Marcelo Katsuki

Comes & Bebes

 

Mercado Central - BH

Mercado Central de BH no domingo, que loucura! O metro quadrado mais disputado dentro dos cercadinhos dos bares! Mas para despertar, nada como um bom café coado e o pão de queijo da Dona Diva (C5/loja 163 - tel. 0/xx/31/3072-0966). O pão sai a toda hora, quentíssimo, crosta fina e crocante, interior 'suflair': levin, levin. E feito com queijo especial da Serra da Canastra, que luxúria, meodeosss. Comi dois e me arrependi de não ter trazido uns para São Paulo. Nunca vi nada parecido, nem aquela esponja do Adrià era mais leve, hehe.

Onde comprar queijos e cachaças? Lá no Ronaldo (loja 34 - Tel: 0/xx/31/3274-9611). Aprenda a escolher o melhor queijo dando um 'cascudo' nele. E depois coma uma fatia para garantir, hehe. Cachaças ótimas por pouco mais de 10 pratas. E doce de leite Viçosa, indicação da Ale. Comprei e já devorei um pote.

Quer me ver maluco, me joga numa loja dessas, cheia de panelas, ferramentas e cacarecos sem fim. Será que essa era a Loja do Vozinho (loja 288 - Tel. 0/xx/11/3273-2924? Agora fiquei em dúvida! Tava em transe mesmo. Tanto que comprei nove panelas fundidas e depois morri para carregar tudo. Pessoa louca, descontrolada...

Fui salvo por uma bolsa de lona super transada, meio desbotada (reciclada?), adquirida por R$ 12 no Skinão dos Panos (Loja 28/30 - Tel: 0/xx/31/3274-9563). Gostei tanto que tenho usado até para ir trabalhar. Consumo consciente, hehe.

Mercado Central
Av. Augusto de Lima, 744
Belo Horizonte - MG

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Escrito por Marcelo Katsuki às 10h48

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Vecchio Sogno - BH

Depois da maratona dos botecos, eu e a Ale Blanco fizemos um pit stop no hotel e, munidos de uma disposição do além, pedimos um táxi e partimos para o Vecchio Sogno, restaurante do chef Ivo Faria. O relógio indicava 23h. E os planos malignos incluíam ainda uma passada na Velvet. Ou na Mary in Hell, que gostamos mais pelo nome.

Mas vamos ao restaurante. A primeira coisa que me impressionou foi o tamanho do salão. O atendimento, desde que descemos do táxi até a partida, sempre atencioso, impecável. Um bar imponente. Um pianista. Boa luz. E logo, uma tacinha de espumante, que desceu 'facinho, facinho'.

O menu desgustação (R$ 92) parecia uma ótima opção com uma boa amostra da cozinha do chef. Optamos por ele, mas pedimos para que as porções fossem mínimas, apenas para degustarmos. Afinal, carregávamos (com dificuldade) metade dos botecos de BH no bucho.

E ainda sonhávamos com uma baladinha. O que não impediu de atacarmos o couvert, com grissinis gostosos, almofadinhas 'de vento' (liberdade poética), pães, sardela, azeite e manteiga de ervas.

A entrada: um Carpaccio de salmão defumado com medalhão de lagostim. Eu adoro salmão defumado, até no sushi. E o bacon com o lagostim é outro item de presença. Minha tacinha secou...

O primeiro prato: um Tortelloni de linguiça trufada com foie gras e crocantes de amêndoas. Poxa, muito bom! Temia pelo peso dos ingredientes, mas o resultado foi outra vez surpreendente. E o foie gras como eu gosto, seladinho e macio.

Principal: Jesus, tinha ainda outro prato. Um Lombo de cordeiro grelhado com duas crostas acompanhado de risoto de açafrão, espinafre e shitake. O arroz estava bem 'al dente', o lombinho no ponto! Achei um pecado não comer tudo.

E lá veio a sobremesa: Cascata de damasco e chocolate. Uma panqueca doce brüllée com capinha crocante coberta com fatias de damasco e chocolate cobrindo uma bola de sorvete de creme. Comi pensando em qual desculpa dar para a Ale pois não podia me imaginar fazendo 'milkshake interior' na pista com todas aquelas comidas. Mais as tacinhas. "Vai dar gás, vai dar gás! Vou explodir feito a dona Redonda", pensei.

Final da história: sobrevivemos. Ainda comi as trufinhas de chocolate do café (os meus e os dela). E antes que eu falasse qualquer coisa, ela se antecipou: "Vamos voltar pro hotel? Tô morta." E assim foi. Zzzzzzzzzzzzz...

Vecchio Sogno
Rua Martim de Carvalho, 75 - Santo Agostinho
Tel: (31) 3292-5251

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Escrito por Marcelo Katsuki às 00h29

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Bartiquim - BH

Ainda no sábado, já andando meio torto pelas ladeiras de Belô, chegamos ao Bartiquim. O mote era conhecer o Rômulo César, ou simplesmente o Bolinha, figura folclórica da botecagem mineira. E que figura!

O bar é disputadíssimo. Aliás, a esquina parece uma grande festa, reunindo também os clientes do bar Temático, logo em frente. O prato, Suano o Jiló é daqueles perfeitos para se comer e jiboiar: canjiquinha com suã e jiló empanado e frito, super crocante. Mais um prato na linha 'molhadinho', e claro, super gostoso de se compartilhar.

Ficamos ao lado da barraca de churrasquinho na outra calçada comendo a canjiquinha na ladeira inclinada até não aguentar mais. Vimos um pouco do festival de curtas de humor, que acontece no meio da rua e partimos incensados pela linguiça que fazia um fumaceiro danado na rua. O resto da canjiquinha foi parar numa quentinha. Não dava para desperdiçar uma delícia dessas.

Bartiquim
Rua Silvianápolis, 74 - Santa Tereza
Tel: (31) 3466-8263

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Escrito por Marcelo Katsuki às 22h55

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Bar do Zezé - BH

O José Batista Matos, ou Zezé, é o famoso 'minerin'. Chico Bento personificado, distribui gentilezas e simpatia pelo grande salão do bar onde antes funcionava seu armazém, do qual restou apenas uma parede com alguns itens como sabão em pó e papel higiênico "Que você pode levar se for usar, viu?" oferece o Zezé.

O prato do evento desse ano é Chã Jiló e Dona Moranga: chã de fora com jiló fatiado (escaldado) com purê de moranga, pimenta biquinho e cebola. Gostoso, reconfortante e 'molhadin', uma característica marcante nos petiscos mineiros, geralmente em porções para compartilhar.

O bar, localizado no afastado Barreiro, atrai gente de toda a cidade nos finais de semana, com sua comida regional caprichada. Alguma semelhança com o Mocotó? Pois é, ambos foram 'descobertos' por Eduardo Maya, criador do Comida di Buteco.

Zezé, como generoso 'anfitrião da roça', ofereceu uma porção de bolinho de bacalhau. Nada demais, até a primeira mordida: na massa, milho ralado grosseiramente no lugar da batata. O resultado? Indescritivelmente gostoso!!! Ainda mais com a geléia de morango picante. Uai, mineirin gourmet? O segredo, dizem, é a esposa do Zezé, que fica fazendo as alquimias na cozinha do primeiro andar, longe da vista dos curiosos.

Invadimos a cozinha de baixo para ver a base do Trupico Mineiro, parecido com uma feijoada mas sem feijão preto. O prato ganhou o Comida di Buteco em 2006, se não me engano.

Hora da verdade: Trupico Mineiro: base de feijão, pé de porco, linguiça e costelinha de porco servidos com mostarda refogada, torresminhos crocantes e farinha de milho torrada. Uau! A gente até pediu um pouquinho da farinha para levar. E a mostarda refogada caiu super bem, combinação perfeita.

Degustamos várias cachaças na companhia do Zezé (foto acima). Gostei muito da Ferreira, com o toque sutil de madeira. O sol já tinha partido, a gente não. Fiquei ainda para provar o pé de porco da casa, uma especialidade. O Zezé viu que gostei e antes que partisse, me ofereceu mais três. Comi, fazer o quê? E saí com a boca 'colando' de felicidade rumo aos dois últimos bares do dia!

P.S. No bar conheci o Augusto (perdão se errei o nome!), que tem um blog de gastronomia onde produz fotos com 'padrão Kats de qualidade'. Morri de rir. Mas ele não me deu a URL. Manda aí!

Descobri! Blog do Augusto Franco aqui! Cobertura completa do Comida di Buteco. E qual era o blog do rival mesmo? rs.

Bar do Zezé
Rua Pinheiro Chagas, 406, Barreiro de Baixo
Belo Horizonte MG
Tel: (31) 3384-2444

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Escrito por Marcelo Katsuki às 02h47

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Bar do Ferreira - BH

Pegamos o carro e fomos para o Barreiro de Baixo, uma espécie de Vila Medeiros de BH: longe mas com botecos ótimos! E a vista então? A pedida é ficar nas mesinhas nas calçadas e aproveitar o dia ensolarado. E comer bem, muito bem.

O Brasileirinho, prato do Bar do Ferreira, tem apresentação impecável: costela gaúcha cozida em molho de vinho com bacon e calabreza. Mais mandioquinha, jiló recheado, azeitonas, tudo acompanhado por uma gostosa farofa de... jiló! Isso mesmo!

Queria terminar o dia ali raspando o molho da panela de pedra com uma fatia de pão. Mas antes que o sol partisse, atravessamos a rua para conhecer o já lendário Bar do Zezé. Restou a foto de lembrança (e inspiração).

Bar do Ferreira
Rua Pinheiro Chagas, 473, Barreiro de Baixo
Belo Horizonte MG
Tel: (31) 3389-9357

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Escrito por Marcelo Katsuki às 02h45

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Bar do Antônio - BH

Tá no Jiló: parece nome de música regional, mas é o petisco do famoso Bar do Antônio (Pé-de-cana), bar que toma toda a calçada na rua Flórida. O petisco traz jiló gratinado com bolinhos de linguiça e de carne de sol. Acho que uma boa gratinada (e talvez um pouquinho mais de recheio) deixaria o 'bichinho' tinindo, porque quem se destaca no prato mesmo é o gostoso bolinho de linguiça.

Tomamos uma Bohemia Weiss trincando, raspamos o prato e seguimos adiante. O povo não tá para brincadeira, hehe.

Bar do Antônio (Pé-de-cana)
Rua Flórida, 15 - Sion
Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3221-2099

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Escrito por Marcelo Katsuki às 02h44

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Boteco da Carne - BH

Nossa primeira parada no sábado no Comida di Buteco em BH foi no Boteco da Carne: uma casa de carnes que virou boteco! Fachada discreta, uma escadaria boa para a gente descer harmonizado (rs) e a proposta de comer kafta à milanesa. Inusitado? 'Vamo' lá, uai!

O prato tem uma apresentação festiva, com seis kaftas empanadas, acompanhadas de uma surpreendente conserva agridoce de jiló (à moda japa com vinagre e açúcar), creme de ervas, batatas fritas e cebolas assadas com creme. Carne bem temperada, fritura sequinha, uma beleza! Só a kafta com o jiló já seria bom demais, mas o conjunto todo foi devorado pela mesa.

Comi dois palitos, não resisti, mesmo sabendo de toda a jornada que ainda tinha pela frente. E aprendi a gostar ainda mais de jiló com a conserva do 'Boteco'. Experimenta!

Bar Boteco da Carne  
Rua São Romão, 56 - São Pedro
Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 2555-8480

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Escrito por Marcelo Katsuki às 02h43

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Final de semana 'minerin'

Ao longo dessa semana, postagens sobre o Comida di Buteco de Belo Horizonte. Por enquanto fiquem com a costela ao vinho do Bar do Ferreira (acima). E se quiser dar mais uma beliscada, clica aqui no meu Twitpic.

Escrito por Marcelo Katsuki às 02h33

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Comida di Buteco - BH

Olá, mineiros! Daqui a pouco, eu e a Ale Blanco (do Comidinhas) estaremos aí para fazer a varredura pelos bares da cidade! Muito Engov já na bolsa!

De cara já adorei o nome de alguns petiscos: Vem Kafta Comigo; Embatatei no Rabo (opa!) e Jilogrete da Vovó pra Curar Torresmo Bêbado! Enfim, vamos matar a saudade de BH! A gente se vê pelos 'butecos'!

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h49

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Comendo no hotel

Eu adoro 'brincar de hotel'. Às vezes me hospedo aqui na cidade mesmo para fugir um pouco da rotina, me sentir fora do contexto. Os hotéis têm essa magia, de te transportar para outros lugares, basta você não olhar pela janela, hehe. E reservando com antecedência pelos sites, você consegue tarifas com até 70% de desconto em relação à tarifa balcão.

Houve um tempo em que eu tinha muitos amigos trabalhando na área. E vivia almoçando naqueles restaurantes enormes com carpetes vermelhos, cheios de lustres, plantas enormes, porcelanas e guardanapos de linho. Mas o povo se mandou todo para o exterior. Coisa de gente de hotelaria e turismo.

Nesse feriado revivi os velhos tempos almoçando no restaurante de um hotel aqui do centro com alguns amigos. Mais despojado, sem aquele luxo ostensivo, mas também aconchegante. Até recordei que há alguns anos havia realizado uma festa no bar desse hotel para 30 amigos, regada a muito prosecco e finger food. Saímos "ruivos", claro.

Ah, o hotel é o Pergamon, ali no final da Frei Caneca. Ele oferece um bufê no almoço com muitas saladas além de carnes e massas por R$ 45. Como era feriado, fomos à la carte, seguindo um menu criado pelo chef e gerente de A&B do hotel, William Katô.

De entrada tivemos um cremoso Escondidinho de macaxeira com carne seca. Quentinho, saboroso e grande. Quase uma refeição.

Antes do principal, uma levíssima Musseline de caqui com calda de laranja. Uma delicadeza trazida do caderno de receitas da mãe de Katô.

O principal não fez por menos. Uma bem assada Costela suína com ervas, de pele tostada, crocante sob um molho encorpado acompanhado do Risoto de limão caboclo. Apesar de já satisfeito com o escondidinho, deixei só os ossos.

De sobremesa, um Creme de cupuaçu leve e pouco doce (como gosto) me fez lembrar de Belém. Arrematamos com um cafezinho antes de voltar para o jornal.

O gerente de A&B do hotel, William Katô.

Foi gostoso, Fiquei com vontade de voltar à noite para ficar no bar. Lembro que na festa havia contratado um pianista que tocou "As Time Goes By" umas 10 vezes, a pedido. Não aguentava mais, e muito menos eu. A carta tem preços bem atraentes: Red Label e Absolut por R$ 9 e Bombay Sapphire por R$ 11. Mas, mergulhado no trabalho na volta ao jornal, acabei me esquecendo.

Pergamon Hotel
Rua Frei Caneca, 80
Consolação - São Paulo
Tel.: 0/xx/11/3123-2041 

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h29

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Melhores do Ano

Começou a votação do Prêmio Melhores do Ano Prazeres da Mesa/Bohemia. Clique aqui e dê o seu voto para eleger os 3 melhores em cada categoria!

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h13

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Tudo começa no produtor

Com esse tema, acontece hoje a partir das 18h30, mais um Entre Estantes & Panelas lá no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

Participam do debate Annette Heuser, José Francisco Ruzene, Ricardo Oliveira e André Luiz Theiss, tendo Carlos Dória como mediador.

O evento é gratuito e as senhas serão distribuídas a partir das 17h30 em frente ao teatro. Participe!

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h45

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Receita de Polvo à Provençal

Dia ensolarado, bom para bebericar um vinho geladinho. E que tal acompanhado de um belo polvo? A receita abaixo é do chef Arthur Sauer, do Roux Bistrô. Deliciosa e fácil!

 

Polvo à Provençal
(rendimento: três porções)

Ingredientes:

- 9 tentáculos de polvo

- 1 cebola

- 1 cenoura

- 1 salsão

- 1 alho poró

- sal

- pimenta

- 50 ml de azeite

- uma colher de café de alho picado

- 100g de tomate em cubos

- 300g de arroz branco cozido

- um pouco de salsinha picada para decorar

Preparo
 

- Em uma panela de pressão, coloque água até metade da panela, jogue os legumes picados, o sal e a pimenta e ponha para ferver.
- Quando atingir a ebulição, coloque somente os tentáculos do polvo e feche a tampa para a pressão.
- Deixe cozinhar por 9 minutos. Retire o vapor e abra a panela. Retire os tentáculos e deixe-os esfriar em uma travessa.
- Esquente o azeite em uma frigideira e coloque os tentáculos quando estiver o azeite estiver bem quente. Quando o polvo começar a dourar, coloque o alho picado, o tomate e a salsinha.

- Retire os tentáculos e sirva.

- Coloque o arroz na panela com o molho dos tentáculos e misture para pegar o sabor.

- Sirva o arroz no centro do prato e por cima os tentáculos gralhados. Decore com salsinha.

Roux Bistrô
Al. Min. Rocha Azevedo, 1.101 - Jardins
Tel.: 0/xx/11/3062-3452

Foto: Fernando Mucci

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h37

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The Cupcake Queen

"Decapitem-na!"

Carole Crema, nossa Cupcake Queen da La Vie en Douce não mede esforços para satisfazer o paladar dos seus súditos. A nova tacada da moça é a série de cupcakes inspirados no filme Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton.

Ontem essa caixinha fez a alegria do departamento de arte lá do jornal. Chegou logo após o almoço. Catei um e corri antes de ser abatido. Era um Cupcake Pink, super macio, com um brigadeiro em cima. Não sei porque, achei que fosse de beterraba, ui.

O sorriso pálido ficou vermelho e alegrou o meu bucho estufado. Mas tudo bem, descobri que não estou gordo, gente; tô com EA: Estômago Alto. E isso é outro departamento.

Os outros sabores eram: o Rainha de Copas (R$ 6), que é uma versão em miniatura do bolo de cenoura com cobertura durinha de chocolate belga, o Coelho Branco (R$ 6), massa de banana caramelada com topping de merengue, o Cupcake de goiabada com canela (R$ 5,50), coberto por merengue branco e lascas de castanha, o Cupcake Praliné (R$ 6), essa coxinha deliciosa, hahaha e o Chapeleiro Maluco, com essa simpática cartola verde sobre o cake de cacau coberto com ganache de chocolate belga meio-amargo. Ufa!

La Vie en Douce
R. da Consolação, 3.161 - Jardins
Tel. 0/xx/11/3088-7172

Escrito por Marcelo Katsuki às 02h42

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Sanduíche sem pão

Eu achei que fosse brincadeira, mas é sério! E agora, a pergunta que não quer calar: qual será a primeira sanduicheria tupiniquim que vai copiar? Vamos acompanhar.

Escrito por Marcelo Katsuki às 02h36

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Obá, 5 anos

Tom yam gung (R$ 26), sopa de camarão, folhas de limão kaffir, capim limão, cogumelos e galanga: entrada com uma boa amostra dos sabores da Tailândia.

O Obá comemora cinco anos e prepara um Ano Novo Thai super caprichado, de 15 à 25 de abril. O chef Hugo Delgado acaba de voltar da Tailândia com as malas cheias de ingredientes para preparar pratos como o Satay gai (R$ 17,50), espetinhos de frango com molho de amendoim e relish de pepino e o Kao pad (25,00 / 36,00) arroz jasmin frito na wok com pato e lichias.

Aproveite para banhar o Buda que fica no espelho d'água na entrada do restaurante! Ajuda a espantar os pensamentos e coisas ruins. Xô, baixo astral!

Abaixo, uma receita do delicioso Gai pad med muang himapan do Hugo. Não se assuste com o nome, o importante é que é fácil de fazer. E muito gostoso!

Gai pad med muang himapan
(Stir-fry de frango com castanhas de caju)

- 1 C (colher de sopa) de óleo de soja
- 1 dente de alho picado
- 100 gramas de peito de frango fatiado
- 40 gramas de cebola fatiada (não muito fina)
- ½ C de molho de peixe tailandes
- ½ C de shoyu light
- 1/2 C de molho de ostra
- 1 colher de café de açúcar orgânico (não refinado)
- 1/6 de X (xícara) de caldo de frango
- ½ pimenta dedo de moça fatiada diagonalmente sem semente
- 3 talos de cebolinha verde
- 1/4 X de castanha de caju (assada ou frita)

Preparo:

- Misture os ingredientes do molho em uma cumbuquinha.
- Coloque o óleo na wok, depois o alho e depois acenda o fogo baixo, para não queimar o alho.
- Com o alho ainda branco e brilhante, agregue o frango e cozinhe um minuto, depois junte a cebola. Quando a cebola estiver brilhante, junte o molho e misture bem. Agregue o caldo e ferva em fogo alto.
- Quando estiver quase pronto, junte as castanhas, a cebolinha e a pimenta. Finalize rapidamente para que a cebolinha não murche e sirva com arroz.
 
Toques:
- A molho não pode ficar salgado demais, é importante balancear bem o molho de ostra, molho de peixe e o shoyu light com o açúcar.
- Cebola e frango no ponto: a cebola não pode desmanchar, mas tem que ficar suficientemente cozida para ficar doce.
- Não é um prato muito ensopado nem apimentado.

Obá restaurante  
Rua Dr. Melo Alves, 205, Jardins
Tel. 0/xx/11/3086-4774

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h33

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Millesime São Paulo

Lucilia Diniz, Manuel Quintanero (presidente do Club Millesime) e os chefs Alex Atala, Paco Roncero, Sergio Torres, Sergi Arola, Helena Rizzo e José Barattino.

Hoje foi apresentado no Emiliano o projeto Milesime São Paulo, um evento gastronômico que acontecerá de 14 a 16 de setembro no Espaço Daslu.

Trata-se de um novo conceito, reunindo chefs brasileiros e espanhóis apresentando o que há de mais moderno em tendências gastronômicas no mundo.

Sergio Torres, do eñe, preparando o Tartar de pescado com caviar de Cálix.

Serão 20 oficinas e degustações, além de 'Show Cooking' com 40 chefs durante os 3 dias de evento, que será aberto ao público no período da manhã. Os jantares serão reservados aos convidados das empresas participantes.

A empresária Lucilia Diniz é a presidente da edição brasileira, tendo o chef Alex Atala com embaixador do evento. Hoje após a apresentação do projeto, foram degustadas algumas das criações dos chefs participantes.

Não é lá muito fino.

Muita coisa interessante como o Bombom de foie da Helena Rizzo e o Raviollini de lula do José Baratino. Mas nada chamou mais atenção que o Frutas Lyo Nitro do espanhol Paco Roncero. Era colocar na boca e soltar fumaças pelas ventas. Comida de dragão! Piiiiiiiiii!

A comida é um susto, duvida? Clique aqui. (sorry, Bruno!)

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h26

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Sorvete com comidinhas

Eu acho que já fui italiano. Ainda que a regressão tenha indicado que eu fui uma índia paraense. E artesã, Jesus! Bom isso até explica muita coisa na minha vida e a minha última viagem. E até esse post. Mas chega de digressão. Este não é um post sobre comida italiana e nem paraense. E muito menos sobre o Zena.

Ontem, eu e a Ale Blanco, do Comidinhas, nos encontramos no Zena para uma degustação dos novos sorvetes de massa da Diletto. Eu tinha passado a semana sonhando com um prato reconfortante. A Ale, com o Pesto Genovese.

Eu, que tinha acordado tarde, chegado atrasado na terapia, sem café, com fome, fui logo pedindo um suco de melancia e o Fantasia di Focaccia (R$ 12,50) que tem três versões: azeitona verde, sardenaira e cebola roxa.

A focaccia do Zena tem uma massa leve, gostosa. E tem ainda uma versão recheada com queijo Stracchino que é uma beleza, o tipo de coisa que faz a gente querer voltar ao lugar. Mas esse não é um post sobre o Zena. Comi meio que desesperado, quase não fotografo.

A lousa da entrada indicava o prato que eu deveria comer: Bracioline com linguine (R$ 30,50), pequenas braciolas com um molho espesso de tomate cobrindo a massa. E Grana Padano ralado. Um perfeito prato da tia fulana, suspirou a Ale. "Que saudade!"

A Ale foi decidida a comer Trenette al Pesto Genovese (21,50 peq./ 31,50), massa envolta no pesto verde escuro mesclada com cubinhos de batata e vagem. Pinoles. E queijo Pecorino ralado para combinar. Um perfume só.

A gente ainda estava se deliciando com os pratos, quando vimos chegar o sorvete. Protegidos em uma caixinha de madeira verde, os potinhos, pequenos e com tampinhas coloridas, pareciam estalar de frio em meio ao gelo seco.

Voltei para minhas braciolas macias, tentei raspar o prato mas não achei pão. E tínhamos ido lá para degustar os sorvetes. Esse não é um post sobre o Zena.

Fernanda, a promotora da Diletto, ia abrindo potinho por potinho, eu salivando. "Não veio o de baunilha!" lamentou a Ale. Mas vieram os de pistache, forte com acento tostado, o melhor sorvete de stracciatella, um denso chocolate meio amargo e para compensar, dois de iogurte, na minha opinião, o melhor! Pouco ácido, feito com iogurte mesmo, inesquecível, apenas.

Daí me lembrei que havia um problema. "Tenho alergia a sorvete", balbuciei. "O quê?" Mas eu estava ali para me superar. Para enfrentar o medo do prazer sem medo. O que poderia acontecer? Pelo menos teria comido um último prato reconfortante no 'corredor da morte': o ótimo Bracioline com linguine do chef Carlos Bertolazzi. Que dramático! Será que já fui italiano? Isso pouco importa, isso não é um post sobre a Itália. Nem sobre alergia. Nem sobre vidas passadas. E acredite: muito menos sobre o Zena.

P.S.: O sorvete da Diletto não me deixou sequelas e foi aprovado pelo meu "detector biológico de sorvete vagabundo" como brincou o Bertz. Longe disso: Diletto é um 'sorvetaço'!

Zena Café
R. Peixoto Gomide, 1.901 - Jardim Paulista -
Tel.: 0/xx/11/3081-2158

Diletto do Brasil Ltda
Estrada da Aldeia, 712, Carapicuiba - S

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h26

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Comendo e aprendendo

Há um tempo atrás vi num programa de TV um restaurante-escola de Paris que realizava aulas-almoço para gourmets dedicados e sem tempo. Achei tão bacana mas não conseguia imaginar a logística da coisa.

Pois na semana passada, participei de uma aula-almoço aqui mesmo, no Atelier Gourmand. Por R$ 80 pratas, você tem uma entrada, prato principal, sobremesa e uma taça de vinho. E aprende a preparar algumas etapas da comida que está degustando, além de ganhar a apostila com todas as receitas.

Cada dia o menu apresenta a cozinha de um país. Na quinta foi a Itália. De entrada, o chef Alex Caputo (Executive Chef F.I.C.) de Campinas preparou uma Salada de figos grelhados com presunto Parma deliciosa.

Mas que quase teve a cena roubada pela incrível Focaccia de Parma com queijo. 'Meodeosss', que coisa boa para acompanhar o vinho!

O chef Alex Caputo selando a carne antes de finalizar no forno.

Dizer que o prato principal era generoso seria um eufemismo. Tivemos uma gigantesca Bisteca Fiorentina (T-bone steak alto, temperado com noz moscada, sal e alecrim – grelhado ao ponto) com Nhoque ao pesto rosso (com tomate seco, receita abaixo).

E de sobremesa, Tiramissú.

O tempo é curto, a aula começa às 12h30 e acaba às 13h30 pontualmente. Mas dá para comer, aprender e o mais bacana: conhecer gente com as quais você compartilha idéias e risadas à mesa. E gente bacana, que gosta de comer bem, cozinhar e se divertir.

Receita do Pesto Rosso
(ótimo para acompanhar massas, torradas, carnes)

- 200 g de tomate seco
- 100 ml de azeite
- 1 dente de alho
- 30 g de pinoles
- 1 ramo de alecrim
- 1 ramo de tomilho
- sal a gosto
- 20 g de azeitonas pretas sem caroço

Facinho: Bata todos os ingredientes no liquidificador, exceto o sal, até obter uma pasta. Experimente e complete com o sal o quanto baste.

Atelier Gourmand
Rua Bela Cintra, 1783 - Jardins
Tel: 0/xx/11/3060-9547

MAPINHA AQUI

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h09

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Santos Food Festival

Um bom motivo para descer pra Baixada: começa amanhã em Santos o primeiro festival gastronômico da cidade, o Santos Food Festival, reunindo 20 restaurantes com menus bem variados, de temakis e burritos até kaftas e cordeiros.

Entrada + prato principal + sobremesa por R$ 25 no almoço e R$ 29 no jantar. Já vi dois que quero conhecer: Casa da Villa e Quinta da XV, que só abrem no almoço, mas tem ainda a Decanter que abre à noite e tá com um cardápio bacana também.

Clique aqui para ver a lista dos restaurantes e seus menus. Bacaninha o site, bem organizado. Só não se esqueça de levar repelente para não voltar dengosa. Importante!

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h43

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PERFIL

Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

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