Marcelo Katsuki

Comes & Bebes

 

Madrid Fusión - dia 3

Com quase 3 dias de atraso. Culpa da intoxicación alimentícia que me botou de cama todos esses dias. Nem há muito o que falar, já que vi o terceiro dia passar pela janela do quarto do hotel, que ficava bem em frente ao congresso.

A estrela do dia foi Arzak, que mal consegui assistir por 30 minutos. O auditório não tinha banheiro, era preciso sair e passar por 2 inspeções e subir 2 andares. Mais fácil ir pro hotel, de onde não consegui mais sair.

Ai, jamón. Nem consigo mais olhar para embutidos.

Degustei alguns ótimos azeites no segundo dia, como esse Dauro, extravirgem.

México se fazia presente com um animado estande bem na entrada. Adorei esse pilão com base de madeira, protege de quedas (o meu mesmo, já rachou no meio!)

Frutas em polpa. O expositor me deu para provar e pediu para adivinhar. E era de pera, que não estava no balcão. Querendo me pegar? Dançou.

Serviço de bar ambulante. Você já vai para o evento tomando 'uns goró'.

Agora fechando a mala para voltar amanhã ao Brasil. Fim de viagem caótico, mas com direito a compra de livros entre uma vomitadinha e outra. Quase morri na porta da Lush! Enjôo fuerte.

Escrito por Marcelo Katsuki às 21h49

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Jantar no Mercado de San Miguel

O lugar é lindo: um mercado de ferro e vidro repleto de balcões com matéria-prima de primeira, iluminação bacana, produça e um time de chefs discípulos de Adrià e Luis Irízar cozinhando para nós. Benvindo ao Piriri Fusión!

Convidados tentando escapar do frio cortante que fazia.

Desculpem pela brincadeira, mas depois da maratona de jamón, queijo manchego, chocolates e vinhos, nada mais natural que o cuerpo dar um chilique fora de hora.

Mas como explicar que quatro dos seis jornalistas tenham ficado de cama haciendo número dos a cada dos minutos? E parece que o momento 'Piriri Fusión' é uma tradição da delegação brazuca. Já somos 'tri' em 2010!

Produção caprichada e a cobiçada 'parede-jamón'.

Luminárias feitas com pote de vidro. Se for copiar, lâmpada fria, senão explode!

Brodo de lebre molecular. Ui, deu um arrepio aqui.

Hambúrguer de foie gras num pãozinho frito. Fuerte!

Salteado de cogumelos, cubos de carne e trufas raladas. Peraí...

Pescado em salsa com ovas.

Terrine de foie e carnes. Ui.

Esse era uma espécie de pão frito com um recheio salgado que não consegui identificar!

Com Ale Blanco e Beta Malta no lounge da Schweppes, montado dentro do mercado.

Dancinha da garrafa versão Cirque du Soleil. O povo capricha.

A de preto caía tanto, gente. Já tava me alongando para entrar no segundo tempo.

Meu último tapa da noite: sagu com creme, jamón crocante e ciboulete.

Ah vá!

Escrito por Marcelo Katsuki às 22h40

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Madrid Fusión - dia 2 ainda

Tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas o foco é sempre o auditório principal. Daí ou você se divide em três ou aproveita quando os chefs estão dando receitas ou entrevistas mornas para correr para as outras salas. Fui a duas: sala Roma, ouvir sobre a história do gin, do pisco e claro, provar os drinques. E para a sala La Paz, atrás de um curioso debate sobre "Restaurantes Magnéticos".

Não tem nada do clima de quintal da Bodeguita del Medio, exceto pelas paredes rabiscadas. Mas os drinques com rum eram ótimos.

Preparo de "Labios de Miel": rum, mel e limão.

Na Beefeater 24, apenas um drinque. Mas tamanho família!

Quase um litro de gin tônica. Mas o toque aromático era dado pela grapefruit.

Fiquei de cara com a apresentação do chef Narisawa. O cara faz o caldo "dashi" usando flocos de madeira no lugar dos flocos de peixe. O conceito dele é algo na linha "envolvimento com a floresta". Daí você pode tomar sopa de terra, pimentão carbonizado e biscoito com pó de madeira. Fechou com uma carne curtida em folhas de madeira, saquê e missô. Sem cocção!

O Andoni Luis Aduriz ensinou a técnica da "segunda pele" feita com cal. Preparou tubérculos, bananas, tudo sequinho por fora e molhadinho por dentro. Quinenqui a cocada e o doce de abóbora com cal com 'capinha' (ops, segunda pele) que aquela tia apresentou no Jundiaí Fusion de 73.

Restaurantes magnéticos: palestra sobre como conseguir que um restaurante fique cheio enquanto os outros estão vazios. Roberto Brisciani, autor do livro "Restaurante Magnético" falou tudo o que a gente já sabe: tratamento cuidadoso, estilo definido, preços adequados, satisfação do cliente. Tudo parecia bem, até um restauranteur gritar: "Se fosse assim tão simples, eu não teria aberto e fechado tantos restaurantes!" Fecha o pano.

Escrito por Marcelo Katsuki às 21h56

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Madrid Fusión - dia 2

Hoje era o dia da Eco-cocina, o último grito da vanguarda da gastronomia. Começou no "Bosque Comestível" de Miguel Ángel de la Cruz e terminou no Mercado da Plaza de San Miguel. Mas ao longo do caminho teve sopa de terra, banana seca com cal, caviar martelado e um litro de gin tônica para aguentar a maratona. 'Guenta' aí!

Segundo dia: 2ºC mas com sol, batendo os dentes de alegria!!!

Cheguei por último no auditório e as minas mandaram eu levantar a mão. Não sabia, mas era um leilão de trufas de 5 mil euros! Fala se não dá vontade de mandar essa mulherada de volta pro fogão?

Ducasse: Deus que me perdoe, mas o homem falou, falou, e não disse nada. Na coletiva de imprensa foi um pouco melhor, mas ó, decepção!

Michel Troisgros, responsável pela Maison Troigros, em Roanne (e irmão do Claude) foi figura. Martelou caviar para aumentar o sabor e deu uma receita ótima com caviar ecológico. Mas a gente ouviu coisas do tipo: "Água é vida". Eu queria era essa garrafa do pilar.

Filosofia de Bar, com Charles Schumann. Pensei, pensei e acabei achando digno tomar umas biritas.

Pisco. Ficou para amanhã.

Gin. Ficou para hoje mesmo.

Gin tônica GG da Beefeater 24, quase um litro. Nem conseguia achar o auditório depois.

Jamón fresquinho bem na porta da sala de imprensa? Deve ser pro povo não se esquecer de ir lá.

Eu e a Martinha, minha boss da Prazeres, trabajando na sala de impresna.

Até o Ducasse passou lá e saiu com um pratinho! Jamón adicto!

Kas, um refri que parece Cebion. Com gin fica Gin Kas. Levinho...

Harmonização perfeita de vinho Alvarinho com frutos do mar com raspas de limão.

Trufa maluca que explodia na boca e sujava todo mundo. Olha, chamava fluido de manzana. Ah vá.

Drinque molecular: esferização de vodca com lichia e caviar, by Hector.

Amanhã eu continuo. Essa conexão do hotel tá de matar.

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h26

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Madrid Fusión, dia 1

Um tour visual pelo primeiro dia do evento que começou com a bomba do fechamento do elBulli anunciado oficialmente por Adrià e terminou com um jantar de gala. Com catering do elBulli!

Isso não é espuma, é neve! Muito frio no primeiro dia do congresso.

Magnetismo Oriental foi a primeira palestra do dia, com os chefs Cheong Liew e David Muñoz.

Degustação às 10h30 de Garnacha, promovida pela Wines From Spain.

Cardo Rojo, uma planta que tem o caule enterrado e é apresentada como uma opção ao aspargo. Achei mais com gosto e aspecto de salsão.

Kit Laboratório do Dexter, ops, Adrià. Para fazer esferas em casa.

Tô enfeitiçado pelos aromatizantes, tem até de Yuzu, o limão japa. Preciso comprar um.

Debate "Teatro de las Ideas" com Rafael García Santos, José Capel, Marco Bolasco, Jean Pierre Gabriel, Nick Lander, Ruth Reichl e Jeffrey Steingarten. O futuro da alta gastronomia. A onda ecológica. Novos modelos de restaurantes. Blogs e internet. Apenas 45 minutos: um turbilhão de idéia bacanas; nenhuma desenvolvida.

Homenagem aos chefs com "3 soles", categoria máxima do Guía Repsol.

Adriá começou sua aula com flores e cana de açúcar, passeou por invenções de forte acento oriental e finalizou com um vídeo impactante onde mostrava seus pratos sendo executados desde o momento da caça dos animais até a degustação pelos cliente. Ousadia brilhante!

Almoço oferecido pela prefeitura de Valladolid com pinchos, muitos vinhos e destaque para os pratos quentes, como esse de Judiones cozidos com Pavo escabechado, perfeito para o frio que faz aqui. Os "bombons" estão em alta por aqui, provei dois: um marinho e outro de pan con tomate, jamón y aceite.

Coletiva de imprensa onde Ferran Adrià finalmente confirmou o que ameaçava há tempos: o fechamento do elBulli (mas apenas por 2 anos). A notícia foi destaque em todos os telejornais espanhóis juntamente com o caso Cristiano Ronaldo.

Lounge da Beefeater no Bar Show, o paraíso do Martini, onde só passo correndo.

Dialogando com Grant Achatz, o chef americano - mix de Ritchie com Ethan Hawke - que faz uma cozinha moderna e tem um interessante histórico.

Coquetel do jantar de gala no Casino de Madrid: catering by elBulli! Pirei!

Ventresca de salmón miso: salmão brulée com sorbet de raiz forte.

O Airbag de parmesano com trufas negras raladas era forte e quase enjoativo.

Meu ideal de paraíso: um prato de Jamón Ibérico de bellota só pra mim!

Mini zanahorias crujientes: uma cenoura com textura de suspiro da cantina.

Oreo de aceitunas negras: era salgado, levei um susto!

Mochi de cabrales, um queijo esferizado delicioso.

O favorito de todos: croquetas líquidas, com uma finíssima pele que estourava na boca e deixava todo o líquido escorrer.

Não sei o que era essa 'esponja' mas comi. Espero que não seja da limpeza...

Esse celofane amassado era um Pañuelo de Boletus. Gostoso mas grudava no dente feito comida de peixe ornamental. Sim, eu já comi aquele pozinho!

Arroz cremoso de iogurte servido em copinhos da Cica. Viu colega? Pode tirar aqueles copinhos do fundo do armário!

Jantar de gala no La Terraza del Casino, do chef Paco Roncero.

Primeiro prato: Moluscada 2009. Tudo mini e em cada canto do prato, um sabor. "Tem um artista criando na cozinha", ouvi.

Pichón con puré de trufa negra y manzana crú: peito de pombo fortíssimo, com trufa então! A maçã suavizava.

Vista do salão do jantar de gala.

A sobremesa era uma Tarta de Zanahoria, meio doce, meio salgada. Achei parecida com sushi de salmão com cream cheese.

Ferran Adrià e Ruth Reichl tricotando ao final do jantar. Zzzzzzzzzzz...

Escrito por Marcelo Katsuki às 22h16

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Truque na cozinha

Mais um monte de fotos do Madrid Fusión, incluindo a desses pratos flutuantes, 'magia na cozinha'! Clique aqui para ver! Mais tarde, algumas considerações aqui no blog.

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h04

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Madrid Fusión em casa

A boa desse ano (além da nova tendência, a da eco-cozinha) é que o evento terá cobertura no Youtube, em um canal especial com os melhores momentos do evento. Acompanhe!

Escrito por Marcelo Katsuki às 07h05

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Madrid Fusión

Com a escritora Ruth Reichl (de Alho e Safiras) antes do jantar de Eneko Atxa, horas atrás.

Hoje já é terça em Madri. Daqui a pouco começa o Madrid Fusión, um dos mais importantes eventos de gastronomia da atualidade. Depois vou postar o que acontece no congresso, mas se você quiser acompanhar os bastidores (sempre mais divertido), pode me seguir pelo twitter, onde estou postando as fotos, pela agilidade. Ou pelo twitpic mesmo. Ou ainda se você for adicto do Facebook, é aqui!  Ou aguarde as novidades no blog. A semana promete.

Escrito por Marcelo Katsuki às 22h37

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Festival Harmonia dos Sabores

No último final de semana desci até o Guarujá para o V Festival Harmonia dos Sabores, que acontece no restaurante Les Épices, do Sofitel Jequitimar.

Com o tema Charms de danse à Paris (Os encantos da dança em Paris), o jantar foi precedido por uma animada apresentação de cancan. E o cardápio ficou a cargo do chef Emmanuel Bassoleil, do Skye (Hotel Unique), que apresentou especialidades como o surpreendente pastel de caviar. Delicioso.

De amuse bouche o levíssimo Brandade de bacalhau. Uma porção boa para acalmar os ânimos.

De entrada, Foie Gras com figo e “pain d’épice”, uma combinação clássica.

Mas foi o Robalo ao creme de champagne e pastel de caviar que me pegou. Tinha ainda um purê de inhame delicioso.

O sabor foi ficando acentuado com o Lombo de cordeiro em “cassoulet” à provençal (receita abaixo).

Fechando o jantar, harmonizado com vinhos da Enoteca Fasano, uma surpreendente Torta de banana com calda de gianduia. Daí só café e cama. Zzzzzzzzz...

O festival continua até o dia 6 de fevereiro, sempre nos finais de semana e vai receber amanhã o chef Cyril Cheminot, do Sofitel Cartagena para o Jantar dos Sentidos. No domingo é a vez da chef Mônica Rangel do restaurante Gosto com Gosto de Visconde de Mauá preparar o Jantar Chorinho.

No dia 30 a chef Flávia Quaresma apresenta o Jantar Bossa Nova. No dia 6 de fevereiro o chef Tsuyoshi Murakami, do Restaurante Kinoshita, fecha o festival com o Jantar Oriental. Uma beleza!

Sofitel Guarujá Jequitimar
Av. Marjory da Silva Prado, 1.100, praia de Pernambuco, São Paulo
Informações e reservas: telefone (13) 2104-2000

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h57

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Lombo de cordeiro em cassoulet à provençal

O chef Emmanuel Bassoleil no workshop do "Harmonia dos Sabores"

Se você babou com o jantar do post acima, saiba que não precisa ser uma chef estrelada para preparar o Lombo de cordeiro em “cassoulet” à provençal. Basta seguir a receita abaixo. Mãos à obra! Ou corra pro Skye, restaurante do chef.

Lombo de cordeiro em “cassoulet” à provençal
Receita para 4 pessoas

Ingredientes:
4 lombos de cordeiro de 140 g cada
300 g de feijão branco pré-cozido (ou deixado de molho)
1 gomo de paio (ou 1 liguiça defumada)
100 gr de bacon em cubos médios
1 colher de sopa de alho picado
100 gr de cebola picada
4 tomates sem pele nem semente, em cubos
azeite extra virgem
2 folhas de louro
1 bouquet de sálvia e tomilho
2 litros de caldo de frango
4 fatias de pnao de forma torrados com azeite
salsa picada
azeitonas pretas
sal e pimenta do reino a gosto

Preparo
Refogue a cebola, o alho e o bacon no azeite.

Acrescente o feijão, as ervas, o louro, o paio fatiado e o caldo de frango. Cozinhe.

Em uma frigideira antiaderente coloque um fio de azeite e dour os lombos já temperados com sal e pimenta, deixando-os mal passados (rosé).

Quando o feijão estiver al dente, colocue o cordeiro na panela do feijão, tampe e finalize com o tomate e as azeitonas pretas.

Montagem
Em um prato fundo coloque o feijão, os lombos por cima e decore com o pão de forma torrado, salsicnha, sálvia e tomilho.

Dicas do chef: você pode substituir o lombo de cordeiro por bacalhau. E o feijão branco por mini penne, fica ótimo.

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h14

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Um drinque de Porto

Uma das descobertas mais gostosas nesse final de semana no Guarujá foi o Croft Pink Rose, um Porto da Enoteca Fasano muito frutado que deve ser servido bem gelado ou "on the rocks". Ótimo até como aperitivo.

O aroma de cerejas e framboesas é irresitível, além de um sutil toque de mel. Não sou da turma do demi-sec nem do licoroso mas esse Porto me pegou. Não sei se foi a brisa ou a paisagem, só sei que brindei várias vezes. E segui para a praia levinho, levinho...

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h12

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Memórias Gastronômicas

A primeira coisa que me impressionou no livro "Memórias Gastronômicas" da Caroline Brewester foi o formato: grande, em forma de fichário e com bolsinhas para guardar novas receitas já com postais e cartas divertidas contendo outras receitas. Uma idéia original!

A segunda foi a seleção de receitas, bem diferente do trivial que a gente vê nos livros similares. Tem Badejo ao aïoli, Berinjela à indiana, Feijão à moda de Boston, Pato defumado no chá e de sobremesa, Lichias com calda de pimenta e até Pudins de limão amalfitanos.

O livro é dividido em 16 seções como aves, peixes, carnes, frutos do mar, pães e massas, pratos para vegetarianos, macarrão, leguminosas, ovos e queijos, frutas e sobremesas. E o preço não assusta: R$ 49,90. Vou testar alguma das receitas e depois posto aqui!

Ops! Acabei de ver na Livraria que tá com desconto de R$ 10! Clique aqui para comprar.

Escrito por Marcelo Katsuki às 20h36

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Drinques fashionistas

Esse calor é ótimo para tomar um drinque. Que tal dois? Rochinha e Eduardo Renna, responsáveis pelas coqueteleiras do Dry, lançaram duas novidades usando a vodca superpremium Ketel One, de olho nos fashionistas que baixaram na cidade para a semana de moda.

Tá, você não habita o planeta fashion. E não tem uma Ketel One no bar? Improvise com qualquer vodca que não tenha nome de modelo russa (rs) e se refresque com os drinques abaixo. Depois saia desfilando pela sala. Em zigue-zague, lógico.

Ketel One Breeze

50ml Ketel One vodka
75ml suco de cranberry
35ml suco de grapefruit
06ml suco de limão tahiti

Copo: Collins
Bater todos os ingredientes com gelo em coqueteleira, verter peneirando o gelo em um copo Collins cheio de gelo com fatias de limão.

Ketel One Tea Time

50ml Ketel One vodka
15ml xarope de chá verde
Folhas de hortelã

Copo: old fashioned
No copo cheio de gelo, deitar o xarope de chá verde. Mexer devagar enquanto adiciona a vodka. Guarnecer com a folha de hortelã e limão.

Dry
R. Padre João Manuel, 700, Jardins, tel. (11) 3729-6653 e (11) 3729-6658

MAPINHA AQUI

Escrito por Marcelo Katsuki às 19h15

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A fábrica do yakisoba

Abre nessa segunda em São Paulo o Yakisoba Factory, proposta de comida oriental rápida, diferente da onda de temakerias que dominou a cidade. O projeto é do Kiko Hwang, proprietário e chef de cozinha do Restaurante Natural & Tasty, nos Jardins, focado em comida saudável e que agora parte para um iniciativa mais pop. E bacana!

Fui na sexta-feira conhecer o lugar. Quando soube da idéia, achei tão legal e com a cara do blog! Fui entrando no meio dos operários e sentei numa das mesas recém posicionadas para conversar com o chef. A decoração é despojada e o espaço pequeno mas gostoso. Nas paredes, fotos de amigos e da família do chef.

A proposta é de um 'fast yakisoba', mas com alguns diferenciais. A massa é assada antes de servir, ficando crocante por fora e tenra por dentro. Do jeito que eu gosto! Sempre peço para fritarem um pouco a massa nos restaurantes. E você pode pedir desde uma meia porção vegetariana por R$ 11 (R$ 16 a porção inteira) até uma porção com carne inteira por por R$ 18 (meia porção por R$ 12).

E há outras opções interessantes. O Caramel Chicken Soba (R$ 21) vem com peito de frango empanado e molho agridoce. Já o Scampi Soba (R$ 26) vem com 5 camarões empanados sobre o macarrão crocante com molho cremoso de limão, vinho branco, tomates e manjericão. Yakisoba gourmet!

Kiko sempre apreciou pratos similares do Wagamama e Chesecake Factory; sorte a nossa podermos contar agora com esses pratos por aqui e com preços locais, pois a proposta é de servir comida a preço justo.

Para começar, há ainda Guiozas (2 unid. por R$ 4,25) ou Harumakis de kani com shimeji por R$ 3,50. De sobremesa, nada como um Frozen yougurt de chá verde por R$ 3,50. Preciso falar mais? Abre amanhã, 18, apenas no almoço (por enquanto)!

Yakisoba Factory
Rua Gomes de Carvalho, 1086 - Vila Olímpia – São Paulo
Tel: (11) 2366-1474
Horário: Somente almoço  - Segunda a Sábado, das 11h30 às 15h30

MAPINHA AQUI

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h24

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O caldeirão multicultural do Varekai

A proposta é ousada. E revela como Recife tem uma cultura jovem e descolada, onde o projeto de um bistrô como o Varekai pode ser bem sucedido. Sem um cardápio e oferecendo apenas um menu confiance ao preço de R$ 55, que é definido pelo chef Thiago Arnaud após rápida conversa com os clientes, começa o desfile de entradinhas, das mais variadas origens.

Essa cozinha de muitas nacionalidades justifica o nome do bistrô, Varekai, que significa "onde quer que seja”, em dialeto cigano. E esse espírito se reflete também na decoração, apinhada de objetos trazidos das viagens do chef. A localização, na entrada de uma galeria frequentada por jovens no "antes-durante-depois" da balada é um outro fator de interesse.

Paloma Lins, é a cara-metade de Thiago. E cuida do bar, no térreo, de onde saem curiosos drinques 'do zodíaco', elaborados para cada signo de acordo com as previsões astrológicas. A carta muda a cada 15 dias, sendo atualizada de acordo com as previsões da astróloga.

Pode parecer bobagem, mas curiosamente provamos quatro signos e cada um gostou mais do seu correspondente. Coincidência ou não, é uma divertida maneira de atiçar o paladar antes do jantar. E motivo de muitas brincadeiras gustativas. Abaixo, alguns dos pratos degustados (as fotos foram feitas no ambiente escuro, por isso algumas cores podem estar distorcidas).

Rolinhos de Parma com Brie, Tartar de atum com molho teriyaki e Dim sum no vapor.

Totopos com queijo cremoso e chili com carne, meu prato principal: um risoto de camarões com queijos e de sobremesa, uma deliciosa pamonha doce de forno com sorvete e calda de frutas.

O chef Thiago Arnaud na cozinha, localizada no primeiro andar.

Varekai Bistrô
Av. Herculano Bandeira, 513 Galeria Joana D’Arc, Pina, Recife
Tel. 0/xx/81/3465-0335

Escrito por Marcelo Katsuki às 02h02

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Comida e conforto

Se tem uma coisa que me aflige é comer passando calor. Garfo em uma mão, abanador na outra, hehe. Por isso uma das boas novidades dessa temporada pelo Recife foi a abertura do Tapioca - Comedoria do Brasil. O chef Duca Lapenda (do Pomodoro Café) abriu um restaurante de comida pernambucana autêntica, ali no centrinho gastronômico do Pina (a uma quadra da praia) mas preocupado com o conforto.

O restaurante - onde funcionava o Allure - foi todo redecorado com objetos de cerâmica da coleção particular do chef. O toque rústico dado pela parede de tijolinhos e o uso de madeira de demolição deixaram o ambiente mais aconchegante; e o ar climatizado completa o cenário ideal para degustar os generosos pratos da 'comedoria'.

De entrada, provei os croquetes de charque e de rabada R$ 9. Sequinhos por fora, bem crocantes. E com interior cremoso, quente, com as carnes se desmanchando.

Que tal uma panelinha de Sarapatel aperitivo por R$ 10? Bem executado, e com pimenta e farinha foi o meu prato favorito.

Carne de sol (R$ 39) com pimenta biquinho, para duas pessoas, foi o pedido do Alex e da Vanessa. O filé pode vir alto, se você preferir, mas a carne é sempre rosada. Um diferencial é que tanto a carne de sol como a galinha de capoeira são produzidas com exclusividade para o local.

Chambaril com pirão (R$ 42). Uma porção que serve três pessoas, nem conseguimos comer tudo. E que vai muito bem com o ar-condicionado durante e uma rede depois, hehe.

Acompanhamentos (sevidos em cumbuquinhas): Arroz R$ 3, a gostosa Farofa de jerimum R$ 4, Fava com charque desfiada R$ 6, Macaxeira cozida R$ 3 e Purê de batatas R$ 4.

Não consegui chegar nas sobremesas, exagerei no chambaril. Mas vi que há opções como a Cocada cremosa ou Pudim de leite por R$ 4. E Bolo Souza Leão ou baba de Moça, por R$ 5!

 

A fachada da 'comedoria': elementos rústicos e bom gosto, de acordo com a ótima cozinha pernambucana. Recomendo!

Tapioca Comedoria do Brasil
Rua Amazonas, 40, Pina, Recife

 

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h20

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BottaGallo traz tapas italianadas

Não me pergunte a razão do nome do novo bar de tapas da cidade, o BottaGallo, que inaugura no próximo dia 12. Se é um 'galo de botas' ou brincadeira com o 'bola gato' (ui), pouco importa. O que conta nesse caso é que a proposta é inusitada: um bar de tapas italianadas.

E não é que no primeiro dia de soft opening o Gallo já botou pra quebrar? Pudera, a empreitada é uma parceria de Edgard Bueno da Costa - e demais sócios da Cia. Tradicional - com Ipe Moraes, da Adega Santiago.

Cozinha aberta para o salão, separada apenas pelo balcão.

Acabo de chegar de uma rodada de drinques e 'bottas', as pequenas porções para petiscar - como as tapas espanholas - mas aqui feitas com ingredientes e receitas italianas elaboradas pelo André Lima, o Deco. Fiquei surpreso com o ambiente, o som (muito Bowie) e com os drinques do mixologista Marcio Silva, que cuida também do SubAstor. No BottaGallo até o vinho vem diferentão, servido num copo americano.

Scarpetta com polpetini (R$ 21): a brincadeira de raspar o molho do prato com um pedaço de pão agora é oficial.

Agnolotti dal Plin (R$ 14): massa recheada com carne de boi, porco e coelho servida com um molho de assado que é um espetáculo!

Uovo Guido (R$ 16), a versão do ovo perfeito, com creme de trufas. Apresentação show!

Cocoricó!

Linguiça com Fagioli ao Fiasco (R$ 11): linguiça artesanal de javali cozida com feijão branco em um frasco de vidro, como faziam os camponeses da Toscana, que posicionavam garrafas com feijão junto ao fogo para que fosse cozido durante toda a noite.

Gnochi Dourado (R$ 13): esse é um 'tem-que-provar'. Massinha dourada no azeite com ricota, tomate e rúcula. Lembrou minha receita da Massa da Batata Básica; qualquer dia eu conto essa história!

Vitello Tonato (R$ 11), as finas fatias de rosbife de vitello com maionese de atum, um clássico.

Meu drinque de boas vindas: um Aperol Spritzz (R$ 21), com prosecco aromatizado com laranja.

Mas o Bloody Mary (R$ 21) da casa já é um clássico trazido do SubAstor: perfeito.

O mixologista Marcio Silva com o Hemingway Daiquiri (R$ 17): daiquiri com licor de cereja, suco de grapefruit e um mix de cítricos, super aromático.

Luminária feita com garrafinhas de azeite, uma versão delicada das luminárias da Adega Santiago, feitas com garrafões.

'BalcãoGallo' e o Limoncello (R$ 9,50) feito na casa, servido com uma fatia de maçã verde e canela, que faz o sabor se expandir pela boca, genial.

Pequena fachada, grande cozinha! O BottaGallo não promete, já é.

BottaGallo
R. Jesuíno Arruda, 520, Itaim Bibi, Tel. 0/xx/11/3078-2858

MAPINHA AQUI

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h56

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Chambaril x Cozido

Comi ontem um delicioso chambaril no novíssimo Tapioca (Rua Amazonas, 40 - Recife), do chef Duca Lapenda - depois vou postar mais fotos. E descobri a diferença entre o chambaril e o cozido. Além do ossobuco - que dá nome ao prato - o chambaril nao leva tantos legumes como o cozido. E deve ser servido com o pirão. É um pouco mais leve, mas não menos saboroso. Só faltou uma rede depois!

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h43

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Bom dia, 2010!

Escrito por Marcelo Katsuki às 22h17

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Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

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