Marcelo Katsuki

Comes & Bebes

 

Pizza Fora de Série

[Alho branco, pra variar um pouquinho, rs]

Tá rolando na Pizzaria Bráz a terceira edição do Festival Fora de Série da Bráz, com ingredientes super especiais como o tomate San Marzano, o azeite de primeira prensagem, o orégano da província de Salerno e nesse ano, até a água Ferrarelle foi importada. Parece frescura mas não é, produtos especiais fazem mesmo muita diferença!

E sabe o que me surpreendeu? Foi a farinha Molino Caputo, produzida em um moinho do começo do século passado e feita especialmente para pizzas. Deixa a massa crocante na borda mas macia e com um quê de polvilho que é delicioso! Até comi a borda, coisa que não costumo fazer.

A dica é pedir a pizza 4 Stagioni (R$ 59, acima) que vem com os quatro sabores especiais (2 fatias de cada) que foi a que eu comi com o @jrferraro. Tomamos vinho, devorei um pudim todo caramelado, amaldiçoei a ditadura da magreza e fui embora deixando minha digital na cadeira ao lado. Tá, eu tinha bebido! Mas liguei lá e o povo da Bráz já tinha guardado. Brigado.

Pizzaria Bráz
Rua Graúna, 125, Moema, São Paulo, tel. 5561-1736
Rua Vupabussu, 271, Pinheiros, São Paulo, tel. 3037-7975
Rua Sergipe, 406, Higienópolis, São Paulo,  tel. 3214-3337
Avenida Benjamin Constant, 1963, Cambuí, Campinas, tel. (19) 3251-4444.
Rua Maria Angélica, 129, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, tel. (21) 2535-0687

Quintal do Bráz
Rua Gandavo 447, Vila Mariana. Tel: 5082-3800

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h49

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A pizza tá preta

[Foto: Bruno Pavão]

Pizza queimada? Nada!!! É a Presto Pizzas lançando a primeira pizza de alho negro da cidade! André Cotta, antenado que só, encomendou um lote da iguaria, produzida no Brasil pela Marisa Ono, do blog Delícia, e testou algumas receitas até chegar na pizza Nero da Presto (R$ 39).

A redonda leva apenas mussarela especial e pétalas de tomate confitado para não ofuscar as propriedades do alho negro. A iguaria, ao contrário do alho normal, é mais sutil, tem toques defumados e adocicados e não vai deixar ninguém com aquele bafão espanta-vampiro ao sair da pizzaria.

O lançamento será hoje lá na Presto, com a presença da Marisa Ono dando o veredito, rsrs. Eu já provei e até me atrevi a dar uns pitacos. Coisa de cobaia enxerida, quem mandou perguntar...

Presto Pizza
R. Esmeralda, 39 - Aclimação
Tel.: 0/xx/11/3207-1749

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Escrito por Marcelo Katsuki às 11h39

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McJapa

Gyudon: arroz com 'carne louca' japonesa. Loucura!

A cada dia gosto mais da Liberdade. Tô achando que preciso morar lá. Mas você trocaria o Paraíso pela Liberdade? Questão existencial essa, preciso discutir na terapia!

Ontem fui até a Liba cortar meu cabelo no salão da Lu. Passei no Adegón para comprar um Takashimizu - meu garrafão de saquê favorito - e levei um obentô (a 'malmita' japa) para comer à tarde. Daí aproveitei que estava na Galvão Bueno e fui almoçar no novo Ebis.

O Ebis, casa de um dos sócios do Porque Sim, é o primeiro fast food japa do jeito que a gente imagina um fast food japa. Logo na entrada você faz o seu pedido no caixa, paga, recebe uma ficha e vai pro balcão ver sua comida ser montada ali. Pega o chá, conserva, pimenta, molhos, o que quiser no balcão e sai pro salão de bandeja em punho tremendo feito vara verde.

Tem Udon, o leve macarrão japonês com caldo em várias versões a partir de R$ 10. Tem o Curry simples por R$ 13, acompanhado de arroz. Com mais R$ 5 você leva também um belo lombo à milanesa fatiado. Temakis com preços que variam de R$ 7 a R$ 10. Missoshiru por R$ 2. Mas eu tinha ido lá para comer Gyudon.

Chá na faixa! Bom pra digestão.

Esse prato traz uma lembrança forte de umas férias que passei no Japão. Voltava das noitadas (um jovem senhor não fala "balada", me disseram) pelas ruas já amanhecendo e parava no primeiro Yoshinoya que encontrasse. Entrava e comia o Gyudon quentinho, molhadinho, reconfortante mesmo. E saía cambaleando para desmaiar na sala da casa do meu amigo Sadao. Nem terremoto me acordava.

Morro com esse ovo...

Ontem eu revivi um pouco aquele sentimento. Da cumbuca de arroz quentinho coberto com tiras de carne acebolada, cozidas no molho japonês, mais a cebolinha finamente fatiada. E como não poderia faltar, o ovão cru: gema deslizando por entre os grãos de arroz, viscosa, com um toque de molho de soja. O ovo é opcional, não se preocupe. E não se esqueça da conserva de gengibre, essa é essencial. Ah, a sopinha, cheia de alga, já acompanha o prato. E essa viagem até aquele inesquecível verão escaldante em Tóquio custou apenas 12 pratas. Meu bolso furado agradeceu.

Importante: o Ebis abre de quinta a terça no almoço e jantar. Quarta (hoje) é dia de folga!


Restaurante Ebis
Rua Galvão Bueno, 467
Liberdade - Tel.: 0/xx/11/3207-6206

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Escrito por Marcelo Katsuki às 12h34

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Fondue or not fondue

Cansei de cacau 743%. Gosto de chocolate meio amargo mas ando numa fase 'back to basics'. Por isso tenho me entupido de brigadeiro e bicho de pé. E de bife acebolado, sopa de músculo, mocotó com farinha e pão na chapa com manteiga da padoca em frente ao jornal. Cansei de ser fino! #prontofalei

Surtos à parte, dei uma desencanada do meu EA (estômago alto); botei uma calça de elástico e passei o finde na praia abraçado ao pote de Fondue de Trufa da Cacau Show. Era um gole de espumante e uma colherada do fondue. Isso mesmo, colherada! E deitado na rede. Achei o fondue tão versátil que comi de todas as formas, menos como fondue (embora tenha pensado várias vezes em rodelas de bananas cobertas com o chocolate e castanhas picadas).

Derreti durante 30 segundos no micro-ondas e comemos como trufa de colher. Deixei mais 30 segundos e usei como uma falsa ganache. Ficou cremoso e escorreu sobre o bolo de frutas. Se usar ele frio, dá para enrolar bolinhas e passar no chocolate em pó, no leite Ninho, em confeitos de chocolate e servir como docinho. Troço versátil, sô! Só não usei como máscara facial porque já sou um caso perdido, mas experimenta. Vai que é milagroso.

Aqui na Cacau Show perto do jornal (Rua do Arouche, 195. Tel.: 0/xx/11/3362-0033) tá custando R$ 18,90 o potão com 400 g. Tô pensando em voltar lá! Já me chamaram até de trufa gorda no domingo. Nem ligo.

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h25

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Escondidinho pernambucano

Delícias do Brunch Nordestino, que acontece todo sábado por R$ 28.

O segredo pernambucano mais bem guardado fica dentro de uma academia de yoga, ali na alameda Franca, 444, nos Jardins. É preciso tocar a campainha e percorrer um iluminado corredor até chegar ao diminuto salão do Azulejo Pernambucano, do gourmet André Palma. Pequeno mas aconchegante, decorado com delicadeza, um oásis de paz no meio do burburinho dos Jardins.

O bistrô foi inaugurado há pouco mais de 3 meses e pode ser considerado uma pequena embaixada da cultura pernambucana na cidade. O som, baixinho, vai de frevo a mangue beat. Nas paredes, obras de artistas e retratos de personalidades pernambucanas. Sucos de cajá e graviola saciam a sede enquanto aguardo minha casquinha de siri, trazendo lembranças da terrinha que eu tanto adoro.

A cada dia, uma cidade pernambucana é homenageada. Recife, Olinda, Caruaru, Guararapes e Porto de Galinhas são reverenciadas com imagens e pratos no cardápio da casa. Mas uma dica imperdível é o Brunch Nordestino, sempre aos sábados (das 11h às 18h) onde você pode degustar até 5 pratos salgados e deliciar-se com um bufê de bolos e doces à vontade por apenas R$ 28.

O bistrô criado pelo André foi baseado em duas obras representativas da cultura local: "História dos Sabores Pernambucanos", que dá o tom do cardápio com receitas tradicionais e "O Azulejo na Arquitetura Civil de Pernambuco" que inspirou detalhes da ambientação, além do nome da casa.

Um dos meus bolos favoritos: o tradicional Bolo de Noiva, feito com frutas secas e vinho Moscatel. Aromático, úmido e acima de tudo, gostoso demais!

Outra delícia: Bolo Pé-de-Moleque, feito com castanhas, massa de mandioca, chá de erva doce, café coado e cravo da Índia.

Bolo de Rolo, patrimônio imaterial de Pernambuco, claro que não poderia faltar! E o André serve apenas o Bolo da Casa dos Frios, tradicional empório do Recife, com queijo do Reino, outro costume local.

Bolo de Milharina com queijo e goiabada. Ao fundo, compota de Banana, bolachas e Delícia de Abacaxi, uma maravilha feita com coco queimado e uva passa!

Personalidades pernambucanas - ou representativas para a cultura do Estado - que habitam o "Azulejo": Ariano Suassuna, Alceu Valença, Mestre Salustiano, Luiz Gonzaga, Francisco Brennand, Lia de Itamaracá, Dona Santa, Caboclo de Lança além do Boneco Gigante de Olinda.

Tapioquinha de queijo coalho.

Casquinha de siri ao côco (R$ 7,50) do menu de sexta-feira

A delicada Panqueca de camarões com molho de coco e maracujá é saborosa e leve. Servida apenas na sexta.

O prato de quinta é o meu favorito: Charque paçocada, fritinha, com cebolas caramelizadas, purê de inhame e farofa de queijo, feita com farinha quebradinha.

O pequeno salão ao fundo, que comporta até 16 pessoas.

Fachada do restaurante, com entrada pela academia Satya Mandir Yoga. Discreta mas fácil de localizar pelo número: 444.

Agora a gente já tem para onde correr quando bater aquela saudade de lá! Comida e recepção calorosa à moda pernambucana. Segunda à sexta, no almoço e jantar. Sábados, apenas brunch.


Azulejo Pernambucano
Alameda Franca, 444 - Jardins - São Paulo - SP 

Tel: 0/xx/11/8066-2287

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Escrito por Marcelo Katsuki às 13h41

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A boa nova de Campos

Meu cantinho favorito dessa temporada em Campos do Jordão não está no centrinho mas logo na entrada da cidade, ao lado esquerdo do Portal para quem chega.

Chama-se Boteco do Vinho, está novinho em folha e tem uma seleção boa de vinhos com preços amigos. Mas a grande atração tem sido a comida preparada pela Maria de Lourdes, mãe do Arthur de Oliveira, o proprietário.

Comida de mãe é covardia, agora imagina acompanhada de uma tacinha de vinho (importados de R$ 8 a R$ 12 a taça), em uma das mesinhas distribuídas pela loja naquele friozinho de Campos? Comecei comendo a Casquinha crocante de ervas (R$ 9 o pacote), que Maria contou dar um trabalho enorme. Mas compensa: adoramos e compramos todo o estoque para voltar para São Paulo fazendo sujeira no carro, que delícia.

O forte da casa são os caldinhos na caneca. Tem um de Aipim (mandioca) com costela e pimenta de cheiro (R$ 12) que estava uma barbaridade de bom! O creme de queijo Gruyere (R$ 16) também não fica atrás, mas adoro mandioca e costela, daí já viu.

Apesar de já ter me aquecido com os caldinhos, não resisti à tentação e comi a Polenta com rabada desfiada marinada no Cabernet Sauvignon com agrião (R$ 18). E dá para resistir? Olha esse prato!

Pedi uma porção 'mini' do Arroz de bacalhau (R$ 21 a porção inteira) e me deliciei com o cheirinho da salsinha com o azeite extra virgem.

E fechei o delírio gastronômico no Boteco provando um Fetuccini com carne de sol e alho poró salteado (R$ 18). Massa artesanal (também vendida no Boteco) delicada contrastando com a força da carne com o alho. Muito bom!

Arthur e sua mãe, Maria de Lourdes, que começou fazendo uns petisquinhos para os clientes e acabou tendo que reforçar a cozinha!

Fachada da loja.

Sim, exagerei e fiquei com a pança enorme. Mas estava voltando para Sampa e na descida todo santo ajuda. Tenha fé.


Boteco do Vinho
Quando for a Campos, não deixe de conhecer. E de se deliciar!
Rua Santa Tereza, 71 (ao lado Portal da Cidade)
Tel.: 0/xx/12/662 5698 - Campos do Jordão - SP
O empório abre diariamente, já a cozinha, apenas de quinta-feira a domingo, das 12h às 19h.

MAPINHA AQUI

E para quem não puder ir até Campos, abaixo a receita do Caldinho de mandioca com costela. De babar...

Caldo de Aipim com Costela
Receita de Maria de Lourdes do Boteco do Vinho

Ingredientes
03 kilos de Costela Bovina Magra
02 Cebolas grandes cortadas em cubos grandes
01 cabeça de alho picado
01 maço de cebolinha verde picado
04 tomates maduro cortado em 04 partes
01 kg de mandioca descascada e picada (mandioca amarela)
Sal a gosto
Opcional: 01 colher de molho de pimenta vermelha caseiro

Preparo
- Limpe a costela retirando todo o excesso de gordura.
- Em uma panela pressão (10 litros) coloque a costela juntamente com uma colher de sopa de sal, deixe dourar até pegar no fundo da panela. Em seguida acrescente, o alho, a cebola, a cebolinha verde e os tomates, refogue por cerca de 15 minutos. Coloque água fervendo até encher a panela. (07 litros)
- Tampe e deixe cozinha por aproximadamente 02 horas.
- Retire a panela do fogo e deixe descansar por 24 horas.
- Após este período, abra a panela e retire toda a gordura solidificada.
- Em seguida leve ao fogo e acrescente a mandioca. Deixe cozinhar até que a mandioca derreta, passe em um coador e sirva quente em canecas salpicado de salsinha.

Escrito por Marcelo Katsuki às 20h09

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Tome a sopa, leve a vasilha!

Que tal tomar uma sopa acompanhada por uma taça de vinho e de quebra levar o bowl assinado pela Isabela Capeto por R$ 24? Essa é a proposta do Winter Festival - sopas & vinhos, que começa nessa sexta e vai até o dia 1º de agosto.

São 20 restaurantes participantes, dentre os quais PJ Clarke’s, Sweet Pimenta, Tandoor e Josephine. Confira a lista aqui.
E são três modelos de bows, para colecionar. Acho que vou aproveitar para montar o enxoval, ando numa fase super sopa, rs.

Sopa do festival no Restaurante PJ Clarke's

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h44

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De volta ao Le French Bazar

Da minha primeira visita ao Le French Bazar guardo uma bela lembrança: o Dry Martini. Adorei, me empolguei e ali acabou a minha noite. Acho que comi uma terrine de foie gras mas não posso garantir, rs.

Na semana passada voltei para provar outros pratos e fugir do Martini. E dessa vez trouxe belas lembranças. Do vaso meticulosamente arrumado na pia do banheiro, da luz intimista, amarela, difusa. Do papel de parede colorido e da trilha sonora, onde até um Pizzicato 5 caiu como uma luva. O serviço, atencioso e cortês do Milton, a vista simpática da cozinha através da boqueta, um burburinho, um vinho.

A seleção de amuse bouche (R$ 42) me conquistou de cara: Camembert quente em crosta, uma barriga de porco com toque oriental e salmão gravlax com creme azedo. Precisa mais?

Ah, detalhe da macia e saborosa barriga de porco. Merece!

Meu principal: um braseado de polvo e lula com purê de maracujá azedinho na medida e redução de vinho (R$ 39).

Provei também o Filé ao molho Bordelaise com batatas boulanger e me lembrei de quando fiz esse prato no curso de chef. Sem comparações, rs. Preciso dizer que estava suculento e saboroso?

De sobremesa, não hesitei em pedir o Fondant de chocolate com frutas vemelhas e creme inglês (R$ 12), que a Ailin do Gastrolândia tanto fala. Agora entendo... Massa úmida, quentinha, com a calda de frutas e creme inglês fresquinho. Orgásmico mesmo, e olha que nem sou formigão.

O chef Dudu Borger, sócio de Beto Tempel, com quem divide a cozinha do Le French Bazar.

Vista do salão pelo mezanino. Para eu me lembrar de voltar lá mais vezes. Magnifique!

Le French Bazar
R. Fradique Coutinho, 179 - 
Pinheiros - Oeste.
Tel. 0/xx/11/3063-1809

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Escrito por Marcelo Katsuki às 02h16

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Com a mão no barro

Minha peça, adquirida pela Patrícia Takata. "Arigatou!!!"

O Sukiyaki do Bem, evento beneficente realizado pela ceramista Hideko Honma com o Grand Hyatt no mês passado foi um sucesso. Com atraso posto aqui alguns cliques para deixar registrado o talento dos chefs, que mostraram que mandam bem na arte da cozinha e na arte de fazer o bem.

Os 'utsuwas' das ceramistas do bem, dispostos na entrada do evento para escolha dos participantes.

Cerimônia da quebra do barril de saquê, para desejar sorte e prosperidade.

A sempre elegante Hideko Honma, responsável pelo evento.

Apresentação dos tambores japoneses.

E uma das versões do sukiyaki servido no jantar.

E as delicadas sobremesas.

Agora vamos ao que interessa: conferir a criatividade de cada chef, que teve de personalizar uma peça.

A peça do Jun foi a que eu mais gostei. Prontofalei.

A peça do Josimar também era muito bonita e elegante.

O Viko caprichou no acabamento.

Peça do Murakami, esse gênio doido, rsrs.

Na verdade, acho que a peça mais bonita foi a do Castilho. E não é porque ele é meu chefe na Prazeres. Juro.

Acho que o Charlô se inspirou nos próprios olhos. Profundo.

O Saburó representou os chefs pernambucanos com louvor: olha que beleza de peça! Se eu não estivesse tão duro, tinha feito um lance!

Nossa, sou eu! Minha mãe gostou da peça, acho que terei de fazer o curso na Hideko, só para fazer um exemplar para ela!

Clean total a peça do Adriano. Very japa.

Pensando bem, acho que a que eu mais gostei foi a do Alex. Áfe, ando volúvel...

Brasilidade modernista na peça do Carlos Ribeiro.

Jacquin: a obra mais instigante. De acordo?

Escrito por Marcelo Katsuki às 22h20

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Alimento pra alma e pro corpinho roliço

Quando o Hotel-Escola Senac me convidou para a 2ª edição do Festival Rota dos Sentidos "O Brasil do Mundo Todo", não hesitei em escolher o final de semana com o chef José Barattino. Sabe-se lá porque toda vez que me programo para ir ao Emiliano, acontece alguma coisa. Dessa vez, pensei: "Só se me perder na mata." Então tranquei meu caboclo interior e passei o dia todo dentro do hotel, apenas olhando para a floresta, tomando um vinho, falando com os passarinhos...

20h30. As portas do Restaurante Araucária se fecham, o pianista descansa as mãos sobre o teclado e os chefs começam o ritual.

O jantar começou com esse Tartare de atum com creme frio de pepino. A foto tá medonha (luz romântica), mas o amouse bouche foi logo arrebatando: refrescante, saboroso, perfeitamente emoldurado pelo Cosecha Especial Extra Brut Norton.

Primeira entrada: Legumes assados com emulsão de castanha do Brasil. Sim, um prato vegetariano. Sim, eu viraria um vegan feliz se existissem pratos tão simples e saborosos sem carne. Apenas assados com sal, pimenta e um fio de azeite. Tudo perfeito, valorizando o sabor dos ingredientes. Pra que mais?

Segunda entrada: Risoto de lula 'en su tinta' com manjericão. "Cadê a tinta?" perguntei pro chef. Estava nesse pó preto, mas quer saber? Nem precisava dela. O risoto estava tão saboroso, com tomatinhos cereja, azeite e um delicado perfume do manjericão. E pungente, bem acompanhado pelo Chardonnay Haras Elegance.

"Feito em baixa temperatura", pensei. "Não, a pele está crocante..." O segredo do suculento e macio Peito de galinha d'angola com uvas marinadas ao Marsala, favas e vagens era a simplicidade. Carne selada finalizada no forno e fatiada apenas na hora de servir. E essas uvas marinadas?

De sobremesa, Tortino de Banana com sorvete de chocolate, uma combinação clássica mas apimentada pelo creme de pimenta da Jamaica.

Os chefs José Barattino, do Hotel Emiliano, e Alexandre Righetti, do Grande Hotel Senac Campos do Jordão, na montagem dos pratos. Resultado irrepreensível.

E depois de elevar a alma com pratos tão bem executados, uma rápida escapada para assitir ao show da bela e talentosa Bruna Caram. Me emocionei com "Gostava Tanto de Você", comprei os CDs, virei fã e paguei de tiete pedindo para tirar foto junto. E juro que não tinha bebido muito...

PROGRAME-SE

Nessa semana, dia 16, a chefe executiva do Grande Hotel São Pedro, Patrícia Fontana, prepara o jantar no Grande Hotel Campos do Jordão. R$ 220 por pessoa (vinhos inclusos). Informações e reservas: (12) 3668-6000.

Enquanto isso, Jefferson Rueda, chef do restaurante Pomodorii, pilota as caçarolas no dia 17 de julho no Grande Hotel São Pedro. R$ 190 por pessoa (vinhos inclusos). Informações e reservas: (19) 3482-7600

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h01

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Como nascem os sushis

Buda, me chicoteia!!!

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h49

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Happy hour especial

Quer coisa mais gostosa que sair do trampo e se esparramar numa poltrona confortável, num ambiente bem decorado e bebericar uma taça de Martini ao som de um trio de jazz? Pois esse pode ser seu programa para essa quinta, dia em que o Aboo Lounge do Sofitel Ibirapuera recebe um trio de músicos para uma noite especial. Estive há duas semanas e me diverti, apesar de nenhum amigo ter podido me acompanhar. Fui sozinho, música também é companhia!

Mas companhia boa mesmo foi esse Aboo Paradise (R$ 24), com gin inglês, suco de grapefruit e cereja. E o melhor é o esquema de 'chorinho' do Aboo: a coqueteleira fica na mesa, com praticamente outra dose de cortesia. Uau, sai pela metade do preço, hehe.

Como estava de estômago vazio, pedi logo uma Trilogia de mezzeh com pão sírio (homos, babaganoush, taboule) por R$ 30. Leve, gostoso, ideal para acompanhar o drinque.

O Amojito pour Femme (R$ 26) leva Bacardi Gold, Wiborowa Rose, suco de limão, rosas e hortelã. Bem feminino e com um aroma sedutor!

Quis provar o Nhem de pato com amendoim e gengibre ao molho ponsu (R$ 32). Super crocantes, boa fritura e recheio suculento.

Hora do meu favorito: Dry Martini importado (R$ 26). O barman do Aboo arrasa, estava perfeito. O atendimento também, super cortês e eficiente.

Depois de tanto Martini, tava relaxado, feliz e até me achando magro. Por isso não hesitei em pedir a porção de Guioza servido com molho Teriyaki (R$ 30) com três tipos de recheio: carne, frango e vegetariano. Porção farta! Ou eu que já tinha comido muito?

Para encerrar a noite junto com a banda que arrasou no jazz, um Mil folhas de baunilha (R$ 20), eleito o melhor da América Latina pelo New York Times no ano passado. Bom, a pâtisserie do hotel, Le Fournil, dispensa comentários.

No fim da noite lá está você, num cenário 'tribal chique', com carpete com motivo de jaguatirica, mobiliário étnico, meio rústico, meio sofisticado. Na verdade, equilibrado, assim como os drinques, que já te elevaram o espírito e fazem você pensar que está viajando por paisagens selvagens, talvez um cenário aborígene do norte da Austrália. Será que é daí que vem o nome?

O Aboo tem também uma degustação interessante chamada Wine Flights, onde são servidos três tipos de vinhos com um tema em comum (uva, país, etc.) acompanhado por uma seleção de queijos por um preço aproximado de R$ 50. Vale a pena conhecer. E o serviço de manobrista do hotel custou R$ 12, mais barato do que muitos valets da cidade. Vou voltar (mas da próxima vez acompanhado!)

Aboo Lounge
Sofitel Ibirapuera
Rua Sena Madureira, 1355 - Ibirapuera

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Escrito por Marcelo Katsuki às 16h56

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Yes, nós temos peixe com bananas!

Comida africana, pertinho do jornal.

Estou maravilhado! Tá, sou meio deslumbrado, liga não. É que quando como algo que surpreende meu paladar sem assustar meu bolso, fico odara. Dei-xa eu con-tar...

Há tempos passo na frente de um restaurante africano aqui na rua da Folha, mas nunca entro. Paro, olho, mas vazo, assustado com a muvuca. Hoje fui lá com meu amigo Gilberto Kyono, que já tá virando habitué e me surpreendi. Primeiro, pela simpatia da dona, a falante Melaniz, que recebe com um sorriso maior que ela, descreve todos os pratos do dia (lá não tem cardápio) e ainda arrasa no inglês e no francês.

Segundo, porque a comida é boa! E muito barata: uma opção de carne, frango ou peixe (fritos ou refogados) com um acompanhamento generoso sai por R$ 10. E se você quiser incluir outro acompanhamento, por gula, custa mais R$ 2,50. E as opções são curiosas e tentadoras.

Olha a 'porçãozinha' de banana-da-terra frita. Inham!!!

Pedi o prato campeão da casa: Peixe frito com molho de cebolas e banana-da-terra frita. Uau! Era uma corvina, sequinha, com um tempero simples para receber o molho acebolado, encorpado, gostoso. E o que dizer das bananas? Crocantes nas pontas queimadas e cremosas e adocicadas no interior. Com um toque de sal, ainda coçam a minha memória.

O Gilberto pediu Frango frito com feijão branco, couve refogada e uma polenta enorme, cozida em pano amarrado e totalmente sem sal. Para minha surpresa, ela deixa um sabor de arroz japonês na boca (posso falar que essa polenta tem retrogosto de 'gohan', Ailin? Rsrs). A couve é deliciosamente inusitada: leva amendoim e camarão seco moído, como um caruru (que aparece no menu sazonalmente) e fica ainda mais desafiadora com a densa pimenta da casa.

Além dos pratos fixos, que incluem ainda molho de tomate, molho verde e uma berinjela levemente condimentada, vez ou outra a Melaniz prepara o arroz tanzanês, o arroz senegalês, o nigeriano... Ela conta que cada país prepara seu arroz de uma maneira diferente. Claro que fiquei curioso para provar todos. Mas na próxima visita, vou querer o Frango refogado com molho verde acompanhado da polenta rústica. Simples, como a boa comida deve ser.

O Biyou-Z abre todos os dias para almoço e jantar. O ambiente é simples e o povo fala alto mesmo num dialeto que não dá para entender nada. Mas não se assute. Como diz a Melaniz, "é tudo gente boa!"

Biyou-Z Restaurante Afro
Al. Barão de Limeira, 19-A
(Quase na Praça Júlio Mesquita)

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Escrito por Marcelo Katsuki às 14h38

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Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

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