Marcelo Katsuki

Comes & Bebes

 

O Buraco é lá embaixo

Velas, flores, margaritas e um toque de chili no ar: é o Buraco da Priprioca, uma instalação culinária México/Brasil, que tomou conta do bar no subsolo do Dalva & Dito (ou seria Dulce & Dieguito?) na chuvosa noite de segunda. Por R$ 95 (bebidas não inclusas, exceto o drinque de boas-vindas) era possível degustar um menu gigantesco preparado pela cocinera atrevida, Lourdes Hernández e seus dois maridos, ops, amigos, Alex Atala, o anfitrião e Rodrigo Oliveira, o senhor Mocotó.

Mexeram na ambientação, viu Rosenbaum, tiraram tudo do lugar, kkkkk! Mas era para criar um clima de clubinho, com pista e tudo. E sabe que conseguiram? Uma vez fui a um clube no subsolo do Teatro Municipal em Havana, ops, esse era em Cuba, tô louco, acho que ainda sob o efeito do mezcal! Enfim, era um clube com esse clima. Mas cheio de gente dançando sem parar, o rum já tinha dominado o povo.

Voltando pro nosso Buraco da Priprioca, Lourdes montou uma mesa muito digna, olha essa salsa mexicana. Tinha ainda salsa roja, mousse de aguacate com vinagreta de avellana, jalapeño al limón, paté de cuitlacoche e salsa verde. Alem de Aguas de Chia e de Jamaica, mas esses não me pergunte, não tomei. Tava possuído pelo frozen margarita.

Lourdes preparando tudo ao vivo, no meio do salão. Com um pé queimado mas sem perder a classe!

A bonita mesa do centro do salão foi para a lateral.

O drinque de boas-vindas do 'seu' Zé Cuervo. Tomei alguns, duplos. Perdi a noção e comi meio quilo de torresminhos do Rodrigo.

Bela Masano, do Amadeus, ajudando a amiga a servir o Huatape de Camarón perfumado com folha de abacate. Picante e gostoso!

Momento de relax no balcão, com Coctel de camarón dociiinho. Lembrava os de Vera Cruz, que levam refri de laranja.

A onipresente Andréia, do bufê do D.O.M., ponta firmíssima, carregando as Costillitas Palaviccinni con Salsa de Habanero.

Bebendo na fonte e atrapalhando a cocinera. Fui de Día de los Muertos. Mico? Ou 'micón'?

Quesadillas de carnitas, especiais. Teve ainda Taquito Azul, Taquito Dorado com carne seca, sopecito de massa amarilla con lengua a la Veracruzana (essas fiquei comendo direto na chapa da Lourdes, vexame).

O Baião do Doido, servido com abóbora caramelizada na pimenta. Coisa pra mexicano doido de bom.

Dona Lourdes e seus dois amigos: Alex e Rodrigo.

Eu já tava andando corcunda, quando chegou o Decadente Pastel de Chocolate Y Coco para Conseguir Novio. Entendeu, né? Uma coisa tipo, Bolo de Santo Antonio: coma e case. Dividi com a Beta e depois fiquei preocupado; isso não vai acabar bem, kkkkk!

Não tenho a menor dúvida, pelo menos o meu. DJ, toca um mambo! Ops, solta os mariachis!

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h30

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Comidinha da nonna

Olha essa capinha gratinada no forno a lenha!

Um autêntico barato e gostoso: Presto Pizza. Mas não fui comer pizza (um dia eu chego lá), fui almoçar e provar o prato do dia, uma deliciosa Torta de batatas com carne moída (R$ 15,50), que lembra a Careca de Padre das nossas tias.

A Presto é uma casa de bairro (Aclimação) que faz o famoso Tórtano, pão rústico napolitano que já dei a receita aqui. Depois que comi o Tórtano da Presto, nunca mais me contentei com nenhum pão de linguiça de outras pizzarias da cidade, não tem comparação. E hoje descobri que seu almoço também é especial, com pratos caseiros finalizados no forno a lenha. Um belo diferencial.

Primeiro chega uma salada com alface, agrião, tomate, pepino e repolho fininho. Tão lá em casa. Depois chega a tigelinha de porcelana estalando de quente, com a capinha do purê de batata gratinado com parmesão.

Aquele cheirinho de carne moída bem temperada, com um toque de cheiro verde, alguns pedacinhos de azeitona e queijo. Acompanhada de arroz e feijão. Arroz caseiro, nada de grãos parboilizados, e feijão com tempero suave.

Eu bem que queria provar alguma das sobremesas, como o Pudim de leite condensado ou o Pavê crocante. Mas faltou espaço (e olha que o estômago tá enorme!) Mas não vai faltar oportunidade.

Nas quartas e quintas desse mês acontece um festival de Escondidinhos, com quatro porções incluindo Camarão com Abóbora, Carne Seca com Mandioca, Alho Poró com Mandioquinha e Linguiça Artesanal com Batata e Queijo Coalho por R$ 28. Dá para duas pessoas.

Hoje, terça, é dia do Lombo preparado no molho e finalizado no forno a lenha com batatas, mais arroz, feijão e salada. Hummm. A Torta de batata, agora só na próxima segunda.

Se você tiver talento para a cozinha e quiser arriscar, tem uma receita de Careca de Padre aqui. E ainda uma receita de Shepherd's pie aqui, o 'escondidinho inglês'. O duro vai ser você arrumar um forno a lenha, hehe.

Presto Pizza
R. Esmeralda, 39 - Aclimação
Tel.: 0/xx/11/3207-1749

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Escrito por Marcelo Katsuki às 02h04

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Veloso, 5 anos

O premiado barman Souza. E os mojitos comemorativos, só até domingo!

Já? Pois é. Hoje, 29, o Veloso, bar das famosas caipirinhas do Souza e das coxinhas de frango com catupiry que derretem na boca, faz cinco anos. E para comemorar, o bar começa amanhã um festival de mojitos (R$ 17) com frutas tropicais. A base é a do mojito original (rum, hortelã, club soda, gelo e açúcar) com a adição de uma fruta.

Como eu e meu amigo DFJ adoramos um bom drinque (e uma novidade) fomos até o bar no sábado e não saímos do balcão até que o Souza preparasse alguns exemplares. Provamos o de carambola e o de frutas vermelhas. Tão leves e refrescantes que a gente nem sentiu subir. A dose, generosa, vem num copo enoooorme.

Ui, as coxinhas! Já que tá no inferno, abraça o capeta e pede logo os pastéis!

A tarde caía e o bar seguia lotado. Dividimos uma mesa com os arcanjos Gabriel e Rafael - e também algumas risadas. Exageramos nas coxinhas. Então vieram os pastéis. E outro mojito de tangerina. Tava um burburinho. Falamos ainda mais alto. E tomamos outro mojito, de gengibre e hortelã. Choveu pencas. Rimos demais.

Bem que eu queria ir lá hoje para provar o mojito de abacaxi. E o de maracujá para completar a 'cartela'. O festival vai só até esse domingo, visse? Pena que hoje tá fechado. Viva o Veloso!

Veloso Bar
Rua Conceição Veloso, 56, Vila Mariana
Tel.: 0/xx/11/5572-0254

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Escrito por Marcelo Katsuki às 02h29

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Sabores da Argentina

Termina nessa segunda-feira, 29, o festival Sabores da Argentina, que está reunindo restaurantes de hotéis do Rio e de São Paulo com menus harmonizados com vinhos argentinos. Estive na sexta-feira no restaurante Canvas do hotel Hilton, a convite, para conhecer a sugestão da casa.

A entrada era uma Salada de pimentas, com pimentões marinados e grelhados sobre verdes e ervas frescas. Sobre os pimentões, queijo reggianito.

Meu principal foi o Bife de Chorizo com molho chimichurri e salada de tomates. A outra opção seria um Carré de cordeiro com batatas grelhadas.

De sobremesa, Nosso Prestígio: um bolo aerado de cacau, ganache de chocolate e sorvete de alfajor.

O menu completo custa R$ 95. Se harmonizado com vinhos, o preço sobe para R$ 150. Para saber quais são os hotéis participantes e seus endereços, clique aqui.

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h14

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Momento do vinho em Belém

Quando eu estava perambulando por Belém, um amigo do Recife, preocupado com a minha 'solitude', arrumou um amigo de um amigo para me ciceronear pela cidade: "Liga!" Embora a idéia fosse ficar vagando a esmo, acabei cedendo; e foi assim que conheci o meu host, o Edu. Depois de um tour por vários pontos da cidade, pedi para ele me levar a um lugar bacana para tomarmos um vinho. Ou dois. Ou mais, quem sabe?

Paramos na Grand Cru (Av. Comandante Brás de Aguiar, 50, Belém), uma loja novinha, bem montada, com um wine bar cheio de sugestões apetitosas e, ironia, a duas quadras do meu hotel! Compramos duas garrafas de espumante e pedimos para resfriá-las. Enquanto esperávamos nas mesinhas junto à vitrine, Rodrigo Aguilera, o dono, chegou e ofereceu uma degustação de alguns tintos. Veio o queijo.

Daí foi um desfile de comidinhas gostosas e com preços amigos (clique para ver o cardápio com os preços). Rodrigo contou que o menu havia sido elaborado pela chef Renata Braune, do Chef Rouge de São Paulo. Me senti em casa, ar geladíssimo, mas com Belém pela vitrine. E na mesa:

Mini rosbife de filé com foie gras e redução de vinho tinto (R$ 26). O tipo de canapé que vai muito bem com os tintos que estávamos degustando.

Assim como as Mini linguiças com molho de vinho doce-picante (R$ 20), "importadas" de São Paulo.

E o que falar desse Trio de Pinchos: Rosbife com shitake e alho, linguiça com aeitona preta e alho assado e queijo Saint Paulin com rúcula e presunto cru (R$ 26). Eu comeria todos os dias. Caiu super bem com os espumantes, já marejando nossos olhos de perlage.

Adorei também as Batatas bravas com salames artesanais (R$ 20), três tipos. Brincando de comer.

O Penne com lascas de pato petit sale e champignons ao vinho (R$ 29) veio apenas para degustação, nem havíamos pedido. Eu só ia provar. Mas como resistir?

Anoiteceu. É tão boa a sensação de comer com prazer. E de beber. Compramos mais duas garrafas de espumante para refrescar o resto da noite belenense e saímos para a farra. Foi ótimo. Ainda lembro.

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Escrito por Marcelo Katsuki às 20h05

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A primeira pupunha a gente não esquece

Foi n'A Toca, um misto de restaurante e bar da galeria Bangalow (na Braz de Aguiar - Belém) que provei minha primeira pupunha. Foi uma passada rápida, a caminho da enoteca, mas foi gostoso relaxar um pouco naquele ambiente aconchegante. E fresquinho.

Diferente: a pupunha em Belém lembra castanha portuguesa. Logo pensei em fazer um marrom glacê, hehe.

A Toca vive lotada à noite, tem shows, e agora abre para o almoço com a supervisão da sra. Teresa Russel. Provei alguns pastéis também, fritos na hora.

E provei o açaí com farinha de tapioca, servida também como sobremesa.

Dona Teresa e os pastéis d'A Toca. Gostei, viu?

Escrito por Marcelo Katsuki às 20h21

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Drinque da vovó

Objeto de desejo. Sempre fui chegado numa pegadinha, hahaha. Momento Heloísa Helena perdendo o pivô. No seu copo.

Clique aqui, para comprar.

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h08

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Uma portinha em Belém do Pará

A Portinha é o segredo mais mal guardado de Belém. Só se fala nela, hehe! E tem peculiaridades que fazem jus à fama: é minúscula, só abre no final da tarde e apenas de sexta a domingo. Eita emprego bom esse, meu!

Bolo gigante de chocolate com recheio de cupuaçu.

Mas apesar do espaço diminuto, o menu é até extenso: comidas típicas como maniçoba, vatapá, arroz com jambu e bolos gigantescos de chocolate com cupuaçu, docinhos e os salgadinhos, que fazem a fama do lugar.

O povo faz fila para comprar. E vai pra rua comer, já que lá dentro só tem uma mesa com três lugares; é comprar e rua. Tem também sucos de cupuaçu, biribá, taperebá, além de guaranás locais. Naquele calor, nada como um suco geladinho!

Dentre os salgados, provei um Embrulhadinho de pirarucu com jambu e queijo cuia, parece que é muita coisa mas não é: tudo bem resolvido, gostoso mesmo Comi também uma esfiha de camarão com jambu e uma Empada de creme de jambu e queijo cuia.

Mas o meu favorito foi o Pão da Portinha, com recheido de peito de peru, jambu e palmito. Eita salgadinho pai d'égua, rapaz! Pedi outro mas o Manoel riu e disse: "Acabou"! E olha que a Portinha estava aberta há menos de duas horas!

Me contentei com um Bombom de brigadeiro recheado com cupuaçu enquanto o ambiente era tomado pela maniçoba fresquinha que acabava de ficar pronta. Mas saí de lá mesmo sonhando com o pãozinho. Da Portinha.

Portinha
De sexta a domingo, das 17h as 22h
Rua Dr. Malcher 434 - Cidade Velha
Tel.: 0/xx/91/3223-0922

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Escrito por Marcelo Katsuki às 18h40

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Receita de moqueca do Remanso do Peixe

Agora que você já conheceu algumas delícias do Remanso do Peixe e os endereços para comprar os melhores produtos, que tal ir para a cozinha e preparar uma deliciosa moqueca paraense, nessa versão do chef Thiago Castanho?

Moqueca Paraense do Remanso do Peixe

- 600g de filés de Filhote
- 2 cebolas
- 1 tomate
- 2 pimentões amarelos, 2 verdes e 2 vermelhos
- 2 pimentas de cheiro
- 1 litro de tucupi
- 1 maço de jambú
- 1/3 de maço de cheiro verde (coentro e cebolinha juntos)
- 1/3 de maço de salsinha
- Farinha de mandioca fina até dar o ponto do pirão
- 100 g de camarão
- 100 g de patas de caranguejo
- 1/2 colher de chá de açafrão da terra
- 60 ml de azeite extravirgem
- 3 dentes de alho picado
- 60 ml de vinho Branco
- Sal a gosto
- 100 g de batata inglesa picada

Modo de Preparo
Em uma panela grande para moqueca (de barro), refogue o alho, metade da cebola, do tomate e dos pimentões no azeite.

Em seguida adicione o peixe em pedaços, o tucupi, o vinho, as pimentas inteiras, o açafrão, sal e as batatas.

Quando levantar fervura jogue um pouco de farinha, junte o jambú e deixe cozinhar; quando o peixe estiver cozido decore com os camarões e as patas de caranguejo, o restante dos tomates, da cebola e dos pimentões e deixe mais cinco minutos.

Sirva imediatamente com arroz.

Foto: Tadeu Brunelli

Escrito por Marcelo Katsuki às 17h57

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Os melhores endereços gourmet de Belém

É coisa séria, gente. Passei uma semana arrastando a sacola (e o isopor) por Belém. Falei com cozinheiros, donos de bares e restôs, 'tacacazeiras', peixeiros, motoristas e amigos para chegar até essa listinha, que só estou postando porque fui nos lugares para comprovar. E comprar. Claro que se algum amigo paraense quiser melhorar a lista, fique à vontade. E muito obrigado, desde já!

Tucupi
Dona Eliete é a eleita de 10 entre 10 pesquisados sobre o melhor tucupi. Seu quiosque fica na Feira da 25. Garrafa com 2 litros por R$ 5. Também na versão concentrada por R$ 10. Ela ainda tem Maniçoba congelada em embalagem descartável, para viagem. E ótimas pimentas em garrafa.

Peixes
Frescos, limpos e embalados, só o filé prontinho e no gelo: Banca 9 com o Cavalo, no Ver-o-Peso. Quilo do filhote por R$ 15 e da pescada amarela por R$ 17. Ele fornece assim para os restaurantes da cidade, exija também, hehe. Diariamente, até o meio-dia. O cara tá sempre de preto, naquele calorzão!

Polpas de frutas
Açaí, taperebá, araçá, bacuri. Polpas congeladas com preços que variam de R$ 5 a R$ 10 o pacote (acho que com meio quilo). E o açaí fresquinho pode ser visto sendo processado no fundo do quiosque. Tudo limpíssimo, funcionários usando máscaras. Além da simpatia da dona Walkiria da Barraca do Açaí, que atende você lá na Feira da 25.

Jambu
Se for branqueado e congelado, R$ 15 custa esse pacote na mão da dona Eliete, nossa primeira dama do tucupi (Feira da 25). Super prático para levar para viagem. E não perde a 'eletricidade' do jambu, pois ele não foi cozido. Se preferir o jambu fresco, escolha o maço mais viçoso que encontrar lá na Feira da 25 ou no Ver-o-peso, em média por R$ 5.

Farinha
Barraca do Ruy
, na Feira da 25. Produtos sempre frescos e alguns achados, como a farinha d'água grossa (R$ 2 o quilo), minha favorita desde que me descobri paraense e ideal para uma farofinha bem crocante, com manteiga, hmmm. Essa, só pedindo, não fica à mostra. Além da simpatia do Ruy, que deixa você provar as farinhas antes de comprar.

Camarão seco
Barraca do Lico
, também na Feira da 25, no box 13. É a barraca mais discreta, sem nenhum produto no balcão. Mas com camarões salgados de qualidade, novinhos, protegidos em geladeira. Paguei R$ 24 o quilo. Não ficam à mostra como nas outras barracas, ou seja, estão totalmente protegidos das moscas. Tem que pedir para o Lico para ver. Uma figura.

Sorvete
Se a idéia for levar os famosos sorvetes de açaí e tapioca, a Cairu é a mais tradicional com uns 40 sabores. A concorrente, Ice Bode, tem praticamente os mesmos, o que varia mesmo é a quantidade de açúcar. Lá, o de açaí é menos doce, mas a textura da versão da Cairu é mais gostosa. Já o de tapioca é menos doce na Cairu. Ambas têm caixinhas de isopor para viagem, com várias lojas espalhadas pela cidade. Prove os dois, depois você decide.

Meu freezer tá a mais viva lembrança do Pará! Mercado Ver-o-Peso. Ai, que saudade...

Escrito por Marcelo Katsuki às 17h03

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Remanso do Peixe - Belém

Tenho comido coisas bem gostosas por Belém, mas se eu tivesse que escolher um prato que representasse essa viagem, certamente seria esse acima: Pirarucu defumado com nhoque de banana-da-terra, farofinha d'água e chips de banana.

Sabe aqueles pratos que te emocionam de tão perfeitos no sabor, no cozimento, na apresentação? Pois é, esse estava impecável: o peixe com o perfume do 'fumeiro' rústico abrindo-se em lascas, a consistência delicada do nhoque, a crocância da farofinha, mais o sabor do molho com os temperos típicos do Pará. Pra ser lembrado.

O prato é uma criação do chef Thiago Castanho do Remanso do Peixe, restaurante que começou despretensiosamente na casa do seu Francisco com dona Carmem, sua mãe, preparando pratos com peixes e frutos do mar. Olha que família bonita. O chef tem mais um irmão, no momento aprendendo o ofício em São Paulo.

Quando cheguei ao restaurante, um pouco afastado do centro de Belém, fiquei surpreso com as instalações. Apesar de localizado nos fundos de uma vila residencial, a estrutura é de primeira com ambientes climatizados, assim como o serviço, executado por uma brigada toda engravatada. Comecei com um Caldinho de tucupi com jambu (R$ 6), mais ralinho e leve que um Tacacá, enquanto lia o cardápio.

Pedi alguns Bolinhos crocantes de Piracuí (R$ 15 / 10 unid.), uma farinha de peixe seco que deixa os pratos com sabor de bacalhau. Mas me surpreendi mesmo foi com os Bolinhos de tapioca com queijo do Marajó, que vieram para ser provados, ainda em testes. Pois foram aprovadíssimos, com sua textura semelhante a de uma ricota seca, turbinados com um pouco de parmesão e úmidos por dentro.

Você sabe a diferença da caldeirada e da moqueca? A segunda vem com o caldo mais encorpado pelo uso de farinha, o que no caso do tucupi é uma grande vantagem. Pedi uma Moqueca à paraense (R$ 45), que além do jambu, tem ainda pimentões, chicória e alho no seu preparo. Com a pimenta-de-cheiro do Pará, não há coisa melhor!

Os três pratos seguintes são novas criações do Thiago, que me pediu para provar. Como detesto desperdício, comi tudo. E nem fiquei pesado.

O primeiro foi uma Costela de Tambaqui com pururuca, risoto de jambu com castanhas e alho assado. Já comi muito tambaqui, mas nunca um tão saboroso: cada parte da longa costela tem um sabor que vai da base gordurosa até a ponta mais magra, com gosto de carne. Da pele pururucada nem vou falar nada. Espetáculo.

O prato seguinte era uma Pescada amarela com farofinha de azeitonas secas, batatas ao murro e banana-da-terra assada regadas com azeite. E mais alho assado, coisa que adoro. Como a pescada é dessalgada, lembra um pouco o bacalhau, mas com um sabor um pouco mais pronunciado. Cebolas e tomates assados completavam o passeio.

A Rosa, é o nome da sobremesa feita com finas lascas desidratadas que lembram pétalas, castanhas, jambu cristalizado, telhas de tapioca e sorbet sobre cupuaçu in natura cobrindo o creme de chocolate e uma 'surpresa oriental', para dar um toque no sabor. Muita coisa? Muito sabor, isso sim! E um leve perfume no ar de Cumaru, especiaria amazônica que lembra baunilha.

Fiquei conversando com os simpáticos garçons enquanto aguardava o táxi para voltar ao centro. Apesar da aparente extravagância, saí disposto e fui passear pela cidade, tomar um sorvete, descansar debaixo de uma das muitas mangueiras da praça; aproveitando o meu remanso.

Remanso do Peixe
Travessa Barão do Triunfo, 2590 - última casa da vila à direita
Marco - Belém / PA
Tel.: 0/xx/91/3228-2477

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Escrito por Marcelo Katsuki às 02h36

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Lá em Casa - Belém

Quando se fala em gastronomia em Belém, o primeiro nome que vem à cabeça é o do chef Paulo Martins, verdadeiro embaixador da gastronomia paraense. Em seu restaurante, o Lá em Casa, o chef (no momento afastado do restaurante por problemas de saúde) realiza um trabalho de resgate da gastronomia regional com pratos bem executados respeitando os ingredientes e receitas de origem indígena.

Depois de duas mudanças de endereço, o restaurante ocupa agora um confortável ambiente no Espaço das Docas, trabalhando com sistema à la carte no jantar e bufê no almoço (R$ 35) que pode ser uma ótima opção para conhecer uma grande variedade de pratos regionais sem gastar muito.

Biju Marajoara, simples mas delicioso: crocante e com manteiga derretida.

Bufê de saladas

Arroz de pirarucu do bufê

Filhote grelhado: meu peixe de rio favorito, com vatapa paraense, que não leva amendoim nem castanha, mas alfavaca, chicória e um pouco de azeite de dendê para dar a cor amarelada.

Maniçoba, um prato de origem indígena preparado com folhas da maniva moídas e cozidas, por aproximadamente uma semana. Depois são acrescentadas carnes como charque, toucinho, lingüiça e paio, praticamente os mesmos utilizados em uma feijoada.

Frango no tucupi: uma opção ao tradicional pato. Depois de assada, a carne é levemente cozida no tucupi com seu característico sabor azedinho e servido com jambu e farinha de mandioca.

De sobremesa, Creme de bacuri, fruta típica do Pará com polpa cremosa, perfeita para doces.

E um Bolo bem caseiro, de leite, com cobertura de chocolate, perfeito para arrematar com um cafezinho. Perfeito para se sentir em casa.

Lá em Casa
Boulevard Castilho França, galpão 2 - Estação das Docas
Belém - PA
Tel.: 0/xx/91/3212-5588

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Escrito por Marcelo Katsuki às 01h59

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Comendo e bebendo em Belém

Em Belém desde terça. Logo na chegada, a primeira parada: Estação das Docas, um complexo gastronômico e cultural muito bacana, resultado de um projeto de restauração dos armazéns das docas. Todo em estrutura metálica com fechamento em vidro, permite passear pelos galpões protegido pelo forte ar climatizado ou pela orla, tomando a brisa com a agradável vista para o rio Guamá.

Primeiro gole: caipirosca de cupuaçu com Absolut, na Amazon Beer (R$ 10,90). E não é que combina?

Primeiro prato: o tradicional Tacacá do Lá Em Casa (R$ 9), prato originário dos índios que leva tucupi, goma de tapioca, camarão seco e as elétricas folhas de jambu.

Pouca chuva, muito calor, boa umidade e muita comilança nesses dias por aqui. Aguardem receitas e lugares bacanas para os próximos posts. Conexão 3G por aqui, leeeennnta! Mas não falta disposição!

Escrito por Marcelo Katsuki às 22h15

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Sudcake de chocolate amargo

Olha eu aqui digitando receita no intervalo da transmissão do Oscar! Quem mandou tuitar a foto agora... Mas esse bolo vale. Ah, vale! Muito fácil, super rápido, mega gostoso! Aprendi numa tarde do Teacher & Dinner, a divertida aula-jantar da Roberta Sudbrack, que vou contar aqui em breve.

Bolo molhado de chocolate amargo
Por Roberta Sudbrack
(6 porções)

Bolo:
- Bata 5 claras em neve e reserve.
- Derreta em banho maria 400 g de chocolate meio amargo picado com 150 g de manteiga sem sal e 150 g de açúcar de confeiteiro.
- Retire do fogo e junte 2 colheres desse choco derretido às 5 gemas e mexa para 'temperar'. Depois junte ao chocolate restante.
- Peneire 1/3 de xícara de farinha de trigo (é pouco mesmo).
- Junte as claras em neve e mexa de baixo para cima.
- Asse numa assadeira untada de 32 x 22 cm em forno préaquecido a 180º por 12 minutos aproximadamente. Apenas até que a superfície esteja seca e o interior úmido e pouco assado.

Calda:
- Derreta 200 g de chocolate ao leite picado com 100 ml de creme de leite fresco e 20 g de manteiga sem sal, tudo no banho-maria.

Montagem:
- Corte o bolo ainda morno, disponha uma fatia em um prato e cubra com a calda quente. E coma rápido para repetir antes de tudo mundo!

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h34

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Recuerdos de Madri

Uma boa lembrança de Madri? Não, não, nada de piriri! Um momento muito gostoso da viagem foi um almoço tardio no Bar Tomate, muito bem comentado por lá e, claro, a gente quis conferir.

O espaço tem decoração despojada, clientela descolada e só funciona na base da reserva. Como não tínhamos pressa - e muito menos reserva - ficamos no balcão do bar tomando cava e petiscando chips, aproveitando o serviço bastante cordial, até liberarem uma mesa.

O menu vem em uma prancheta. E o Pan con tomate (€ 3) vem tostado no forno a lenha, o que faz toda a diferença.

O Rigattoni trufado (€ 15) tem creme suave e boa cobertura de trufas negras. Eu tava com preguiça de mastigar, confesso.

Balcão para finalização de pratos no salão anexo. E dá-lhe jamón!

O Tataki de atún (€ 16) da Beta foi uma ótima escolha: peixe no ponto e molho delicado mas saboroso.

Detalhe da decoração.

A Ale surpreendeu pedindo Butifarra, foie gras y judias (€ 13). Moça tão delicada encarando cedo um feijão com linguiiiça, tem que ser gourmet, hehe. Sabores fortes e marcantes.

Imagem do salão anexo, junto ao bar.

De sobremesa, Surtido de quesos del pais (€ 10) com geléia e pães, para você arrematar o vinho. A gente acabou pedindo mais um, isso sim.

Detalhe da luminária feita de livros abertos. Genial. Já pode copiar?

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h33

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Um autêntico boteco japonês

Entre. E fique à vontade...

Depois das tapas espanholas e italianadas, chegou a vez dos petiscos japoneses. Modinha? Que nada! Os izakayas, similares aos nossos botecos, são uma tradição japonesa muito antiga e possuem um conceito muito peculiar: surgiram a partir de lojas de saquês que ofereciam um petisco para o cliente, sem ônus.

Aos poucos as conservas e amendoins foram dando espaço a pequenas porções de entradas, sempre de execução simples. O foco é sem dúvida a bebida, nada do pratinho roubar a cena. Mas a estrutura dos izakayas acabou sendo reformulada, e hoje é vista até como uma alternativa para quem quer sse aventurar no ramo da gastronomia sem ter que fazer altos investimentos.

Quando você pede um saquê, recebe um 'otoshi' (entradinha) que pode ser uma picante e adocicada conserva de pepinos...

... ou uma berinjela assada com flocos de peixe seco, ótima para acompanhar a bebida.

O izakaya Issa tem um longo histórico: já teve outros dois proprietários, mas é Margarida - esposa do chef Haraguchi (do restaurante Miyabi, atualmente fechado para reformas) que assumiu o comando desde janeiro - que deve tornar o lugar um ponto de convergência dos aficcionados por boa comida japonesa, ambiente informal e preços acessíveis.

O Issa é provavelmente o mais autêntico modelo de izakaya: desde o tipo de petisco servido até o atendimento dado aos clientes e a prateleira de saquês, tudo segue o estilo japonês. Nada de garçons uniformizados nem chefs de cozinha desfilando de dolmans pelo salão compacto.

Yakitori (espetinho de frango), também na versão 'coração': outro possível otoshi.

Harumi, a cozinheira, usa avental e lenço no cabelo e fica virando os bolinhos de Takoyaki no balcão junto aos clientes, enquanto Margarida, a proprietária, posta-se ao fogão de apenas uma boca virando o Okonomiyaki, a "pizza japonesa", com desenvoltura, enquanto ajeita o cabelo sempre impecável.

A equipe é só de simpáticas senhoras que falam bom português pois o propósito é dar ao izakaya um apelo mais familiar, abrindo para um público mais heterogêneo, não apenas executivos japoneses. A casa, apesar de reaberta há pouquíssimo tempo, já conquistou clientes como blogueiros, jornalistas de gastronomia e antenados iniciados em comida jap.

Takoyaki (R$ 25): porção enorme de massinha recheada com polvo, 'soosu', alga e flocos de peixe.

Há mesinhas e um ozashiki (reservado) nos fundos para ficar papeando com os amigos, mas os poucos lugares no balcão oferecem a privilegiada visão das belas garrafas de shochu nas pralteleiras ostentando os nomes de seus felizes proprietários, além da finalização dos pratos. Sem falar que no balcão você acaba ouvindo (sem querer, claro) fofoquinhas do mundo gourmet japa da cidade. Ninguém resiste, ainda mais depois de uns saquês, né não?

Sanma (R$ 22), um típico peixe japonês, assado e servido com nabo ralado.

O curioso Okonomiyaki (R$ 25), a 'pizza japonesa' que parece viva, com os flocos de peixe mexendo-se sem parar! Vem partido em quatro, tem a massa leve e merece ser provado.

O preço da garrafa de shochu começa a partir de R$ 100, dependendo das marcas disponíveis no dia. O Ichiko, por exemplo, que é uma beleza e não dá ressaca fica nessa faixa.

Harumi e Margarida: as damas do Issa.

O balcão com vista para os saquês.

As porções são para beliscar, e variam de R$ 10 a R$ 25, mas há alguns pratos simples como Oniguiri (bolinho de arroz recheado - R$ 6) ou o Curry Rice (R$ 25), sinalizados no final do cardápio como 'saída'. Ou seja, para comer na hora de ir embora, sem atrapalhar os golinhos. É comer e "gotissô samá", fio. Longa vida ao Issa! Banzai!

Izakaya Issa
R. Barão de Iguape, 89, Liberdade
Tel. 0/xx/11/3208-8819

MAPINHA AQUI, SE ORIENTE, RAPÁ!

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h10

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Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

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