Marcelo Katsuki

Comes & Bebes

 

Cozinha fusion no Brasil


O sétimo episódio do Diary of a foodie fala do sucesso da cozinha 'fusion' no país com três chefs que já dão uma mistura boa: Alex Atala, Adriano Kanashiro e Dadá.

Clique aqui para ver o vídeo, bem produzido mas em inglês (indicação da Cheryl) e entenda porque o ícone 'fusion' do país pode ser um prosaico pastel.

Escrito por Marcelo Katsuki às 18h55

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O Buraquinho - Recife


Cheguei ao restaurante O Buraquinho (Pátio de São Pedro, 28 - tel. 0/xx/81/3224-6431) procurando pela Dalva, mas não havia nenhuma Dalva e sim Dora. Duas, aliás. A Dora, me contou o Bruno Albertim, é a garçonete mais antiga da cidade e eu queria muito poder falar com ela, ouvir um pouco das suas histórias. Mas quem disse que a mulher para algum instante? Nem pensar, Dora atravessa o salão inúmeras vezes com a bandeja lotada de pratos, bebidas, serve, sorri, abraça os clientes. Fui levado até lá, bem no Centro do Recife, pelo Cesar Santos que queria me apresentar uma comida regional simples e saborosa. Adorei.


Os pratos são para duas ou três pessoas e os preços variam de R$ 15,00 (Cabidela) a R$ 19,00 (Carne de sol com acompanhamentos). Começamos com uma saladinha para acompanhar a omelete de siri, que lembrava uma tortilha espanhola, levinha e bem recheada. Tomamos uma dose de cachaça gelada e logo chegaram os pratos principais: galinha ensopada, à cabidela, o tradicional cozido nordestino com carnes e legumes e os acompanhamentos: farofa de jerimum, arroz, feijão e o meu favorito, o pirão.


Sinceramente, foi uma das melhores comidas regionais que já provei: despretensiosa e muito saborosa. E olha que eles nem pesam nos temperos, tudo muito equilibrado e posso dizer até que 'leve'. Tanto que saímos de lá super dispostos a uma caminhada pelo comércio local atrás de fantasias para o baile do Municipal, que acabei perdendo por conta da cachaça-descontrol. Tudo bem, me diverti mesmo assim e quero muito poder voltar ao Buraquinho em minha próxima visita à cidade. Ah, a casa tem um slogan! "O Buraquinho: onde você é bem servido". Eu diria, 'muito bem servido'! E eu nem tô falando da simpatia da Dora.


[Os chefs Cesar Santos e Auricélio Romão com a Dora]


[A maravilhosa fritada de siri deixou saudades]


[A galinha à cabidela da Dora, me acabei no molho agora que aprendi a gostar]


[O rico cozido nordestino, com tempero bem equilibrado]


[A galinha guisada]


[As duas Doras: uma atende o salão e a outra, Dorotéia, no balcão]

Escrito por Marcelo Katsuki às 02h19

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Wiella Bistrô - Recife


Quem passa em frente ao Shopping de Decoração nem pode imaginar o espaço ocupado pelo Wiella Bistrô (Av. Eng. Domingos Ferreira,, 1274, Boa Viagem - tel. 0/xx/81/3463-3108). Além da área externa, mais despojada, há um grande salão com iluminação intimista e ótima música ao vivo, além de outro salão junto da adega, climatizada e perfeita para gastar algumas horinhas.

O maître-sommelier da casa é o experiente Otoniel da Costa que trabalhou por anos para o Laurent Suaudeau além dos hotéis Emiliano e Le Méridien, no Rio. O Otoniel sugeriu o "Chaminé Tinto 2006", um alentejano que tem em sua composição quatro cepas: aragonês, trincadeira, castelão e moreto. De paladar macio e estruturado, foi ótimo para acompanhar nossa degustação.


O couvert trazia pãezinhos, brioches, torradas e pastinhas variadas além de manteiga. Tentei me segurar para seguir até o final, mas adoro vinho com pão.


A entrada era um "coquetel de camarões" (R$ 25,00) com purê de amêndoas e um molho de tomate agridoce que chegou na mesa soltando fumacinha! Passei um pedaço do camarão no molho e me deliciei com o purê, simplesmente perfeito.


O primeiro sabor que senti ao provar as "codornas recheadas" (R$ 34,50) com molho de jabuticaba e suflê de legumes foi o do recheio, rico em miúdos. Sabor forte potencializado pelo molho, bastante reduzido.


O "robalo em crosta de ervas" (R$ 36,50) com risoto de palmito fresco e azeite basilic foi o melhor prato da noite. Quem não gostar da textura macia do robalo com a crocância da crosta acompanhada do delicioso risoto, manda lá pra casa! Uma combinação matadora!


Agora olha o tostadinho da gordura desse "magret de canard" (R$ 39,50) com molho de laranja e purê de batata doce e diz se dá para resistir? Um clássico da cozinha francesa muito bem representada no cardápio de cozinha internacional da casa.




De sobremesa, cheese cake com calda de goiaba, mousse de chocolate no copinho e uma incrível terrine de banana com a fruta no recheio e em fatias no lugar da massa, ótima sacada. Acompanhando, coulis de maracujá e de frutas vermelhas. Uma refeição adorável em um ambiente bastante aprazível, ainda mais na companhia de amigos!

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h52

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Mercado de São José - Recife

Rápido passeio pelo Mercado de São José (Praça Don Vital, s/nº - São José), um raro exemplar da arquitetura de ferro do século XIX. O mercado foi inaugurado em 1875 e seguiu o modelo do Mercado de Grenelle, na França.







Escrito por Marcelo Katsuki às 01h38

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Faro - Recife


A primeira coisa que me chamou a atenção ao adentrar o Faro (Av. Conselheiro Aguiar, 323, Boa Viagem - tel. 0/xx/81/3466-2522) foi o imenso tronco da jaqueira ao fundo do lounge. Incrível! Todo cheio de lampadinhas, dá um clima quase mágico ao lugar. A casa comandada pela bela Mônica Dias se apresenta impecável: mesas bem postas, luz adequada e um serviço cuidadoso.

Como o chef (importado de São Paulo) estava de folga, fui até a cozinha conversar com o subchef, Michel, um jovem pernambucano tímido mas que me explicou a receita do "Bacalhau Espiritual" em menos de 10 segundos; quase gravei o "Receita 10" ali mesmo (aliás, preciso retomar o podcast!).


O prato é essa maravilha aí em cima, um gratinado do peixe com creme e cenouras, levíssimo e muito saboroso. Trata-se de uma receita típica portuguesa muito servida principalmente no Natal.


Degustei outros pratos como a "Vieiras gratinadas com champanhe, creme de leite e grana padano" o tipo de prato que adoro: rico em texturas e sabores, delicioso.


O "Arroz de pato" também não decepciona com seus aromas e sabores fortes proporcionados também pela generosa porção de chorizo português e presunto de Parma. Outro prato que também gostei foi do "Camarões ao azeite de limão siciliano", revelando a influência italiana além da portuguesa do cardápio de cozinha contemporânea.

O Faro oferece serviço e cozinha bem acima da média; os preços dos pratos acima variam de R$ 17,00 a R$ 34,00 o que considerei bastante atraente para um restaurante dessa categoria. E que 'catiguria'!

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h13

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Mingus - Recife

Em minha última viagem ao Recife avistei o Mingus (Rua do Atlântico 102, Boa Viagem - tel. 0/xx/81-3465-4000) saindo do restaurante "É" e fiquei morrendo de vontade de conhecer. Mas não tive tempo, foi aquela correria. Dessa vez consegui jantar numa noite meio inesperada, tanto que trajava bermudão e camiseta em total descompasso com a sofisticada decoração da casa, inspirada pelas notas de jazz e blues além de MPB que pode ser conferida ao vivo no lounge/bar na entrada.


A música dá o tom da casa. Nas paredes, na ótima trilha e até no banheiro, onde aliás pode-se ouvir a música nas alturas. Nem dá vontade de sair de lá. Tentei fazer algumas fotos, mas a luz (ou meia luz) quase não permitiu. Mas o resultado está aí.


A casa tem um cardápio bem elaborado com pratos de base francesa com toques contemporâneos. O meu prato por exemplo era um "Medalhão de filé com purê de batata com damasco, foie gras e molho de alecrim" (R$ 42,00). Carne ao ponto, o molho um pouquinho salgado para o meu paladar mas bem ladeado pelo adocicado purê com damascos.


Dei uma provadinha no "Camarão com crosta perfumada e risoto de shitake ao molho oriental" (R$ 39,00), esse um espetáculo na apresentação e no sabor. Pena que chegamos quase no fim da noite e pouco pude curtir do clima delicioso que encontrei lá. Na próxima vou bem cedo para aproveitar também o bar com suas aconchegantes mesinhas.

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h50

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Valorização da cozinha regional brasileira



De rápida passagem por João Pessoa, apenas para acompanhar o evento no restaurante Vila Cariri onde o chef paraibano Carlos Ribeiro, que atua em São Paulo recebeu o renomado chef pernambucano Cesar Santos, da Oficina do Sabor (Olinda), para uma ação conjunta entre os dois Estados com o objetivo de divulgar a gastronomia regional



O evento contou também com o 'auxílio luxuoso' do chef Auricélio da pousada do Zé Maria, de Fernando de Noronha. O local escolhido foi a Vila Cariri por seu perfil de restaurante que valoriza a cozinha regional e tem em seus proprietários, Vita e Jackson, dois grandes incentivadores da gastronomia local.



Os chefs prepararam um 'queijo de coalho com ervas fritas' e o 'mexidinho da Paraíba', servido em pratos embrulhados em lenços de chita, como uma autêntica refeição sertaneja.



Os convidados foram jornalistas e profissionais do setor gastronômico de João Pessoa e fechando a noite foi servido um bolo de castanhas com calda de cachaça, delicioso. O evento teve o apoio da "Boa Lembrança" e criado a partir do incentivo de Luciano Roberto, que administra as ações do grupo.



[Degustação de cachaça Serra Preta]

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h25

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ComAqui - Recife


Eu acho que você deveria comer lá no ComAqui sim! O lugar é bastante inusitado: uma lanchonete no fundo de uma galeria (Shopping Conselheiro Portela, na rua Cons. Portela, 665, Espinheiro - tel: 0/xx/81/3427-2327) cheia de placas, fotos dos pratos e uma simpática cozinheira, a Suna Chien, que mal fala português mas prepara pratos da cozinha taiwanesa de modo bastante artesanal.


Boa parte dos ingredientes utilizados são comprados em São Paulo, onde ela e o marido moraram por um tempo, e a Suna prepara os pratos na pequena cozinha que exala grandes aromas. Pratos que mesclam sabores picantes e agridoces mas com um toque mais leve. Cheguei mesmo a notar semelhanças com pratos feitos pela minha avó, como o caldo do lámen,saboroso e deliciosamente delicado.


Além do Lámen Taiwanês (R$ 7,00) que vem com cubinhos de carne de porco, broto de feijão, folhas de coentro e o molho de shoyu, comi também o Bazan (R$ 6,00), um triângulo de arroz 'moji' (similar ao utilizado para fazer mochi) com shitake, carne e amendoim cozido envolto em folha de bambu e servido com molho adocicado de shoyu e que pode ser acompanhado de pimenta, uma delícia!


Outras especialidades da casa são o Guioza na chapa com carne de porco e camarão e o Bolo de Nabo, com massa de arroz e nabo cozido, além dos pãezinhos no vapor, Xiao-Long-Bao co mrecheio de carne de porco, camarão e gengibre.



O ComAqui é aquele tipo de achado que tem tudo para virar 'cult' e já tem até comunidade no Orkut (vi lá na parede da lojinha). Clique aqui para conhecer mas se você for do Recife, clique aqui mas coma lá. ComAqui.

Escrito por Marcelo Katsuki às 04h08

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Boteco Maxime - Recife


Na última vez em que estive no Maxime era uma casinha de madeira verde, se não me engano e comi um peixinho frito despretensioso. Mas isso foi há uns 20 anos atrás (credo, melhor nem pensar) e muita coisa mudou, agora virou o Boteco Maxime, com decoração remodelada e área externa com teto basculante.



Traga a vasilha! A grande atração continua sendo a vista e a brisa incessante ali no número 21 da avenida Boa Viagem, no Pina. E para garantir o clima de 'pé na areia', os garçons circulam pelo salão com bacias de camarão que são vendidos por copinho, garrafas térmicas de onde saem caldinhos de feijão, camarão e mariscos quentinhos, saquinhos de ovos de codornas presos a um pau carregado nas costas, tudo na maior classe, claro!



Provei uma empadinha cor-de-rosa (um capricho do queijo do reino), comi bolinho de camarão com (muito) catupiri, caldinho de camarão, muitos ovinhos de codorna e um copo caprichado de camarão natural. Tomei alguns chopes, provei caipiroscas de caju com tangerina, lima, uvas e algumas doses de rum Havana envelhecido.



O assunto foi invariavelmente sobre o Carnaval. Conheci o Mesquita-ita-ita que até mostrou a camiseta customisada dele pro Siri na Lata em primeira mão, hehe. Curti a brisa, o rápido chuvisco, a lua incrivelmente cheia que subia sobre o mar e o delicioso papo entre amigos. O máximo.

Escrito por Marcelo Katsuki às 03h12

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Rosário Ponte Nova - Recife

Quando me falaram que o Rosário Ponte Nova (Rua Prof. Eduardo Wanderley Filho, 187, Boa Viagem - tel. 0/xx/81/3465-8027) ficava dentro de uma galeria, logo me veio à cabeça uma idéia meio Vila Madalena (SP). Mas quando o táxi parou diante da luxuosa loja 'Dona Santa Santo Homem' vi que não era nada daquilo.


Passei correndo pela hall da loja diante do iminente risco de ceder às tentações daquela palavrinha mágica "liquidação", afinal num lugar desses a brincadeira pode sair cara. Subi o lance de escadas e caí num cenário saído diretamente das páginas da Wallpaper: stylish com um toque retrô. Tava ali o "Rosário".

Em se tratando do chef Joca Pontes, fico sempre curioso. Outro dia vi uma receita dele em um livro que era um pirex de polvo com capim santo, musseline de macaxeira e farofinha de dendê, que tal?


Comecei com a Assiete de tapas (R$ 15,00) que trazia pastas de ricota e presunto temperado, queijo do reino (uma tradição no Nordeste), tomates secos, carpaccio e torradinhas. Ótimo para acompanhar o espumante Rio Sol Brut (R$ 40,00) que pedi para dar uma refrescada.


Pedi os Escalopes de filet ao Porto mas gostei mesmo foi do acompanhamento: purê de batatas com tomate seco, rúcola e parmesão. Por algum motivo desconhecido estou voltando a gostar de tomate seco, acho que passou o enjôo da overdose inicial.


Provei também o Spaghettini com camarões salteados, tomates marinados com manjericão, brócolis e geregelim torrado, um prato rico em sabores e texturas valorizados pelo uso de ingredientes frescos.


De sobremesa, uma fatia de bolo de rolo com queijo de coalho grelhado, goiabada e sorvete de creme. Achei que poderia ser doce demais, mas o bolo veio providencialmente com menos recheio e o resultado foi uma sobremesa equilibrada e saborosa.

Ainda bem que estava atrasado para encontrar os amigos, passei correndo pelo hall sem a menor chance de fazer minha tradicional varredura pelas araras. Santo forte!

Escrito por Marcelo Katsuki às 02h20

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Tapioqueiras da Sé - Olinda



Numa noite de pouca fome resolvi subir as ladeiras de Olinda para comer uma tapioca no Alto da Sé. Era noite e acabei indo de carro (preguiça alheia, vou avisando) e fiquei imaginando as pessoas subindo por aquelas ruelas apertadas no calor do Carnaval. Santa disposição!


[Albanita e a tapioca aberta]

Mas o cenário vale a pena e o clima de quermesse na praça é sempre divertido. Com tempo disponível, passei todas as barraquinhas em revista para escolher onde comer. Fiquei com a Albanita, que preparou uma tapioca aberta e com o queijo tostadinho como eu imaginei, cheio de orégano. Por 2 reais saí satisfeito e bem alimentado.

Ah, provei o acarajé também mas não gostei, é bem diferente do baiano e o dendê (quando usam) é quase inodoro. Para um fã de acarajé como eu foi como comer um sonho salgado. Melhor ficar com as tapiocas, tem até uma versão da 'cartola', com queijo derretido sobre banana frita, delícia!

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h15

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O primeiro bloco gastronômico do Brasil


Eu atraio bolas. É passar ao lado de pelada de rua para levar uma bolada. No Ibirapuera então, nem me atrevo a deitar na grama. É fechar os olhos e 'pumba', lá vem a bola! Aqui no Recife o dia tá lindo. O mar em Boa Viagem está seco e perfeito para caminhadas. Já fiz a minha e a 'atração fatal' com as redondas não foi diferente. Foi só pisar na areia pra imediatamente avistar uma bola vindo na minha direção. Instintivamente reagi chutando na tentativa de devolver mas ela voou longe, na direção contrária. Até entendi porque no colégio sempre me deixavam de zagueiro. Talento nato, gente.


[Meu cooler-galinha. Ou seria galo da madrugada?]


[Eu só como na rua. E tem gente que anda comendo demais, hehe]

Mas preciso falar do Eu só como na Rua, o primeiro bloco gastro-carnavalesco do Brasil. Cheguei cedo na concentração vindo de outro bloco, o "Bulindo no Caldinho" que acontecia lá no Setúbal e me joguei na cervejinha gelada, conservada graças ao meu 'cooler-galinha' pendurado no pescoço. A localização da concentração é ótima, atrás do Maxime com muita brisa e até alguma sombra.




[Panelinha: Gabi, nossa mascote mirim

Apesar de ser o primeiro ano, foi bem animado e bastante prestigiado pelos chefs locais e de outras cidades também. E a bateria de frigideira tocada com hashis funcionou mas foi pouco para os animados chefs Cesar Santos e Tereza Paim, que bateram panela com panela mesmo. Em momento de pura animação, o Cesar ainda tomou o estandarte e arriscou uma evolução bem engraçada em frente ao palco.



[Cesar: chef porta-estandarte]

O tema do bloco é divertido, vou tentar colocar o áudio aqui depois. O Leo (da revista Engenho de Gastronomia) até soltou o gogó e botou todo mundo para cantar a letra. E além da bandinha mais duas escolas de samba locais, inclusive a vencedora do Carnaval do ano passado, animaram o público que dançou, cantou, bebeu e comeu a feijoada que fazia parte do pacote.


[Os chefs locais Joca Pontes, Saburó e Cesar Santos com Daniela Gouveia da Engenho, e Leonardo, da Abrasel]


Eu bebi até a galinha soltar os adereços, matei 3 copos de caldinhos de aratu e feijoada, comi farofa e fui pro hotel vendo o mar dentro dos olhos ouvindo a "Vassourinha" dentro da cabeça. O resultado foi que acabei perdendo o baile Municipal (para o qual eu tinha comprado até fantasia) que vi pela TV depois de ressucitar às 2h da manhã. Por isso o lema desse ano é 'beba com moderação'. Será que eu chego?



[Fim de tarde. Fim do bloco. Alguém viu o meu hotel???]

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h46

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Quina do Futuro - Recife


Viva o Wi-Fi! E viva a Quina do Futuro (Rua Xavier Marques, 134 - Recife/PE - tel.: 81-3241-9589), onde tem Wi-Fi e ar condicionado fortíssimo (tô quase sentindo frio aqui em Recife, xô calor!).


Vim aqui para matar saudades do imbatível "Frozen saquê de tangerina", tomei dois copos enormes e depois descobri que eram de vodca, vou sair daqui até Boa Viagem andando em zigue-zague, Jesus toma conta! Aproveitei para conversar com o grande Saburó, chef do Quina e acabei provando o ceviche de atum e lulas, refrescantes e menos ácido, quase lembra um carpaccio pelo uso comedido de alcaparras, gostei!


Depois comi salmão grelhado com missô (comidinha bem de casa japa), lulas grelhadas, espetinho de quiabo com molho teriyaki, tempurá e ainda provei um arroz com ovo que logo darei a receita aqui (por enquanto é 'exclusiva', hehe).

Agora vou a um restaurante bem inusitado onde com certeza não tem Wi-Fi nem ar, mas tudo pelo exotismo, vocês vão ver! E deixo aqui meu manifesto para os donos de restaurantes do Recife: Wi-Fi, gente!!! Ou só a Quina é do futuro?

Escrito por Marcelo Katsuki às 15h57

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Pomodoro Café - Recife


Conheci o melhor italiano do Recife (segundo a Vejinha local) mas minhas fotos não ficaram à altura! O Pomodoro Café (Rua Capitão Rebelinho, 418, Pina, 0/xx/81/3326-6023) funciona em uma simpática casinha no Pina, no núcleo gourmet na divisa com Boa Viagem e tem um ambiente muito agradável.

O ambiente é bem despojado, com peças de cobre nas paredes e uma mesinha de frios tentadora (além de uma boa variedade de azeites). No cardápio o destaque fica por conta das massas, feitas na casa e com interessantes combinações. Mas a entrada, 'antipasto della casa' (R$ 12,00) traz uma ótima seleção de comidinhas para acompanhar o vinho.


Comi um Ravioli de Mele (R$ 36,00) com massa recheada com maçãs caramelizadas com creme de gorgonzola, uma combinação tão boa como pera com roquefort. E o recheio fica docinho, perfeito para o molho de queijo.


Provei também o Pollo Rústico (R$ 28,00), um suculento frango desossado com nhoque alla rucola com molho de tomate aromatizado com alho. Bem aromatizado, ótimo para espantar vampiros, hehe. Quem comanda a casa é o Duca Lapenda, que montou o cardápio e entende de restaurantes como poucos. Ele me contou que vai passar o Carnaval em São Paulo, e eu louco para ficar aqui em Recife, ora essa! Mas estarei no bloco 'Folia na Folha' onde pelo menos o ar condicionado é forte, hehe. Ô coitado...

Escrito por Marcelo Katsuki às 15h35

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Festa do Ano Novo Chinês


Só para lembrar, nesse final de semana (26 e 27 de janeiro) rola a 3ª Festa do Ano Novo Chinês em São Paulo na Liberdade, com muitas comidas e atrações, vale a pena! Eu comemorei meu Ano do Rato antecipadamente com alguns amigos lá no Restaurante Taizan (R. Galvão Bueno, 554 – Liberdade), o chinês mais bacana da cidade, com instalações bem cuidadas, atendimento de primeira e porções enooooormes! Comemos 'wantan frito' a entradinha que eu mais gosto, entradinhas frias, lombinho de porco com sal preto, repolho com missô (crocantes!), frango com gengibre (porção família!) e o yakisoba, nesse dia feito especiamente pelo Tico. Confira nas fotos abaixo. Ah, meus favoritos atendem pelos números 17 e 34. Quer saber, pergunta lá!







Escrito por Marcelo Katsuki às 14h47

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Restaurante Leite - Recife

 

O Restaurante Leite (Pça. Joaquim Nabuco, 147 - tel. 0/xx/81/3224-7977) foi fundado em 1882 e me falaram que é o mais antigo do Brasil. Fica no centro de Recife e é um daqueles lugares que a gente adora conhecer, com garçons antigos, pianista tocando uma Bossa maneira, ar condicionado (lá vem o 'calor'), serviço caprichado e comida boa a preço justo.

Segui a indicação de amigos e comecei pelo bolinho de bacalhau, sequinho e crocante, fibroso e sem aquele excesso de batata ou salsinha. Simplesmente perfeito.

Depois me deliciei com uma panqueca portuguesa (R$ 10,00): recheio de lagostin e cebola frita com molho de tomate caseiro, adorei a despretensão do prato, quase singelo.

Minha primeira opção foi o prato 'Amantes do Mar' (R$ 36,00) com pescada, camarão e lagostim grelhado com arroz de polvo. Só lamentei o arroz, parboilizado, pessoalmente não gosto, mas quase todo lugar serve. Mas o caldo estava maravilhoso.

Provei a 'Galinha à Cabidela' (R$ 25,00), com feijão verde, um prato regional mas um pouco mais leve e bem executado. Gostei muito!

Fechei com a 'Cartola' (R$ 8,00), a tradicional sobremesa nordestina de banana com queijo, aqui com um queijo de manteiga especial (do sertão, me disse o garçom), mais leve, realmente uma das melhores que já provei!

Para acompanhar essa refeição, optei por um tinto do Vale do S.Francisco, frutado, pena não ter anotado o nome! E o precinho da taça, bem camarada: 7 reais. O duro foi deixar o confortável salão com ar condicionado e aquele som agradável e me jogar no centrão, uma muvuca só (e sou quase atropelado enquanto fotografava a fachada). Mas adorei a experiência, o Leite é um patrimônio gastronômico do Recife.

Escrito por Marcelo Katsuki às 19h19

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Bodega de Véio - Olinda



Foi lá que afoguei minhas mágoas depois de espetar mais de mil vieiras! Fica em Oinda, quase em frente à Oficina do Sabor e tem empadas de bacalhau e camarão por R$ 1,50. A coxinha, sequinha (parecia assada) também arrasa no recheio de frango. Mas o forte mesmo é a simpatia, o décor 'espontâneo' e a breja geladíssima, nem o calor de Olinda resiste (ixi, olha eu falando de calor de novo). Comprei um funil de alumínio, me empolguei com os cacarecos, depois arrumo uma utilidade.



Escrito por Marcelo Katsuki às 19h14

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Plano B

Lavagem do Bonfim exclusivo!!! Se um dia esses chefs cansarem de queimar o umbigo no fogão, podem abrir o terreiro da Mãe Benta. Ou da cabocla galega, olha a pose da mineira, kkkkk!

Escrito por Marcelo Katsuki às 19h08

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15 anos da Oficina do Sabor

[ O bolo da festa, um 'bolo de fita', cada ponta puxada por um chef - e que trazia uma previsão! ]
 
Acabo de sair de um delicioso almoço no Restaurante Leite no centro de Recife. Cheguei ontem para a festa de 15 anos da Oficina do Sabor (Olinda) e tudo o que tenho feito até agora é comer e engordar. Até me ofereci para ajudar na festa (com o intuito óbvio de comer tudo o que achasse pela cozinha do famoso chef Cesar Santos), mas o calor era tão grande que passei boa parte do tempo tomando espumante trancado na câmara fria do restaurante. Junto dos congelados!!!
[ Clima de frevo total! ]
 
E a única coisa que me aventurei a fazer foram os espetinhos de vieira, uns 500, mas quando estava acabando o chef mandou refazer tudo, 'tava' tudo errado, ai, ninguém merece! Mas como diz meu chefe: "Beeebe!!!"
[ Com o Cesar, a Ana e minha camiseta 'discreta' ]
 
Atravessei a rua e fui tomar umas na Bodega de Véio (a minha cara) para retomar o trabalho. Comi empadinhas de bacalhau e camarão e voltei para os espetinhos de vieiras. Para cada espetinho, beliscava um camarão ou qualquer coisa da 'praça' ao lado (pobre colesterol!) E no final da tarde ataquei o cuscus com guiné ensopada com batata, do staff da cozinha, ai que comida boa!
[ Ah, o making of da festa ]
 
[ Staff da casa devidamente uniformizado ]
 
[ Grupo de frevo com orquestra e tudo, não tinha como não cair na dança! ]
 
Ah, havia um pessoal customizando as camisetas da festa e fui muito sincero: "Quero que a minhe fique mais bonita que a do César" (uih). Quando fui pegá-la, a bil tinha colado uma cruz imensa de estampa de oncinha roxa e que valorizava a curva da minha barriga! Maldita!!! Ainda tentei trocar mas não tinha mais camiseta ("Nem se a prefeita quiser" foi o que ouvi, festa concorridíssima!) Então tive de carregar a minha cruz. De oncinha.
[ A DJ Lala K que botou todo mundo pra dançar com muita MPB ]
 
[ Parabéns ]
 
O resultado você pode ver nas fotos a seguir. 600 convidados, 30 caixas de espumante, 3 caixas de uísque e uma infinidade de cervejas, vodcas e rum Montilla, além de um japonês desorientando tentando dançar frevo no salão. Espero chegar vivo até o final dessas férias curtas. Até!
[ Milena e o brinco 'fouet', gastro-bijoux! ]
 
[ Algumas imagens do salão ]
 
[ Viva a jaca! E o pé na jaca também. ]
 
[ Cesar agradece ao lado da mãe, dona Edelvita ]

Escrito por Marcelo Katsuki às 18h32

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Comida de festa

Abaixo, algumas das comidinhas servidas na festa do César Santos. Inspire-se no sabor de Olinda!!!

[ Ceviche de peixe e camarão para refrescar as idéias ]
[ As lulas à dore mais crocantes desse verão ]
[ Muma de frutos do mar, prato de origem indígena ]
[ Ostras gratinadas e Risoto de guiné, a galinha d'angola ]
[ Mini caldeirada de frutos do mar ]
[ Caldinho de jerimum com camarão ]
[ Camarões e lulas crocantes ]
[ Mexidinho da Paraíba, com carne suína, feijão verde e manteiga de garrafa ]
[ Risoto de vieiras com champanhe e açafrão ]
[ As vieiras no palito que tive de refazer, mas que ficaram ótimas, hehe ]
[ A brigada da cozinha sob o comando da subchef Vera e do chef convidado Carlos Ribeiro ]

Escrito por Marcelo Katsuki às 17h31

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Festa na Praia do Forte



A festa dos chefs Tereza Paim e Vitor Sobral foi ótima. Tirando o fato da minha máscara ter plumas maiores que as dos aniversariantes (o que me deixou deveras constrangido) e eu sequer ter tido a coragem de tirar a capa de vampiro da bolsa, foi tudo beleza! Até mandei uma música no som, daí o técnico resolveu trocar os cabos bem na hora e fiquei no 'blackout' total. Melhor ir beber, né?



Muitas comidinhas bacanas como beijus de tapioca com parmesão, pão de festa (esse não pode faltar), salmão defumado, ostras frescas e gratinadas com molho, lambretas com caldinho de jambu, quiches, o reconfortante angu com lingüiça da Mônica Rangel e fechando a noite o duelo de chefs (olha a nova modinha) com a paella do chef Carlão e o mexidinho da Paraíba do chef Carlos Ribeiro. Quem saiu ganhando? A gente, claro! E ainda tive a oportunidade de bater um papinho com o chef português Vitor Sobral. O novo restô dele inaugura nesse primeiro semestre em São Paulo. Vamos aguardar.






[Chef Carlos Ribeiro e o 'mexidinho' da Paraíba



{Chefs Carlão e Tereza Paim servem a paella]

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h35

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Terreiro Bahia



A chegada na Bahia é sempre uma festa. E o clima de carnaval já começa no aeroporto. Atravessei a rua e fui logo comer dois acarajés quentinhos no estacionamento enquanto aguardava o motorista.



Na chegada à Praia do Forte uma rápida passada no Terra Brasil para comer uns camarões e polvo na chapa com uma caipirosca de maracujá para iniciar os trabalhos! E alguns choppinhos para matar a sede, o dia estava um calor danado!


[Cenário bucólico do Terreiro Bahia]


À noite, 'ensaio da festa' no restaurante Terreiro Bahia da aniversariante Tereza Paim com muitas comidinhas especiais que a chef estava testanto e muitas cervejinhas. O 'Terreiro' tem uma decoração despojada e de bom gosto e agora conta com a pia da Hideko Honma, presente de niver pra chef! E naquele cenário bucólico e com ótima trilha sonora (do DJ Gê-marido-da-chef) comemos tournedos de carne suína com mandioquinha, uma cassarola que lembrava um boeuf bourguignon regional e o maravilhoso pudim de siri, especialidade da chef.


[A iluminação é um show à parte]


Tive o prazer de passar a noite ouvindo as histórias divertidas do chef Dantas do Maracangalha (São Luis) e conhecer o chef Paulo Martins do Lá em Casa (Belém) a elegância em pessoa. E de rever a chef Mônica Rangel do Gosto com Gosto (Mauá) e a Ana Bueno do Banada da Terra (Paraty) e o chef Carlos Ribeiro, de SP mas que estava na Bahia para a 'Lavagem do Bonfim' assim como o banqueteiro Viko Tangoda. Ou seja, chefs para todos os lados e isso significa 'bebedeira e diversão' coisa que esse povo sabe fazer como ninguém. Meu Engov, por favor!


[Chefs Dantas, Carlos Ribeiro e Ana Bueno]

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h20

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Rumo ao Nordeste



De rápida passagem pela cidade, apenas para refazer a mala e zarpar para a Bahia, onde ontem rolou a lavagem do Bonfim (e eu perdi de novo). O motivo é a festa dos chefs Tereza Paim e Vitor Sobral na Praia do Forte, um 'ball masqué' que confesso, me deixou apreensivo. Ball masqué naquele calor senegalesco (coisa de chef português? kkkkk, brincadeira hein gente!), só se seu ficar só de máscara e capa (e talvez uma sunga por baixo), mas ideal mesmo seria uma fantasia de índio. Tem índio em ball masqué? Ai...

Ainda bem que guardei a capa de vampiro do Halloween de anos atrás, mas na tentativa de passar (coisa que não sei mesmo), acabei grudando parte da capa no ferro! Ai, sintéticos!!! Ainda bem que achei uma camisa (very vintage) preta enorme Issey Miyaki, mas que tá mais para um zumbi daquele clip 'Thriller' que um mascarado veneziano. E a máscara que pedi para um amigo deixar comprado na 25 tá mais pra adereço de passista de escola de samba, com umas plumas imensas, pedraria de gosto duvidoso, ninguém merece. Tô levando uma pistola de cola, motivo suficiente para ser barrado no raio-x, kkkkk!

Mas como nem tudo são flores, apareceu uma pia de cerâmica na portaria do meu prédio para eu levar, uma 'encomendinha' de última hora. Jesus, como vou passar com isso no embarque? Mas, para quem já teve de explicar para a polícia americana o que era aquele 'container metálico enorme dentro da mala com um pesado pilão de pedra tailandês dentro', vai ser fichinha, hehe.

Essa festa promete.

Escrito por Marcelo Katsuki às 02h44

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Ávila Parrilla e Wine Bar



Se você freqüenta as boas churrascarias da cidade, vai se sentir em casa na Ávila Parrilla e Wine Bar. O argentino Guillermo Ávila arregimentou maïtres e garçons das principais casas para compor a equipe do restaurante que leva seu nome. O resultado é uma equipe experiente e entrosada com nomes como o do maitre Otacílio, que deixou o Rodeio após 25 anos para se dedicar a essa nova casa e do subgerente, Aldenir que traz na bagagem experiência em todas as casas do grupo Rubaiyat.


A casa é ampla, com salão e bar no térreo e 'wine bar', adega e salas privadas no piso superior, onde também fica a loja de vinhos que reúne quatro importadoras o que permite aos clientes comprar vinhos por ótimos preços. A carta de vinhos aliás é bastante ampla, com preços que variam de 28 a mais de 1.200 reais. Há bons Malbecs na faixa dos 40 para consumo na casa e no almoço, tacinhas por 6 reais, super convidativas.


Comecei provando as empanadas (carne, queijo e palmito, R$ 8,00), caprichada e com massa mais sequinha, daquelas que quase se esfarelam na boca. Acompanhei de fibrosas fatias de matambre aperitivo (R$ 14,00) com a saladinha de cebola roxa com azeite e de chimichurri. Ao fundo um som de tango eletrônico (na linha Bajofondo/Gotan Project), baixinho, bastante agradável.


A salada Ávila (R$ 22,00) com agrião, rúcula, tomate parmesão e palmito chegou toda envolvida pelo molho à base de iogurte, com um aspecto nada à altura de seu sabor: bem temperada, acidez leve e quase doce. A famosa feia mas gostosa, hehe, gostei muito.

As carnes são preparadas na imponente churrasqueria ao fundo do salão e é de se admirar a agilidade do churrasqueiro controlando as carnes e o braseiro. Na entrada do restaurante há um braseiro chamado criollo (semelhante ao nosso fogo de chão) onde são feitos os assados 'a la cruz'. Provei o bife de chorizo (R$ 44,00 ) pedido por um amigo que me acompanhava, tradicionalíssimo né? Corte generoso, carne mais firme mas saborosa nas laterais com gordura.


Mas fiquei muito mais feliz com meu bife de Ancho (R$ 48,00), tostado por fora mas vermelhíssimo por dentro, gordura distribuindo sabor e maciez de dentro para fora, suculento e com todo aquele perfume que só o carvão pode dar, no ponto! Apesar do tamanho generoso (400 gramas) fui capaz de comê-lo todo, não suporto desperdício, gente!


Ainda fiz acompanhar de batatas suflê (R$ 14,00), infladas e crocantes além de bem sequinhas. Eu queria aprender a fazer batatas assim, no Casserole elas ainda vêm com um creminho por dentro, como um suflê mesmo. Já me falaram que tem que fritar em duas etapas, mas preciso fazer um teste antes, daí ensino aqui!


De sobremesa, provei duas opções bem distintas: a famosa panqueca de doce de leite com sorvete de creme (R$ 14,00) e uma 'limonata Avila' (R$ 10,00). A primeira me surpreendeu porque além do já esperado maravilhoso doce de leite argentino, vem com a massa brullée, ou seja, com uma capinha crocante de açúcar queimado e raspas de laranja, muito gostosa! Já a segunda por ser altamente refrescante e revigorante! Sorvete de limão batido com vodca e muita hortelã, perfeito para levantar o ânimo depois de tanta carne! E garanto, funciona mesmo, não é conversinha. Claro que paguei um alto preço depois de devorar a taça imensa (remember minha alergia a sorvete?), mas todo prazer tem o seu preço.


Ávila Parrila e Wine Bar
Rua Bandeira Paulista, 520 - Itaim
Tel.: 0/xx/11/3167-2147

Escrito por Marcelo Katsuki às 18h17

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Prendado e caprichoso


Fiquei rindo do título do post, mais parece nome de festa do boi da Amazônia mas não é (aliás, preciso conhecer a festa de Parintins qualquer dia!). Trata-se do blog do Senhor Prendado, o 'seu' blog se você adora receitas com passo a passo.

Fui conferir a indicação do 'Comes e Bebes' no Panelina da Rita Lobo e descobri lá o blog do João Baptista que é designer como eu. Logo, as fotos são caprichadas e as receitas dignas de um senhor prendado de fato com ótimas receitas, vai lá!

Ah, a Rita? Ela me chama de 'moço antenado', uhu! Este jovem senhor 'semiprendado' agradece, hehe.

Escrito por Marcelo Katsuki às 17h51

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Cantina: Ruffles Palito e Toast


Enquanto devoro algumas páginas do livro da divertida Julie Powell 'boca suja', engulo esses dois salgadinhos que comprei num posto de beira de estrada (não tinha visto na cidade, talvez estejam em teste): Ruffles Palito, com caixinha de papel e tudo e Ruffles Toast sabor pão na chapa.

A versão palito só é interessante pela caixinha e pelo fato de não ser frita e sim assada. Mas o sabor passa longe do gosto de 'batatinha de lanchonete' prometido na embalagem. Já o segundo me deixou incrédulo: por que pegar um salgadinho de batata e botar sabor de pão na chapa? Ruffles 'transex'!!! Pior é que tem gosto de pão na chapa mesmo, mas para isso a caixinha lista uns 20 ingredientes, entre eles fubá, óleo de coco e pimenta preta. Nada além de um 'divertimento de boca' com mais de 100 calorias por xícara, ui. Bom, deixa eu voltar pro meu livro.

Escrito por Marcelo Katsuki às 17h28

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Nordeste instantâneo


Eu sou uma pessoa horrível e agora dei para mentir! Outro dia 'cheirando' o setor de temperos do mercado, achei um novo caldo instantâneo, Sabor do Nordeste que me pareceu muito próximo do natural. Era uma novidade da Maggi que mixava coentro, louro e cominho, tudo o que eu não sei usar em cozidos.

Impressionado com o aroma (não sou a favor de caldos instantâneos, mas como esse era apenas com temperos, resolvi testar) preparei um picadinho de carne 'à moda nordestina' e convidei um amigo lá da terrinha para jantar. Preciso relatar que fiquei surpreso com o cheiro de 'feira de mangaio' que ficou lá em casa mas mais surpreendente foi o ouvi dele: "Parece o tempero da minha mãe, como você conseguiu isso?"

"Ah, um punhadinho disso, outro daquilo, tem que ter feeling, hehe." Quanta mentira... Mas fiquei com pena de decepcioná-lo com a comparação da cozinha da 'mainha' dele com um ordinário tablete instantâneo! E mantive a farsa... (espero que ele não leia isso aqui!)

Minhas próximas experiências serão com esse dois outros caldos, um de frango com ervas e outro de bacalhau com azeite adquiridos por pura curiosidade na mesma 'cheirada'. Portanto se você for convidado para um franguinho ou uma bacalhoada lá em casa, já sabe: olho (e nariz) aberto. Nada de macular o santo nome da sua mama!

Escrito por Marcelo Katsuki às 15h54

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Tiger e o melhor da cozinha oriental



Comi o melhor 'pad tai' dos últimos tempos! Sempre que tenho a oportunidade de conhecer restôs tailandeses quando viajo, me jogo no 'pad tai', o macarrão de arroz. São mais doces, o tamarindo pega na língua e o nampla (o óleo de peixe) fede que é uma beleza, adoro! Aqui em São Paulo meu favorito é o do Mestiço e agora ele ganhou um concorrente à altura. Fui conhecer o Tiger e depois de me acabar em sushis e entradinhas deliciosas, ainda consegui comer uma porçãozinha do macarrão e me maravilhar, estava perfeito.



Comecei a noite com uma soda italiana de amora (sim, é a supremacia do Monin!) e lá no Tiger você tem uma carta de drinques enorme, todos sem álcool, assim como vinhos e cervejas não alcólicos. A casa segue preceitos muçulmanos e até utiliza carnes Halal. Mas sabe que tomei um espumante sem álcool e achei gostoso, na hora pensei que fosse outra coisa, era tão frutado, maçã, abacaxi, e não faltam as bolhinhas, hehe.



De entradinhas, além do 'nimono', aqui uma saladinha de pepino com algas, um Special Tiger com salmão marinado, cebolinha e alga nori sobre folhas de endívias e especialmente coberto com ovas. Perfeito para abrir os trabalhos!



O combinado do chef chegou à mesa demonstrando toda a habilidade do sushiman Edvan: peças feitas com perfeição distribuídas na bela cerâmica da Hideko Honma com uma precisão admirável. E o que falar dos enfeites de pepino e do 'tsuru' feito de cenoura? E é claro, o mais importante, sabor e textura perfeitos, frescor e cortes precisos. E podem acreditar: comi tudo (acho que deixei umas 2 peças para não dar vexame!).



Pedi um mix de entradinhas tailandesas com Tun Tón, trouxinhas de frango fritas, Kra Ton Ton (as cestinhas com frango e cenoura) e Kum Hôm Pa: rolinhos de camarão em massa crocante com molho picante de mel, meu favorito. Eu que adoro entradinhas, podia ficar só com elas, mas aguardei pacientemente o momento de comer o pad tai.



O cheiro do nampla foi logo anunciando a chegada do pad tai à mesa. Depois o perfume dos camarões dourados, os ovos, envoltos no azedinho do tamarindo, os cubinhos de tofu, os amendoins, o doce do mascavo, tudo tão habilmente combinado resultando num prato simples e delicioso. Se você for um 'pad tai lover' como eu, não deixe de provar esse, assinado pela chef da cozinha tai da casa, a Jidapa, ou Poppy, como é conhecida. Poppy me disse que detestou quando a mãe obrigou-a a aprender a cozinhar ainda menina, fato comum nas famílias tailandesas, mas que hoje agradece imensamente esse fato, hehe.



O Tiger oferece três cozinhas: a japonesa, a chinesa e a tailandesa. Funciona no sistema de rodízio a 29 reais nos almoços de segunda a sexta, 40 nos jantares de segunda a quinta e 49 nos almoços de sábado e domingo e nos jantares de sexta a domingo. Mas há um cardápio a la carte bem variado para quem quiser provar especialidades da casa, como o pad tai.



Dos coquetéis, meu favorito foi o Fresh Green: hortelã, manjericão, limão, abacaxi, Monin Lemon, Monin Mojito Mint, água de coco e Curaçao Blue, super refrescante e leve apesar de todos esses ingredientes. Esse outro laranja na foto é o Tiger, com um Monin de macadâmia incrível! De sobremesa, provei o Pang Krob Saparot, um crepe crocante a aberto (parece um nacho, hehe) com doce de abacaxi, sorvete e coco queimado.



O cardápio tem muitas opções e as sugestões tailandesas vêm com indicação de ardência com pimentinhas desenhadas. Fiquei curioso para provar o Ken Kyou Ka Gái, frango com curry verde e côco, mas o estômago não permitiu. Ótima descupa para voltar lá em breve e é claro, repetir o maravilhoso pad tai, que tem povoado meus sonhos. Muito bom!


[O talentoso chef sushiman Edvan e Jidapa, ou simplesmente "Poppy"]


Tiger
Rua Jacques Felix, 694 - Vila Nova Conceição
Tel.: 0/xx/11/3045-2200

Escrito por Marcelo Katsuki às 22h12

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Dicas de etiqueta à mesa


Outro dia o Karlos, leitor que começou a freqüentar restaurantes recentemente, me pediu algumas dicas de como se portar nesse novo universo, afinal quem nunca se embananou com aquele monte de talheres e taças? Eu mesmo tenho uns vexames memoráves no currículo, até já contei aqui o dia em que cuspi alface na professora de etiqueta, mas não ligo e sigo adiante! Minha dica é, na dúvida, espere alguém começar primeiro e depois copie. E se perceber que copiou alguém que também não sabia, não tenha vergonha de voltar atrás. A vida é assim mesmo, hehe.

Mas ninguém melhor do que a professora de postura e etiqueta, Christrine Yufon para falar sobre o assunto. Aliás, as inscrições do seu curso já estão abertas (veja no pé da nota) mas abaixo ela dá algumas dicas infalíveis. Vale muito a pena conhecer sua filosofia, que vai muito além da etiqueta.

"Meu curso abrange vários fatores e ensina como fazer para juntar toda a sua energia em um ponto central – da cabeça até a ponta do pé - pra depois você usar essa força, essa energia, tanto exteriormente, quanto interiormente para poder convencer. Eu bolei a técnica que chamo de método 1, 2, 3."

Para Yufon, levar o talher à boca segue os mesmos três passos que ela colocou como método de postura em geral. Batizado de 1, 2, 3, ele é baseado nas etapas:
1 - pensar. Antes de agir, pense bem.
2 - Repare nos outros, veja como estão agindo, mas enfatize sua diferença perante os demais. É esse princípio que garante que você se comporte de maneira reservada em um velório, por exemplo.
3 - Aja, complete a ação.

Algumas dicas do que fazer durante uma refeição
• Lado direito: estão as facas, a colher de sopa e as três taças, dispostas nessa ordem da direita para esquerda - taça de água, vinho branco e vinho tinto.
• Lado esquerdo: estão os garfos e o prato de couvert, onde se coloca o pãozinho e a faca da manteiga.
• De fora para dentro: é só usar os talheres nesse sentido, seguindo a ordem da refeição. Se você não optar pela entrada, desconsidere o primeiro garfo e a faca.
• Peixe: para facilitar, o garfo e a faca do meio sempre são usados para o peixe.
• Copos: depois de beber, sempre os retorne para sua posição de origem. Não misture os copos.
• Não é considerado gafe comer como talher errado com exceção dos talheres de peixe que são muito específicos.

Regras básica de boas maneiras
• COTOVELOS: a partir do momento em que o prato chegou à mesa, não coloque mais os cotovelos sobre ela.
• FACA: sempre que não a estiver usando, coloque na transversal sobre a borda do prato.
• IMPORTANTE: durante as pausas entre um bocado e outro, os talheres nunca devem encostar-se à mesa. Sempre devem ficar totalmente apoiados no prato.
• LADOS CORRETOS: facas sempre devem ficar apoiadas sempre no lado direito ou à frente da borda do prato, mesmo que a última ação com ela tenha sido feito no lado esquerdo. Garfos sempre devem ficar apoiados da maneira como acabaram de ser utilizados.
• CANHOTOS: seguem o mesmo princípio.
• CHAMPANHE: pode ser servido em três momentos - antes do jantar, como um drinque; durante a refeição, harmonizado; depois, como sobremesa.
• CAFÉS, LICORES, CANAPÉS: devem ser servidos depois da refeição em um outro ambiente, não à mesa. A ressalva é para reuniões íntimas.

Curso: Postura, Comportamente, e Etiqueta à mesa
Data do curso: 28/01 a 01/02 de 2008 de 2ª à 6ª das 14:30 às 16:30hs.
Valor: 2x R$350,00
inscrições pelos telefones 0/xx/11/3826-5472 das 10:30 às 16h30, falar com Ivone.
Site de Christine Yufon

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h17

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Cantina: pipoca Transformers


[É só puxar a abinha...]

Momento 'cantina' de novo. Passei outro dia no supermercado e fazendo a 'varredura' encontrei essa nova pipoca da Blue Ville, chamada "Pipoca Cinema". Você tira do plástico, puxa as abas e pumba: vira uma caixinha de papelão, igualzinha à do cinema e pronta para ir ao microondas. Só que muito mais barata: R$ 1,50. No mercadinho mais próximo da sua casa.

Escrito por Marcelo Katsuki às 15h37

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BBB or not BBB?


[Gostei da mesa? Foto: divulgação]


Preciso confessar uma coisa: já fui viciado em BBB. E não tô falando de "Big Bacon Burger", é do programa mesmo! No ano passado até marcava os encontros com amigos em bares onde havia uma telona para poder ver os 'bródi'. Talvez isso explique porque eles não me ligam mais, kkkkkk! Mas não me chochem, por favor, todo mundo tem um lado B (só que o meu era BBB, áfe).

O fato é que nesse ano agendei compromissos em toooodas as noites dessa primeira semana de programa. Só para não cair na armadilha de assistir a um episódio, mas a cilada acabou acontecendo aqui mesmo na redação. A Ilustrada me pediu fichas com fotos de todos os participantes. Fiz. Daí pediram para trocar os textos. Refiz. Daí pediram para fazer um sobe-desce com as fotos. Terminado, pediram para trocar todas as fotos! Ou seja, já conheço a vida de todos os participantes, decorei todos os nomes e já tenho até os meus favoritos sem ter visto nenhum programa, como assim Bial???

Tá, não vou ficar aqui tomando o tempo de vocês com isso. E seguirei firme em minha resolução de não assistir. Mas se algum 'bródi' se revelar um mestre cuca (alguém aqui ainda se lembra do Tyrso?), daí eu retomo o assunto. Profissionalmente...

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h07

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Sabores da Borgonha



O que te vem à cabeça quando pensa na Borgonha? Castelos, duques, muito luxo (ai que pessoa mais deslumbrada, hehe). Mas numa busca rápida achei outras 'palavras-chaves': pain d'epice, mostarda Dijon, Kir (foi inventado lá a partir de uma safra péssima), escargot e Romanée-Conti, um dos vinhos mais caros do mundo.



O menu do jantar "Sabores da Borgonha" elaborado pelo chef Emmanuel Bassoleil, do Restaurante Skye (S.Paulo), no final de semana no Sofitel do Guarujá trouxe os sabores típicos da região em pratos harmonizados com vinhos da Grand Cru. Aliás, adorei os Pinot Noir e Malbec Doña Paula, e pudemos testar outras combinações com a ajuda da Flávia, enóloga da importadora.



O menu começou com um clássico consommè aromatizado com trufa negra, um perfume só. "Tem gás aqui!", alguém gritou na mesa, adorei!



Na seqüência, "Toast de brioche com foie gras cozido no bourgogne tinto e chutney de cebola roxa", preciso dizer mais? Adorei o foie gras cozido, tem outra textura com um sabor divino!



O prato seguinte era "Nage de camarões ao chablis" e eu já esperando um court-bouillon ácido, mas veio um creme delicioso e quase sutil. Todos adoraram, menos a Bia, que é alérgica como eu, mas como assim mesmo!



A estrela da noite, "Boeuf bourguignon", o músculo ao vinho tinto, prato que utiliza os dois produtos característicos da região: o vinho e a carne, aqui feito com a marca Marfrig. Impecável, perfumado, saboroso e muito bem apresentado, um clássico.



Já quase no final, 'Fromage blanc' com alho, ervas e torradas, cremoso e forte, seguiu bem após a carne!



Finalizando o jantar, "Pêra cozida no licor de cassis com pain d'epice de Dijon". Além de trufas de chocolate amargo e um cafezinho, que fecharam a noite e garantiram minha caminhada até o quarto.

O festival Harmonia dos Sabores segue no Sofitel Jequitimar Guarujá até o final do mês sempre nos finais de semana. Os próximos chefs convidados pelo chef Marc Le Cornec são: Roland Villar (12/01), Claude Troisgros (19/01) e Vitor Sobral (26/1), só feras!!!! E sempre acontece um workshop com os chefs, muito bacana!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h47

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Ano do Rato


A 3ª Festa do Ano Novo Chinês em São Paulo será comemorada nos dias 26 e 27 de janeiro na Liberdade. Li que o ano do rato é um ano de abundância e que traz ótimas oportunidade e bons projetos. Um ano bom para todos os signos, desde que adotem o caminho da honestidade. O Ano do Rato só não favorece os corruptos, principalmente os políticos, mas isso poderemos checar adiante já que estamos em um ano de eleições, né? Voltando à festa, ela é organizada pela JCI Brasil – China e contará com apresentação de danças, música, artes marciais e é claro, muita comida!

A saborosa culinária chinesa poderá ser apreciada em 12 restaurantes da cidade, que elaboraram cardápios especiais (e preços também), basta pedir pelo "Prato do Ano Novo Chinês". Esse 'festival' começa no dia 19 de janeiro e vai até o dia 27. Como não estarei por aqui nesse período (pena!), vou antecipar minhas comemorações comendo muitos 'wontons' nessa sexta-feira no Restaurante Taizan (R. Galvão Bueno, 554 – Liberdade), que tem uma das cozinhas chinesas mais saborosas da cidade, além de contar com uma equipe de primeira e instalações impecáveis. Já conhece? Chama o Chagas!!!


[Pratos do Taizan]


Abaixo, os restaurantes que participam desse festival.
Olha que listinha boa, Jambo, Rong He e Chi Fu!!!
Banri (Rua Galvão Bueno, 160 – Liberdade)
Campeão (R. da Glória, 141 – Liberdade)
Chi Fu (Praça Carlos Gomes, 168 – Liberdade)
ChinaTown (Av. Turmalina, 45 – Aclimação)
Golden Plaza (Rua Luis Gonzaga de Azevedo Neto, 263 – Morumbi)
Jambo (Rua Conselheiro Furtado, 1095 – Liberdade)
Jardim Meio Hectare (R. Tomas Gonzaga, 65 – Liberdade)
Kar Wua (Rua Mourato Coelho, 44 – Pinheiros)
Marinha Yin Pin Ko (R. Conselheiro Furtado, 719 – Liberdade)
Northland (Av. Aclimação, 297 – Aclimação)
Rong He Massa Chinesa (Rua da Glória, 622a – Liberdade)
Taizan (R. Galvão Bueno, 554 – Liberdade).

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h13

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Começa o ano!



Agora vai. Depois de uma semana marcando compromissos em Post-it que deixavam a carteira gorda (só assim mesmo) e amarela, cheguei ontem em casa e tive duas surpresas: chegaram a minha agenda Moleskine e o livro de Julie Powell, Julie & Julia. Ufa!!!

A agenda foi meu 'auto-presente' de fim de ano, já o livro, presente de aniversário atrasadíssimo, adorei! Conta a estória de Julie Powell, secretária chegando aos 30 com uma vida chata, casamento em crise e que vende seus óvulos para pagar o cartão de crédito. Muito louca! Tudo piora depois que o marido a desafia a cozinhar as 534 receitas do livro de Julia Child (ícone gastrô nos EUA) na cozinha da quitinete onde vivem.

A autora narrou em um blog sua trajetória, que foi transformado nesse livro que ganhou o Blooker Prize em 2006. O enredo é tão interessante que a versão cinematográfica já está em produção em Hollywood com Meryl Streep e Amy Adamns cotadas para os papéis principais. Depois eu conto.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h54

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Vinho Virtual


Que tal um guia de vinhos na internet mas interativo? Essa é a proposta do Vinho Virtual, projeto da Two of Us que reúne em seu banco de dados uma infinidade de vinhos, vinícolas, países e regiões produtoras, cheinho de informações.

O bacana é que lá você é o crítico, podendo avaliar os vinhos que conhecer. Ao se cadastrar (cadastro gratuito aqui) o usuário monta seu perfil (com suas preferências e hábitos) e cria sua lista de favoritos, pode ler os comentários dos outros usuários além de consultar até informações detalhadas sobre cada safra de vinho. Já me cadastrei!

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h22

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Cantina: Torcida Jalapeños



"Cantina", um espaço para se falar de guloseimas como as do tempo do colégio, coisa de uns... 30 anos atrás, cruzes! O que eu mais gostava de comer na cantina era o 'enroladinho de presunto e queijo' e o brigadeiro, que me persegue até hoje. Detestava maria mole e aquele doce 'metade amarelo metade vermelho' (o que era aquilo?).

"Cantina da Laura" era um blog que eu adorava, da minha amiga sumida Laura Prado e vou dedicar esse post a ela. Meio visionária, num belo dia em 2002 a Laura virou-se para mim e disse: "Kats, você deveria escrever um blog e virar uma celebridade!". Bom, o blog eu já tô aqui escrevendo, quanto aos holofotes da fama... Mas nem na padoca ao lado de casa, onde quase me destratam, mas vou sempre atrás do pão quentinho!

Mas chega de firulas, vamos ao Torcida! Como os jalapeños andam em alta aqui pelo blog, provei outro dia o Torcida Jalapeños apresentado pela minha tia Elza e fiquei surpreso: o gosto é idêntico! Claro que é artificial, mas para acompanhar uma cervejinha é ótimo mesmo! Prove e me diga se o cheiro não é igualzinho... Só não faça como meu amigo Red, louco por pimentas, que gostou tanto que devorou um pacote inteiro e depois ficou enjoado. Moderación!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h07

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Sem pão



Na semana passada fui comer um Monsterburger no A Chapa lá perto de casa e vi uma senhora toda lânguida comendo um hambúrguer envolto em folhas de acelga. Parecia um mini repolho, redondinho, não resisti e fui xeretar.

Trata-se de um lançamento da casa e responde pelo nome de Fit Burger (R$10,70), um hambúrguer feito sem pão, que é substituído por folhas crocantes de acelga. A carne também tem 50% menos gordura que os búrgueres tradicionais e a maionese é feita com óleo rico em Ômega-3. Leva ainda tomate e queijo derretido.

Achei inesperado mas depois me lembrei do churrasco coreano, onde a gente enrola a carne grelhada na folha de alface e é uma delícia. Enfim, uma dica ótima para quem segue dietas 'low carb' mas não abre mão de um bom sanduba: eu! Até parece... O 'Monster' é bem mais a minha cara, hehe!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h44

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Chuva no Mar Casado






[Sem chuva, mas só na hora da partida]


Passei o finde no Guarujá! Com o pretexto de jantar no Les Epices do chef Marc le Cornec, que recebia o chef Emmanuel Bassoleil para o festival "Harmonia dos Sabores", juntei o que sobrou do famigerado décimo terceiro e me hospedei no Sofitel Jequitimar de Guarujá.






[Na chegada: 'amenities' para o estômago]


A gente se esforça tanto para ser fino mas parece que até a natureza é contra! Chuva nos dois dias e lá se vai meu finde 'tropical chic' pro brejo! O que salvou foi a farta distribuição de tacinhas de espumante Nocturno e vinhos da Grand Cru no terraço com direto a violinista e eu pedindo música, muito 'simpático' depois de tanta perlage subindo pelos olhos. "Titanic não, toca aquela do Massenet!!!", uih.






["Toca Raul!!!"]


Depois de incontáveis taças, minha tarde foi à deriva e apaguei vendo a chuva através da janela do quarto sobre os lençóis de algodão egípcio, uh-la-lá. 'Sobre', porque nem consegui desmanchar o origami feito pela camareira, e olha que eu puxei mas o 'vino' foi mais forte.






["A BATHroom with a view": janela entre o banheiro e o quarto, pra gente tomar banho sem perder a visão do coqueiral! Um verdadeiro 'peep show' da natureza, minha gente!]


Acordei na hora do jantar mas vou falar dele amanhã. Estou com fotos fresquíssimas do último almoço no restaurante Mar Casado, situado na beira da piscina do complexo e comandado também pelo chef Marc. Tão frescas quanto os produtos usados na cozinha, especializada em frutos do mar.











O restaurante tem decoração rústica e vista para o mar de um lado e para a piscina e hotel do outro. Sem afetação (e precisa?), tudo muito simples e natural, como os pratos que saltavam da cozinha. O couvert vem com os ótimos pães da casa, manteigas, lulas ao vinagrete e azeitonas.






Provei a Posta de bacalhau (R$ 58,00) assada com alho confit, cebolas caramelizadas, brócolis e ovos cozidos. Leve e com o sal preciso, carne úmida e sabor alavancado pelos acompanhamentos.






Mas minha opção final foi o Camarão pistola (R$ 65,00), imensos camarões grelhados ao alecrim que chegaram à mesa exalando o perfume da erva com o cheirinho de fumaça, uma beleza! De acompanhamento, salada de palmito fresco grelhado e 'pétalas' de tomate ao vinagrete de maracujá, maravilha.

Fiquei tão satisfeito com a minha refeição (e tão leve) que fui caminhando até o Le Fournil atrás da Galette de Rois, o Bolo de Reis, ontem foi o dia! Antes conversei bastante com o chef Marc. O chef nasceu em Rennes, na França, trabalhou no estrelado restaurante Le Gavroche, em Londres e assumiu alguns restaurantes da rede Sofitel no Brasil a partir de 95. É o responsável pela alta gastronomia do Sofitel Jequitimar Guarujá desde sua abertura em dezembro de 2006.






Marc contou que pretende fazer uma série de ações no restaurante e no complexo todo para resgatar a cultura caiçara com atividades que incluem até pescadores locais, bem bacana, mas um desafio e tanto!

Mar Casado
Sofitel Jequitimar Guarujá
Av. Marjory da Silva Prado, 1100
Praia de Pernambuco - tel. 0/xx/13/2104-2000

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h25

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Dia de Reis



Passei um dia de rei da chuva, isso sim! Acordei, tomei um café absurdo para quem não come pela manhã e fui caminhar sob a chuva que caía na praia de Pernambuco. Munido de um anorak e meu iPod andei horas sob a tempestade mas foi ótimo, dei uma limpada geral, nada como um bom banho de chuva (e meu iPod sobreviveu bravamente).



Pra não deixar passar o Dia de Reis em branco, fui até a Le Fournil na Villa Jequitimar (parte do complexo do Sofitel de Guarujá) logo após o almoço e comi uma fatia do Bolo de Reis, aqui chamado de 'Galette de Rois' e feita pelo chef pâtissier André Miranda (foto), discípulo do premiado Dominique Guerin, do Sofitel Rio.



A torta francesa é feita de massa folhada deliciosamente crocante e recheada com creme de amêndoas com um perfume de baunilha matador! Talvez por conta da fava de baunilha escondida no bolo, que promete ao feliz ganhador um ano de glórias. Antes vinha um reizinho de metal, mas li no Wikipedia que a União Européia proibiu a inclusão da peça alegando motivos de segurança. Exótico!



Acabei saindo de lá com várias fatias para distribuir aos amigos e na volta para São Paulo a caixa se abriu no banco de trás do carro espalhando um cheirinho bom que me acompanhou a viagem toda. Cheirinho de baunilha, caramelo, massinha... pura infância.

Quer uma receita do Bolo de Reis? Tem uma ótima aqui.



Le Fournil - pâtisserie e boulangerie
Guarujá: 0/xx-13/2104-1048
São Paulo: 0/xx/11/3201-0888

Escrito por Marcelo Katsuki às 18h10

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Pop Fish


[Ilustra da T-shirt feita pelo designer Felipe Guga]


O talk of the town no Rio fica por conta do novíssimo Pop Fish ali no número 45 da Dias Ferreira. Um pedacinho da Liberdade pop em pleno Leblon num perfeito mix de comidinhas e design. Não conheci ainda, mas já achei a minha cara, hehe. Go fish!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h21

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Domingo mexicano!


Nesse domingo, 6 de janeiro, a 'cozinheira atrevida' Lourdes Hernández-Fuentes abrirá a Casa dos Cariris com um esquema especial para apenas 20 pessoas. Ao preço de R$ 43,00 o menu inclui um 'dedal' de tequila ou mezcal e um cardápio surpresa onde você poderá comer tudo o que a Lourdes irá oferecendo pelas mesas. E ela promete uma 'bela surpresa' com os ingredientes mexicanos que ela acabou de receber!!!

Bom, se você leu esse post, não vai querer perder essa oportunidade. Quer ser um dos privilegiados? A Lourdes liberou o e-mail para divulgação no blog, basta clicar aqui e enviar seu pedido para inclusão no mailing!

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h42

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Degustando histórias


[Ilan Brenman durante degustação - Foto: Marcelo Min]

Começa na terça-feira que vem, 8 de janeiro, a série Degustação de Histórias com Periquita, realizada pela Livraria da Vila três vezes por mês, em suas três unidades em São Paulo. Na primeira noite (08 de janeiro, na Al. Lorena, 1731 – Jardins), o contador de histórias Ilan Brenman contará histórias Indianas, na segunda noite (09 de janeiro, na Rua Dr. Mário Ferraz, 414 – Itaim), Mitos Gregos e, na última (10 de janeiro, na Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena), é a vez das histórias Portuguesas.

A cada noite, o público acompanha as histórias com petiscos temáticos preparados pela chef Carole Crema e, sempre, acompanhados pelo vinho Periquita. Para a noite Portuguesa, Carole prepara bolinhos de bacalhau, salada de polvo, alheira, arroz de Braga e ovos moles. Os convites para participar custam R$ 45,00 por pessoa, e incluem a contação de histórias, petiscos e vinho à vontade. As inscrições podem ser feitas pelo telefone 0/xx011/3814-5811.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h32

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Tem chef no samba!



Era só o que faltava pro meu Carnaval: o 1º Bloco Gastronômico de Carnaval no Recife! O nome é ótimo: Eu só como na rua, very Olinda, kkkkkk! O bloco é destinado a chefs, restauranteiros, comensais e afins e é comandado por Dani Gouvêia, Leo Barbosa e Bruno Albertim, todos da revista Engenho de Gastronomia (que aliás veio nesse bimestre com uma foto de capa linda, uma árvore feita com açúcar pelo chef Van der Ley!).

O bloco sairá no dia 26 de janeiro, sábado (pré-carnaval) e a concentração começará ao meio-dia no Bar Alfaiate na Av. Boa Viagem, onde teremos um palco, orquestra de frevo e grupos de samba. Sim, eu já encomendei o meu kit Só como na rua, que ao invés de abadá virá com avental, toque blanche (o chapéu de cozinheiro) além de uma frigideira e uma colher pra fazer aquele barulho!!! Uhu!!!

Maiores informações pelos telefones 0/xx/81/3339-3775 e 3339-3843 com Marina.

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h49

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Chef à vista!


Olha o que achei na parede do Gosto com Gosto: o prato da Boa Lembrança do cruzeiro Prata Gourmet que será realizado no navio Costa Clássica em fevereiro. Serão quatro chefs: a Mônica Rangel, coordenadora, a Flávia Quaresma (Carême Bistrô), o Marcos Sodré (Sawasdee) e o Ivo Faria (Vecchio Sogno), além do Celio Alzer, da ABS, que vai conduzir as harmonizações.

Mas o mais engraçado é que cada chef vai levar auxiliares 'de luxo' que vão animar o evento. Imaginem que o César Santos (Oficina do Sabor) e a Tereza Paim (Terreiro da Bahia) vão ficar na beira da piscina fazendo tapioca e fritando acarajé! E sabendo como essa turma apronta, dá para imaginar a folia que vai ser essa viagem.

Pena que serão 11 noites, não posso ficar tanto tempo fora; se fossem uns 2 ou 3 dias já estaria com o meu bilhete na mão! O preço indicado no site é de USD 1.591,00, mas já vi numa agência do Rio por 5x USD 250,00.

Prata Gourmet* - 11 noites
Saída: 13 de fevereiro/chegada: 25 de fevereiro
Cidades: Santos, Rio de Janeiro, Ilhabela, Porto Belo, Punta del Este (Uruguai), Montevidéu (Uruguai), Buenos Aires (Argentina), Santos e Rio de Janeiro.
* Cruzeiro Temático: jantares assinados por chefs, aulas (o Heiko Grabole também vai estar lá!) e degustação de vinhos.


Para maiores informações, clique aqui!

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h13

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Com muito gosto



O restaurante Gosto com Gosto foi eleito por seis anos consecutivos o melhor restaurante de cozinha mineira pelo Guia 4 Rodas. Já conhecia a comida da chef Mônica Rangel, mineira de Juiz de Fora, pelos eventos no All Seasons e em Paraty, mas nada como provar suas criações em seu próprio restaurante, uma simpática casinha logo na entrada de Visconde de Mauá.


Num rápido tour pelo restaurante pude conhecer a enorme e equipada cozinha e a fábrica de embutidos que funciona no local. Comprei algumas lingüiças, uma delas de lombo com bacon, cachaças e doces de compotas, tudo feito no local. Anexo ao restaurante funciona um barzinho onde se pode provar uma variedade enorme de cachaças, selecionadas pelo Cláudio, marido da chef e especialista na bebida. Tomei uma 'caipirinha de tamarillo', a fruta dos Andes que lembra goiaba, tomate e maracujá, e estava deliciosa, ficou perfeita com a cachaça!


De entrada fui logo pedindo uma porção de torresmo pururuca (R$ 10,50), que chegou na mesa sequinho e crocante e não durou mais de dois minutos, fez a alegria geral!


A segunda entradinha foi o 'angu com lingüiça' (R$ 16,00), a versão mineira da polenta. Leve no sal mas forte no sabor dos pedacinhos de gorgonzola, ficou perfeito com a lingüicinha refogada com molho de tomate caseiro.


Meu prato principal foi 'leitão assado da Dú' (R$ 39,00), costela e paleta suína assada em forno de lenha com molho de laranja o que dá um perfume todo especial ao prato. A carne estava macia e a companhia do feijão tropeiro não poderia ser melhor. Acho que nem toquei no arroz.


Mas a vedete da mesa foi a meia porção do 'frango com milho verde em espiga'. Pedaços de frango cozidos com milho em um molho delicioso chegam na mesa fumegantes na panela de pedra sabão. Acompanhados de arroz e feijão, além do cremoso angú que faz a gente raspar todo o molho da panela.


De sobremesa, uma mesa inteirinha com os doces feitos em tachos no próprio restaurante. Doces de compota, queijos mineiros e o delicioso doce de casca de limão que deve ser recheado com o cremoso doce de leite da casa, imperdível. A carta de vinhos tem mais de 120 rótulos com ótimos preços, assim como as mais de 600 opções de cachaças, incluindo uma que leva o nome do restaurante.


No final a chef adentra o salão e é recebida com aplausos! Apesar do meu ligeiro exagero, saí do restaurante disposto a uma caminhada em Maringá, a vila vizinha, atrás de ingredientes para o jantar. A comida da Mônica é realmente mais leve que a da tradicional cozinha mineira mas não perde em sabor, muito pelo contrário. Eles estão todos ali e fazem jus ao nome da casa.

Gosto com Gosto
Rua Wenceslau Braz, 148
Visconde de Mauá - Resende/RJ
Tel.: 0/xx/24/3387-1382 e 3387-1108

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h13

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Réveillon na mata


Acesso ao nosso santuário pela ponte de madeira. Algumas roupas, livros e muitas garrafas de vinhos e champanhe para o finde!


Passei o Réveillon no meio do mato. Nada de Mauá, foi no Vale das Cruzes, escuridão e um bando de vaga-lumes sobrevoando o telhado me fizeram pensar que 'estrelas mudam de lugar' (eu tava romântico ou foi o excesso de vinho?). Adoro o campo mas tenho problemas com insetos. Na primeira noite, já quase acostumado a besouros enrolados nos fios de cabelo, terminei em grande estilo: com uma mariposa dentro do ouvido e eu correndo aflito na varanda de um lado para o outro e pulando em um pé acreditando que o bicho sairia sozinho. Haja cotonete! Muita natureza para uma pessoa urbana!!!


A chegada na sexta calorenta foi refrescada com algumas garrafinhas de Mistura Clássica, uma cerveja da região, na calçada do restaurante Gosto com Gosto, em Mauá. Geladinha, leve, desceu feito refresco e matou a sede e o calor! Ia comprar umas para trazer mas me esqueci (não sou cervejeiro mesmo). Também tomei um levíssimo rosé Perini sozinho! Todo mundo com os horários desencontrados e eu, na espera, acabei matando a garrafa inteira, fazer o quê?


Momento cozinha natural: inventamos um feijão em panela de barro no fogão a lenha. Inexperiência que acabou num fumacê danado e quase uma mata inteira de lenha para cozinhar os grãos. Mas um sabor maravilhoso que valeu pelas inúmeras horas botando a lenha e assoprando a brasa! Ecogourmet!!!


Piscina natural e correnteza para aquela limpeza corporal no último dia do ano. Mas nada de cachoeiras radicais! Minha editora chefe me avisou para tomar cuidado, ela mesma disse ter caído de cabeça de uma cachoeira lá, coitada! Agora posso até entender melhor porque ela é daquele jeito, ô dó!


A rede onde passei a maior parte do tempo tentando não pensar em nada enquanto fazia a alegria dos insetos locais!

Agradecimentos: Família Malta Sanches, Manu e Tato pela companhia aquática, Tio Márcio por cozinhar tão bem e ouvir rádio baixinho e Cooper&Kignel Entertaiment, claro, pela locação fabulosa!

Escrito por Marcelo Katsuki às 22h11

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PERFIL

Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

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