Marcelo Katsuki

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Vinhos argentinos: Alta Vista

Vinhos argentinos: Alta Vista



Na quarta aconteceu no Capim Santo a Roda Vinho com Benoît Berneron, diretor da Alta Vista, uma produtora de vinhos argentina. A idéia do encontro era compor uma mesa redonda para discutir as perspectivas do vinho argentino no mercado internacional. Poderia ter sido um evento sisudo e entediante mas acabou sendo engraçado e instrutivo graças à informalidade da 'mesa'. Dos divertidos comentários do Luli Dias (da Épice Importadora) à apresentação precisa do diretor da vinícola, sr. Benoît até as intervenções pertinentes das sommelières Eliana Araújo e Carina Cooper, tudo contribuiu para uma noite agradável.


[Benoît em ação]


Degustamos um branco (Torrontes) e quatro tintos (um Premium Malbec, outro Premium Cabernet Sauvignon, um Grande Reserve Terroir Selection Malbec e um Alto 2004, top de linha. O que mais me agradou foi o Grande Reserve (felizmente nem sempre a gente gosta do mais caro, hehe), pois era um vinho redondíssimo, uma seleção de Malbec de 4 terroirs de Mendoza que resultou em um vinho equilibrado e pronto para o consumo.



O Torrontés tem uma história interessante. Ele é o vinho branco símbolo da Argentina (ou pelo menos querem transformá-lo) mas seu consumo interno ainda gera reservas pois ele era um vinho mais escuro e doce. As vinícolas estão mudando essa imagem e conseguindo boa aceitação internacional, mesmo na Europa. A idéia é que ele seja tão representativo do país como é o Malbec, no caso dos tintos. Achei o vinho muito equilibrado: a acidez é contrabalanceada pelo alto teor alcóolico criando uma agradável sensação de leveza. É bem seco e possui um bouquet floral suave e refrescante que deixa um leve rastro de amargor no final. E é ideal para acompanhar pratos condimentados e picantes, segundo Benoît.



Os vinhos foram harmonizados com um menu elaborado pela chef Morena Leite, que incluía uma Salada de Folhas com um Fagottini assado de queijo, um Filé de linguado com um incrível Petit Gateau de Banana da Terra e um Filé com Queijo de Coalho grelhado com Pupunha. Pena que o evento se estendeu até tão tarde, acabei partindo antes da sobremesa...



Enogafes
A expressão (e o terror) de todo sommelier. Algumas enogafes? Pedir um tinto carésimo e depois solicitar 'adoçante' ao garçom. Acredite, isso acontece, e tem quem ainda peça açúcar mesmo! 'Cliente-filtrado doce', pergunte para a sommelier!

Custo-benefício
Parece ser uma especialidade dos vinhos argentinos. Bom custo, bons vinhos, tô embarcando nessa. Os preços sugeridos desses exemplares ao mercado brasileiro variam de R$ 27,00 (Torrontes) a R$ 70,00 (Grande Reserve). O mais caro é o Alto, a R$ 220,00, mas esse já é top de linha.

Objeto do desejo
Alguém reparou na luminária? Toda feita de talheres presos a um disco cromado e 4 lâmpadas Balloon. Desde já o meu sonho de consumo para a sala de jantar lá de casa. Agora só falta trocar a mesa, as cadeiras, o aparador...

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h09

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Mai Thai, do outro mundo!

Mai Thai, do outro mundo!



E atendendo ao pedido da Claudia (nos comentários), segue a receita de Mai Thai. A origem da bebida é controversa, o que se sabe é que seu nome veio da expressão de um cliente taitiano que provou o drinque e exclamou: "Mai thai!", que quer dizer algo como "muito bom" ou "do outro mundo!".

Seja lá como for, comemorei meu aniversário há dois anos atrás com uma "pitcher party": várias jarras de drinques em sistema self-service para agilizar, onde uma das jarras era só de Mai Thai. Como a bebida é muito gostosa, perfumada e ligeiramente doce, a bartender ficou quase louca para repor o Mai Thai e as pessoas se jogaram de uma tal maneira que a maioria nem se lembra de como a festa acabou. Acho que nem eu, uih...

Mai Thai
- 2 partes de rum Bacardi prata
- 1 parte de triple sec
- 1 parte de suco (abacaxi)
- 1/2 parte de Amaretto
- 1/2 parte de rum Bacardi Black
- suco de 1/2 limão
- ramos de hortelã
- 1 fatia de laranja
- 1 cereja
- gelo

Modo de fazer:
Coloque o gelo em um copo longo, acrescente as bebidas (exceto o Bacardi Black) e misture com uma colher bailarina. Decore com o ramo de hortelã, a laranja e a cereja espetada em um palito e finalize adicionando o rum escuro, que não deve ser misturado, para aromatizar o drinque.

Escrito por Marcelo Katsuki às 12h42

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Um vinho para sushi

Um vinho para sushi



No sábado ganhei da Janaina uma garrafa do Sushi Vin, primeiro vinho produzido no Brasil especialmente para sushis. Não conhecia e como o Jeff estava em casa preparando uns makis e gunkas, fui logo abrindo.

O aroma é delicioso, predominando o perfume da uva Moscato, meio floral, um pouco de mel... mas na boca, as outras uvas (Chardonnay e Malvasia Bianca) se destacam, e o vinho mostra-se bem seco, mas leve e persistente. Eu gostei, mas preciso repetir a dose com mais calma. Como já havia tomado uns uísques, com certeza perdi muito da harmonização (entre outras coisas, hehe).

Já a Roberta me levou de presente o Vinho do Lobisomen. Coisa do demo? Se fosse na semana passada eu abriria imediatamente para saudar o eclipse. Mas resolvi aguardar a próxima lua cheia pra abrir a 'fogosa'. Das trevas!!!


["Aaauuuuuuhhhhhh!!!" Vai pro sagu ou não vai?]

Escrito por Marcelo Katsuki às 10h24

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Marcelo Katsuki Marcelo Katsuki é editor de arte de Mídias Digitais da Folha, colaborador da revista sãopaulo e colunista da "Prazeres da Mesa".

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