Marcelo Katsuki

Comes & Bebes

 

Só doces


Aquela história de que eu não sou muito fã de sobremesas não tá colando com meu médico. Ele já alertou: "Seu nível de açúcar está alterado" e eu respondi que não tinha problema. "Não sou de doces" foi a deixa.

Mas o fato é que na festa da Veja eu comi quantos doces quis da bandeja do empório do Tio Ali. Deliciosos! Andei tomando sorvete e amanheci no sábado com uma caixinha de 'macarons' do festival da Sódoces (Al. dos Arapanés, 540 - Moema - Sul. Telefone: 5051-5277 Al. dos Arapanés, 540 - Moema - Tel. 0/xx/11/5051-5277 ) na porta de casa. Obra da Talitha e do Julinho, que certamente adoram doces!

A Talitha já cansou de me chamar para ir conhecer a loja do confeiteiro Flavio Federico. Mas eu não sou de doces... Ainda que os exames me denunciem!!! Pois a Talitha me presenteou com uma seleção de 'macarons' que eu vou te contar, não dá para acreditar nas maravilhas que ela escolheu.

Tinha um de chocolate branco com rapadura e cupuaçu, outro de pimenta rosa e tangerina, um de café Nespresso, outro de limão siciliano, de caipirinha e até de pão de mel. Meu favorito? Sex on the beach: chocolate branco, pêssego, groselha e vodca. E eu que sempre achei macaron tudo parecido, só mudava a cor (que pessoa insensível, hehe).

A verdade é que eu adorei e agora fiquei curioso para conhecer a loja do Flavio (sem contar pro meu médico, claro). E se você quiser provar essas delícias, corra que o festival de macarons termina hoje! Pena, né, bem que podia dar uma esticada. Se bem que eu não sou lá muito de doce, ui...

Veja o mapa do local

Foto: Marcelo Katsuki

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h35

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sem carne e sem alergia



Andei pesquisando algumas receitas vegetarianas a pedidos de leitores e acabei lendo um livro super bacana sobre alergias. Viva Sem Alergia da Alice Sherwood é um livro que explica as alergias de forma otimista, dá dicas para quem tem filhos alérgicos e tem até um capítulo dedicado à etiqueta da alergia. Adivinha se a primeira foto da capa não era de sorvete, meu drama atual?

Mas o forte do livro são as receitas, com dicas do tipo: "Pratos do sudeste asiático são ótimas opções para quem tem alergia a laticínios pois naturalmente não levam leite". São mais de 100 receitas que vão do café-da-manhã até molhos e recheios elaborados sem ovos, sem glúten, sem laticínios e/ou sem oleaginosas.

A receita que escolhi para reproduzir é do "Macarrão com rúcula" com toque de limão siciliano. E sabe o por quê? É que é uma receita versátil. Você pode incrementar com pedacinhos de queijo gorgonzola e até nozes picadas ou amêndoas laminadas. Fica ótimo, desde que você não seja alérgico a eles, claro!



Macarrão com rúcula

Se você aprecia os sabores modernos do mediterrâneo, este prato de preparo simples porém especial vai agradar. os sabores acentuados de alho, pimenta e limão contrastam bem com o picante da rúcula e são ótimos para um almoço ou jantar elegante. Pode ser feito em menos que 15 minutos: ideal se não dispõe de muito tempo para cozinhar.

- 340 g de espaguete sem ovos
- 4 colheres (sopa) de azeite de oliva
- 4 dentes de alho bem picados
- 1 pimenta vermelha sem sementes picada
- raspas de 11/2 limão-siciliano
- 2 colheres (sopa) de suco de limão
- 55 g de rúcula rasgada em tiras de 2,5 cm
- 30 g de parmesão ralado, e um pouco para servir
- sal marinho e pimenta-do-reino
- moída a gosto

1. Cozinhe a massa numa panela grande de água fervente de acordo com as instruções da embalagem, até ficar al dente.
2. Enquanto a massa cozinha, aqueça o azeite numa panela pequena em fogo brando. Junte o alho, a pimenta e as raspas de limão. Refogue por 2 minutos. Adicione o suco de limão.
3. Escorra o macarrão e coloque no azeite temperado. Adicione a rúcula e o parmesão e misture bem.
4. Tempere com sal e pimenta a gosto e sirva imediatamente com mais um pouco de parmesão à parte.

Gostou? Clique aqui para comprar ou ler mais sobre o livro.

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h25

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Beco do Bartô

Há um ano e meio eu saí em busca de um restaurante português perto de casa e dei com a porta na cara. Fechado! Mas no caminho tinha avistado um beco com um pátio simpático onde acabava de abrir um restaurante. Tudo tão despretensioso e agradável, perfeito para aquela tarde ensolarada. Não tive dúvidas, dei meia volta e retornei ao 'beco'.

Foi uma experiência surpreendente. Bolinhos de arroz leves e saborosos, um frango suculento e macio e uma massa perfeita. E tudo com ótimo preço. Saí surpreso e sem nenhum registro, estava sem a digital. Semanas depois vi na Gula uma matéria sobre o lugar 'promissor'.

Na semana passada voltei ao beco, mas para o aniversário da Talitha. E comi um potinho de polenta com costela braseada que me deixou mais guloso que o de costume. Daí resolvi voltar nessa semana para almoçar lá, tão perto de casa, inadmissível deixar passar em branco.

Dividi uma salada verde com vinagrete de maracujá, mel e pão sírio torrado (R$ 7,80 a inteira), que caiu bem com o H2O (pensaram que era caipirinha, aposto!) com gelo e limão.

De principal pedi a coxa e sobrecoxa marinada com risoto de sálvia e mostarda (R$ 18). Originalmente viria com farofa e salada, mas a simpática Lili disse que poderia trocar os acompanhamentos. Foi ótimo, o risoto, azedinho, acompanhou perfeitamente a carne, com a pele caramelizada e o molho encorpado.

Mas tive que provar a costela braseada com a polenta cremosa (R$ 26,90) do meu acompanhante, assada lentamente para deixar as fibras literalmente se desmanchando na boca. E a riqueza daquele molho? Bom, não preciso falar muito, basta vocês olharem a foto para entender o que é um prato farto, suculento e saboroso. Saboroso talvez não, daí vocês precisam ir lá provar para saber do que estou falando.

Os chefs Victor Vasconcellos (chef consultor) e Vagner Carlos são discípulos do chef Laurent Suadeau, o que já explica muita coisa. Mas o mais bacana é exatamente a proposta de oferecer pratos executados com precisão num ambiente despojado e com preço acessível.

De sobremesa comemos os doces caseiros, que são uma cortesia da casa. E se você estiver com mais acompanhantes, pode ser presenteado com uma amostra dos doces em potinhos para uma verdadeira degustação. Doces de leite, de goiaba, de banana, ambrosia e uma incrível compota de manga que me fez raspar o potinho. Mas eu tenho sonhado mesmo é com a costela, u-la-lá...

Ah, o português? Eu ainda não consegui ir, mas já soube que é outro lugar muito legal e que merece uma visita. Logo eu chego lá!

[Placar final!]


Beco do Bartô
R. Sampaio Viana, 216 - Paraíso/S.Paulo
Telefone: 0/xx/11/3884-0119

Veja o mapa do local

Fotos: Marcelo Katsuki

Escrito por Marcelo Katsuki às 21h01

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Melona no copinho


Provei nesse finde. Achei bom, menos doce que o de palito e nem me deu piriri. E o detalhe da pazinha que é destacável da tampa? Só achei caro, R$ 5,30, mas ainda mais barato que o copinho da Häagen-Dazs... E eu achando que essa modinha passaria rápido.

Foto: Marcelo Katsuki

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h43

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Os melhores do Brasil


[Bis: Tsuyoshi Murakami, do Kinoshita, o chef do ano]

Ontem aconteceu a premiação do Guia Quatro Rodas Brasil 2009, a respeitável publicação do editor Ricardo Castanho. E eu fiquei em casa tomando sopa de legumes com uma baita dor de cabeça. Ô, 'veiera'!!!

Abaixo a lista dos prêmios especiais do do Guia, que chega às bancas do país no dia 26 de setembro. E dá-lhe Mura!

Prêmios especiais

Chef do Ano: Tsuyoshi Murakami (foto) (Kinoshita, São Paulo-SP)
Chef Revelação: Renata Vanzetto (Marakuthai, Ilhabela-SP)
Restaurateur do Ano: Arri Coser (Rede Fogo de Chão, São Paulo-SP)
Novidade do Ano: Hermengarda (Belo Horizonte-MG)
Melhor Carta de Vinhos: Locanda della Mimosa (Petrópolis-RJ)
Melhor restaurante do Brasil: Fasano (São Paulo-SP)
Melhor restaurante da região Norte: Bistrô Ananã (Manaus-AM)
Melhor restaurante da região Nordeste: Cantinho do Faustino (Fortaleza-CE)
Melhor restaurante da região Centro-Oeste: Al Manzul (Cuiabá-MT)
Melhor restaurante da região Sul: Le Bateau Ivre (Porto Alegre-RS)
Melhor restaurante da região Sudeste: Fasano (São Paulo-SP)
Melhor restaurante de São Paulo: Fasano
Melhor restaurante do Rio de Janeiro: Olympe
Melhor restaurante de Belo Horizonte: Vecchio Sogno
Melhor restaurante de Brasília: Aquavit

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Salada de harusame






Um prato fácil de fazer e com baixo teor de gordura. Pode se servido como entrada, sempre consumido frio. Apesar do frio do finde, foi uma das minhas refeições favoritas, já que adoro pratos agridoces e tive de adotar uma dieta com pouca purina. Ai, esse ácido úrico...

Salada de Harusame (macarrão transparente feito de fécula de feijão)

Ingredientes
- 1litro de água
- 1 pacote de macarrão harusame
- 2 pepinos japoneses
- ½ pacote de kani-kama
- 1 pacote de wakame (alga marinha desidratada)
- Suco de 1 limão ou 50 ml de vinagre de arroz
- 1 colher de sopa (rasa) de açúcar
- 1 colher de chá de sal
- Gergelim preto
- Óleo de gergelim (opcional)

Preparo
- Numa panela ferva 1litro de água, e coloque o macarrão por somente 5 minutos. Escorra, resfrie e reserve o macarrão. Para evitar que os frios grudem, pode misturar um pouco de óleo.
- Corte o pepino em fatias bem finas.
- Desfie o kani-kama.
- Hidrate o pacote de wakame, e em seguida corte-os em pedaços pequenos.
- Em um refratário junte o macarrão, o pepino, o kani, o wakame e tempere com o suco de limão, o sal e o açúcar. Se gostar, pode adicionar algumas gotas de óleo de gergelim para dar mais aroma. Leve à geladeira. Antes de servir, salpique o gergelim.



Foto: Marcelo Katsuki

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h51

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Os melhores da cidade


[Murakami, o chef do ano!!!]

Clique aqui para ver o álbum de fotos da festa. São mais de 60 imagens com os vencedores!

A festa da Comer & Beber da Veja São Paulo aconteceu na última quinta-feira e trouxe algumas surpresas. A ambientação que reproduzia o interior do Mercado Municipal foi um show à parte mas os comes e bebes e os convidados, praticamente toda a cena gastronômica da cidade, foram os responsáveis pelo sucesso da noite. "É o Oscar da gastronomia brasileira!" comentou um restauranteur animado pela perlage da tacinha. Alguém duvida?


[Walcyr Carrasco e Arnaldo Lorençato]


Alguns vencedores: cozinha contemporânea: Mani; bom e barato: Mocotó; peixes e frutos do mar: Amadeus; japonês: Aizomê; francês: Ici Bistrô e chef do ano: Tsuyoshi Murakami (Kinoshita) garantiram o clima de surpresa e novos ares ao prêmio, que se mostrou bem mais moderno nesse ano. Como já havia me confidenciado o Arnaldo Lorençato antes do começo da festa: "A premiação desse ano vai abalar todas as estruturas!" Abalou!!!

Clique aqui para ver o álbum de fotos da festa. São mais de 60 imagens com os vencedores!


[Graciiiiiiiinha!!!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h49

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Papo com sake



Meu amigo Alexandre Tatsuya Iida da Adega de Sake criou um blog: Papo com Sake. O cara sabe tudo sobre saquê! Mas não é só isso: a conversa flui 'harmonizando' com pratos japoneses e até com etiqueta do saquê. Não é à toa que ele cuida da carta da bebida de vários restaurantes bacanas da cidade. Confira.

E já que o papo hoje é saquê, abaixo dois eventos gratuitos com a bebida! Todas com a qualidade do saquê Hakushika, importado pela Tradbras.

20/09/08 (sábado)
Palestra sobre saquê promovido pela AFPESP (Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo)
Local: Unidade Recreativa e de Lazer do Guarujá/SP.
Mais informações: Silvia Assumpção. Tel. 0/xx/11/3188-3233 - Gratuito

23/09/08 (terça-feira)
Inauguração do Restaurante Sushi Hall, com Cerimônia do Saquê (Kagamiwari) e degustação de drinques com Sake Hakushika.
Local: Sushi Hall - Rua Fradique coutinho, 53 - Pinheiros - São Paulo/SP - Gratuito

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h02

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Cabelo na comida?


Não. Tem é comida no cabelo! Olha que onda: "Mortadela na cabeça", um dos looks apresentados no último Penteados Gourmet que tem como proposta "unir arte, beleza e gastronomia, numa homenagem às culinárias típicas do mundo todo". Mortadela pendurada no picumã? Achei exótico! Será que é para fazer a modelo andar para frente? Maldade! Só não pode passar perto de cachorro, senão já viu!

Na próxima ação, dia 25 de setembro, que acontece no restaurante Folha de Uva (Rua Bela Cintra, 1435 - Jardins - tel: 0/xx/11/3062-2564) os cabelereiros Mário Merlino e Milton Tamba apresentarão modelos com penteados baseados nos pratos da cozinha árabe. Tô com medo só de pensar no hommus respingando do cabelo da moça? Ou num tererê com charutinho de uva? Imagina o quibe! Se ficou curioso (porque a proposta é bem peculiar mesmo) vai lá e depois me conta. A gente apoia a originalidade!

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h37

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

40 com cabecinha de 20


Esse 'jovem senhor' foi fazer um teste que dizem, detecta a idade do seu cérebro para você comparar com sua idade natural. Basta memorizar a posição dos números que aparecem na tela e depois clicar nos círculos correspondentes, seguindo do menor para o maior.

Depois de algumas seqüências deu lá: 20 aninhos. Hahaha, quarentão com cabecinha de 20! Um dos meus assistentes (de 20 e poucos anos) fez rapidamente o teste e deu... 40 anos! Ui. "É que ainda não tomei café" foi a deixa.

E você, cabeção? Clique aqui e veja a quantas anda essa cabecinha...

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h17

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Hitam: bem-estar na Vila Mariana


Tenho procurado dormir cedo (embora nem sempre consiga). Por conta disso, acordado cedo também. Sinal do tempo? Sei lá, só sei que esse 'velho garoto' (ex-jovem senhor no Orkut) tem sentido um ligeiro bem-estar com essa nova rotina. Tá, faltam mais frutas, saladas e exercícios, mas um dia eu chego lá.

Eu comecei falando desse assunto porque fui conhecer o Hitam (tel.: 0/xx/11/5082-4589) na Vila Mariana, que em sânscrito quer dizer "bem-estar". O restaurante fica naquele novo pólo gastronômico, na rua Aurea, 333, pertinho da Joaquim Távora.

Cheguei lá cansado, depois de mais um dia de luta no jornal. Mas logo fui contagiado pelo clima da casa. Da decoração cuidadosa ao aroma que mescla temperos orientais e chás, tudo me levou a um desligamento do meu caos mental. Adorei a pia de pedra, a luz muito intimista, a música baixinha e o despojamento do ambiente. Há uma única mesinha no pequeno terraço do piso superior ideal para casais nos dias mais quentes. Mas nos fundos há outro espaço também muito simpático, com mesinhas.

A proposta do Hitam é oferecer uma cozinha contemporânea com leve toque tailandês mas com sabor completamente brasileiro. O resultado é mais fusion, mas o que importa é que os pratos são elaborados com esmero, utilizando produtos orgânicos e o preço é bastante honesto, convidativo.

Os Kathi Rolls, sanduíches enrolados em pão folha e os pratos servidos em bowls com carnes brancas e frutos do mar dominam o cardápio, que tem duas opções vegetarianas: um mix de legumes com azeite aromatizado e um trio de cogumelos servidos com quinua real orgânica.

Comecei a refeição provando o Trio de cestinhas crocantes (R$ 9,80) com 6 unidades divididas em shitake com alho poró, camarão com abóbora e palmito pupunha. Massa leve, recheios bem definidos. E acompanhei com uma bebida feita com iogurte, especiarias e pera com maracujá chamada Lassi, bem mais leve do que poderia imaginar. E muito refrescante!

Meu principal foi um Kathi Roll de frango orgânico ao shoyu com cebola refogada, cream cheese, cenoura e brócolis (R$ 17,20). Um prato bem servido e saboroso, com cubos de frango muito bem temperados envoltos no pão folha torradinho.

Provei o frango indiano (R$ 20,20) com leite de coco, curry e abóbora, acompanhado de arroz basmati. Embora o prato seja anunciado como pouco ardido, achei bem picante. Para quem gosta de curry é um prato cheio (literalmente). E para quem preferir pouco picante, pode pedir uma versão mais suave, informa o atendente.

Como não sou muito de sobremesas, pedi uma porção reduzida da Compota de couscous marroquino (R$ 8,80) ao aroma de limão. Olha, me arrependi. Era tão gostoso que teria comido uma porção generosa do doce. Lembra uma ambrosia mas mais delicada e aromatizada pelas raspinhas de limão.

Eu teria saído de lá totalmente zen e pleno não tivesse aparecido um publicitário sem noção que abriu o laptop e ficou discutindo a finalização de um filminho com um empregado e submeteu todo o salão àquela discussão enquanto o jingle repetia sem parar. O cara ainda atendia dois celulares ao mesmo tempo, é mole? Com aqueles ringtones cafonas, uma tristeza.

Depois de ouvir a propaganda umas 10 vezes resolvi me levantar e pedir para a pessoa ter um pouco mais de consideração com os outros, quando vi a esposa com um bebê no colo sentada à sua frente, muda feito uma estátua, olhar perdido. Fiquei com pena. Resolvi não estragar todo o clima da noite por conta de um inconveniente. Apenas parti, tentando levar comigo o bem-estar do Hitam.

Fotos: Marcelo Katsuki

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h35

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Novos prazeres



A revista Prazeres da Mesa deu uma bela repaginada no seu portal, já viu? Ficou muito mais fácil de navegar e encontrar as matérias e receitas. Teve até festa na segunda-feira para o lançamento do novo layout.

Clique aqui para ver a nova página. Muuuito mais prazerosa, hehe.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h50

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Costelinhas caramelizadas



Não fiz nada nesse finde. Ontem nem abri a porta para pegar o jornal! Fui da cama pro banho, depois pro sofá e de lá pra cozinha e depois pro sofá. E depois pra cama. Eu acho que nem tirei o pijama? No frio fico assim, imprestável.

No sábado peguei duas garrafas de prosecco e fui almoçar com meus primos. Com gota e tudo. Depois que acabou o prosecco, parti pro pisco sour e depois pro uísque. Comi os 'ribs' que a Lena aprendeu com a hostmother dela no Canadá e no caminho de volta pra casa ainda passei na casa de uns amigos pro último scotch. Os 'ribs' estavam sensacionais por isso dou a receita abaixo. Ah, a gota? Sumiu, acredita? Deus é pai!

Ribs da Varyn

- Temperar 2,5 quilos de costelinha de porco com 4 dentes de alho picados, sal e o suco de 1 limão Tahiti. Deixar marinando por umas 10 horas.
- Pré-aquecer o forno por 15 minutos.
- Assar por 1h30 coberto por papel alumínio em fogo médio (virar as costelinhas 1 vez).
- Retirar o papel alumínio e escorrer o excesso de gordura.
- Cobrir com um molho feito com 6 colheres de xarope de Maple (tem no Pão de Açúcar), 6 colheres de katchup e uma pitada de sal.
- Voltar ao forno para caramelizar.

Dicas: usar assadeira antiaderente para não grudar tudo no fundo. Se não tiver Maple syrup pode usar Karo? Não sei, mas tenta, uai.

Fotos: Marcelo Katsuki

Escrito por Marcelo Katsuki às 18h09

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O verdadeiro finger food


Você também passa apuros nos eventos tentando equilibrar a taça, o guardanapo e os canapés enquanto segura três folhetos e ainda tenta fazer uma fotinha? Olha a solução aí, gente!!!



Porcelana utilitária ou item fashionista? Pouco importa, providenciem, kkkkk!

Fonte: Fred & friends

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h37

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Tête à Tête


Bom (muito!) e barato foi o que pensei quando almocei no Tête à Tête na semana passada. Tá, era um menu executivo, mas o preço de R$ 28,60 com entrada, prato principal e sobremesa (já com 10% do serviço) parecia muito pouco diante do ambiente de bom gosto, da mesa bem posta, guardanapos de tecido, música na medida e é claro, da excelência da comida.

Talvez não seja o "B&G" que a Inalda me cobrou no post anterior, o Tête à Tête não tem uma proposta popular. Mas poder provar o talento do jovem chef Gabriel Matteuzzi num menu enxuto e acessível é uma oportunidade que não deve ser desperdiçada. Aproveitem, a gente ainda vai ouvir falar muito dele!

Com duas opções de entradas, principais e sobremesas, optei pelos itens que meu acompanhante nessa jornada não escolhia. Assim, o Márcio ficou com a surpreendente torta de sardinhas da entrada, perfumada, massa sequinha, bem acompanhada pela saladinha enquanto eu mantive a linha com uma salada de verdes e flores, bem apresentada e fresca. Claro que dei uma boa garfada na torta alheia!

De principal, o bombom veio no ponto perfeito: bem selado, interior macio e suculento, acompanhado de bok choi (acelga chinesa) e finas fatias de abobrinha salteadas. Mas o robalo não ficou nem um pouco atrás, com sua textura impecável e ponto de cozimento perfeito, sobre leito de pão frito e verduras frescas salteadas. Tomatinho concassê e alho poró crocante completavam a sinfonia.

De sobremesa, uma herança catalã: 'postre de music' (sobremesa de músico): sorvete de coalhada caseira, frutas secas e redução de moscatel. Ou delicados (e doces) cubinhos de abacaxi montados com lâminas de morangos frescos. Uma refeição memorável e que não deixou seqüelas no bolso!

Na saída dei uma espiada no cardápio a la carte. Fiquei curioso, são pratos criativos e interessantes, pretendo voltar. Talvez eu opte pelo menu confiance, mas o menu Tête já me deixaria bastante satisfeito. Pelos pratos que apresentou, o chef merece toda a confiança, sem dúvida!

Tête à Tête
R. Bahia, 480 - Higienópolis.
Telefone: 0/xx/11/3825-6312

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h46

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Veuve Clicquot boutique


[Detalhe da fachada: estilo]


Clique aqui para ver as fotos exclusivas do evento. E dos produtos, claro, a gente adora um consumo!

Na segunda eu fui à pré-inauguração da Boutique Veuve Clicquot no Iguatemi no auge de uma crise de gota. Falta de juízo, hein? Mas é porque adoro os itens da marca: os baldes (tenho dois, mas edições antigas), as taças, as 'roupinhas' térmicas das garrafas, enfim, coisa de fã. Prometi ser forte e não beber, apenas fuçar as prateleiras, até que a fotógrafa pediu para eu segurar a taça que seria servida para uma foto. Daí não teve jeito: champanhe devidamente servido, taça em punho, a mão criou vida própria e taça secou quase que por encanto. Sou fraco.


[Didu Russo entre Davide Marcovitch, presidente para América Latina e Canadá, e Sergio Degese, diretor geral da marca]


Mas me diverti descobrindo os itens da loja: um suporte que gela a bebida na taça, baldes que não 'transpiram', champanheiras elegantemente sinuosas. E adorei o serviço de comidinhas: arroz de pato, canapés de foie gras e presunto cru, sanduichinhos de salmão, tudo o que eu não podia. Mas me contentei com a criação mais inusitada: a salada caprese com tomate concassê servida em potinhos descartáveis, daqueles que vêm com cebola picada no mercado. Divertido, ainda mais com o logo da marca colado na tampa, 'fazendo contraponto' diriam.


[Caprese pop e o atendimento VIP do Luciano]


Veuve Clicquot boutique
Shopping Iguatemi - São Paulo / SP

Fotos: Marcelo Katsuki

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h29

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Pipoca gourmet



Quem disse que pipoca é só para cinema ou comida de santo? Outro dia fui numa festa baiana e me jogaram pipoca logo na entrada, corri aflito porque tenho alergia a sal e passei a noite toda me coçando. Totalmente 'empipocado', hehe!

Maluquices à parte, o fato é que pipoca é pop mas pode ser muito gourmet. Já viram o site 479 Popcorn? Tem sabores incríveis: caramelizadas com chili, com trufas negras e queijo, com caramelo de gengibre e gergelim (bem oriental!), com curry, com canela e açúcar, muito criativas!

Taí uma dica esperta para sua próxima pré-baladinha com amigos em casa: pipoca. Daí você pode harmonizar com os drinques e já sair pra noite balanceado. De táxi, claro!

Foto: reprodução / 479popcorn.com

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h53

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Casa Boa Mesa em imagens


[O ambiente despojado e bem humorado do Badebec]


O Casa Boa Mesa abre suas portas amanhã para o público lá no Jockey Club. Um super evento que une decoração e gastronomia em altíssima sintonia! A abertura só acontece amanhã mas você já pode ver as imagens dos ambientes aqui no blog (passei a manhã lá hoje)!


Clique aqui para ver a o álbum de fotos. São mais de 60 imagens!


[Limpeza e fusão de estilos no espaço da Parmalat]


Casa Boa Mesa
Abertura ao Público: 10 a 30 de setembro de 2008
Horário: 12h00 às 22h00
Local: Jockey Club de São Paulo - Av. Lineu de Paula Machado, 775
Estacionamento no local, com valet e seguro: R$ 20,00.

Ingressos: R$ 30 (adultos - de segunda a sexta)
R$ 40 (adultos - sábados, domingos e feriados).
Obs: Clientes VISA tem 20% de desconto nos ingressos.

Fotos: Marcelo Katsuki

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h25

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

31 petiscos


Saiu a lista dos bares que vão participar do Boteco Bohemia 2008, a eleição do melhor petisco da cidade que termina com aquele festão com todos os bares participantes. São 30 concorrentes escolhidos pelo seu voto mais o vencedor do ano passado.

Clique aqui para ver a lista dos bares participantes e vá degustar os petiscos concorrentes de 1º a 31 de outubro. Eu vou!

Escrito por Marcelo Katsuki às 17h22

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Coma escondido



Dica hilária do meu xará, mlimam. Meu assitente Guizão acha que é viral!

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h19

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Arde mas é gostoso


Em casa sempre tenho shichimi da S&B (Spice & herB) para apimentar meu udon, o tradicional macarrão japonês. Ele deixa picante e valoriza o sabor com sua composição aromática.

O que vem no vidrinho? Incrível mas são 7 ingredientes: pimenta vermelha, pimenta de seichuan, gergelim, semente de papoula, casca de laranja ou tangerina seca, gengibre e algas. Imagina a complexidade e riqueza de sabores!

Pois ultimamente tenho notado a presença dele em alguns pratos bem criativos nos restôs, e não só nos japoneses. Alguns exemplos: carpaccio de polvo com um 'sopro' de shichimi, sushi de salmão com raspas de limão siciliano e um toque de shichimi, lombinho de porco crocante servido com sal e shichimi e até yakitori, o espetinho japonês pincelado com molho tarê fica turbinado com um pouco da pimentinha complexa. Caldos e peixes grelhados também arrasam na harmonização!

Eu continuo usando o meu no udon preguiçoso lá de casa, mas já vi que o bichinho tá com tudo para ser a nova modinha. Lembra quando a pimenta caiena dava pinta nos cardápios moderninhos da cidade? Tô apostando minhas fichas no shichimi!

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h26

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lucca


[Tomate confit com gema de ovo à rabiata do chef Wagner Rezende]


Minhas memórias de Milão não eram das melhores. Uma discussão na porta da casa do Giovani Bianco (que na época nem sonhava com Madonna), dois dias de cama em um hotel suspeito num corso barulhento e uma tremenda alergia ao frio, que batia nos -8ºC e fazia craquelê da minha pele. Gosto de frio mas nem tanto! Minha redenção viria em um almoço de final de semana num agradável restaurante, desses bem familiares, chamado Lucca. Lá comi o melhor pesto da minha vida, por sugestão da minha mentora na época, a designer Adriana Adam. Era final de inverno e minha estada na cidade chegava ao fim.

No domingo passado fui conhecer outro Lucca, esse aqui em São Paulo. O restaurante fica no mesmo local onde um dia funcionou o Sabuji, que tinha a chef Bel Coelho no comando. Ruela tranqüila, dava até para ouvir os pássaros! Cheguei meio apático, tomei uma água sem gás e comecei com as chorumelas da semana para o meu amigo P.A. (que não deu a menor confiança, acendeu um cigarro e pediu para baixar um pouquinho o som).

Degustamos um Norton Cabernet Sauvignon indicado pelo sommelier sr. Alves e ouvimos as sugestões do sr. Ramos, o atencioso maître da casa. Começamos com o Couvert (R$ 11) com pães, antepasto de berinjela e manteiga mas onde brilhou a marcante pasta de gorgonzola.

Eu queria comer algo diferente e barato, para poder indicar no blog, então optei pelo Tomate confit com gema de ovo à rabiata (R$ 18). Sim, bem diferente. E delicioso! Assim que risquei a capinha da gema, o ouro líquido escorreu pelo molho de tomate picante envolvendo os sabores. Uma coisa de bom, comi feito criança!

Provei o Steak tartare com batatas fritas (R$ 32) do P.A. e estava muito bem temperado! A mostarda sobressaía junto a um sabor que lembrava alcaparrones. As fritas estavam sequinhas e aproveitei para ajudar a controlar o colesterol do P.A. ainda que ele demonstrasse ligeira resistência tentando espetar minha mão com seu garfo, ranzinza...

Uma bonita Estrela de polvo com vinagrete de limão (R$ 28) foi disputada a garfadas novamente antes que escolhêssemos o Ravioli de bacalhau com tomate cereja e azeitona preta (R$ 48) e a Grigliata mista do mar e salada mista com peixe, camarão, lula, polvo e marisco. Pratos executados à perfeição mas acima de tudo, muito saborosos!

Para a sobremesa, uma degustação das opções da casa, com um curioso Tiramissu desconstruido, Rabanada de maçã ao aroma de canela e sorvete de baunilha, um irresistível Charuto crocante com Nutella, creme inglês e sorvete de pistache e uma refrescante Sopa de frutas vermelhas ao perfume de flor de manjericão e granita de melão cantaloup. Naquele momento a gente não teve a menor dúvida: "Chame o chef!!!"

Numa rápida conversa com o chef Wagner Rezende, descobrimos que ele havia sido o sub-chef durante oito anos de ninguém menos que o Jacquin, eleito chef do ano na última edição dos melhores da Veja SP. E o chef patissier Flavio Pojo vinha do Le Vin, outro grande bistrô francês da cidade. Os rapazes aprenderam muito bem a lição!

Saímos de lá inspirados. Pelo ambiente, pelo atendimento e acima de tudo, pela qualidade da comida. Despretensiosamente perfeita. O P.A. já me falou umas três vezes para voltarmos lá, e a gente vai, claro, assim que eu conseguir organizar a agenda. Por isso decidi criar um selinho de "favoritos", para aqueles lugares com os quais a gente se encanta e não pode esquecer de voltar. O Lucca já é.

Clique aqui para ver as fotos dos belos pratos e ambientes do Lucca.

Restaurante Lucca
Rua Sabuji, 20 – Jardim Paulistano.
Tel.: 0/xx/11/3814-1240
Horário de funcionamento: 3 ª a 5ª, almoço das 12h às 15h; jantar, das 19h00 à 0h. Sextas e sábados, almoço das 12h às 16h e jantar das 19h30 à 0h. Aos domingos, almoço das 12h às 17h.
Cardápio executivo almoço: No almoço, entre segundas e sextas-feiras, além da opção à la carte, o restaurante tem um cardápio executivo, de R$ 37, que consiste em couvert, buffet de saladas e opção de três pratos e sobremesa.
Estacionamento: R$ 10

Foto: Marcelo Katsuki

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h55

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Vinho degustável com auto-atendimento


Na segunda almocei no sushi bar do Empório Santa Maria e provei iguarias impecáveis mas vou falar disso depois. O que me deixou completamente entusiasmado (e extasiado) foi a Enomatic, uma máquina italiana de vinhos que permite o auto-atendimento com três variações de doses: 30, 60 e 120 ml. Basta pegar a taça sobre as máquinas e sair escolhendo!

A partir de R$2 você pode provar um Bonarda argentino e se não gostar, parta para outro, basta inserir o cartão cedido pela casa. Se ficar com ele, opte pela meia dose a R$ 5 ou dose completa por R$ 10. A dose pode chegar a R$ 53, no caso de um Brunello de Montalcino, mas as opções são tão variadas (48 no total) que o mais divertido é ficar experimentando os vinhos em doses que custam em média R$ 4.

Nem preciso falar que vai virar o brinquedo favorito dos wine lovers da cidade, né? Provei dois brancos, um Chablis Albert Bichot e um Cloudy Bay da Nova Zelândia, 8 e 9 reais respectivamente (60ml) para testar a harmonização com meus sushis. Para o happy hour, a sugestão são as tábuas de frios e queijos montadas de acordo com o seu gosto pessoal (você escolhe os itens em uma comanda), tudo fresquinho e de primeira, diretamente do empório.

No almoço há um concorrido bufê (foto) com opções de saladas e pratos quentes, mas há um menu a la carte também. E sabe o que também me chamou a atenção? Olha o lustre feito de copos e taças sobre o bufê. Isso sim é um verdadeiro 'lustre de cristal'! Objeto de desejo desde já!

Empório Santa Maria
Av. Cidade Jardim, 790 - Jardim Paulistano. Telefone: 0/xx/11/3706-5211

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h24

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Causing a commotion


[Ó!]

Madonna ou...

O drama de hoje é comprar ou não ingresso para o show da Madonna. Ontem eu até sonhei que assistia ao show do Maracanã pela televisão e achava ruim, acabava desistindo da compra. Abro o e-mail e o primeiro que vejo é o da minha editora nervosa por não conseguir comprar o ingresso. Jisuis! Será que ela merece???

Eu já tinha feito reserva mas não tô com tempo para ficar tentando ligar ou acessar o site. Se o povo aqui na redação tá desde ontem e não consegue, por que vou insisitir? Pedi pro meu amigo P.A. me ajudar. Enquanto isso queimo neurônios na minha calculadora mental fazendo contas.

Com os R$ 720 do ingresso do show (pista vip + taxa de serviço) eu poderia:

- Almoçar 25 vezes o delicioso menu executivo do Tête à Tête (R$ 28,60) com entrada, prato principal e sobremesa (já com 10% serviço)

- Comprar 46 garrafas de Salton Espumante Brut (R$ 15,40) na Meu Vinho e dar uma festa em casa (ao som de Madonna)

- Comprar 5 ingressos pro show do Boy George (contemporâneo da 'loira ambiciosa') na Via Funchal (R$ 140), e ainda sobrava um trocado pro goró.

- Ou podia juntar mais 8 amigos e assistir ao show da Marina no Tom Jazz (R$ 80). Uma mesona contra um lugar de pé no gramado sem poder ir ao banheiro para não perder o lugar.

- Dava também para comprar 48 ingressos para assistir à Osusp e o pianista Nelson Ayres homenageando Villa-Lobos, Chico Buarque e Edu Lobo no Auditório Ibirapuera (R$ 15). Podia levar a redação inteira!

- Ou 60 ingressos para o filme Os Desafinados que estréia no Espaço Unibanco Augusta (R$ 12). Levava toda a galera do karaokê!

- E se for por preguiça de enfrentar as filas para chegar, entrar e se acomodar no Morumbi, comprava logo uma TV 29" tela plana na Casa & Video (R$ 599) e um DVD CCE na Videolar (R$ 99). Guardava o troco para comprar o DVD do show e assistia em casa tomando Martini no sofá. Não seria tão ruim...

E você, já conseguiu? Open your heart nos comentários, baby!!!

Foto: Efe

Escrito por Marcelo Katsuki às 17h23

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Os melhores da Go Where Gastronomia



Ontem a revista Go Where Gastronomia comemorou seu quarto ano de existência com uma festa no Buddha Bar onde reuniu importantes personalidades da cena gastronômica paulistana entre chefs e restauranteurs.

A revista realizou também a premiação dos melhores da gastronomia da cidade. Entre os premiados, Giancarlo Bolla, Personalidade Gourmet do La Tambouille, Paulo Barroso de Barros, melhor italiano – do Due Cuochi, Rogério Fasano, italiano de alta gastronomia (Fasano), Carlos Bettencourt , melhor português (A Bela Sintra).

Clique aqui para ver quem foi à festa!

Escrito por Marcelo Katsuki às 03h03

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Café da manhã no Copan



Finalmente consegui desativar o alarme da Eva, a maçã gasguita, que estava dormindo na gaveta de meias para não me acordar tão cedo. Mas acabei levantando às 9h no domingo com a ligação de um amigo que queria tomar café. Mas isso é hora, gente? Pior que perdi o sono, tomei uma ducha e zarpei pro Copan, já que marcamos na Padaria Santa Efigênia (Av. Ipiranga, 200, lj. 3A7, - República - Centro. Tel.: 0/xx/11/3151-6319).


[O balcão de doces e salgados com as bebidas ao fundo]


A padaria existe desde 1959 na rua Santa Ifigênia e a filial do Copan foi aberta há pouco tempo. Fica no mesmo lugar onde funcionou o histórico Balloon, lanchonete com décor retrô similar aos que as lanchonetes reproduzem hoje, só que original. Isso antes da reforma que criou o Café Balloon, que existia até pouco tempo. Bateu um saudosismo da época em que eu caçava raridades na Wop Bop e seguia pro balcão do Balloon para sujar as capas dos discos com as mãos engorduradas pelo hambúrguer! Meio porquito, eu sei.


[Setor de vinhos e frutas secas]


No andar de cima há um bufê completo com pães, frutas, sucos e frios por R$ 13,90. Mas os itens do andar térreo são mais atraentes e custam R$ 25,90 o quilo. Atraentes para mim, que gosto de amanhecer com uma bela empada no estômago, hehe. Meu pratinho com sanduíche de salame e provolone, torta de frango, folhado de ricota com espinafre, risole de palmito e quibe saiu por 5 pratas. Com mais uma média grande, deu R$ 8 no total. Achei tudo gostoso e só depois descobri que havia chipa entre os pães no balcão. Mas não queria comer mais, ou perderia o almoço marcado no Lucca.


[Mesinhas com vista pra calçada mas protegidas por toldos]


De quebra acabei encontrando minha amiga dos 'não tão velhos' tempos, DJ Caninha, que se juntou a nós com a Carla para rirmos das últimas 'causações', dos nossos dramas atuais e do monte de gente louca que passava pela calçada gritando qualquer coisa que a gente não entendia. E saudando o povo da noite que voltava montado dos after-hours da cidade debaixo daquele sol dominical. Por isso a gente adora o centro.

Fotos: Marcelo Katsuki

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h47

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

BUSCA NO BLOG


TWITTER

    Twitter RSS

    ARQUIVO


    Ver mensagens anteriores
     

    Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
    em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.