Marcelo Katsuki

Comes & Bebes

 

Tempero gourmet

Recebi uma latinha com um mix de especiarias da NoMU que achei genial. É da linha Rubs e vem com uma mistura de páprica, pimenta caiena, orégano, e outros temperos da cozinha cajun. Já abri e logo pensei em fazer uma bela marinada para uma carne. Há outras versões com aromas mexicanos, indianos e até marroquinos. Os produtos dessa marca sul-africana estão sendo trazidos ao Brasil pela Latinex.

Mas o que me deixou empolgado mesmo foi a linha Vanilla, em extrato ou pasta, elaborada com a baunilha Bourbon de Madagascar. Se você não conhece, não pode perder. É a melhor baunilha que já provei! E onde encontrar? Nos empórios bacanas da cidade! Vou correndo procurar a minha!

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h58

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Glamour zero

Meus cabelos estão caindo. O que me preocupa é o fato de que não tem nenhum careca na família! Seria estresse?

Tempos atrás conversando com minha amiga Babalu, ficamos rindo quando contei que recebia e-mails de leitores que 'queriam ter uma vida como a minha' e coisas do gênero. Mal sabem da dura realidade! Minha rotina é uma correria diária e que além de tudo exige constante criatividade. Jantares, eventos e comidinhas, só quando não acontece uma tragédia, o que você acaba descobrindo ser uma constante quando trabalha em um jornal.

E se trocar de roupa dentro do carro para não chegar aos eventos com a roupa surrada na redação já era rotina (e que muitas vezes termina com um mal jeito nas costas), agora ainda como quentinhas preparadas no restô a caminho do jornal, ó falta de 'gramur', diria meu amigo MAC!

Outro dia uma leitora empolgada com as fotos do blog me escreveu: "queria comer tudo o que você come". Naquele momento eu matava um sanduba de mortadela da tiazinha do café e contei a ela sobre o 'meu almoço'. "Credo", foi a sua resposta. Ela nunca mais me escreveu...

Enfim, muito trabalho, pouco descanso mas muitas compensações também. Ontem conheci alguns leitores do blog e foi super divertido. Eles nem acreditaram quando disse que ainda ia para casa trabalhar (olha eu aqui postando). Fora algumas toalhas que botei na máquina de lavar para adiantar o serviço!

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h35

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Festa na cozinha

[Servido?]

E o nosso centrinho de gastronomia foi inaugurado com um festão! Obrigado a todos os que participaram e a todos que enviaram mensagens desejando sucesso aqui no blog! 

 

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h28

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Enoteca Saint Vin Saint

Na semana passada fui convidado para conhecer um lugar que me deixou encantado, a Enoteca Saint Vin Saint (R. Prof. Atílio Innocenti, 811 - Vila Nova Conceição - Tel.: 0/xx/11/3846-0384). Logo na entrada já fiquei impressionado com a vegetação que avança pelo alto pé-direito acompanhando as prateleiras de vinhos.

A decoração é caprichada: móveis antigos, sofás, cadeiras estofadas que combinam com os quadros que cobrem as paredes, os livros, a luz intimista, perfeita para um encontro a dois ou um jantar tranquilo com os amigos.

 

[Assortimento de 3 variedades de queijos com geléia de damasco -R$ 45]

A cozinha localizada ao fundo é comandada por Danilo Rolim, que apesar das feições orientais, tem ascendência espanhola e manda bem nos pratos mediterrâneos.

[O salmão com risoto de limão siciliano do novo cardápio - R$ 38]


Sobre a cozinha, um pequeno palco abriga os músicos que tocam um jazz suave, companhia perfeita para apreciar os vinhos da casa, que podem ser comprados e degustados lá mesmo pelo preço marcado na prateleira. Há sugestões em taças a partir de R$ 15. O serviço da casa é atencioso e muito cordial.

 

Torta de Laranja Alentejana - R$ 6.


A Enoteca da chef e sommelière Lis Cereja promove ainda cursos, jantares harmonizados, degustações comentadas e eventos. E abre também para almoço de segunda a sexta. Mas o clima à noite é tão especial que não vejo a hora de voltar lá. E se possível, bem acompanhado, hehe. Eu recomendo!

 

Escrito por Marcelo Katsuki às 08h49

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Ano Novo chinês

 

É nesse finde, lá na Liba, pessoal!  As comemorações do Ano Novo chinês acontecem no bairro da Liberdade e incluem atrações típicas da cultura chinesa como danças folclóricas, shows pirotécnicos e musicais e comidas típicas. A festança começa no sábado às 11h30 e acaba no domingo, às 18h30 com uma apresentação da Soyos Woman Care de Cotia. A entrada é gratuita. Veja a programação completa aqui.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h56

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Vizinha nova

A novidade cyber da semana fica por conta da estreia do blog da chef Carla Pernambuco no UOL Estilo. Chef multimídia, né? A Carla escreve livros, tem programa de rádio, cria receitas inspiradas, trabalha como curadora na Anhembi, vende utensílios em revista, organiza eventos no seu Studio, passa o finde na Ilha de Caras e ainda deixa o Dudu Bertholini montá-la em performance na SPFW enquanto ensina a preparar gaspacho. 'Fenomenalll', eu diria! Na segunda te faço um welcome drink, colega! Confira aqui!


[Babaluuuuuuu!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 17h54

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Cosmopolitan japa

Tem novos drinques à base de shochu no Sakebar do Nakasa Sushi (R. da Consolação, 3.147 - Tel: 0/xx/11/3064-0970). O Shochu Fizz, feito com suco de limão doce e shochu e o Peti, com licor de morango, shochu, monin de tangerina e suco de limão. Nesses dias quentes, nada como ficar lá na entrada da casa tomando um 'refresco', hehe. Meu amigo DFJ, que entende de drinques como ninguém, elegeu o Umê Cosmopolitan da casa como seu favorito. Vai que é tua, Ju!!!

Umê Cosmopolitan

- 60 ml de Shochu de umê
- 30 ml de vodca Absolut
- 10 ml de Cointreau
- gotas de limão

Misture os ingredientes em uma coqueteleira com bastante gelo e sirva em taças de Martini.

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h16

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Enlouqueci fazendo um blog

De tanto ler, cozinhar, comer e beber, acabei escrevendo esse blog. O primeiro efeito veio na balança. Comer muito no jantar deixou as calças pequenas para o corpinho roliço. O segundo foi na mudança de hábito: os lugares favoritos na companhia dos amigos foram substituídos por aventuras em novos ambientes, nem sempre tão inspiradores. Poucos resistiriam.

Assim surgiram as madrugadas insones tratando fotos e elaborando textos recheados de licenças poéticas (ou seriam etílicas?) revisados pela manhã em busca dos erros, muitos. O excesso de informação acumulada fez nascer um site, o Sitegourmet, onde as novidades da cena gastrô poderiam ser compartilhadas. Já o excesso de comida forte fez surgir a gota, dando início ao calvário de Zé Gotinha, o manquitola da redação.

[Antes e depois]

Mas em meio a centenas de posts, jantares com leitores, degustações, palestras e viagens acabou surgindo mais uma idéia: uma casa para abrigar e disseminar toda essa informação. Claro que o percurso até chegar lá tem sido penoso. Os clássicos problemas com obra, empreiteiro, orçamentos estourados e estresse com prazos não cumpridos e serviços ruins quase levaram a um piripaque. Mas a perseverança é forte.

Assim está nascendo o NaCozinha, proposta despretensiosa de reunir num só espaço o QG do blog, a redação do Sitegourmet, um espaço para pequenos eventos e cursos além da cozinha, que se transformaria no grande xodó disso tudo: o nosso gastro-pub.

Sob o comando dos chefs Carlos Ribeiro e André Giovanni (foto acima), a cozinha começou a tomar forma e o pequeno espaço começou a ficar realmente pequeno para tantas criações. Alguns jantares-teste já foram feitos. Problemas, vários. O exaustor não funciona direito? A iluminação está desregulada? O conforto térmico está um desconforto? Tudo bem, a gente tá correndo atrás. Nada desanima.

Ontem à noite, sentado no banquinho da calçada, fiquei observando a movimentação intensa na pequena cozinha e pelo salão e pensei que aquilo tudo podia ser mesmo um grande devaneio. Na contramão da crise, está nascendo o NaCozinha, nosso centrinho de gastronomia. Talvez minha mãe tivesse mesmo razão: enlouqueci.

 

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h28

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Boa Mesa

Boa Mesa é o nome do caderno de gastronomia do Jornal do Commercio editado pelo meu amigo, o jornalista Bruno Albertim, lá de Recife. É um encarte dedicado à gastronomia do Nordeste e tem feito bonito, com matérias que trazem tendências mas também contam um pouco das tradições locais.

Mas o Bruno me contou que está com um projeto novo que achei bem interessante. Depois de lançar o  "Recife - guia prático, histórico e sentimental da cozinha da tradição" no ano passado, a empreitada agora será maior: "PE - Denominação de Origem", irá mapear o terroir do Estado, com todos os sabores tradicionais pernambucanos. Legal, né?

Em tempo: o Bruno me contou também que não edita mais a revista Engenho de Gastronomia - que passa a ser produzida por uma assessoria de comunicação de Recife. Boa sorte, pessoal!

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h50

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Adeus à cuscuzeira

Eu já contei aqui que sou louco por cuscuz nordestino? Também gosto do paulista, mas foi o nordestino o responsável por boa parte dos quilos extras que desfilo involuntariamente pela redação.

A novidade (pelo menos para mim) na última viagem à Paraíba foi o floco de cuscuz para micro-ondas. Muita 'mudernidade' para alguém que gosta do cuscuz soltinho, refogado com ovo e cebola na manteiga como eu (agora me pergunto se o que engorda é o cuscuz ou seus acompanhamentos, hehe).

Achei super fácil de fazer: 1 xícara e meia de flocos de milho, 1 xícara de água e 1 colher de café de sal. 10 minutos descansando e 3 minutos no micro-ondas na potência máxima.  E pronto, funciona mesmo! Esse da foto eu fiz no ramequim, olha que maneira simpática para servir como acompanhamento! Tô besta...

Escrito por Marcelo Katsuki às 17h22

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Alta gastronomia na zona leste

[O generoso e delicioso Carré de cordeiro com roesti de batata]

Na noite de quarta-feria me peguei no meio da chuva rumo à zona leste em plena Radial e pensei: "Por que não estou no sofá de casa vendo TV?" Talvez porque eu seja mais curioso do que noveleiro, hehe. Gastro curious? Ainda bem que a maioria das pessoas já estava em casa na companhia da Flora, então o trânsito fluiu rápido. Eu havia sido convidado para um jantar de apresentação de uma nova casa e a sede por novidades falou mais alto.

Meu destino era o Restaurante Raro, e posso dizer que o nome já diz tudo. Um espaço enorme ornamentado com peças balinesas que compõem um ambiente elaborado mas descontraído e com uma respeitável cozinha.

 

A entrada já impressiona com a escadaria que leva ao mezanino, usado mais para eventos, e o pé-direito muito alto dá uma agradável sensação de amplitude, com grandes aberturas nas laterais e janelões que propiciam uma boa ventilação natural.

A inspiração de Bali vem de um dos sócios, Juca, apaixonado por surf. Para reproduzir a atmosfera da ilha foram empregadas 88 toneladas de pedras além de outras 32 de madeiras e várias esculturas distribuídas pelo salão.

 

Para os que preferem apenas beliscar no bar, há um balcão de petiscos com ótimas opções de queijos, presunto cru, alcachofra, legumes grelhados e marinados. Ideais para acompanhar o geladíssimo chope da casa.

 

Juca conta que importou taças da Turquia que possuem 24% de titânio em sua composição e que quando pré-resfriadas, mantém o chope quase congelado até o último gole. Eu provei e mesmo tomando bem devagar, a bebida ficou quase congelada até o final!

 

A casa possui também uma adega com oferta de vinhos para todos os bolsos. E poucas mas boas opções de vinhos em meia garrafa, ideais para acompanhar os pratos do restaurante se você estiver sozinho.

O Couvert (R$ 10) traz pães feitos na casa, bruschetas de tomate, tapenade, sardela, azeite de ervas e a foccacia do dia, no meu caso uma de abobrinha com queijo, leve e deliciosa, comi tudo!

 

Minha entrada foi a Polenta Bergamasca com ragu de linguiça, azeite e manjericão (R$ 21,50) um dos meus pratos favoritos. Cremosa e perfeita para o duelo de aromas do defumado do molho de linguica e do manjericão com o azeite. A porção é generosa mas acabei raspando o prato. É o tipo de comida que faz a gente 'ter de voltar' ao lugar.

 

Provei ainda o Nhoque de batata ao molho de tomate, cubos de filé e cogumelos frescos (R$ 32,90) e fiquei impressionado com duas coisas: a textura elástica da massa (quase um aligot) e o sabor intenso do molho de tomate, que viria a descobrir mais tarde, ser 'quase' uma exclusividade da casa. Quase, porque o tal fornecedor atende pouquíssimos clientes, dentre eles o Due Cuochi. Tá explicado!

Meu principal foi o Carré de cordeiro com roesti de batata, azeite e alho frito (R$ 56,50) que abre esse post, suculento e no ponto perfeito, acompanhado pelas lâminas de batatas gratinadas e entremeadas com creme. As porções da casa são bem generosas, mas o chef Ronaldo Alves (ex-Paris 6 e Due Couchi Cucina) contou que teve que redimensioná-las mesmo, pois a clientela do bairro gosta de porções maiores.

 

De sobremesa, Figo brulée com creme inglês  (R$ 14,20), difícil de resistir!  Figos frescos, recheados de creme com capinha de açúcar queimado sobre o reconfortante creme inglês, onde ainda é depositado a polpa do figo fresco. Dá pra resistir?

Além de todos esses atrativos, amplo espaço e gastronomia afinada, o Raro possui ainda uma sala para crianças com brinquedos, escorregador e monitores, além de máquinas de fliperama para os jovens. Um amplo estacionamento no subsolo e toda a simpatia do maître Carlinhos.

Eu ia começar o post falando que o pessoal da zona leste não precisa mais enfrentar a Radial em busca de alta gastronomia nos restaurantes da zona sul. Mas resolvi terminar dizendo que agora a zona sul tem um bom motivo para conhecer o Raro, point da alta (e farta) gastronomia na zona leste.

[O maître Carlinhos e o chef Ronaldo Alves]

Restaurante Raro
Rua Eleonora Cintra, 310, tel. 0/xx/11/2893-7121
Jardim Anália Franco
Site: www.rarorestaurante.com.br
(Basta seguir pela Radial até o metrô Carrão, entrar na Apucarana e ir até o final e virar à esquerda)

Horário de funcionamento: de terça a sexta-feira, das 18 horas até o último cliente
Sábado e domingo, das 12 às 17 horas e das 19 às 2 horas.
Estacionamento no local: de R$ 10 a R$ 12.

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h40

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Xaropada

Como comentei no post anterior, encontrei uns xaropes bem bacanas na rua Paula Souza chamados Kaly e produzidos pela Stock do Brasil. Os sabores vão de frutas a amêndoas e são ótimos para coquetéis e para preparar a soda italiana. Mas o que eu gostei mesmo foi do preço: R$ 24, metade do custo do Monin, que varia de R$ 41 a R$ 47 lá mesmo.

Ah, o lugar, né? Foi na Central do Sabor, que fica no número 190 da Paula Souza (tel.: 0/xx/11/3229-7800). Parece que só tem lá, por enquanto. E agora descobri também a proporção ideal para fazer soda italiana em casa: 30 ml do xarope, 150 ml de água com gás e muito gelo! Com esse calor que tem feito, não tem coisa melhor para se refrescar!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h26

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De volta aos drinques

Afinal o papo aqui é comes e bebes, certo? Pois o Sagatiba Bikini Martini, drinque criado por Jamie Terrel, embaixador da marca nos EUA, foi eleito o melhor drinque da edição 2008 da Orlando Martini Fest, que elege os melhores Martinis. Ueba! É o poder da cachaça brasileira! Caipirinha está mais na moda lá fora do que aqui, onde a caipirosca e a caipisakê dividem a cena. Vamos à receita:

Sagatiba Bikini Martini

- 37,5 ml de Sagatiba Pura
- 12,5 ml de licor de limão (Limoncello)
- Suco de meio limão
- ½ maracujá
- 5 ml de xarope de açúcar

Coloque todos os ingredientes numa coqueteleira cheia de cubos de gelo. Agite vigorosamente e coe antes de passar para a taça de Martini, previamente gelada. Decore com uma rodela de maracujá sobre o drink.

E por falar em xarope, ontem fui dar um rolê na rua Paula Souza e encontrei uns xaropes ótimos (e baratos). Comento na sequência.

Escrito por Marcelo Katsuki às 02h09

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Dalva e Dito

O movimentado salão principal


Santo forte! A festa de inauguração do Dalva e Dito, novo restaurante do Alex Atala com o chef Alain Poletto foi o maior arrasa-quarteirão na chuvosa noite de ontem. Nem São Pedro impediu que centenas de convidados comparecessem ao coquetel de inauguração, onde se pode provar quitutes brasileiros preparados com esmero e apuradas técnicas como o cozimento com baixa temperatura.

Aliás, a proposta do restaurante é retomar o conceito da cozinha convivial e servir peças inteiras em grandes pratos para três ou quatro pessoas. Resgatar e valorizar o trabalho da brigada do salão, responsável pela finalização na montagem dos pratos. Uma cozinha brasileira mas de categoria internacional. Enfim, a gente vai poder conhecer tudo isso a partir de hoje, com a abertura do restaurante.

No menu de ontem, caldinho de feijão, bolinho de aipim, cuscuz no palito, salada de feijão e sanduichinhos de pernil, numa pequena amostra do que o cardápio do restaurante deve oferecer. Tudo muito saboroso, diga-se. A festa, regada também a muitas tacinhas de espumante e caipirinhas de frutas brasileiras com infusões de ervas (criadas pelo barman Marcelo Vasconcellos) foi longe. Muitos chefs chegaram tarde, depois de deixarem seus restaurantes, só para prestigiar Alex, que recebia todos logo na entrada. Abaixo, algumas imagens da noite.

Preparo dos sandubas de pernil

Cuscuz paulista no palito

O chef Alain Poletto corre pela cozinha

O belo bar, montado logo na entrada do restaurante

Alex Atala, o dono da noite!

Vista do salão do subsolo, onde há um segundo bar

O projeto é do Marcelo Rosenbaum, onde se destacam os ladrilhos hidráulicos e as peças de artesanato dispostas por todo o restaurante. Além de um bonito grafite na parede que reproduz uma xilogravura

Não é café, é o caldinho de feijão preto! Ao fundo, bolinhos de aipim

Marcelo Vasconcellos no bar. Reparem no uniforme, que bacana

Os chefs Leonardo Botto, do La Frontera e Lourdes Hernández, nossa 'cozinheira atrevida'

Hugo e Carlinhos, do Obá com Tato e Beta Malta

Dalva e Dito: referência à estrela Dalva e a São Banedito, padroeiro dos cozinheiros

Vai lá: Rua Pe. João Manuel, 1.115, Jardim Paulista, tel. 0/xx/11/3064-6183.

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h23

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O drinque da moda

No Japão, gente. E vem na lata, eita, praticidade... Passeando pela Liba nesse finde, acabei me deparando com um monte de latinhas coloridas lá na Adega de Sakê do Alexandre Tatsuya onde se lia "HI-BOY". Achei o nome bem comercial e pedi para provar. Eram as famosas latinhas de CHU-HAI, os coquetéis feitos com Shochu, o destilado de arroz ou batata que faz sucesso nos bares do Japão (o mito é que o shochu não engorda, então as mulheres aderiram forte). O nome 'chu-hi' vem de "shochu highball", ou seja, drinque de shochu.

O Tatsuya me disse que é a maior febre por lá, pudera, praticidade e teor de álcool variando de 5 a 8% em qualquer 'vending machine'. Susto: abri a lata do Hi-Boy de abacaxi e saiu o maior cheiro de Epocler! Ia deixar a lata lá mesmo, mas a sede me fez voltar ao drinque alguns minutos depois; e não é que tinha ficado gostoso? Acho que é como o vinho, tem que 'respirar', hehe.

Levei um de cada sabor para casa, tem até de 'ume', a ameixa japonesa. E vou começar a campanha pró-Hi-Boy! O produto só será importado se tiver procura, então passem na Adega de Sakê (Rua Galvão Bueno, 364 - Liberdade - Tel. 0/xx/11/3208-2092) e peçam pelo seu chu-hai!!! Sirva em copo alto com bastante gelo e Kampai!

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h08

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Novidades do Mestiço

Quando está tudo fechado, seja numa noite de segunda chuvosa ou num feriado prolongado, meu destino é certo: corro pro Mestiço (R. Fernando de Albuquerque, 277 - Consolação - tel.: 0/xx/11/3256-3165). O lugar nunca deixa a gente na mão! E foi assim, na volta do feriado, que provei dois dos novos pratos do restaurante da chef Ina de Abreu.

O primeiro foi o Soba (R$ 37 o de carne e R$ 30 o de legumes), uma curiosa versão do Yakisoba, aqui preparado com o macarrão de trigo sarraceno. Pedi mais para provar a novidade mas foi doloroso abrir mão do Pad Tai da casa, que adoro. Achei a versão mais leve e bem rica em legumes, nem precisa pedir a versão com carne. E o macarrão tem uma textura mais rústica, certamente vai agradar quem gosta de alimentos integrais.

Já a opção do meu amigo Paulo Afonso, o Paulista (R$ 39), bife ancho grelhado com palmito pupunha à parmegiana e salada (ou arroz ou fritas) foi arrebatador. Carne no ponto, suculenta, sem ter os sabores mascarados pela cobertura da parmegiana, que fica sobre a pupunha, ótima idéia.

Sempre falo que o Mestiço é um dos restaurantes que mais conseguem manter um padrão de qualidade, tanto na execução dos pratos como no atendimento. Talvez isso explique porque está sempre lotado. O difícil é resistir à tentação de comer sempre os mesmos pratos, pois você acaba ficando fã do Pad Thai, do Krathong Thong, do Bolinho de Estudante, sem falar das ótimas caipirinhas...

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h40

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Charutinho de lata

Sabadão ensolarado, dia de feijoada. Convoquei meu amigo Tato para um degustação de comida enlatada. Maldade? Que nada, a gente adora 'trasheiras' gourmet. E essa era uma iguaria fina, presente da Jan e do Edo, que voltaram agora da Turquia: Yaprak Sarma da Yurt, ou seja, charutinhos de folhas de uva. Esquentamos a latinha e comemos na calçada mesmo.

Tato: "A folha não dá para comer mas o arroz merece aplausos". "É isso aí, filho, parece um risoto!" confirmou mamy Malta, orgulhosa. Eu gostei, mas é realmente diferente. Mais untuoso e de sabor suave, leve nas especiarias. A degustação terminou com esguicho de spray de cheedar na língua mesmo. Como é bom ser criança!

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h22

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Arrase com um espaguete de bistrô

Quando esse prato lindo chegou à mesa ficou ainda mais atraente com a explicação da chef Meiga, do Château Brillant (Recife). "Spaghetti jambon au fromage, um autêntico prato de bistrô". E um favorito dos belgas, descobriria eu depois, terra onde a chef estudou gastronomia.

Parece simples, mas é uma combinação clássica, saborosa e que surpreende, ainda mais se você fizer essa apresentação no prato fundo sobre um guardanapo de tecido dobrado. Arrase nesse finde, pode até me chamar como convidado! A receita abaixo é minha (fiz ontem de madrugada e me deliciei, confesso). Depois vou pedir a receita da chef!

Spaghetti Jambon au Fromage
(2 porções)

- Corte 200g de presunto em cubos (com aproximadamente 1cm). Opcional: saltear rapidamente em um pouco de manteiga.

- Prepare um molho bechamel com queijo. Derreta 2 colheres de manteiga, junte 1 colher de farinha de trigo e aqueça até começar a dourar. Vá juntando leite aos poucos (umas 2 xícaras) e batendo com um foier para não empelotar. Junte 1 gema, sal, pimenta e um sopro de noz moscada (muito pouco mesmo). Incorpore 100g de gruyère ralado e está pronto.

- Cozinhe 200g de espaguete 'ao dente', distribua em 2 pratos fundos. Junte o presunto em cubos e cubra com o creme. Salpique salsinha e sirva com parmesão ralado. Simples mas fenomenalll, como diria minha amiga Mandonna.

Bom final de semana, pessoal!

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h58

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Tostex estampado

Podiam fazer uma versão estampa 'Monte Sião', que tal? Da Minale-Maeda, uma empresa descolex lá da Holanda (dica da Marina KK).

Agora, esse jogo americano de camiseta aí embaixo... Ai se a moda pega!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h00

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Harumaki doce

Mini-harumaki (rolinho primavera) com molho de frutas vermelhas que comi num evento do Blue Tree. Achei curiosa a combinação e fui provar. Mal sabia que era uma versão doce com recheio de chocolate (eita, leseira). Levei um susto quando o interior cremoso escorreu pelo meu queixo mas foi booooommm!

 

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h25

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Casquinha de siri

Sente o poder dessa 'cascona' de siri (e de aratu ao fundo)! É lá do Ostreiro Frutos do Mar, que fica na Conselheiro Aguiar com a Atlântico, em Recife. Um porção generosa por R$ 3,10! Tá, aqui em São Paulo não temos essa sorte mas podemos fazer em casa, certo? Eu pelo menos já fiz muito, hoje menos, mas é sempre um sucesso. E tão fácil...

Casquinha de siri

- Tempero meio quilo de carne de siri catado, desfiado e limpo, com o suco de 1 limão.

- Frito 2 cebolas batidinhas e 1 pimenta dedo-de-moça em tirinhas (sem as sementes) em 2 colheres de sopa de azeite de dendê.

- Junto a carne de siri, 200ml de leite de coco e coentro a gosto. Tempero com sal apenas e cozinho em fogo baixo até dar uma secada.

- Distribuo nas casquinhas (eu uso até de caranguejo quando trago do Nordeste) e cubro com uma mistura de farinha de rosca com queijo ralado (meio a meio).

- Daí é só gratinar e servir quente. Com uma fatia de limão e molho de pimenta, não tem como errar!

- Para uma consistência mais cremosa (e maior rendimento) adicione o miolo de 2 ou 3 pães umedecidos em leite. E se não gostar de coentro, use salsinha. Mas nem se compara o perfume da nossa 'lavanda nordestina'! Ah, e o dendê também pode ser substituído por azeite de oliva. Mas já tá quase virando outro prato, perceberam, hehe?

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h53

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Casa das placas

Esse bem que poderia ser o nome do bar e restaurante Pra Vocês lá de Recife, bota reparo no décor. O restaurante fica na Av. Herculano Bandeira, 115, Pina (tel. 0/xx/81/3325-3168) e me foi apresentado como o mais antigo restaurante de frutos do mar da cidade.

 

O "For You" (adorei o cardápio, bilingue até no nome!) tem um ambiente simples assim como os pratos, fartos e bem feitos.

 

Pedi uma porção individual de Pescada à moda portuguesa (R$ 22) que certamente serviria duas pessoas. O peixe estava perfeito: boa fritura e tempero na medida. Os legumes salteados no azeite também agradaram, em especial as batatas e cenouras, tenras, nada daquela coisa super cozida e mole que a gente costuma ver por aí.

 

Mas o que me impressionou mesmo foram as Ovas fritas (R$ 26,50), uma porção enorme que deixaria meus pais (que adoram ovas como a maioria dos nisseis) encantados. Quem pediu foi meu amigo Luciano mas quem mais comeu fui eu, acho. Sequinhos, crocantes e com um sabor forte, alavancado pelo alho frito. Com uma cervejinha gelada era a harmonização perfeita naquele almoço tardio.

 

Mas almoçar na área externa do restaurante tem algumas atrações extras como o ventríloquo Paulino dos Bonecos, que quando vi se aproximando com um boneco de olhos puxados, pensei: "Tô lascado, o cara vai me tirar até o couro". Fico meio tenso nessas horas, nem me lembro direito o que ele interpretou mas nem me preocupei. Ganhei o DVD com os melhores momentos!

 

Também levei o CD do Wilson Rossi, o 'andarilho da noite'. Nem preciso explicar o sobrenome, né? Olha esse cabelo, uma versão acaju do Reginaldo! Ainda não tive tempo de ouvir o CD mas já ri muito só de ler o set list: "Cara de Santa", "Traiçoeira" e "Minha Vingança". Acho que o cara não se deu muito bem no quesito 'love', né? Mas ele pegou o limão e fez uma limonada, por mais clichê que isso possa parecer, hehe. Pra vocês, for you, o salão interno. Eu gostei!

 

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h00

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Reaproveite o panetone

Sobrou algum panetone da sua ceia de fim de ano? Sempre, né? No desepero para não estragar, muitas vezes faço torradas. Ficam ótimas com geléia ou uma simples manteiguinha. Mas se você for da turma dos 'panetone-lovers' como eu, vai adorar essa. Helena Gasparetto me ensinou a fazer um Pudim de panetone que é um espetáculo. Já comi e não vejo a hora de voltar para casa para fazer mais! Clique aqui para ver a receita!

Molhadinhoooo!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h50

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Bar da Praia em Recife

 

Olha que beleza: um bar quase nas areias de Boa Viagem. Ou seria Pina? Pouco importa. Tem brisa e uma vista maravilhosa. E além da arrojada arquitetura, o que me deixou bastante impressionado foi a qualidade da comida e o atendimento cordial. Adorei o Bar da Praia (Av. Boa Viagem, 760, Recife - tel.: 0/xx/81/3426-8403 / 3312-5561) com certeza quero voltar lá.

Na chegada fui logo me refrescando com duas caipifrutas com Absolut (R$ 8,90), uma de morango e outra de uva. Docinhas, levinhas, ai se fosse esse preço em São Paulo! E saí pedindo os petiscos que mais me animaram, diante da preguiça do povo em ler o cardapio (coisa que faço com prazer). Olha o que comemos.

Pastel de camarão, quem não gosta? Sequinho, com a massinha crocante e o recheio cremoso. Por 9 pratas.

Linguiça de bode, três unidades por R$ 13,00. Ainda vem acompanhada por vinagrete, pão e farofinha, muito gostosa por sinal. Vito, que conhece bem a carne, disse que não era de bode novo. Mas era bem temperada e não sobrou nada!

Porto de Galinhas (R$ 13,80): iscas de frango com molho agridoce e fritas com queijo. O molho mais parece barbecue e é ótimo, foi o favorito do pessoal.

Praia do Pina (R$ 17,20): enormes e crocantes anéis de lula à dore com dois molhos, um de mostarda com mel e outro de alho. Uma porção generosa.

Detalhe do salão interno, com lustres feitos de conchinhas. Original e bacana! Mas todo mundo quer ficar no salão externo, claro, tomando a brisa e vendo o povo desfilando pelo calçadão. Isso sim é happy hour!

O único senão ficou na hora de pagar a conta, que veio errada. Mas logo foi tudo resolvido, nada que estragasse o prazer daquela noite de boas comidinhas e brisa suave ao som de Bossa Nova. Adoro.

Escrito por Marcelo Katsuki às 20h37

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Ceia no Château Brillant em Recife

Crise de gota, conjuntivite e o carregador do Macbook queimado. Mas vocês acham que eu ia perder o rebolado? Ano novo, otimismo!!! Jantei maravilhosamente bem no Chateau Brillant e fui mancando para a praia ver a queima de fogos. Acordei hoje numa boa, tratei as fotos dos próximos três posts até acabar a bateria do Mac e agora tô teclando de um PC. Daqui a pouco vou para João Pessoa visitar a Silvia e o Vlad e no domingo tô de volta. Abaixo, fotos da noite. 

O salão preparado com todo o cuidado pelo Philipe, que usa até uma régua para posicionar os talheres e taças na mesa.

Na chegada, o Kir Royale servido pelo Glauber, filho da chef Meiga.

Um delicioso Coquille Saint-Jacques, perfeito para abrir a noite.

Ozooni, a sopa japonesa da sorte e prosperidade, que na verdade deveria ser tomada hoje, mas antecipamos pois no Japão já era meio-dia, hehe.

A chef Meiga Von Liebig explica os pratos para os clientes.

Meu prato, com todos os itens que dão sorte. Adorei a farofa de mel, receita de dona Canô.

 

A Fideuá fez o maior sucesso!

O lombo com molho a Dijonaise estava muito bem marinado.

O frango com tâmaras harmonizou super bem com o molho de champanhe da chef.

A chef Meiga Von Liebig e Luciano Roberto, meu amigo daqui!

Arroz doce com calda de romã (muito bom!) e maracujá.

E agora deixa eu correr que o motorista já chegou! Volto a telcar de João Pessoa. Té!

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h26

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Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

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