O rei do churro



Nas minhas andanças pela Espanha acabei comprando uma maquininha de fazer churros que foi o pesadelo de alguns amigos cozinheiros (e amigas também, né Stela e Solange?). Ninguém conseguia acertar o ponto da massa! Daí eu peguei a máquina e munido de muita paciência e determinação fui bater massa numa dessas madrugadas insones aqui em casa. Peneirei 2 xícaras de farinha e 1 colher de chá de sal. Juntei 2 xícaras de água fervente e bati vigorosamente até formar uma goma. Deixei esfriar por 15 minutos e então juntei 2 ovos à temperatura ambiente. No fim acabei botando a mão na massa mesmo!

Preenchi todo o tubo, fechei com a tampa e girei o pino em cima da frigideira com óleo quente. Não é que saiu uma lombriga fininha que foi se depositando na panela em formato espiral, na maior tranquilidade? Frita de um lado, vira, frita do outro e escorre. Cobre com canela e açúcar e pronto! Oito espirais de churros crocantes pra eu me deliciar com chocolate quente e garantir a azia na manhã seguinte. Nem liguei, ainda juntei geléia e aquele açúcar com baunilha do duty free e comi deitado no sofá. Nunca disse que tinha juízo.

E se você quiser fazer também, pode usar um saco de confeiteiro com bico de decorar, também funciona. Mas da próxima vez vou trocar a água por leite para ver como fica (olha a pessoa louca para fazer a coisa desandar!).