Marcelo Katsuki

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Saudade do caju amigo?

Saudade do caju amigo?



Eu havia marcado um 'caju amigo' (na verdade vários) no Pandoro com o Paulo Afonso, meu amigo publicitário que trabalhava lá perto. Na época, ficamos chocados com a notícia do fechamento da casa. Depois veio o alívio ao saber que o lugar seria reaberto após uma reforma (o que, espero, não acabe com o charme do lugar); mas na época a notícia deu um susto nos fãs do drinque, que tem até uma confraria.

Quem não quiser esperar (como eu) pode agora matar a saudade do drinque no Bar Augusta (Rua Augusta, 3008 - Jardins - tel. 11-3082-6770). O chefe do bar Carlinhos recebe para uma temporada o barman Guilherme, pai do 'caju amigo' do Pandoro. Já fui lá ontem (com o Paulo, claro) e fizemos a 'festa do caju' em plena quinta. Acordei com sinos na cabeça... Provamos alguns pratos do cardápio, mas o único que mereceu elogios foi o sanduíche de pernil, magro e com uma vinagrete deliciosa. O cardápio tem várias opções mas merecia alguns ítens diferenciados, afinal fica num ponto privilegiadíssimo. Só o teto alaranjado (feito caju maduro) que me incomodou um pouco; um "branco acetinado" ali deixaria o local mais 'trendy'. Vixe, baixou o decorador!


[Guilherme e Carlinhos: drinque com 'segredo']


Caju Amigo

Ingredientes:
1 caju em compota
1 colher de chá de açúcar
2 doses de suco de caju
1 dose de vodca
2 gotas de um "segredo"
5 pedras de gelo

Preparo:
Monte num copo alto e mexa com uma colher bailarina. Beba com moderação, se possível.

Ah, achei essa receita na internet. Mas o Guilherme já disse que vai levar o tal "segredo" pro túmulo. Então seja criativo e dê o seu toque pessoal. O meu vai levar 2 gotas de "triple sec" (acho que deve combinar). E vou rebatizá-lo de "Caju Tomodachi*". 'Güenta...'

*Tomodachi - "amigo" em japonês.

Escrito por Marcelo Katsuki às 17h18

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A melhor safra de vinhos nacionais

A melhor safra de vinhos nacionais

A safra de 2005 começa a chegar ao mercado sendo considerada a melhor já produzida no país. Tudo por conta do clima seco do ano passado, desastre para a agricultura em geral mas muito favorável para a produção de uvas. Segundo os produtores, "a amplitude térmica foi perfeita para produzir uvas sadias": muito sol durante o dia e temperatura fria ou amena à noite.



Os vinhos nacionais deram um salto significativo em qualidade nos últimos 10 anos, mas ainda há quem torça o nariz. Quem sabe essa nova safra venha mudar um pouco essa história?

Escrito por Marcelo Katsuki às 18h42

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Degustação à la carte

Degustação à la carte



Lembra a desgustação de uísque no Astor (R. Delfina, 163, Vila Madalena - tel: 11-3815-1364) que comentei alguns posts abaixo? Pois é, fui ontem e achei sensacional! Primeiro, pela agilidade do atendimento ao montar um micro espaço para degustação ali na sua mesa, com um tablado numerado, seis tacinhas e uma apostila com um pequeno roteiro, tudo muito prático. Depois, pela brincadeira informal de tentar captar aromas e sabores nas taças, com maltes de mel, baunilha, frutas e turfa, finalizando com uma dose do uísque. Tudo muito 'avonts', sem ninguém falando que tem de ser assim ou assado.

Confesso que não consegui captar o sabor do mel da primeira taça, mas havia elementos similares, como um aroma profundo de gosto persistente, meio doce, mas acho que a concentração do malte pegou minha língua de surpresa. A segunda taça, baunilha, era deliciosa, perfumada e suave, desceu com prazer, assim como a terceira, de frutas, mais leve e ligeiramente cítrica. Já a quarta taça foi um susto! Era a "turfa", um composto vegetal formado pela decomposição de raízes e ervas que é utilizado para "defumar" a cevada. Um cheiro forte que me lembrava borracha queimada e fuligem, grosseiramente falando. O sr. Passos, que me acompanhava na degustação, foi além: "tem gosto de guache escolar". Assenti sem muito entusiasmo, afinal nunca tinha tomado guache, minha maior ousadia na infância foi ter comido massinha de modelar (encorajado pelo "atóxico" da embalagem).

Já a dose de Buchanan's ao final revela o equilíbrio alcançado pelo "master blender" e desafia os mais experientes a localizar os aromas previamente degustados. Mas depois das quatro inocentes tacinhas, você pode ficar um pouco fora de prumo. Para me manter sóbrio e limpar o paladar, intercalei os goles com fatias de pão italiano e água e funcionou. Para completar a noite, arrematei outra dose do uísque acompanhado por uma saborosa travessa "à la brasserie" (não incluída na degustação), com frios, queijos e pães de primeira selecionados pelo sr. Passos. Programa lúdico para adultos, momento de prazer e diversão. E você ainda leva para casa uma linda tacinha de degustação, dentro de uma sacola de veludo com a apostila. Tudo por R$ 19,00.

Escrito por Marcelo Katsuki às 20h01

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Degustação 12 anos

Degustação 12 anos

Cada louco com a sua mania. Eu, por exemplo, adoro tomar uísque comendo pepinos frescos. E gosto de uísque com água, bastante água (ou "mizuwari", como dizem no Japão). Fica mais suave, hidrata e ainda acordo no outro dia sem resquícios dos excessos da noite anterior. Claro que não estou levando em conta aqui nenhum princípio de harmonização da bebida (se é que existe), apenas relatando um gosto pessoal. Ah, às vezes também compro alguns "okakis" (salgadinhos japoneses bem crocantes com algas marinhas ou gergelim). São bem menos "invasivos" que azeitonas ou batatas fritas e caem super bem com a bebida.

Outro dia, meu editor-chefe comentou que o Gold Label (ou seria o "Blue", ai meu Deus) devia ser degustado com chocolate. Meu amigo Junior, que também escreve sobre gastronomia, confirmou e ofereceu a garrafa. Eu entraria com os chocolates (que deviam estar à altura, hehe), mas a gente nunca consegue casar as agendas e o nosso "como uísque para chocolate" vai sendo adiado sem "prazo de validade".


Mas essa conversinha toda é apenas para contar que o Astor (R. Delfina, 163, Vila Madalena - tel: 11-3815-1364) está promovendo uma degustação à la carte de Buchanan's com os 4 principais maltes que compõem o uísque (mel, baunilha, trufa e frutas) por R$19,00. O preço "amigo" ainda dá direito a uma dose de Buchanan's 12 anos, uma apostila e uma exclusiva taça de degustãção como brinde.

E depois de degustações de vinhos, de cafés e até de águas, nada como desvendar os aromas e sabores presentes em um scotch. Como verdadeiro adorador de uísques, não vou perder essa. Semana que vem eu conto.

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h51

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Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

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