Carta para minha avó

Oi Bá! Amanhã é o seu dia, o Dia da Vovó! Aposto que a senhora não sabia. Surpresa? Ainda mais vindo de mim, que nunca me lembro nem do aniversário de ninguém, né? A senhora precisa fazer logo um perfil no Orkut, assim eu não me esqueço mais!
Para comemorar essa data, vou postar uma receita sua. Que tem tudo a ver com minhas memórias gastronômicas. Não sei se a senhora se lembra que eu chamava o maki-sushi de 'pneuzinho' e o konbu de 'fitinha', aqueles nós de alga cozidos em molho de shoyu adocicado cujo perfume atravessava o quintal e ia bater na janela do meu quarto. Enfim, pensando nisso selecionei aquela receita de rolinho de bacalhau com alga que só a senhora fazia. Tão especial que foi parar na Zashi, hehe.
Engraçado é que hoje, depois de anos comendo suas gostosuras, a senhora vem nos ensinar que o segredo da sua longevidade é comer feito passarinho. Eu sei, talvez por isso eu coma feito um avestruz, kkkkk! Então, Bá, 'banzai, sugoi' e amanhã eu ligo pra saber como vão suas atividades no oterá (templo). Depois pede pra mãe explicar esse post! Sayonará!!!

Tara no konbu maki
(Rolinho de alga com bacalhau)
- 400 g de bacalhau dessalgado e cortado em tiras como batata palito
- 400 g de konbu cortado em quadrados
- 200 g de campiô cortado em tiras para amarrar
- 8 colheres de sopa de shoyu
- 1 colher de chá de pó de peixe (Hondashi)
- 2 copos (americanos) de água
- 1/2 copo de Mirin (opcional)

Como Fazer
- Hidrate a alga e o campiô conforme indicado na embalagem
- Faça rolinhos seguindo a indicação da foto e amarre com o campiô
- Coloque os rolinhos em uma panela funda e cubra com a mistura de água, shoyu, Mirin (opcional) e pó de peixe.
- Cozinhe até os rolinhos ficarem macios.
- Sirva como tira-gosto ou entrada. Vai super bem com saquê ou uma cervejinha!

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h39
Pão de queijo francês

Você conhece gougère? Seria um similar francês do nosso pão de queijo, mas a massa leva farinha e é a mesma base das carolinas, ou seja, 'pâte a choux'. O resultado é um pão mais leve e de interior aerado, perfeito para rechear. Foi o tema do workshop que o chef Pascal Valero (Le Coq Hardy) deu no Hotel-Escola Senac durante o evento "Cozinhando Ao Vivo com o Chef".
24 pessoas assistem ao preparo feito pelo chef e depois assumem as estações de trabalho e executam a mesma receita. O bacana é que você põe a mão na massa sob a supervisão do chef e depois degusta os pratos harmonizados com espumantes Salton, além de ganhar um avental e uma luva térmica. Tudo na faixa, uh-la-lá, mas tem que fazer reserva pelo telefone (Informações aqui). Vamos à receita!

Gougères
Chef Pascal Valero
Em uma panela ferva:
- 125 ml de leite
- 125 ml de água
- 125 ml de manteiga
- 5 g de sal
- uma pitada de pimenta do reino
- uma pitada de noz moscada em pó
- Quando ferver, junte 150 gr de farinha de trigo, tudo de uma vez, e misture com um fouet (aquele misturador que parece uma gota gigante feita de arame, ui) vigorosamente no fogo médio durante 5 min, para secar um pouco a massa.
- Transfira para a batedeira e bata a massa morna com 4 ovos grandes (ou 5 médios), juntando um ovo de cada vez.
- Por último, adicione 150 gr de queijo Gruyère ralado (na falta, dá para substituir por queijo prato) e bata apenas para misturar.
- Coloque em um saco de confeiteiro e faça montinhos na assadeira protegida com papel manteiga untado para não grudar.
- Asse no forno a 170ºC por 12 minutos ou até ficarem dourados. E agora? Comer, comer!






Escrito por Marcelo Katsuki às 02h13
Jornada gastronômica no Toro
Na semana passada fui ao Toro (R. Joaquim Antunes, 224 - Pinheiros. Tel: 0/xx/11/3085-8485) que recebeu a Jornada Gastronômica de Castilla y León para conhecer o menu feito pelo chef Julio Reoyo, do restaurante Villena (Espanha) onde realiza uma cozinha regional mas com toques modernos.
O menu foi harmonizado com vinhos da região, como os da Abadia Retuerta. As tapas eram formadas por um saboroso shot com creme frio de endívias e lentilhas, bolinhos de bacalhau e cogumelos com espinafre, batatas e ovas. Um grande começo!

A entrada tinha dois pratos: um delicado tomate recheado com legumes e jamón de Segóvia coberto com brotos.

O segundo era uma verdadeira degustação de queijos castellanos dispostos em ordem crescente de sabor com folhas verdes e trufas de Soria. Um experiência e tanto para o paladar!

O primeiro prato principal trazia um bacalhau com crosta e migas castellanas que conferiam um contraste de texturas diante da maciez das lascas de peixe que se desprendiam suavemente. O molho emoldurava o sabor com toques picantes e até adocicados.

O segundo principal era um macio cordeiro confitado à espanhola com pimentões vermelhos e de textura quase aveludada revelando seu lento cozimento.

De sobremesa, uma perfumada rabanada ao vinho de Rueda, intensa e marcante, para fechar o menu com toques familiares.

Jantar no Toro é sempre um momento inspirador, seja pela qualidade do atendimento ou pela ambientação caprichada. Claro que a cozinha é fundamental e os aromas de açafrão, pimentão doce e outras especiarias que sentimos diante dos pratos que desfilam pelo salão fazem a gente viajar através da comida. Poder recordar Castilla y León com sua culinária rica de sabores e histórias foi uma oportunidade única. Que venham outras jornadas gastronômicas!
Escrito por Marcelo Katsuki às 09h30
Meu niver no Le Foyer - Campos

Comemorei ontem meus 41 aninhos (cruzes!) no restaurante Le Foyer no Chateau La Villette (Rua Cantídio Pereira de Castro, 100 - Campos do Jordão. Tel: 0/xx/12/3663-1278). Foi a comemoração mais cool da minha vida com apenas dois convidados, hehe! E ainda fui brindado pela chef Dulce Martinez com esse lindo bolo de morango aí de cima. Délis!
O dia tinha começado meio estranho. Fui atrás de uma cachoeira e acabei me perdendo na volta. Nem posso reclamar, porque foi preguiça de retomar o longo caminho da ida. Quis inventar um atalho pelo meio da vegetação daí liguei o meu 'GPS interior' e adentrei a mata feito um caboclo flecheiro. E não é que me perdi? Ainda fiquei andando em círculos, pensei que isso só acontecesse em filmes! Depois de quase duas horas fui parar nos fundos do hotel, aliviado e quase sem fôlego enquanto tentava explicar para a Beta pelo celular que estava de volta à civilização, hehe!

Voltando ao Le Foyer, comecei a noite tomando espumante com o couvert composto por pastas (cebola e mediterrânea), tomates, alcaparrones, torradas e mini baguetes aromatizadas com alecrim, quentinhas, dentro do papillote. Sentado na confortável salinha de espera, rodeado por objetos de época, luz tênue, música suave e assustado com o preço desse couvert: 9 reais incluindo a taça de espumante! Alguém quer fazer a gentileza de copiar isso em São Paulo, hehe! Prometo virar freguês!

Para completar o clima de reconforto total na montanha (tava um frio!) tomamos a famosa sopa de mandioquinha com camarões da Dulce em sopeirinhas de porcelana afundados no sofá. Só o cheirinho da carne do fondue na pedra para fazer a gente criar forças e ir até o salão.

Devorei o fondue na pedra fumegante com os 12 molhos que acompanham o prato, além de picles e batatas. Harmonizei com um delicioso vinho tinto que mal teve tempo de respirar no decanter. Deliciei-me com o lindo bolo de morangos, um Nespresso descafeinado e lá se foram quatro horas que a gente nem viu passar tamanho o prazer. Foi assim que comemorei a entrada do meu ano novo. Viva!
Escrito por Marcelo Katsuki às 13h43
Chef e vinhos espanhóis no eñe

Na semana passada almocei com o diretor comercial das Bodegas Emilio Moro, Javier Moro, no restaurante eñe, que recebia o chef Jesús Ramiro do Restaurante Ramiro´s Museu da Ciencia, de Valladolid, Espanha. Javier veio divulgar os produtos da vinícola mas também antecipar o lançamento do "D+D", um vinho produzido no Douro, Portugal, mas com um toque espanhol, do Duero. O rótulo é divertido, lembra um emoticon e o vinho produzido com Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca era frutado com notas minerais marcantes, especiarias e taninos finos. Gostei.

Provamos outros vinhos, com destaque para o Malleolus 2005 e o Malleolus Sanchomartin 2004, ambos de Ribera del Duero, com produções limitadas e bem avaliados por Robert Parker (ambos acima de 95 pontos). Frutados, terrosos e com taninos mais maduros acompanharam bem os pratos do eñe e o Bacalhau confitado com creme espanhol trufado criado pelo chef Jesús, em uma prévia do que seria seu menu servido até ontem, domingo.

De entrada, destaque para a ótima cecina, o 'presunto bovino' castillano e fechando o almoço, chocolate branco aromatizado com trufas e congelado com Nitrogênio. Jesús Ramiro, o que foi aquilo! A peça, semelhante a um suspiro gelado, desmanchava na boca sem deixar rastros, apenas o sabor untuoso do chocolate com o gás da trufa, magavilhoso!

Acompanharam nessa jornada a jornalista Suzana Barelli (revista Menu) e Luli Dias (Épice importadora) que me estimulou a tomar uma cervejinha antes de iniciar a degustação dos vinhos: "É prática comum entre os grandes produtores de vinho! Primeiro uma cervejinha para amaciar o paladar". Tomei logo meu copinho e nem discuti. Aliás, achei que caiu bem, o duro foi voltar para a redação...
Quer aprender como NÃO fazer sorvete de Nitrogênio? Clique aqui e corra, kkkkk!
Escrito por Marcelo Katsuki às 02h27
Azeite de avocado
Dizem que o que a gente faz na virada do aniversário vai ser uma constante durante todo o 'novo ano'. Pois então eu vou comer muita pizza e trabalhar bastante nos próximos 12 meses. Ai, ai...
Acabei de provar seis pizzas no Arte da Pizza aqui de Campos do Jordão. Vim para um workshop com o chef Pascal Valero (do Le Coq Hardy) e acabei ficando para passar o niver aqui e tentar descansar. Mas quando vi que o blog estava abandonado e a digital lotada de fotos de várias pautas, resolvi deixar a preguiça de lado e postar. Agora só falta inspiração!
Ah, ganhei um vidro de azeite chileno Alma feito de avocado! Quando abri fiquei impressionado com o aroma, igualzinho ao do azeite de oliva mas com um toque de ervas! Daí fui pesquisar e descobri que ele também é rico em gorduras monoinsaturadas, diminui o colesterol pois possui beta Sitosterol, muita vitamina E que ajuda no rejuvenecimento (tô precisado!) e além de tudo só queima acima de 250º (os azeites de oliva queimam a 180º).
A cor é mais esverdeada mas a viscosidade é semelhante ao de oliva. O azeite de avocado tem sido também utilizado na indústria cosmética por suas propriedades umectantes e antioxidantes sendo também um ótimo bronzeador que previne contra o envelhecimento da pele. Ainda não está à venda no país, mas logo deve ser importado. Gostei!
Escrito por Marcelo Katsuki às 01h35
Drinques para a lei seca
O chef Pier Paolo Picchi do Picchi Restaurante (R. Jerônimo da Veiga, 36 - Jardim Europa - Oeste. Telefone: 0/xx/11/3078-9119) criou quatro drinques sem álcool que devem ser servidos em taças flute (para espumantes). As receitas estão abaixo, basta misturar os ingredientes e servir. Uma alternativa interessante para lei seca!
Red Fruitt Coquetel
Frutas vermelhas
- 80ml de suco de abacaxi
- 20ml de leite condensado
- Completar com guaraná
- Decorar com morango

Pina Soft Abacaxi
- 100ml de suco de abacaxi
- 30ml de leite de coco
- 20ml de leite condensado
- Completar com soda limonada
- Decorar com abacaxi e groselha

Mix Fruitt Drink
- 80ml de suco de abacaxi
- 50ml de suco de laranja
- 20ml suco de maracujá
- 10ml suco de cajú
- Completar com suco de uva
- Açúcar à gosto
- Decorar com rodela de laranja

Orange Coquetel
- 100ml suco de laranja
- 50ml de suco abacaxi
- 20ml guaraná
- Decorar com abacaxi e groselha
Escrito por Marcelo Katsuki às 16h54
