Marcelo Katsuki

Comes & Bebes

 

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Hot dog man! Acabei de ver no eats.com. Imagina sair vestido assim no Carnaval e passar perto da cachorrada? Caixão e vela preta, 'mermão'!

Escrito por Marcelo Katsuki às 18h50

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O primeiro P.J. Clarke’s da cidade


Na verdade, é a primeira filial da rede fora de Nova York. Fui ontem ao coquetel de abertura do PJ Clarke’s (Rua Dr. Mario Ferraz, 568 – Itaim) e fiquei impressionado com muitas coisas. Uma delas foi a ambientação: até uma réplica do balcão da matriz de NYC foi construída no amplo salão da casa. Nas paredes, quadros e objetos das filiais americanas. O salão é amplo e muito confortável.

A história que colocou a empresária Maria Rita Pikielny Marracini, cliente do PJ de Nova York e responsável pela implantação dos cafés Havanna no Brasil, em contato com seus proprietários Phillip Scotti e Patrick Boyle também é divertida, quase um acaso. Mas que terminaria com a abertura da primeira casa da rede fora de Manhattan. Os sócios, presentes na festa, estão tão empolgados com o boom da gastronomia por aqui que já estudam a abertura de uma segunda casa na cidade.


[O jornalista Kike Martins da Costa e empresária Maria Rita Marracini]

Foi minha primeira noite de volta à vida social depois da correria na cobertura das eleições. Saí ansioso, peguei a Beta no caminho e chegamos antes do horário marcado para a abertura: 21h16. Mas não fomos os únicos! Brindei logo com uma frozen margarita e provamos petiscos e versões em miniatura do famoso hambúrguer da casa. É muito bom mesmo. E o 'crab cake' também deixou lembranças.

A casa abre oficialmente no dia 7 de novembro. Mas você já pode se deliciar com as imagens abaixo.


[Ostras, um clássico do PJ Clarke's]



[Os deliciosos 'crab cakes' e rolinhos de berinjela com queijo]



[As batatinhas nas canecas metálicas, vindas diretamente de NYC na mala da Maria Rita!]



[O impressionante salão dos fundos. Luminárias e quadros vieram de NYC]



[Os famosos burgers -aqui em versã mini- e o chef da casa, Bruno]



[Movimentação no balcão, réplica da matriz]



['Mó' clima esse banheirão!]



[O melhor: encontrar os amigos. Ale Staut, Princess Malta, Kike, Ale Blanco e Lucio Ribeiro]



[Escondidinho. Mas só até o dia 7!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h25

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Um samurai na madrugada


Quando eu saio muito tarde do jornal com aquele desejo de uma comidinha japonesa, meu destino é certo: vou ao Samurai (R. da Glória, 608 - Liberdade - tel. 0/xx/11/3208-6969). O restaurante da Liba fica aberto até tarde (3h), é tranqüilo e tem boa comida. E o melhor: porções generosas e preço camarada.

Sempre peço um Teishoku simples (R$ 23,90), o 'comercial japonês'. Que começa com um sashimi com peixes do dia, perfeito para acompanhar o chá ou o saquê, dependendo da disposição. A noite no restaurante é longa e é comum encontrar no local grupos de teatro e até globais que saem tarde de seus espetáculos em busca de sushis. Na entrada do salão há um painel cheio de fotos de celebridades que não me deixa mentir.


Logo chegam os pratinhos com a refeição composta por missoshiro (sopa de pasta de soja fermentada), salada de tofu (queijo de soja) com flocos de peixe e cebolinha, salada de conserva de legumes, picles, tempurá de legumes (empanados), uma delicada sopa de macarrão fino, um bom pedaço de yakisakaná (anchova grelhada) e é claro, arroz, que não pode faltar. Em minha última visita, levei meus pais e eles adoraram a comida!

No andar de cima há um curioso karaokê com porta de vidro e uma luz azulada tênue, pelo que me lembro. Subi só uma vez há muito tempo para dar uma espiada, mas acho que faltou saquê para eu criar coragem e encarar a cantoria! Ah, outra ótima pedida no Samurai é o Yakissoba, que vem com a massa levemente crocante e tem ótimo sabor. Já comi muito.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h47

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Comendo no escritório


Coisa de maluco? Que nada, vocês não sabem a farofa que eu faço quando não tenho tempo para sair pro almoço e improviso o 'rango' aqui na redação. Geralmente utilizo hashis, os 'pauzinhos' que me permitem comer de batata frita a brigadeiro sem sujar as mãos enquanto digito. Falta de qualidade de vida mas higiene total!


Agora, esse kit de talheres acopláveis Din-ink da Designboom é genial, basta usar a caneta. Dá para cortar o bife e continuar anotando o relatório com a 'faca', kkkkk! Pensando bem, credo! Qualidade de vida já!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h04

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Gastronomia para todos na Torre Malakof


Nessa semana me perguntaram três vezes por que eu vou tanto a Recife. Eu gosto, oras (tão pensando que é 'rolo', eu sei)! E nem é pela praia, que quase nunca vou, mas adoro o clima, a música, a comida e é claro, os amigos. Sem falar das opções de gastronomia que a cidade oferece.

Hoje mesmo começa o Espaço Popular de Gastronomia lá na Torre Malakof, no Recife antigo. A idéia é oferecer ao grande público a possibilidade de consumir as delícias produzidas pelos chefs que participam do Festival Gastronômico de Pernambuco, uma ótima oportunidade, claro.

A programação começa com um dia todo dedicado à comida de rua, com guloseimas feitas pelos chefs Sofia Mota, Mônica Rangel e Luciana Sultanum. O preço da entrada é de R$ 8,90 e dá direito ao bufê livre.

No sábado, Dia Mundial do Macarrão, o festival de massas (R$ 18) será comandado pelos chefs Duca Lapenda, Jeff Colas e Thiago Vitta. E encerrando no domingo, um grande banquete lusitano (R$ 29,90) nas mãos da chef portuguesa Lídia Marques juntamente com Joca Pontes, André Saburó e Gorette Lira, só feras! Eu, se estivesse por aí, iria lá com certeza! Ah, a coordenação do espaço é do chef André Falcão.

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h34

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Seraphini Bar e Restaurante


Fiquei triste quando o East fechou -adorava os martinis da casa- mas fui convidado a voltar à esquina da Jaú com a Ministro Rocha Azevedo para conhecer o novo Seraphini Bar e Restaurante (Al. Jaú. 1.303 - Jd. Paulista - Tel.: 0/xx/11/3081-1160). A casa manteve o lounge de pé direito altíssimo mas remodelou o salão, que agora conta com mais luz graças ao agradável espaço com vista para a rua.

O antigo menu asiático deu lugar a um cardápio italiano, com boas opções de massas, carnes e peixes. O chef Rogério Alves já trabalhou no Due Cuochi e trouxe para a nova casa a preocupação com a qualidade dos produtos e técnicas de cocção lenta, para preservar os sabores. O almoço no domingo estava lotado, mas consegui pegar a última mesa. Abaixo, os pratos da degustação elaborada pelo chef.


Antepasto Toscano, ideal para começar a conversa enquanto você beberica um vinho. A carta de vinhos é enxuta mas tem opções com bons preços.


De entrada, Polenta branca italiana com gema de ovo levemente assada aromatizada com trufas e lascas de Grana Padano. Perfeito pro clima do finde!


O encorpado risoto de camarão com funghi me surpreendeu. Os sabores, marcantes, aparecem distintos e resultam numa combinação harmoniosa.


Eu nem estava mais com fome depois do risoto, mas como resistir o Robalo crostado em farofa de pão servido com batata gratin e molho de manjericão? Muito bom.


De sobremesa, a levíssima Panna cotta com calda de frutas vermelhas nem pesou. Saí do restô e fui trabalhar como quem vai ao parque. Abaixo, o chef!

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h58

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Chocolate de crème brûlée


A gente já viu crème brûlée (eita palavrinha difícil de escrever!) de tudo quanto é sabor, inclusive de chocolate. Agora, você já viu chocolate de crème brûlée? Não? Comprei um nessa semana da marca Casino, mais por curiosidade (e lá vou eu com aquela ladainha de que 'não gosto de doces e tal', hehe).

E não é que tem gosto de crème brûlée mesmo? Por fora, chocolate ao leite. Mas o recheio tem o gostinho da sobremesa e vem com uns cristaizinhos crocantes com o sabor da capinha de açúcar que cobre o creme. "Só não dá para quebrar a capinha com a colher", reclamaria Amélie Poulain. Nem ligo.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h23

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Estrugido


Você sabe o que é estrugido? Eu não sabia (achei que fosse algum corte exótico de vaca ou de avestruz) mas aprendi com 'Just Madá', minha nova "amiga de chupeta de berço" lá de Recife. Olha o que diz o Houaiss:

"estrugido"
- refogado, cozido (diz-se de comida);
- espécie de molho feito com gordura em que geralmente se prepara alguma carne.

Daí achei um blog chamado "estrugido lento" que conta tudo:

"Cortar as cebolas e, caso seja caso disso, o alho. Deixar refogar com o azeite, no mínimo, sempre no mínimo, até ficarem transparentes. Quem não tem tempo para fazer um estrugido lento, não tem tempo para cozinhar." (ixi, mas tô sem tempo até para comer!!!) Vivendo e aprendendo...

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h34

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Caravana pelos botecos da zona norte


No sábado embarquei na Caravana Boteco Bohemia para conhecer alguns dos bares participantes. Começamos pelo atual campeão, O Famoso Bar do Justo (Rua Alferes Magalhães, 25 - Santana). O petisco desse ano é a Cestinha de bacalhau que vem com 4 casquinhas assadas com purê de moranga, bacalhau desfiado no creme de leite e requeijão com queijo de coalho ralado. Acompanha ainda quibe cru de bacalhau e pimenta biquinho para rechear as barquetes, num resultado surpreendente!


Essas cestinhas cobertas com gergelim são as atuais campeãs e vêm recheadas com pernil desfiado e requeijão. Pode parecer simples mas a combinação é perfeita e rendeu ao bar seu primeiro prêmio no concurso.


Na calçada conversando com o Waltinho, dono do bar, que trabalha lá desde 1970 e tem um monte de histórias divertidas para contar. Uma figura!


A caravana seguiu adiante e o segundo bar visitado foi o Villa Vintém (Rua Dr. César, 720), também em Santana. O prato que concorre nesse ano é a Siriricada, um empanado de creme de siri na pata de caranguejo. O petisco surpreende na primeira mordida: é crocante (empanado em flocos de batata) e tem um sabor com toques baianos com o uso de dendê e gengibre. Vem acompanhado de caviar de sagu, vinagrete e maionese de wasabi.


Washington é o chef responsável pela cozinha do Villa. A casa tem pé direito alto e um certo clima praiano e detalhes divertidos na decoração, como a boneca da Marilyn, que tem seu vestido trocado diariamente.


A terceira parada foi no Bar do Luiz Fernadez (Rua Augusto Tolle, 610, Mandaqui), um lugar que sempre quis conhecer. A "Surpresa da dona Idalina" foi o petisco campeão em 2006, ano em que participei da Festa da Saideira e me surpreendi com a enorme torcida uniformizada do bar. Dessa vez me surpreendi foi com a disposição e simpatia dos donos, seu Luiz Fernandes e a dona Idalina, que permanecem o tempo todo atrás do balcão de petiscos recebendo os clientes e preparando as bebidas, lavando copos, não param um minuto. Na foto, o filho Luiz Eduardo, que cuida do salão com a mesma dedicação.


Uma das ações mais bacanas desse evento é a 'visita do príncipe'. Um sósia do príncipe Charles chega na maior pompa e entra no bar para provar o petisco e tomar uma Bohemia. Os bares que poderão ser visitados no dia recebem uma dupla de guardas reais que passam o dia todo na entrada, sem dar uma palavra. E o 'Charles' só fala em inglês e tem todos os trejeitos do original. Hilário, não? Mas dentro do conceito da campanha, que tem passado na tv.


Mesas na calçada e um clima super gostoso e animado. O público é em sua maioria de moradores do bairro, mas vai ganhar um novo habitué agora que descobri onde fica!


O casal mais simpático e animado do concurso: seu Luiz Fernandes e dona Idalina, a criadora dos deliciosos petiscos do bar.


O petisco desse ano chama-se "Delícia portuguesa" e é um tira-gosto frito com bacalhau, brócolis, azzeitona, manjericão, arroz e cachaça. Vem acompanhado de alho frito e azeite, para finalizar o petisco. É crocante e a massa com arroz dá uma liga diferente do tradicional bolinho de bacalhau.


Não pudemos sair de lá sem provar a receita vencedora de 2006, a 'Surpresa da dona Idalina". Surpresa mesmo! Fatias de berinjela à milanesa recheadas com carne, molho de tomate, manjericão e queijo e novamente empanadas. Quase terminei o dia ali, aliás não queria ir embora, mas seguimos adiante.


O último bar visitado foi o Pernil do Caetano (Av. Engenheiro Caetano Álvares, 5.721 - Imirim), num surpreedente polo gastronômico repleto de bares e restaurantes. O petisco concorrente é a 'Porção de mini-hambúrguer de pernil, com chips de mandioquinha e pimenta biquinho empanada'. Vem nas versões x-egg de codorna, catupiry e queijo prato, bacon com cheddar, marguerita, musssarela de búfala, tomate cereja e manjericão.


Meu favorito foi o de bacon com cheddar que com os chips de mandioquinha e a pimenta biquinho completaram minha última refeição do dia. E assim terminou meu tour pelos botecos da zona norte da cidade, na agradável companhia do Mingão, da Bia e do P.A., que ainda queria esticar a noite no Famoso Bar do Justo. Claro que a gente vai voltar lá!

Clique aqui para ver quais são os bares participantes e seus petiscos.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h40

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Jantar do Século

Já viram o menu? Babei com o Atum em fogueira de escamas (já vi o Arzak fazendo num vídeo) mas fiquei curioso mesmo foi com o Foie gras com cerejas e caldo dashi. A minha cara!

Quando? Dia 3 de novembro, às 20h30, no Grand Hyatt, em São Paulo. Mais info aqui: jantardoseculo@prazeresdamesa.com.br

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h58

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Rescaldo da viagem

Baixei todas as fotos da digital. O resultado está abaixo, uma 'geral' dos dias em Recife. Ê, saudade!


O novo salão do 'anexo' do Oficina do Sabor: ar condicionado, bonita decoração, conforto e um belo prato de cascão de siri com farofinha e coentro com cebolinha na mesa. Pra que mais?


Carpaccio de polvo com pesto de alcaparras, maravilhoso (e que meu médico não me veja comendo polvo!)


Esse opulento prato de carne de sol desfiada rica em cheiro verde escondia um tesouro: o purê de macaxeira, que de tão saboroso e de textura elástica recebeu o apelido de 'aligot rústico'. Adivinha quem batizou e comeu depois um prato inteiro, purinho!


Descobri o Ronaldo Fraga brincando com a cafeteira e fiz um fuzuê, culpa da(s) caipifruta(s). Ronaldo estava na cidade para abrir o Plaza na Moda e uma exposição sobre sua carreira chamada "Memórias para Vestir". Na foto com o chef César Santos, do Oficina, a artista plástica pernambucana Ana Paula Miranda e Ivana Fraga.


O Bolo de rapadura do Oficina, pra lá de necessário, depois da seqüência incontável de caipifrutas com Princess Malta.


Detalhe da decoração da festa de abertura no Jardim das Princesas, criado pelo produtor Robson Chagas.


César Santos e a jornalista Luciana Barbo, do Finíssimo (de Brasília).


O homem elegante não deve estar sujeito às intempéries? Transpirei bicas, acho que até emagreci! Mas a foto é para mostrar a Beta 'Princess' Malta e o meu querido amigo, o jornalista Bruno Albertim, que eu encontrei nos lugares mas mal consegui conversar. 'Miliga!!!'


André Falcão (chef revelação da Vejinha) e a empresária Concita Freire, o 'casal beleza pura' de Recife. Ninguém duvida.


O animado produtor Robson Chagas e a arquiteta-chef Madalena Albuquerque, ou 'Just Madá', minha nova 'amiga de chupeta de berço'. Na volta de Serrambi descobri que ela também é cantora, mas do tipo que confunde Kátia com Lilian, kkkkk! Adorei!


O almoço no Ponte Nova: nosso host, Fred, Lu Barbo, Thiago Sodré, Joca Pontes, Heiko Grabole, William Chen Yen, Beta 'Princess' Malta e o gordo aqui.


Etapa teórica do concurso com estudantes de gastronomia em evento que acontece junto ao Festival de Pernambuco. A segunda etapa vai ter preparação dos pratos e acontece na próxima semana!


Lu Barbo e Princess Malta em ação.


Entrada thai: a sopa Tom Kha Gai, do festival de comida asiática que a chef Meiga do Chateau Brillant promove na semana que vem com o chef Carlos Ribeiro. Capricho!

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h50

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Almoço no Ponte Nova em Recife

O Ponte Nova do chef Joca Pontes é parada obrigatória para todo gourmet de passagem por Recife. Joca, eleito chef do ano por dois anos consecutivos pela Vejinha está sempre criando novidades para o interessante cardápio do restaurante. Não há excessos nem 'invencionices', apenas ótima comida. Vejam o almoço que tivemos no primeiro dia do festival (e meu último) e digam se estou enganado.


[Uma amostra do couvert: Rotoloni de berinjela recheado com pasta de ricota e caviar de berinjela]



[Mais uma: Tartar de atum com pepino, maçã verde, endivia, radicchio e creme de wasabi com ovas]



[O magret mais saboroso que já provei: Magret de canard defumado pincelado com mel de tamarindo acompanhado de linguine de chocolate e mostarda de uva, um condimento italiano. Pelo que o Joca falou, quem defuma as carnes é o chef Duca Lapenda, do Pomodoro Café]



[Muitos hmmms à mesa: Imprensadinho d'agneau, um cordeiro prensado e grelhado ao molho de cerveja preta sobre arroz de jasmine com jerimun, folhas de couve ao alho e queijo brie]



[De sobremesa, um dos meus favoritos -tô assumindo que agora gosto de doce- Copo com sorvete de creme, mascarpone batido, coulis de frutas vermelhas e crumble de farinha láctea. O tipo de sobremesa que eu comeria todos os dias!]



[O chef Joca Pontes no salão do Ponte Nova]

Ponte Nova

Endereço: Rua Bruno Veloso, 528

Boa Viagem - Recife/PE - Tel. 0/xx/11/3327-7226

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h50

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Tour gastronômico por Recife


[A frugal pia do restaurante É. Quase uma caipifruta!]


Tive apenas uma noite para circular pelo Festival Gastronômico de Pernambuco. E com tantas casas e chefs bacanas, ficou difícil definir o roteiro, mas não me arrependi. Juntei-me à animada Luciana Barbo, do Finíssimo.com.br, e saímos pela noite recifense pulando de restaurante em restaurante. Diversão e pura gula.

Acqua (Hotel Dorisol)
Os pernambucanos estão loucos para descobrir o que Rodrigo Oliveira (chef do Mocotó, São Paulo), esse pernambucano de coração, tem de especial para atrair tanta atenção da mídia! Realmente, fazer a cidade se locomover todos os finais de semana até a distante Vila Medeiros é algo surpreendente. Mas talvez a grande surpresa seja o fato da comida simples e regional de Rodrigo primar pela delicadeza, sem perder seu foco na tradição.

O Belisco é um queijo coalho 'domado' na manteiga de garrafa com cebola roxa caramelada e saladinha

Já a perfumada galinha caipira guisada é servida com xerém cremoso de milho com requeijão do Norte. Dá uma olhada nesse molho!

O chef Rodrigo Oliveira trabalhando na cozinha do Acqua

Já no Sushi Yoshi, o chef Masayoshi, um 'japonês nordestino', recebe o chef Carlos Ribeiro, um 'nordestino japonês'. E a entrada é um prato que surpreende pela riqueza de texturas e sabores. O 'Okonomiyaki com jerimum' é o resultado do hibridismo cultural na cozinha. Conhecida como a 'pizza japonesa', a massa leva ainda repolho e é coberta com molho e flocos de peixe seco. Vai surpreender os pernambucanos!

Utilizar barcas de sushis como caravelas portuguesas trazendo tempurá de bacalhau foi uma divertida idéia dos chefs. E o ponto do bacalhau, fresco, acompanhado de molho de shoyu é perfeito e vem em porção generosa.

Para finalizar, mousse de chocolate branco com pó de matchá, o chá verde japonês.

Zoom no 'Okonomiyaki' que ele merece!

Os chefs Masayoshi Matsumoto e Carlos Ribeiro.

No restaurante É o chef Douglas Van Der Ley recebe Tadeu Lubambo criador do Beijupirá e atualmente proprietário do Camamo, na praia de Pipa, onde recebe no máximo oito pessoas para um menu confiance de seis pratos. A entrada com ostra levemente gratinada sobre folhas de videira e azeite no contagotas traz a marca da cozinha criativa de Douglas.

O suculento filé vinha acompanhado de creme de batatas e chouriço ao vinho com molho de castanhas portuguesas, muito saboroso.

A moqueca Camomo foi cozida lentamente por Tadeu -para desespero do agitado Douglas- e o resultado foi um camarão envolto em molho denso como um pirão picante com flocos de coco fresco em uma bela finalização do prato que incluía pimenta rosa.

A sobremesa era elaborada: pão-de-ló com creme de ovos moles e uma ganache de chocolate, coulis de frutas vermelhas, sorvete e flores comestíveis além de uma deliciosa farofa crocante de São Tomé.

Agitação e calmaria, a complementação dos opostos no É: Douglas Van de Ley e Tadeu Lubambo.

O Chiwake, com apenas um ano, é um restaurante que impressiona no novo corredor gastronômico de Espinheiro, o bairro da zona Norte do Recife. Todo projetado com a supervisão da chef Simone Bert, do festejado Wanchako de Maceió, o restaurante traz a autêntica cozinha peruana executada com ingredientes que os chefs trazem do Peru a cada quatro meses. O cebiche de lagosta com cebola rocha e 'tempurá' de batata doce trazia ainda um shot de lagosta com ovos, simplesmente delicioso!

O lombo de bacalhau com palmito fresco assado e 'salsa de aji' desmanchava-se em pétalas e tinha a ardência em ponto ideal, conferindo o autêntico sabor do molho de pimentões e cebolas.

Para finalizar a refeição de sabores marcantes, um delicado manjar de coco com creme de chocolate envolvido pelo aroma da hortelã.

O discípulo e a mestra: os chefs Biba Fernandes e a chef do Wanchako, Simone Bert.

E assim terminei o meu 'gastro-tour' por Recife, às 0h50 de hoje. Digo 'terminei' porque a Lu ainda foi pro Anjo Solto, mas eu declinei pois tinha que acordar às 4h para pegar o vôo para São Paulo. Duas horas de sono, três de viagem e provalmente quatro quilos a mais. Na pança, não na bagagem...

Escrito por Marcelo Katsuki às 19h19

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7º Festival Gastronômico de Pernambuco


[Banquete da realeza por Cesar Santos!]

Andei sumido, né? Desculpem! Mas numa correria na redação só para poder tirar dois dias de folga e tentar me recuperar. Mas como não consigo ficar parado, engatei uma viagem para o meu paraíso predileto: Recife.


[Tinha até 'red carpet', gente. O povo aqui capricha!]

Vim para a abertura do Festival Gastronômico de Pernambuco, um evento que reúne chefs de todo o Brasil e que nesse ano está com o tema "200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil". Vários restaurantes da cidade recebem chefs de outras regiões do país para preparar menus que utilizam ingredientes locais com receitas tipicamente portuguesas. Super desafio, tem até restaurantes japoneses na jogada. Depois eu mostrarei o resultado, que poderá ser conferid a partir de amanhã nos restaurantes.


Na abertura, uma cerimônia com cenário digno de realeza! Os jardins do Palácio do Campo das Princesas foi majestosamente decorado por Robson Chagas e o bufê feito pelo chef Cesar Santos. O governador do Estado, Eduardo Campos, 'vestiu a camisa' do evento e adotou a dolman e o avental para fazer o discurso de abertura. Bom, nem preciso falar muito, fiquem com as fotos. E depois eu volto com mais da cena.

Clique aqui para ver a programação completa!


[A constelação de chefs do evento]

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h11

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Comida de mãe


[Hugo Delgado, Dona Dêga e sua filha Mara Salles]

Quem não gosta de comida de mãe? É sempre uma referência, muitas vezes necessidade mesmo. E nesse caso, uma mãe muito especial. Dona Dêga é mãe da chef Mara Salles do restaurante Tordesilhas. Na verdade todas as mães são especiais, né? (Deixa eu abrir um parênteses aqui antes que minha mãe puxe minha orelha!)

O restaurante Obá está recebendo a Dona Dêga dentro do projeto Anfitriãs do Brasil no Obá com um menu de comida caipira de lamber os beiços. Pode lamber o prato e a colher também, não dá para desperdiçar nada dessa comida!

Dona Dêga cozinha como quem conta uma singela prosa. E você sente isso quando prova o Ensopadinho de chuchu e camarão com farofinha de dendê. "Porque até caipira um dia vai de férias para a Bahia", conta graciosamente no menu.

O deslumbramento diante do Arrumadinho de jiló ao alho ou do Franguinho caipira com quiabo e seu inesquecível angu de milho verde não é gratuito nem conversinha de principiante. Palavra do meu caipirinha interior! Dona Dêga extrai da simplicidade e dos produtos naturais a grande riqueza do sabor.

A Marmita da rua Caiubi vem com carne de panela e batatas carameladas, salada de almeirão, feijão e um arroz como aqueles que você come no sítio. E vem em uma marmita de alumínio daquelas empilhadas, que me fez rir diante da perplexidade do Dimas: "Como é que se abre isso?" Ah, esses jovens desprovidos de coisas tão simples e divertidas como comer de marmita! Adoro.

A caipirinha de lima, mexerica e limão cravo e a de caju com limão acompanharam muito bem a refeição. Que se encerrou com toda a beleza de um Manjar branco com a melhor calda de ameixa já feita e um Arroz doce com toques de laranja que fizeram suspirar.

Para fechar a noite, café com rosquinhas de pinga, e toda a emoção proporcionada pelas músicas 'da roça' entoadas na surpreendente voz da chef-cantora revelação Mara Salles. A filha da Dona Dêga.

[A grande família da Dona Dêga, que fica no Obá só até esse domingo!]

Clique aqui para ver o menu completo e todos os preços.

Obá Restaurante
Rua Melo Alves, 205, Jardins
Tel.: 0/xx/11/3086-4774


Fotos: Marcelo Katsuki

Escrito por Marcelo Katsuki às 02h33

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Comidinhas na madrugada


Eu adoro comer de madrugada. Sei que é errado, mas vai falar pro meu estômago! Por isso adoro ir a lugares como o Samurai, o Pedaço da Pizza e o Tollocos. Na volta da balada errada é o destino certo para afogar as mágoas com comida. Alguém aí se importa? Não, né? São meus pequenos prazeres, não corte, hehe.

Na semana passada saí do Skolbeats entediado, deixei um amigo totalmente odara na casa dele e subi à pé até a Tollocos (R. Augusta, 1.524 - Consolação - Tel.: 0/xx/11/3283-1620) para comer um burrito. Aproveitei para curtir o movimento da Augusta, adoro observar a fauna local!

Acho que me empolguei! Ver o cozinheiro preparando tudo na sua frente é divertido e bem mais confiável! Pedi um Burro texano (R$ 7,20) com carne grelhada, molho barbecue, cheddar e chilli, uma Carnita guapa (R$ 6,50) carne moída com guacamole, cebolas caramelizadas e pimentão ao creme e uma Carnita loca (R$7,20), carne com cebolas caramelizadas, bacon, sour cream e pimentas jalapeño, grau II de ardência! Momento 'Tolloco' pra passar mal amanhã, fala sério!!!

E na empolgação da noite acabei voltando à pé para casa pela Paulista. Talvez para queimar as calorias que estavam por vir! Chegando lá, cortei metade de cada burrito e me deliciei com duas latinhas de cerveja -que nem gosto tanto, mas era o tema da noite, certo? E caíram super bem, principalmente quando a Carnita loca me fez cuspir fogo pelas ventas. Incendiário, mas saboroso!

Fotos: Marcelo Katsuki

Escrito por Marcelo Katsuki às 20h29

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Receita de Tórtano


Você se lembra do Tórtano, o pão rústico napolitano da Presto Pizzas (Rua Esmeralda, 39 - tel.: 0/xx/11/3207-1749) que eu postei aqui? Um monte de gente me pediu a receita e finalmente o pessoal da Presto liberou!

A receita é para um Tórtano de 6 a 7 quilos, o menor tamanho possível. Se fizer menor, perde a textura e o sabor, segundo o Andre Cotta, da Presto Pizzas. O Andre lembra que o Tortano é servido na Presto às sextas e sábados (ôba, hoje tem!) em fatias de 400g por R$ 9,90. Se quiser encomendar, sai a R$23,00 o kg (pedido mínimo de 6kg).

Como eu havia comentado, o Tórtano leva fatias finíssimas de calabreza especial, mozzarela e creme de catupiry e é regado com azeite e assado em forno a lenha, o que confere uma crosta tão gostosa quanto o recheio! Confiram!


Tórtano

Massa
- 2 kg de Farinha de Trigo
- 1 litro de Água
- 1 colher de sopa de Açúcar
- 2 colheres de sopa de Sal
- 20 grs. de Fermento Biológico – seco instantâneo

Misture a farinha, o açúcar, o sal e o fermento. Durante a mistura, vai adicionando a água até dar liga. Depois, deixe a massa descansar por, no mínimo, uma hora.

Recheio
- 1 kg de Mozzarella fatiada
- 300 grs. de Catupiry
- 1,5 kg de Calabresa Defumada fatiada bem fina
- 100 grs. de Manteiga com Sal
- 50 grs. de Gordura Vegetal
- 150 grs. de Queijo Parmesão
- 100ml de azeite extravirgem

Divida a massa em duas partes e abra – de preferência na pedra em formato ‘ovalado’. Passe a metade da gordura por toda a massa e distribua a metade da calabresa por toda a superfície. Com uma bisnaga, coloque a metade do catupiry e, por cima, coloque a metade da mozzarella. (é o catupiry que permitirá a mozzarella e a calabresa grudarem). Depois enrole a massa no formato de uma ‘cobra’ e repita a mesma operação com a outra parte da massa, fazendo uma segunda ‘cobra’.

Continuação de preparo:
Em uma fôrma untada com manteiga, entrelace as duas massas (já na forma de ‘cobra’) , passe novamente a manteiga por cima, regue com azeite extravirgem e polvilhe com queijo parmesão. Deixe o pão descansar por uma hora, antes de assar. Leve ao forno coberto com papel alumínio por aproximadamente duas horas em forno à lenha. (para assar em forno convencional, duas horas e meia em temperatura média).

Veja o mapa do local

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h43

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Não é sopa! Ou é?


Doze dias com enxaqueca. Tô quase apelando pro baticum! Saravá, sei lá! Pode ser a pressão. Pode ser estresse. Nem os médicos sabem. Pelo menos não perdi a fome! E foi com a cabecinha latejando que peguei o carro e me dirigi até a Sobaria (R. Áurea, 343, Vila Mariana - tel. 0/xx/11/5084-8014) em busca de comida reconfortante.

A casa é especializada em comida sul-matogrossense, onde a imigração japonesa foi responsável pela popularização do Sobá, o macarrão de trigo sarraceno. Pedi o cardápio e dei uma rápida olhada: lingüiça Maracaju, frango com pequi, costelinha de pacu e até cupim ao leite, nossa, deu vontade de comer tudo! Mas como fui atrás de algo mais leve, pedi o Soba com shimeji, embora cobiçasse a versão com lombinho. Para viagem!

Os preços variam de R$ 14 a R$ 20, dependendo do tamanho da porção. Acompanha ainda omelete fatiadinha, cebolinha e gengibre ralado, para dar aquele gostinho característico.


Como sou 'olhudo', não resisti e pedi uma porção de Sopa paraguaia. A sopa que não é sopa! Mais parece uma torta, é consistente, mas diz no cardápio que a sopa era engrossada para facilitar o transporte pelos soldados durante a guerra. Quase um cuscuz! Aliás, lembra um belo cuscuz de milho com ovo mexido e cebola frita -uma das minhas especialidades nordestinas favoritas.

A sopa paraguaia é firme mas cremosa. Tem capinha gratinada de queijo e sabor de milho com cebola frita. A porção foi generosa (e acho que custou uns 12 ou 14 reais), vou até repetir a dose no café da manhã! E não sei se foi o prazer do sobá com gostinho de comida de casa ou as boas lembranças trazidas pela sopa paraguaia mas a dor de cabeça tomou doril. Eu, só sopa. Duas.

Veja o mapa do local

Fotos: Marcelo Katsuki

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h27

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Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

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