Marcelo Katsuki - Comes & Bebes
Marcelo Katsuki - Comes & Bebes
 

200 anos da chegada da Família Real


Esse é o tema da 5ª edição do Rio Bom de Mesa, evento da Associação de Restaurantes da Boa Lembrança, com pratos inspirados no livro de receitas “Arte de Cozinha”, escrito por Domingos Rodrigues, o cozinheiro de Dom João VI. O evento acontece de 11 a 13 de março com almoço nos estabelecimentos do Centro do Rio e de 13 a 15 de março nos restaurantes da Zona Sul e Barra, durante o jantar. Serão 14 restaurantes recebendo chefs de diferentes lugares do país.

Participam do festival os restaurantes Borsalino, Carême Bistrô, Casa da Suíça, Emporium Pax, Esch Centro, Esch Leblon, Giuseppe, Margutta, Bistrô Montagu, O Navegador, Rancho Inn, Sagrada Família, Sushi Leblon e 66 Bistrô.

A lista dos chefs 'visitantes' traz Adriana Didier (Beijupira - Porto de Galinhas), André Saburó (Quina do Futuro - Recife), Auricélio Romão (Zé Maria – Fernando de Noronha), Cesar Santos (Oficina do Sabor – Olinda), Duca Lapenda (Pomodoro Café – Recife), Dulce Helena Martinez (Le Foyer – Campos do Jordão/SP), Fabiano de Almeida (Jardim Secreto – Itatiaia), Ivo Farias (Vecchio Sogno – Belo Horizonte), Julio Lemos (Papaguth – Vitória), Magda Ortiz (Fogo Caipira – Campo Grande), Marcos Sodré (Sawasdee - Búzios), Paquito (Parador Valência - Petrópolis), Simone Berth (Wanchako – Maceió) e Zeca D’Acampora (Bistrô D’Acampora – Florianópolis).

Acontecerão também dois jantares beneficentes, o primeiro no dia 12 de março, na Associação Comercial do Rio de Janeiro (Rua da Candelária, 09/13º, Centro), a partir das 19h, com renda revertida para o Instituto Marquês de Salamanca e menu do chef Fernando Fernandes, do restaurante Bica do Sapato, em Lisboa.

No dia 14, acontece o segundo jantar beneficente do festival no restaurante Vizta, no Hotel Marina Palace (Av. Delfim Moreira, 630, Leblon), a partir das 20h. O chef Felipe Bronze será o responsável pelo menu, cujos vinhos também serão harmonizados por Felipa Pato, filha de um dos maiores produtores de vinho de Portugal, Luis Pato. Parte da renda será em prol do Instituto da Criança.

Durante o Rio Bom de Mesa, quem provar as receitas do menu especial leva para casa o Prato da Boa Lembrança em cerâmica pintada à mão (foto acima) com a imagem de Dom João VI e o Rio de Janeiro ao fundo. Clique aqui para mais informações.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h56

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Moqueca de camarão


Ontem acordei com uma azia tremenda e fui agraciado com a falta de água no banheiro por conta de um vazamento no prédio. Como essas coisas não fazem bem à cabeça logo pela manhã, fui para a cozinha e ao invés de preparar um café bem leve, fiz uma moqueca; na verdade uma variação dela. Que brilhante idéia, não? Culpa da geladeira, pobre de pães e ovos mas lotada de tomates, pimentões e frutos do mar. E do horário, claro, tinha perdido a hora!

Todo mundo tem uma receita de moqueca, mas a minha é a mais simples possível. Intercalo em uma panela de barro três camadas de cebola, tomate, pimentões, coentro e camarão (ou peixe). Tudo sem medida, com toda a indiferença que uma azia matinal pode provocar. Junto sal, pimenta, um vidrinho de leite de coco (mais a mesma medida de água, se estiver muito grosso) e um fio de dendê para reforçar a azia. Cozinho até levantar fervura, abaixo o fogo e em 5 minutos está pronto.

Variações sobre uma moqueca
- Substituir parte do leite de coco por água de coco. Já falei isso aqui, e fica realmente gostoso e mais leve.
- Colocar pimentas dedo-de-moça inteiras na receita. Dão um perfume delicioso sem deixar o prato ardido. Daí quem gostar pode pegar a pimenta, fazer um furinho e deixar o líquido picante escorrer pelo prato, delícia!
- Se você gosta de alho, pode colocar dentes de alho inteiros, o princípio é o mesmo da pimenta: dão um perfume e podem ser comidos depois de cozidos.
- Se não gosta de coentro, capriche na cebolinha. E se quiser um sabor especial, inclua fatias finas de alho poró.
- Batatinhas pequenas pré-cozidas ficam deliciosas quando finalizadas na moqueca, mas não exagere ou você terá um cozido de batatas com camarão, hehe.
- Se o caldo ficar muito ralo, engrosse numa panela à parte com um pouco de farinha de mandioca, ou faça um pirão mesmo, não tem coisa melhor.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h09

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Obento, ícone do Japão moderno


[Meu almoço de ontem]


O obento, aquela embalagem plástica com uma refeição completa é uma verdadeira instituição japonesa. Eu sempre brinco que o obento é a minha mais completa tradução: organizado, bonito e gostoso. Quer dizer, mais ou menos, talvez a minha mais completa tradução seja uma marmita com a tampa amassada, kkkkk! O fato é que eu adoro obentos.

No Japão o obento movimenta uma indústria gigantesca que abastece as gôndolas das lojas dos grandes centros, pois ninguém mais pode se dar ao luxo de cozinhar em casa ou comer fora todos os dias. Falta tempo e espaço para cozinha nas casas, por outro lado sobra qualidade e criatividade nos produtos oferecidos.

Lembro que quando estive no Japão tempos atrás fiquei chocado com um sanduíche de yakisoba (que hoje você encontra até na Liberdade) e com o mau cheiro causado por um caldeirão fervilhante de Oden, um cozido de legumes japonês onde nabos e ovos causavam furor no balcão de entrada da 7-eleven. Meio fedido sim, mas não havia nada mais prático e reconfortante: selecionava os legumes num copinho, pagava no caixa e me deliciava acompanhado de mostarda japonesa!


[Obento e sushi de enguia do Yamato]


Ontem aproveitei a rápida passada pela 'Liba' para cortar o cabelo e dei um pulo no Yamato (Rua Galvão Bueno, 364 - tel. 0/xx/11/3207-2330 e 3208-7041) para comprar o que considero o mais autêntico obento produzido na cidade. Arroz japonês cozido como o da batian ('avó' em japonês), frango e cubos de peixe cozidos com molho de soja adocicado assim como a delicada omelete, tempurá de cebola, legumes cozidos, picles e makizushis perfeitos. Nada de improvisações ou adaptações, é o mais autêntico sabor japonês e você só paga R$ 10,00 por isso. Nos finais de semana há uma versão 'turbinada' por R$ 13,00 com mais ítens.

Lá no Yamato você ainda encontra uma especialidade, o sushi de enguia, disponível apenas em restaurantes. E um balcão cheio de ingredientes como ovas, picles e filés de salmão temperados com saquê e pasta de soja, para você impressionar no próximo jantar! Hoje é impossíve pensar no Japão sem os obentos. Também não consigo me imaginar sem eles.

Quer conhecer uns obentos bem divertidos? Nesse quesito, o e-obento.com é imbatível! Veja abaixo.


Clique aqui para acessar o site.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h34

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Engenho de Gastronomia em São Paulo


[Capa da Engenho: merecido 'debut' da chef Andrea Kauffman]

Depois de fazer uma horinha na Saraiva, corri para o lançamento da edição paulista da Revista Engenho de Gastronomia no Espaço UNI. Leo e Dani Barbosa, diretores da revista, prepararam com o editor Bruno Albertim uma edição com chefs de São Paulo recriando pratos com ingredientes nordestinos. A ação marca o lançamento e distribuição da revista em São Paulo, que passará a contar com uma distribuição de 4.000 exemplares em 1.200 pontos de venda da capital paulistana.


[Os chefs Emmanuel Bassoleil, Sergio Arno e Laurent Suadeau]


[Os responsáveis pelo coquetel: Carlos e Andrea]

Eu sempre considerei a Engenho uma ótima revista mas acho que ela deu um upgrade notável nesse último número, com capa de alta gramatura e impressão fosca de qualidade. E o conteúdo também surpreendeu. Além de Laurent Suadeau, Emmanuel Bassoleil, Sergio Arno e Luciano Boseggia que estavam no evento, participam da edição Erick Jacquin, Carla Pernambuco, Francisco Gameleira, Fabrice Lenud, Carlos Ribeiro e Andrea Kauffman, todos apresentando receitas exclusivas em que utilizaram temperos como o açafrão-da-terra, cominho, pimenta-malagueta e frutas como pitanga e siriguela.



[Cerimônia do saquê de boa sorte -oferecido pela Tozan- com os diretores da revista]

Os chefs Carlos Ribeiro e Andrea Kauffman foram os responsáveis pelo coquetel com uma degustação à base de camarões da indústria alagoana de pescados Dama, garantindo o autêntico sabor nordestino ao evento. Andrea ainda debutou com sua primeira capa, linda, assim como ela com sua dolman bordada de cristais Swarowsky, coisa de 'diva', hehe.


A revista traz ainda roteiros gastronômicos pelo Nordeste, os lugares mais nordestinos em São Paulo, um passeio pelo Ceasa e uma matéria onde a cantora Elza Soares fala de suas preferências na cozinha. Tudo isso por R$ 9,00, não dá pra perder, né?


[Onde tem sabor pernambucano tem que ter bolo de rolo!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h03

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10+ comidas do cinema


Fui ontem ao lançamento do livro 10+ do cinema (Editora Globo - 224 pgs.) de um dos meus 10+ amigos, o Junior (ou Denerval Ferraro Jr.) na livraria Saraiva do Eldorado. Fui acompanhado do Paulo Afonso, outro 10+ amigo e que fez uma das 10+ piores fotos de todos os tempos; alguém consegue me ver na imagem abaixo? O P.A. quer lançar a tendência 'fotógrafo impressionista'.


O Ju fez uma das obras mais gostosas de se ler dos últimos tempos: um livro de listas! E quem não adora listinhas? Sei que vocês vão instantaneamente se lembrar do 'Alta Fidelidade' do Nick Hornby, onde o Rob vivia fazendo listas de músicas e acabou verbalizando sua urgência de viver num dos trechos mais bacanas que já li (qualquer dia posto aqui). Será que o filme também entrou em alguma lista, hihi?


São 51 listas ilustradas com ranking e comentários e nos mais divertidos temas: de 10+ finais surpreendentes até sogras, lésbicas, robôs, noivas, vilões, gays, vestidos e é claro, comidas! As top 3 comidas? "Festa de Babete", "Como água para chocolate" e "A Comilança". Quer conhecer as outras sete nominadas? Compre o livro e garanta momentos de pura diversão. Por 28 pratas na livraria mais próxima da sua casa ou clicando aqui, easy!

Aproveitando o 'gancho', nossa temporada de listas está aberta! Quais os 3 filmes sobre comida que você mais gosta? Conta pra gente nos comentários!

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h11

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Lingüiça sem cubos de gordura



Minhas preces foram ouvidas! A Sadia está lançando uma ligüiça sem aqueles cubinhos de gordura que a gente começa a refeição tirando mas despois desencana e come horrores. Sendo a gordura um elemento transmissor de sabor e que deixa a carne mais macia, o desafio de criar um produto que agrade é ainda maior.

A redução anunciada é de 36% menos gordura em relação à lingüiça mista defumada tradicional. E a Sadia promete um produto mais leve e suculento. As versões de mortadela e salame sem gordurinhas de outras marcas que já provei resultaram em perda de sabor e textura mais dura, mas essa lingüiça tá com uma cara ótima, não?

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h54

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O maior hambúrguer do mundo


Que tal um hambúrguer com mais de 60 quilos? Vá para Detroit, desembolse US$ 350 e afie os dentes para comer esse pão com cara de papelão. E depois arrase no sal de fruta, áfe! Clique aqui para ver a matéria, tem link para assistir ao vídeo.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h32

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Festival de trufas no eñe


[As surpreendentes trufas negras espanholas: aroma delicado]


No sábado acordei meio cabeção e fui pro Restaurante eñe dos chefs Sergio e Javier Torres conhecer o "1º Festival de Trufas" do restaurante. Ainda com os alto-falantes do D-Edge ligados dentro da cabeça e ligeiramente aflito, pensando em como 'harmonizar' minha inevitável ressaca matinal com as trufas (ou túbaras, como diz minha amiga-sumida Cris Couto) e seu característico cheiro de gás de cozinha.

Surpresa! As trufas espanholas, e especificamente as Tuber Melanosporum, variedade muito apreciada e que está sendo usada no festival são muito mais delicadas. Conhecidas como Pérola Negra, as túbaras espanholas chegam ao seu ponto de maturação no mês de fevereiro, daí o festival no eñe. E apesar do alto preço, em função da cara matéria prima, o festival está fazendo o maior sucesso. Os irmãos conseguiram mais alguns exemplares da trufa e resolveram estender o festival até o dia 1º de março, sempre no jantar.

“A intenção festival é oferecer aos nossos clientes esta Pérola Negra em um menu monográfico profundamente reflexionado para tirar o melhor proveito de seu apreciado aroma, aplicando as nossas técnicas e respeito ao produto”, explicam os chefs. O eñe tem um dos ambientes que eu mais gosto, com concreto e fiações aparentes, tudo muito raw e de super bom gosto. E para não deixar uma impressão de que se trata de um restaurante caríssimo (o que não considero, pois fazem alta gastronomia a preços justos) pedi alguns pratos 'extras' para mostrar um pouco do cardápio. Eis o festival:


[Pão trufado, molhado no leite com pedacinhos de trufa e coberto com lascas generosas. Uma entrada poderosa]


[Trufa Sorpresa: um 'bombom' de foie gras com casquinha de trufas coberto com gelatina trufada, servido com salada e torradinhas, acordei!]


[Cremoso suave de Patata y Trufa, um purê de textura lisa coberto com lâminas de trufas e espuma de caldo de carne aromatizado]


[Olha que incrível o padrão das lâminas da trufa! Dava uma super estampa!]


[Corvina com escamas de Trufa y aroma de Ciboulette, uma peça de peixe delicada no sabor e na textura, sobre cebolas caramelizadas e creme trufado. Ah, e coberto com trufas, puro sabor!]


[Milhojas de cerdo con judias blancas y Trufas, um 'mil-folhas' de papada de porco entremeado com lascas de trufas sobre purê de feijão branco com redução de carne trufada. A carne preparada no Thermocirculador - vejam no post de tecnologia na cozinha - proporcionou textura extra macia e delicadeza para compor as camadas com trufas, mas grande força no sabor!]


[Queso Trufado, um queijo de ovelhas português de sabor forte com trufas contrastava com o amargor da salada de rúcula]


[A explosão de chocolate, fritura crocante que envolve uma densa massa de chocolate acompanhada de sorvete, que troquei por chantili, senão minha alergia ia explodir era outra coisa]


E abaixo, alguns pratos que provei do cardápio do restaurante.

[Tartar de ostras con tomate de colgar, uma verdadeira pérola vermelha! Tomate cereja recheado de ostras temperadas, o mais forte sabor de mar que você vai experimentar em uma mordida (comparável a um 'gunkan de uni')! - R$ 20,00 a porção com quatro unidades]


[Crema de mangioquinha con caviar de sagú, a surpreedente textura lisa do creme coberto por bolotas de sagú aromatizadas com tinta de lula. Top hit no quesito 'comidinhas reconfortantes'. - R$ 16,00]


[Paella Marinera, com camarões, mariscos e lulas - R$ 45,00 por pessoa]


[Flavio entre os gêmeos Sergio e Javier Torres]

Há ainda outras opções atraentes como Coca de pan con tomate (R$ 8,00), Tartar de pescados con caviar de Cálix (R$ 15,00), Pimientos del Piquillo y bacalao (R$ 16,00) e as populares Batatas bravas (R$ 12,00), a picante batata espanhola. E você pode estar se perguntando como não passei mal comendo tudo isso? Prometo que um dia eu conto o segredo!


Restaurante eñe
Rua Doutor Mario Ferraz, 213 - Itaim - São Paulo
Festival de Trufas - R$ 280,00 por pessoa incluso Couvert especial, 5 pratos e sobremesa
O festival requer reservas antecipadas com Bruna ou Cinthia no tel. 0/xx/11/3816-0807

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h45

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Japa animado



Ainda não conheço o Restaurante Yamaai (Rua Julio Diniz, 158, pertinho da Bandeirantes - tel. 0/xx/11/3845-6923), mas já vi o site modernoso e agora o blog, cheio de animações como essa aí de cima. Divertido!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h12

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A torre dos irmãos Torres



"Comes e Bebes" também é arquitetura! Afinal preciso fazer jus aos anos que passei cortando papel vegetal na era pré-CAD, kkkkk! Os gêmeos do eñe, Sergio e Javier Torres, preparam para os próximos meses a abertura de um novo restaurante, o Dos Cielos na Espanha. Será o primeiro em que os dois atuarão conjuntamente.

O restaurante será especilizado em tapas temáticas e ocupará uma das coberturas do futurístico prédio do Sky Hotel & Restaurant, com vista panorâmica da cidade de Barcelona e uma planta moderníssima, onde a cozinha será integrada ao salão sem divisórias, já pensou? Tudo possibilitado pelo eficiente projeto de exaustão que permitirá que fogões e mesas convivam pacificamente no mesmo ambiente.



O edifício, projeto do arquiteto francês Domenique Perrault (o mesmo da Biblioteca Nacional da França), é outro atrativo, com seu formato de 'celular deslizante' e deve ser um dos mais altos da cidade. Daí o nome Dos Cielos. E eu perguntei "mas por que Dos Cielos?" "Porque são dois irmãos, oras." Óinc! (E pior é que eu tô achando graça no título do post! Oinc, oinc!!!)

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h26

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Segunda chance



Se você não conseguiu assistir à aula de Tecnologia na Cozinha do chef Flávio Myiamura (do restaurante eñe) que rolou nesse mês lá na Escola Wilma Kövesi (Rua Cristiano Viana, 224, Jardim América - Tel. 0/xx/11/3082-9151), agora tem nova oportunidade na aula extra que será realizada no dia 17 de março, das 19h às 22h. Mas corra porque o curso foi super concorrido! Abaixo, uma rápida passada nos equipamentos apresentados.


Termocirculador ou roner: acoplado a uma caixa plástica, permite o cozimento ou banho-maria com controle de temperatura. Para cozimentos a baixa temperatura, o que evita a quebra das proteínas, por longos períodos que podem chegar a 24 horas como no caso de alguams carnes. Preserva a textura da carne crua.


Thermomix: uma máquina completa! Cozinha, resfria, moe, rotaciona em várias velocidades e ao contrário, o que permite fazer risoto. E pipoca, penso eu, adeus ao saquinho de microondas. kkkk! Seria o cruzamento de um liqüidificador com uma panela elétrica numa avaliação (bem) grosseira, mas os novos modelos até resfriam. Proporciona texturas mais lisas, o purê fica parecendo um aligot. Eu quero!


Gastrovac: cozimento e fritura a baixas temperaturas, com ausência de oxigênio, sem alteração da textura dos ingredientes. Permite a impregnação de líquidos em alimentos, como injetar cachaça na estrutura molecular das frutas e criar caipirinhas sólidas. Muito louco? Vá ao curso e prove as frutas, delírio!


Sifão: usado originalmente para a produção de chantili, permite a execução de cremes aerados e espumas e até uma inusitada 'maionese instantânea'. No curso você aprende a fazer uma deliciosa espuma doce de manga.

Os produtos são curiosos, mas o melhor é participar da aula e poder provar as delícias como o 'Turron yelado', uma sobremesa do eñe feita na Thermomix e os purês e as carnes, que são executados utilizando os processos convencionais e os novos equipamentos. A diferença no resultado final é impressionante!


[A disputa 'homem x Thermomix']


[Thermomix é o futuro!]


[O laboratório do Dexter?]


[Caipirinha sólida: frutas impregnadas de sabor]


[Platéia estrelada: Ana Soares, Maria Helena e Nina]

Escrito por Marcelo Katsuki às 08h48

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Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki, 40, é editor de arte da Folha Online. Formado em arquitetura, Kats é também cozinheiro, sommelier e DJ.

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