Marcelo Katsuki

Comes & Bebes

 

Cinco anos de prazeres


[Os chefs indicados: Paulo Barros, Roberta Sudbrack e Ivo Faria]


Eu adoro uma festa? Pois o quinto aniversário da revista Prazeres da Mesa será comemorado no dia 9 de junho no Grand Hyatt São Paulo com a cerimônia de entrega do “Melhores da Gastronomia – Prazeres da Mesa”. A premiação conta este ano com quatro novas categorias: Restaurante do ano, Banqueteiro do ano, Brigada de ouro e Responsabilidade Social na alimentação.

A apresentação do prêmio ficará por conta da chef 'MC' Flávia Quaresma, que deu um show de simpatia e jogo de cintura no recente Festival de Visconde de Mauá. Claro que como em toda boa festa, não faltarão estações de comes e bebes, com a participação dos restaurantes do Grand Hyatt e de várias importadoras de bebidas. Já tô providenciando o táxi para a volta! Óinc!

Finalistas do “Melhores da Gastronomia –Prazeres da Mesa”

Personalidade da Gastronomia
- Claude Troisgros, restaurante Olympe, Rio de Janeiro
- Maria Stella Libanio Christo, escritora e quituteira mineira
- José Hugo Celidônio, restaurateur do Clube Gourmet e colunista do jornal O Globo

Chef do Ano
- Paulo Barros, restaurante Due Cuochi Cucina
- Roberta Sudbrack, restaurante Roberta Sudbrack
- Ivo Faria, Vecchio Sogno

Chef Revelação
- Daniel Redondo, restaurante Maní
- Daniel Américo, restaurante La Cigale
- Marina Moraes, Gardênia
- Rodrigo Oliveira, restaurante Mocotó

Sommelier
- Eliana Araújo, restaurante Capim Santo
- Eder Heck, restaurante Mr. Lam
- Tiago Locatelli, restaurante Varanda Grill
- Dionísio, Fasano do Rio

Restaurante do Ano
- Eñe, São Paulo
- Mr. Lam, Rio de Janeiro
- Due Cuochi Cucina, São Paulo

Banqueteiro do Ano
- Carlos Bertolazzi, bufê C.U.C.I.N.A.
- Neka Menna Barreto, Neka Menna Barreto
- Viko Tangoda, Viko Produção e Culinária

Brigada de Ouro
- Mr. Lam, Rio de Janeiro
- Piselli, São Paulo
- Fasano, São Paulo

Escrito por Marcelo Katsuki às 18h37

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Receitas afrodisíacas



Esse assunto sempre dá o que falar. Recebi ontem o livro Comer fez o homem (ISBN: 9788506050668 - Melhoramentos - 55 págs. / R$ 6,20) do chef Allan Vila Espejo e ri muito. Não sei se as receitas dão mesmo algum tesão, mas os nomes são engraçados: bruschetta bem molhadinha, frango caliente, pepino do japonês (ui), camarões na cabacinha.

Na verdade o livro acaba desmistificando o mito quando explica que a palavra 'afrodisíaco' vem do grego aphrodisiakós e significa "restaurar as forças geradoras". Ou seja, alimentos altamente energéticos como o amendoim e a ostra ou ricos em proteínas como o ovo de codorna cumprem essa função, daí a fama de afrodisíacos. Mas eu nem tô falando do livro por isso embora o link seja interessante.

O bacana mesmo é que ele tem receitas fáceis e gostosas, fotos bonitas e limpas e é baratinho: R$ 6,20 (e tá na promo por R$ 4,46). As três receitas de tartar são bem interessantes mas abaixo você confere a receita do "Penne Fogoso", onde a pimenta bota o fogo e faz a diferença. O livro traz ainda drinques e sobremesas perfumados e coloridos, afinal o olfato e a visão são também fundamentais no quesito sedução, certo?



Penne fogoso
Rendimento: 1 porção

Ingredientes
1 colher de sopa de azeite de oliva
1 dente de alho laminado
1 colher de café de pimenta dedo-de-moça picada
6 colheres de sopa de purê de tomate
1 colher de café de açúcar
1 colher de café de orégano
1 colher de sopa de manjericão picado
1 pitada de sal
200g de massa tipo penne cozida al dente
100 g de mozarela de búfala cortada em cubinhos

Modo de preparo
Aqueça o azeite. Refogue o alho e adicione a pimenta. Junte o purê de tomate.
Coloque o açúcar e acrescente o orégano e o manjericão.
Corrija o sal e deixe cozinhar em fogo brando por cinco minutos.
Coloque a massa e misture com o molho.
Sirva com os cubinhos de mussarela e decore com manjericão.

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h17

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Palestra e degustação de cafés


Como parte da quarta edição do evento Cafés Especiais na Casa Santa Luzia (al. Lorena, 1.471, Jardins) que acontece até 7 de junho, o Santo Grão Café promove na próxima sexta-feira, 6 de junho, às 14h30, uma demonstração das características presentes nos diferentes tipos e sabores do café. Marco Kerkmeester (proprietário do Santo Grão) e os especialistas Marcelo Babinski e Fábio Ruellas darão dicas de preparo e uma degustação com um blend da marca. A entrada é franca, mas são apenas 25 vagas mediante inscrição antecipada no local do evento ou pelo telefone 0/xx/11/3897-5000 (ramais 5035 ou 5081). Ótima oportunidade para conhecer um pouco mais sobre café. E 'na faixa'.

Escrito por Marcelo Katsuki às 16h10

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Rato na cozinha!


E não é o simpático Remy! Trata-se desse útil segurador de porta (R$ 25,25 cada) feito de material emborrachado à venda na Utilplast (Al. Lorena, 1931 - Jardins- tel. 0/xx/11/3088-0862). Adorei e vou passar lá ainda nessa semana para garantir um para mim e outro para a minha mãe, que ainda usa um de saquinho do tempo da vovó.

Escrito por Marcelo Katsuki às 15h29

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Críticas ao crítico


Rafael García Santos por Luiz Horta no Glupt!, meu enoblog favorito.


Rafael García Santos por Carlos Bertolazzi no Cucina, indicado a banqueteiro do ano pela Prazeres da Mesa.

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h22

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O poder da crítica gastronômica


[O crítico Rafael García Santos lê sua palestra]


A nata da gastronomia paulistana acabou de se reunir no Campus Vila Olímpia da Anhembi Morumbi para assistir a uma palestra do crítico gastronômico espanhol Rafael García Santos. Chefs, jornalistas e estudantes lotaram o auditório para ouvir considerações polêmicas e algumas até inusitadas sobre o trabalho do crítico. Embora voltadas para a realidade de seu trabalho na Europa, muitas colocações foram bastante reflexivas, para não dizer contundentes!

Para García Santos, a função do crítico é informar sobre a comida, o serviço, o vinho de uma casa. A crítica reflete a sociedade, onde segundo o palestrante, "há muito mais mentiras do que verdades além de imperar a mediocridade". Deve ter também a função de estimular a competitividade e a superação por parte dos chefs. Mas admitiu que às vezes os críticos também se enganam.


[Guta Chaves, Suzana Barelli (Menu), Luiz Américo Camargo (Paladar/Estado de S.Paulo), Arnaldo Lorençato (Veja), Carlos Alberto Dória (Trópico), Ricardo Maranhão, Josimar Melo (Basilico/Folha de S.Paulo) e Ricardo Castilho (Prazeres da Mesa). A mesa redonda contou ainda com os chefs Alex Atala e Carla Pernambuco, Patricia Ferraz (revista Gula) e Rafael Barros, professor da Anhembi Morumbi]


O grande desafio da crítica é conquistar a credibilidade do leitor, já que segundo García Santos, "há muito coleguismo no meio". Para ele, o ideal seria que o crítico fosse um capitalista auto-provedor, que não estivesse vinculado a nenhuma empresa e nem recebesse por esse trabalho. Porém trata-se de um trabalho caríssimo que dificilmente sobreviveria pela auto-sustentabilidade. Os jornalistas de vinhos também foram duramente criticados, pois segundo García Santos eles "escrevem apenas para os donos das vinícolas, para gerar notas para publicidade".

García Santos é um grande entusiasta da cozinha de vanguarda mas atesta que apesar do sucesso na mídia, muitas vezes esses locais não conseguem sucesso junto ao público.

Sobre o seu trabalho, disse que "gosta muito de criticar, que nasceu para criticar". Visita mais de 400 restaurantes por ano e disse que seu ideal de vida é ser feliz, falar o que pensa e ganhar algum dinheiro: "É o bastante". Quando perguntado pela editora da revista Menu, Suzana Barelli, como se forma um crítico de gastronomia, foi taxativo: "Comendo!" A platéia riu.


[O público que lotou o auditório da Anhembi Morumbi]


O evento foi realizado por Joana Munné e Fernanda Cunha da Sibaris Serviços Gastronômicos com apoio de Rosa Moraes, diretora da Escola de Turismo e Hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi. Grande evento!

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h23

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Bala de vinho



Esses japoneses inventam cada uma! Olha só o que eu achei em meu passeio semanal pelas lojinhas da Liberdade: balas de Chardonnay e de Cabernet Sauvignon! A de Chardonnay é mais cítrica e tem suco concentrado de uva em sua composição. Já a de Cabernet Sauvignon tem suco de uva e vinho mesmo! São da marca Kasugai e custam em média R$ 5 o pacote.

Por fora são durinhas mas escondem dentro uma goma que lembra um bago de uva, gelatinoso e docinho... Mas se o teor alcóolico é zero, o mesmo não se pode dizer das calorias: 330 a porção de 87 gramas! Tudo bem que é um pacote inteiro mas se bobear a gente consome em uma tarde. Controle!

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h12

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eñe: 1 año


[Detalhe da obra "la plaza del eñe" de Dalmau]


Comes & Bebes também é colunismo 'gastro' social! E eu que nunca saio às segundas (dia de botar o 'figo' para descansar) de repente me vi na porta do eñe: casa lotada, DJ arrasando no 'jet' sobre músicas espanholas, muitas bebidinhas boas e grande parte do cardápio de tapas circulando pelo salão. Tudo para comemorar seu primeiro año de vida, completado em março. Hmmm, precioso!!!

A festa celebrou também a inauguração do mural “la plaza del eñe” na parede de vidro do bar e a entrega da obra original do artista plástico Dalmau para a Embaixada da Espanha no Brasil. Por fim, agradeci ao corpo pela disposição de começar a semana já na rua, pois pude reencontrar a Cris e uma porção de gente bacana para botar o assunto em dia (e olha que fui embora cedo). Olé!


[Chefs Fabrice Lenud, Flavio Miyamura -o terceiro gêmeo do eñe- e Raphael Despirite]



[As muy queridas Nina Horta e Maria Helena Guimarães]



[Bella 'Amadeus' Masano, Elisa e Rodrigo 'Mocotó' Oliveira, indicado a chef revelação no prêmio da 'Prazeres' desse ano]



[Pepita Rodrigues!]



[Embaixador da Espanha no Brasil, Ricardo Peidró Conde e o artista plástico Dalmau]



[Burburinho na casa de concreto]


eñe
Rua Doutor Mário Ferraz, 213
Itaim Bibi - 0/xx/11/3816-4333

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h26

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Piauí Sampa


Mais cozinha regional! A rica cozinha do Piauí é o tema do festival gastronômico Piauí Sampa que começa amanhã na Viandier Casa de Gastronomia (Al. Lorena, 558, Jd. Paulista - tel: 0/xx/11-3057-2987) e termina na sexta-feira, dia 30. O preço da aula é de R$ 20.

O Sebrae Piauí está promovendo o festival e trouxe a chef piauiense Michaela Fonseca Machado. Os eventos acontecem sempre das 19h às 22h30 na Viandier e apresenta os sabores do Piauí com aula show, confecção e degustação dos pratos.

Os participantes serão recebidos com uma mesa de produtos como suco de bacuri e cajuína e mini biscoitos e depois participam das aulas onde aprenderão pratos como o salpicão de carne de sol e o Maria Isabel, um arroz típico do Piauí. A programação é a mesma nos três dias do festival, ou seja, você tem três oportunidades para participar!

Além da Viandier mais duas casas participam do festival: o Boa Bistrô (Rua Padre João Manuel 950 - te. 0/xx/11/3082-5709) e o Athaliba Bistrô (Al. Campinas, 1299 Jardins - tel. 0/xx/11/3052-2216) que assim como a Viandier também estarão oferecendo pratos do Piauí, no período de 26 a 31 de maio.

Importante! A Viandier está oferecendo um desconto para os leitores do blog. Quem ligar hoje, dia 27 (tel: 0/xx/11-3057-2987 e 3887-2943), e falar que viu o anúncio no blog, pagará apenas R$ 10 para assistir a uma aula em qualquer um dos 3 dias.

Clique aqui para ver o flyer.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h37

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Filho de peixe...

Recentemente comi um dos melhores peixes da minha vida. Sério! Foi uma "moqueca paraense" feita com filhote, um peixe típico do Pará com um sabor tão peculiar (digo gostoso!) que me surpreendeu. É que não sou fã de peixes de água doce, mas depois do filhote tive de rever meus conceitos. O fotógrafo Tadeu Brunelli, autor dessas fotos sensacionais, e o chef Carlos Ribeiro voltaram do Pará com todos os ingredientes na bagagem, até as garrafas de tucupi não foram esquecidas.

A receita é do restaurante Remanso de Peixe (Rua Barão do Triunfo, 2590 casa 64 - Bairro Marco - Belém /PA - tel. 0/xx/91/3228-2477) um restaurante que nasceu despretensioasamente na garagem do sr. Francisco Santos e da Dona Carmem, sua esposa. E se no começo o trabalho no salão dos filhos Thiago e Felipe era visto quase como uma brincadeira, hoje o ofício é encarado com muita seriedade.

Thiago, o mais velho, graduou-se em Gastronomia no Senac de Campos do Jordão e está partindo hoje para uma temporada de aprendizado na Europa com o renomado chef português Vitor Sobral. Já Felipe, o mais novo, dará seus primeiros passos com a chef Ana Bueno, do Banana da Terra em Paraty, seguindo depois para o Senac de Campos. Ou seja, o futuro do 'Remanso' só promete!

No restaurante o foco é a cozinha 'de raiz', como diz o sr. Francisco, e o cardápio tem sugestões interessantes como a casquinha de caranguejo com farofa de castanha do Pará. Hmmm! O restaurante hoje é todo climatizado e tem até uma carta de vinhos com mais de 70 rótulos e uma abundande variedade de sucos com frutas locais. Fica dentro de uma pequena vila com manobrista e segurança. Pena que fica longe, hehe, mas um dia eu chego lá, Belém! Mas vamos para nossa receita.


[Fotos: Tadeu Brunelli]


Moqueca Paraense

- Filhote 600g
- Cebola 02 unidades
- Tomate 01 unidade
- Pimentão Amarelo, Verde e Vermelho 02 unidades de cada
- Pimenta de cheiro 02 unidades
- Tucupi 1litro
- Jambú um maço
- Cheiro verde 1/3 de maço ( coentro e cebolinha juntos)
- Salsinha 1/3 de maço
- Farinha de mandioca fina até dar o ponto do pirão
- Camarão 100g
- Patas de carangueijo 100g
- Açafrão da terra ½ colher de chá
- Azeite extravirgem 60ml
- Alho picado 3 dentes
- Vinho Branco 60 ml
- Sal a gosto
- Batata Inglesa 100g

Modo de Preparo
Refogar o alho, metade da cebola, tomate e pimentões em azeite. Em seguida adicionar o peixe em cubos, o tucupi e as batatas. Quando levantar fervura jogar um pouco de farinha, deixe cozinhar e quando o peixe estiver cozido decore com os camarões e as patas de carangueijo, o restante dos tomates, da cebola e dos pimentões e deixe mais cinco minutos. Sirva imediatamente. E se possível, me chame!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h15

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O fuxico da semana da Parada

Sabe qual o fuxico gastronômico da semana da Parada do Orgulho GLBT? É o lançamento do Fuxico!

O Fuxico Eventos e Gastronomia foi criado para prestar serviços na área de eventos (de festas temáticas a casamentos) voltado para o público GLS. A equipe é jovem e antenada, sempre encontro essa turma nos eventos de gastronomia pelo Brasil. Agora resolveram investir seus conhecimentos de alta gastronomia para oferecer um serviço na medida da exigência do público GLS.

Só de ver as fotos no site já dá para se ter uma idéia das interessantes criações do grupo e da preocupação com detalhes, a começar pelos dolmans dos chefs, decorados com fuxicos. Bem bacana, bem cuidado, boa sorte, pessoal!

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h27

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Pirex do Tim



Hoje o apê amanheceu aos gritos do Tim Maia: "Você e eu, eu e você, juntinho!!!" Tudo culpa do sensacional livro do Nelson Motta, "O Som e a Fúria de Tim Maia" da editora Objetiva. Tive de escavar os armários da sala atrás dos cds do Tião para acordar a vizinhança (que não deve estar acreditando nesse momento soul-black-matinal, 'juntinho!!!')

Mas o que o Tim tem a ver com um blog de gastronomia? Muitas coisas, o cara era o maior glutão, chegava a tomar três garrafas de uísque por dia e até conversava com bifes, ou melhor, saía correndo quando o bife dava risada na cara dele, quando ficava muito doidão. Sem falar no sensacional jingle "Chocolate", né? Quem nunca dançou cantando, "chocolate, chocolate, eu só quero chocolate"? Provavelmente todo mundo, essa música sempre toca quando o povo já está no além!

Mas no livro o autor comenta duas especialidades absurdas do cantor, uma sobremesa e uma vitamina. Loucura! Olha só:

Pirex do Tim (eu que batizei, ui!)
- 1 pote de sorvete Kibon de morango
- 1 lata de leite condensado
- 1 lata de creme de leite
- 1 garrafa de groselha
- 1 litro de Coca-Cola

Modo de fazer: jogue tudo num pirex e bata. Very Tim, kkkkk!

A Vitamina do Tião é um caso à parte. Bata no liquidificador biscoito de maisena, goiabada, leite condensado, banana e leite. As quantidades vão de acordo com o seu bom senso (ou a sua loucura, hehe!)

Para encerrar, minha música favorita do Tião. Pra sair dançando pela sala nesse ensolarado feriado prolongado (enquanto eu corro pra redação!). Ah, essa vai pra Patúcia, minha assessora-bailatriz favorita!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h16

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Refresco de babosa



A nova modinha lá de casa responde pelo nome de "Aloe Vera Juice" ou seja, o refresco de babosa. Achei uma delícia: docinho feito água de coco (mas lembra também lichia e uva), meio gelatinoso, refrescante. Tem versões com sabores de frutas como abacaxi e até banana, mas o natural já é ótimo. Mas tenho sentido um notório efeito diurético: é tomar para começar o vai-e-vem pro banheiro!

A aloe vera tá na moda. Tem até blog, o Aloe Blog ! Vai lá e vê quanta coisa boa a babosa tem!

Para mim a grande propriedade dela é sua ação no alívio da dor. Desde criança vejo minha mãe cultivando um vasinho com um pé da planta em casa. Era eu cortar o pé, queimar as costas no sol, furar o dedo ou qualquer outra confusão que que lá vinha minha mãe com uma folha de babosa para passar e atenuar a minha dor. E funcionava!

Lendo o Aloe Blog vi que isso se deve a sua função anestésica e antiinflamatória. Mas ela tem outras funções, como coagulante, antibiótica, desintoxicante, hidratante e até regeneradora celular, razão pela qual tenho tomado. Quem sabe eu 'ganho' um fígado novo!

Obs. No suco a porcentagem é de 30% de aloe vera. Mas já é o bastante, se considerarmos que a garrafinha tem 500ml. Será que tô bebendo muito?


[Imagem da babosa]

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h58

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Churrasco prático



A Wessel e a Smirnoff uniram-se para criar um site que é uma mão na roda: Churraskeiro.com.br. O site traz dicas para um churrasco perfeito e uma calculadora que indica a quantidade certa de carne de acordo com o número de pessoas. Achou pouco? Pois ele traz ainda uma página para você enviar os convites para seus amigos que chegam com a previsão do tempo para o dia da festa, fornecida pelo Climatempo! E você pode ainda enviar vídeos do seu evento e concorrer a prêmios.

Onde a Smirnoff entra nisso tudo? Ora, com a sua linha de caipiroskas prontas, afinal o lema aqui é 'praticidade'! Você já provou alguma? Eu adoro a de frutas vermelhas, nada mais prático para um get together com amigos antes da balada. Tem graduação alcólica mais leve mas anima que é uma beleza!

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h08

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Concurso Gastronômico de Visconde de Mauá

Um pouco do Concurso Gastronômico Visconde de Mauá - Festa do Pinhão em imagens. Foi um final de semana repleto de aulas, receitas, festas, vinhos ('tava' frio!) e muito pinhão, lógico.


[Muita animação na aula da chef Tereza Paim, baiana arretada que diz a lenda, frita até ovo com dendê!]


[Aula do chef Willian Chen, o showman do Babel de Brasília]


[Chef Carlos Ribeiro com a mami de Mônica Rangel, organizadora do concurso do pinhão]


[Todas as aulas eram finalizadas com a degustação dos pratos]


[A estação móvel do Senac no cenário bucólico de Mauá]


[A bem equipada sala de aula]


[A calçada do restaurante Gosto com Gosto era o QG da turma]


[Os chefs Marcos Sodré e Conceição Neroni almoçando no Gosto com Gosto]


[Uma das trilhas dos chalés onde se hospedaram os chefs e jornalistas]


[Café da manhã com Beta Malta, Lu Castelo Branco, Lu Fróes e Lou Bittencourt. Mesa das lulus!]


[O pão de pinhão do café do hotel Bühler, onde acontecia o tour matinal pelo bufê, coisa de louco!]


[A costela recheada e pra lá de defumada. Landau na função!]


[A chef Mônica Rangel e seu marido Cláudio, os donos da festa]


[Chef César Santos, ou apenas, 'presidente!' e a chef Tereza Paim]


[Luciano Roberto entre os chefs Dulce H. Martinez e William Chen Yen]


[Tin-tin!]


[A confraria da AMMM - leia abaixo, hehe]


[Detalhe do avental da confraria]


[O cenário do almoço]


[Fancy meat: Lívia B. ensina como não perder a classe diante de uma bandeja cheia de 'linguiça' - sem o trema mesmo!]


[Showtime: Flávia Quaresma e Mônica Rangel apresentam o concurso]


[Michele Maia e a entrada campeã]


[Os três vencedores: Monique com a sobremesa, Rolf com o prato principal e Michele com a entrada]


[A platéia, que nesse ano pode degustar e votar, aguarda o resultado final]


[A entrada vencedora: cogumelos recheados com pinhão e creme de açafrão]


[A MC Flávia Quaresma dando conta do recado! Virei fã!]


[Os alunos do Senac preparando os pratos para a degustação]


[O resultado final mostra a vitória apertada em duas categorias: diferença de 0,02 pontos para entrada e sobremesa!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h07

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Bistrô das Meninas


Após o concurso da festa do pinhão, o pessoal marcou um encontro numa casa de fondue mas acabei chegando muito cedo. Incomodado com o cheiro de fritura do fondue de frango da vizinha, levantei-me e fui passear pelos arredores. E acabei descobrindo um bistrozinho super simpático, o La Saveur de Vanille (Rua Taquaral s/n, Maringá/MG - Tel. 0/xx/24/3387-1461), ou simplesmente, o Bistrô das Meninas, como é chamado.

O bistrô foi criado por duas amigas, Renata e Noemi (daí o nome) e tem o maior clima do 'Central Perk', o simpático café de "Friends" mas com um toque francês, claro. Freqüentado por casais e pequenos grupos de amigos, tem ótimos pães caseiros e café 100% arábica. O cardápio enxuto traz ainda sopas, quiches, saladas, uma massa e carnes além de vinhos da Expand e cervejas especiais.

Pedi um Hambúrguer de picanha artesanal (R$ 19) com chutney de frutas, acompanhado de saladinha e um suco de laranja. E me diverti comendo na mesa 'da biblioteca', entre os livros e uma lareira quentinha onde fui me aconchegar depois de limpar o potinho de chutney. Refeição também para a alma (e taí a foto que não me deixa mentir!)


Ah, a trilha sonora também estava super agradável com um jazz bem 'fim de noite' que não me deixava partir... Ixi, acabei me esquecendo do povo no fondue!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h46

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Curso de etiqueta japonesa com degustação

Olha que oportunidade bacana para quem quiser conhecer um pouco mais sobre a cultura japonesa: um jantar harmonizado com saquês e orientações sobre etiqueta com a professora Lumi Toyoda. Além das dicas da professora, uma chance de conhecer alguns tipos bem peculiares de saquês, como o Namá (não pasteurizado) e o Guinjo, saquê premium feito com a parte nobre do arroz. E ainda tem esse menu tentador do chef Carlos Ribeiro que fecha com mousse de matchá, o delicioso chá verde japonês!


Escrito por Marcelo Katsuki às 00h24

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Festa no Athaliba Bistrô

O Athaliba Bistrô (Al. Campinas, 1299- Jardins - tel: 11-3052-2216) completou cinco anos! E para comemorar, a chef Elsie Siciliano faz seu tradicional "Festival de Risotos do Athaliba" com mais de 20 opções!


[O capricho da chef nos detalhes da vieira com balsâmico]


Estive na semana passada no jantar de comemoração e provamos essas vieiras com balsâmico (aí em cima) além do novo risoto do cardápio, o "Risoto do Centenário", um presente do chef Carlos Ribeiro para a Elsie, sua 'madrinha de fogão'.


[Elsie e seu filho, o chef Pedro Siciliano na cozinha do Athaliba]


O novo risoto (esse abaixo) trazia camarões Dama (que também participou da festa) marinados no mirim e foi preparado com caldo dashi no lugar do tradicional caldo de legumes. E não é que a combinação ficou ótima?


[Risoto do Centenário: toques orientais]


Gostei da novidade que é mais um motivo para você dar uma passada lá e comemorar o niver do bistrô, além de festejar o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil com esse prato, hehe. Viva!

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h29

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Simpatia para emagrecer


['Pula, galinha, não pode parar...']


Segundona!!! Sim, sim e a coisa está ficando feia. Tão feia que ontem engasguei respirando por conta da impiedosa calça apertada. Meu jeans strech mais parece saído de uma pintura do Botero! Cansei de dietas também. Até o menu dos 3 dias da dieta do atum já decorei e traumatizei com as noites de cetose proporcionadas pela 'South Beach'. Daí resolvi apelar pro santo.

Procurei uma 'simpatia' para emagrercer e sabe que encontrei mesmo! No site Macumba Virtual tem várias simpatias: para emagrecer, para ficar com o corpo escultural e até para perder a barriga, viu 'rolha de poço'! Mas eu preciso afinar o corpo e a mente congestionada, uma lipo-espiritual completa!

Clique aqui para ver a minha última esperança. Ou indique uma dieta milagrosa, tô desesperado!

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h04

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Festival Gastronômico de Visconde de Mauá



Começa hoje o Festival Gastronômico de Visconde de Mauá e vai até domingo. Para o concurso realizado pelo casal Monica e Claudio Rangel, do restaurante Gosto com Gosto, serão convidados jovens chefs que serão julgados pelos ganhadores do último concurso gastrônomico e por chefs convidados.

Além do Mês do Pinhão, que acontece do dia 15 de abril a 18 de maio (os restaurantes da região estão servindo pratos à base de pinhão) acontece ainda o III Salão do Pinhão, com apresentação dos artistas locais, o Sabores da Montanha, onde haverá apresentação dos produtores orgânicos da região, e um jantar beneficente (R$ 80,00) na abertura do Festival, elaborado por quatro chefes convidados da Associações dos Restaurantes da Boa Lembrança – Flavia Quaresma, Marcos Sodré, Paulo Pinho e Paquito.

Programação da aula show Senac

Sexta-feira – 16 de maio
15:00 – Aula Show com Tereza Paim
17:00 – Aula Show com William Chen Yen
19:00 – Aula Show com Ana Bueno


Sábado – 17 de maio
10:00 - Aula Show Conceição Neroni
12:00 – Aula Show Carlos Ribeiro
16:00 – Aula Show com César Santos e Jorge Garritano
18:00 – Aula Show Ariani Malouf

Domingo – 18 de maio
10:00 – Aula Show com Dulce H.Martinez
12:00 – Aula Show com Fernanda Lucas
14:00 – Aula Show com Jeff Colas

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h47

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Soba: reconfortante e nutritivo


[Nikutamagotoji Soba do Waka: com carne e ovo mexido]


Na terça-feira saí do jornal morrendo de frio rumo ao mercado para comprar algo quando um amigo me liga convidando para um soba no Waka (Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 2050 - Loja 15 - tel. 0/xx/11/3191-0280). O Waka é o restaurante japa em frente ao hipermercado Extra da Brigadeiro Luis Antônio, que além de bom e barato, fica no caminho de casa! Quando dei um post sobre o Waka (veja aqui), os leitores falaram que o lugar é conhecido como o 'restaurante da japonesa que grita'. É que a Maria 'canta' o pedido sem sair do balcão e o cozinheiro responde com um 'honto!' (ou coisa parecida) lá de dentro. O importante é que o caldo do chef é rico de sabor e utiliza macarrão japonês no preparo, o que não impede o preço camarada: R$ 14,00.

Além do 'soba' acabei comendo uma porção de tempurás (legumes empanados fritos) e levando alguns bolinhos de carne para casa. Mas se você não passa por essa região da Paulista ou mora fora, faça um belo soba em casa, não é tão complicado. Em Campo Grande (MS) o macarrão faz o maior sucesso em função do grande números de nikkeys procedentes de Okinawa, que trouxe a tradição do soba ao país.

Além de reconfortante e leve, essa sopa utiliza macarrão de trigo sarraceno, rico em proteína, aminoácidos e polifenol, que ajuda na redução do colesterol. Tem também vitaminas B1 e B2 além de rutina, que fortalece as veias. Também é conhecido como auxiliar no combate à pressão alta e ativador das funções do pâncreas. Na boca você sente que ele utiliza ingredientes mais integrais, o que torna seu teor nutritivo superior ao do arroz e do próprio trigo refinado. Tô achando que é uma sopa 'milagreira', hehe. Abaixo, uma receita básica:

Ingredientes
- 400g de macarrão japonês
- 200g de carne ou frango picado
- 1 litro de caldo Dashi
- 2 colheres (de sopa) de saquê
- 6 colheres (de sopa) de shoyu
- 3 colheres (de sopa) de mirin
- óleo
- 2 ovos
- cebolinha
- 2 folhas de alga nori

Cozinhe o macarrão conforme instruções da embalagem. Faça o caldo dashi (ferva um litro de água com uma folha de kombu, apague o fogo e junte flocos de Katsuobushi) ou compre o caldo instantâneo. Frite a carne, junte o caldo e demais ingredientes e ferva por 5 min. Coloque o macarrão na cumbuca, cubra o caldo e junte cebolinha picada, omelete e algas nori picadas. Utilize 'togarashi', a pimenta vermelha japonesa em pó (que vem em uns vidrinhos simpáticos) a gosto.

Curiosidade: o soba é consumido no Japão no Réveillon para desejar vida longa e próspera.

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h38

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Os vinhos da Casa Santa Eufêmia


[O enólogo Pedro Carvalho fala sobre os vinhos da Casa Santa Eufêmia]

O enólogo e produtor português Pedro Carvalho está no Brasil divulgando os vinhos da Casa Santa Eufêmia, importados pela World Wine. Participei de um almoço ontem no restaurante A Bela Sintra e pude degustar quatro exemplares, entre eles um raro Porto Branco Reserva Especial com mais de 30 anos, o que conferia ao vinho uma cor dourada e um sabor riquíssimo.

A Casa Santa Eufêmia foi fundada em 1894 às margens do rio Douro (Portugal) e começou produzinto apenas Porto. Com 40 hectares de vinhedo sendo 30 de vinhas velhas, a vinícola possui ainda um grande lote de vinhos guardados. Depois da divisão ocorrida nos anos 89 e 90, a vinícola passou a ser cuidada por Pedro e sua irmã Lucia.


O primeiro vinho provado foi o Perene Branco 2006 da região Távora-Varosa. Um vinho simples mas de boa acidez e aroma citrino, acompanhou bem a entrada: um siri gratinado na concha de Moçambique, levemente condimentado.


O bacalhau à Herdade do Esporão foi servido com um CSE Reserva 2003, um vinho de médio corpo, cor rubi intenso e aroma concentrado com notas de frutas vermelhas. Harmoniza também com carnes vermelhas mas foi muito bem com o bacalhau, perfeito, servido com deliciosos chips de cenoura e beterraba (que eu surtadamente chamei de berinjela, ó deus Baco!)


O vinho Compota 2005 feito de uvas Touriga Nacional foi servido com o "Arroz de pato à nossa moda". Como o nome sugere, o vinho tem sabor de furtas vemelhas bem maduras (compotadas) mas com notas de baunilha, chocolate e café. Vinificado em cubas de inox, passa por estágio dem carvalho francês, que confere um equlibrado toque de madeira. Foi o meu favorito.


O Porto Branco Reserva Especial, dourado com aromas de mel, amêndoas e até figo seco fechou a harmonização servido com o Toucinho do Céu e a Siricaia, o doce português de gemas com leite condensado que desmancha na boca, minha perdição! Uma ótima harmonização que fechou a refeição em grande estilo.


[O decanter do restaurante, mais caro que a adega climatizada que eu tô comprando, ou melhor 'querendo comprar'! Mas aprecie as 'curvas' da peça, demais!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h26

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A tradição do Rufino's


Na semana passada fui jantar no Rufino's Restaurant (Rua Dr. Mário Ferraz, 377 - Itaim - tel. 0/xx/11/3078-6301) tradicional casa de frutos do mar que começou no Guarujá mas conta com dois endereços aqui em São Paulo - o outro fica no Shopping Morumbi. O motivo? Comemorar a promo do meu amigo P.A. e é claro, colocar o assunto em dia, para não dizer, fofocar, hehe.

A gente ficou surpreso com o tamanho da casa, em plena Mario Ferraz. Mas o tamanho dos peixes (assados inteiros) impressionaram ainda mais! Com medo de não darmos conta, optamos por um prato de camarão e um caixote de frutos do mar, para uma pessoa. Ah, e algumas ostras para entrar no clima!


Quando o couvert (R$ 15,00) chegou à mesa, pensei em dispensá-lo, mas como resistir aos anéis de lula numa vinagrete perfumada, salmão defumado, grãos de bico e conserva de legumes, além de uma escabeche de sardinha muito bem feita! Logo chegaram as ostras de Santa Catarina (R$ 18,50 seis unidades), com um molhinho e limão siciliano que fizeram toda a diferença.


O Camarão à Rufino's (R$ 80,00 para duas pessoas) aberto, temperado e grelhado chega na mesa quase solto da casca, uma gentileza bastante desejável. As vagens que acompanham são bastante tenras e as batatas fritas, pequenas bolinhas moldadas.


O Caixote de frutos do mar (R$ 72,00 para 1 pessoa) vem com vieira, mexilhão, ostra gratinada, camarão rosa, polvo e robalo numa travessa enorme. O polvo estava especialmente macio e suculento, mas a vieira e o mexilhão temperados também não ficavam para trás. Um 'caixote' que traz uma ótima amostra dos produtos oferecidos no cardápio da casa.

A sobremesa foi um cafezinho. Na verdade um chá, para ajudar na digestão, ninguém é de ferro! Afinal as porções do Rufino's são generosas, típicas de casas tradicionais e familiares. Gostei muito!

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h36

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Cuecas na Cozinha



O blog Cuecas na Cozinha do Alessander Guerra está fazendo aniversário e a cada dia um blogueiro sugere uma receita. Chegou o meu dia! (E eu achando que tinha sido gongado, kkkkk!).


Quer aprender essa receita de Mini moranga com carne seca gratinada que eu fiz para essa 'festa'? Clique aqui!!! E aproveite para dar os parabéns ao Ale, o dono do 'cuecas'!

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h06

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Dia do chef de cozinha



Hoje é comemorado o Dia do Chef de Cozinha! Pelo menos aqui em São Paulo. A data foi instituída no calendário de comemorações oficial da cidade no final dos anos 90 pela Câmara Municipal. Então parabéns a esses profissionais que fazem de nossa simples refeição um momento de prazer!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h44

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Um pouco mais sobre saquês


[O sommelier de saquê Celso Ishiy]

Alguém me disse na semana passada que "a gastronomia é uma escada que a gente só sobe e nunca consegue descer" (ou coisa parecida). Isso está me deixando preocupado. Estive em uma degustação de saquês da Hakushika importados pela Tradbras que foi uma verdadeira aula com o jovem sommelier de saquê (sim, existe essa denominação) Celso Norio Ishiy. Acho que estou aprendendo as sutilezas da bebida e gostando cada vez mais dos dos saquês premium.


[Entrada fria com legumes, kanikama e frutos do mar]

A degustação ocorreu no Restaurante Shintori com a presença de outros jornalistas (entre eles minhas gastro girls queridas, Cris e Bia) e participação da sempre espirituosa Nancy Saeki, do Shintori. Celso falou desde a origem e produção até a etiqueta do saquê. Para acompanhar a desgustação, alguns pratos criados pelo chef José Wilson Pereira Soares, há quase 30 anos no comando da cozinha do restaurante.


['Wasabi steak' harmonizado com saquê 'junmai extra-dry']

Os pratos harmonizados foram uma entrada fria com salada de pepino, rabanete, kanikama e camarão com ovas, um 'wasabi steak' com saladinha e legumes, um combinado de sushis e sashimis e uma sobremesa arrebatadora: uma gelatina com camadas de pitaia, lichia e gomos de tangerina com calda e saquê, que me fez limpar a taça (o que nunca acontece com sobremesas).


[Combinado de sushis e sashimis]

Celso começou com uma colocação muito oportuna: "saquê não é cachaça, nem vinho, nem cerveja. Saquê é saquê." Porque a gente tem mania de traçar paralelos e com a distinção de destilados e fermentados, a gente acaba achando que saquê é meio vinho, mas não é. Aliás, descobri que a maioria dos saquês que tomamos no Brasil nem são apenas fermentados, mas recebem também álcool etílico e ficam um mix de destilado com fermentado, chamado de saquê 'honjoso'. O saquê com 100% de álcool de arroz é chamado 'junmai'. O 'honjoso' vai bem com pratos mais leves enquanto que o 'junmai' harmoniza-se com comidas mais fortes e até gordurosas.


[A deliciosa sobremesa de gelatina de pitaia, lichia e tangerina com saquê]

A produção do saquê ocorre em várias etapas: primeiro o arroz é pré-cozido, então junta-se o fungo que vai transformar o amido em glicose. Daí são adicionadas leveduras que transformam a glicose em álcool. O fator principal de qualidade em um saquê é a água, que deve ter quase ausência de ferro e manganês e ser rica em magnésio e potássio. A melhor água utlizada chama-se "miyamizu" e é encontrada no Japão.


[O arroz em 3 estágios: in natura, com 30% de polimento (70% de aproveitamento) e 50% de polimento, quase um cristal. Produção: Cris Couto!]

O segundo fator é a qualidade do arroz e o seu polimento. O arroz utilizado é diferente do consumido no dia a dia. Ele possui baixo índice de gorduras e proteínas e quanto maior o polimento recebido, melhor será a qualidade do saquê. Alguns polimentos podem resultar em aproveitamento de menos de 50% dos grãos, mas a partir do aproveitamento de menos de 70% do grão o saquê já é considerado 'premium'. Além de mais leve, ele não dá ressaca, coisa super desejável para qualquer bebedor.

Após o engarrafamento, o saquê deve ser consumido em 2 ou 3 anos, ao contrário do vinho, que pode ter uma guarda longa. Depois de aberto, ele dura ainda um mês na geladeira, prazo que pode ser extendido até 3 ou 4 meses com o uso de um aparelho similar ao 'vacu-vin', com uma tampa que garante vácuo e boa vedação.


[O saquê feito para coquetéis, de sabor neutro]

Foi a primeira vez que vi os grãos de arroz utilizados na produção. E também conheci um saquê importado do Japão ideal para coquetéis, com sabor neutro, vendido em caixinhas similares ao tetra-pak. Provamos também um saquê nacional 'honjoso' e foi notável a diferença com os 'junmai' degustados. Aliás, os bons bebedores de saquê têm preferência pelo 'junmai extra-dry', que apesar de seco, tem uma leveza que faz os outros parecerem 'salgados' depois de comparados.


[Nancy Saeki, do Shintori, ajuda na demonstração de etiqueta do saquê]

Pra terminar duas coisas: o saque frio deve ser servido na temperatura de 10ºC a 15ºC enquanto o saquê quente, de 40ºC a 45ºC. E o saquê tem uma importância tão grande na vida dos japoneses que é considerado uma bebida sagrada dos Deuses e um item precioso em uma casa. Tanto que quando se serve o saquê, deve-se segurar a garrafa com as duas mãos assim como quem recebe a bebida. Quando você oferece saquê a alguém, não está apenas dando a bebida, mas desejando boa sorte, sucesso e longevidade. Então viva o saquê! Kampai!


[Os saquês da Hakushika importados pela Tradbras]

Escrito por Marcelo Katsuki às 02h18

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Bolo de noiva


Sempre que volto do Recife, compro miniaturas de Bolo de noiva no aeroporto. Mas nunca tinha me dado conta de que esse é o bolo usado em casamentos tradicionais por lá. Afinal aqui em São Paulo o bolo de casamento geralmente é clarinho enquanto lá o bolo inglês é um costume que vem da influência do tempo da colonização.

Coberto ou não com o glacê ou a pasta americana, o bolo de noiva nordestino é uma delícia. E descobri que dá para congelar. Consistente, com recheio misturado na massa e de cor escura, esse bolo é feito com vinho, ameixa e frutas cristalizadas. Achei essa receita em versão reduzida no Prato Feito, ideal para se fazer em casa, pois a receita original dá porções suficientes para um casamento. E essa aqui é simples, nem tem cobertura (calorias a menos!)

Bolo de Noiva

Ingredientes:
- 3 3/4 xícara de chá de farinha de trigo
- 3 3/4 xícara de chá de açúcar
- 2 1/2 xícaras de chá de manteiga
- 1/2 xícara de chá de vinho do Porto
- 1 colher de sopa de raspas de limão
- 1 colher de sopa de fermento químico em pó
- 300g de ameixas bem picadas
- 300g de frutas cristalizadas picadas
- 150g de passas brancas
- 150 g de passas pretas
- 6 ovos
- 1 pitada de cravo triturado e peneirado
- Noz-moscada e canela em pó a gosto

Preparo:
Deixe as passas de molho em meia xícara de vinho do Porto de um dia para o outro. Bata três claras em neve e reserve as gemas. Em outra tigela, bata a manteiga com o açúcar por 5 minutos ou até ficar esbranquiçado. Junte os ovos e as gemas reservadas e bata até ficar homogêneo. Misture delicadamente as claras em neve. Acrescente as raspas de limão, a noz-moscada, o cravo e a canela. Em seguida, a farinha e o fermento peneirados, batendo sem parar. Junte as ameixas e as frutas e misture. Adicione o conhaque e o vinho do Porto com as passas e misture. Aqueça o forno em temperatura média. Forre as fôrmas com papel manteiga e unte com bastante manteiga. Polvilhe farinha e divida a massa entre as duas fôrmas. Asse por 55 minutos ou até que, ao espetar um palito, ele saia limpo. Deixe esfriar.

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h09

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Dia das Mães


[Delicado cartão-presente do Thai Gardens para o menu degustação]


Passei os últimos dias surtado com a quantidade de e-mails e de telefonemas com sugestões para o almoço do Dia das Mães. Pensei: "Quer saber? Não dá para montar uma agenda dessas, vou acabar é ficando louco e deixando as pessoas mais confusas!" Então fiquei imaginando onde gostaria de levar minha mãe se pudesse almoçar com ela no domingo, coisa que infelizmente não poderei fazer.

O resultado é essa listinha abaixo, super pessoal mas que procura 'harmonizar expectativas, ainda que conflitantes', como dizia a saudosa Vera Giangrande de Mello. Sim, porque conciliar preferências, gostos, custos e expectativas não é tarefa das mais fáceis, ainda mais num dia tão especial.


AK Delicatessen
O ambiente é adorável, assim como a talentosa chef Andrea Kaufmann, que criou um brunch com três opções de menu: saudável (R$ 52), cosmopolita (R$ 70) e gourmet (R$ 80) com todas as gostosuras do seu cardápio. Super versátil!
Rua Mato Grosso, 450, Higienópolis - Tel: 0/xx/11/3231-4497


Eñe
Clima mediterrâneo moderno com menu fechado por R$ 95,00 e opções como creme de mandioquinha, paella marinera e crema catalana. De brinde ela ainda ganharia um estojo com perfume (50ml) e um hidratante corporal (150ml), coisas que ela adora.
Rua Doutor Mário Ferraz, 213, Itaim - Tel: 0/xx/11/11 3816-4333


Mestiço
A comida impecável da chef Ina de Abreu agradaria mãe e filho, mas a gente chegaria cedo porque o Mestiço é disputadíssimo! Embora nada seja mais saboroso que o Krathong Thong no bar enquanto esperamos. E ela ganharia um sorbet de framboesa com champanhe, acompanhado de biscoito de amêndoa, seu favorito.
Rua Fernando de Albuquerque, 277, Consolação - Tel: 0/xx/11/3256-3165


Sophia Bistrot
Para minha mãe entender quando digo que a comida pode transcender o paladar e emocionar, assim como a comida dela. Ravióli de haddock ao molho de limão, taça de espumante e simnel cake (bolo à base de frutas secas e amêndoas) num menu de R$ 55,00 criado pela chef Fabiana Cesana, que tanto admiro.
Rua da Consolação, 3.368, Jardins - Tel: 0/xx/11/3081-7698


Thai Gardens
Para ela se sentir viajando pela Tailândia. Ela adora detalhes e ficaria impressionada com a ambientação do TG. No menu, quatro opções de entradas, cinco de pratos principais e uma sobremesa por R$ 62,00 por pessoa. Toda a exuberância da cozinha thai num cenário magnífico, para ela não se esquecer.
Endereço: Avenida Nove de Julho, 5871 - Itaim Bibi – Tel: 0/xx/11/3073-1507


P.S.: O Guia da Folha Online apresenta mais opções de restaurantes para comemorar o Dia das Mães na cidade. Caso não tenha gostado das dicas, clique aqui e divirta-se.

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h34

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Encontro Mistral 20008



Vá se preparando! A quarta edição do Encontro Mistral acontece de 9 a 11 de junho, em São Paulo, e 12 de junho, no Rio de Janeiro e reunirá enólogos e proprietários de mais de 80 grandes vinícolas, entre eles o espanhol Telmo Rodriguez, Nicolás Catena Zapata da Argentina e Johann Krige, proprietário da tradicional vinícola sul-africana Kanonkop.

O evento é uma excelente oportunidade para conhecer o variado catálogo da importadora. Estive na edição do ano passado e achei sensacional poder provar ótimos vinhos enquanto conversava com os próprios enólogos e produtores. E depois de algumas tacinhas, a gente (acha) que fala até alemão, kkkkk! Um evento imperdível para os amantes do vinho!

Encontro Mistral 2008
São Paulo – De 9 a 11 de junh - Horário: das 17h às 22h
Local: Grand Hyatt – Av. das Nações Unidas 13.301 – Tel. (11) 6838-1234
Rio de Janeiro – Dia 12 de junho - Horário: das 15h às 20h
Local: Sofitel - Av. Atlântica, 4240 – Tel. (21) 2525-1232
Preço: R$ 290,00 por dia – Reservas: (11) 3372-3400

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h00

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Julie & Julia

Se você gostou do livro Julie & Julia de Julie Powell e procurar pela autora no Youtube vai perceber que ela é bem mais divertida no livro do que no vídeo. Aliás, achei ela quase chata (eu e meus eufemismos...) ensinando a fritar bife. Mas essa animaçãozinha de um trecho do livro até que ficou divertida e tem narração da própria autora. (Sorry, Valentina, mas está in English)

Escrito por Marcelo Katsuki às 02h25

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Cerveja combina com alta gastronomia?


[Vieiras e robalo com Harp e magret e carré com Kilkenny]


Na segunda-feira estive no Le Petit Trou (Rua Vupabussu, 71, Pinheiros. Tel. 0/xx/11/3097-8589) para o lançamento do menu que o chef Luiz Emmanuel criou para harmonizar com as novas cervejas irlandesas que chegaram ao Brasil, a Harp e a Kilkenny.

A idéia é mostrar que assim como os vinhos, as cervejas também podem ser boas companheiras de pratos mais elaborados. Para a Harp, cerveja do tipo Lager e de corpo leve, o chef preparou "Vieiras gratinadas" e "Robalo Marie Cigogne com legumes gratinados ao vinho do Porto, especiarias e champignons.

Para acompanhar a Kilkenny Red Ale, uma cerveja mais cremosa e levemente encorpada (mas com perceptível doçura), o chef propôs um "magret defumado com purê de alcachofras" (purê que não sai da minha mente) e um "carré suíno rôti com purê de batatas", também exuberante no sabor!

O menu completo com os quatro pratos e as cervejas custa R$ 120,00 por pessoa e estará disponível no restaurante a partir do dia 16, sexta-feira. Para fechar nossa noite, o chef apresentou um "Coq au Guinness", sua versão para o Coq au Vin, divertido mas bem distinto do original. Os pratos são deliciosos e a harmonização com a Kilkenny foi a que mais me agradou, talvez por eu ter gostado dessa cerveja, quase sem amargor.

O cervejólogo Cassio Piccolo, do Frangó, falou sobre as cervejas e ainda pude rever alguns amigos como a Mariliz, o João Luiz e a enodiva do blog, Alexandra Corvo, futura integrante da Confraria do Vinho Periquita! Abaixo, algumas fotos de celebs presentes no concorrido evento clicadas pela Cintia Sanchez.


[O chef Luiz Emmanuel apresenta sua harmonização]


[Pitty e Daniel Weksler]


[Edgard Scandurra, sócio da casa, com Marisa Orth]

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h36

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Drinque fashionista


A Cîroc, antenada com o pré-lançamento do filme "Sex and the City" e a pouco mais de um mês da São Paulo Fashion Week, lança a Cîroc Drink Collection, uma série de cocktails especiais inspirados nas cores da moda. Os drinques serão servidos em taças de Martini durante o mês de maio nos bares Alucci Alucci, Budha Bar, Esch Café e Gabriel, em São Paulo.

Os preços variam de R$ 25 a R$ 40 mas aqui você tem as receitinhas na faixa!!! Tipo, "se joga no mambo, Heleninha!" Já quem consumir nos bares ganha um catálogo de moda ex-clu-si-ve clicado por Paulo Vainer! Pra ler com os 'zóio turvo de vódega', como diria minha amiga Padilha!



1. Cîroc Rouge (vermelho)
- 50 ml Vodka Cîroc
- 4 framboesas
- 6 groselhas
- 25 ml de suco de limão (sour)

2. Cîroc Gris (cinza)
- 60 ml de Vodka Cîroc
- 30 ml suco de uva branca
- 10 ml Curaçau Blue e Curaçau Red (1/3 de Red para 2/3 de Blue)

3. Cîroc Jaune (amarelo)
- 60 ml Vodca Cîroc
- 1 colher de bar de geléia de maracujá (sugestão de marca: Queensberry)

4. Cîroc Violet (roxo)
- 50 ml Vodka Cîroc
- 6 blueberries
- Gotas de limão siciliano
- Licor “Amor perfeito”
- Xarope de açúcar

5. Cîroc Noir (preto)
- 60 ml Vodca Cîroc
- 15 ml Licor de café
- 40 ml café expresso italiano
- 10 ml xarope de açúcar
- 1 cravo

Onde:
AlucciAlucci (R. Vitório Fasano, 35, Jardins)
Budha Bar (Av. Chedid Jafet, 131/Villa Daslu, Vila Olímpia)
Esch Café (Al. Lorena,1.899 Jardim Paulista)
Gabriel (AL. Gabriel Monteiro da Silva, 1.424, Jardim Paulistano)

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h11

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Bolacha sete capas



Uma das delícias do Nordeste. Não sei como ainda não criaram uma sobremesa, tipo pavê ou mil folhas de frutas com essa bolacha (pelo menos não achei na net). Toda folhada, tem cheirinho leve de coco e gosto amanteigado, com geléia é a perdição no café da manhã!

Sempre que voltava do Nordeste, trazia alguns pacotes e chegava tudo quebrado, claro, são muito delicadas. As 'sete capas' que eu achava por aqui eram sempre muito rústicas, meio secas e sem sabor. Mas nesse finde encontrei na Liba o "Biscoito folhado 7 capas" feito pela Satsumaya por R$ 2,50 o pacote de 240g!

Olha só, receita nordestina com tecnologia japa! E se os nordestinos fazem bons sushis, agora os japas fazem boas bolachas sete capas, hehe. Nem preciso dizer que adorei, pra nordestino nenhum botar defeito!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h42

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Groselha gourmet


Quando eu era criança, 'groselha' era sinônimo de xarope dessa fruta, para fazer aqueles sucos mega doces e coberturas de raspadinha de gelo. Hoje a groselha tá na moda com o boom do Monin o xarope gourmet que você encontra nos cafés (para aromatizar), nas lanchonetes com a deliciosa 'soda italiana' e nos bares para o preparo de drinques.

Também, com tantos sabores ficou mais versátil. Tem de várias frutas, nozes, especiarias e até de chás concentrados, mas eu comprei meus dois favoritos: limão siciliano e cranberry. O primeiro é para fazer soda mesmo e um drinque super fácil com saquê. O de cranberry é para tentar criar uma receita de 'Cosmopolitan' sem ter de usar o suco da fruta, nem sempre fácil de achar. Quando eu conseguir uma receita bacana, divulgo aqui.

O de saquê foi meu 'refresco' do finde: leve, refrescante e com um azedinho suave do limão siciliano. A receita tá logo abaixo. O preço é salgado para um xarope: 46,50 mas enfim, é francês e vou fazer render. Aproveitei as compras e abasteci a 'uisqueria' lá de casa, que estava quase seca! Só queria entender por que os importados estão subindo tanto se o dólar anda em baixa?

Saquê com Monin de limão siciliano
(Que nome você daria para um drinque desses? "Samurai Siciliano", hehe?)

- Encha um copo longo com gelo
- Coloque meia dose de Monin de limão siciliano (ou mais se quiser docinho)
- Complete com saquê gelado (eu gosto de Namá saquê, não pasteurizado, vendido na Liba)
- Fatia de limão para decorar, se disponível. O sabor é ótimo!

Ah, para saber onde encontrar Monin na sua cidade, clique aqui.

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h47

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Oden, o cozido japonês


E a temperatura continua caindo! E eu aproveitei a visita da minha mama e pedi para ela fazer um Oden, o cozido japonês leve e perfeito para o frio. Mas como a gente adora uma praticidade, compramos os ingredientes mas usamos o caldo instantâneo para Oden que meu primo André mandou do Japão (junto com alguns totopos e salsa, exotic!).

Como eu nunca vi esse caldo nem na Liberdade, procurei uma receita na net para todo mundo poder fazer em casa e acabei achando uma receita da Mari Hirata. Melhor impossível! "Tulibu dibu douchoo!!!" (E para eu tirar essa Ken Lee da cabeça, gente???)


Oden
(cozido japonês)
Rendimento: 4 porções
Tempo de preparo: 1 hora

Ingredientes
- 1/2 nabo branco japonês
- 2 batatas cozidas
- 4 folhas de alga kombu (de 6 cm cada)
- 4 ovos cozidos descascados
- 1 quadrado de konnyaku (tem na Liba)
- 2 retângulos de tofu frito (na Liba procure por 'aguê')
- bolinhos de peixe diversos ('chikuwa' e 'kamaboko' na Liba)
- outros ingredientes a gosto (inhame japa, cenoura, ervilha)

Caldo
- 5 colheres (sopa) de shoyu
- 1 colher (sopa) de açúcar
- 2 colheres (sopa) de mirim
- 2 colheres (sopa) de saquê
- 4 copos de caldo dashi (tem instantâneo na Liba)

Preparo
Coloque em uma grande panela de cerâmica o dashi com as folhas de kombu e os outros ingredientes do tempero. Leve ao fogo e acrescente o nabo cortado em rodelas de 2 cm de espessura, o konyaku cortado em triângulos e o tofu frito também cortado em quadrados ou triângulos (minha mãe abriu o aguê e recheou com moti, o bolinho de arroz japonês, e amarrou com cebolinha mas ela é artista, faz qualquer coisa impossível).

Deixe ferver e abaixe o fogo. Depois que o nabo estiver meio cozido, coloque os bolinhos de peixe e por último as batatas e o ovo. Depois disso a panela não deve ferver, apenas cozinhar lentamente até os ingredientes pegarem o gosto do caldo, que deve ficar ralinho mesmo. Eu adoro comer com pasta de mostarda japonesa e sem nenhum acompanhamento. Ah, cai bem com uísque, acredita? Palavra de bebum! E segundo a Mari Hirata, o oden fica melhor no dia seguinte, se sobrar!

P.S.: Essa panelinha de cerâmica é do Atelier Hideko Honma! Demais, não?

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h25

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Semente de papoula



A nova modinha em casa são as sementes de papoula. Não que seja uma novidade mas elas realmente dão um toque especial em pães, biscoitos, bolos e saladas. Mas eu tenho usado na minha simples massinha com manteiga que improviso na volta da balada.

Outro dia encontrei as massas da Mesa III (da Aninha Soares) no Santa Luzia e comprei principalmente pela embalagem, bacanuda. E descobri uma massa ótima. Mesmo sendo 'seca', ela adquire textura de massa fresca quando cozida 'al dente', incrível. Tem até cheirinho de ovos, coisa artesanal mesmo!

Daí eu finalizo numa frigideira com manteiga, sálvia (quando tenho), um pouco da água do cozimento e salpico sementes de papoula antes do queijo ralado, que muitas vezes nem faço questão. Simples assim.

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h11

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Made in Bulgária

Para quem acha que a Bulgária só exporta burekas... Ken lee!!! Depois eu volto com as burekas do Bom Retiro! "Tulibu dibu douchoo!!!"



P.S.: 'Sori', acho que ando vendo muito American Idol...

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h12

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Polenta cremosa com cogumelos

Feriadão, frio, preguiça? Olha eu começando o meu Dia do Trabalho... trabalhando! Meu sofá implora pela minha companhia enquanto eu sonho com um prato reconfortante e fácil: polenta cremosa. Eu adoro até polenta pura mas sempre dou um toque com alecrim, ou gorgonzola, até wasabi transforma a trivial polenta num acompanhamento bacana.

Aderi à polenta instantânea italiana, chega de ficar 40 minutos no fogão revolvendo a massa pesada. Agora com dois minutos ela fica pronta. Mas tem um segredo: leite. Use leite no lugar da água e você terá a polenta mais cremosa e saborosa do mundo!



Polenta cremosa com cogumelos

Comece pela cobertura, senão a polenta endurece.
- Numa frigideira, aqueça 2 colheres (de sopa) de azeite e frite uma cebola ralada.
- Junte 200g de cogumelos (shitake fatiado, shimeji separado, cogumelo paris) e salteie com um pouco de sal e pimenta.
- Junte 1 xícara (de café) de vinho tinto seco e reduza o molho rapidamente.
- Salpique salsinha a gosto.
- Prepare a polenta instantânea conforme as instruções da embalagem, mas troque a água por leite (eu uso semi-desnatado).
- Distribua a polenta em tigelinhas e cubra com os cogumelos.

Dicas:
- Um fio de azeite trufado em cima deixa a receita madatora (e hoje você encontra azeite aromatizado com tartufo por 20 pratas).
- Um pouco de gorgonzola ralado grosseiramente durante o cozimento da massa deixa a polenta incrível (e nem precisa ser muito).
- Alecrim na decoração também enriquece o aroma, mas algumas folhinhas na massa dão um perfume especial. Poucas.
- Trocar o vinho por um molho madeira ou demi-glace ou creme fresco com raspas de limão também fica ótimo.
- Trocar o azeite por manteiga também deixa o sabor mais encorpado, e viva as calorias!

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h10

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PERFIL

Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

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