passagem". Desfrutar??? 500 quilômetros de van, balançando a cabeça pra frente e pra trás? Nem pensar. Corri para a rodoviária, encarei oito horas sentado na última poltrona do ônibus e desci direto na redação. Ainda corri pro lançamento do guia do Josimar Melo, de onde saí às 3h da manhã, mesmo horário que eu tinha acordado para pegar o vôo que não saiu. 24 horas no ar e ânimo zero para programar uma viagem de final de ano. Pelo menos de avião.

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h31

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Um pedacinho do México



Eu adoro comida mexicana. Música também ('De que maneira te olviiiiiiidoooo'), tequila, toronja, pirâmide, baunilha de Veracruz. Passei um aniversário inesquecível lá, com um grupo de mariachis tocando e cantando só pra mim! Tudo lindo, até minha amiga mexicana afundar minha cara no lindo bolo de glacê branco. Momento 'torta na cara', ou seria 'tuerta', kkk!!! Lambi os beiços e sorri constrangido diante da gargalhada alheia. Mas foi bom, não quero 'me olvidar'...



Na quarta, dia da Virgem de Guadalupe, finalmente fui comer na casa da cozinheira Lourdes Hernandez, uma verdadeira casa mexicana em São Paulo. Conheci seu talento no restaurante Obá, em um festival conduzido por ela e adorei. Mas para comer na casa da Lourdes, é preciso entrar pro mailing dela e aguardar um e-mail anunciando a abertura da 'Casa dos Cariris'. Reservar correndo para garantir um lugar nas pouquíssimas mesas disponíveis e ficar contando os dias.



Implorei para entrar no mailing (lembra quando surgiu o Orkut e a gente ficava pedindo para ser convidado?) mas demorou para chegar o primeiro e-mail! E no primeiro convite, fiquei esperando a confirmação de dois amigos e acabei perdendo a mesa! Daí encontrei a Lourdes no evento do Beato e fiz minha reserva para a próxima sem nem saber quando seria. Na quarta enfrentei a Rebouças com aquela chuvarada toda, mas pouco depois das 21h já estava lá, sendo recebido pelo gentil Felipe, o marido da 'cocinera atrevida'.



O clima não poderia ser mais "lá em casa", com a Lourdes preparando os pratos na cozinha aberta para a sala e a gente sentado na mesinha da copa ou jogado no sofá. O cheiro da pimenta é tão pronunciado que às vezes temos ataques de tosse, mas faz parte da 'experiência'!



Fui recebido com dois shots: um de 'sangrita', feito com suco de tomate, laranja, pimenta mexicana, salsão, coentro e tequila, delicioso! O outro era uma dose de tequila num copinho com uma agave no fundo de vidro, a planta da qual é feita a bebida.

Para preparar o estômago, dois caldinhos: um de 'frijoles borrachos', isso mesmo, feijão com cerveja, uma experiência inusitada! E outro de 'chili atole', um caldinho de milho picante e todo aromatizado pelo mastruz, a erva que tem um sabor muito peculiar. Hmmm, embarquei na viagem... A lista de convidados também é incrível, mas show mesmo é minha memória que não lembra o nome de ninguém, hehe (sorry). A Cláudia até brincou com isso! Bom, além dela estavam a Cris Couto (onipresente em minha vida recente), o Josimar e a Marina, o chef Carlos, o chef Hugo do Obá, a garota do 'baladaboa', enfim, o público também faz parte desse espetáculo, hehe.



Na mesa, 'guacamole com totopos', leve e econômico na pimenta (à parte) e uns 'taquitos de chile pasilla', um delicioso rolinho de pimentão (passa?) recheado com carne de siri, queijo boursin e banana da terra.



A Lourdes passeia da sala para a pia, vai pro fogão e volta com uma travessa de 'arroz com huitlacoche', um fungo do milho que tem um aparência sinistra, mas um sabor que não deixa a menor dúvida: maravilhoso! O arroz vem coberto com o molho perfumado do fungo que traz ervas, alface, chile poblano, coentro, pimentas e o sabor é quase indecifrável. Tive de repetir, meio encabulado.

O potente liquidificador de copo metálico prepara taças e mais taças de margaritas, a Lourdes vai colocando os ingredientes com notório conhecimento de causa e cristaliza as bordas das taças com sal e 'chamoi', um pó de pêssego seco chinês muito usado para iniciar as crianças mexicanas no hábito do consumo de chile. As taças estão lindas e convidativas.



A temperatura sobe com os 'acamayas ao chipotle' no fogo, os enormes camarões preparados com jalapeño seco. Eu, confiante com algumas margaritas na cabeça, resolvi seguir o ritual ensinado pela Lourdes e saboreei todo o molho preso no bigode do camarão, sugando-o.



Olha, foi a maior correria: pra pia da cozinha, pra sala, pro banheiro, de volta à cozinha para lamber sal, tomar água, outra tequila, mas nada adiantava: parecia que tinha uma pimenta grudada na língua e o suor escorrendo pelo corpo não deixava dúvidas: estava batizado pela pimenta. "Da próxima vez você vai sentir apenas o prazer", me reconfortou o Felipe. Aih, minha santinha...



Encerrei a noite com um creme feito pela Lourdes com doce de leite, creme de leite e não me lembro mais o quê. O tequila subiu, a pimenta desceu, quase duas da manhã e todo mundo muito animado com a trilha mexicana especialmente preparada. Tento ir embora mas quase não consigo, é uma 'casa de mexicanos', a festa não acaba nunca. Sento com a Cris na mesa da cozinha e desenhamos projetos para o futuro...


[E estamos entendidos, hehe!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h09

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A primeira vodca de uva



Vodcas aromatizadas são facilmente encontradas nos mercados mas vodcas naturalmente aromáticas são especiais. Estive na terça no Alucci Alucci a convite da Reserve Brands Group, divisão de bebidas superpremium da Diageo, para um degustação de destilados com o enólogo e mestre distiller francês Jean-Sébastien Robicquet, criador da vodca Cîroc, a primeira vodca feita de uva.


[Jean-Sébastien Robicquet, criador da Cîroc]


Quando recebi o convite, fui muito sincero: "Não sou fã de vodcas, nem especialista em destilados e o meu francês só serve para pedir foie gras - e eu ainda engasgo para chamar o Claude Troisgros pelo nome!". Mas insistiram, lá fui eu.


[Bem acompanhado: Luciana, embaixadora da linha superpremium da marca, Bianca da Diageo e Ale Blanco, do blog Comidinhas]


Começamos com um destilado neutro de uvas Ugni Blanc (responsável por 95% da composição da Cîroc), passamos para uma essência de uvas Mauzac Blanc (muito frutada, floral e deliciosa, e que responde pelos 5% restantes da composição) até chegar ao produto final: a vodca Cîroc, levemente cítrica e com uma doçura natural surpreendente. Provamos uma vodca feita de grãos (cereais e batata constituem a matéria-prima das vodcas normalmente) e a diferença é impressionante: inodora e quase abrasiva ao paladar, foi um choque!


[Lia e o martini de maçã verde]


A degustação de drinques foi um caso à parte. A Cîroc harmoniza-se perfeitamente com frutas frescas, champanhe, conhaque (afinal, são feitos a partir de uvas) mas não é indicada para refrigerantes ou xaropes. A vodca tem uma doçura natural que dispensa açúcar ou adoçante. O coquetel feito com uvas frescas, o dry martini, o Mojito e a Cîroc 'on the rocks' são absolutamente perfeitos. Já os drinques feitos com Monin de melancia e maçã verde não agradaram tanto, um pouco doces demais.


[Ganhei uma garrafa autografada pelo Jean!]


Quando perguntei ao Jean o porque de uma vodca feita a partir de uvas, a resposta foi simples: inovação. "Por que você escreve uma matéria nova todos os dias, ou cria uma imagem diferente, está sempre buscando novos estímulos para a sua vida? Está aí a essência do produto."


A noite terminaria no clube Royal, mas eu mal tenho conseguido cumprir a agenda, balada então, só no ano que vem! Agora mesmo acabo de voltar da "Casa dos Cariris", mas isso é outra história. Amanhã eu conto.

Escrito por Marcelo Katsuki às 02h40

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Três drinques de luxo



A Diageo aproveitou a presença do enólogo e mestre distiller francês Jean-Sébastien Robicquet (o criador da vodca Cîroc) no país para promover o II Campeonato de Bebidas de Luxo da marca. O concurso aconteceu na segunda-feira e contou com 30 bartenders de restaurantes como Figueira Rubayat, Royal, Skye, Budha Bar, Spot e Baretto. O desafio era recriar drinks clássicos com Cîroc, a primeira vodca feita com uvas. Abaixo, as receitas, aproveitem!

1º lugar: “Special Cîroc Maitai”
por Orides Paulino de Souza

- 10 ml xarope de amêndoas
- 40 ml suco de abacaxi
- 10 ml Grenadine
- 10 ml água de flor de laranjeira
- 40 ml vodca Cîroc
- 20 ml Curacao triple sec

Modo de preparo:
Misture os ingredientes em uma coqueteleira e coe em uma taça escandinava com gelo triturado. Finalize com uma rodela de limão siciliano, uma cereja e ramos de hortelã para decorar.




2º lugar: “Metropolitan”
por Henrique Medeiros (Buddha Bar)

- 20 ml café
- 20 ml grappa
- 1 colher chá açúcar
- 50 ml vodca Cîroc
- Essência de cooling

Modo de preparo:
Misture o açúcar com 15 ml de café e a grappa e bata até formar uma espécie de purê. Coloque o resultado em uma coqueteleira e bata com gelo e a vodka Cîroc. Antes de servir em uma taça de Martini, coloque o restante do café no fundo do copo e complete com a mistura da coqueteleira. Na borda do copo, passe a essência de cooling para dar uma sensação de refrescância ainda maior.




3º lugar: “Lady Mary”
por Vicente de Paulo (Sky bar)

- 3 gotas de angostura
- 10 ml Mandarineto
- 15 ml Licor de limão siciliano
- 30 ml vodca Cîroc

Modo de preparo:
Misture os ingredientes em uma coqueteleira e sirva em uma taça de Martini previamente resfriada. Decore com um twist de casca de limão siciliano.

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h30

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O best-seller do vinho


Estive ontem no Café Armani para o lançamento da edição atualizada do Guia de Vinhos Larousse (Editora Larousse, R$ 29,90, ISBN: 978-85-7635-259-4) do grande Manoel Beato, sommelier do Grupo Fasano. O livro reúne informações sobre vinhos de todas as nacionalidades disponíveis no mercado brasileiro e o mais bacana: com preços para todos os bolsos.

A primeira edição foi um sucesso (eu li e reli!) e vendeu mais de 50 mil exemplares. Também, acho que é a obra mais democrática sobre vinhos que existe: traz desde vinhos de supermercado de 12, 15 Reais, até vinhos especialíssimos para grandes ocasiões.

Sem falar que o livro é bastante didático, fala de regiões, uvas, explica o serviço do vinho. Mas me diverti mesmo vendo as harmonizações: tem até vinho indicado para acompanhar xinxim e coxinha! Essa nova edição traz ainda 800 novos vinhos e é claro, vou ter que dar outra lida! A organização foi da Guta Chaves, que lançou o Larousse da cozinha brasileira na semana passada e traz belas ilustrações de Rubens Matuck, com quem tive o prazer de trocar algumas idéias, e Ricardo Sanzi.

Clique aqui para ler a micro entrevista com o Manoel Beato feita no lançamento da primeira edição!


[Fervo: Cris Couto, Gi, Manoel e a 'enodiva' Alexandra Corvo]

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h34

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Em clima de festa


[Começam os preparativos!]


Acordei no sábado com duas tarefas: comprar alguns presentes no atelier da ceramista Hideko Honma e fazer um trilha sonora para o jantar do blog, achei que daria até para fazer uma massagem. Como a gente se ilude! Às 19h15 eu estava enrolado em cabos de som no balcão do restaurante quando chegaram os primeiros convidados! Corri para recebê-los e terminei a instalação para relaxar com o primeiro gole de espumante. Dali pra frente foi só diversão.


[Mais de 60 leitores com direito a lista de espera!]


Evento, por mais que você se programe, tem sempre imprevistos. Eu ainda inventei de última hora um sorteio de brindes, saí ligando para as pessoas e felizmente todo mundo ajudou com alguma contribuição. O pessoal do Restaurante Bucatini também foi super bacana, deram todo o apoio e fizeram um serviço eficientíssimo! Agradeço a toda a equipe da casa, Cícero, Ronaldo, Gledson, Rubens, Gonsaga e ao chef Carlos Ribeiro e seu fiel escudeiro André Giovanni, que também apareceu para dar uma força. E à importadora Decanter, que ofereceu vinhos excelentes para a harmonização e à Carne Suína Brasileira que também ajudou a viabilizar o evento.



Se no ano passado eu me atrapalhei todo tentando explicar os vinhos, nesse ano fiquei bem 'relax'! Levei um microfone para apresentar o sorteio (momento quermesse, kkkkk!), conversei com muitos leitores, ouvi dicas e críticas e muitos pedidos para fazer pelo menos dois jantares por ano: menu verão e inverno, hehe. Gente, vocês não imaginam o trabalho que dá!


[Salada de folhas com erva doce, pimenta e lulas infarinata]


Como fiquei correndo para receber as pessoas, encaminhar para as mesas, solicitar o início do serviço, conversar e tudo mais, não consegui fazer muitas fotos e nem ficaram muito boas. Além de ter conhecido muita gente e não ter decorado o nome de todo mundo. Por favor, me ajudem a completar essas legendas das fotos!


[O chef Carlos Ribeiro cuidando da saída dos pratos]





[Lombo suíno com purê de batata doce e redução de vinho do Porto]



[André Giovanni cuidando da finalização dos pratos]



[Ao fundo: Eduardo e Karen. Na frente: Claudia, Ligia e Daniel]



[Vista geral do salão com os leitores do blog!]





[Correndo com o sorteio!]


Sabe o que foi sorteado? Três assinaturas trimestrais das revistas Prazeres da Mesa e Zashi, uma aula na Viandier Escola de Gastronomia, dois vinhos Salton, uma cachaça Serra Preta, três camisetas T-Kats (que eu achei no fundo do baú), dois panetones da chef Elsie Sicilicano, um jantar no Bucatini, outro no Restaurante Taizan e outro no Athaliba Bistrô. E fechando o sorteio, duas peças da Hideko Honma que eu tinha acabado de comprar, moço generoso, hehe!


[A chef Elsie Siciliano, do Athaliba Bistrô entrega para o Eduardo um dos dois panetones que ela ofereceu - de amoras silvestres! - além de ter sorteado um jantar ganho leitora pela Analia Beli]



[Beta Malta entrega o espumante da Salton para o Mobi, cortesia da Carina Cooper]



[Elisa Yusa do Restaurante Taizan entrega para o psicoterapeuta Rubens Kignel o jantar sorteado]



[O sr. Rubens do Bucatini entrega para Carina o jantar no Bucatini]



[O chef Carlos Ribeiro entrega a cachaça da Paraíba Serra Preta para a Teresa, que também esteve no jantar do ano passado]



[Gledson entrega o último prêmio: duas peças do atelier da Hideko Honma]



[A família da Ligia, leitora que eu confundi uma vez com a minha editora chefe e chamei de bruxa por e-mail, kkkkk! Gafe virtual!]



[Cris Couto, Beta e Carina super animadas, fechando a noite e o post!]


P.S.: Obrigado, claro, a todos os leitores que prestigiaram o jantar. Foi muito bom, valeu gente!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 02h27

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Do purgatório para o paraíso


[Festinha ambulante]


Eu sempre recebo convites para inauguração de supermercado, o que acho até engraçado (mas nunca fui). Sempre que o 'seu' Diniz abre uma lojinha, seja em Alphaville ou no Shopping Iguatemi, lá vem convite. Mas quando inauguram uma do lado de casa, eu só fico sabendo porque passo na porta e vejo a muvuca de gente querendo conhecer a nova loja, ora pois! Foi assim que descobri a loja do Pão de Açúcar que inaugurou ontem no Paraíso (rua Abílio Soares, quase esquina com a Cubatão)!



Deus é Pai! A antiga loja do Paraíso era um verdadeiro purgatório! Abafada, feia, quase claustrofóbica! Fazia um esforço e ia até a loja número um (da Brigadeiro com a Batataes) que freqüentei por anos e sabia onde estava tudo. Agora tenho um novo 'parquinho' para gastar as calorias empurrando o carrinho (e torrar as economias!).

A nova loja é bonita. Fui fazer a 'varredura' mas me perdi e passei por alguns corredores várias vezes. As gôndolas ficam dispostas na diagonal, fazendo vários "Vs", inovador mas tão esquisito! Olha que já trabalhei um tempo com layout e comunicação visual de supermercados, mas nunca tinha visto essa disposição. Coisas da vida moderna!



Aproveitei para comprar alguns vinhos da Rio Sol com ótimos preços e uma coruscante vodca Absolut Disco, linda! A nova emabalagem é um verdadeiro globo de espelhos: é só pendurar na lâmpada da sala e ligar o som para rolar a festa! Dessa vez o pessoal da Absolut arrasou, vocês já viram? A mulher que estava atrás de mim no caixa voltou correndo para pegar uma também! Olho gordo, credo!

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h33

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Tecnologia em bebidas



Sempre recebo e-mails de leitores pedindo dicas de onde aprender mais sobre bebidas, principalmente cachaça. Para vinhos não faltam opções, já para cachaça, cerveja, café e até água as ofertas são mais escassas. Hoje recebi um e-mail da Rosa Moraes anunciando o novíssimo curso de Tecnologia em Bebidas na sempre pioneira Anhembi Morumbi.

É o reflexo da expansão desse segmento diretamente vinculado à gastronomia. Conheci garçons que hoje se tornaram sommeliers e até representantes de importadoras de bebidas. É um mercado que só tem crescido. Clique aqui para conhecer melhor o curso, quem sabe não é a sua praia?

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h59

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Só no coreô

Tecktonik: ideal para queimar aquelas calorias extras adquiridas nas comilanças durante a semana (e para quebrar o abajur da sala também!). Se você vir alguém incorporando na pista, não é nenhum caboclo, é apenas tecktonik, a dancinha francesa que lembra um 'vogue no terreiro' (e que invadiu as pistas da cidade). "Strike a pose, Maria Padilha"!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 20h44

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Degustação visual


[Prato do chef Jun Sakamoto. Foto: Sandra Fujishiro ]


A gente sempre diz que come os pratos japoneses primeiro com os olhos e isso não é à toa. Para fazer a análise dessa relação tão delicada de forma e conteúdo (ou ainda, recipiente-alimento), a Fundação Japão traz na próxima terça-feira, 11 de dezembro, Takashi Fukushima, artista plástico e professor da FAU-USP.

Na apresentação, Takashi Fukushima analisará os pratos dos chefs Shin Koike e Jun Sakamoto utilizando os conceitos de linguagem, percepção e imagem. Tive a oportunidade de antecipar um pouco desse assunto com o professor durante o almoço comemorativo da Fazenda Tozan (onde tive o prazer de dividir a mesa com ele) e achei interessantíssimas suas colocações. Tenho certeza de que as pessoas se surpreenderão.

Além de Takashi e dos chefs, participam ainda os ceramistas Kimi Nii, Silmara Watari e Shugo Izumi. Ah, e já deixe reservado seu 'japonês' para depois do evento! Ou você acha que não vai sair de lá querendo morder o carpete?

"Cores e Sabores"
Data: 11 de dezembro de 2007 (terça-feira) - 19h30
Local: Espaço Cultural Fundação Japão
Av. Paulista, 37- 1º andar - Jardins - São Paulo
Inscrições: info@fjsp.org.br - Entrada gratuita
Informações: (11) 3141-0110 / 3141-0843

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h38

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Os melhores do Guia da Folha


Encerra-se nesse domingo, 9 de dezembro, a eleição dos melhores do ano promovida pelo Guia da Folha. Aqui, quem decide é você! Vote nos melhores estabelecimentos abertos em 2007!!!

Clique nos links para votar:
- Melhor restaurante
- Melhor bar
- Melhor doceria
- Melhor cafeteria
- Outras categorias

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h18

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Festival nipo-peruano no Shimo



São Paulo ainda não tem um restaurante peruano, mas você tem a oportunidade de conhecer parte dessa rica culinária no Shimo (Rua Jerônimo da Veiga, 74, Itaim Bibi. Tel.: 0/xx/11/3167-2222). O restaurante do Alexandre Miqui está promovendo um festival nipo-peruano até o dia 11 de dezembro, com a participação do chef Henry Cáceres, natural de Lima.

Estive lá ontem para conhecer o menu degustação (R$ 80,00) com uma amostra interessante da culinária peruana, mas olhando rapidamente o cardápio vi que preciso voltar lá logo: os pratos nipo-peruanos como a picanha mal passada marinada em missô e molho agridoce de agrião e o trio japonês com peixes marinados me deixaram com água na boca.

Comecei a noite com um 'pisco sour del padre' com pisco acholado (um mix, como um 'blend'), limão galego e angostura. Perfeito para dar o clima para as duas entradinhas frias: um ceviche tradicional com muita cebola roxa e coentro onde as batatas doces equilibraram a acidez do prato e um 'tiradito em salsa de aji amarillo', deliciosamente picante! Ainda matei o 'leite de tigre', shot com o caldo ácido do ceviche e um pouco de pisco, desce queimando que é uma delícia, hehe!



As entradas quentes traziam 'anticuchos de carne e frango' com dois molhos e batatas. As carnes são levemente adocicadas e bem mais macias, como se marinadas por um longo período. Já o 'chicharron marinero' traz lulas e pescados empanados em uma farinha peruana (de chuño) e cerveja. Super crocantes com o peso da gordura cortado pelas cebolas marinadas em limão. Acompanhei com uma 'chicha de frutilla', que leva 'chicha morada', um tipo de milho roxo utilizado em infusões para o preparo de bebidas. Nesse caso, vinha com frutas como maçã e abacaxi além de frutas vermelhas numa combinação muito refrescante e sem álcool.



O prato principal pode ser escolhido entre carré de cordeiro com salsa criolla, pato em salsa de 'aji amarillo' (que meu chefe me mataria se eu comesse), malaya de filé mignon e a minha opção: pescado arequipeño com arroz verde e creme de camarões, muito leve com um tempero suave, necessário depois de tanta cebola e suco de limão! Para acompanhar, pedi um pisco sour tropical feito com melancia, uma de minhas frutas favoritas.

O prato me fez pensar nas similaridades da cozinha peruana com a nordestina. O creme de camarões lembrava um vatapá leve, o arroz verde me trouxe à memória o melhor arroz de cuxá que comi em São Luís e a pescada branca, oras, um peixe frito é um peixe frito, sequinho mas com interior úmido, econômico nos temperos, preciso. Talvez isso explique o sucesso do restaurante Wanchako da chef Simone Bert, único peruano no Brasil e instalado em Maceió.



De sobremesa, shot de chicha morada, leitoso e delicado contrastando com o rústico sagu de maiz com sorvete, a mazamorra morada com frutas secas (lembra um mingau) e o creme brulée de lúcuma, uma fruta típica peruana, perfumada mas com uma textura mais consitente que a de um creme brulée convencional.

Para acompanhar o menu do festival foi criado uma carta com sugestões de drinques típicos, como piscos, ponche, chicha e chilcano com preços de R$ 11,00 a R$ 35,00 (a jarra de ponche). O bartender Alexander sugere os drinques e explica todos os ingredientes ondem reinam frutas e especiarias. Peça para ver o 'maíz morado', o exótico milho roxo utilizado no preparo da chicha morada, quase inodoro mas de visual interessante.



Impacto visual é outro ponto do restaurante. Com ambientação criada pelo Marcelo Rosembaum, a ponte na entrada com luzes e motivos de mangá nas paredes fazem você se sentir num ambiente descolado de Tóquio! O banheiro unissex de pastilhas coloridas é outro atrativo, mas tome cuidado no acesso pela escada preta sem luz no piso, ou saia voando como eu. Foi o pisco!

P.S. Corre que o festival termina no dia 11!

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h25

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Uma canja para a arte

Escrito por Marcelo Katsuki às 02h42

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Quatro drinques com Bourbon



Aprenda quatro drinques com o festejado bartender nova-iorquino Jim Meehan dos badalados Pegu Club e PDT (Please Don’t Tell) além de editor da publicação anual de coquetéis da Food & Wine Magazine. O "Muddled Old Fashioned" é daqueles que fazem a gente voar, adorei. Então 'avoa'!!!

Muddled Old Fashioned
- 60 ml de Bourboun ou Tennessee Whiskey
- 15 ml de xarope simples
- 2 gotas de angostura
- 1 medida de club soda
- 1 espiral de laranja
- 4 cerejas ao licor

Misture o xarope, a laranja, as cerejas e a angostura. Junte o uísque, o gelo, bata e coe para um copo cheio de gelo. Acrescente club soda. Decore com laranja e cereja em um palito.




Mint Julep
- 60 ml de Bourbon
- 20 ml de xarope simples
- 4 ramos de hortelã

Coloque 1 ramo de hortelã e o xarope em um copo e mexa. Acrescente o Bourbon e complete o copo com gelo moído. Swizzle. Adicione mais gelo moído formando um pequeno monte. Decore com 3 ramos de hortelã e 2 canudinhos. Na foto o gelo derreteu todo porque esperei o início da degustação com medo de ficar bêbado antes da aula!




Brazilian Derby
- 60 ml de Bourbon
- 20 ml de suco de grapefuit ou toronja
- 1/8 de um mamão papaia cortado em cubos e amassado (ou suco)
- 15 ml de mel

Coloque o suco de grapefruit e a papaia em um copo misturador e mexa. Junte os outros ingredientes e encha com gelo. Bata e coe para um copo de coquetel. Sem decoração mas adorei, afinal a visão da gente lá fora é sempre tão carnavalesca, né? Daí você vai me perguntar o que essa toronja tem a ver com o Brasil: troque por laranja baiana e diminua o mel! Ixi, olha eu mudando tudo, esquece...




Tennessee Mango smash
- 60 ml de Tennessee Whiskey
- 2 quartos de limão
- 1/8 de uma manga, cortada em cubos ou amassada (ou suco)
- 8 folhas de hortelã
- 20 ml de xarope simples

Coloque o limão, a manga, as folhas de hortelã e o xaropo em uma jarra e misture. Acrescente o uísque e gelo. Bata e coe para um copo baixo com gelo. Decore com um ramo de hortelã.

Cheers!!!


[Jim Meehan em ação. Foto: Divulgação]

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h11

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Uma aula de uísque americano



Na segunda estive na Figueira Rubaiyat para uma degustação de uísques americanos realizada pela DISCUS - o Conselho Nacional de Bebidas Destiladas dos EUA. Como a minha praia sempre foram os escoceses, aceitei o convite e acabei aprendendo um pouco sobre a bebida. O evento foi comandado pelo expert Bernie Lubbers, da destilaria Jim Beam, no Kentucky, que deu um verdadeiro show de conhecimento e empatia com o público.



[Bernie, ‘master distiller’ da marca Knob Creek e verdadeiro 'showman']


Na seqüência, o bartender nova-iorquino Jim Meehan, dos bares Pegu Club e PDT (Please Don’t Tell), fez uma demonstração de coquetéis clássicos dos EUA e drinques autorais inspirados no paladar dos brasileiros.


[Jim Meehan preparando os coquetéis do evento]


O que aprendi:
- O Bourbon, a bebida alcoólica típica dos EUA tem que der no mínimo 51% de milho em sua composição, o que confere um sabor rico e doce.
- Os uísques são envelhecidos em tonéis de carvalho americano carbonizado para conferir cor e complexidade ao uísque. Cheirei um pedaço do carvalho queimado e ele tem o mesmo aroma do Bourbon realmente!
- O diferença entre o uísque Tennessee e o Bourbon é que o primeiro só pode ser fabricao no Estado do Tennessee, além de passar pelo processo de 'filtragem no carvão'. O uísque absorve o carvão e é refinado por 10 dias.
- O Bourbon pode ser fabricado em todo o país mas Kentucky responde por mais de 90% da produção, parte em função da qualidade da água encontrada no Estado.
- Os seis títulos degustados foram: Maker’s Mark Kentucky Straight Bourbon Whiskey, Jim Beam Black Kentucky Straight Bourbon Whiskey, Knob Creek Small Batch Bourbon, Jack Daniel’s Tennessee Whiskey, Gentleman Jack Rare Tennessee Whiskey e 1792 Ridgemont Reserve Small Batch Bouron.
- Knob Creek, o Bourbon ultra premium número 1 era o mais rico, com textura complexa e aromas sobrepostos de frutas secas e defumados. Ainda não está à venda no Brasil, mas a minha 'vizinha' Solange (da revista Menu) foi agraciada no sorteio com um exemplar autografado!
- Meu favorito? O "Ridgemont Reserve 1792", sabor totalmente encorpado, cor e aroma de caramelo, tinha até um toque de baunilha. Acho que vou aderir ao Bourbon também (se o meu bolso furado permitir), uma ótima descoberta!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h56

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80 anos da Fazenda Tozan


[Sábado ensolarado sob o pé de jatobá de 200 anos]


No último sábado estive na comemoração dos 80 anos da Fazenda Tozan que foi toda decorada para receber empresários e personalidades que de alguma forma fizeram ou fazem parte da história dela. A Tozan é uma empresa que nasceu para atender às necessidades dos imigrantes japoneses no começo do século passado e que hoje participa ativamente dos eventos da comunidade nipo-brasileira no país.

O presidente da Tozan, sr. Toru Iwasaki recebeu todos os convidados e ofereceu um almoço capitaneado pelo chef japonês Nakayama com alguns pratos brasileiros utilizando ingredientes tipicamente japoneses. Até o churrasco recebeu tempero especial e o arroz carreteiro veio executado com arroz japonês, resultado em pratos distintos. O chef Fujiki da embaixada do Japão veio de Brasília para uma demonstração do preparo do 'sobá', macarrão de trigo sarraceno feito manualmente.

Todos os convidados receberam uma caixa com a peça comemorativa para servir saquê criada com exclusividade pela ceramista Hideko Honma para o evento, que foi encerrado com o plantio de cerejeiras na entrada da fazenda pelos próprios convidados.


['Saketini' feito com Hpnotiq, suco de limão, Cointreau e Namá saquê, refrescante!]



[O sr. Toru brinda com os convidados. O chef Rodrigo Martins (Pomodori), ao centro, ainda levou a peça de cerâmica 'azulada', segundo Hideko, uma peça muito especial]



[O chef Fujiki fez a massa na hora e cortou milimetricamente utilizando apenas uma peça manual. O resultado foi uma massa leve e muito saborosa]



[Os chefs Fujiki e Nakayama preparam o sobá no cenário bucólico]



[A ceramista Hideko Honma apresenta a peça comemorativa criada para o evento e que foi inspirada em uma antiga peça também utilizada para alimentos]



['Oniguiri', o singelo bolinho de arroz, presença obrigatória em qualquer festa japonesa!]



[Outra peça da Hideko: até a salada de repolho fica mais gostosa nessa impressionante travessa]



[A minha peça: vou estrear nesse finde tomando Senju, um saquê especialíssimo que o Alexandre Iida da Adega de Sakê me deu para experimentar!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h52

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Larousse da cozinha brasileira


O mais novo livro sobre gastronomia brasileira foi lançado ontem no restaurante Obá e responde pelo nome de Larousse da cozinha brasileira (ISBN: 9788576352532, 200 páginas, R$ 119,00, Ed. Larousse). As autoras Guta Chaves e Dolores Freixa mapearam toda a culinária do país dividindo em regiões e contam sobre ingredientes, folclore, história, festas populares e claro: receitas. Além das cinco regiões, três capítulos especialmente dedicados ao Maranhão, Bahia e litoral, com suas peculiaridades.

O lançamento ontem no Obá permitiu aos convidados provar os quitutes feitos pelos chefs. Adorei o 'picadinho carioca' da Renata Braune, a 'casquinha de caranguejo com farofinha' da Ana Luiza Trajano e o 'foie gras com gelatina de acerola e sal de abóbora' do Alex Atala, tudo em versão finger food!

"Quem foi ao Pará parou, bebeu açaí, ficou"
A obra já nasce com cara de referência, é super didático e bastante ilustrado. Além do conteúdo muito bem organizado, o livro tem ótima impressão em papel couchet e capa dura. No finalzinho, a presença da culinária contemporânea brasileira com receitas de grandes chefs como Alex Atala, César Santos, Paulo Martins e a querida Benê Ricardo, brasileiríssima! Até o Claude Troisgros marca presença com uma receita de Vatapá de Vieiras. Mas é no cotidiano da comida e nas belas descrições das tradições, festas e ingredientes que o livro faz poesia.


[Tietando a Guta. Foto: PathoPress]

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h02

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O maior caruru do mundo


Hoje é dia de Santa Bárbara (madrinha dos bombeiros e padroeira dos mercados na Igreja Católica) ou Iansã (santa guerreira, senhora dos raios, dos ventos e trovões no candomblé) e a minha santinha amanheceu cheia de flores! Comprei essa imagem em Salvador de tanto falarem que eu era filho de Iansã, que medo! E também porque achei hype, com luzinha dentro, agora tenho que cuidar, né?

E fico aqui imaginando a delícia que vai ser hoje todos os 'carurus de Iansã' que acontecem na Bahia, hmm que vontade! Li no Correio da Bahia que a ialorixá Risalva Silva Soares, do Terreiro Jurema, doou 154 mil quiabos para o maior caruru já distribuído na cidade em agradecimento a um pedido atendido por Iansã. Vai ter até chuva de pétalas vermelhas lançadas de um helicóptero, é o poder!

Minha querida chef baiana Tereza Paim conta que preparou 3,8 toneladas de comida para o caruru de Iansã no Iguatemi! Uma mega festa para 6 mil pessoas, com caruru, vatapá, acaça, xinxin, acarajé, e outros itens. Arrasou, minha nega!

E se você se interessou pelo assunto, clique aqui para ler sobre Santa Bárbara. E aqui para se inteirar das andanças de Iansã.

Agora, quer 'rodar a baiana'? Aprenda alguns pontos de Iansã! Clique aqui e bota esse trovão pra fora, "Eparrei"!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h06

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Na mídia


Farinha: sim, as 'portas douradas da sociedade' se abriram para mim e eu fui parar na RSVP/Caras!!! Compre a revista e veja a minha cara gorda comentando os panetones mais gostosos da cidade. Mas como nada na vida é de graça, tive que passar alguns dias comendo quilos da iguaria para fazer a lista dos 10 mais. Eu, que faço até torrada de panetone para esticar o clima natalino, confesso que vou passar esse Natal só no peru. Pelo menos até perder os quilos adquiridos com a experiência!


Facão: a novíssima revista Zashi (que quer dizer 'revista' em japonês) que trata dos mais variados assuntos relacionados com a comunidade nipo-brasileira como cultura e comportamento - e que dedica muitas páginas à gastronomia - traz uma entrevista comigo onde desvenda toda a saga do "japa comilão emergente", uih. Por que eu larguei a arquitetura e fui escrever um blog de comidinhas? Ixi, a história é longa mas tá lá. Li e ri da minha inocência baiana, tá quase um texto de auto-ajuda, hehe. Pollyanna adora!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h01

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Jantar do blog



Cardápio definido! Ufa!!!
- Na chegada: mini brusquetas (1 taça de espumante)
- Entrada: mix de folhas com anéis de lula grelhados, azeitonas e pimenta dedo de moça (1 taça de vinho)
- Principal: lombo suíno com especiarias sobre purê de batata doce ao Porto (1 taça de vinho)
(para quem não come carne, a opção de Mezzaluna de queijo ao pomodoro - foto abaixo - deve ser informada no ato da reserva)
- Sobremesa: o Parfait de panetone com frutas vermelhas e creme patissière - foto 2 posts abaixo (1 tacinha de vinho de sobremesa)
- Água e café, tudo isso por R$ 40,00 (+10% serviço)

Local do regabofe
No Bucatini! Rua Abílio Soares, 904, Paraíso/S.Paulo, nesse sábado, 8 de dezembro a partir das 20h.
www.bucatini.com.br

Como fazer sua reserva
- Ligue para (11) 3887-5769 e fale com o Cícero, das 9h às 16h. As reservas deverão ser pagas antecipadamente (no local ou via banco até quinta), depois entra a 'lista de espera'. Ligue djá!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h30

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Sexo e chocolate


Quer aumentar a sua capacidade cerebral? Faça sexo, coma chocolate amargo e se 'entupa' de frios no café da manhã. Leia mais sobre essa novidade clicando aqui! Nem tudo o que é gostoso faz mal, gente, Deus é Pai!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h00

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Jantar de fim de ano


[Vai resistir?]


Anote na sua agenda! É nesse sábado, 8 de dezembro, o tão esperado Jantar do Comes e Bebes! Ainda não fechei o cardápio - que será harmonizado com vinhos - mas devo anunciar até amanhã. O desafio está sendo criar um cardápio bacaninha com preço amigo: R$ 40,00 (mais 10% serviço) com vinhos incluídos, não dá para perder.

A sobremesa já foi testada nesse finde: é esse "Parfait de panetone com frutas vermelhas e creme patissière", para comer sonhando! O lugar também já está definido: o restaurante Bucatini no Paraíso (São Paulo) com o chef Carlos Ribeiro. As vagas, poucas: 40. Então amanhã eu volto com as definições e como vocês fazem para garantir uma reserva, ok? Vai ser uma noite e tanto!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h37

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Nakombi - Rio


Uma das coisas que eu mais gosto quando vou ao Nakombi é a sensação de estar em qualquer lugar do mundo, como se estivesse longe de casa. Claro que a comida é importante, mas comer no Nakombi significa aguçar todos os sentidos, não apenas o olfato, o paladar e a visão. O clima criado pelo ambiente, pela música, pelos detalhes propiciam uma experiência que vai além dos hashis. O Nakombi poderia estar em qualquer lugar do mundo, mas para nossa alegria está aqui!

Fui conhecer a filial carioca, inaugurada depois de dez anos de sucesso em São Paulo e fiquei impressionado. O salão é enorme, tem um amplo mezanino, vários ambientes, teto retrátil com revestimento em ouro (!) e até uma inscrição da música "Rosa de Hiroshima" em japonês feita no teto do restaurante. Isso sem falar do deslumbrante painel dos Gêmeos que ocupa toda a lateral do salão. O proprietário Paulo Barossi não economizou e criou um restaurante no mínimo encantador.

Os 'ozashikis' oferecem um conforto extra: você pode conectar seu iPod e criar a trilha sonora da sua 'salinha'. Mas nem precisa, a música no Nakombi é outro elemento que integra a cena, sempre em um volume um pouco acima da média, o que confere ao restaurante um clima de pré-balada. Internet wi-fi é outro conforto que o restaurante oferece desde sua inauguração.

O Nakombi situa-se no pólo gastronômico do Jardim Botânico e divide a quadra com outro 'paulioca' (como dizem lá), a Pizzaria Bráz. Nesse epicentro, encontram-se ainda o Mr. Lam, o Gula Gula e a pizzaria Capricciosa.

No comando da cozinha importaram de São Paulo a chef Lucien Taira e o shushiman Ohata, que dominam o extenso cardápio e estão fazendo bonito por lá. Lucien foi até indicada a chef revelação no prêmio Rio Show desse ano. Banzai!


[Rosbife de atum com shiitake: preciosa criação da chef Lucien Taira]



[Tataki de salmão com azeite de limão e 'haná nirá']



[Aspargos crocantes com gergelim e molho ponzu]



[Gunka Fire: salmão flambado e ovas]



[Degustação de sushis e sashimis, com mini polvo e peixe prego marinado - meu favorito - entre outros]



[Sorvete de chá verde, intenso e refrescante]



[Cheese cake de tofú: textura surpreedentemente macia]



[A chef Lucien Taira]



[O bonito painel dos Gêmeos: delicadeza]



[Inspiração mangá nos divertidos banheiros do Nakombi]


Nakombi
R. Maria Angélica, 183 - Jardim Botânico - Rio de Janeiro
Tel: (21) 2246-1518


Escrito por Marcelo Katsuki às 16h32

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Borsalino - Rio


["Nodino di manzo alla griglia" (R$ 58,00) Prime Rib “Red Angus” grelhado, legumes e batatas ao forno. Corte da costela que abrange o bife de ancho e o chorizo, especialíssimo!]


No corrido final de semana no Rio, fui conhecer o Borsalino, premiado restaurante do chef Pietro Neroni. O chef, nativo da região Marche da Itália, assina um cardápio de base mediterrânea com massas, pescados e frutos do mar mas pode-se comer maravilhosos grelhados de carne "Red Angus". O restaurante foi eleito o melhor italiano do Rio por cinco anos consecutivos (de 2003 a 2007) pelo Globo. O atendimento é muito cordial e a agradável varanda da entrada muito disputada.

O Borsalino está localizado no Terraço Market Street, na Barra, em frente a uma bonita praça com chafariz e tendo ao lado a pizzaria Bugatti, do chef Pietro e de seu irmão Paolo Neroni. Lá há uma bonita adega com destaque para os rótulos italianos, claro. Dentro da Bugatti há ainda um sushi bar, então não é por falta de opções que você não vai conhecer esse simpático e bucólico pólo gastronômico na Barra. Muito bom!


["Antipasto Borsalino" (R$ 29,00) com ”parma”, copa, mortadela, mozarela, tomate com vegetais grelhados]



["Carpaccio de congro-negro", carne 'gorda' de sabor forte, quase um 'foie gras' marinho, hehe. Um dos meus peixes favoritos, mas não posso exagerar! Esse não está no cardápio mas dá uma chorada pro sushiman!]



["Mozzarella alla milanese" (R$ 29,00) mozarela de bufala à milaneza ao sugo com manjericão. O queijo fica macio e o interior derrete na boca]



["Farfalle con gamberetti e zafferano" (R$ 39,00) com camarões pequenos, açafrão italiano, mais suave e creme de leite: comfort food!]



["Bistecca alla Griglia" (R$ 48,00), bife de chorizo “Red Angus” grelhado, legumes e batatas ao forno. O arroz foi pedido à parte, mas nem precisa!]


O Borsalino
Av. Armando Lombardi, 633 - Terraço Market Street
Barra da Tijuca - Cep: 22640-020 - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: 0/xx/21/2491-4288

Escrito por Marcelo Katsuki às 18h23

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Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

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