Marcelo Katsuki

Comes & Bebes

 

Brasileño

Paella de pato com feijão de Santarém e caldo de urucum (R$ 48)

A nova ola española são as tapas com ingredientes brasileiros. Pelo menos lá no eñe restaurante. Os chefs Sergio e Javier Torres estão promovendo um Festival de Tapas Hispano-Brasileiras até o dia 16 de outubro, com uma perfeita fusão das duas cozinhas. Receitas espanholas com ingredientes brasileiros mas sem perder a identidade ganham novos contornos.

A Tortilla feita com mandioquinha (R$ 16) no lugar da batata acrescenta cremosidade e perfume à receita deixando-a ainda mais reconfortante. Impossível não se lembrar da Bahia ao degustar o Suquet de pescados e mariscos com abóbora e azeite de dendê (R$ 48).

Mas o que me surpreendeu mesmo foi a Paella de Pato (foto acima) que leva caldo de urucum (como dizia uma empregada lá de casa, a "açafroa brasileira") e feijão. Isso mesmo, feijão de Santarém, que confere uma curiosa textura com seus grãozinhos 'al dente' e um sabor distinto, gostoso mesmo. Uma bela sorpresa.

eñe São Paulo
Rua Doutor Mario Ferraz, 213, Jardim Europa
Tel.: 0/xx/11/3816 – 4333
 
eñe Rio de Janeiro
Avenida Prefeito Mendes de Moraes, 222, São Conrado, no Hotel Intercontinental
Tel.: 0/xx/21/3322-6561

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h46

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Amargo?

Na medida; os bombons e trufas da Vila Chocolat são um deleite para os olhos e para o paladar. Em versões estampadas, crocantes ou com recheio cremoso, as peças de Valeria Mattos são refinadas. Feitas com chocolate belga Callebaut, podem ser encontradas nos sabores champanhe, vinho do Porto, caramelo e frutas vermelhas, entre outros. Preciosos.

Vila Chocolat
Rua Cunha Gago, 836 - Pinheiros
Tel. 0/xx/11/3596-2515 e 3294-2288

MAPINHA AQUI

Escrito por Marcelo Katsuki às 22h27

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Picante?

Dizem que a devoção aos pratos picantes é o último patamar da evolução de um gourmet, assim como o Dry Martini é a comenda máxima para um alcoolista. Ic! Adoro os dois mas não juntos; o corpinho 'num guenta'! E nessa recente viagem ao Peru voltei com a mala cheia de coisas inusitadas e claro: pimentas!

Esses Rocotos Glaseados, tipo de chutney de pimenta da Noa Gourmet, foi uma das descobertas mais gostosas (e picantes). Porque diferentemente das geléias de pimenta, os rocotos veem em tiras, dá para morder e sentir sua ardência atacando aos poucos. E olha que eles são mega ardidos.

Se você quiser comprar rocotos in natura, vá até a Feira da Kantuta pois lá tem (além de milhos e batatas dos mais variados tipos). No Peru eles podem ser servidos no ceviche mas geralmente são assados com farto recheio de carne. Eu vou ficar por aqui mesmo comendo os meus 'glaceados' com queijo. E me acabando no Dry Martini. Oops.

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h17

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Doce?

Meu amigo MAC voltou de Paris com um carregamento de 'macarons' da Ladurée, considerados os melhores do mundo. Ainda bem que eu tava na lista dos pobres favorecidos! Ah, eu falei que sou mais do salgado? Mas abro exceção facinho, facinho, em se tratando de macarons. Adoro as cores, o contraste de texturas, os sabores de frutas vermelhas, limão; e essa caixinha?

A Ladurée é tradiça, foi fundada em 1862 como uma casa de chá mas hoje tem lojas até em Londres e no Japão. Adorei e devorei meu presente em questão de minutos, nem deu tempo de abrir uma champã para acompanhar.

E se você também é fã de macarons, não pode perder o Festival de Macarons da Sódoces que vai só até o dia 3 de outubro. O chef Flavio Federico criou um macaron de gianduia crocante chamado Zequinha, cuja venda será 100% revertida para a APAE-SP. Há ainda outras opções como Floresta Negra, Irish Cream, Camafeu de nozes, Champagne, Marzipan com baunilha de Madagascar, Phisallys, Caramelo Toffee, Lavanda e Pistache. A Sódoces fica na Al. dos Arapanés, 540 - Indianópolis. Telefone: 0/xx/11/5051-5277

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Escrito por Marcelo Katsuki às 15h32

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Salgado?

Kit com 12 sais gourmet: Sel Gris de Guérande, Murray River, Hiwa Kai, Cyprus Flake, Yakima...

Sempre digo que sou mais do salgado que do doce. Por isso muitas vezes me pego moendo o sal do Himalaia e botando na língua. Ainda bem que não tenho pressão alta! Tô tão viciado nesse sal da Kook que boto em TUDO; do ovo frito do café da manhã até a salada e o grelhado do jantar do finde. O vidrinho de 90g com moedor estava custando R$ 27,40 na semana passada lá no Sta Luzia, mas rende, viu.

O produto é resultado da parceria dos irmãos Bruno e Gustavo Accioly, do Recife, que fundaram a Mercato. O primeiro, formado em comércio exterior; o segundo, chef pelo Italian Culinary Institute for Foreigners – ICIF. Além do sal do Himalaya, eles importam o sal defumado do Pacífico e o Mix de pimentas do Sudeste da Ásia, entre outros. Olha esse kit de sais da foto que incrível. E clique aqui para conhecer o site da Kook. No capricho!

Escrito por Marcelo Katsuki às 15h14

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Ajoelhou, tem que comer

Dona Carla Pernambuco tá lançando um livro com 100 receitas pra gente ler sentado mas comer de joelhos. Fenomenalll! O livro "Dez X 10" divide 100 receitas descoladas em 10 temas como finger food, deli-food urbana, NY NY, étnicos, pecado... Mamma Carlota é hipster! Tem Pot Pie de Pizza, Camembert Crocante com Geleia de Kinkan, Bomboloni di Zucca com Mascarpone de Bacalhau e até um matador Chocolate Killer! Ops!

Decidi postar uma receita prática, VEGETARIANA e perfeita para a Primavera que tá começando: Carpaccio de Cogumelos com Lichias. Fly away, butterfly!

Carpaccio de Cogumelos com Lichias
4 porções

- 20 cogumelos Portobello grandes sem talo
- 12 lichias frescas
- Suco de 2 limões
- Sal
- Pimenta moída na hora
- Azeite extravirgem

Fatie os cogumelos finamente na faca ou na mandoline, arrume-os sobrepondo nos pratos as fatias como um carpaccio. Misture o suco de limão com 1/4 de xícara de azeite, sal e pimenta e regue os cogumelos. Descasque as lichias, corte-as ao meio e arrume no centro do prato sobre os cogumelos.

Baba baby.

“Dez X 10 – 100 receitas para comer de joelhos”
Carla Pernambuco
256 páginas
Editora: LEYA BRASIL
Fotos: Fernando Pernambuco

Escrito por Marcelo Katsuki às 20h13

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Degustação com Telmo Rodríguez

A Mistral realizou nessa segunda um jantar com degustação dos vinhos do 'enfant terrible' espanhol, Telmo Rodríguez, no Arola Vintetres. Durante o coquetel no Lounge Bar Arola Vintetres foi servido o refrescante e aromático Basa Rueda safra 2008 de ótima acidez realçada por notas de frutas tropicais. Um dos favoritos da noite (e que pode ser comprado na importadora por aproximadamente R$ 50).

O primeiro prato, Lombo de bacalhau confitado com o delicioso purê de cebola roxa, espinafre e azeite de ervas foi servido com Gaba do Xil 2008, feito com a casta branca Godello, também aromático e com notas de mel.

O Filé de cordeiro com berinjelas fritas e uma micro salada de cítricos foi harmonizado com dois vinhos: o Viña 105 2008 produzido com a casta Garnacha e com o Dehesa Gago Toro 2006, esse uma unanimidade entre os comensais. O vinho produzido em Toro é deliciosamente frutado, equilibrado e deixou saudades. Por pouco tempo, já que na Mistral pode ser adquirido por R$ 55. Tô lá.

Saudades também deixou esse macio "Cochinillo" assado com pele crocante e purê de abóbora e manga servido com Lanzaga 2007 produzido com a casta Mencia e o ótimo Matallana 2006, outro vinho que conquistou com sua complexidade de aromas e boa estrutura.

Encerrando o jantar, o delicado Ravióli de abacaxi com castanha-do Pará, infusão de menta e sorvete de cupuaçu servido com M.R. Málaga 2007, um dos melhores vinhos de sobremesa da Espanha, e que foi servido no jantar de gala do casamento do Príncipe de Astúrias, herdeiro do trono espanhol.

Criador e criaturas: Telmo "Volverine" Rodríguez (não ia deixar escapar essa, rs), um dos mais celebrados produtores de vinhos da Espanha da atualidade e suas obras, no Lounge Bar Arola Vintetres.

Arola Vintetres
Al. Santos, 1.437, 23º andar
Cerqueira César - Oeste. Telefone: 0/xx/11/3146-5923

MAPINHA AQUI

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h12

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Cafezinho bom

A Philips e a Sara Lee realizaram hoje um café da manhã na Rádio Café para apresentar sua cafeteira que funciona com sachês: a Senseo. O produto estará à venda em 200 pontos da Grande São Paulo, incluindo supermercados, a partir do dia 4 de outubro.

A Senseo não é uma alternativa às máquinas da Nespresso. Ela não prepara 'espressos', mas cafés coados utilizando práticos sachês. Seu custo também é mais acessível: R$ 299, o que talvez explique seu sucesso. Na Europa já foram vendidos mais de 25 milhões de aparelhos desde o seu lançamento em 2001.

O preparo é simples: basta escolher o sachê dentre as 3 opções oferecidas pelo café Pilão: Senseo, uma versão Verão (mais suave) e Intenso (mais encorpado), colocar no recipiente metálico, fechar a tampa e apertar um botão. Em 30 segundos o café está pronto, com uma camada de creme similar a de um espresso, mas com gostinho de coado.

O que eu mais gostei nos cafés que degustei, tanto no Verão como no Intenso, foi o fato de que além de saborosos e 'na medida', mesmo o mais encorpado tinha um sabor suave. E saem na temperatura ideal, não queimam a boca, pois a água nunca entra em ebulição (chega no máximo a 96º C). O design também é outro atrativo.

Por enquanto estará à venda apenas o modelo básico. O outro, com recipiente para leite para o preparo de capuccinos, ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. E nem pense em colocar leite no reservatório de água que dá créu. Já perguntei pro fabricante, rs.

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h29

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Viciado na pizza da cracolândia

Escarola e bacon, #favorito (fatia - R$ 4 / grande com 8 fatias - R$ 28)

A gastronomia não vive sem uma modinha e eu também não. Por isso, depois da mania de tomar sopa na padoca em frente ao jornal, criei um novo hábito: comer pizza em fatias lá na rua Aurora. Bem na esquina com a Cons. Nébias funciona a Casa Aurora (desde 1962, gente, eu nem tinha nascido), um misto de padoca, lanchonete, pizzaria e restaurante.

Logo na entrada já dá pra ver o forno a lenha (ao fundo na foto), crepitando desde cedo. Às 10h30, 11h já saem pizzas, que chegam ao display de vidro já saqueadas pelo caminho. Todo mundo vê a pizza saindo fumegante e vai logo pedindo.

Um dos carros-chefes é a pizza 4 queijos. Nada de queijos feitos com leite de vacas albinas do norte da Mauritânia, mas uma pizza honestíssima onde o gorgonzola reina. Por pouco mais de 4 pratas. Ou seja, dá para fazer uma refeição com menos de 10, se você se comportar.

No balcão, pizzas variadas que custam em média 4 reais a fatia. Tem de berinjela, azurra, grega, paulista (presunto e queijo com ovo e catupiri) e outro hit: Orbital, de calabreza moída, mussarela, tomate, azeitona e bacon. Engorda? Ownnnn...

No fim aproveito a pança saciada para passear pelo doces. Gosto de ver. Apenas.

Casa Aurora
Rua Aurora, 580/588 - Santa Ifigênia
Tel.: 3222-7455 (delivery)

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Escrito por Marcelo Katsuki às 09h52

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LaMar Cebichería - Lima

Fotos do último almoço em Lima, na companhia dos chefs brasileiros que foram conhecer o evento, no LaMar. O salão é amplo, com vegetação e muita luz natural. E os ingredientes, especialíssimos, como o linguado mega alto e as enormes ovas de ouriço.

Cebiche lujuria, viu porque, né? Ovas de ouriço, lagostins, vieiras em creme de ouriço.

Os chefs Jordi Roca (El Celler de Can Roca) e Bel Coelho (Dui)

Tiraditos de pescado em leche de tigre

Fábio Barbosa, chef do LaMar de São Paulo, grava programa com Rodrigo Oliveira, chef do Mocotó

Ostras a bordo!

Raphael Despirite (Marcel) e Flavio Federico (Sódoces)

Porção de causas mistas: o casamento perfeito da batata com os ajís.

Afanei essa foto do FB do chef Fabio Barbosa. Tadeu, Thomas, Fogazza e eu (viu mãe?)

Langostinos a la plancha

Pensam que é só blogueiro que fotografa?

Peixe empanado e frito com molho agridoce e bok choi.

O delicioso arroz com mariscos e creme de ají amarillo

Nossa mesinha: Tadeu Brunelli, Thomas Troisgros, Henrique Fogazza, Renata Braune, Adriano Kanashiro, Flavio Federico, Guta Chaves (em pé).

Las abuelas de Miraflores. Partiu.

LaMar
Av. La Mar 770
Miraflores, Lima - Peru

Escrito por Marcelo Katsuki às 02h42

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Astrid & Gastón

Martini de pisco com physalis, delicioso já que a fruta une acidez e doçura com equilíbrio.

Chegamos ao Astrid & Gastón depois de fazer uma boquinha no T'anta. Nem queria mais comer. Mas conforme os pratos iam chegando, a fome era atiçada pela visão apurada dos pratos e seus ingredientes, alguns curiosos. Nosso menu com 12 pratos custa 139 Soles (aproximadamente R$ 81,50). E há outra versão com 5 pratos por 99 Soles (R$ 58). Já seria uma visita indicada pelo passeio que o menu faz pela cozinha peruana mas torna-se obrigatória pela qualidade dos ingredientes e pelo rico sabor dos pratos. Apurado.

O couvert tem uma salsa gostosa, manteiga e azeite, mas quem brilha são os pães: macios e delicadamente perfumados.

Antes de começar a degustação, causas variadas (massa de batata coberta com frutos do mar) e crocantes canudos recheados com ceviche e molhos de ají.

Chega o primeiro prato: Duo de cebiches de primavera. O clássico de linguado com ají limo e outro de ovas de ouriço e vieiras, enormes, suculentas, quase não aguento.

O segundo era uma novidade: Cebiche caliente amazónico. Cubos de peixe envoltos em mandioca negra e suco de ají charapa e sacha culantro, uma espécie de 'coentro selvagem'.

No terceiro prato eu já tinha meu favorito da noite: Cuy pekines, ou seja, carne desfiada de porquinho-da-Índia sobre crepes de maíz morado (o milho roxo que produz drinques com sabor de chiclete Ploc, segundo o Ligabue), molho hoisin de rocoto (uma pimenta típica do Peru) e encurtido de chifa, vegetais/legumes curtidos ao estilo chinês. Interessante que os pratos que consideramos notáveis eram os que mesclavam técnicas e ingredientes chineses aos peruanos.

Pulpo al cilindro trazia um pedaço de polvo defumado com uma técnica especial desenvolvida no restaurante, notada logo na primeira garfada. Depois os fortes sabores do caldo de carne e da espuma de azeitona preta sobre creme de batata amarela prevaleciam.

Raviol de gallina negra raza peruana. Seria galinha d'Angola peruana? Sobre um delicioso caldo de galinha criollo.

Camarón de Camana, uma cidade costeira da região de Arequipa, com chupe, uma sopa típica da mesma região com ervilhas tenras.

Atún encocado, em um pungente caldo de tamarindo e aromas peruanos e chineses. Tô falando!

Foie de la granja de charly, com creme de feijão preto, couve e pera confitada.

Cabrito lechal, com salsa verde, abóbora batida e batata rosada confitada recheada.

Cacerola de vaca, outro prato que marcou. Carne desmanchando sobre um purê de tubérculos andinos e suco do cozido ao vinho, cebolas e croutons. Fechando a série de pratos salgados com um sabor marcante. Que ficou.

Antes de partirmos para as sobremesas, sorbets variados para limpar o paladar.

La copa de tapioca de camu camu. Um shot de 'esferização de tapioca' (sagu, né gente) com mousse de chocolate ao leite, sopa fria de coco, espuma de canela, laranja confitada e sorvete de camu camu, uma fruta local semelhante a uma acerola, rica em vitamina C considerada um poderoso antioxidante.

Canelón crocante de kiwicha (amaranto) recheado com mouse de Sacha Inchi, um tipo de amendoim peruano meio milagroso. Comi na feira, tem um sabor achocolatado levemente amargo. Dizem que é rico em Ômega 3. Ainda lasanha de maçã confitada e sorvete de ají amarillo com caramelo de laranja.

E fechando o jantar de forma lúdica e engordativa, uma caixa giratória com 4 gavetas repletas de doces com sabores peruanos. Claro que a tente tem que provar todos. Eu adorei todos os doces com maiz morado. E esses palitos em primeiro plano que acho, eram cubos de sorvete. Me rendi à cozinha peruana. Sem volta.

Bar do restaurante, logo na entrada do salão.

Astrid & Gastón
Calle Cantuarias 175,
Miraflores, Lima, Peru

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h57

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Tanta comida

Vizinho ao hotel em Lima havia uma unidade do T'anta, casa multifuncional do Gastón Acurio com restaurante, salão externo, empório e um balcão de bocados de babar. Eu, perdido que só, peguei um táxi que deu uma volta no quarteirão e me deixou lá. O povo não acreditou (nem eu). Fiz um lanchinho rápido antes de encarar uma degustação de 12 pratos no Astrid & Gaston. Mira.

Esse clima de empório com comida rápida me lembrou o Garcia e Rodrigues no Rio, onde sempre vou para comer paté campagne e tomar champa. Apenas. Aliás, preciso ir na filial de SP, mas será que tem o mesmo clima?

Chega de digressão. Olha esse balcão de pratos para pedir em porções!

E esses bocados na faixa de 2 reais cada? Presunto crú, camarões, queijo de cabra, queijo com damasco...

Causa tamanho família. Causando...

Abacate recheado com frango.

Massa de batata recheada com Suzana vieiras!

Filé mignon (delicioso) sobre uma base frita e coberto com ovo mole e cebola roxa.

Tabule de quinua. Além de gostoso, mais saudável.

Uma saladinha de macarrão. Apenas, rs.

Meu favorito: uma torta de milho recheada com carne: salgada mas adocicada, recheio levemente picante, envolvente. Voltei para comer mais. Yma Sumac me chicoteia!

Como esse povo come!

Tanta
Pancho Fierro 117
San Isidro, Lima, Peru

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h31

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Receita de ceviche

Receita do Cebiche de Pescado do Gastón Acurio. Na falta de alguns ingrediente típicos, substitua pelos similares indicados na receita. O importante é manter a mente aberta, como os peruanos, e desfrutar todo esse sabor.

Ingredientes:
- 800 g de filé de pescado (linguado ou corvina)
- 2 colheres (chá) de ají limo (ou pimenta dedo de moça) em tirinhas e sem sementes
- 4 cubos de gelo
- 1 xíc. de suco de limão
- 1 xíc. de cebola roxa finamente fatiada
- 1 xíc. de choclo (ou milho) cozido e debulhado
- 1 camote (ou batata doce) cozido, descascado e fatiado
- coentro e alface
- sal

Modo de fazer:
Corte o pescado em cubos, coloque em uma tigela e tempere com sal. Junte a pimenta, o gelo e o suco de limão.

Espere 30 segundos, retire os cubos de gelo, junte a cebola roxa e misture.

Disponha uma folha de alface em um prato, coloque em cima o ceviche, o milho e o camote. Decore com coentro e sirva.

Escrito por Marcelo Katsuki às 04h00

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Mistura é a integração do Peru

Gastón Acurio, o homem por trás da revolução gastronômica do Peru

Quando fui convidado para visitar a Mistura, a III Feira Gastronômica Internacional de Lima, a primeira coisa que pensei foi: "Vou finalmente aprender a diferenciar causas, tiraditos, anticuchos e afiar o paladar provando diferentes ceviches." Mas fui pego de surpresa por um país que adora a comida tanto quanto a gente ama o futebol. Lá os taxistas só falam de pratos e receitas e os policiais, se não sabem indicar os portões de saída, não hesitam ao sugerir o melhor quiosque de comida da feira.

Apesar da viagem relâmpago, a experiência foi intensa. E a feira, diferente de qualquer outra que já tenha participado. O foco são os pequenos produtores e o público, o mais variado possível. Famílias inteiras se reúnem na praça de alimentação instalada no gramado do parque e degustam comidas de rua e pratos de restaurantes a preços acessíveis. Alunos assistem a palestras, há shows, concursos, aulas de culinária. Seis dias de programação intensa, que acabou ontem, domingo. Abaixo, o registro de um dia. Curioso, inesperado, divertido, inesquecível. Viva a gastronomia do Peru.

A entrada dá acesso ao Gran Mercado, onde os pequenos produtores expõem de papas (batatas) e choclos (milho) até piscos e cervejas de coca.

Eu pensava que havia 200 tipos de batatas no Peru, mas há muito mais.

E elas aparecem em todas as cores, tanto na casca como no interior.

Acha que os choclos iriam ficar atrás? Tudo colorido também.

Cerveja de coca. Não, eu não tomei, tava quente. Mas fiquei mastigando as folhinhas para ver se era como umbu. Boca mole.

Não tomei cerveja mas tomei Nopal. Era tanto benefício pra saúde que confiei no milagre e virei um copinho. A coisa mais estranha que já bebi. Textura de ostra.

Olha que fino: degustação no meio do parque. Quero ver perua(na) afundando o salto no gramado depois de algumas taças, rs.

Eu fico assim quando tomo vodca. Meu pai é pior, fica roxo!

Gastei quase todo meus Soles, a moeda local, nesse quiosque de pisco. Adorei o de camu camu! Depois me contaram que era o melhor bar de pisco da cidade: Huaringas.

Ói que alegria: pisco dá um fogo! Ou foi a altitude?

Os chefs se divertem. O La Mar levou uma comitiva boa de chefs brazucas. O motivo? Acho que além da integração, o Brasil pode ser o país convidado no ano que vem. Nesse ano foi a Espanha, que tinha dois quiosques especiais servindo tapas, pintchos e paellas além de alguns produtores de vinhos.

Adrià não veio, mas Eduard Xatruch, chef do el Bulli, sim.

Meia porção de polvo a la plancha com papas (6 soles, ou seja 3,5 reais)

Meu ceviche favorito dentre os que provei foi esse, do Segundo Muelle. Os choclos lembram favas adocidadas mas o sucesso é o camote, esse tubérculo laranja que parece abóbora, mas lembra uma batata cozida em xarope de tão doce.

A praça de alimentação

Fila para comer o famoso anticucho do tio Jhony...

...o espetinho de coração, macio e condimentado.

Sanguche. De onde será que vem esse nome?

Toque blanche até na bilheteria.

Os famosos tamales, que lembram pamonhas, mas podem ser recheadas e são feitas com choclo.

Ceviche disputado esse do Los Piratas!

Comprei um monte desse turrón de kiwicha. Alimento poderoso, só faltou falarem que eu ia ficar bonito. Poderoso mas não milagroso, fio.

Comi esse doce, lembra um puxa-puxa. Eu é que não me lembro do nome.

Ceviche fresquíssimo, direto do barco cenográfico, hehe.

Adorei esse pisco Cuatro Gallos. Tinha até de torrontés, tomei puro.

Mas se batesse com esse pó, em 2 minutos virava um Pisco Sour com sabores! Provei, é gostosinho (e que meus amigos mixologistas não me leiam!)

Souvenir gastronômico

Harry Potter nos tempos de Letras na USP, rs. E antes que alguém reclame, eu tb estudei lá, visse?

Chicha morada versão refri!

Astrid, esposa de Gastón Acurio, sendo entrevistada no pavilhão do chocolate. Saí correndo de lá.

Não sem antes provar o chocolatesushi. Ficou curioso? Clica aqui, fia!

Parrillha chinesa. Admirável a atitude sempre aberta dos peruanos.

Antes e depois. Óinc!

Piña Colada molecular.

Geral do parque

Mostra Foodjects. Taça com biquinho, boa pra tomar vinho deitado!

De repente comecei a achar meu quarto arrumado.

Salão do restaurante do museu. Cool.

Vista do parque.

Bastidores. Gastón sendo entrevistado.

Alunos aguardam o início das palestras.

Nova geração: sabia que há cerca de 20 mil jovens estudando gastronomia no Peru?

O papa móvel é importante!

Depois da feira, banquete no LaMar de Lima. E não é que tinha um marzão mesmo? Amanhã tem mais.

Agradecimento: Tadeu Brunelli, sem a ajuda do qual as fotos estariam 'embaçadas'.

O blogueiro viajou a convite da Taca Airlines, LaMar SP, CVC e PromPeru.

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h16

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Mistura do Peru

Daqui a pouco embarco para Lima, Peru. Um bate e volta para conhecer o Mistura - III Feira Internacional Gastronômica de Lima, maior evento gastronômico do Peru, que começou ontem e vai até o dia 12 de setembro.

A feira presidida por Gastón Acúrio apresenta as novidades da cozinha peruana: do trabalho dos pequenos produtores até a cozinha dos novos chefs. Nesse ano, a Espanha é o país convidado e deve ocupar um dos pavilhões. Na sexta já estarei de volta mas se a curiosidade apertar, já sabe: acesse meu twitter e beba direto da fonte!

Olha o time de chefs brasileiros que deve embarcar para a feira: Flavio Federico (Sódoces), Renata Braune (Chef Rouge), Fabio Barbosa (La Mar), Henrique Fogaça (Sal Gastronomia), Raphael Despirite (Marcel), Rodrigo Oliveira (Mocotó), além de Bel Coelho (Dui), Thomas Troisgros (66 Bistrô) e Tsuyoshi Murakami (Kinoshita).

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h04

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Para todo mal, a cura

Tenho uma amiga que tá numa TPM (Tô Precisando de Macho) braba. Outra que cospe fogo se brincam com sua TPM (Tô Puta Mesmo!). E uma outra que é a própria TPM (Totalmente Pirada e Maluca). Não importa o sintoma. Para todas elas, um único remédio: brigadeiroterapia! 

Juliana Motter, autora desse livro de Brigadeiro aí ao lado da página e dona da Maria Brigadeiro, lançou uma caixinha de remédio com 8 brigadeiros (você pode escolher até 4 sabores) por R$ 30. É o "TPM Alívio Brigadeiro".

Se você quiser acalmar a sua namorada naqueles dias, taí uma ótima dica. Mas nem pense em compartilhar o 'remédio' com ela ou você pode levar um "Tira a Pata, Moleque!"

Alívio imediato.

Maria Brigadeiro
Rua Capote Valente, 68, Pinheiros
Tel.: 0/xx/3085-3687

MAPINHA AQUI

Escrito por Marcelo Katsuki às 17h17

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Bar instantâneo

Pinchos de chistorra (tipo de embutido) com pimentão de piquillo

Essa cidade não vive sem uma modinha. A gente também não! Por isso ontem, depois de um dia cansativo de reuniões e cochiladas na frente do monitor, botei a Xereta no bolso e fui até a inauguração do nBox.

Pescada empanada com maionese de açafrão

O conceito é arrojado: trata-se de um projeto pop-up, ou seja, pode sumir e surgir em outro lugar, ou mesmo outra cidade. Tipo 'aparição', gente. Por isso é todo montado com contêineres interligados. Une um tapas bar, com menu dos chefs  espanhóis Sergio e Javier Torres, entretenimento com três lounges (da Freixenet, da Perrier e da Stella Artois), um DJ e arte (será que eram aquelas cobras de pano penduradas?)

Pinchos de jamón

Pincho de tortilla

É meio escurinho, acabei acenando para gente quem nem sei quem era. Lugar bom para namorar! E tomar várias tacinhas de Freixenet sem culpa, hehe. Também ótimo para começar a noite: o som é pré-balada e as tapas não vão deixar ninguém indisposto querendo ir pra cama (síndrome da 'melhor idade', sei como é...)

Tartar de boi

 Diogo Félix, responsável pela cozinha que ocupa um dos contêineres

Fui pra cozinha fotografar e provar algumas tapas. Lá encontrei o Arcadio Martinez, um dos sócios, e ele me contou que o projeto deve ficar em São Paulo até 2011 e depois 'reaparecer' em outra cidade.

Falei com a Clô, a Bia, o Rafa e vi o novo aplicativo do Horst para iPad, muito bacana! Tomei meia tacinha e, quase dormindo em pé, pus em prática a oportuna regra dos três S: surgir, sorrir e sumir. Totalmente pop-up.

Olha a new wave de volta! Se é que ela foi embora algum dia.

Bar de encaixar: Lego!

nBOX
Inauguração nessa sexta-feira, dia 3 de setembro.
Funcionará de 3ª a Sábado, das 19h à 1h
Av. São Gabriel, 600 - Jardim América

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h24

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Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

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