Marcelo Katsuki

Comes & Bebes

 

Duo de Chefs no Arola Vintetres

De hoje até sexta, dia 3 de junho, acontece no restaurante Arola Vintetres do Tivoli Mofarrej São Paulo um festival gastronômico que promove o encontro da moderna culinária do chef português Luis Baena com a estrelada cozinha do chef espanhol Sergi Arola. Serão oferecidos dois menus.

No "Diálogo de Chefs" (R$ 180) eles apresentam suas receitas combinadas em cinco tapas, dois pratos principais e duas sobremesas. Já no "Diálogo de Culturas" (R$ 202,00) são oferecidos oito pratos, sendo quatro de cada chef. Os menus podem ser harmonizados com vinhos sugeridos pelo sommelier Yugo Miyashita. Abaixo, alguns pratos degustados no almoço de apresentação do festival à imprensa.

A patata brava de Arola com seu formato cilíndrico peculiar combinada com o rissol (risole) de amêijoa de Baena.

Lá na ponta o cake de açafrão com aspargos do chef português apresentado com o pulpo a la brasa do chef espanhol.

Um prato só do Arola: o intenso "suquet" de camarões com batatas, que podia ser sentido antes mesmo de chegar à mesa.

Um prato só do Baena: confit de bochecha de porco - daqueles que desmancham ao toque - servido com uma torta semelhante a uma Dauphinoise de legumes que quase rouba a cena.

Aqui, um Pastel de nata Manifesto com parfait de canela, de Baena. Não dei muita bola pro visual, mas quando provei, senti todo o sabor do pastel de nata.

Arola veio com o seu Momento Dulce, um trio de shots com café, quase um tiramisù, uma espuma de acaí com crocante de banana e o doce que arrematou a degustação: a sopa fria de chocolate com iogurte. Pedi a receita pra nosotros, claro!

Sergi Arola, chef residente do Arola Vintetres e do Arola Gastro de Madri e Luis Baena, chef executivo de 12 hotéis do grupo Tivoli em Portugal. Mais que um duo, um duelo.

Arola Vintetres
Tivoli São Paulo - Mofarrej
Al. Santos, 1437 - 23º andar
Reservas: (11) 3146-5923

MAPINHA AQUI

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h02

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Um presente no meio da semana

Creme de mandioquinha servido em peça de pedra-sabão aquecida.

A vida é dura. Tem dias em que no meio da correria entre fechar um projeto e correr para uma reunião, acabo me esquecendo até de comer. Tem gente que não acredita mas hoje, por exemplo, nem tomei o café da manhã. Às vezes, muito raramente, me lembro que existo e me recompenso. Na semana passada fiz isso; desviei o caminho do jornal e atravessei o túnel Ayrton Senna para me presentear com uma refeição no Clos de Tapas. Assim do nada.

Pensei que um almoço rápido mas bem executado e por 42 reais - que não é o que eu pago no meu PF diário mas é mais barato que o filé à parmigiana de muita cantina - daria um lustre no meu humor desgastado. E assim foi.

Cheguei, avisei o garçom que tinha uma hora, escolhi o prato principal do Menu do Meio-dia (de segunda a sexta) - entre um risoto vegetariano, um peixe e uma carne - e embarquei em minha rápida fuga, lembrando-me da desgastada máxima da Ruth Reichl: "Restaurantes nos libertam da realidade mundana". Vamos fugir, baby?

Logo recebi o couvert, com pães quentinhos que saem a toda hora, e cujo custo já está incluído no preço. E vem com a conserva de legumes que está menos ácida e a perfumada manteiga com umburana. Comi uma baguete e um pão de leite, esse último, imperdível.

A primeira entrada do trio de tapas é a Manjubinha frita 'enlatada'. Vem sequinha, crocante e me fez lembrar da minha mãe. Ai, isso lá é hora de comida afetiva, rs? E outra grata surpresa é o que eu pensava ser um aioli e na verdade se tratava de um creme de cambuci: ácido e refrescante, sem o peso de uma maionese. Fruta batida para se lambuzar sem ficar enjoado.

A segunda entrada era um Carapau curado em ervas com salada de tomate, pepino, pupunha e brotos. Leve, perfumado, refrescante e bem temperado. Pra gente não ficar com culpa por não comer uma salada, rs.

Fechando o trio de tapas, o Creme de mandioquinha, que é um espetáculo para os olhos e um carinho para o estômago. Caldo quentinho servido com cubos de frango caipira grelhados, lâminas de chuchu e miniagrião. Já estava satisfeito mas guerreiro que sou, segui adiante.

Como resistir a uma Fraldinha no ponto perfeito, macia, suculenta, servida com cubinhos de mandioca frita, farofa de pequi e cebolas caramelizadas, quase uma compota?

Entreguei os pontos na hora da sobremesa: Brioche quente de laranja sobre doce de leite com gomos da fruta e sorvete de cacau sobre 'terra' de café. Deixei um pouco do sorvete, pronto.

O serviço durou exatos 55 minutos e foi restaurador. Cinco pratos em porções adequadas, visual encantador e com o sal na medida (coisa cada vez mais rara). Engraçado como a boa comida tem o poder de afastar aquela nuvem cinza do céu e deixar a gente pronto para a maratona. Comigo é assim.

Fica a dica: dê esse presente a você mesmo e vá conhecer o almoço dos chefs Ligia Karazawa e Raúl Jiménez. Uma bem cuidada cozinha contemporânea com ênfase em produtos brasileiros. Eu acredito na competência e na beleza do trabalho desse casal de jovens chefs. E essas despretensiosas fotos tiradas com meu celular não me deixam mentir.

Clos de Tapas
Rua Domingos Fernandes, 548 – Vila Nova Conceição

Tel.: (11) 3045-2291

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Escrito por Marcelo Katsuki às 11h06

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Eu ♥ caipirinha

Caipirinha de três limões do Leandro Batista, do Mocotó.

Ontem participei de um jantar no Mocotó em comemoração ao início do Prêmio Eu Amo Caipirinha promovido pela cachaça Fulô com curadoria do Josimar Melo, crítico da Folha. Até o dia 30 de junho, o júri formado pelo escritor Ignácio de Loyola Brandão, pelo especialista Maurício Maia, pelo Josimar e por mim terá de avaliar 30 caipirinhas em 10 casas pré-selecionadas.

Além de poder apreciar o cardápio elaborado pelo Rodrigo Oliveira e os drinques feitos pelo Leandro Batista, pude conhecer o Engenho Mocotó, novo espaço montado sobre o restaurante, confortável, ideal para pequenos eventos e degustações.

E de quebra, assisti a uma palestra do Vicente Bastos Ribeiro, mestre cachaceiro da Fulô, que deu um panorama sobre a história e a produção da cachaça no país além de trocar algumas ideias sobre a caipirinha com o Maurício e o Leandro. Dá uma olhada.

Já cheguei atacando o torresminho (e até levei uma quentinha pro café da manhã). Esse não pode faltar.

Olha o povo chegando no novo espaço, que beleza.

Desse 'mise en place' eu gosto, rs.

O sommelier de cachaças Leandro Batista e o chef Rodrigo Oliveira, do Mocotó

Vicente Bastos Ribeiro, mestre cachaceiro da Fulô, abre a noite

Dadinhos de Tapioca e queijo de coalho servidos com a Nega Fulô, envelhecida no carvalho.

Visão geral a partir do balcão do chef

Começa o serviço

 

Momento do Escondidinho de carne seca servido com a Fulô Jequitibá

Linguiça de pernil artesanal com farofinha de milho servida com Fulô Ipê

Olha o Arroz de carneiro e castanhas servido com a Caipirinha de três limões! 

Taças escuras para a degustação às cegas. No fim a gente já vê turvo mesmo.

As casas que concorrem pelos votos do júri especializado são: Astor, Bar da Dida, Bar da Vila, Eu Tu Eles, Filial, Mercearia do Conde, Número, Obá, Totó Ristorante & Bar e o Veloso. As avaliações terminam no dia 30 de junho mas você acompanha tudo por aqui!

Escrito por Marcelo Katsuki às 03h49

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Prepare a receita campeã do Comida di Buteco

Aprenda a preparar o Sonho Meu do Bar do Zezé, receita vencedora do Comida di Buteco 2011 de Belo Horizonte.

Sonho Meu

Ingredientes:
- 1 Kg Músculo
- 500 gr Feijão Andu
- 1 Tomate médio sem sementes e em cubos
- 1 Cebola média cortada em cubos
- 200 gr Lingüiça calabresa em rodelas
- 200 gr Bacon
- 1 colher (sopa) alho e sal
- 1 colher (sopa) Colorau
- Óleo
- 1 Kg Mandioca amarela
- 1 colher (sopa) Manteiga de garrafa
- 1 colher (café) sal
- Pimentões verde, vermelho e amarelo picados em tiras
- Cheiro verde e pimenta biquinho a gosto
- 2 colheres de maionese

Modo de fazer:

Corte a carne em cubos e tempere com alho e sal. Refogue a carne com um fio de óleo e o colorau e cozinhe na pressão por 20 minutos.

Cozinhar o feijão andu com a linguiça calabresa em rodelas de 15 a 20 minutos; depois de cozido escorra o caldo e reserve.

Frite o bacon, a cebola, acrescente o tomate em cubos, os pimentões e em seguida o feijão com a linguiça calabresa; depois de refogados junte-os à carne já cozida.

Mandioca
Cozinhe a mandioca com 1 colher (café) de sal até quase desmanchar; acrescente a manteiga de garrafa e a maionese.

Monte o prato e enfeite com cheiro verde e a pimenta biquinho.

Crédito da foto: Beto Eterovick

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h46

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Saideira do Comida di Buteco de BH

Foi corrido mas foi 'bão dimais'. Abaixo, os 21 petiscos que comi durante os dois dias da Saideira do Comida di Buteco em Belo Horizonte. Vem gente!

Livinho, do Estabelecimento Bar (Rua Monte Alegre, 160 – Serra - 031-3223-2124), abrindo o post com esse céu azul de BH.

O prato do Livinho era o Falando Abobrinha no Sereno da Madrugada: Carne de sereno sobre anéis de abobrinha Itália - preenchidos com purê de abóbora - e bolinho de mandioca crua.

O espaço da Bohemia, onde quem visitou os bares podia trocar o passaporte por prêmios.

Quiosque do Café Palhares (Rua dos Tupinambás, No. 638, Centro - 031-3201-1841), criador do famoso KAOL - couve, arroz, ovo e linguiça (alguém me explica o K?)

A Kustela do Palhares: Costela de boi na pressão com calabresa e cebola, servida com agrião e farofa na manteiga de garrafa. Acompanha cálice de licor de Pequi.

O trio mais animado da Saideir: Patorroco, Bartiquim e Bar Temático.

O Tô Garrado, do Patorroco (Rua Turquesa, 865 – Prado - 031-3372-6293): Carne de sol grelhado ao molho de siriguela com mandioca, acompanhado de salada de maxixe e tomate.

O Tô Te Vendo, do Bar Temático (Rua Perite, 187 – Santa Tereza - 031-3481-4646): Carne de sol, jerimum, requeijão norte de Minas, vinagrete de Coentro, queijo de manteiga e manteiga de garrafa.

O Tô Te Oiano, do Bartiquim (Rua Silvianópolis, 74 - 0-31-3466-8263): Creme de milho com carne de sol, requeijão escuro e queijo minas na panhoca italiana.

A Rota do Sol do bar Família Paulista (Rua Luther King, 242 - loja 9 - Cidade Nova-BH - 031-3484-4598): um passeio pelos sabores e aromas do Norte de Minas com creme de abóbora com queijo sobre carne desfia da e bolinho de mandioca assado.

Os jovens do Agosto Butiquim (Rua Esmeralda, 298 -  Prado 013-3337-6825)mostraram talento e competência com seu Desmanchado de Ossobuco Perfumado à Guimarães: Ossobuco desmanchado e carne de sol perfumados com limão siciliano em cama de angu  e nacos de requeijão de raspa.

O Armazém do Árabe (Rua Luz, 230 -  Serra 031-3223-1410) e seu aromático Charlie Merche Bem Mineiro: Beringela gratinada com molho bolognesa, requeijão branco e escuro.

Quiosque da Cantina da Ana (Av. Silviano Brandão, 2109 - Loja B - Sagrada Família - 031-3463-6991)

O Bolinho Aaahhh... Com Farofa de Pequi - Bolinho de carne de sol com molho especial da Ana, acompanhado de farofa de pequi do Norte de Minas, finalizado com maionese.

A espetacular televisão de joelho de porco do Escritório da Cerveja (Av. General Olímpio Mourão Filho, nº 800 – Planalto - 031-4104-1920)

De Joelho no Milho: Joelho de porco curado, acompanha farofa de milho, batatas aceboladas com manteiga de garrafa e geleia de rapadura picante.

Quiosque do Barção Moreira (Rua Mombaça, No. 493, B. São Gabriel - 031-3493-2078)

Ciscando no Sereno da Seriguela: Carne de sereno de boi e carne de frango temperada com alho, cebola e sal, refogados na rapadura caramelada; acompanhadas de farofa de pequi, creme de siriguela.

Bar do Ferreira (Rua Pinheiro Chagas, 473  - Barreiro de Baixo - 031-3389-9357)

O Sol de Minas do Bar do Ferreira: Carne de Sol, Muqueca de banana da terra, mandioca na manteiga de garrafa acompanhado pirão de leite com farinha de milho, bolinhos de Requeijão do Norte com farinha de pequi e molho picante de mel de rapadura.

Correria para atender os pedidos

Quiosque do Butiquim du Filho (Av. Cristiano Machado, 1.950 - Loja 132 / Estacionamento Feria dos Produtores, entrada R. Jornalista Túlio Berthi - 031-2514-9092 / 3274-9683)

Sabores do Norte do Butiquim du Filho: Carne de sol grelhada na brasa, acompanhada de molho de rapadura.

Vendo a banda passar.

Quiosque do Carlão Rei do Churrasco e do Tira Gosto (Rua Dom Joaquim Silvério, 859 A - Coração Eucarístico - 031-3375-9014O

Carnaqueijão com Malacandu: Carne de sol passada na manteiga de garrafa com requeijão escuro e cebola. Bolinho de mandioca com bolinhas de andu e queijo muçarela acompanhados de molho especial com coentro.

Quiosque da Adega & Churrasco (Rua Maura, 120, Palmares - 031-3088-1555)

Carnandu da Adega: Carne de sol assada no bafo, farofa de feijão andu com bacon puxada manteiga de garrafa, acompanhando  melaço de rapadura e óleo de pequi.

O Mikadu Bar (Av. do Contorno,  2419 - Santa Tereza 031-3789-0054 / 2512-4056) apresentou o Kabayaki de Tilapia com Yakimeshi: um filet de tilápia grelhado à moda japonesa com risoto de carne de sol.

O Barbazul (Av. Getúlio Vargas, 216 – Funcionários - 031-2535-3527) fez a alegria da moçada com o Pintado do Norte: Surubim em cubos empanado com crème de cebola crocante acompanhado de molho de limão.

Munheca do Véio Chico: Moqueca de Surubim do Peixe Frito (Rua Juiz de Fora, nº 1242 - Santo Agostinho - 031-3291-1046)

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h04

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Comida di Buteco 2011

Nosso tricampeão, o grande Zezé. Esse músculo me fez chorar de bão.

E o grande vencedor do Comida di Buteco 2011 foi o Bar do Zezé (Rua Pinheiro Chagas, 406 - Barreiro de Baixo/MG) com o Sonho Meu: músculo cozido acompanhao de feijão andu, calabreza, bacon, e mandioca amarela com manteiga de garrafa.

E o sonho virou o "tri" do Zezé.

2º lugar: Autêntico's Bar (Av. Professor Mário Werneck, 895 - Estoril/BH) com Comer, Rezar e Amar, uma costelinha de porco empanada com farofa de pequi servida sobre purê de mandioca com manteiga de garrafa e requeijão escuro. Havia ainda um crocante com soja que dava um toque picante muito especial ao petisco.

Palmas pro Gustavo, nosso vice-campeão, que dedicou sua vitória para sua avozinha. O Gustavo é do clã do Casa Cheia.

O 3º lugar ficou com o Bar da Lora (Mercado Central: Av. Augusto de Lima, 744 - loja 115/BH), campeão do ano passado. A Lora caprichou nesse ano com um petisco que tinha carne de sol, linguiça defumada, mandioca na manteiga de garrafa, requeijão do Norte, tudo servido com molho de siriguela, melaço de rapadura e farinha de pequi. O nome, "Não Acredito", foi porque ela não parava de repetir o bordão quando ganhou o prêmio no ano passado.

Toda a simpatia da Lora. Pode acreditar.

Língua de boi serenada com melado de rapadura, cerveja preta, creme de pequi e pimentão.

O 4º lugar do Comida di Buteco foi conquistado pelo petisco Tagarela do Curim Bar (Rua Érico Veríssimo, 2.722 - Santa Mônica/BH). Foi o meu primeiro petisco ontem, assim que cheguei ao festival. Provei no momento em que conheci a Angela, minha nova paixão mineira, por isso mesmo especial. Mas uma língua tagarela só pode ser mineirice! E foram tantos "hummms" que não dava para disfarçar o apreço. Bão demais!

Curim Team! A Fátima, o Curim e auxílio luxuoso.

O 5º lugar ficou com o Boteco da Carne (Rua Alvarenga Peixoto, 551 - Lourdes/BH) mas eu vou ter que pedir desculpas porque nesses dois dias de 'butecagem' eu só consegui comer 21 pratos, gente. Mas no ano passado estive lá no próprio Boteco da Carne e comi o petisco deles e achei ótimo. Nesse ano eles fizeram o Quatro de Ouros: filé em cubos, paçoca de carne de sol com manteiga de garrafa, lombo apertadinho (ui), molho de rapadura e purezinho com requeijão de raspa. Bom, pra não ficar na curiosidade, fiquem com a foto de divulgação. Ou passem lá e sosseguem suas lombrigas.

Escrito por Marcelo Katsuki às 21h09

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Arrumadinho escondidinho

Arrumadinho 'executivo'

Por que não há tantos restaurantes de comida nordestina no centro? Porque dá leseira depois de bater um prato de rabada ou um sarapatel no meio do expediente? Ou a gente é que é lesado e não vê? Pode ser. Ainda bem que sempre tem alguém que sabe das coisas. A Adriana me falou do Feijão do Norte, escondidinho no 1º andar da galeria Nova Barão e lá fomos nós xeretar.

O restaurante fica na ponta da galeria, junto da Sete de Abril. Como está no 1º andar, é quase um oásis de tranquilidade naquela área movimentada. Funciona das 11h às 22h e lota no almoço, mas a espera por uma mesa nunca demora. E vale muito a pena, dá uma olhada.

Fui de Arrumadinho (R$ 15,90), carne de charque frita com feijão de corda, vinagrete e farinha, numa versão 'executiva' com arroz, para espanto do meu amigo Gus, que lá do Recife mandou um tuíte: "Não vai arroz!" Anotado, rs.

O Thiago pediu Carne de sol com mandioca na manteiga de garrafa (R$ 15,90) que veio com um feijão turbinado com bacon de raspar o prato. Por que a gente sempre acha que o prato do outro é melhor? Freud explica.

Mas nem só de carne de sol vive o Feijão do Norte. Tem baião de dois, joelho de porco, sarapatel, mocotó, mocofava, favada, rabada, buchada e até bobó de camarão. E quando fomos pagar no salão ao lado, deparei-me com um monte de garrafas de 'bons drinque': vodcas, uísques, tequilas e muitas cachaças de respeito! Quando eu perguntei quem tomava aquilo tudo, a atendente falou: "O happy hour aqui é animado e vai até as 22h." Ahhh, tá explicado.

Então fica a dica. Quer matar a saudade da comida da terrinha? Faça como os dois senhores que eu vi saindo de lá com a quentinha na sacola. Ou faça como a gente e coma lá mesmo. E se souber de algum outro escondidinho nordestino aqui no downtown, conta que a gente agradece.

Feijão do Norte
Galeria Nova Barão - 1º andar
Entrada pela Rua Barão de Itapetininga, 37 ou Rua Sete de ABril, 154
Tel. 0/xx/11/3151-2840

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Escrito por Marcelo Katsuki às 11h53

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Saideira

E amanhã faço um rápido rasante em BH para conhecer a festa da Saideira do Comida di Buteco. Quem quiser acompanhar ao vivo tudo o que eu comer, basta seguir pelo twitter clicando aqui. O regabofe começa ao meio-dia e vai ser cada petisco um flash, rs. Força!

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h02

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Jantar de Solidariedade ao Japão

Hoje tem o Jantar de Solidariedade ao Japão no restaurante Taizan, lá na Liberdade, Rua Galvão Bueno, 554 - Tel. (11) 3277-8550. Dia de fazer o bem e de comer bem!

Cardápio completo por R$ 100. A renda será INTEGRALMENTE doada para a Cruz Vermelha do Japão. Já tô aqui sonhando com o melhor rolinho Primavera da cidade! Bora? Veja o menu clicando aqui.

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h31

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Eric Frechon em São Paulo

Erick Jacquin está recebendo o chef Eric Frechon (foto) do restaurante Gastronomique (Hotel Le BristolParis) em sua Brasserie para dois dias de cozinha estrelada (o restaurante de Frechon tem três estrelas no Guia Michelin).

Hoje foi realizado um almoço para convidados e amanhã, quarta, acontecerá um jantar beneficente, com parte da renda revertida para o Instituto Ayrton Senna. Abaixo, a sequência apresentada, toda harmonizada com vinhos franceses.

Tartare de tomate em gelée de basílico com 'ar' de mozzarella. Uma caprese com nova textura, mais sedosa, concentrada.

O Caviar de Sologne, servido sobre uma mousseline de batata defumada com haddock. Que combinação boa! 

O Robalo dourado chegou exalando um perfume de cominho tão bom! Era o caviar de berinjela com cominho dentro da flor de abóbora, servida sobre o jus de pimentão amarelo. Outra combinação arrebatadora.

Gostei do corte inusitado (e do sabor, da textura, do ponto) do Magret de pato assado com cinco especiarias, onde a canela e o cravo se destacavam. E o que dizer da combinação com esse 'caneloni' de abacaxi com recheio de frutas e raspas de limão?

E nessa sequência de (boas) surpresas, um Queijo Comté de 36 meses que era uma jóia. 

Fechando o desfile, Merengues soufflées com amêndoas, framboesas e gengibre, com sorbet de leite de coco.

La Brasserie Erick Jacquin

R. Bahia, 683 - Higienópolis

Telefone: 0/xx/11/3826-5409 


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Escrito por Marcelo Katsuki às 23h52

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Papo com café

Macchiato Onirio: mel, café e espuma de leite infusionado com chá.

A Nespresso lança hoje o blend Onirio, edição limitada que estará à venda por 11 semanas (R$ 30 a caixa com 10 cápsulas). Originário da Etiópia, é composto por dois Arábicas resultando em um café marcado por notas florais (jasmim e flor de laranjeira) mas com corpo e notável acidez.


Eu gostei muito do Macchiato Onirio (R$ 12 - foto acima) servido na Boutique Nespresso (R. Pe. João Manuel, 1.164 - Jardins - Telefone: 0/xx/11/3061-6505). Feito com uma base de mel, café Onirio e uma densa espuma de leite infusionado com chá e casca de laranja, valoriza as características do café e oferece uma pequena viagem sensorial com seu contraste de aromas e texturas. Experimenta!

 

E a Bazzar, lá no Rio, acaba de lançar o seu café, Bazzar Café, produzido em uma fazenda na divisa de Minas com São Paulo, que antes tinha sua produção toda exportada.


A Cris Beltrão, empolgada com meu post do Coffee Lab, me mandou umas amostras do café e eu adorei. Feito com o grão Bourbon Amarelo - tipo o “grand cru classé” dos cafés especiais - é quase sem nenhum amargor, muito delicado e equilibrado, do jeito que eu gosto.


Como o produto só está à venda no Rio, vou ter que fazer esse esforcinho e dar um pulo lá para abastecer minha despensa e o meu imaginário. Rio me faz falta.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h03

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Oryza, a boa nova da "Consoleta"

Eu pretendia almoçar na semana passada no Oryza e fazer umas fotos decentes para postar no blog, mas quem disse que deu? Melhor postar logo antes que mudem o cardápio, rs.

 

Conheci o Oryza num jantar há duas semana e gostei muito. Instalado onde um dia já foi o AK Delicatessen, a nova casa troca a vestimenta romântica do antigo bistrô por um ambiente mais urbano, contemporâneo. A parede revestida de panos coloridos dá lugar a belos grafites. A fachada ostenta um vermelho forte, mal dá para reconhecer a casa. 

Comecei o jantar com uma Terrine de fígado de galinha com polenta cremosa e cogumelos (R$ 14) que me surpreendeu. A terrine é tão delicada quanto uma mousse, e a polenta, levíssima. Saborosa, deve agradar até quem não gosta de fígado.

Meu prato foi um Arroz de pato (R$ 31 meia porção/44) com coxa confitada e linguiça portuguesa, denso, aromático, bem executado. Mas confesso que me amarrei mesmo foi no Arroz carreteiro (R$ 24/35, foto acima) com carne seca, ovo perfeito e pipoca, "como servido no Pantanal", disseram. O arroz é preparado com um caldo de carne precioso e quando envolvido pela gema, só gemendo mesmo.

Ainda arrisquei uma Barriga de porco (R$ 38) com purê de maçã com alecrim e espinafre. Saboroso, suculento e com a pele crocante. Sou gordo? 

De sobremesa, provei o Sushi de manga e abacaxi (R$ 15) com sorvete de pimenta e de coco com capim santo, mais por curiosidade. Os sorvetes são ótimos, mas os sushis são meio sem graça. Acho que a expectativa nesse prato vai ser sempre um problema, já que a sutileza do sabor do sushi na verdade é complexa. E nesse caso, é apenas arroz doce.

Quer se deliciar mesmo, vá de Riz au lait (R$ 14), um arroz doce não muito doce, cuja doçura você controla com a deliciosa calda de caramelo salgado. É de raspar a tigelinha com força!

A nova casa é comandada pelos chefs Daniela Amendola e Márcio Silva. 'Oryza' quer dizer arroz em latim, que simboliza fartura; e essa bela equação certamente representa o espírito da nova casa. As porçõe são boas e os preços bem justos. Recomendo muito, inclusive para mim. Preciso voltar logo!

 

Oryza

Rua Mato Grosso, 450 - Higienópolis

Tel.: 0/xx/11/3151-4463


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Escrito por Marcelo Katsuki às 23h23

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Lotus: vegetariano "old school"

Broto de girassol. Já provou?

A Adriana reclamou que eu tinha parado de postar restaurantes do centrão, então resolvi almoçar ontem no Lotus, um vegetariano com influência asiática. Assim eu também postava um vegetariano, fazia uma refeição saudável com a minha mãe e matava a saudade do lugar.

Fazia tempo que eu não ia lá e foi quase uma viagem no tempo. Um bufezão de saladas e outro de pratos quentes. Muitos sushis, temaki, queijo de soja e folhas. Verduras e legumes cozidos de todas as formas e cores, uma beleza. Mas ao contrário dos novos restaurantes vegetarianos, que investem em técnicas e receitas mais elaboradas, os pratos do Lotus ainda prezam pelo sabor integral dos ingredientes, o que muitas vezes resulta em pratos sem grande apelo ao paladar.

Os cozidos ainda levam a vantagem dos caldos, com molho de soja, óleo de gergelim e outros sabores tipicamente asiáticos. Como adoro queijo de soja frito e depois cozido com shitake, me dei bem. A bardana também é deliciosa, embora eu evite consumir muito por seu efeito flatulento, rs.

Por fim há ainda guiozas no vapor e muitas friturinhas, que deixam tudo sempre mais gostoso. Mas confirmando a minha constatação sobre a falta de sabor, presenciei dois amigos debatendo sobre a comida: "Acho tudo meio sem gosto", ao que o outro questionou: "Então por que você vem aqui?". "Porque combinamos no escritório de comer aqui uma vez por semana, pois é saudável". Ou seja, nem só de prazer vivem nossos estômagos.

Parece beterraba mas é pitaia. O bufê de frutas é um dos pontos fortes.

O preço do bufê é de R$ 28,90 o quilo e tem chazinho grátis. A clientela é formada basicamente por trabalhadores da região, o que explica o seu não funcionamento à noite e nem nos finais de semana.

Lótus Restaurante Vegetariano
Rua Brigadeiro Tobias, 420 - Luz
Tel.: 0/xx/11/3229-5696 e 3229-6769

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Escrito por Marcelo Katsuki às 12h34

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Patê de azeitonas pretas

Desde que descobri o creme de ricota, troquei o queijo cottage dos momentos de dieta por ele. Mais cremoso, mais gostoso, mais versátil. Basta jogar um azeite e moer uma pimenta que o patê tá pronto. Mas nesse finde resolvi fazer algo de diferente (ops, Marillac feelings!).

Misturei um pote do creme (220 gr) com 80 gramas de azeitonas pretas picadas, 1 colher de chá de raspas de limão (acho que o suco deixaria azedo demais), pimenta do reino e salsinha. Misturei lentamente e resultou nesse creme lilás aí de cima. Vai bem com torrada ou com alface no sanduba natural da marmita da firma. Sem falar que harmoniza com vinho. Pelo menos na cor, rs.

Escrito por Marcelo Katsuki às 22h43

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A cozinha indiana da Deepali

A simpática Deepali Bavaskar. Cozinha indiana autêntica, e na sua casa.

Na semana passada fui conhecer a cozinha da chef Deepali Bavaskar, do serviço de catering Sabores da Índia, nos Jardins, e fiquei encantado. Deepali - que veio ao país acompanhar o marido, então executivo da indústria farmacêutica - acabou criando um serviço de delivery e eventos especializado, claro, em cozinha indiana. Sua clientela é formada por indianos e ingleses, grandes apreciadores dessa culinária. Mas isso deve mudar daqui pra frente ou você vai resistir?

Cozinheira de mão cheia, a chef prepara os pratos com uma calma e tranquilidade que refletem em sua comida, restauradora. Os aromas e sabores das especiarias estão lá, mas tão equilibrados que mesmo depois de uma maratona de mais de 10 pratos, voltei para casa leve e dormi como um anjinho. Acho que até sonhei com o "Shrikhand", a sedutora sobremesa que encerra esse post. Aliás, vou encomendar para o próximo jantar da turma; todo mundo merece um pedaço do paraíso.

Começamos a degustação com 'Chakali', uma crocante massinha frita feita com farinha de arroz e de grão de bico com temperos indianos. Ao fundo, 'Pakoda de legumes' (R$ 40 o quilo), semelhante a um tempurá japonês, mas empanado em farinha de grão de bico, que vai muito bem com os molhos de ervas, de tamarindo e chutney.

Logo chegou o 'Tandoori Chicken' (R$ 5 a unidade), suculenta coxa de frango marinada em molho de iogurte com especiarias e assado, levemente picante.

Uma entradinha deliciosa para os vegetarianos: 'Veg Manchurian'. São cremosas bolinhas de repolho servidas com molho de gengibre e alho.

Rápida invasão na cozinha. E lá estava Deepali tranquilamente fritando 'Samosas', os famosos 'pastéis' indianos.

'Samosas Vegetarianas' (R$ 2 a unidade), com recheio de batata, ervilha, uva passa e caju e um toque bem leve de especiarias. Crocantes e sequinhos. Há uma versão com recheio de frango com curry por R$ 2,50.

A 'Dhokla' (R$ 40 o quilo) lembra uma polenta e é feita com grão de bico, arroz e coalhada e cozida no vapor. É servida com sementes de mostarda e folhas de curry.

Gostei do sabor e da praticidade do 'Chicken Tikka' (R$ 50 o quilo): pedaços de sobrecoxa marinados em coalhada com especiarias e assado em alta temperatura. Dá para servir como aperitivo, com palitinhos mesmo.

Olha que beleza!

Uma surpresa: 'Chicken Chili', frango com molho picante estilo chinês.

Um favorito dos indianos: 'Prawn Masala'. Camarões cobertos por um denso curry de coco com amendoim e gergelim, muito saboroso e picante na medida.

'Navaratna Korma' (R$ 50 o quilo) é um curry que é um delírio para os vegetarianos: são nove tipos de ingredientes como couve-flor, ervilha, vagem e cenoura em molho de curry de coco com castanha de caju.

Gostei muito do 'Butter Chicken': pedaços de frango envoltos em um molho de castanha de caju e tomate. Bem diferente.

O 'Roghan Ghost' (R$ 75 o quilo) traz cubos de carne de cabrito com molho de curry de amêndoas e iogurte e deve encantar até quem não é tão fã dessa carne como eu. Raspei o molho com o 'roti', o pão indiano.

Quando chegou o 'Chicken Korma' (R$ 70 o quilo), eu pensei que não comeria mais nada. Mas comi e ainda devorei essa massinha de pão com folhas de coentro. Coisa da Deepali.

Eis que chegamos ao prato principal: 'Mutton Biryani' (R$ 90 o quilo), um arroz especialíssimo de origem persa que era preparado nos cerimoniais reais. São camadas intercaladas de arroz basmati, carne de cabrito, castanha de caju, amêndoas, uvas passas, açafrão, tudo cozido muito lentamente para os aromas envolverem todos os ingredientes. Morri de comer, mas logo fui ressuscitado pelas sobremesas.

Ao fundo, 'Ladoo' (R$ 45 o quilo), um doce feito com farinha de grão de bico, manteiga e açúcar que tem a textura semelhante a da paçoca, mas sabor mais delicado. No meio, nosso 'Shrikhand' (R$ 60 o quilo), o maravilhoso creme de iogurte com açafrão, pistache, amêndoas e manga. E em primeiro plano, 'Gulab Jamun' (R$ 40 o quilo), um perfumado bolinho feito com leite em pó mergulhado em calda aromatizada com água de rosas. Hmmm...

Não sou de doces, já cansei de dizer. Mas pedi bis pro 'Shrikhand' que me ganhou com sua textura cremosa mas densa, sabor delicado e leve acidez, finalizado com os pistilos de açafrão. Meldels!

O serviço da chef Deepali - localizado no Jardim Paulista - atende desde encomendas para um jantar a dois (pedido mínimo de R$ 75 + taxa de entrega) até eventos corporativos, preparando desde um autêntico chá indiano até almoços e jantares. Os doces podem ser encomendados também para presentes, apresentados em belas embalagens.

Não esqueça também de pedir o aromático arroz basmati e os pães indianos 'roti' e 'parathas' feitos sem fermento e assados na chapa; vão dar aquele toque especial para o clima indiano do seu jantar, além de serem indispensáveis como acompanhamentos dos pratos.

Sabores da Índia
Chef Deepali Bavaskar
Tel.: (11) 3253-7671 / Cel.: (11) 8556-9779
E-mail: deepali@saboresdaindia.com.br

Escrito por Marcelo Katsuki às 19h02

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Invasão escocesa

Acontece até o dia 30 de junho o Whisky Festival, um evento que promove a gastronomia e a música da Escócia no Brasil. O primeiro jantar aconteceu nessa quarta no Dui, que recebeu o chef Tom Kitchin, o chef escocês mais jovem da história a receber uma estrela no Guia Michelin.

Tom preparou pratos típicos dos pubs com técnicas e ingredientes nobres, o chamado 'gastropub'. Os pratos foram acompanhados por whiskies do portfólio da Diageo. Tom deve repetir a dose no dia 9 no Zozô (Rio de Janeiro) e no dia 11 no 496 Gril & Bar (Salvador). Já Bel Coelho cozinha no dia 17 no Your's Gilbertinho (Brasília) e no dia 19 no Zea Mais (Curitiba). Vem comigo.

De entrada, uma densa Sopa gelada de beterraba com pasta de truta defumada, servida com o encorpado Johnnie Walker Black Label, cujo leve aroma de turfa combinou perfeitamente com o defumado da truta.

O Carpaccio de polvo brigou bastante com a potência do Black & White, até diluirmos a bebida em um pouco de água e abrirmos suas notas de ervas. Um pouco de água funciona mesmo.

O terceiro prato, uma Terrine suína com camarões, tinha vários níveis de sabor e contraste de texturas. Foi servido com Johnnie Walker Green Label, que proporcionou bons momentos com suas notas de caramelo e defumado.

O Beef Wellington brasileiro com cogumelos e aspargos frescos foi servido com Old Parr, que casou suas notas de mel e turfa com a carne suculenta, envolta em uma massa que mesclava carne de frango e presunto cru.

Grand finale: o Johnnie Walker Blue Label caiu como uma luva com a Baba ao Whisky com frutas, com suas notas de mel e baunilha. Bom, um Blue Label cai sempre bem, rs.

O chef escocês Tom Kitchin, o chef Vinícius que prestou seu auxílio luxuoso, e Rosa Moraes.

Coisas que aprendi dignas de nota:

- Gelo pode?
Pode! Segundo Clive Vidiz, o maior colecionador de whisky escocês do mundo, um blend refrescante pede uma quantia generosa de gelo. Já um single malt, menos gelo. Mas pode.

- Coquetel com whisky?
Poode! J&B é indicado como um ótimo whisky para drinques, principalmente com Cola e limão.

- Água no scotch?
Pooode! Não quer colocar gelo mas o whisky tá 'pesado'? Algumas gotas (gotas mesmo) de água abrem o aroma e suavizam no palato.

- Whisky no congelador, que nem vodca?
Poooode! O Gold Label fica cremoso e deve ser servido em taças resfriadas. Nem precisa gelo e vai bem com chocolate amargo, combinação já clássica.

- Whisky com água de coco?
Ô, se pode! Colin Pritchar, embaixador da Johnnie Walker no Brasil, afirma que a água de coco casa muito bem com whiskies de blend mais leve. Pronto, agora se prepara que vem confusão, rs.

Escrito por Marcelo Katsuki às 01h19

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Queijo da serra brasileiro

A grande novidade do mundo dos queijos na gôndola do meu supermercado era o queijo Serra da Balkis. Era. Porque degustei o queijo durante a Expovinis e matei a curiosidade.

A Balkis desenvolveu esse queijo inspirado no famoso queijo português. Um queijo amanteigado, para se comer de colher, de aroma suave e levemente acidulado.

Claro que há diferenças, já que o queijo da Serra da Estrela é feito com leite das ovelhas bordaleiras e seu coalho com a flor do cardo. O queijo da Serra da Balkis utiliza leite de vaca e outro coagulante vegetal.

Mas a pasta semi-mole é semelhante, principalmente à temperatura ambiente. Já a crosta é macia, diferente do queijo português, mais firme. Mas estamos falando aqui de inspiração e a semelhança do sabor intenso e levemente ácido é admirável - sem falar do resgate do ritual da colherzinha e dessa simpática embalagem de madeira.

Fiquei imaginando que esse queijo iria muito bem num prato com camarão mas nem precisei ir longe. No próprio site da Balkis tem uma receita que ainda leva cognac e vinho do Porto. Tá aqui, se quiser testar antes de mim, 'corrão'!

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h11

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Dois anos de LaMar

Os chefs Alex Dioses e Fábio Barbosa

Na semana passada, o LaMar Cebicheria Peruana comemorou dois anos com a presença do chef Alex Dioses, da filial em Santiago, que junto com o chef Fábio Barbosa do LaMar de São Paulo, desenvolveu um "Menu Trujillano".

O menu comemorativo, inspirado na culinária da cidade peruana de Trujillo, foi servido apenas nos quatro dias do festival, mas dois dos pratos devem voltar no próximo menu da casa: o intenso Cebiche Trujillano e o Arroz com Leche à la Trujillana. Não à toa, os melhores pratos do festival, rs. Abaixo, os pratos.

As pimentas peruanas. Em primeiro plano, o rocoto, lembra um tomate mas arde que é uma beleza. E o aji amarillo, identidade da cozinha peruana.

Cebiche Trujillano: fatias retangulares de peixe em leche de tigre com um toque de leite de vaca, mandioca para suavizar a pimenta e os crocantes milhos tostados.

Outra entrada: Ravióli de Camarões em Salsa Escabeche morna. Uma surpresa, das boas.

Depois de dois pratos de sabores pungentes, o delicado Seco Amarillo de Pescado e Feijão Branco foi um pouco ofuscado, apesar do ponto perfeito do peixe. Toma um Pisco que ajuda, rs!

A sobremesa: Arroz com Leche à La Trujillana, com amêndoas e bananas carameladas ao vinho do Porto, tinha ainda passas submersas no denso creme. Ainda bem que ele volta!

La Mar Cebicheria Peruana
Rua Tabapuã, 1.410, Itaim Bibi
Tel. (11) 3073-1213

MAPINHA AQUI

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h22

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Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

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