Marcelo Katsuki

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Navarro Correas linha premium

Navarro Correas linha premium



Estive recentemente em um almoço para conhecer a linha premium da Navarro Correas, bodega argentina de Mendoza, que a Diageo trouxe para o Brasil. Se eu já havia ficado surpreso com a qualidade (e preço) da Linha “Coleccion Privada”, devo dizer que as novas: “Gran Reserva” e “Ultra” são simplesmente incríveis. Os preços são maiores (de R$ 70,00 a R$ 140,00), mas a qualidade também.

A degustação aconteceu no Figueira Rubaiyat e foi conduzida pelo enólogo da bodega, o sr. Juan Marco. Achei o Ultra um vinho notável e bastante complexo, mas felizmente me identifiquei com o Malbec Gran Reserva (mais adequado ao meu bolso, hehe). Excelente para tomar numa conversa com amigos, ao contrário do Ultra, que pede uma comidinha. Os vinhos degustados foram os seguintes:

Ultra – tinto composto por um blend das uvas Malbec, Cabernet Sauvignon e Merlot. Aroma complexo com especiarias e notas de baunilha e chocolate. Vinificação de 18 meses emcarvalho francês e mais um mínimo de oito meses em garrafa.

Gran Reserva Cabernet Sauvignon – Cor vermelho rubi. Aroma de frutas vermelhas com notas de madeira; paladar estruturado, com taninos redondos e suaves. Vinificação de 14 meses em carvalho francês e mais no mínimo seis meses em garrafa

Gran Reserva Malbec - Cor vermelho com toque violácio. Possui aroma de frutas vermelhas com notas de madeira e paladar complexo e fino. Vinificação de 14 meses em barris de carvalho francês e mais no mínimo seis meses em garrafa.

Outro dia duas amigas que voltavam da Argentina queriam saber onde encontrar os vinhos da ‘Navarro’ e eu indiquei o Empório Frei Caneca, onde sempre encontro a “Coleccion Privada” na faixa dos 30 Reais. Os vinhos são vendidos apenas em delicatessens e empórios, mas a busca vale a pena. Experimenta.

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h14

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Saquê: bebendo e aprendendo

Saquê: bebendo e aprendendo

Clique aqui para ler minha coluna no Guia da Semana.



Passei a tarde de ontem circulando pela 'Liba' e terminei o tour conversando sobre saquê e provando alguns exemplares muito interessantes no Yamato (R. Galvão Bueno, 364, Liberdade), na companhia do Alexandre Tatsuya Iida, grande conhecedor da bebida e dono do site Adega de Sakê.

Pena eu não ter falado com ele antes! O Alexandre deu dicas ótimas e me fez provar exemplares de fermentado de arroz, de batata, saquês destilados, com shissô e até 'amadeirados'. Foi uma experiência e tanto! Acabei até comprando uma garrafa de presente para minha amiga Paris, que não é Hilton mas que 'causou' ontem com uma festona numa cobertura em Pinheiros. Mas esse trelelê todo é para falar que minha coluna no Guia da Semana desse mês fala sobre... saquê!

Clique aqui para ler e aprender uma receitinha ótima de drinque com a bebida. Kampai!

Escrito por Marcelo Katsuki às 13h36

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Um vinho pra chamar de seu

Um vinho pra chamar de seu


[Eu, Marselan]


Uma das grandes novidades que pude ver na Expovinis foi a linha "Identidade", lançada pela Casa Valduga. Trata-se de uma proposta diferenciada que apresenta "produtos únicos para apreciadores exigentes e especiais", de acordo com seu presidente, o sr. Juarez Valduga.

A linha traz varietais exóticos em garrafas numeradas encomendadas de acordo com o perfil do comprador. No ato da entrega, a garrafa recebe o carimbo digital e a assinatura do mesmo, transformando-a num exemplar exclusivo. Minha 'garrafa gêmea' foi a "Identidade Marselan", um vinho que une a complexidade do Cabernet com o frutado da Grenache, de taninos maduros e boa persistência gustativa. Mas não se trata de uma 'brincadeira'. A proposta da vinícola é oferecer um vinho com o qual você se identifique e que possa oferecer o prazer de um momento único, só seu. Coisa seríssima!


["Polegares, polegares, onde estão, aqui estão"... agora o Juarez me mata!]

Escrito por Marcelo Katsuki às 08h54

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Sgroppino Babado

Sgroppino Babado


["Turva... Sgroppina babadeira... kkkkkk", diz a legenda!]


O Johnny Luxo me escreveu hoje perguntando onde tem 'Sgroppino' na cidade. Alguém sabe? Aliás, alguém sabe do que se trata? Eu perguntei se era algum remédio, kkkkk! Ele me disse que era uma bebidinha leve, uma coisa 'girlie', que ele tomou em seu tour pela Itália. Fino o moço, e como diz minha amiga Rita, L-U-X-O!!!

Como eu sempre pedia música para ele durante seus sets (coisa que não fiz mais depois que senti na pele o quanto isso é inconveniente, hehe), me senti no dever de ajudá-lo em sua busca. Ainda não encontrei nenhum bar que sirva, mas pelo menos a receita tá na mão (e é bem legal, acho que vale experimentar nessas tardes ensolaradas).



Sgroppino

1 taça de Prosecco gelado (ou champanhe)
2 colheres de sopa de vodca gelada
1 colher de sopa de sorvete de limão
Folhas de hortelã para decorar

Há duas maneiras de se fazer: divida o Prosecco e a vodca em duas taças, adicione meia colher de sorvete em cada, salpique a hortelã e sirva imediatamente. A outra é batendo tudo no mixer, o que resultará numa bebida cremosa como um frozen (mas acho que deve perder o gás). Bueno, liberdade de escolha! Tin-tin e Alelux!!!

P.S. Parece que tem Sgroppino no Piola, mas feito de sorvete de limão, vodca e leite condensado. A conferir.

Escrito por Marcelo Katsuki às 23h06

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Vinhos argentinos: Alta Vista

Vinhos argentinos: Alta Vista



Na quarta aconteceu no Capim Santo a Roda Vinho com Benoît Berneron, diretor da Alta Vista, uma produtora de vinhos argentina. A idéia do encontro era compor uma mesa redonda para discutir as perspectivas do vinho argentino no mercado internacional. Poderia ter sido um evento sisudo e entediante mas acabou sendo engraçado e instrutivo graças à informalidade da 'mesa'. Dos divertidos comentários do Luli Dias (da Épice Importadora) à apresentação precisa do diretor da vinícola, sr. Benoît até as intervenções pertinentes das sommelières Eliana Araújo e Carina Cooper, tudo contribuiu para uma noite agradável.


[Benoît em ação]


Degustamos um branco (Torrontes) e quatro tintos (um Premium Malbec, outro Premium Cabernet Sauvignon, um Grande Reserve Terroir Selection Malbec e um Alto 2004, top de linha. O que mais me agradou foi o Grande Reserve (felizmente nem sempre a gente gosta do mais caro, hehe), pois era um vinho redondíssimo, uma seleção de Malbec de 4 terroirs de Mendoza que resultou em um vinho equilibrado e pronto para o consumo.



O Torrontés tem uma história interessante. Ele é o vinho branco símbolo da Argentina (ou pelo menos querem transformá-lo) mas seu consumo interno ainda gera reservas pois ele era um vinho mais escuro e doce. As vinícolas estão mudando essa imagem e conseguindo boa aceitação internacional, mesmo na Europa. A idéia é que ele seja tão representativo do país como é o Malbec, no caso dos tintos. Achei o vinho muito equilibrado: a acidez é contrabalanceada pelo alto teor alcóolico criando uma agradável sensação de leveza. É bem seco e possui um bouquet floral suave e refrescante que deixa um leve rastro de amargor no final. E é ideal para acompanhar pratos condimentados e picantes, segundo Benoît.



Os vinhos foram harmonizados com um menu elaborado pela chef Morena Leite, que incluía uma Salada de Folhas com um Fagottini assado de queijo, um Filé de linguado com um incrível Petit Gateau de Banana da Terra e um Filé com Queijo de Coalho grelhado com Pupunha. Pena que o evento se estendeu até tão tarde, acabei partindo antes da sobremesa...



Enogafes
A expressão (e o terror) de todo sommelier. Algumas enogafes? Pedir um tinto carésimo e depois solicitar 'adoçante' ao garçom. Acredite, isso acontece, e tem quem ainda peça açúcar mesmo! 'Cliente-filtrado doce', pergunte para a sommelier!

Custo-benefício
Parece ser uma especialidade dos vinhos argentinos. Bom custo, bons vinhos, tô embarcando nessa. Os preços sugeridos desses exemplares ao mercado brasileiro variam de R$ 27,00 (Torrontes) a R$ 70,00 (Grande Reserve). O mais caro é o Alto, a R$ 220,00, mas esse já é top de linha.

Objeto do desejo
Alguém reparou na luminária? Toda feita de talheres presos a um disco cromado e 4 lâmpadas Balloon. Desde já o meu sonho de consumo para a sala de jantar lá de casa. Agora só falta trocar a mesa, as cadeiras, o aparador...

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h09

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Mai Thai, do outro mundo!

Mai Thai, do outro mundo!



E atendendo ao pedido da Claudia (nos comentários), segue a receita de Mai Thai. A origem da bebida é controversa, o que se sabe é que seu nome veio da expressão de um cliente taitiano que provou o drinque e exclamou: "Mai thai!", que quer dizer algo como "muito bom" ou "do outro mundo!".

Seja lá como for, comemorei meu aniversário há dois anos atrás com uma "pitcher party": várias jarras de drinques em sistema self-service para agilizar, onde uma das jarras era só de Mai Thai. Como a bebida é muito gostosa, perfumada e ligeiramente doce, a bartender ficou quase louca para repor o Mai Thai e as pessoas se jogaram de uma tal maneira que a maioria nem se lembra de como a festa acabou. Acho que nem eu, uih...

Mai Thai
- 2 partes de rum Bacardi prata
- 1 parte de triple sec
- 1 parte de suco (abacaxi)
- 1/2 parte de Amaretto
- 1/2 parte de rum Bacardi Black
- suco de 1/2 limão
- ramos de hortelã
- 1 fatia de laranja
- 1 cereja
- gelo

Modo de fazer:
Coloque o gelo em um copo longo, acrescente as bebidas (exceto o Bacardi Black) e misture com uma colher bailarina. Decore com o ramo de hortelã, a laranja e a cereja espetada em um palito e finalize adicionando o rum escuro, que não deve ser misturado, para aromatizar o drinque.

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h42

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Um vinho para sushi

Um vinho para sushi



No sábado ganhei da Janaina uma garrafa do Sushi Vin, primeiro vinho produzido no Brasil especialmente para sushis. Não conhecia e como o Jeff estava em casa preparando uns makis e gunkas, fui logo abrindo.

O aroma é delicioso, predominando o perfume da uva Moscato, meio floral, um pouco de mel... mas na boca, as outras uvas (Chardonnay e Malvasia Bianca) se destacam, e o vinho mostra-se bem seco, mas leve e persistente. Eu gostei, mas preciso repetir a dose com mais calma. Como já havia tomado uns uísques, com certeza perdi muito da harmonização (entre outras coisas, hehe).

Já a Roberta me levou de presente o Vinho do Lobisomen. Coisa do demo? Se fosse na semana passada eu abriria imediatamente para saudar o eclipse. Mas resolvi aguardar a próxima lua cheia pra abrir a 'fogosa'. Das trevas!!!


["Aaauuuuuuhhhhhh!!!" Vai pro sagu ou não vai?]

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h24

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Navarro Correas

Navarro Correas


[Josimar, Rodrigo, Saul e Alexandra: reunião de bambas!]


Acabei de chegar de uma degustação de vinhos comandada pela Alexandra Corvo no Rubaiyat. Fui para provar os novos vinhos da Navarro Correas trazidos da Argentina pela Diageo, mas também para conhecer a Alexandra pessoalmente, pois sempre escuto seus podcasts e acho seu jeito de falar sobre vinhos muito agradável, em linguagem clara e bem acessível. Aliás, a Alexandra tem um site ótimo, o Ciclo das Vinhas, que merece uma vista, caso você ainda não conheça.



Degustamos a Navarro Correas Colleción Privada que apresenta vinhos despretensiosos mas que valorizam a produção terroir e básica (uva + tonel) sem muita manipulação. Os rótulos possuem belas pinturas de artistas argentinos contemporâneos com apelo crítico, sobre a influência do homem na natureza, muito interessante.


[salada de espinafre com mussarela de búfala e amêndoas torradas]


Ainda bem que estava bem acompanhado da Ju Bianchi e da Cris Couto, que me ajudaram a decifrar todas as nuances dos vinhos (acho que meu olfato anda meio preguiçoso). O Chardonnay tinha corpo intenso e acidez elevada, equilibrado pelos aromas de abacaxi e pêssego. Tão intenso que pedia um prato, ou um bom 'peixe gordo', como disse a Ju. Excelente!


[Bifão de chorizo. Tô aqui rezando pra gota não me pegar!]


O Cabernet Sauvignon produzido em tonéis envelhecidos tinha boa estrutura e aroma de frutas vermelhas, mas não impressionou tanto quanto o Malbec, complexo e redondo, com aromas de cerejas, chocolate e de couro. Tão intenso e profundo como o assemblage de Cabernet-Merlot-Malbec, meu favorito, com notas herbais e até mesmo de 'doce de feijão japonês', segundo a Cris. Além de um sedutor aroma de trufas que me fez escolhê-lo para acompanhar o imenso bife de chorizo que seguiu a degustação.


[A famosa torta Nemesis, criação do antigo chef da casa, Francis Mallmann]


A tortura final ficou por conta da torta Nemesis de chocolate meio amargo e dos petit-four do café (lá vêm eles de novo!). Mas dessa vez não tinha a Nina para comer a telha de amêndoas e todos os doces (hihi) então deu para fotografar e comer 'não com tanta calma', pois tive que sair correndo para a redação. Ixi, já tô eu fazendo fofoca da Nina de novo, ela me mata...

Escrito por Marcelo Katsuki às 14h44

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Jabuticaba é hype

Jabuticaba é hype



Coitada. Ela já foi até chamada de 'uva dos pobres'. Casca escura, espessa, semente lodosa e visualmente indigesta envolta na polpa viscosa. Ah, a jabuticaba... Pois é, parece que a frutinha tá na moda. Depois do Kir com jabuticaba do "Brasil a Gosto", deparei-me ontem com uma receita de Martini de jabuticaba, criada para promover a reedição da "Black Smirnoff 55". Tudo bem que já teve sushi com jabuticaba, e até bacalhau e rabada com o molho da fruta. Mas agora parece ser a vez dos drinques.

Jabuticaba eu conheço bem. Passei boa parte da infância entre uma jabuticabeira e um pé de goiaba. Mas nem era tanto pela fruta. Eu comprava 10, 20 chicletes Ploc e subia na árvore com o saquinho na mão. Passava horas pensando na complicada vida de infante enquanto mascava o chiclete, cujo sabor durava pouco. Daí fazia uma bola bem grande e soltava lá de cima. Claro que fazia uma sujeira no quintal, mas quando a gente é criança acha que pode tudo, inclusive arrumar mais serviço para os adultos: abria outro chiclete, mascava e pluft. Garoto fino - e muito ocupado, diga-se de passagem.

Deixando a falta de modos de lado, vamos à receita do Martini. Tem um de jabuticaba e outro de lichia; eu fiz a primeira e é uma delícia! Mas como era segunda-feira, achei de bom tom testar a de lichia ao longo da semana, seria muita birita pra esse corpinho maltratado! Depois eu publico, a lata já está na dispensa me aguardando.


[e eu achando que as taças pretas que ganhei da turca véia
não iam ter muita utilidade... taí, Dri!]


Black Martini Jabuticaba

Ingredientes:
- 50 ml de vodka Smirnoff Black
- 12 jabuticabas
- gelo
- 1 colher de bar de açúcar de baunilha (aquele usado em confeitaria, no mercado fica perto do fermento em pó)

Modo de preparo:
Em uma coqueteleira coloque as jabuticabas e uma colher de açúcar de baunilha. Macere até obter um suco e adicione uma pá de gelo. Junte a vodka. Agite até que a mistura fique gelada e coe em uma taça de martini. Como guarnição, utilize uma jabuticaba.

Escrito por Marcelo Katsuki às 09h00

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São Paulo Fashion Drink

São Paulo Fashion Drink



Lá vem a temporada de moda na cidade! E o Restaurante Tarsila, do InterContinental São Paulo (Al. Santos, 1123 - tel: 11-3179-2600) está oferecendo drinques especiais em comemoração à semana de moda. Nada de álcool ou bebidas calóricas! Os drinques foram elaborados pela nutricionista do hotel, Flávia Camargo, e têm como objetivo aumentar a imunidade, a hidratação e a resistência corporal. Conheça as receitas e seus benefícios:

- Melancia com suco de limão (120 calorias)
Tem função hidratante e refrescante e é feito com 400 g de melancia e 20 g de suco de limão (suco de 1 limão)

- Salsão e abacaxi (93 calorias)
Preparado com 180 g de abacaxi (4 rodelas finas) e 50 g de talo de salsão (1 talo), aumenta a imunidade, a resistência e também é fonte de vitamina C.

- Laranja e agrião (175 calorias)
Feito com 300 ml de suco de laranja (suco de 4 laranjas) e 15 g de agrião (1/2 copo de folhas de agrão), é energético, rico em fibras e vitamina C e aumenta a imunidade.

A primeira, de melancia com limão, é 'campeã' de pedidos lá em casa. Não tem coisa melhor no calor!

Escrito por Marcelo Katsuki às 18h23

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Drinque Oompa-Loompa

Drinque Oompa-Loompa


[Suco de Pobá: mistéééério]


Ontem fui às compras na Liberdade com todo aquele calor e depois de fazer a 'varredura nas lojas' como diz minha amiga Verinha, repousei o corpo maltratado na Bakery Itiriki (Rua dos Estudantes, 24, Liberdade - Tel: 11-3277-493) pra tomar suco de pobá que eu não sei se é um chá ou um shake com gelatina e sagus gigantes. Enfim, o suco é uma das coisas mais exóticas para se beber na cidade e vem com um canudo que mais parece uma mangueira (por onde passam as bolotas de sagú de chá preto e a gelatina de frutas). Refresca, mas ainda é um mistério; eu fico pensando que deve ser a bebida daqueles anões da Fantástica Fábrica de Chocolates (pelo menos combina com o colorido deles, hehe).

Mas entrar naquela padaria é sempre um desafio pra mim. Como não comer a mousse de matchá? E as tortas de frutas, de massa levíssima e tão delicadas que se desmancham assim que tocam na língua? Sem falar do saboroso 'karê-pan' (massa frita recheada com legumes ao curry). Ah, lá tem também um esquisito sanduíche de yakisoba, mas esse eu até passo, hehe. A padaria utiliza o sistema 'self-service' então não é nada difícil de se empolgar e encher a bandeja, coisa que fiz muito no passado. Agora eu entro, dou duas voltas pelo salão sem nada nas mãos e só depois de escolher é que pego a bandeja para me servir. Com parcimônia.


[A Fantástica Fábrica de Sobremesas]

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h28

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007 Permissão Para 'Chacoalhar'

007 Permissão Para 'Chacoalhar'

"Batido, não misturado" é como James Bond pede para o barman preparar o Martini. Que atrevimento, não? A gente tentando ser fino fica lá misturando o drinque com a 'bailarina' e me vem o sr. Bond e manda 'chacoalhar'? Mas não é a única modinha do moço: o agente também prefere Martini com vodca Smirnoff, graças a uma eficiente ação de marketing da marca de destilados desde o primeiro filme da série (e que ajudou a popularizar o drinque nos EUA).

Em "007 Cassino Royale", recém lançado nos cinemas (e cronologicamente o primeiro filme da série), James Bond revela o seu drinque favorito, o Vesper Martini, em homenagem à bond girl Vesper Lynd. Quer saber a receita? Taí!



Vesper Martini
- 40 ml de Gin
- 20 ml de Vodka Smirnoff*
- 20 ml Vermouth Dry

Em uma coqueteleira com gelo adicione os ingredientes e agite até gelar por uns 30 segundos, evitando que os ingredientes fiquem aguados. Depois, coe em uma taça Martini previamente gelada e utilize twist de limão siciliano de guarnição.

* Eu sempre uso vodca congelada, pois confere uma textura cremosa ao drinque e fica menos aguado, já que o gelo quase não derrete. Mas fica beeeem fuerte!

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h37

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Caipirinha de uísque

Caipirinha de uísque



Ontem finalmente provei o Johnny Walker Red Mix. Há tempos via nos cardápios aquela opção de drink de uísque com frutas, mas ficava meio receoso. Não que eu seja tão ortodoxo, mas o sabor do malte é tão bom que tinha lá minhas dúvidas. Daí me lembrei que quando comecei a tomar uísque, diluía com água de côco para dar uma suavizada e pensei, por que não?

E não é que fica gostoso? Claro que o sabor do blend fica meio perdido no meio das frutas, tanto que três amigos que não bebem uísque por nada adoraram o drinque! Taí uma ótima opção para uma 'caipirinha' que não vai te tombar no dia seguinte. E com um preço justo (o mesmo da dose do Red Label). O perigo é se empolgar com as 'frutinhas' e exagerar na dose.

Para ver os bares que estão servindo o JW Red Mix em algumas cidades, clique aqui. Ou faça em casa mesmo! Lá no site tem receitas do drinque com várias frutas e até uma promoção onde você pode receber em casa um bar completo para oferecer o drinque a seus convidados. Nesses tempos de festas, nada mais providencial, hehe.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h06

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The 'box' is on the table

The 'box' is on the table



Ontem fui almoçar no Da Giovanni, o que requer um esforço extra: atravessar a praça da República, que com esse calor todo parecia uma frigideira humana. Lá, reparei no balcão uma pilha de caixas amontoadas. O conteúdo? Vinho argentino. Anteontem notei as mesmas caixas, mas com vinho chileno no "Narciso" (loja da Vieira de Carvalho). Dos brasileiros, a Vinícola Aurora saiu na frente com o Marcus James, sua linha mais popular.

O vinho de 'caixona' chegou para ficar - pelo menos é o que parece. Ao contrário do vinho de caixinha, que dava um aspecto triste para a bebida, a nova versão vem em embalagem de 3 litros (equivalente a 4 garrafas), é mais econômica, fácil de transportar e vem com uma torneirinha que facilita o serviço. Há ainda uma grande vantagem: a conservação. Ao contrário dos vinhos engarrafados, o vinho 'na caixa' promete conservar seu conteúdo por 30 dias depois de aberto, contra os 2 ou 3 dias habituais. O segredo é que o vinho não entra em contato com o ar, pois conforme vai sendo servido, a flexível embalagem interna vai 'murchando', o que garante a conservação do produto.

Claro que nada substitui o prazer de apreciar um bom vinho de garrafa, sacar sua rolha e apreciar o rótulo. Mas para os 'vinhos de combate' me parece uma solução perfeita, principalmente para bares e restaurantes que servem vinho em taça ou situações informais como piqueniques.

Provei uma tacinha do tinto para acompanhar o suculento ossobuco do almoço. O 'tutano' cremoso com algumas gotas de limão foi motivo de prazer sem remorso. De sobremesa, creme de abacate 'de algum lugar do passado' e um comprimido de Xenical com água e café. Depois da 'engorda' dos últimos dias, tenho andado prevenido.

Escrito por Marcelo Katsuki às 00h42

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Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

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