Marcelo Katsuki

Comes & Bebes

 

Viva 2009!

FELIZ ANO NOVO, AMIGOS!

 

Escrito por Marcelo Katsuki às 21h43

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Fui até Tamandaré

Foi um bate-e-volta. E aproveitei para conhecer a Praia dos Carneiros, que dizem ser a mais bonita do país. Será?

Isso é que é água de coco (con)gelada! Pra tomar de colher.

Pausa em Tamandaré para comer biscoito Maragogi (doce, o salgado não é tão bom) com Thiago e Vito.

Vista da praia dos Carneiros. Bonita mas o problema é o acesso. Com o Bora-Bora lotado (e de portões fechados) o jeito foi pagar 40 reais de consumação antecipada para poder entrar pelo bar vizinho. Meio antipático, enfim...

Caranguejada.

Lounge tropical: pra beber deitado na rede! Não quero outra vida, hehe!

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h47

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KFC regional

Saudade das 'chicken wings'? Hmmm, crispy, hã?

Se você gosta de frango frito (e crocante!) como eu, não pode perder essa dica. Mas tem que gostar de aventura, lógico. Mais uma da dupla Thiago e Vitor, que pelo visto quer me assustar mas não conhece o estômago do avestruz aqui. 

 

Fui conhecer o Bar da Azinha (sic), um 'buraquinho' lá em Boa Viagem (fica na rua Capitão Zuzinha, 270, tel. 0/xx/81/3343-4105). Seria um KFC sino-nordestino? Com bandejas de frango frito (na verdade, asas) desfilando pelo salão em porções generosas, baratas (R$ 8,50 e R$ 4,50 a meia) e muito crocantes. Uma porção serve até quatro pessoas!

 

O ambiente é meio sinistro por fora, mas passada a grade da entrada fica bem familiar. E o povo vai lá só para comer as asinhas fritas (daí o nome do bar 'da azinha' [sic]). A casa é de uma família chinesa, o que explica a decoração cheia de lanternas vermelhas e até um altar com um samurai no fundo do bar. Até minha chegada lá o povo jurava que era um bar de coreanos. Se bem que até eu já fui confundido com coreano, gente, na época em que descoloria o cabelo!

 

Fiquei fã do 'Azinha' e meu bolso também. A fritura é sequinha e o tempero suave mas saboroso. Acompanhado de uma cervejinha, não tem coisa melhor (e nem deu azia)! Tô adorando esse tour 'gastro-pop'! 'Popésimo', diga-se!

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h43

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Espetinho do Japa

Mal cheguei em Recife e o Thiago e o Vitor, que me esperavam no aeroporto, me levaram para comer espetinho na praia. Suspeito? Nem tanto. Eu tava com fooooome! E me animei diante das opções como a Cauda de lagosta (R$ 5), a Costela de bode (R$ 3,50) e o Pão de alho (R$ 1,50). Mas não é tempo de lagosta!!! Então fiquei com o Pernil de bode (R$ 3,50) com sua gordurinha queimada e deliciosa (será que tinha bacon no meio?) e o espeto de carne de sol recheada com queijo, super macia e saborosa, sal na medida.

 

O carrinho do Japa, na verdade sr. Heitor, fica na orla de Boa Viagem e é fácil de encontrar: além do guarda-sol amarelo, forma uma fila de pessoas sentadas na muretinha do calçadão que come os espetinhos tranquilamente. Tudo no maior conforto com direito à brisa, já que uma equipe de 10 pessoas cuida dos pedidos e leva até você. Se você não encontrar, liga: 0/xx/81/9928-0202. Eu adorei.

 

Seu Heitor e 'Heitozinho' devem ir para São Paulo em breve para conhecer o fenômeno das casas de espetinhos da cidade. Diante de um pedido de sugestão, falei para eles introduzirem opções vegetarianas como brócolis ou berinjela, que fazem o maior sucesso também entre as mulheres, que adoram uma dieta. Mas acho que eles não se empolgaram muito, o povo aqui gosta é de carne!

Escrito por Marcelo Katsuki às 22h24

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O caruru do Natal


Eu comemorei tanto o Natal antecipado que quando chegou o dia 24, vi que não tinha programado o meu próprio jantar! E olha que dei dicas para várias pessoas mas acabei me esquecendo justamente de mim! Como não estava lá muito afim de comer peru e sim caruru, liguei para a Rota do Acarajé e a simpática atendente falou que eu tinha 20 minutos para chegar lá pois estavam fechando!

Não deu (estava de plantão na redação) então restou passar no mercado do shopping e preparar em casa mesmo. O resultado foi esse acima: moqueca, caruru e farofinha de dendê. Baianíssimo o meu Natal (e no maior axé, para espantar qualquer energia ruim!). A foto não ficou lá muito boa, mas enquanto eu bebericava uma tacinha, fiquei na janela observando a tempestade que se aproximava e fiz algumas fotos que fizeram o maior sucesso aqui na redação (uma foi até parar na nossa homepage). É, nem no Natal a gente desliga o 'motorzinho'!

Cabruuummmm!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 21h54

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Menu de Natal

Três pratos que provei há duas semanas num evento de fim de ano e que deram o que falar (meu jantar de Natal não foi peru, mas caruru! Depois eu conto). Fui visitar a Viver Casa & Gourmet e aproveitei para conferir os pratos do chef André Luige, que venceu o concurso de jovens chefs do Talento ao Vivo GNT no evento da Prazeres. 

De entrada, o chef preparou uma salada bem brasileirinha, dá uma olhada nas cores. Vou confessar uma coisa: não gosto de comer flores, mas a Salada de flor de cambuquira com toque brasileiro estava uma delícia: catalonha, almeirão, flor de cambuquira, crocante de inhame e flocos de milho levemente picantes (que davam crocância e adocicado também) com molho de maracujá.

De principal, Picanha suína em crosta de parmesão e bacon com risoto de castanha ao aroma de framboesa. A carne, bem condimentada, não sobrepujou o sabor do risoto, que trazia ainda tenras lâminas de abobrinha. Esse foi o prato vencedor do concurso!

De sobremesa, Rabanada de vinho do Porto com sorvete de paçoca e caramelo de água de coco. Olha o que esses jovens inventam! Uma baiana presente não se conteve: "Nunca vi água de coco virar caramelo!" Adorei a combinação das tradicionais paçoquinha e a rabanada e como disse o André: "O caramelo é o 'tchau' do prato". Tchau com gosto de quero mais.

Fui pra bancada da cozinha e provei o caramelo puro. É denso, com uma liga incrível. E tem um toque salgadinho do coco. Mas haja paciência: leva horas para ficar pronto e não rende quase nada, pois é pura água de coco!

Na foto acima, o jovem chef André Luige

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h37

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Feliz Natal!

Sem árvore e nem Papai Noel, isso foi o máximo que consegui de espírito natalino lá em casa! O verde do sapo e o vermelho da última embalagem da Absolut!

O sapo é companheiro véio, lá do Aquário de... Nagoya? Ixi, não me recordo. Já da garrafa me lembro bem: comprei no aeroporto por 17 doletas na volta de Madri para presentear um amigo e acabei me afeiçoando ao mimo! Acabou ficando lá em casa, hahaha, coisa feia! Na verdade, a garrafa não vem vestida de Natal mas sim de Masquerade. O conceito "Every night is a Masquerade" traz uma 'roupinha' feita com lantejoulas que consegue brilhar mais que a anterior, Disco, grande sucesso da Absolut em vendas e lá em casa. Tin-tin!

P.S.: Deixa eu aproveitar e desejar um Feliz Natal para vocês e também para meus amigos, minha família, minha chefinha, meus companheiros de trabalho, todo mundo que certamente não recebeu cartão porque eu não mandei! Boas festas (diretamente aqui da redação).

Escrito por Marcelo Katsuki às 15h59

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Almoço de Natal no Ritz

Mantendo a tradição, o almoço antecipado de Natal foi hoje no Ritz da Franca (Al. Franca, 1.088 - Jardim Paulista - tel. 0/xx/11/3062-5830). E claro, na companhia das gastro-girls Cris Couto e Bia Marques. O tradicional peito de peru com chutney de cereja e farofa de castanhas portuguesas criado por Maria Helena Guimarães e Lygia Lopes continua delicioso (o preço é R$ 39,00). Pena que é só hoje...

P.S.: Deixei minha digital na mesa enquanto ia ao banheiro e agora me deparo com um verdadeiro ensaio feito pela Bia. Adivinhem o que é isso?


Escrito por Marcelo Katsuki às 14h46

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Entre umas e outras

Meu amigo Horst Kissmann, repórter de gastronomia das revistas Prazeres da Mesa e Natural da Terra, vai se lançar numa grande aventura. Ele vai passar 30 dias percorrendo de carro mais de 20 vinícolas do Brasil, Uruguai, Argentina e Chile. Uma super expedição para montar a sua primeira adega!

Claro que além da carga no porta-malas, o Horst vai voltar com uma bagagem especial: conhecimento. E como a aventura também tem espaço para a generosidade, cada garrafa que ele selecionar terá uma semelhante doada à Gastromotiva, aquele projeto que capacita jovens na área de gastronomia.

Clique aqui para conhecer o projeto! Uma ótima idéia e que você poderá aproveitar se um dia resolver partir para um aventura semelhante. Ou mesmo para montar a sua adega! Vamos cobrar dele depois as dicas!

Escrito por Marcelo Katsuki às 17h40

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Rolha Agepê

 

Coisa de fim de noite. Depois de algumas tacinhas de vinho, resolvemos fechar a noite com o "Amante" da Casa Valduga, um Malbec Rosé levinho, que impressiona pela cor, viva e exuberante. A gente gostou da garrafa também.

Mas o Marco Aurélio, ligadíssimo, não deixou a rolha preta passar em branco. Letras minúsculas traziam o verso abaixo, diversão geral na mesa, até que alguém me disse que se tratava de um trecho de um Salmo. Será?

"Me envolvo em seu corpo sedento de beijos e carícias enquanto na sua boca sem pressa revelo minha paixão"

Ai, esse Amante...

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h16

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Utensílios do chef

Essa é quentíssima: a revista Caras vai distribuir junto com seus exemplares um utensílio de cozinha. A cada semana, um novo instrumento: facas, frigideiras, descascadores, raladores, tudo o que a gente precisa para dar um show na cozinha. As estrelas da campanha são os chefs Emmanoel Bassoleil, Carla Pernambuco e Erick Jacquin, que falam, falam, mas não contam o 'segredinho do chef'. Acho que vou ter que acompanhar a vida das celebridades (o que não vai ser nenhum sacrifício) quando começar a promoção. Só para completar o kit-cozinha lá de casa!

P.S.: Acredita que eu tenho um faqueiro do Castelo completo? Só falta providenciar um banquete real para inaugurá-lo, hehe.

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h14

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Bolachas natalinas

Num surto de faxinamento recente, joguei fora a árvore, as guirlandas e todas as bolas, fitas, luzinhas e demais balangandãs que compunham meu arsenal de Natal. Resultado: sem nenhum adereço, pendurei uma estrela com uma fita acanhada na porta (comprada na Augusta depois de uns drinques no Ritz, jurando que era hype!) e mergulhei no maior clima anti-natalino dos últimos tempos. O enfeite, claro, ficou medonho.

Até que ganhei essas bolachinhas da foto do Chico Dias, trainee aqui da Folha. Fiquei impressionado com os detalhes, ainda mais depois que ele me disse que as bolachas eram feitas por sua avó! Ele presenteou todos do programa de treinamento e como estou aqui no meio da moçada fazendo um projeto especial, acabei levando o meu também! Agora a dúvida é: incremento a estrela da porta com as lindas bolachinhas ou turbino a minha dieta natalina? Enquanto não me decido, vou comendo algumas...

Ah, se você gostou, pode comprar algumas (eu recomendo!), o telefone da Regina (mãe do Chico) é 0/xx/11/4586-3993. Já se você estiver inspirado, clique aqui e vá para a cozinha com essa deliciosa receita de bolachinhas de canela da Helena Gasparetto!

P.S. Parece que o estoque da dona Regina já está no fim! Assim como o meu pote, que já está na metade, hehe.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h21

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Frutas nada frescas

Duas maneiras diferentes de comer frutas (e legumes) na sobremesa: desidratadas e com sorvete de lavanda, da Casón de los López de Toledo (Espanha) ou assadas no forno a lenha do Zucco, aqui de Sampa mesmo. Comi ontem, um delírio de gostoso!

Desidratadas (parece um pavão!)...

...ou assadas? Olha a caramelização da banana!

Escrito por Marcelo Katsuki às 19h40

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O pequeno prazer ao alcance de todos

Meu finde foi na 'casa do rio', regando plantas, caminhando descalço pela margem cheia de conchinhas e deitado na rede feito bicho-preguiça. Foi aniversário da minha mama e ela não poupou energia na cozinha. Fez assados, molhos, saladas -inclusive uma de berinjela na brasa com gengibre que adoro- macarrão japonês e até uma de suas especialidades: pastel de palmito. Surtei, acho que comi uns oito. Sempre deitado na rede, uma preguiiiiiça!

Mas acompanhei a comilança com o novo livro da Mari Hirata em punho: As minhas receitas japonesas. Ainda bem que estava bem servido, porque o livro traz receitas deliciosas com fotos belas e delicadas. E os textos da Mari dão a maior fome! E agora que conheci a Mari pessoalmente, quando leio, escuto ela falando no meu ouvido. Privilégio de gente fantasiosa, hehe!

O livro começa com uma apresentação linda da Nina Horta. Depois uma carta da Mari escrita em outubro. E logo vem a primeira receita, de sobá (o macarrão de trigo sarraceno). E depois, a segunda: pastel. Ainda bem que eu já tinha comido os meus! Tudo entremeado pelos artigos muito bem escritos e cheios de informação da Mari.

Li o livro todo de uma só vez. Só interrompia de vez em quando para abocanhar as comidinhas que não cessavam de sair da cozinha da mama. O livro tem ainda algumas receitas-base e um glossário. Foi um dos meus dias mais felizes desses últimos tempos. Obrigado Mari! E obrigado, mãe! Deitado na rede ainda pude assistir ao pôr-do-sol enquanto observava o subtítulo do livro: "o pequeno prazer ao alcance de todos". É isso aí.

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h57

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Saberes dos Sabores na TV

E o projeto Saberes dos Sabores, da Fundação Japão em São Paulo foi parar na TV! A estréia será nessa segunda-feira, 15 de dezembro, às 19h no canal 142 da Sky (JBNTV). O tema do primeiro programa é a Antropologia do Arroz (veja a programação completa abaixo). O projeto da FJSP é muito bacana, assisti a algumas palestras e até participei de uma mesa redonda sobre o futuro da gastronomia japonesa no Brasil com especialistas de peso como o Ilan Kow e a Chieko Aoki.

Cada programa tem meia hora de duração e conta com a participação de chefs e especialistas como o sushiman Jun Sakamoto e a ceramista Hideko Honma. E se você perder o programa, poderá assisitir às reprises nos seguintes dias: quarta (9h30), sexta (19h), sábado (9h30) e domingo (19h), sempre no canal 142 da Sky.

Pela programação já vi que vai ser imperdível para quem gosta da gastronomia japonesa. Dá uma olhada:

Calendário
Dia 15/12 – Antropologia do Arroz
Dia 22/12 – Dashi: O Caldo Fundamental
Dia 29/12 – Massas Milenares
Dia 05/01 – Moti: O Bolinho dos Deuses
Dia 12/01 – Arroz e Saúde
Dia 19/01 – O Arroz Sublime do Sushi
Dia 02/03 – Os Drinks Japoneses: Sake, o divino extrato do arroz
Dia 09/03 – Soja: o poderoso grão
Dia 16/03 – Os Condimentos Tradicionais 
Dia 23/03 – Começando o Dia com Gosto de Japão
Dia 30/03 – Wagashi: o Doce Japonês

Mais informações nos sites da Fundação Japão e da JBNTV.

Já tô sonhando com o programa sobre Wagashi, o doce japonês que é arte pura!

Escrito por Marcelo Katsuki às 16h56

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Gosto da Amazônia

Hoje eu tomei café com sal. Culpa da pressa, fico meio estabanado! Como tinha acabado de tomar sorvete de cupuaçu (maravilhoso!) achei que era uma reação da língua ao doce. A cozinheira viu e morreu de rir, claro. Acho que dei um grito, sei lá.

Peguei um táxi e corri pro restaurante Amazônia (R. Rui Barbosa, 206 - Bela Vista - Tel. 0/xx/11/3142-9264) para provar os pratos da rica cozinha paraense. Tudo porque queria indicar para uma lista, mas queria antes me certificar se era bom mesmo. Sou meio CDF (ainda se usa essa expressão?), para a pauta de hambúrgueres da Playboy desse mês passei mais de uma semana comendo o sanduba nos jantares. Claro que engordei.

 

Enquanto aguardava a chegada de dois amigos (e como não podia demorar) pedi os pratos que achei representativos e uma porção de bolinhos de Pirarucu (12 unidades por R$ 15) e um suco de Taperebá (R$ 3,50). Mas eles chegaram antes que eu pudesse devorar sozinho toda a porção dos crocantes, sequinhos e cremosos bolinhos com pimenta de cheiro, que lembravam um bolinho de bacalhau delicado. Bom começo!

 

Logo chegou o Peixe ao tucupi (R$ 45 / R$ 30 meia porção) acompanhado de arroz e farinha d'água. Era feito com filhote, um dos meus peixes favoritos e o sabor do tucupi autêntico! No molho, ovos cozidos e batatinhas davam um toque caseiro delicioso.

 

Na seqüência, Arroz de frutos do mar ao tucupi e jambú (R$ 37). Ou como disse a cozinheira, uma paella paraense! Camarões frescos, secos, lulas, mexilhões e jambú, quase elétrico! Pega na língua mas não adormece, é bem sutil mas podia ter um pouquinho menos de sal. Enfim, nada que comprometesse todo o sabor do prato.

Daí chegou o Vatapá do Pará (R$ 29) e apesar de já quase satisfeito, comi de raspar a cumbuquinha. Não leva dendê e é engrossado com pão o que o deixa bem diferente do encorpado vatapá baiano (que adoro, por favor). Mas esse vatapá é tão delicado que comi saboreando cada garfada lentamente. Foi meu prato favorito, junto com os bolinhos.

Para encerrar o almoço, sorvetes 'importados' do Pará: tapioca, bacuri e o delicioso cupuaçu. Provei com aquele medo da alergia mas não me deu nada. Só prazer, não fosse o café salgado da seqüência, hehe.

 

O restaurante é do Paulo Leite, que já foi proprietário do Tucupi e depois do Carimbó, ali pertinho do Tordesilhas. No salão simples, mas de bom gosto, um bufê diário (R$ 28 o quilo) com outros pratos que adoro: frango frito, creme de milho, bife à milanesa, um peixe com alcaparras e uma massa. Mas bom mesmo deve ser o almoço nos finais de semana e feriados com as 'seis maravilhas da culinária paraense': pato no tucupi, maniçoba, peixada, caranguejada, vatapá e caruru. Tudo à vontade por R$ 42,00. Claro que no primeiro final de semana de folga vou correr pro Amazônia. E claro que ele foi pra minha lista!

P.S.: Doralice, esse post é para você! Bjs!

Escrito por Marcelo Katsuki às 22h18

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Feijoada do bem

Iniciativa bacana: o Mercure Grand Hotel São Paulo vai promover uma feijoada beneficente em prol das vítimas de Santa Catarina nesse sábado, dia 13 de dezembro. O almoço custa R$ 50 e inclui bufês de salada, feijoada e sobremesa além de bebidas (água, refrigerante, chope e caipirinhas). Toda a renda será doada para ajudar as famílias vítimas das enchentes.

Feijoada SOS Santa Catarina
Onde: Mercure Grand Hotel São Paulo Ibirapuera
Rua Joinville, 515
Compra antecipada de convite:
Gisele Ruiz –5088-4106 - Mercure Grand Hotel São Paulo Ibirapuera
Vivian Debei – 3787-3441 - Novotel Morumbi
Tiago Varalli – 2802-7035 - Novotel Jaraguá
Siomara Benedette – 2224-4011 - Novotel Center Norte

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h29

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Vinhos e zodíaco

Desde a visita à bodega Dionisos, tenho pensado na relação da astrologia, ops, as-tro-no-mi-a com os vinhos. Mas por pura diversão, claro. Acabei achando uma matéria no site Bolsa de Mulher sobre um astrólogo, Shelley von Strunckel, de Londres, que realizava 'degustações astrológicas'. Olha o meu signo, adora um baratíssimo Liebfraumilch! Kkkkk, socorro! Divirtam-se!

Áries (20/03 a 20/04):
é chegado aos sabores pungentes, picantes e, assim, um Gewurztraminer da Alsácia seria a escolha ideal.

Touro (21/04 a 20/05):
gosta de sabores doces. Logo um Sauternes, um Tokay ou um alemão Trockenbeerenauslese.

Gêmeos (21/05 a 20/06):
fica com os vinhos mais vivos, ácidos e gelados. Para ele, um Sauvignon Blanc da Nova Zelândia.

Câncer (21/06 a 21/07):
prefere vinhos mais suaves, até aguados, diluídos, como o baratíssimo Liebfraumilch.

Leão (22/07 a 22/08):
adora sabores muito ricos, apetitosos, como os de um Madeira Sercial.

Virgem (23/08 a 22/09):
insiste em paladares e aromas simples e descomplicados, como os de um Chablis, sem carvalho.

Libra (23/09 a 22/10):
gosta dos sabores clássicos, sutis, equilibrados, como os de um Bordeaux de primeira linha.

Escorpião (23/10 a 21/11):
é ligado a gostos intensos e extremos, como os de um Nero D’Avola siciliano ou um Muscat late harvest australiano.

Sagitário (22/11 a 21/12):
gosta de sabores bem fragrantes e picantes. Para ele, portanto, um blend de Cabernet e Shiraz, típico dos vinhos australianos.

Capricórnio (22/12 a 21/01):
busca por sabores amargos, azedos mesmo, e por isso não se importaria com um vinho atacado pela “doença da rolha” ou até já avinagrado – rejeitado em qualquer restaurante.

Aquário (21/01 a 18/02):
opta por sabores adstringentes e um tanto salgados. Ficaria num Jerez (sherry) com toques salobres, picantes, travosos, como os de um Manzanilla.

Peixes (19/02 a 19/03):
“gosta de álcool em geral”, afirma o astrólogo. Bebe de tudo, destilados e fermentados, sem preferências. E bebe bem: uma dose só não chega.

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h14

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Pago del Vicario

Em nossa passagem por Ciudad Real, na Espanha, fomos conhecer a Pago del Vicario, uma vinícola que nasceu em 2000 pelas mãos dos irmãos Antonio e Ignacio Barco. Trata-se de um complexo que conta com um hotel e um bonito restaurante, situado dentro da própria bodega e com vista para as barricas e o vinhedo.

Dueña Carla filmando tudo! Ao fundo, a entrada do restaurante, em forma de 'luneta'.

Degustamos cinco exemplares produzidos na vinícola. A principal uva é a Tempranillo, mas não é única. Há também  Garnacha, Merlot, Syrat, Cabernet Sauvignon além das Verdejo, Sauvignon Blanc e Chardonnnay. Aliás, dentre os brancos, o que mais me surpreendeu foi um "blanc de noir": Pago del Vicario Blanco de Tempranillo 2007. De cor amarelo palha, era puro aroma de frutas brancas onde a pêra se destacava com doçura, frescor e acidez. E um agradável retrogosto floral, única.

Outros vinhos degustados:
- Pago del Vicario Monagós 2005 (Syrah e Garnacha Tinta)
Bastante mineral e com frutas vermelhas e especiarias. Na boca, potente mas equilibrado, com taninos macios. Indicado para comidas condimentadas.
- Pago del Vicario 50-50 2005 (Tempranillo e Cabernet Sauvignon)
Terroso, floral e com notas balsâmicas. Tinha frutas vermelhas maduras e era bem encorpado.
- Pago del Vicario Agios 2005 (Tempranillo e Garnacha Tina)
No nariz tinha frutas vermelhas e toffee. Na boca, revelava frutas compotadas com taninos marcantes e leve mineralidade.
- Pago del Vicario Merlot Dulce 2004 (Merlot)
De cor intensa, quase um chocolate, tinha notas de tâmaras, tabaco e figo. Na boca, começa doce e termina seco, surpreedente. Indicado para harmonização com queijo azul, chocolate amargo e comida picante. Um vinho muito peculiar.

Interior do belo restaurante que fica na parte superior da bodega, sobre as barricas.

A entrada, um cremoso arroz de caça caiu super bem com o rosé produzido na Pago.

Salmão com creme cítrico e ervas crocantes.

Filé com batata e aspargos ao molho de cogumelos.

Rabanada (uma constante nas sobremesas espanholas) com sorvete.

Mais detalhes do interior do restaurante, que tinha comida tão boa quanto os vinhos.

O diretor da bodega, José Maria de Castañeda, nosso anfitrião.

Missão cumprida e nosso 'busão' partindo para a visita à fábrica de queijos.

Escrito por Marcelo Katsuki às 22h51

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Quiabos para quem gosta

Lembra a receita do "quiabo na wok" do livro 100 experiências gastronômicas para se ter antes de morrer do crítico australiano Stephen Downes? Pois é, eu fiz e achei bem saborosa. Claro que tem que gostar de quiabo, não é 'milagrosa' como a receita da Roberta Sudbrack, que faz qualquer um amar a iguaria.

Como eu fiz?
- Lavei e tirei as pontas dos quiabos.
- Branqueei (cozinhar em água fervente) por 3 minutos, apenas para amaciar e deixar tenro.
- Esquentei bem a wok e coloquei um pouco de óleo de amendoim.
- Imediatamente joguei alho, gengibre, talo de capim limão (tudo cortado em tirihas) e pimenta seca (o ideal é pimenta fresca) e os quiabos.
- Temperei com shoyu e saquê (a gosto). Finalizeri com folhas de coentro 'rasgadas' sobre o prato.
- Em menos de 2 minutos já estava pronto. E aquele fumacê na cozinha!

Comi com arroz branco e frango teriyaki, o que achei uma combinação meio 'over', já que o frango leva quase os mesmos temperos. Talvez uma harmonização por 'semelhança', hehe. Foi ótimo.

Escrito por Marcelo Katsuki às 21h52

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O dendê e o Forte

Na semana passada aconteceu a terceira edição do Tempero no Forte, evento da minha querida amiga chef Tereza Paim do restaurante Terreiro Bahia. O tema desse ano foi "O dendê e o Forte" e deixou a vila ainda mais movimentada com a presença de aproximadamente 20 chefs de todo o Brasil.

Sem falar da participação especial do chef Vitor Sobral, do Terreiro do Paço, Portugal, responsável pelo Festim que animou o evento. Perdi, né, estava na Espanha. Mas meu fiel escudeiro, Alex, foi lá e me contou tudo. Abaixo, alguns clicks que ele fez.

Dejanira e Tereza Paim na abertura do festival.

Chuva de dendê, o tema desse ano.

Almoço dos chefs: Tereza, Eugena, Paquito e Bella Masano.

Paquito e o risoto de lambreta e camarão. Hmmm...

Heiko com Tereza e...

... com César Santos. Só animação!

O restaurante Terreiro Bahia, palco do Festim do Vitor Sobral.

O polvo confitado com quiabo e sagu de limão do chef português.

O pudim de Abade de Priscos com sopa de tomate e maracujá.

O chef Vitor Sobral preparando as sobremesas

A animada Tereza Paim, pronta para o próximo festival. Até lá!

 

Escrito por Marcelo Katsuki às 22h17

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Samba, pizza e solidariedade

Conheci um projeto social super bacana da Paróquia São Domingos das Perdizes chamado Gastronomia Solidária, destinado aos moradores de rua e que conta com o apoio de profissionais da área de gastronomia (incluindo aí a revista Prazeres da Mesa, através da qual tomei conhecimento do projeto). Além de aprender o ofício da cozinha, os moradores de rua têm acompanhamento de uma psicóloga e são reintegrados ao mercado de trabalho. E o melhor: resgatam sua auto-estima e cidadania. Super digno.

Em 2009 a meta do projeto é a criação do Espaço Interativo do Cidadão Já, onde serão desenvolvidas várias oficinas de trabalho. Mas para isso, a Paróquia São Domingos das Perdizes com o apoio da Escola de Samba Unidos do Peruche e da PUC/SP (por meio das Atléticas e Baterias: de Comunicação, Direito, FEA e Relações Internacionais e do PAC/VRACOM) irão realizar atividades e eventos para viabilizar o projeto.

O primeiro acontece na noite dessa sexta-feira, dia 5, lá na Quadra da Unidos da Peruche. O custo é de R$ 12 com direito a três pedaços de pizza e muita diversão! Se você gosta de samba, de pizza e de solidariedade, apareça!

Bota Fora Solidário - PUC/SP
Bateria Rolo Compressor e Ala de Compositores da Unidos do Peruche

Data: 05 de Dezembro
Local: Quadra da Unidos do Peruche
Av. Ordem e Progresso, 1061, próximo à Ponte do Limão - tel. 3951-4099 e 3862-8228
Horário: 21h às 04h
Valor: R$ 12 com direito a 3 pedaços de pizza.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h27

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Como se produz um extravirgem


Fomos visitar a fábrica de azeites Malagón, que existe há 30 anos em Ciudad Real com uma produção anual de 10 mil garrafas. Os azeites produzidos têm a denominação de origem D. O. Montes de Toledo.


A Malagón foi a primeira a produzir azeites aromatizados na Espanha e utiliza sua linha Alacena como base. A grande variação de temperaturas com invernos rigorosos e verões quentes é responsável pela qualidade da oliva cultivada, a "Cornicabra". Rica em anti-oxidantes, permite maior durabilidade mantendo-se inalterada até dois ou mesmo três anos após sua extração, desde que protegida da luz. O azeite, ao contrário do vinho, quanto mais novo, melhor. A cor do azeite também não quer dizer nada, apenas se foi filtrado ou não. Os transparentes são mais indicados para cozinhar, enquanto os sem filtragem são indicados para uso em saladas.


Sua colheita é feita de forma automática e manual. A Cornicabra produz um azeite muito potente e com grande amargor. Para preservar suas características, a produção deve ser feita imediatamente após a colheita.


O gosto da oliva in natura não tem nada a ver com o azeite, embora o azeite seja apenas o suco da fruta extraído a frio mesmo, apenas separado da massa e caroço e da água. Mas a fruta amarga na boca e 'amarra' como um caqui verde! Fiquei com a boca murcha feito uma ameixa seca por algumas horas! (Quem mandou ser curioso!)


A Cornicabra é colhida manualmente e também com máquinas que abraçam as oliveiras e vibram até caírem os frutos. Uma tremedeira só. Daí são levadas para a fábrica sendo transportadas por esteiras. São limpas, lavadas, moídas e batidas. Depois é feita a extração do suco com a ajuda de um equipamento que centrifuga, separando a massa e o caroço, que são reaproveitados em outras fábricas para a produção de azeites extraídos com elementos químicos, gerando produtos de segunda linha. A decantação é a fase final para obtenção do azeite, antes do engarrafamento.



Degustamos três variedades, começando pela Cornicabra. É um azeite vivo, frutado, que lembra maçã verde e amêndoas. Tem um picante que pega no final da garganta que é uma beleza. Depois veio a Arbequina, que além das amêndoas, tinha um marcante aroma de ervas frescas. E por último a variedade Picual, com aroma de folhas de figueira e tomates! Achei que fosse uma sugestão do azeite numa salada Caprese, mas não: o aroma do tomate existe mesmo.


Os azeites aromatizados fizeram o maior sucesso entre os degustadores. Raica adorou o de alho, já eu fiquei imaginando pincelar o azeite de alecrim e o de tomilho sobre uma bela carne na brasa! Além da produção de azeites, a Malagón engarrafa acetos e eu fiquei impressionado com o aroma do vinagre com açafrão. Puro perfume espanhol.


Escrito por Marcelo Katsuki às 10h48

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100 experiências gastronômicas

Quando comecei a ler 100 experiências gastronômicas para se ter antes de morrer (Editora Prumo - ISBN: 9788561618520 - 216 págs - R$28,90) do crítico australiano Stephen Downes achei um pouco metidinho pro meu bolso furado. Comer purê de batatas no Joel Robuchon, pombos no Pettavel ou tomar o café-da-manhã no hotel Saigon Morin pode ser incrível mas não é para qualquer um. Pelo menos já comi no Museo del Jamón (dica 30), mas isso há uns 20 anos e numa viagem de mochileiro quando essa era a opção mais econômica! Hoje nem é mais tão barato.

Mas a partir da dica 39 as coisas mudam. E o autor passa a ensinar receitas de forma prática e com dicas interessantes. São várias receitas de pratos clássicos e outros bem originais. Adorei a receita de quiabo na panela wok (vou experimentar daí posto aqui depois). Mas há desde coisas simples como um vinagrete 'de verdade' e batatas fritas perfeitas até uma vitela assada sobre legumes aromáticos e coq au vin, tudo com um toque pessoal.

Acabei me empogando com a leitura e entrei pela madrugada com o livro em punho. E quase aliviado por poder ter mais algumas experiências gastronômicas imperdíveis antes de morrer, hehe.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h06

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Sommeliers asiáticos



Oi gente, tô de volta. Até o final da semana espero publicar tudo o que vi nos últimos dias, e que não consegui postar por falta de tempo, foi uma correria! Agora tô indo pro jornal, pendências mil!

Essa matéria acima é da Vino + Gastronomia. Tentei comprar o exemplar mas só consegui a edição mais nova. Reuniram 10 sommeliers asiáticos em Madrid e eles revelaram suas preferências. A conclusão final foi a de que o vinho espanhol tem uma ótima relação custo x benefício. Até lá eles adoram essa expressão, hehe. Achei curioso porque nunca tinha visto um sommelier oriental, só de saquês. Mais tarde eu volto.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h32

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Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

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