Xaropada

Como comentei no post anterior, encontrei uns xaropes bem bacanas na rua Paula Souza chamados Kaly e produzidos pela Stock do Brasil. Os sabores vão de frutas a amêndoas e são ótimos para coquetéis e para preparar a soda italiana. Mas o que eu gostei mesmo foi do preço: R$ 24, metade do custo do Monin, que varia de R$ 41 a R$ 47 lá mesmo.
Ah, o lugar, né? Foi na Central do Sabor, que fica no número 190 da Paula Souza (tel.: 0/xx/11/3229-7800). Parece que só tem lá, por enquanto. E agora descobri também a proporção ideal para fazer soda italiana em casa: 30 ml do xarope, 150 ml de água com gás e muito gelo! Com esse calor que tem feito, não tem coisa melhor para se refrescar!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h26
De volta aos drinques

Afinal o papo aqui é comes e bebes, certo? Pois o Sagatiba Bikini Martini, drinque criado por Jamie Terrel, embaixador da marca nos EUA, foi eleito o melhor drinque da edição 2008 da Orlando Martini Fest, que elege os melhores Martinis. Ueba! É o poder da cachaça brasileira! Caipirinha está mais na moda lá fora do que aqui, onde a caipirosca e a caipisakê dividem a cena. Vamos à receita:
Sagatiba Bikini Martini
- 37,5 ml de Sagatiba Pura
- 12,5 ml de licor de limão (Limoncello)
- Suco de meio limão
- ½ maracujá
- 5 ml de xarope de açúcar
Coloque todos os ingredientes numa coqueteleira cheia de cubos de gelo. Agite vigorosamente e coe antes de passar para a taça de Martini, previamente gelada. Decore com uma rodela de maracujá sobre o drink.
E por falar em xarope, ontem fui dar um rolê na rua Paula Souza e encontrei uns xaropes ótimos (e baratos). Comento na sequência.
Escrito por Marcelo Katsuki às 02h09
Dalva e Dito

O movimentado salão principal
Santo forte! A festa de inauguração do Dalva e Dito, novo restaurante do Alex Atala com o chef Alain Poletto foi o maior arrasa-quarteirão na chuvosa noite de ontem. Nem São Pedro impediu que centenas de convidados comparecessem ao coquetel de inauguração, onde se pode provar quitutes brasileiros preparados com esmero e apuradas técnicas como o cozimento com baixa temperatura.
Aliás, a proposta do restaurante é retomar o conceito da cozinha convivial e servir peças inteiras em grandes pratos para três ou quatro pessoas. Resgatar e valorizar o trabalho da brigada do salão, responsável pela finalização na montagem dos pratos. Uma cozinha brasileira mas de categoria internacional. Enfim, a gente vai poder conhecer tudo isso a partir de hoje, com a abertura do restaurante.
No menu de ontem, caldinho de feijão, bolinho de aipim, cuscuz no palito, salada de feijão e sanduichinhos de pernil, numa pequena amostra do que o cardápio do restaurante deve oferecer. Tudo muito saboroso, diga-se. A festa, regada também a muitas tacinhas de espumante e caipirinhas de frutas brasileiras com infusões de ervas (criadas pelo barman Marcelo Vasconcellos) foi longe. Muitos chefs chegaram tarde, depois de deixarem seus restaurantes, só para prestigiar Alex, que recebia todos logo na entrada. Abaixo, algumas imagens da noite.

Preparo dos sandubas de pernil

Cuscuz paulista no palito

O chef Alain Poletto corre pela cozinha

O belo bar, montado logo na entrada do restaurante

Alex Atala, o dono da noite!

Vista do salão do subsolo, onde há um segundo bar

O projeto é do Marcelo Rosenbaum, onde se destacam os ladrilhos hidráulicos e as peças de artesanato dispostas por todo o restaurante. Além de um bonito grafite na parede que reproduz uma xilogravura

Não é café, é o caldinho de feijão preto! Ao fundo, bolinhos de aipim

Marcelo Vasconcellos no bar. Reparem no uniforme, que bacana

Os chefs Leonardo Botto, do La Frontera e Lourdes Hernández, nossa 'cozinheira atrevida'

Hugo e Carlinhos, do Obá com Tato e Beta Malta

Dalva e Dito: referência à estrela Dalva e a São Banedito, padroeiro dos cozinheiros

Vai lá: Rua Pe. João Manuel, 1.115, Jardim Paulista, tel. 0/xx/11/3064-6183.
Escrito por Marcelo Katsuki às 13h23
O drinque da moda

No Japão, gente. E vem na lata, eita, praticidade... Passeando pela Liba nesse finde, acabei me deparando com um monte de latinhas coloridas lá na Adega de Sakê do Alexandre Tatsuya onde se lia "HI-BOY". Achei o nome bem comercial e pedi para provar. Eram as famosas latinhas de CHU-HAI, os coquetéis feitos com Shochu, o destilado de arroz ou batata que faz sucesso nos bares do Japão (o mito é que o shochu não engorda, então as mulheres aderiram forte). O nome 'chu-hi' vem de "shochu highball", ou seja, drinque de shochu.
O Tatsuya me disse que é a maior febre por lá, pudera, praticidade e teor de álcool variando de 5 a 8% em qualquer 'vending machine'. Susto: abri a lata do Hi-Boy de abacaxi e saiu o maior cheiro de Epocler! Ia deixar a lata lá mesmo, mas a sede me fez voltar ao drinque alguns minutos depois; e não é que tinha ficado gostoso? Acho que é como o vinho, tem que 'respirar', hehe.
Levei um de cada sabor para casa, tem até de 'ume', a ameixa japonesa. E vou começar a campanha pró-Hi-Boy! O produto só será importado se tiver procura, então passem na Adega de Sakê (Rua Galvão Bueno, 364 - Liberdade - Tel. 0/xx/11/3208-2092) e peçam pelo seu chu-hai!!! Sirva em copo alto com bastante gelo e Kampai!
Escrito por Marcelo Katsuki às 10h08
Novidades do Mestiço

Quando está tudo fechado, seja numa noite de segunda chuvosa ou num feriado prolongado, meu destino é certo: corro pro Mestiço (R. Fernando de Albuquerque, 277 - Consolação - tel.: 0/xx/11/3256-3165). O lugar nunca deixa a gente na mão! E foi assim, na volta do feriado, que provei dois dos novos pratos do restaurante da chef Ina de Abreu.
O primeiro foi o Soba (R$ 37 o de carne e R$ 30 o de legumes), uma curiosa versão do Yakisoba, aqui preparado com o macarrão de trigo sarraceno. Pedi mais para provar a novidade mas foi doloroso abrir mão do Pad Tai da casa, que adoro. Achei a versão mais leve e bem rica em legumes, nem precisa pedir a versão com carne. E o macarrão tem uma textura mais rústica, certamente vai agradar quem gosta de alimentos integrais.

Já a opção do meu amigo Paulo Afonso, o Paulista (R$ 39), bife ancho grelhado com palmito pupunha à parmegiana e salada (ou arroz ou fritas) foi arrebatador. Carne no ponto, suculenta, sem ter os sabores mascarados pela cobertura da parmegiana, que fica sobre a pupunha, ótima idéia.

Sempre falo que o Mestiço é um dos restaurantes que mais conseguem manter um padrão de qualidade, tanto na execução dos pratos como no atendimento. Talvez isso explique porque está sempre lotado. O difícil é resistir à tentação de comer sempre os mesmos pratos, pois você acaba ficando fã do Pad Thai, do Krathong Thong, do Bolinho de Estudante, sem falar das ótimas caipirinhas...
Escrito por Marcelo Katsuki às 11h40
Charutinho de lata

Sabadão ensolarado, dia de feijoada. Convoquei meu amigo Tato para um degustação de comida enlatada. Maldade? Que nada, a gente adora 'trasheiras' gourmet. E essa era uma iguaria fina, presente da Jan e do Edo, que voltaram agora da Turquia: Yaprak Sarma da Yurt, ou seja, charutinhos de folhas de uva. Esquentamos a latinha e comemos na calçada mesmo.
Tato: "A folha não dá para comer mas o arroz merece aplausos". "É isso aí, filho, parece um risoto!" confirmou mamy Malta, orgulhosa. Eu gostei, mas é realmente diferente. Mais untuoso e de sabor suave, leve nas especiarias. A degustação terminou com esguicho de spray de cheedar na língua mesmo. Como é bom ser criança!

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h22
