Marcelo Katsuki

Comes & Bebes

 

Comida falante

Parece comida mas é apenas uma capinha de iPhone. iCredo!

Escolha a sua!

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h04

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Menu do Acre no Brasil a Gosto

Participei ontem de uma degustação do novo menu do Brasil a Gosto - restaurante da chef Ana Luiza Trajano (foto) - que homenageia o Estado do Acre. O grande destaque é sem dúvida a carne de tartaruga, que faz parte da dieta alimentar local mas aqui é sempre recebida com certa surpresa. A chef contou que as tartarugas são criadas em cativeiro para abate e possuem certificação de exploração do IBAMA.

Além do menu especial e de uma exposição fotográfica, o restaurante está comercializando artigos de pequenos produtores acreanos divididos em quatro categorias: farinhas, feijões, cana de açúcar e castanhas. Há ainda objetos de decoração. O menu a la carte estará disponível no restaurante até fevereiro de 2012.

A degustação começou com um Mini quibe de mandioca com molho de pimentas acreanas (R$ 24 a porção inteira). É como um bolinho de aipim recheado com carne com um toque de canela. E as pimentas são picantes mas muito perfumadas.

De entrada, Lombo de tartaruga laminado com emulsão de óleo de castanha do Brasil, chicória da Amazônia e alfavaca (R$ 49). A textura é de um peixe defumado, mais firme. O gosto é sutil, ainda mais envolvido pela emulsão de castanha. A chef contou que é comum misturar parte do fígado na carne para agregar mais sabor.

A Caldeirada de pirarucu e feijões acreanos com leite de castanha e farofa de mandioca de Cruzeiro do Sul (R$ 82) foi o favorito da mesa. Composição delicada mas de sabores marcantes.

Eu gostei mais da Rabada ao tucupi com purê e farofa de mandioca (R$ 79). Nunca tinha comido tucupi com carne vermelha e a combinação é muito boa: a acidez cortante do caldo deixa a rabada mais leve e saborosa.

De sobremesa, Beléu, um bolo de massa de mandioca molhadinha, calda de cajá e de açaí e sorvete de banana servido com um crocante de castanha que ficamos no final comendo de colher (R$ 26).

O cafezinho coado na mesa, acompanhado por amanteigados de castanha do Brasil e de balas de coco, fechou esse momento de brasilidade. Ana Luiza segue mapeando nosso país com o garfo.

Obs.: as porções das fotos são de degustação. Os pratos podem ser harmonizados com vinhos nacionais, sugeridos pelo sommelier.

Brasil a Gosto
R. Professor Azevedo do Amaral, 70 – Jardim Paulistano
Tel. : 0/xx/11/3086-3565

MAPINHA AQUI

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h57

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Cenas do Tempero no Forte

A Casa de Farinha, montada na rua principal da Praia do Forte em uma das primeiras edições do evento, onde é produzida a farinha de mandioca.

E também algumas tapiocas.

A sala de aula com a cozinha show montada no calçadão principal.

O público lota as aulas e quem não consegue vaga, assiste do lado de fora mesmo.

O restaurante Terreiro da Bahia da chef Tereza Paim (na foto à direita) é o QG do evento. Os chefs passam lá para uma boquinha rápida, uma bebidinha e, claro, botar o papo em dia. Na foto as chefs Mônica Rangel, Chuca e Paula Labaki.

Quem quiser pode optar pelo acarajé da baiana, sempre tem que ter!

E depois tirar aquela soneca na sombra. Quem nunca?

Afinal, todo festiva tem seu fim e o Tempero no Forte vai só até o dia 4 de dezembro. Aproveita!

Escrito por Marcelo Katsuki às 20h14

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Despedida com cachaça

A cachaça foi o tema dessa edição do Festival Tempero no Forte e claro, não poderia faltar no almoço de despedida, realizado na fazendo onde é produzida a Sapiranga, uma cachaça local. De sabor suave, caiu super bem com as doces fatias de caju maduro e sal. Nem me lembro quantos shots tomei...

Degustamos uma iguaria inédita para mim: fígado de pirarucu. Sabor forte com final concentrado de peixe. Alguém ainda gritou: "Sabor intenso de mar!" Mas pirarucu não é peixe de rio? #oiseuyoshi!

As costelas do peixe, empanadas e bem fritinhas pelo chef Isaías Neries, do Parador Lumiar.

Olha o Isaías aí 'fritando' na cozinha.

Djanira Dias e Tereza Paim, organizadoras do Tempero no Forte e o chef Isaías.

Visita ao setor de produção da cachaça.

Os chefs Paula Labaki e Barão aproveitam os últimos momentos do festival na bonita locação do almoço de despedida.

Escrito por Marcelo Katsuki às 20h13

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Jantar dos Corais na Praia do Forte

Outro evento que fez muito sucesso no Tempero no Forte foi o Jantar dos Corais, capitaneado pelo jovem e talentoso chef Jonatas Moreira (foto acima) do restaurante Akuaba, de Alagoas.

A entrada: Tentáculos de polvo ao molho de leite de coco e gengibre com purê de banana e um leve toque asiático.

O prato principal agradou a todos: Risoto de moqueca com camarões no azeite de coentro. O toque desse "pesto" fez toda a diferença, dando ainda mais cor e sabor ao prato.

De sobremesa, Ganache de chocolate com cachaça - tema do festival desse ano - e um sorvete de tamarindo bem azedinho.

A locação do jantar: o belo jardim junto à piscina do Hotel Via dos Corais, onde foi realizado o evento.

Escrito por Marcelo Katsuki às 20h11

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Tempero no Forte - Imbassaí

Três restaurantes de Imbassaí (BA) participam do Tempero no Forte oferecendo um cenário ainda mais bucólico aos participantes. O primeiro que visitamos foi o Restaurante Guayas (Tel.: 0/xx/71/3677-1032) do chef Manuel Wenger. A entrada criada para o festival foi um Pastel de Calabresa com Cachaça, Salada e Molho Barbecue.

O segundo restaurante que visitamos em Imbassaí foi o 3 Marias (Tel.: 0/xx/71/3677-1172) do chef Alfredo Rebollo, uma inesperada construção com salão e belas áreas externas. O prato do festival era o Ceviche "3 Marias" com leche de tigre da Reserva Sapiranga.

A área externa do 3 Marias.

Fechamos o passeio por Imbassaí no Restaurante Vilangelim (Tel.: 0/xx/71/3677-1144) comandado pelo chef Luiz Câmara e que fica dentor da pousada de mesmo nome. O prato criado para o festival foi o Steak de Pescada com Bastonetes de Manga.

Entrada do restaurante da pousada Vilangelim.

Escrito por Marcelo Katsuki às 20h09

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Receita: Mixidinho de Lambreta na Cachaça

Mais uma receita do Festival Tempero no Forte. E se alguém souber onde encontrar lambreta aqui em São Paulo, me avisa!

'Mixidinho' de Lambreta na Cachaça
Receita do chef Carlos Ribeiro, restaurante Na Cozinha (SP)
Para 8 pessoas / Tempo: 50 minutos

Ingredientes:
- 500g de arroz cozido
- 250g de feijão fradinho cozido com água e sal
- 500g de lambreta (marisco)
- 250g de queijo coalho padrão em cubinhos
- 2 colheres de sopa de extrato de tomate
- 4 colheres de sopa de azeite de oliva
- 4 colheres de sopa de cachaça
- 1 cebola pequena picada
- 2 dentes de alho picados
- 1 tomate maduro picado sem sementes
- 3 pimentões pequenos (vermelho, amarelo e verde) picados em cubinhos
- Sal, pimenta e coentro a gosto

Modo de preparo:
Em uma panela aqueça o azeite e refogue as lambretas até elas se abrirem.
Em seguida, coloque as 4 colheres de sopa de cachaça.
Deixe secar um pouco e acrescente a cebola, o extrato de tomate, alho, sal e pimenta do reino.
Refogue por mais seis minutos em fogo baixo. Coloque o queijo coalho e misture bem.
Em seguida, junte os pimentões, o arroz, o feijão, o tomate e, por último o coentro. Está pronto para servir.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h36

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Homens na cozinha, cachaça no salão

Esse foi o tema do inspirado jantar no Restaurante Sombra do Coqueiral do Tivoli Ecoresort Praia do Forte que fez parte do Tempero no Forte. Os chefs usaram a cachaça - tema do festival - na criação dos pratos, como essa entrada acima: Ravioli Tivoli com recheio de ricota e gengibre, laranja glaceada e molho de cachaça, do chef Josemar Passos, do Tivoli.

O prato principal foi o Surd and Turf Encachaçado na Praia do Forte do chef australiano Richard Fehlberg. O prato combinava filé mignon com camarões na cachaça e purê de ervilhas; inusitado para alguns mas uma receita tradicional no país do chef.

De sobremesa, Pipoca na Cachaça: telhas de pipoca de quirera com um chantilly de cachaça, frutas vermelhas e gelée de caipirinha do chef Isaias Neries, do Parador Lumiar (RJ). Estava tão bom que algumas pessoas pediram para repetir, mas me contive. Bastou um dia aqui para eu estufar e não caber mais nas bermudas que trouxe. E eu juro que não é desculpa para ir às compras!

Os chefs Richard Fehlberg e Tereza Paim, Flavio Granja Coelho, gerente de A&B do Tivoli e os chefs Josemar Passos e Isaias Neries.

Escrito por Marcelo Katsuki às 04h34

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Tempero no Forte

A 6ª edição do Festival de Gastronomia Tempero no Forte começou na quinta na Praia do Forte (BA) com uma benção de baianas seguida de debate com os chefs convidados. O tema desse ano é a cachaça, que está sendo discutida, degustada e harmonizada nos menus dos restaurantes da cidade, que recebem chefs de diferentes partes do Brasil.

Como cheguei apenas hoje, perdi a bênção mas já fiz meu intensivo de comidas e bebidas, diga-se muita cachaça e caipirinhas. A melhor até agora? A de jabuticaba, suave, como a cachaça local chamada Sapiranga, que não conhecia e gostei muito.

O primeiro prato do festival que provamos foi o Mixidinho de Lambreta na Cachaça do chef Carlos Ribeiro (Na Cozinha/SP) que está cozinhando na Pousada e Restaurante Porto da Lua. E se a lambreta já tem fama de afrodisíaca, imagina mergulhada no perfume da cachaça? #Tenso!

De lá fomos comer alguns pratos no restaurante Terreiro Bahia da chef Tereza Paim, anfitriã do evento.

Matei a saudade do Pudim de Siri da chef (R$ 18 - receita no post abaixo): leve e saboroso, é servido com molho lambão e farofinha. E conheci a Telha de beijus com gratinado de siri e tomate (R$ 16 / foto acima) e um gostoso pesto de coentro. Achei que nada superaria o pudim mas esses discos de tapioca crocante com o siri cremoso são surpreendentes.

Dividi o Bobó de Camarão (R$ 66) com a Clo e acabei exagerando na dose: acho que repeti duas vezes. Só se ouvia uma pergunta: "Mas que bobó é esse?" É o bobó divino, minha gente, rs.

De sobremesa, Delícia Ibeji (R$ 14) um pudim de tapioca brûllée com calda de espumante e gengibre. E um quindinzinho com brigadeiro de colher, porque eu tinha esquecido que a vida é doce.

Escrito por Marcelo Katsuki às 04h30

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Receita do Pudim de Siri

Já dei essa receita há uns quatro anos mas vale a pena ver de novo!

Pudim de Siri
Chef Tereza Paim / Terreiro Bahia

Ingredientes:
- 1 kg de siri limpo e desfiado
- 200g de tomate picadinho
- 200g de cebola picadinha
- 50g de coentro bem picadinho
- 45g de cebolinha bem picadinha
- 250g de parmesão
- 150ml de leite
- 100ml de leite de coco
- 100ml de azeite de oliva
- 4 ovos
- 1 unid de alho socado
- 2 limões (suco)
- QB de sal e pimenta do reino

Modo de preparo:
Lave o siri com limão, desfie e reserve. Refogue os temperos e o siri até ficar bem seco e reserve para esfriar. Misture o leite, o leite de coco e os ovos, com um fouet. Com o siri frio adicione o molho e o queijo. Coloque em forminhas untadas com azeite e leve ao forno em banho-maria por 30 a 35 minutos em 200°C. Desenforme e sirva com um pesto de coentro.

Escrito por Marcelo Katsuki às 04h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Natal achocolatado

Ontem a porta de casa amanheceu mais bonita. Ganhei uma guirlanda de brigadeiros dourados da Kykah e fui logo pendurando.

A Kykah Doces Artesanais é um ateliê que faz produtos muito delicados - com um cuidado nos detalhes que impressiona - utilizando sempre ingredientes de alta qualidade. Seus sócios, Kenzzo e Kykah, desenvolvem criações exclusivas buscando sempre a sofisticação mas com bom gosto. Olha esses chocolates abaixo.

Para esse Natal, Kenzzo e Kykah criaram novos produtos, como os Bem amados com decoração natalina. São pães de mel recheados de doce de leite e cobertos com chocolate decorados com transfer (R$ 47,50 a caixa com 6 unidades). A caixa com cestinhas de miosótis nas cores vermelha e verde traz cinco docinhos de chocolate belga em forma de cestinhas de flores (R$ 43 com 5 unidades).

Tem ainda a caixa com Canudinhos de chocolate belga decorados com sabores como pistache, nozes, flor de sal e custa R$ 46,50. Sem falar nos docinhos, como a Concha de tâmara, a Kinkan recheada com doce de coco e caramelizada e a Casquinha de chocolate recheada com ganache.

No final do dia a guirlanda havia sido depenada. Não reclamei, fui o responsável por boa parte dos ataques. E para a minha surpresa, achei que o visual ficou ainda mais bonito, delicado, até mesmo sofisticado. Afinal, essa é a proposta da Kykah, certo?

Kykah Doces Artesanais
Telefone: 00/xx/11/ 4238-0113
E-mail: kykah@kykah.com.br

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sábado no Matisse

Passei o sábado em Campinas e foi ótimo. Comecei o dia tomando caipirinhas de limão e lima da pérsia na piscina do Royal Palm Plaza por palatáveis 8 reais (como a vida no interior é mais amigável) e terminei com um jantar harmonizado com vinhos no Matisse (Rua Conceição, 450, Centro Campinas, tel. 0/xx/19/2117-4203)

O festival Matisse Estações Gourmet, que já recebeu os chefs Pascal Valero e Ivo Faria, convidou para essa edição o chef Emmanuel Bassoleil, do Skye, em São Paulo. O chef apresentou sua cozinha francesa de sabores marcantes com pratos perfeitamente harmonizados, em especial o lombo de bacalhau servido com um Chateau Reynon Sauvignon Blanc. Vem ver.

A primeira entrada era um denso e perfumado Creme de morilles silvestre servido com espumante Nederburg Première Cuvée Brut.

A segunda entrada: uma Salada de lagosta com lentilhas verdes ao vinagrete de tangerine também harmonizado com o espumante Nederburg Première Cuvée Brut

O primeiro prato foi um Lombo de bacalhau assado com purê de ervilha ao creme de trufa negra, um bacalhau com sotaque francês que harmonizou muito bem com o Chateau Reynon Sauvignon Blanc 2009 - Denis Dubourdieu.

O segundo prato era um Filezinho de cordeiro com cassoulet a provençal e o alho confitado do chef, servido com Chateau Haura A.O.C. 2005 - Denis Dubourdieu.

De sobremesa, a intensa Opera de amêndoa, café e chocolate com sagu ao leite de coco. Gostei muito dessa versão do sagu! Acompanhando por um Porto Messias 10 Anos.

O chef Emmanuel Bassoleil entre os anfitriões Daniel Valay, chef-executivo do Royal Palm Plaza, e Antonio Batista, chef do Matisse.

Tive ainda o prazer de dividir a mesa com o Carlos Spagat, editor da revista Flap e um profundo conhecedor de gastronomia. Discutimos sobre nossos restaurantes preferidos em São Paulo e coincidimos em vários. Ele foi enfático ao afirmar que o Matisse é um dos melhores - se não o melhor - restaurante do interior paulista. E disse que preciso voltar para conhecer os pratos da casa. Eu, claro, assenti com a cabeça; o homem sabe das coisas.

Escrito por Marcelo Katsuki às 16h16

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Você escolhe a música, ele o drinque

Dica que recebi da leitora Silvia Picollo: você digita o que tá ouvindo e o Drinkify sugere o que beber. Como hoje, que acordei com "Pau que nasce torto, nunca se endireita..." na cabeça. O Drinkify mandou eu encher a cara de vodca. Simples assim. Experimenta!

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h36

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Novas saladas da Dona Onça

Não sou muito de saladas (exceto aquela cheia de torresmos do Rosa's) mas sou do cuscuz. Por isso me amarrei na nova Salada de folhas com cuscuz paulista ao molho de camarões (R$ 36) do Bar da Dona Onça (Av. Ipiranga, 200 lojas 27/29 Tel.: 0/xx/11/3257-2016). Vou ter que ir lá agradar as minhas lombriguinhas.


Foto: Mauro Holanda

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Piano Piano

Apesar das cozinhas brasileira e andina estarem em evidência, são os restaurantes italianos que se proliferam pela cidade. No sábado tive um almoço super agradável em um deles, o Piano Piano, nem tão novo mas desconhecido para mim, e fiquei feliz em saber que ainda há bons restaurantes que não estão custando os olhos da cara, outra tendência na cidade.

Enquanto observava o balcão de frios fui atendido pelo próprio chef, Felipe Cilli, que me mostrou uma mortadela curada por oito meses. A técnica ele aprendeu com a avó, que assim conservava o embutido para não ter que dar para as visitas, rs. Me diverti com a estória e pedi uma porção. Ela chegou assim, com limão e tinha uma textura mais firme e um aroma defumado, bem interessante.

Pedi ainda uma porção variada de Antipasti Italiani (R$ 8,50 cada 100 gramas) com burrata fresquinha, pimentões, berinjela recheada e porcini fresco temperado pelo chef com ervas e alho e uma taça de vinho.

De primeiro prato, comi um Spaghetti alla Carbonara (R$ 28) com pancetta, gema, parmesão, salsinha e pimenta do reino. Muito saboroso e como deve ser: simples e pungente.

De segundo prato (que dividi, claro) uma Bisteca alla Fiorentina (R$ 40): 400 gramas de T-bone bovino grelhado com batatas rústicas e salada. Não resisti, tenho visto o prato tão mais caro em outros lugares que pedi para dividirem comigo. E fui feliz: carne no ponto e batatas sequinhas.

 

De sobremesa, a sensação foi a Crostata de Mele (R$ 12), uma torta quente de maçã e geléia de abricó italiana de babar, mas a foto ficou ruim. Aliás, as sobremesas são feitas pela chef Danyela Grandi, esposa do chef.

Restaram essas duas fotos: o Dolce al Cioccolato (R$ 12), torta cremosa de chocolate meio amargo com creme de avelã bem sutil, o que adorei pois não sou lá muito fã de avelãs.

E esse irresistível Creme Veneto (R$ 12), semelhante a um crème brûlée (eita nominho complicado) mas com raspas de limão siciliano, o que dá uma leve e agradável acidez.

E se você tiver a sorte de ir num dia ensolarado, chegue cedo e almoce na gostosa varanda. Prazer em dobro.

 

Piano Piano

Av. Moema, 56 - Moema

Tel.: 0/xx/11/5051-3053


MAPINHA AQUI

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h51

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Na medida da gula e do bolso

R$ 1,90. Apenas.

Na terça fui ao Shopping Pátio Paulista (Rua Treze de Maio, 1947) em busca de um presente para um amigo que queria um bermuda tamanho 40 ou uma camisa polo que não fosse lisa. Simples? Que nada, corri pelo prédio feito um louco faltando apenas 50 minutos para o fechamento. E nesse sobe e desce de escadas, trombei com o quiosque da Fofolia e um apelo irresistível pro estômago e pro bolso: Mini-fofo, um muffin com sorvete e confeito por R$ 1,90. Sério!

Dei ré, babei nos Domos (R$ 6,50), bolinhos de massa colorida que você customiza escolhendo o sabor, o sorvete, a calda e o confeito e nos Wups (R$ 2,50), cookies de bolo recheados em diversos sabores. Mas saquei minha nota de 2 pratas do bolso e pedi o Mini-fofo: um muffin de morango macio com pedaços da fruta, sorvete de creme e confeito. 1,90, veja só!

Curtiu? Pois o quiosque fica embaixo da escada rolante, no piso Maestro Cardim. Se não achar, liga lá: (11) 3191-1100. Porque dinheiro não tá aceitando desaforo, minha gente!

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h43

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Tempero no Forte 2011

De 24 de novembro a 4 de dezembro acontece a sexta edição do Festival Tempero no Forte. A chef anfitriã Tereza Paim receberá chefs de outros Estados como Isaías Neries, Monica Rangel, Guga Rocha e Paula Labaki para menus especiais, aulas para a comunidade, palestras, degustações e apresentações na Cozinha Show da Praia do Forte.

O tema desse ano é a cachaça e serão apresentados desde a sua história até o seu processo de fabricação além de degustações no Espaço da Cachaça. A bebida também fará parte dos menus especiais criados pelos chefs convidados para os restaurantes participantes.

Veja o site com a programação completa clicando aqui.

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h29

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Suri Ceviche Bar

Sueño Costeño (R$ 18): rolinhos de banana da terra recheados com pescada branca e molho criollo.

O Suri é um restaurante pequeno, aconchegante, localizado ali na Mateus Grou, quase sob a Teodoro. As mesinhas correm junto às janelas e o salão tem luz intimista, mas há banquetas para quem quiser ficar no balcão vendo os cozinheiros finalizando os pratos.

Pensei logo que seria um lugar perfeito para um encontro romântico ou mesmo para rever um velho amigo. As comidas são leves, refrescantes e trazem uma interessante amostra da união das cozinhas andina e oriental, tão em evidência na cidade.

E os preços não assustam, como no caso do Ceviche Clasico com peixe branco, cebola roxa, milho, coentro e batata doce por R$ 26. Veja outros pratos que provei.

Anillos de Calamares (R$ 22): crocantes anéis de lula empanados com panko e servidos com molho de cebola.

Playa Blanca (R$ 33) um delicado ceviche de vieiras, lulas e peixe marinados em leite de coco, laranja, cebola roxa, coentro e hortelã. Seque a praia depois tomando todo o caldinho com uma colher.

O chef colombiano Dagoberto Torres finalizando um prato no balcão que fica aberto para o salão.

Tigarah (R$ 35), aquela funkeira japonesa que mistura a batida do funk carioca com letras politizadas e atitude "girl power" deu nome ao prato que leva peixe branco, polvo e camarão com shimeji e cogumelo paris salteados finalizado com ovas de massagô. Very Tigarah!

Tem ainda essa beleza de Arroz del Mar (R$ 28), cremoso e levemente picante, preparado com lulas, camarão, mexilhão e um mix de pimentas.

Fechando o jantar, Mousse de chocolate (R$ 15) com calda de frutas vermelhas e ají panca.

Nas quintas e sextas o restaurante oferece um almoço executivo com pratos quentes que variam de R$ 26 a R$ 29.

Além dos pratos andinos, o Suri tem também Pisco Sour (R$ 16,50) o tradicional drinque peruano feito com pisco e limão. Deixa a gente leve que é uma beleza.

Suri Ceviche Bar
R. Mateus Grou, 488 - Pinheiros
Tel.: 0/xx/11/3034-1763

MAPINHA AQUI

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h30

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O bolo mais simples pode ser o mais gostoso

Minha tia Rosa devia me achar uma criança esnobe porque ficava surpresa quando eu dizia que meu bolo de festa favorito era o dela: massa de pão de ló recheada com creme, coberta com merengue e coco ralado. Só isso.

E que minha mãe não me ouça, pois faz bolos incríveis e nem segue receitas: vai jogando tudo na batedeira e saem do forno os bolos mais fofos e perfumados, daqueles que castigam a vizinhança.

Ontem fui visitar minha amiga Janaína e conhecer sua gata Lucrécia. Uma graça a bichinha quase fala! E fiquei encantado também com o seu bolo Tres Leches, que nada mais é do que um bolo do tipo 'esponja' (chiffon) regado com uma mistura de três leites, uma receita típica de países latinos (daí o nome).

Um bolo simples, singelo, encharcado de leite e de carinho. Faça e coma saudoso como eu. Tá faltando simplicidade nesse mundo.

Para se comer de colher

Bolo Tres Leches

O Bolo
Bata 5 claras em neve bem firme e misture as 5 gemas e bata mais um pouco, até misturar tudo. Fora da batedeira, adicione delicadamente 1 xícara (chá) de farinha de trigo, 1 xícara (chá) de açúcar e 1 colher (sopa) de fermento em pó. Asse em forma de buraco grande untada até enfiar o palito e ele não sair com massa.

Os Leches
Bata no liquidificador 1 lata de leite condensado, 1 lata de creme de leite (a Jan usou creme fresco), a medida de 2 latas de leite integral (originalmente é usado leite evaporado, mas é difícil de ser encontrado). Se quiser mais doce, use apenas 1 lata de leite.

A montagem
Disponha o bolo numa travessa funda (mesmo), cubra com os leches e deixe na geladeira para a massa 'sugar' o caldo até ficar bem geladinho.

Pode ser adicionado aos Tres Leches um pouco de leite de coco como fez a Jan; também baunilha ou raspas de limão, fica a seu critério, mas nem precisa: bom mesmo é simples assim.

Escrito por Marcelo Katsuki às 11h26

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Rum com sushi: combina?

Participei de um almoço para a imprensa no Kinoshita onde o chef Tsuyoshi Murakami elaborou um menu para harmonizar com o rum Zacapa. Duro combinar a sutileza da cozinha japonesa com um potente destilado mas o chef chegou lá: os pratos esbanjavam acidez, untuosidade, doçura, alternando diferentes sensações do rum no paladar, tornando a experiência muito prazerosa. Vem comigo.

Onsem tamago, ou ovo cozido em "águas termais", uma tradição japonesa. Variação japa para o ovo perfeito, mas com séculos de tradição, rs.

Vieiras crocantes empanadas com panko servidas com molho tonkatsu, suavizado com frutas mas não menos ácido.

Sushi de salmão maçaricado com manteiga de trufas e yuzo (tipo de limão japonês). Fogo na gordurinha dá aquele sabor, trufas o aroma e o yuzo... bem , o yuzo entra como "aquela colônia pós-banho, para dar um frescor".  Palavras do Mura, morri.

Sashimi de atum coladinho num foie gras e molho teriyaki. Gordurinha boa.

Porquinho barrigudo roncando numa cama de mandioquinha. A pele tava pururucada, gente, maldade com a minha dieta.

Fechando, Bolo de Valhrona com lichia, morango e crocante de chocolate branco. E uma xícara de café cheia de rum Zacapa que virei sem perceber antes de correr pro jornal. Essa pressa ainda me mata.

O menu é todo harmonizado com Rum Zacapa 23, exceto a sobremesa que é acompanhada do Zacapa X.O. e custa R$ 390. Ele será servido durante os próximos três meses.

Kinoshita
Rua Jacques Félix, 405 - V. Nova Conceição
Tel.: 0/xx/11/

MAPINHA AQUI

Fotos feitas com iPhone 4

Escrito por Marcelo Katsuki às 16h53

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Taberna 474

"Tasca é o novo preto", comentei há algum tempo no twitter. E a abertura da Taberna 474, nova casa do Ipe Moraes (dono da Adega Santiago e sócio do Bottagallo) não me deixa mentir. Com uma cozinha ibérica com ênfase em frutos do mar, me fisgou logo de cara com esse Frito Misto (R$ 48) aí de cima. Não sosseguei enquanto não fui lá comer e não me decepcionei: é ótimo. Abaixo, outros pratos que provei.

Tostada de chouriço com cebola caramelizada (R$23)

Salmão marinado no azeite, limão, gengibre e pimenta dedo de moça (R$34)

Azevia com sorvete de coco (R$ 11), quase um pastel de festa

Bolo de tangerina (R$ 8,50). Por que ninguém pensou nisso antes?

A casa tem uma vibe mais jovem que a Adega Santiago - a menos de uma quadra dali - e muitas opções de drinques, além de uma boa carta de vinho onde se destacam os rótulos portugueses. Mas eu me deliciei mesmo foi com um refrescante Mai Tai, bem executado e festivo. Na medida.

Taberna 474
Endereço: Rua Maria Carolina, 474
Tel.: 0/xx/11/3062-7098

MAPINHA AQUI

Escrito por Marcelo Katsuki às 15h06

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

BUSCA NO BLOG


TWITTER

    Twitter RSS

    ARQUIVO


    Ver mensagens anteriores
     

    Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
    em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.